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2 EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
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Manual
Manual de Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
MA.SGCA.002 - Página X/X
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xx/xx/2021
Versão: 01
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Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
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01/07/2021
Versão: 01
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Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
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01/07/2021
Versão: 01
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
PRESIDENTE
Oswaldo de Jesus Ferreira
VICE-PRESIDENTE
Eduardo Chaves Vieira
DIRETOR DE ENSINO, PESQUISA E ATENÇÃO À SAÚDE
Giuseppe Cesare Gatt o
COORDENADORA DE GESTÃO DA CLÍNICA
Rosana Reis Nothen
CHEFE DO SERVIÇO DE GESTÃO DO CUIDADO ASSISTENCIAL
Ricardo Malaguti 
FOTO CAPA
Farmacêuti cas Vanessa Flores (personagem) e Lenise Silva (fotografi a),
Hospital Universitário Federal de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria (HUSM-UFSM).
ISBN 978-65-994535-0-2 
©2021 EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Todos os direitos reservados.
É vetada a reprodução total ou parcial deste livro sob quaisquer formas e quaisquer
meios eletrônicos ou mecânicos, sem autorização prévia por escrito.
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Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
MA.SGCA.002 - Página 3/372
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01/07/2021
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
1ª edição
São Paulo - SP
2021
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Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
MA.SGCA.002 - Página 4/372
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01/07/2021
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
EBSERH
PRESIDENTE
Oswaldo de Jesus Ferreira
VICE-PRESIDENTE
Eduardo Chaves Vieira
DIRETOR DE ENSINO, PESQUISA E ATENÇÃO À SAÚDE
Giuseppe Cesare Gatto
COORDENADORA DE GESTÃO DA CLÍNICA
Rosana Reis Nothen
CHEFE DO SERVIÇO DE GESTÃO DO CUIDADO ASSISTENCIAL
Ricardo Malaguti
ORGANIZADORES
Rogéria Aparecida Pereira Valter de Lucena - Diretoria de Ensino, Pesquisa e
Atenção à Saúde/EBSERH Sede
Samira de Souza Silva - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à Saúde/Ebserh Sede
Maria Denise Ricetto Funchal Witzel - Gerente Acadêmica, Instituto Racine
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Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
MA.SGCA.002 - Página 5/372
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ELABORAÇÃO 
Farmacêuti cos da Rede EBSERH que foram alunos do Insti tuto Racine, egressos 
do Curso de Pós-graduação Lato sensu em Farmácia Oncológica e Cuidados Far-
macêuti cos em Oncologia, sob responsabilidade acadêmica da Faculdade Innovare 
e colaboradores da EBSERH sede e fi liais.
Alba Maria Alves Vasconcelos - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Universidade 
Federal de Alagoas
Aline Santos Silva - Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria
Anderson da Silva Cavalcanti - Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte
Brenda Grazielli Nogueira Moraes - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Bruno Araujo Brandão - Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora
Camila Albani Ferri - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal 
do Espírito Santo
Camila Cadore - Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas
Camile da Rocha - Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Camille Salvany Caputi - Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria
Carolina Mesquita de Carvalho - Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Fede- 
ral Fluminense
Caroline Santos Capitelli Fuzaro - Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Celina Santos Almeida - Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe
Cinti a Gratone Carneiro - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Cristi ano Álvares de Araújo - Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Univer-
sidade Federal de Santa Catarina
Cristi ano Vieira Tavares - Hospital Universitário Gaff rée e Guinle da Universidade Federal do 
Estado do Rio de Janeiro
Daniela de Nazaré Magalhães Machado Figueredo - Hospital Universitário Prof. Alberto 
Antunes da Universidade Federal de Alagoas
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Boas Práti cas de Manipulação
de Anti neoplásicos da Rede EBSERH
MA.SGCA.002 - Página 6/372
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01/07/2021
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Danielle Lacerda Pires - Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília
Deive de Andrade Campos - Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília 
Denis Alvaci Conceição - Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas
Douglas Tavares de Albuquerque - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Edjane Maria de Azevedo Barroso - Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte
Emanoel Rodrigo Melo dos Santos - Hospital Universitário João de Barros Barreto da Univer-
sidade Federal do Pará
Fernanda Oliveira Freitas - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Fernando Rocha Weber - Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas
Francisco das Chagas Nogueira Junior - Hospital Universitário Walter Cantí dio da Universi-
dade Federal do Ceará
Gedson Rodrigues de Morais Lima - Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade 
Federal da Paraíba
Georgiane de Castro Oliveira - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Gilvania da Silva Santos - Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade 
Federal da Bahia
Glauber Meireles Maciel - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
Greizielle Barroso - Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal 
do Mato Grosso do Sul
Inajara Rott a - Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Joana D’arc Dias Barroso Valverde - Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora
Juliane Carlott o - Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Karina Uggere de Andrade Campelo - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da 
Universidade Federal do Espírito Santo
Klezia Morais da Silva Belletti - Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Laise Aline Marti ns dos Santos - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Lenise de Lima Silva - Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria
Lucas de Oliveira Monte - Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de 
Campina Grande
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Boas Práti cas de Manipulação
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MA.SGCA.002 - Página 7/372
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01/07/2021
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Luziana de Azevedo Firmino - Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte
Marcela Miranda Salles - Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidadevamente (ABNT, 
2005a; ABNT, 2005b; SOBRAFO, 2014). 
2.3 Itens e Equipamentos Necessários
2.3.1 Lixeira com Pedal e Tampa
As lixeiras devem possuir tampa, pedal, saco plásti co e precisam ser devidamente 
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Boas Práti cas de Manipulação
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MA.SGCA.002 - Página 50/372
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identificadas. Os sacos devem ser de material resistente à ruptura e vazamento, 
impermeáveis, conforme determinado na NBR 9191/2000 da ABNT. Os limites 
de peso devem ser respeitados e não deve ocorrer o esvaziamento ou reapro-
veitamento. Os recipientes que armazenam os sacos devem ser de material 
lavável, resistente à punctura, ruptura e vazamento, com cantos arredondados 
e resistência ao tombamento.
2.3.2 Recipiente de Transporte
A terapia anti neoplásica deve ser transportada em recipientes isotérmicos exclu-
sivos, que ofereçam proteção das intempéries e da incidência direta da luz solar.
2.3.3. Cabine de Segurança Biológica Classe II B2
O processo de manipulação de medicamentos anti neoplásicos estéreis deve ser 
executado em Cabine de Segurança Biológica (CSB) Classe II B2, em sala com área 
mínima de 5m2 por cabine. A CSB II B2 garante proteção ao produto, ao operador e 
ao ambiente, por apresentar fi ltro HEPA (High Effi ciency Parti culate Arrestance), que 
possui a capacidade fi ltrante de alta efi ciência de 99,97% de partí culas maiores de 
0,3 µm de diâmetro, na exaustão e no insufl amento de ar. 
Esta cabine possui pressão negati va em relação à sala onde se encontra, devido 
a diferença entre o insufl amento de ar no interior da cabine e sua exaustão (vazão 
1.500 m3/h e pressão de sucção de 35 m.m.c.a.); promove expulsão de 100% do ar, 
e o novo ar é introduzido a parti r do local onde se encontra a câmara, não ocorrendo 
recirculação de fl uxo de ar; e mantém velocidade de face média mínima de 0,5 m/s. 
Além disso, deve possuir sistema de exaustão dedicado e selado, venti lador remoto, 
medidor de pressão e sistema de alarme adequado, que sinalize alterações no fl uxo 
de ar, que deve ser sempre verti cal.
A certi fi cação da CSB deve ser realizada com periodicidade semestral e sempre 
que ocorrer deslocamento e/ou reparos, por pessoal treinado, mantendo-se os 
registros. É necessária a troca do fi ltro absoluto de acordo com o grau de saturação 
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Boas Práti cas de Manipulação
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e capacidade fi ltrante remanescente. Os fi ltros HEPA devem ser trocados após 500 
horas de trabalho efeti vo, se esti verem saturados, serem danifi cados ou conforme 
determinação do fabricante.
2.4 Área Limpa
De acordo com a NORMA NBR ISO 14644, sala limpa é uma sala em que a con-
centração de partí culas no ar é controlada e com construção e uti lização feitas de 
maneira a minimizar a introdução, geração e retenção de partí culas e na qual outros 
parâmetros relevantes, como temperatura, umidade e pressão são controlados 
conforme necessário.
As áreas limpas são classifi cadas de acordo com suas condições ambientais para 
quanti dade de partí culas viáveis e, por vezes, também para partí culas não viáveis. 
Há diferentes normas técnicas que tratam das classifi cações de áreas limpas, 
sendo as mais empregadas em território nacional a NBR ISO 14644 e as normas 
de Boas Práti cas de Fabricação (KRIPPNER,2010). A construção ou adaptação das 
áreas também deverá seguir as diretrizes citadas para planejamento, elaboração 
e avaliação dos projetos fí sicos de estabelecimentos de saúde preconizados pela 
RDC ANVISA nº 50/2002.
2.4.1 Filtros e Exaustão das Salas
Nas áreas classifi cadas o ar injetado deve ser fi ltrado por fi ltros HEPA. O meio 
fi ltrante dos fi ltros absolutos deve ser repelente à umidade. Os fi ltros de ar pro-
venientes da cabine de segurança devem ser instalados no lado de aspiração do 
exaustor, de forma a minimizar o comprimento do trecho contaminado do duto. 
Dispositi vos e procedimentos de segurança devem ser adotados para substi tuição 
e manuseio dos fi ltros. O fi ltro absoluto do ti po HEPA deve ser trocado conforme o 
grau de saturação e capacidade fi ltrante remanescente, medidos a cada 6 meses; 
a troca também deve ser realizada após 500 horas de trabalho ou de acordo com o 
desempenho, caso estejam saturados, caso sofram danos ou conforme orientação 
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do fabricante (SOBRAFO, 2014).
O equipamento de tratamento de ar deve fi car o mais próximo possível dos lo-
cais condicionados, evitando grandes trechos de dutos de insufl amento e retorno. 
O projeto dos dutos deve considerar a minimização do risco de incêndio e inibir a 
propagação de fogo e fumaça em caso de sua ocorrência. Os dutos de exaustão, 
mesmo nos trechos de depressão, não podem atravessar os ambientes ou os forros 
dos ambientes (ABNT, 2005a).
3 Discussão
Em serviços de saúde, o risco de exposição aos agentes anti neoplásicos é obser-
vado nas ati vidades de manipulação da substância para preparação da dose a ser 
administrada, na administração do fármaco ao paciente, no contato com excreções do 
paciente tratado e em ati vidades de descarte, manuseio dos resíduos contaminados 
e limpeza de áreas contaminadas (OSHA, 201?; ROCHA, 2004).
Os riscos advindos da manipulação de quimioterápicos antineoplásicos 
envolvem a inalação de aerossóis, o contato direto com a pele e mucosas e 
a ingestão de alimentos e medicamentos contaminados por resíduos desses 
agentes e podem, potencialmente, provocar danos à saúde dos trabalhadores 
que manipulam estes medicamentos, tais como, mutagenicidade, infertilidade, 
aborto e malformações congênitas, disfunções menstruais e sintomas imedia-
tos como tontura, cefaleia, náusea, alterações de mucosas e reações alérgicas 
(OSHA, 201?; ROCHA; PALUCCI; ROBAZZI, 2004).
As práti cas de biossegurança adotadas em laboratórios baseiam-se na necessi-
dade de proteger os colaboradores, o meio ambiente e a comunidade da exposição a 
agentes presentes nesses locais e que representam possíveis riscos. Os profi ssionais 
que atuam nessa área necessitam receber treinamento adequado e atualizar-se 
constantemente sobre as técnicas que devem ser adotadas para manter o ambiente 
seguro (OSHA, 201?; ROCHA; PALUCCI; ROBAZZI, 2004).
As normas brasileiras não determinam o tempo máximo de exposição, mas reco-
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menda-se não fi car exposto por mais de 8 horas diárias aos agentes anti neoplásicos, 
pois ultrapassar este tempo pode trazer grande risco para os profi ssionais envolvidos 
no preparo. O Guideline Canadense ISOPP (Internati onal Society of Oncology Pharmacy 
Practi ti oner) recomenda uma pausa a cada 2 horas, caso o trabalhador realize ati vida-
des sem interrupções na cabine. Já o Guideline Americano NIOSH (Nati onal Insti tute 
for Occupati onal Safety and Health) recomenda que em 3 horas e meia de trabalho 
devem ser feitas pausas ou mudança no ti po de preparação (BIDOIA, 2017).
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Referenciais Teóricos
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14644: Salas limpas 
e ambientes controlados associados. Parte 4: Projeto, construção e parti da. Rio de 
Janeiro, 2004.
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7256: Tratamento de ar 
em estabelecimentos assistências de saúde (EAS), requisitos para projeto e execução 
das instalações. Rio de Janeiro, 2005a.
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14644: Salas limpas 
e ambientes controlados associados. Parte 1: Classifi cação da limpeza do ar. Rio de 
Janeiro, 2005b.
ASHP - AMERICAN SOCIETY OF HEALTH-SYSTEM PHARMACISTS. COUNCIL ON PROFESSIO-
NAL AFFAIRS. ASHP Guidelines on Preventi ng Medicati on Errors with Anti neoplasti c Agents. 
American Journal of Health-System Pharmacy, v. 59, n. 17, p. 1648-68, sep. 2002.
BIDOIA, F.O. Segurança na manipulação de anti neoplásicos. São Paulo, 2017. Disponível 
em: htt ps://www.farmaceuti cas.com.br/seguranca-na-manipulacao-de-anti neoplasicos/.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre o Regula-
mento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos 
fí sicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Diário Ofi cial da União: seção 
1, Brasília, DF, n. 54, p. 39, 20 mar. 2002. Disponível em: htt p://portal.anvisa.gov.br/
documents/10181/2718376/RDC_50_2002_COMP.pdf/9682e8b7-3c4f-4b30-bec9-
f76de593696d. Acesso em: 20 mai. 2020.
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BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 210, de 04 de agosto de 2003. Determinar a todos os 
estabelecimentos fabricantes de medicamentos, o cumprimento das diretrizes estabe-
lecidas no Regulamento Técnico das Boas Práti cas para a Fabricação de Medicamentos. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 156, p. 24, 14 ago. 2003. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_210_2003_COMP.
pdf/71ef9340-8008-4f6d-a71a-0b941c62815a. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar o Regulamento 
Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neoplásica. Diário Ofi cial da 
União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 2004. Disponível em: htt p://portal.
anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_COMP.pdf/948f5f11-a343-
40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regula-
mento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviço de saúde. Diário Ofi cial 
da União: seção 1, Brasília, DF, n. 237, p. 49, 10 dez. 2004. Disponível em: htt p://portal.
anvisa.gov.br/legislacao#/visualizar/27469. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora nº 32. Segurança e Saúde no 
Trabalho em Serviços de Saúde. Diário Ofi cial da União, Brasília, 16 nov. 2005.
Disponível em: htt ps://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-
32.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práti cas 
de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi cinais para Uso Humano em farmácias. 
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Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 195, p. 29, 09 out. 2007. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_67_2007_COMP.
pdf/5de28862-e018-4287-892e-a2add589ac26. Acesso em: 03 mar. 2020.
ESCOBAR, G. F. Instalação e manutenção de serviços de terapia anti neoplásica, São 
Paulo: Elsevier, 2008.
KRIPPNER, E. Classifi cação de áreas limpas. Revista SBCC, São Paulo, n. 44, p. 42-44, 2010.
MARTIN, H. FDA Federal Standard 209 Replaced. In: ECA Academy. GMP News, 03 
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OSHA - OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH ADMINISTRATION. Controlling occupa-
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Disponível em: htt ps://www.osha.gov/dts/osta/otm/otm_vi/otm_vi_2.html. Acesso em: 
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OSHA - OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH ADMINISTRATION. Controlling occupa-
ti onal exposure to hazardous drugs. Washington, DC, [201?]. Disponível em: htt ps://
www.osha.gov/dts/osta/otm/otm_vi/otm_vi_2.html. Acesso em: 10 mar. 2021.
ROCHA, F. L. R.; PALUCCI, M. H.; ROBAZZI, M. L. C. C. Perigos potenciais a que estão 
expostos os trabalhadores de enfermagem na manipulação de quimioterápicos anti -
neoplásicos: conhecê-los para prevení-los. Revista Lati no-Americana de Enfermagem, 
Ribeirão Preto, SP, v. 12, n. 3, p. 511-517, 2004.
SANTOS, et.al. Biomonitoring of pharmacists and nurses at occupati onal risk from 
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Manual
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ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
BPF - Boas Práti cas de Fabricação
CSB - Cabine de Segurança Biológica
DML - Depósito de Material de Limpeza
EAS - Estabelecimentos Assistenciais de Saúde 
GMP - Good Manufactoring Practi ce
HEPA - High Effi ciency Parti culate Arrestance
ISO - Internati onal Organizati on for Standardizati on
ISOPP - Internati onal Society of Oncology Pharmacy Practi ti oner
NBR - Norma Brasileira Regulamentadora
NIOSH - Nati onal Insti tute for Occupati onal Safety and Health
POP - Procedimento Operacional Padrão
RDC - Resolução da Diretoria Colegiada
handling anti neoplasti c agentes. [Hoboken, NJ]: Wiley, 2019. Disponível em: htt ps://
onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/ijpp.12590. Acesso em: 19 mai. 2020.
SOBRAFO - SOCIEDADE BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. Consenso 
Brasileiro para Boas Práti cas de Preparo da Terapia Anti neoplásica, 1. São Paulo, 2014, 
Anais [...].São Paulo: Segmento Farma, 2014. Disponível em: htt ps://sobrafo.org.br/
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aro_da_Terapia.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
USP. Pharmaceuti cal Compounding-Sterile Preparati ons. [S.l.], 2008, 61p. Dis-
ponível em: htt ps://www.sefh .es/fi chadjuntos/USP797GC.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. Who Good Manufacturing Practi ces for Ste-
rile Pharmaceuti cal Products Proposal for Revision. Geneva: WHO, 2009. p. 18-19.
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Capítulo 2
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MANUTENÇÃO 
Preventiva, Corretiva e
Certifi cação da Cabine
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1 Introdução
1.1 Manutenção Preventi va
1.2 Manutenção Correti va
1.3 Validação de uma Cabine de Segurança Biológica
2 Desenvolvimento
2.1 Ensaios Realizados na Certi fi cação de Cabines de Segurança Biológica
2.2 Visitas Técnicas
2.3 Programas de Manutenção
2.4 Atribuições e Responsabilidades
2.5 Plano de Conti ngência
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
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Capítulo 2
Manutenção Preventiva, Corretiva e
Certifi cação da Cabine de Segurança Biológica
1 Introdução
As Cabines de Segurança Biológica (CSB) são equipamentos concebidos para pro-
teger o operador, o ambiente laboratorial e o material de trabalho e consti tuem 
a principal barreira primária de uma área de manipulação de quimioterápicos. No 
entanto, esses equipamentos devem ser uti lizados de forma correta; caso contrário, 
a proteção que oferecem pode fi car comprometi da. A Organização Mundial da Saú-
de (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) preconizam o uso de CSB Classe II Tipo B2 
para a manipulação de anti neoplásicos, projetadas para o manuseio de materiais de 
risco moderado e que produzam vapores ou materiais voláteis, como é o caso dos 
quimioterápicos (BRASIL, 2015).
As Cabines Classe II do Tipo B2 funcionam com fl uxo de ar unidirecional verti cal 
que renova 100% do ar através de fi ltros HEPA (High Effi ciency Parti culate Arres-
tance). Esses equipamentos operam ainda com pressão negati va, o que evita a fuga 
de ar, oferecendo proteção abrangente ao manipulador (BRASIL, 2015).
A capacidade de operação e a integridade de cada CSB devem ser certi fi cadas e 
qualifi cadas de acordo com normas nacionais ou internacionais como a RDC nº 220 
ANVISA, de 21 de setembro de 2004, RDC nº 67 ANVISA, de 08 de outubro de 2007, 
NSF Internati onal Standard/American Nati onal Standard (ANSI) 49 de 2019 e ABNT 
NBR ISO 14.644-3. O atendimento a essas normas garante que os equipamentos 
passaram por avaliações e calibrações preconizadas pela legislação vigente para seu 
funcionamento adequado em termos de performance, segurança e correção de 
eventuais desvios de qualidade (SOBRAFO, 2014).
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Todas as boas condições de operação são asseguradas pelo bom funcionamento 
do equipamento, garanti das pelas manutenções preventi vas e correti vas.
1.1 Manutenção Preventi va
A manutenção preventi va está voltada para a realização de tarefas que possuem 
como objeti vo prevenir problemas que causem a parada ou mau funcionamento 
dos equipamentos, gerando prejuízos e colocando em risco a segurança e integrida-
de fí sica dos profi ssionais envolvidos no processo de manipulação dos medicamen-
tos quimioterápicos (FERREIRA, 2019). 
Este ti po de manutenção visa manter o equipamento dentro de condições nor-
mais de uti lização, reduzindo possibilidades de ocorrência de defeitos por desgaste 
ou envelhecimento de seus componentes. Quando bem executado e realizado por 
uma equipe capacitada, esse programa evita falhas, riscos aos usuários, trocas ou 
manutenção correti va frequente, proporcionando segurança e redução dos custos 
de operação (FERREIRA, 2019). 
A manutenção preventi va necessita ser realizada de forma periódica e requer 
contrato ininterrupto de serviços.
1.2 Manutenção Correti va
Enquanto na manutenção preventi va pretende-se reduzir a probabilidade de 
falha ou a degradação do funcionamento de um item, a manutenção correti va é 
aquela efetuada após a ocorrência de uma falha e desti na-se a recolocar um item 
em condições de executar uma função requerida.
A manutenção correti va deve ser evitada e substi tuída a todo custo por políti cas 
de manutenção preventi va. Quando ocorre a necessidade de uma manutenção cor-
reti va, signifi ca que determinado equipamento apresentou falhas que impedem o 
seu funcionamento adequado, interrompendo assim sua uti lização.
 O ti me de manutenção precisa agir o mais rápido possível para reparar ou subs-
ti tuir componentes danifi cados, com o intuito de retomar a manipulação de medi-
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camentos oncológicos, minimizando os impactos, como a interrupção de tratamen-
tos de pacientes oncológicos que estão em andamento (FERREIRA, 2019).
1.3 Validação de uma Cabine de Segurança Biológica
A validação de uma cabine de segurança biológica é a demonstração, por meio 
de documentação e evidências objeti vas, de que requisitos pré-defi nidos para pro-
cedimentos ou processos específi cos são consistentemente atendidos.
2 Desenvolvimento
Para o controle efeti vo das manutenções é necessário a elaboração de um plano 
de manutenção preventi va, que deve ser atualizado anualmente. Este plano deverá 
contemplar a identi fi cação do equipamento, descrição, localização, periodicidade, 
lista de verifi cação e cronograma (BRASIL, 2002).
Os aparelhos que funcionam corretamente oferecem segurança em seu manu-
seio e melhores resultados nos procedimentos, não oneram o orçamento da insti -
tuição, pois não precisam ser consertados ou substi tuídos com frequência.
No entanto, mesmo os equipamentos mais modernos, perdem em qualidade 
quando não recebem a manutenção necessária, implicando em graves riscos à inte-
gridade e até à vida do paciente, o que justi fi ca a realização das vistorias e observa-
ção do desempenho,ajustando quando preciso (BRASIL, 2002).
A manutenção de equipamentos hospitalares também é exigida pelo Ministério 
da Saúde e pela Anvisa, como a resolução RDC nº 2 de 2010. Segundo tal norma-
ti va, as unidades de saúde devem possuir um plano de gerenciamento para equi-
pamentos implantados (BRASIL, 2010).
O planejamento deverá ser coordenado por um profi ssional capacitado tecni-
camente e com nível superior, que pode ou não ser funcionário do hospital. Ele 
estará à frente das etapas de aquisição, implantação, gestão, manutenção corre-
ti va e preventi va dos dispositi vos médicos, gerando fi chas de acompanhamento 
para cada fase (BRASIL, 2002).
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Os instrumentos usados para a realização dos testes deverão ser calibrados de 
acordo com as determinações das normas nacionais e internacionais, normalmente 
com periodicidade anual, e possuir suas devidas rastreabilidades. Certi fi cados de ca-
libração devem referir-se a padrões de medida nacionais ou internacionais. Se uma 
unidade operacional mantém tais padrões, estes devem ser calibrados por órgãos 
competentes em intervalos periódicos (SOBRAFO, 2014).
A empresa certi fi cadora deverá apresentar, antes da contratação dos serviços, 
o seu manual de qualidade, descrevendo todos os procedimentos aplicáveis e de-
monstrando conhecimento e capacidade técnica, além de disponibilizar o registro 
por escrito das manutenções preventi vas e correti vas realizadas. Os procedimentos 
operacionais padrão de equipamentos de teste e os registros de dados correspon-
dentes devem abranger, entre outros, operação, manutenção roti neira, manuten-
ção não roti neira e calibração (SOBRAFO, 2014).
Cada equipamento usado para gerar dados deve possuir um registro escrito de 
calibração, manutenção, uti lização e outros dados relevantes. Para haver garanti a 
de qualidade dos serviços prestados, a empresa certi fi cadora deverá comprovar que 
possui um plano detalhado de análise e gestão para as não conformidades encon-
tradas durante a execução dos trabalhos (SOBRAFO, 2014).
O desempenho consistente das Cabines de Segurança Biológica (CSB) ocorre 
quando os procedimentos apropriados de certi fi cação anual são seguidos, sendo 
que o processo de certi fi cação deve ser aplicado no momento da instalação e reali-
zados, no mínimo, uma vez por ano. 
2.1 Ensaios Realizados na Certi fi cação de Cabines de Segurança Biológica
Os testes que devem ser realizados com métodos e equipamentos recomenda-
dos pela Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) e Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são:
- Contagem Eletrônica de Partí culas para classifi cação do ambiente, uti lizando 
contador de partí culas com taxa de aspiração mínima de 50 litros;
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- Teste de integridade dos filtros absolutos de insuflamento (PAO), utilizan-
do fotômetro;
- Teste de integridade dos filtros absolutos de exaustão (PAO), utilizan-
do fotômetro;
- Medição e ajuste da velocidade de ar do fluxo unidirecional (downflow), 
utilizando termo-anenômetro ou anemômetro;
- Medição e ajuste da vazão de ar do fl uxo unidirecional (downfl ow), uti lizando 
termo-anenômetro ou anemômetro. O ensaio é realizado para medir a veloci-
dade do ar que se move através do espaço de trabalho da cabine e deve ser 
executado em todas as CSB Classe II;
- Cálculo e ajuste da velocidade de entrada de ar pela abertura frontal (infl ow), 
uti lizando balômetro. É realizado para determinar a velocidade calculada ou me-
dida diretamente através da abertura de acesso de trabalho, para verifi car o pon-
to de ajuste de velocidade de fl uxo nominal médio e calcular o índice de volume 
de fl uxo de ar de exaustão;
- Teste e ajuste da velocidade do fl uxo de ar na exaustão;
- Medição do índice de saturação dos fi ltros de insufl amento e exaustão (pressão 
diferencial), uti lizando manômetro diferencial. Determina a integridade dos fi l-
tros, identi fi cando possíveis vazamentos e o diferencial de pressão;
- Teste de fumaça para verifi car o perfi l de movimentação do ar, uti lizando am-
pola específi ca. O ensaio é realizado para determinar se o fl uxo de ar, ao longo 
de todo o perímetro da abertura de acesso à área de trabalho, está direcionado 
para o interior da CSB, se o fl uxo de ar na área de trabalho está em conformi-
dade, sem pontos mortos ou de refl uxo, se o ar ambiente passa sobre ou por 
cima da superfí cie de trabalho e se não há escapes para o exterior do gabinete 
nas laterais e na parte superior da janela. O ensaio de fumaça é um indicador da 
direção do fl uxo de ar e não de velocidade;
- Medição da temperatura na superfí cie de trabalho;
- Medição da temperatura e umidade ambiental;
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- Medição do ruído gerado pelo equipamento, com o intuito de mensurar os 
níveis de ruído produzidos pela cabine, buscando manter níveis aceitáveis para o 
trabalhador e ajudar na avaliação do desempenho mecânico do equipamento;
- Medição da luminosidade na área de trabalho do equipamento, realizada para 
quanti fi car a intensidade da luz na superfí cie de trabalho do gabinete como uma 
ajuda para minimizar a fadiga do operador;
- Testes de polaridade e resistência do circuito, realizado para determinar o risco 
de choque por meio da medição do vazamento de corrente, a polaridade, a fun-
ção do interruptor elétrico, falha de aterramento e resistência do circuito para a 
ligação da cabine;
- Teste de lâmpada ultravioleta (UV) - nas cabines que possuam lâmpadas UV,
estas devem ser testadas periodicamente, assegurando saída de radiação sufi -
ciente para neutralizar os micro-organismos. A superfí cie sobre a lâmpada deve 
ser limpa com álcool a 70% antes de realizar o teste. Cinco minutos após a lâm-
pada ter sido ligada, o sensor do medidor de UV é colocado no centro da super-
fí cie de trabalho. A saída de radiação não deve ser inferior a 40 microwatt s por 
centí metro quadrado a um comprimento de onda de 254 nanômetros.
Após a realização dos testes, a empresa deve fornecer relatório fi nal constando 
os resultados das medições e testes efetuados, incluindo comentários técnicos e 
relatório de certi fi cação com colocação do selo de certi fi cação autocolante. 
2.2 Visitas Técnicas
A RDC nº 220 determina que a CSB deve ser certi fi cada semestralmente e sem-
pre que houver movimentação ou reparos. A certi fi cação deve ser realizada por 
pessoal treinado e o processo deve ser registrado. De acordo com a NSF-49, todo 
equipamento de segurança biológica deve ser certi fi cado, pelo menos uma vez ao 
ano, ou quando o fi ltro HEPA for substi tuído e sempre que for movimentado. Porém, 
o fator determinante para defi nir a periodicidade da certi fi cação é a criti cidade e 
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o grau de risco do trabalho realizado. A certi fi cação pode ser mensal, bimestral, 
trimestral, quadrimestral, semestral ou anual, de acordo com a periodicidade esta-belecida pela empresa (SOBRAFO, 2014).
2.3 Programas de Manutenção
O setor de manipulação necessita estabelecer uma programação para manuten-
ção dos equipamentos, a fi m de assegurar que o seu uso esteja de acordo com as es-
pecifi cações dos fabricantes, a qual deve estar disponível em local de fácil acesso ao 
pessoal encarregado da manutenção e uso do equipamento. Registros contendo a 
data em que a programação foi executada e o nome dos técnicos encarregados das 
ati vidades de manutenção, devem fazer parte da documentação dos equipamentos. 
Os técnicos qualifi cados, responsáveis pela manutenção e reparação das instalações 
e dos equipamentos da área de alto nível de contenção biológica, devem possuir 
conhecimento sobre a natureza do trabalho realizado nessa área, os regulamentos 
e os procedimentos de segurança (FERREIRA, 2019).
Os testes de equipamentos após a sua revisão devem ser realizados pelo respon-
sável da Engenharia Clínica. O acesso à área de manipulação deverá fi car restrito aos 
profi ssionais responsáveis pela manutenção, fi cando vedado o acesso de pessoas 
sem qualifi cação. Todas as operações de manutenção, trocas ou reparos deve ter a 
autorização do farmacêuti co responsável pela unidade, o qual indicará funcionário 
para o acompanhamento dos trabalhos. Todas as ati vidades realizadas deverão ser 
registradas e entregues ao farmacêuti co responsável (BRASIL, 2015).
O equipamento precisa ter uma eti queta que informe a data da últi ma manu-
tenção preventi va e correti va e a previsão da próxima manutenção correti va, sendo 
esta eti queta de fácil acesso visual.
2.4 Atribuições e Responsabilidades
O farmacêuti co, além de responsável técnico da unidade, também é o respon-
sável pela revisão e discussão, ao menos uma vez por ano, das responsabilidades 
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sobre uso e operação da Central de Misturas Intravenosas (CMI) juntamente aos 
demais farmacêuti cos que atuam no setor, tendo como encargos principais: 
a) Revisar a sinalização de biossegurança;
b) Uti lizar metodologias de reconhecimento de tarefas que possam envolver 
exposição ao perigo;
c) Demonstrar o uso correto da cabine de segurança biológica para realização 
de práti cas de trabalho seguras, bem como o descarte adequado de arti gos e 
materiais contaminados;
d) Revisar as práticas seguras de trabalho a serem seguidas por todos os 
usuários do serviço;
e) Revisar o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), incluindo ti pos, 
localização, remoção, tratamento e disposição;
f) Analisar e discuti r os procedimentos diante de acidentes com derramamento;
g) Revisar os procedimentos de exposição ao perigo;
h) Monitorar o cumprimento do calendário de manutenções preventi vas dos 
equipamentos disponíveis na área de manipulação.
Além disso, compete ao farmacêuti co administrar o funcionamento da farmácia 
e implementar protocolos para garanti r sua operação com segurança, bem como a 
integração entre as equipes de trabalho, a comissão de biossegurança, de manuten-
ção e de engenharia.
O engenheiro clínico completa o grupo técnico necessário à operação e ao 
funcionamento de uma área de alta contenção, nas condições de biosseguran-
ça que o nível de risco requer. O profissional de Engenharia tem como respon-
sabilidade principal manter os sistemas de engenharia da planta em perfeitas 
condições de monitoramento, manutenção, funcionamento e de operação em 
virtude dos riscos e potencial carcinogênico das substâncias ali manipuladas, 
conforme classificação do Ministério do Trabalho e Fundação Jorge Duprat e 
Figueiredo (Fundacentro).
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Deve ter, sob sua coordenação e supervisão, equipe técnica capaz de aplicar suas 
orientações visando a ações de manutenção prediti va, preventi va e correti va das 
instalações, com especial destaque aos procedimentos de operações em emergên-
cia, visando assegurar o perfeito funcionamento do conjunto de sistemas de enge-
nharia que forma a barreira secundária do laboratório. O engenheiro responsável 
pela operação da área limpa deverá ter (BRASIL, 2015): 
a) Conhecimento de biossegurança e princípios de biocontenção em la-
boratórios;
b) Conhecimento do desenvolvimento de Avaliações de Risco;
c) Conhecimento das metodologias dos processos de Comissionamento e Certi -
fi cação das instalações. 
d) Conhecimento das metodologias de teste e certi fi cação de fi ltros HEPA;
e) Conhecimento da metodologia do processo de balanceamento de sistemas 
de ar-condicionado;
f) Conhecimento dos procedimentos para certi fi cação de Cabines Classe II de 
biossegurança com base na NSF-49. 
2.5 Plano de Conti ngência
A CSB é considerada a principal barreira de uma área de manipulação de 
quimioterápicos e para evitar a interrupção do serviço de quimioterapia, com 
consequente interferência do tratamento do paciente, é necessário que cada 
unidade da Rede Hospitalar EBSERH trace as medidas de contingências em caso 
de interrupção de energia e de não funcionamento da CSB, como a necessidade 
de gerador na unidade da Farmácia Oncológica, necessidade de mais de uma 
CBS no ambiente laboratorial e, se possível, realizar um contrato com alguma 
empresa/hospital caso precise realizar as atividades de manipulação de Quimio-
terapia externamente à Unidade.
A área de manipulação deve ser ligada ao gerador, evitando paralisação da 
manipulação, risco de acidente para o manipulador em caso de falta de energia, 
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perda dos medicamentos termolábeis, entre outros riscos, em virtude de se tratar 
de unidade fechada. Como alternati va, o uso de nobreaks pode ser uma possibi-
lidade para equipamentos críti cos como as Cabines de Segurança Biológica, pois 
seu acionamento permite que seja fi nalizada a manipulação que está em curso 
no momento de uma queda de energia. Como são equipamentos de baixo custo, 
sua uti lização nestes casos em CSB torna-se uma opção viável para evitar perdas 
durante o processo de manipulação.
Importante considerar que a falta de energia elétrica não é a única causa que 
pode impedir o correto funcionamento de uma CBS. Falhas de operação e quebras 
de componentes também fi guram como origens deste problema, moti vo pelo qual 
é importante investi r fortemente em manutenções preventi vas e prediti vas, que 
permitem identi fi car e solucionar potenciais problemas, contribuindo para evitar 
as paradas não programadas que comprometam todo o serviço da farmácia onco-
lógica (FERREIRA, 2019).
3 Discussão
O uso frequente da CSB gera desgaste natural dos seus componentes e o 
mau funcionamento oferece risco ao manipulador e à preparação, já que este 
equipamento é imprescindível na biossegurança relacionada ao processo. A 
realização periódica de manutenção é extremamente importante e contribui 
também para o aumento da vida útil dos equipamentos, além de evitar inter-
rupções operacionais não previstas. O investimento na manutenção preventiva 
é essencial, pois o custo de tal procedimento é relativamente menor do que 
uma manutenção corretiva.
Para que sejam efi cazes e confi áveis, as manutenções preventi vas devem ter 
procedimentos claros, defi nidos e escritos, e ser realizadas por profi ssionaiscom 
treinamento nessas operações e com qualifi cação para a execução da ati vidade e 
entendimento completo do sistema da CBS para realizar um correto diagnósti co de 
potenciais problemas e riscos.
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O seguimento rigoroso às normas é indispensável à manutenção da máxima 
capacidade protetora do manipulador e ao pleno funcionamento deste equipa-
mento, contribuindo para a redução dos riscos associados ao processo de mani-
pulação dos medicamentos quimioterápicos.
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Referenciais Teóricos
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISSO 14644-3: Salas limpas 
e ambientes controlados associados: Parte 3: Métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Equipamentos médico-hospitalares e o gerenciamento 
da manutenção: capacitação a distância. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002.709p. 
(Série F. Comunicação e Educação em Saúde) Disponível em: htt p://bvsms.saude.gov.
br/bvs/publicacoes/equipamentos_gerenciamento1.pdf. Acesso em: 10 mar. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
da Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar o Regu-
lamento Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neoplásica. Diário 
Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 2004. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_
COMP.pdf/948f5f11-a343-40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práti cas 
de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi cinais para Uso Humano em farmácias. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 195, p. 29, 09 out. 2007. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_67_2007_COMP.
pdf/5de28862-e018-4287-892e-a2add589ac26. Acesso em: 03 mar. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 2, de 25 de janeiro de 2010. Dispõe sobre o gerencia-
mento de tecnologias em saúde em estabelecimentos de saúde. Diário Ofi cial da 
União: seção 1, Brasília, DF, n. 17, 26 jan. 2010. Disponível em: htt p://portal.anvisa.
gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_COMP.pdf/948f5f11-a343-40-
cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 20 mai. 2020.
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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de 
Vigilância das Doenças Transmissíveis. Biocontenção: o gerenciamento do risco 
em ambientes de alta contenção biológica NB3 e NBA3. Brasília, DF: Editora do 
Ministério da Saúde, 2015. 134 p. Disponível em: htt p://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/biocontencao_gerenciamento_risco_ambientes_alta_contencao.pdf. 
Acesso em: 10 mar. 2020.
FERREIRA, F. R. Capacitação em boas práti cas de inspeção e sistema de gestão 
de qualidade. [Brasília, DF]: ANVISA, [2019]. Disponível em: htt p://portal.anvisa.
gov.br/documents/4048533/4992156/Gest%C3%A3o+de+equipamentos.pdf/
f1598df2-3a5c-47ad-980d-c83742505cdb. Acesso em: 10 mar. 2020.
SOBRAFO - SOCIEDADE BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. Con-
senso Brasileiro para Boas Práti cas de Preparo da Terapia Anti neoplásica, 1. São 
Paulo, 2014, Anais [...]. São Paulo: Segmento Farma, 2014. Disponível em: htt ps://
sobrafo.org.br/wp-content/uploads/2018/12/I_Consenso_Brasileiro_para_Boas_
Prati cas_de_Preparo_da_Terapia.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
CMI - Central de Misturas Intravenosas
CSB - Cabine de Segurança Biológica
EPI - Equipamento de Proteção Individual
FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat e Figueiredo
HEPA - High Effi ciency Parti culate Arrestance
MS - Ministério da Saúde
OMS - Organização Mundial da Saúde
UV - Ultravioleta
Glossário (Siglas e Signifi cados)
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Capítulo 3
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RISCO 
Ocupacional e
Biossegurança
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Lista de Figuras
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87
Figura 1. Kit De Derramamento de Quimioterápicos da Farmácia 
do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora 
(EBSERH HU-UFJF)
Figura 2. Fluxograma de Ações em Caso de Derramamento de Medi-
camentos Anti neoplásicos
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Preparo Seguro dos Quimioterápicos 
2.2 Cuidados na Preparação e na Administração dos Agentes Quimioterápicos
2.3 Riscos Relacionados à Manipulação de Quimioterapia Oral
2.4 Riscos Relacionados à Manipulação e Transporte de Quimioterapia Injetável
2.5 Descrição dos Procedimentos
2.5.1 Material Derramado Líquido
2.5.2 Material Derramado em Pó
2.5.3 Procedimentos em Caso de Contaminação Pessoal
2.5.4 Derramamento na Cabine de Segurança Biológica
2.5.5 Derramamento no Ambiente
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
78
79
79
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Capítulo 3
Risco Ocupacional e Biossegurança
1 Introdução
Os antineoplásicos consistem no emprego de substâncias químicas, isoladas 
ou em combinação, com o objetivo de tratar as neoplasias malignas. São fár-
macos que atuam interferindo no processo de crescimento e divisão celular. 
Como a multiplicação celular também ocorre em célulasnão acometidas pela 
neoplasia, a maioria dos agentes quimioterápicos exerce efeitos tóxicos sobre 
as células normais, especialmente sobre aquelas que apresentam um alto índice 
de renovação, como é o caso das células da medula óssea e das membranas 
mucosas (CRISTOFOLINI, 1998).
Os efeitos tóxicos dos anti neoplásicos são bem conhecidos pelos especialistas 
em oncologia e pelos clínicos de cuidados primários. A conscienti zação sobre esses 
efeitos ti picamente infl uencia o plano de tratamento dos pacientes submeti dos à te-
rapia contra o câncer para prevenir ou miti gar seus efeitos adversos. A despeito das 
preocupações com a segurança do paciente decorrentes do uso terapêuti co desses 
fármacos, os riscos ocupacionais para os profi ssionais de saúde, ao lidar com esses 
medicamentos no decorrer de suas funções de preparo e administração, ainda pre-
cisam ser integralmente abordados (CONNOR, 2006).
O paciente em tratamento fi ca aos cuidados da equipe de saúde que monitora 
todos os sinais vitais e quadro clínico com o objeti vo de minimizar intercorrências. 
No entanto, a atenção voltada para o paciente e o ambiente de trabalho insalubre 
pode deixar os profi ssionais expostos a fatores de risco (SILVA et. al., 2015).
A segurança no manuseio dos medicamentos anti neoplásicos deve estar presen-
te em todas as etapas de contato com esses medicamentos e ser de conhecimen-
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to e entendimento de todos os profi ssionais envolvidos, evitando dessa forma o 
estresse e a insati sfação, além de gastos adicionais com o tratamento de profi s-
sionais acidentados (ALMEIDA, 2017). A proteção vai desde os profi ssionais que 
recebem o produto até aos pacientes e acompanhantes que o uti lizam ou admi-
nistram (BRASIL, 2015).
Tão importante quanto fornecer os equipamentos de proteção é a conscienti za-
ção de todos os trabalhadores de que a segurança ocupacional depende da ação de 
cada um em benefí cio de todos (ALMEIDA, 2017).
No que diz respeito ao preparo de anti neoplásicos, foco específi co deste manual, 
são várias as etapas que precisam ser seguidas para assegurar as boas práti cas de 
manipulação em farmácias. A manipulação de medicamentos em locais inadequa-
dos e/ou até mesmo a inexperiência do profi ssional manipulador podem acarretar 
uma série de riscos (CAVALCANTI, 2016).
Todos os agentes anti neoplásicos devem ser preparados por profi ssionais qualifi -
cados e treinados especifi camente para tal procedimento. Uso de cabines de segu-
rança biológica de classe II com sistema de fi ltro HEPA, fl uxo laminar com exaustão 
externa e proteção total são exigidos. A área deve ser de acesso restrito a pessoal 
treinado e em local isolado (ANDRADE, 2009).
O contato dos profi ssionais de saúde com quimioterápicos pode acontecer de 
diversas formas, com quimioterapia oral ou injetável, podendo ocorrer desde a ma-
nipulação, administração, transporte, acidentes com derramamentos e até mesmo 
por excretas de pacientes.
2 Desenvolvimento
2.1 Preparo Seguro dos Quimioterápicos
A manipulação de medicamentos anti neoplásicos envolve diversos riscos, tan-
to para o profi ssional executor, quanto para o paciente. Como exemplo de riscos 
possíveis tem-se a inalação de aerossóis, o contato do medicamento com a pele 
e mucosas e a ingestão de alimentos contaminados por resíduos (BORGES et al., 
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2014). Os danos podem ser imediatos, manifestando-se na forma de cefaleia,
náuseas, vômitos, reações alérgicas e lesões cutâneas, bem como tardios, decorren-
tes da exposição cumulati va, por exemplo, mutagenicidade, inferti lidade, malforma-
ções congênitas e alterações genéti cas (BORGES et al., 2014).
A biossegurança no ambiente hospitalar, especialmente no caso da manipula-
ção de anti neoplásicos, é um tema considerado relevante que tem gerado aprimo-
ramento de processos de trabalho e exigido maior capacitação dos profi ssionais 
atuantes na área com o intuito de prestar o melhor serviço com o menor risco de 
exposição ocupacional (CAVALCANTI et al., 2016).
A RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004, que dispõe sobre as principais re-
comendações quanto ao manuseio, descarte, transporte e administração dos anti -
neoplásicos (BRASIL, 2004), foi publicada exatamente visando reduzir os riscos de 
exposição ocupacional. Essa resolução trouxe informações sobre os equipamentos 
de proteção individual e coleti va, bem como apontou as providências necessárias 
em casos de contaminação por extravasamento ou derramamento de medicamen-
tos durante a manipulação (BRASIL, 2004).
A manipulação segura vai além do uso de uma técnica adequada e do preparo em 
uma cabine de segurança biológica, compreende também a correta uti lização das 
informações inerentes aos medicamentos uti lizados e sua adequação às condições 
terapêuti cas. É importante ressaltar que, além do ato de preparo dos medicamen-
tos, deve-se considerar toda a cadeia de processos, desde o armazenamento, rece-
bimento, transporte, manipulação propriamente dita, dispensação, administração, 
geração e descarte de resíduos de produtos e medidas em caso de derramamento 
e extravasamento (BORGES et al., 2014).
Quanto ao preparo dos medicamentos quimioterápicos, este deve ser realiza-
do com técnica assépti ca, em ambiente com infraestrutura apropriada, segundo as 
normas locais, padrões internacionais e procedimentos preestabelecidos sob res-
ponsabilidade do farmacêuti co. O controle de qualidade deve ser contí nuo e diário 
numa central de manipulação de quimioterapia.
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2.2 Cuidados na Preparação e na Administração dos Agentes Quimioterápicos
De acordo com a agência norte-americana Occupational Safety and Health 
Administration (OSHA), para a manipulação desses medicamentos é necessário 
o uso de luvas de látex ou polipropileno, descartáveis e sem talco; aventais des-
cartáveis, com mangas longas, fechados na parte frontal, punhos com elásticos e 
com baixa permeabilidade; máscaras com proteção de carvão ativado; óculos de 
proteção, que impeça a contaminação frontal e lateral de partículas, sem reduzir 
o campo visual (BORGES, 2015).
A mesma agência estabelece o uso de cabine de fl uxo laminar no preparo dos an-
ti neoplásicos, pois esta garante a proteção pessoal e ambiental, uma vez que o fl uxo 
de ar incide verti calmente em relação à área de preparo e, em seguida, é aspirado e 
submeti do à nova fi ltragem em fi ltro HEPA. 
Os ti pos de aparelhos considerados mais seguros são os verti cais de Classe II, 
Tipo B2, ou Classe III. Aparelhos do ti po horizontal não devem ser usados e não são 
indicados/proibidos para o preparo de anti neoplásicos, pois oferecem riscos ao ma-
nipulador (BORGES, 2015).
São consideradas regras básicas para o preparo seguro de anti neoplásicos:
- A preparação deve ser realizada por profi ssional especifi camente treinado 
para tal procedimento;
- A área de preparo deve ser isolada para evitar interrupções, minimizar riscos 
de acidentes e de contaminações e deve estar situada em área restrita, a fi m de 
evitar fl uxo de pessoas;
- Alimentar-se, beber, fumar, e aplicar cosméti cos são procedimentos totalmente 
proibidos durante a preparação dosagentes quimioterápicos;
- A cabine de fl uxo laminar deverá ser ligada com 30 minutos de antecedência e 
deixada ligada 30 minutos após o término do serviço;
- A cabine deverá ser submeti da à desinfecção com o agente escolhido na insti -
tuição, antes e após o término da manipulação;
- A manutenção preventi va da cabine deve ser periódica e a troca dos fi ltros 
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HEPA realizada por técnicos habilitados, sempre que necessária; 
- A manutenção preventi va deve ser realizada sempre que a cabine for trocada 
de lugar ou na observância de quaisquer problemas;
- A superfí cie de trabalho deve ser coberta com material absorvente para di-
minuir o risco de contaminação. A superfí cie de trabalho absorvente deve ser 
descartada a cada sessão de manipulação;
- A técnica de preparo deve ser rigorosamente assépti ca;
- As recomendações do fabricante do medicamento quanto à compati bilidade de 
soluções, compati bilidade com outros medicamentos, estabilidade e sensibilida-
de à luz devem ser seguidas;
- As luvas devem ser trocadas a cada hora de trabalho ou sempre que houver 
contaminação com quimioterápico, como extravasamento ou respingos;
- O avental ou macacão usado no preparo deve ser longo, fechado na parte fron-
tal, com baixa permeabilidade e deve ser usado durante todo o procedimento;
- Respirador PFF2 e óculos de proteção devem ser uti lizados durante o preparo 
de anti neoplásicos;
- É necessário rotular e identi fi car o frasco do produto após a manipulação com 
as informações técnicas perti nentes.
2.3 Riscos Relacionados à Manipulação de Quimioterapia Oral
A autoadministração da quimioterapia anti neoplásica via oral teve um aumento 
signifi cati vo ao longo da últi ma década, devido à introdução de novos agentes tera-
pêuti cos no tratamento oncológico (ALMEIDA, 2017).
A possibilidade de tratamento com medicamentos de uso oral repercute na me-
lhoria da qualidade de vida dos doentes, já que o tratamento pode ser feito em casa, 
junto à família, sem a necessidade de o paciente despender horas, ou até dias, para 
a administração da quimioterapia em regime hospitalar (CAMARGO, 2015).
O armazenamento e o manuseio adequado dos medicamentos quimioterápicos 
devem ser assegurados pelos profi ssionais de saúde, sendo que o estoque deve ser 
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feito em local separado dos demais medicamentos, observando suas especifi ca-
ções (ALMEIDA, 2017).
Devem ser uti lizadas luvas descartáveis para dispensar os medicamentos. As 
mãos devem ser lavadas antes e após a uti lização das luvas. Os materiais descartá-
veis devem ser preferencialmente uti lizados e serem descartados no lixo de resídu-
os tóxicos (ALMEIDA, 2017).
O vestuário descartável e os equipamentos de proteção individual, uti lizados du-
rante o manuseio dos medicamentos, devem ser descartados como resíduos tóxi-
cos, de acordo com as diretrizes e recomendações locais (ALMEIDA, 2017). 
A equipe de saúde deve instruir os pacientes e cuidadores quanto à segurança 
no armazenamento e na administração dos medicamentos quimioterápicos uti liza-
dos por via oral, orientando para que haja limitação dos indivíduos que entram em 
contato com os anti neoplásicos e que os medicamentos não uti lizados ou danifi -
cados, assim como suas embalagens, sejam devolvidos à insti tuição de saúde para 
descarte seguro e apropriado (ALMEIDA, 2017).
As cuidadoras que estão grávidas ou amamentando, bem como as crianças, não 
devem manusear nenhum medicamento quimioterápico administrado por via oral 
ou seus produtos residuais (ALMEIDA, 2017).
Um bom entendimento com relação ao uso correto do medicamento e seus pos-
síveis efeitos adversos melhoram a adesão terapêuti ca e a qualidade do tratamento, 
cabendo ao farmacêuti co manter um processo de educação conti nuada ao paciente 
oncológico (CAMARGO, 2015).
2.4 Riscos Relacionados à Manipulação e Transporte de Quimioterapia Injetável
Acidentes com derramamento de quimioterápicos, que é a contaminação 
ambiental acidental de medicamentos quimioterápicos, podendo ou não haver 
contato com o paciente e/ou profissional, podem ocorrer tanto no processo 
de manipulação quanto no de transporte. Na manipulação podemos evitá-los 
ao usar boas práti cas de manipulação. No caso do transporte, uma boa práti ca 
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é acondicionar as embalagens como caixas e/ou sacos plásticos etiquetados
com um identificador de alerta, chamando a atenção para as características
do conteúdo, como uma etiqueta com o símbolo de risco químico. Para o
transporte seguro, é necessário que o quimioterápico seja sempre levado
em recipientes isotérmicos exclusivos, como caixas térmicas com termômetro. 
Todo o pessoal envolvido com o transporte deve receber treinamento sobre
as características desses medicamentos, bem como dos procedimentos de
segurança a serem adotados em caso de acidente (BRASIL, 2007; SILVA, M.O.; 
HOLANDA; SILVA, T.S.M., 2019).
Uma medida de suma importância e obrigatória é a disponibilização de kits de 
derramamento, tanto nas áreas de manipulação quanto nas áreas de recebimento, 
armazenamento, higienização e transporte, devendo seguir com o transportador e 
estar disponível em qualquer área onde haja a presença destes medicamentos. O kit 
de derramamento deve conter os seguintes itens (RDC 220/2004):
- Avental impermeável com fechamento nas costas, mangas longas e punho justo;
- Par de luvas de procedimentos;
- Par de luvas nitrílicas;
- Óculos de proteção com abas laterais;
- Touca;
- Proteção respiratória (PFF2 ou N95);
- Pacotes de gaze;
- Compressas absorventes;
- Água desti lada;
- Almotolia de álcool a 70%;
- Detergente neutro; 
- Pá;
- Dois sacos de lixo identi fi cados como lixo tóxico;
- Descrição do procedimento e formulário para o registro do acidente.
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Figura 1. Kit de Derramamento de Quimioterápicos da Farmácia do
Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Fonte: ARAUJO, B. (2020)
O profi ssional deverá preencher o formulário de registro do acidente e apre-
sentar-se ao setor de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (SOST), onde as 
demais medidas de registro e encaminhamentos do acidente serão realizadas.
O empregador deve fornecer ao trabalhador, dispositi vos de segurança que mi-
nimizem a geração de aerossóis e disponibilizar os equipamentos de proteção indi-
vidual e coleti va, com o intuito de diminuir os riscos nos casos de acidentes. É proi-
bido ao trabalhador comer, fumar, beber ou usar adornos e maquiagens durante a 
manipulação. Trabalhadoras gestantes e nutrizes devem ser afastadas desse serviço 
para evitar o risco para o feto e para o bebê. 
As principais formas de exposição aos medicamentos anti neoplásicos manipula-
dos são através da inalação, injeção e contato com a pele, seja por derramamento, 
dispersão do pó, geração de aerossóis ou contato com superfí cies contaminadas. 
Raros, mas possíveis,são os casos de ingestão. 
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Dentre as ati vidades que podem levar ao risco, podemos citar aquelas que po-
dem ocorrer na hora da manipulação pelo farmacêuti co, sendo inerentes apenas 
a este profi ssional:
- Quebra e reconsti tuição de ampolas;
- Punção, reconsti tuição e aspiração de frascos-ampola;
- Transferência do medicamento para outro frasco ou bolsa;
- Reti rada do ar da seringa e ajuste da dose;
- Conexão e desconexão de equipos, seringas e tampas.
O risco também pode ocorrer com a realização de outras ati vidades profi ssio-
nais que não a manipulação, aumentando a chance de acidentes ocorrerem não 
só com o farmacêuti co manipulador, mas também com farmacêuti cos que exer-
çam outras funções, além de técnicos de farmácia e enfermagem, enfermeiros, 
almoxarifes, auxiliares de farmácia e, em alguns casos, até o médico. A seguir são 
citadas algumas ati vidades de risco para estes profi ssionais:
- Recebimento dos medicamentos;
- Estocagem de medicamentos;
- Transporte para a área de produção;
- Higienização de ampolas e frascos-ampola;
- Transporte dentro da área de produção;
- Distribuição do produto acabado;
- Acondicionamento, transporte e armazenamento dos resíduos;
- Manuseio de medicamentos orais e tópicos;
- Administração de anti neoplásico injetável;
- Manuseio de fl uidos corpóreos;
- Descarte de materiais contaminados;
- Manuseio de roupas, equipos e outros materiais contaminados;
- Limpeza e desinfecção das áreas contaminadas.
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2.5 Descrição dos Procedimentos
No caso de acidente com derramamento, o primeiro procedimento é isolar o 
local, evitando assim a circulação de pessoas. O próximo passo é colocar os equi-
pamentos de proteção individual (EPI) recomendados na seguinte ordem: touca, 
máscara, óculos de proteção, par de luvas de procedimento, avental impermeável e 
par de luvas nitrílicas. É importante ressaltar que não devemos uti lizar métodos de 
inati vação química (com exceção do ti ossulfato de sódio que é uti lizado para inati -
var a mostarda nitrogenada), pois isso pode produzir produtos voláteis perigosos. A 
Figura 2 descreve as etapas a serem adotadas pelos profi ssionais em caso de derra-
mamento de medicamentos anti neoplásicos.
Figura 2. Fluxograma de Ações em Caso de Derramamento de Medicamentos Anti neoplásicos
Fonte: VASCONCELOS, A. M. A. et al. (2020)
PARAMENTAR-SE COM OS EPI NECESSÁRIOS
REMOVER O QUIMIOTERÁPICO
COM A COMPRESSA ABSORVENTE
SE EXISTIR FRAGMENTOS DE VIDRO,
UTILIZAR PÁ E ESCOVINHA PARA RETIRAR
DESPREZAR A COMPRESSA E DEMAIS RESÍDUOS NO SACO IDENTIFICADO COMO LIXO TÓXICO
LIMITAR A ÁREA ATINGIDA COM ÁGUA E SABÃO NEUTRO,
EM SEGUIDA FAZER A LIMPEZA COM OUTRA COMPRESSA
DESPREZAR O 1º PAR DE LUVAS E
COLOCAR TUDO NO 2º SACO DE LIXO
RETIRAR OS EPI E O 2º PAR DE LUVAS
SOLICITAR LIMPEZA NORMAL DO AMBIENTE
REGISTRAR E NOTIFICAR O ACIDENTE
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2.5.1 Material Derramado Líquido
- Cobrir o líquido derramado com gaze ou compressa seca para absorção;
- Uti lizar a compressa de pano para remover as gazes com o líquido absorvido. 
Em caso de grande quanti dade de quimioterápico derramado (> 5 ml), uti lizar 
compressa seca para absorver o líquido;
- Se houver fragmento de vidro: recolher o resíduo com auxílio da compressa 
para o interior da pá revesti da com o saco plásti co;
- Para descartar o resíduo recolhido, segure o saco plásti co que encapa a pá pelo 
lado externo, puxe em direção à ponta da pá, de forma que o plásti co saia pelo 
avesso e o material a ser descartado fi que no interior do saco;
- Colocar o saco plásti co reti rado da pá com o resíduo dentro do outro saco 
plásti co que está no kit de derramamento;
- Colocar as gazes e compressas uti lizadas dentro do mesmo saco plásti co pre-
sente no kit de derramamento;
- Lavar a superfície com água e sabão neutro por três vezes, com auxílio
de uma compressa;
- Secar a superfí cie;
- Higienizar a superfí cie com compressa limpa embebida em álcool a 70%;
- Colocar o primeiro saco de resíduo de risco químico dentro do segundo plásti co 
presente no kit, descartando junto luvas e demais EPI usados, que tenham en-
trado em contato com o quimioterápico derramado, e lacrá-lo;
- O saco plásti co deve ser descartado em recipiente específi co para resíduos qui-
mioterápicos que deve existi r no hospital.
2.5.2 Material Derramado em Pó
- Umedecer as gazes com água, colocar sobre o pó derramado e remover com as 
compressas de pano úmidas;
- Se houver fragmento de vidro: recolher o resíduo com auxílio da compressa 
para o interior da pá revesti da com o saco plásti co;
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- Para descartar o resíduo recolhido, segure o saco plásti co que encapa a pá 
pelo lado externo, puxe em direção a ponta da pá, de forma que o plásti co saia 
pelo avesso e o material a ser descartado fi que no interior do saco;
- Colocar o saco plásti co reti rado da pá com o resíduo dentro do outro saco 
plásti co que está no kit de derramamento;
- Colocar as gazes e compressas uti lizadas dentro do mesmo saco plásti co pre-
sente no kit de derramamento;
- Lavar a superfí cie com água e sabão neutro por três vezes;
- Secar a superfí cie;
- Higienizar a superfí cie com compressa limpa embebida em álcool a 70%;
- Colocar o primeiro saco de resíduo de risco químico dentro do segundo saco 
plásti co, descartando junto luvas e demais EPI usados, que tenham entrado em 
contato com o quimioterápico derramado, e lacrá-lo;
- O saco plásti co deve ser descartado em recipiente específi co para resíduos 
quimioterápicos que deve existi r no hospital.
Após o processo de limpeza deve-se higienizar as mãos e, logo após, pre-
encher o formulário de acidente que deve estar anexo. Notificar o derrama-
mento na Vigilância Hospitalar (VIGIHOSP), além de notificar a chefia imedia-
ta sobre o acidente e registrar no livro de ocorrências: dia, hora, medica-
mentos envolvidos, extensão do derramamento, tempo de exposição, pes-
soas envolvidas e atuação.
2.5.3 Procedimentos em Caso de Contaminação Pessoal
- Reti rar imediatamente qualquer peça contaminada (luvas, máscaras, aven-
tais, vestuário, entre outras); 
- No caso do vestuário, reti rar cuidadosamente, sem tocar o local contaminado;
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- Acondicionar as peças contaminadas no saco plástico que está dentro
do kit de derramamento;
- As áreas da pele devem ser abundantemente lavadas com água e sabão neutro;
- Quando a contaminação comprometer os olhos e as mucosas, deve-se lavá-los 
com água ou solução isotônica (solução fi siológica a 0,9%) em abundância por 5 
minutos mantendo a pálpebra aberta;- No caso de acidentes com perfurocortantes, lavar abundantemente o local afe-
tado com água corrente e, posteriormente, com água e sabão. Para prevenir 
esses acidentes punctórios, é importante a constante reciclagem da equipe, cor-
reto manuseio dos materiais, se estão bem acoplados, conhecimentos técnicos 
sobre o preparo desses medicamentos, se possuem pressão positi va ou negati va, 
acrescentando ar quando necessário para evitar um acidente, além de seguir as 
boas práti cas de preparo;
- Noti fi car a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), conforme NR 5;
- Noti fi car e encaminhar o profi ssional ao Serviço de Medicina Ocupacional, 
conforme NR 4.
2.5.4 Derramamento na Cabine de Segurança Biológica
- Interromper imediatamente as ati vidades;
- Avaliar a contaminação pessoal e trocar luvas e avental, caso seja necessário;
- Separar os frascos de medicamentos e correlatos não contaminados;
- Desprezar na lixeira todo o material descartável contaminado com respin-
gos e derramamentos;
- Remover com compressas secas respingos, gotí culas e derramamentos dos 
frascos-ampola ou ampolas e desprezar a compressa em lixeira apropriada;
- Passar uma compressa umedecida com água estéril e sabão neutro nas ampo-
las e frascos-ampola e desprezar a compressa em lixeira apropriada;
- Lavar as paredes laterais internas, o vidro frontal interno e a bancada de traba-
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lho com compressa umedecida com água estéril e sabão neutro, com movimen-
to de cima para baixo e dentro para fora;
- Reti rar todo o lixo gerado da limpeza e descartá-lo em local apropriado, confor-
me recomendação da legislação vigente;
- Em caso de contaminação direta da superfí cie do fi ltro HEPA, a cabine deverá 
ser isolada até a substi tuição do fi ltro.
2.5.5 Derramamento no Ambiente
- Interromper imediatamente as ati vidades;
- Avaliar a contaminação pessoal;
- Abrir o kit de derramamento e paramentar-se adequadamente com proteção 
respiratória, avental de baixa permeabilidade, compressas absorventes, óculos 
de segurança e dois pares de luvas de procedimento;
- Recolher os fragmentos de vidro com uma pá e uma vassourinha descartáveis e 
descartar tudo no saco plásti co inclusive a pá e a vassourinha;
- Colocar delicadamente sobre a área contaminada uma pequena quanti dade de 
água e sabão neutro, limitando a área;
- Com outra compressa, passar sobre a área a mistura de água e sabão, reali-
zando movimentos da periferia para o centro, e desprezar a compressa em saco 
plásti co apropriado a esse ti po de descarte;
- Derramar cuidadosamente pequeno volume de água sobre a área e com 
outra compressa remover o excesso de sabão, com movimentos da perife-
ria para o centro, desprezar a compressa em saco plástico e, se necessário, 
repetir a operação;
- Não uti lizar métodos de inati vação química nos anti neoplásicos (com exceção 
do ti ossulfato de sódio que é uti lizado para inati var a mostarda nitrogenada), 
pois isso pode produzir produtos voláteis perigosos;
- Descartar o primeiro par de luvas no saco plásti co;
- Fechar cuidadosamente o saco plásti co contendo os resíduos;
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- Colocar o saco com os resíduos dentro de outro saco plásti co;
- Retirar os EPI usados durante o procedimento e descartá-los em saco 
plástico externo.
O uso de luvas é imprescindível para o manuseio de fármacos anti neoplásicos, 
as quais devem ser uti lizadas sempre que se manusear embalagens de medica-
mentos, caixas e frascos, inclusive durante a execução de procedimentos de con-
trole de estoque (ALMEIDA, 2017).
Após a colocação das luvas, o manipulador deverá manter as mãos dentro do 
fl uxo laminar e não tocar em objetos ou materiais fora da cabine, a fi m de evitar, 
respecti vamente, levar resíduos de quimioterápicos para fora e microrganismos 
para dentro da cabine.
Em nenhum momento deve ser utilizado avental de pano, pois é permeável 
e pode contribuir para a ocorrência de absorção do fármaco citotóxico pela 
pele (ALMEIDA, 2017). 
Após uti lização, o avental deve ser descartado em recipientes de resíduos tóxi-
cos, em saco laranja, ou quando for reuti lizável deve ser guardado separadamente 
em ambiente fechado até lavagem, que deve ser exclusiva para esse material.
3 Discussão
Os riscos ocupacionais estão comumente presentes nas atividades desempe-
nhadas pelos profissionais envolvidos nos processos que ocorrem entre a mani-
pulação e a administração dos medicamentos antineoplásicos.
A exposição aos agentes quimioterápicos pode resultar em diversos danos 
à saúde do profissional manipulador. Como principais causas de exposição são 
possíveis citar: falta de equipamentos de proteção, uso inadequado dos EPI, 
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falta de treinamento/capacitação permanente dos profissionais, sobrecarga de 
trabalho e desatenção durante os procedimentos. 
Desta forma, os estudos de biossegurança são de extrema importância para a 
estruturação de capacitação da equipe, que deve ser constante, bem como au-
mentar o padrão de qualidade e a segurança das ati vidades desenvolvidas em 
um serviço de tratamento de pacientes oncológicos, reduzindo os riscos para os 
profi ssionais, pacientes e meio ambiente.
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Referenciais Teóricos
ALMEIDA, J. R. C. Farmacêuti cos em oncologia: uma nova realidade. 3. Ed. Rio 
de Janeiro: Atheneu, 2017.
ANDRADE, C. C.Farmacêuti co em oncologia: interfaces administrati vas e clínicas. 
Rev. Pharmacia Brasileira, Brasília, DF, mar. / abr.2009. [Encarte]. Disponível em: 
htt ps://www.cff .org.br/sistemas/geral/revista/pdf/70/encarte_pb70.pdf. Acesso 
em: 20 mai. 2020.
ARAUJO, B. Kit de Derramamento de Quimioterápicos da Farmácia do Hospital 
Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora. (2020). 1 fotografi a.
BORGES, G. G. et al. Biossegurança na central de quimioterapia: o enfermeiro 
frente ao risco químico. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 60, n. 
3, p. 247-250, 2014.
BORGES, G. G. Manual de boas práti cas sobre risco químico na central de qui-
mioterapia do INCA a parti r dos conhecimentos, ati tudes e práti cas dos enfer-
meiros. 2015. Dissertação (Mestrado Profi ssional em Enfermagem Assistencial) 
- Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Niterói, 2015.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar o Regula-
mento Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neoplásica. Diário 
Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 2004. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_
COMP.pdf/948f5f11-a343-40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 20 mai. 2020.
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Versão:Federal Fluminense
Marcelo Konorat - Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados
Marcilene Augusta Nunes de Souza - Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale 
do São Francisco
Maria Carolina Moro Redeschi Buss - Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília
Miriane Regina Moura - Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Monica Lopes Sampaio Silva - Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade 
Federal da Bahia
Monicque Tavares Guimarães Sousa - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Morgana Kérgia Macedo Dantas Rodrigues - Maternidade Escola Januário Cicco da Univer-
sidade Federal do Rio Grande do Norte
Naira Lígia Lima Giarola - Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense
Patricia Fernandes da Silveira - Hospital Universitário Walter Cantí dio da Universidade Federal 
do Ceará
Paula Gaidargi dos Santos Palhares - Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da 
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
Paulo Leal Pereira - Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí
Pedro Henrique Érnica - Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados 
Rafael de Souza Matos - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais 
Rafael Pires Veloso - Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí
Raquel Afonso Oliveira - Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro 
Regina Meira Lima de Souza - Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco
Rogéria Aparecida Pereira Valter de Lucena - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à 
Saúde/EBSERH Sede
Rosiane Mastelari Marti ns - Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas
Samira de Souza Silva - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à Saúde/EBSERH Sede
Silvia Tremper Minasi - Hospital Universitário Polydoro Ernanide São Thiago da Universidade 
Federal de Santa Catarina
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Silvio Leandro Gonçalves Bomfi m Reis - Hospital Universitário da Universidade Federal do 
Vale do São Francisco
Sônia Lúcia Brasil da Silva - Hospital Universitário Walter Cantí dio da Universidade Federal do Ceará 
Tatiane Rodrigues Bahia Soares - Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triân-
gulo Mineiro
Vanessa da Costa Flores - Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal 
de Santa Maria
Vanessa Leite de Almeida - Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universi-
dade Federal do Pará
ORIENTAÇÃO TÉCNICA PARA ELABORAÇÃO DO CONTEÚDO
Farmacêuti cas com experiência em oncologia, que foram tutoras técnicas dos alu-
nos do Curso de Pós-graduação Lato sensu em Farmácia Oncológica e Cuidados Far-
macêuti cos em Oncologia do Insti tuto Racine sob responsabilidade acadêmica da 
Faculdade Innovare.
Adriana Bapti sta da Cruz Loffel - Insti tuto Racine
Renata Cristi na Zanetti Della Bett a - Insti tuo Racine
COORDENAÇÃO DO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO FARMÁCIA
ONCOLÓGICA E CUIDADOS FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA 
Káthia Ferraro Lopes - Insti tuto Racine
REVISÃO TÉCNICA
Profi ssionais da Rede EBSERH da Sede e dos Hospitais Universitários Federais - 
Grupo Técnico Temáti co - Portaria - SEI Nº 33, de 01 de setembro de 2020, Boleti m 
de Serviço Nº 910, 25 de setembro de 2020.
Armando Jorge Junior - Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados
Claudia Sala Andrade - Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria 
Diana Graziele dos Santos - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à Saúde/EBSERH Sede
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Eugenie Desirèe Rabelo Néri Viana - Maternidade Escola Assis Chateaubriand da Universi-
dade Federal do Ceará
Giuliano Cesar Silveira - Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Leonardo Augusto Kister de Toledo - Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard 
Santos da Universidade Federal da Bahia
Ricardo Malaguti - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à Saúde/EBSERH Sede
Rogéria Aparecida Pereira Valter de Lucena - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à 
Saúde/EBSERH Sede
Samira de Souza Silva - Diretoria de Ensino, Pesquisa e Atenção à Saúde/EBSERH Sede.
REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Luciana Cristi na Pimentel - Professora Assistente na Universidade Brasil
REVISÃO E FORMATAÇÃO DE REFERÊNCIAS E CITAÇÕES
Maria Madalena Daniel - Responsável pela Biblioteca do Insti tuto Racine
ESSA VERSÃO DO MANUAL FOI DIAGRAMADA PARA IMPRESSÃO E LANÇAMENTO 
NO ANO DE 2021. 
PERMITIDA A REPRODUÇÃO PARCIAL, DESDE QUE CITADA A FONTE.
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SUMÁRIO
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APRESENTAÇÃO E OBJETIVO 
DESCRIÇÃO
Introdução 
Anti neoplásicos: Bases e Conceitos 
Manipulação de Anti neoplásicos 
Referenciais Teóricos
CAPÍTULO 1. INFRAESTRUTURA FÍSICA DA CENTRAL DE MANIPULAÇÃO
DE MEDICAMENTOS UTILIZADOS NA TERAPIA ANTINEOPLÁSICA
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Característi cas Gerais
2.1.1 Área ou Sala para as Ati vidades Administrati vas
2.1.2 Áreas de Quarentena, Rotulagem e Embalagem
2.1.3 Área de Armazenamento Exclusiva para Estocagem de
Medicamentos Anti neoplásicos
2.1.4 Vesti ários de Barreira
2.1.5 Paramentação Específi ca (Antecâmara)
2.1.6 Salas de Manipulação 
2.1.7 Área de Recebimento de Medicamentos Anti neoplásicos
2.1.8 Sala de Limpeza, Higienização e Esterilização
2.1.9. Área para Inspeção do Produto Final
2.2 Parâmetros Medidos
24
28
28
29
30
32
36
38
39
43
44
44
44
45
45
46
47
47
48
48
Sumário
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2.2.1 Temperatura e Umidade
2.2.2 Pressão
2.3 Itens e Equipamentos Necessários
2.3.1 Lixeira com Pedal e Tampa
2.3.2. Recipiente de Transporte
2.3.3 Cabine de Segurança Biológica Classe II B2
2.4 Área Limpa
2.4.1 Filtros e Exaustão das Salas
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
CAPÍTULO 2. MANUTENÇÃO PREVENTIVA, CORRETIVA E CERTIFICAÇÃO 
DA CABINE DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
1 Introdução
1.1 Manutenção Preventi va
1.2 Manutenção Correti va
1.3 Validação de uma Cabine de Segurança Biológica
2 Desenvolvimento
2.1 Ensaios Realizados na Certi fi cação de Cabines de Segurança Biológica
2.2 Visitas Técnicas
2.3 Programas de Manutenção
2.4 Atribuições e Responsabilidades
2.5 Plano de Conti ngência
3 Discussão01
Próxima revisão:
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BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
da Diretoria Colegiada - RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas 
Práti cas de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi cinais para Uso Humano 
em farmácias. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 195, p. 29, 09 out. 
2007. Disponível em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/
RDC_67_2007_COMP.pdf/5de28862-e018-4287-892e-a2add589ac26. Acesso em: 
03 mar. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Insti tuto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da 
Silva (INCA). Manual de Boas Práti cas: exposição ao risco químico na central de 
quimioterapia: conceitos e deveres. Rio de Janeiro: INCA, 2015. Disponível em: 
htt ps://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti .inca.local/fi les//media/document//manual-
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CAMARGO, G. Z.; CORDEIRO, F. R. Atenção farmacêuti ca na dispensação de me-
dicamentos quimioterápicos orais: relato de experiência, 2015. (Prêmio Fazendo 
a Diferença - O Conhecimento farmacêuti co que melhora a realidade). Disponível 
em: wp.crfsc.gov.br. Acesso em: 03 mar. 2020.
CAVALCANTI, et al. Procedimentos a serem tomados no derramamento de qui-
mioterápicos. Eletronic Journal of Pharmacy, Thousand Oaks, CA, v. 13,
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CAVALCANTI, I. D. L.; SANTOS, R. J.; CORDEIRO, R. P. Evolução conceitual da bios-
segurança na manipulação de anti neoplásicos. Eletronic Journal of Pharmacy, 
Goiânia, v. 13, n. 1, p. 6-17, 2016. Disponível em: htt ps://revistas.ufg.br/REF/arti -
cle/view/31435. Acesso em: 03 mar. 2020.
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CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
EPI - Equipamento de Proteção Individual
HEPA - High Effi ciency Parti culate Arrestance
N95 - Máscara com fi ltração de pelo menos 95% das 
partí culas transportadas pelo ar.
NR - Norma Regulamentadora
OSHA - Occupati onal Safety and Health Administrati on
PFF2 - Peça Facial Filtrante (efi ciência mínima de 94%) 
SOST - Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho 
VIGIHOSP - Vigilância Hospitalar 
Glossário (Siglas e Signifi cados)
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Capítulo 4
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SAÚDE 
Ocupacional: 
Medidas de 
Proteção
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Manuseio Seguro de Anti neoplásicos
2.2 Legislações Vigentes 
2.3 Acidentes com Contaminação Pessoal e Ambiental 
2.4 Vias de Exposição aos Quimioterápicos
2.5 Descarte de Resíduos Quimioterápicos 
2.6 Manuseio de Excretas 
2.7 Saúde Ocupacional 
2.7.1 Carcinogenicidade 
2.7.2 Alterações Hematológicas e Câncer de Bexiga
2.7.3 Aumento do Risco de Câncer de Mama
2.7.4 Efeitos sobre a Capacidade Reproduti va 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
101
102
102
104
104
105
106
107
107
107
108
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108
111
112
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Capítulo 4
Saúde Ocupacional: Medidas de Proteção
1 Introdução
A preocupação com a saúde dos trabalhadores hospitalares teve seu início por vol-
ta de 1970, quando pesquisadores desenvolveram estudos sobre saúde ocupacional e 
constataram a presença de risco fí sico, químico, biológico, ergonômico e de acidentes 
no local de trabalho. Em geral, o serviço hospitalar tem como tarefa essencial recu-
perar a saúde dos pacientes. Entretanto, esse ambiente contribui para a exposição 
ocupacional dos trabalhadores, os quais fi cam sujeitos a riscos de acidentes e doenças 
que podem repercuti r na sua saúde e qualidade de vida (DE MIGUEL et al., 2014).
O câncer, por defi nição, é um termo dado a um conjunto de mais de 100 doen-
ças, as quaisse iniciam a parti r de uma célula transformada que possui falhas nos 
controles celulares relacionados aos processos de diferenciação e proliferação celu-
lar, o que favorece sua multi plicação descontrolada, sem respeitar as necessidades 
do corpo, podendo espalhar-se para tecidos e órgãos vizinhos (BRASIL, 2011).
A quimioterapia consiste em uma modalidade terapêuti ca efeti va e inespecífi ca 
para os pacientes com câncer, à qual também se atribuem riscos inerentes à efeitos 
sistêmicos, tanto para o paciente quanto para os profi ssionais de saúde envolvidos no 
seu manejo (MARTINS; DELLA-ROSA, 2004). Em geral, os quimioterápicos ou anti neo-
plásicos interferem nos mecanismos de sobrevivência, proliferação e migração de cé-
lulas tumorais e saudáveis, e, por apresentarem índice terapêuti co estreito, possuem 
alto potencial de causar eventos adversos com danos graves e, por essa razão, são 
considerados agentes de alta vigilância ou potencialmente perigosos (ISMP, 2014). 
No que diz respeito ao risco de exposição, as propriedades de carcinogenicidade, 
mutagenicidade e teratogenicidade, associadas aos mecanismos de ação dos anti -
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neoplásicos, determinam seus riscos e, consequentemente, sua categorização pelas 
agências internacionais como IARC (Internati onal Agency for Research on Cancer) e 
NIOSH (Nati onal Insti tute for Occupati onal Safety and Health) em diferentes classes 
conforme dano tóxico (NTP, 2019).
A contaminação dos profi ssionais de saúde pode ocorrer através do contato di-
reto na manipulação desses medicamentos, a parti r de superfí cies ou de ar conta-
minados ou até pelo contato com as excretas de pacientes em tratamento anti neo-
plásico (NIOSH, 2004). Os efeitos tóxicos podem ser percebidos de forma imediata 
(dermati te, hiperpigmentação da pele, tontura, cefaleia, irritação da garganta, entre 
outros) ou tardiamente, tais como: alopecia parcial, anormalidades cromossômicas, 
inferti lidade, aborto e risco de desenvolver câncer (MAIA; BRITO, 2011). 
Os efeitos tóxicos tardios podem ser notados entre 20 e 30 anos após a exposi-
ção química, o que torna difí cil a detecção dos casos. É nesse senti do que se devem 
reforçar informações sobre a obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção 
Individual (EPI), de paramentação e de outros dispositi vos de proteção e sua impor-
tância na segurança do trabalhador em oncologia, temas que serão abordados em 
capítulo específi co neste manual (MAIA; BRITO, 2011). Outro cuidado essencial é 
representado pelo acompanhamento periódico dos profi ssionais expostos em suas 
roti nas, com realização de exames laboratoriais e de imagem, além do cumprimento 
das legislações que versam sobre segurança ocupacional em ambientes de saúde.
2 Desenvolvimento
2.1 Manuseio Seguro de Anti neoplásicos
Os fármacos anti neoplásicos consti tuem um grupo heterogêneo de substâncias quí-
micas capazes de inibir o crescimento e/ou processos vitais das células tumorais com 
uma toxicidade tolerável sobre as células normais (MARTINS; DELLA-ROSA, 2004).
Algumas condições para exposição ocupacional são verifi cadas ao longo da ca-
deia do manejo dos anti neoplásicos, desde a quebra e reconsti tuição das ampolas, 
transferência do conteúdo das ampolas para solução diluente, conexão e desco-
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nexão dos equipos, seringas e tampas, na administração dos anti neoplásicos e no 
manuseio das excretas dos pacientes (SOBRAFO, 2014).
Considerando as principais vias de exposição (inalatória, dérmica, ocular e oral, 
por ingestão acidental) aos agentes anti neoplásicos, a adesão aos EPI e outras práti -
cas que assegurem a saúde do trabalhador tornam-se primordiais na área da onco-
logia (MAIA; BRITO, 2011). 
Conforme a RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004, algumas orientações para as-
segurar a proteção dos profi ssionais envolvidos com o preparo da terapia anti neoplá-
sica envolvem desde a condição adequada de funcionamento da Cabine de Segurança 
Biológica, ao uso dos EPI e a forma correta de descarte dos resíduos contaminantes.
Os EPI são defi nidos como dispositi vos ou produtos de uso individual uti lizados pelo 
trabalhador, desti nados à proteção de riscos suscetí veis de ameaçar a segurança e a 
saúde no trabalho (BRASIL, 2004; ALMEIDA,2010). Dentre os EPI podem ser citados: 
luvas, avental impermeável, óculos de proteção e máscara de proteção respiratória. 
Além dos EPI, alguns componentes de segurança compõem um conjunto im-
portante para proteção do profi ssional da área oncológica, tais como, seringas 
luer-lock, que impedem a desconexão e possível derramamento acidental do fár-
maco na pele e mucosas, e a Cabine de Segurança Biológica, que garante tanto a 
proteção pessoal quanto ambiental, o que se explica pelo fl uxo verti cal dos con-
taminantes através de fi ltros do ti po HEPA (High Effi ciency Parti culate Arrestance), 
que consti tuem complementos importantes no processo de segurança ocupacio-
nal em ambiente de risco (BRASIL, 2015).
Capacitação e treinamentos contí nuos contribuem com a disseminação das 
informações sobre riscos ocupacionais, auxiliam no entendimento sobre as nor-
mas regulamentadoras acerca da segurança do trabalhador e contribuem para 
conscienti zar os profi ssionais sobre o uso correto dos EPI e outras ferramentas e 
condutas de proteção (ALMEIDA, 2010).
Após a admissão, o treinamento ministrado pelo farmacêuti co e pelo enfermeiro 
oncologista é muito importante para todos os profi ssionais que estarão envolvidos 
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na manipulação, administração e transporte de quimioterápicos e para aqueles que 
realizarão a limpeza das áreas. O treinamento contí nuo também deve ser feito com 
uma frequência de seis meses, ou antes deste tempo, sempre que for detectada a 
necessidade e na entrada de novo colaborador, sendo sua efeti vidade medida atra-
vés de inspeções e questi onários elaborados pelos responsáveis pela capacitação. A 
capacitação para o trabalho no setor da farmácia oncológica exige intensa parti cipa-
ção do farmacêuti co e da equipe multi profi ssional.
2.2 Legislações Vigentes
Segundo legislação que vigora no Brasil, cabe exclusivamente ao farmacêuti -
co manipular anti neoplásicos em ambientes e condições assépti cos seguindo cri-
térios internacionais de segurança, garanti r desti no seguro para os resíduos dos 
anti neoplásicos e também assegurar a observância das regras de segurança indi-
viduais e coleti vas recomendadas para a manipulação de anti neoplásicos em nível 
nacional e internacional (CFF, 1996).
A Cabine de Segurança Biológica (CSB) e os Equipamentos de Proteção Indivi-
dual (EPI), devem ser uti lizados conforme normas escritas, que devem ser revisa-
das anualmente (BRASIL, 2004).
2.3 Acidentes com Contaminação Pessoal e Ambiental
Derramamento é a contaminação ambiental com medicamentos citotóxicos 
(BRASIL, 2015). Como fatores de risco para esses acidentes podem ser citados: equi-
pamentos, soros, equipos e agulhas; a não uti lização de seringas luer-lock; falta de 
atenção do manipulador; grande volume de serviço; encaminhamento do paciente 
ao banheiro sem o suporte de bolsa de soro com rodas, dentreoutros.
Todo serviço de terapia anti neoplásica (STA) deve manter um kit de derrama-
mento identi fi cado e disponível em todas as áreas onde são realizadas ati vidades de 
manipulação, armazenamento, administração e transporte de anti neoplásicos. Toda 
a equipe envolvida, desde o pessoal da limpeza até a equipe de enfermagem, que 
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fará a administração do medicamento, deve estar devidamente treinada e ciente 
dos riscos associados ao contato, da necessidade do uso correto dos EPI e das me-
didas necessárias a serem tomadas em caso de acidente.
De acordo com Costa e Felli (2005), a exposição agrava-se pela falta de uma 
melhor organização do trabalho no ambiente hospitalar e pelo contato do traba-
lhador com substâncias químicas em salas mal venti ladas e espaços inadequados, 
o que pode ser potencializado por problemas com equipamentos, misturas quí-
micas, ritmo de trabalho acelerado, longas jornadas de trabalho, uso inadequado 
dos EPI e falta de medidas de proteção coleti va.
A Agência Europeia para Segurança e Saúde no Trabalho (EU - OSHA) determina 
algumas medidas relacionadas à segurança e saúde do trabalhador, que devem ser 
tomadas frente à ocorrência de acidentes, e propõe estratégias para proporcionar 
condições de trabalho seguras. Dentre estas podemos citar: gerenciamento de pos-
síveis riscos e situações de emergência, treinamento e capacitação dos profi ssionais 
envolvidos (OSHA, 2016).
As roti nas sobre como proceder nos casos de pequenos e grandes derramamen-
tos de quimioterápicos e vazamento no fl uxo laminar podem ser consultadas no 
capítulo 3, que trata de Risco Ocupacional e Biossegurança.
2.4 Vias de Exposição aos Quimioterápicos
Segundo Monteiro et al. (1999), as substâncias químicas são introduzidas no orga-
nismo pelas vias respiratória, cutânea e digesti va. Em um estudo realizado por Marti ns 
e Della-Rosa (2004), os pacientes e trabalhadores das indústrias farmacêuti cas, dentre 
eles, farmacêuti cos, médicos, enfermeiras, funcionários da limpeza, familiares de pa-
cientes e pesquisadores, são os grupos que estão mais expostos aos riscos inerentes aos 
anti neoplásicos. Ainda, de acordo com Rocha et al. (2004), os trabalhadores envolvidos 
na manipulação de oncológicos devem ser qualifi cados, preparados e, sobretudo, de-
vem estar cientes dos riscos e dos procedimentos que devem tomar para manipulação, 
administração e descarte dos quimioterápicos, visando minimizar os riscos de acidente.
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Dessa forma, toda a equipe envolvida: médicos, enfermeiros, técnicos de enfer-
magem, técnicos de farmácia, farmacêuti cos, fi sioterapeutas, nutricionistas, psicólo-
gos, assistente social e o pessoal responsável pela limpeza deve receber treinamen-
to, estar cientes dos riscos da exposição a quimioterápicos e dos procedimentos a 
serem adotados no caso de acidente. Além disso, todos os treinamentos efetuados 
devem ser devidamente registrados.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Farmacêuti co em Oncologia - SOBRAFO 
(2014), existem muitas formas de contaminação por materiais citotóxicos. Em geral, 
os fármacos podem dispersar-se na forma sólida como pós e/ou, com maior fre-
quência, no estado líquido, na forma de aerossol. Segundo Marti ns e Della-Rosa 
(2004), a principal via de absorção é a via percutânea. Durante a manipulação esti -
ma-se que uma quanti dade de 0,5 - 250 µg ou 10 - 12,5 µ/l de uma solução 20 g/l 
pode estar disponível para contaminar a pele e representar risco para o trabalhador 
exposto. Esse ti po de exposição pode ocorrer tanto na manipulação e administração 
quanto no descarte dos medicamentos anti neoplásicos.
Segundo Marti ns e Della-Rosa (2004), outra forma de contaminação é por ingestão, 
a qual pode ocorrer através da degluti ção de muco, oriundo da depuração brônquica, 
do contato das mãos contaminadas com a mucosa oral ou, ainda, da ingestão de ali-
mentos contaminados. Como não se tem estabelecido o limite aceitável de exposição, 
todos os cuidados devem ser tomados para que esta exposição seja mínima.
2.5 Descarte de Resíduos Quimioterápicos
Conforme a Portaria CVS nº 21, de 10 de setembro de 2008, as sobras de medi-
camentos anti neoplásicos, bem como as seringas, agulhas, gazes e luvas uti lizadas na 
sua manipulação, devem ser descartadas em recipientes fechados, impermeáveis e 
resistentes, envoltos em saco plásti co de cor laranja com símbolo de risco, identi fi ca-
do como material contaminado e transportado para seu desti no fi nal (incineração ou 
aterramento sanitário industrial) por pessoal treinado e paramentado. Similarmente, 
desti no igual deve ter o material proveniente da administração dos quimioterápicos.
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Em relação às vesti mentas do paciente que tenham sido expostas à quimiotera-
pia por extravasamento acidental, estas devem ser imediatamente reti radas e acon-
dicionadas em saco plásti co duplo de resíduo químico cor laranja, identi fi cado como 
material contaminado. As vesti mentas devem ser encaminhadas para a lavanderia 
em separado, por pessoal devidamente treinado e paramentado, de acordo com a 
Portaria CVS nº 21 (SÃO PAULO, 2008).
2.6 Manuseio de Excretas
Alguns cuidados e medidas são importantes durante a manipulação de excretas, 
que podem ser fonte de exposição tanto para os profi ssionais envolvidos no aten-
dimento ao paciente quanto para os familiares, tanto no atendimento hospitalar 
quanto em domicílio, dentre os quais podem ser destacados:
- Evitar a perda de excreções quando forem uti lizados coletores (papagaio e comadres);
- Sempre uti lizar luvas de procedimento quando esti ver manuseando excreções;
- Abaixar a tampa do sanitário antes de dar a descarga para evitar respingos e dar 
a descarga duas ou três vezes. Essa orientação deve ser seguida também pelos 
familiares em casa;
- Usar luvas e avental ao lidar com lençóis, fronhas e cobertores contaminados.
2.7 Saúde Ocupacional
Sabemos que os quimioterápicos são genotóxicos e não são seleti vos, afetando não 
só o DNA das células neoplásicas como também as células saudáveis, causando muta-
ções e a perda da capacidade de fazer a apoptose (MARTINS; DELLA-ROSA, 2004).
2.7.1 Carcinogenicidade
A Portaria Interministerial nº 9, de 07 de outubro de 2014, publicou a Lista Na-
cional de Agentes Cancerígenos para Humanos como referência para formulação de 
políti cas públicas. A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Internati onal 
Agency for Research on Cancer - IARC) listou sete quimioterápicos como reconheci-
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damente carcinogênicos: bussulfan, clorambucil, etoposido, melfalan e outros regi-
mes contendo alquilantes, ciclofosfamida e treossulfan. Segundo a IARC, o potencial 
carcinogênico é comprovado através de vários estudos que evidenciam: alterações 
hematológicas, aumento do risco de câncer de mama e bexiga, alterações do siste-
ma reprodutor, assimcomo alterações neurológicas (BRASIL, 2014).
2.7.2 Alterações Hematológicas e Câncer de Bexiga
Os estudos como o de Sessink et al. (1997), por extrapolação, sugeriu um risco 
aumentado semelhante para a leucemia e carcinoma de bexiga em profi ssionais de 
saúde expostos a agentes anti neoplásicos. Alguns dados publicados sugerem uma 
possível associação entre alterações hematológicas e exposição a citostáti cos por 
profi ssionais de saúde, mas essa associação ainda não foi comprovada.
2.7.3 Aumento do Risco de Câncer de Mama
Um estudo do fi nal dos anos 90, o estudo de Mader et al. (1996), sugere um au-
mento do risco de câncer de mama em profi ssionais expostos a anti neoplásicos.
2.7.4 Efeitos sobre a Capacidade Reproduti va
Os efeitos dos citostáti cos sobre a capacidade reproduti va são bem descritos em 
estudos com animais e em pacientes submeti dos a tratamentos.
 A exposição a citostáti cos nas primeiras semanas de gestação tem efeitos com-
provados sobre o desenvolvimento do embrião. A exposição muito precoce, logo 
após a concepção, pode levar ao aborto espontâneo e, no primeiro trimestre, pode 
levar a malformações fetais. A exposição ao metotrexato nas primeiras semanas de 
gestação, por exemplo, pode ocasionar uma síndrome com múlti plas malformações. 
Outro importante dado a ser considerado, além desses efeitos dos quimioterápicos, 
é a contaminação do ambiente (MARTINS; DELLA-ROSA, 2004).
Vários estudos comprovam a contaminação do ambiente e das superfí cies de tra-
balho, sendo os profi ssionais que administram e aqueles que manipulam os quimiote-
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rápicos os que têm maior risco de exposição, e a maioria dos casos parece ser pela via 
cutânea. Cavallo et al. (2005, apud SUSPIRO; PRISTA, 2012) detectaram contaminação 
no exterior das bombas infusoras, nos braços das cadeiras usadas para administrar os 
citostáti cos e nas tampas dos contentores de resíduos. Brouwers et al. (2007, apud 
SUSPIRO; PRISTA, 2012), em um estudo conduzido em sete farmácias hospitalares ho-
landesas, detectaram contaminação em 94% das amostras provenientes de diversas 
superfí cies, normalmente no exterior das câmaras de fl uxo laminar, pavimentos, trin-
cos das portas, manípulos dos sistemas de transferência de citostáti cos e prateleiras 
das zonas de armazenamento. Segundo estes mesmos autores, estudos mostram que 
a maior contaminação é na área de preparo em relação à administrati va.
Evidências de contaminação nas embalagens externas de citostáti cos mostram 
que é necessário cuidados e treinamentos para pessoas responsáveis pelo seu ar-
mazenamento (SUSPIRO; PRISTA, 2012). Nos casos em que visivelmente existam 
evidências de derramamento do quimioterápico da embalagem primária, todo o 
produto, inclusive sua embalagem secundária, deve receber a mesma desti nação 
que os resíduos de quimioterapia. 
De acordo com Rocha et al. (2004), vários estudos mostram que há um aumento 
dos indicadores de genotoxicidade como aberrações cromossômicas, lesão do DNA, 
troca de cromáti des irmãs e micronúcleos. Segundo recomendações citadas pela 
SOBRAFO (2014), as mulheres grávidas e as que amamentam devem ser afastadas 
da ati vidade de preparo de anti neoplásicos.
De acordo com Minayo-Gomez e Thedim-Costa (1997), muitas doenças relacio-
nadas ao trabalho, em suas fases iniciais, apresentam sintomas comuns a outras en-
fermidades e/ou são percebidas apenas em estágios avançados, o que torna difí cil 
identi fi car os processos que as geraram.
A rotati vidade de mão de obra, sobretudo quando se intensifi ca a terceirização, torna-
se um obstáculo a mais. É dada muita importância à uti lização dos EPI, em detrimento da 
proteção coleti va e a forma de trabalhar normati zada. Então é transferida ao trabalhador a 
“culpa” por acidentes e doenças, ti dos como decorrentes da ignorância e da negligência.
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A Norma Regulamentadora 7 (NR7) - Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional (PCMSO), em sua primeira redação, não ti nha ainda um caráter de pre-
venção. Somente em 29 de dezembro de 1994, com a publicação da Portaria da 
Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) nº 24 (BRASIL, 1994), houve a 
obrigatoriedade de elaboração e implantação do PCMSO.
O PCMSO não se restringe à avaliação individual (clínica) do trabalhador, mas 
também inclui uma abordagem coleti va (epidemiológica) que propicie a avaliação 
da população de trabalhadores da empresa.
A saúde ocupacional não é somente a ausência de doença, mas todo o funcio-
namento orgânico do trabalhador. A empresa é responsável não só pela elaboração 
do PCMSO, mas também pela sua implementação. O único critério que determina 
que a empresa seja obrigada a elaborar o PCMSO é que ela possua empregados 
contratados pelo regime celeti sta. O médico do trabalho irá defi nir os exames clíni-
cos e complementares a parti r do risco para cada função, de forma a monitorar os 
trabalhadores que estão expostos a riscos semelhantes.
O PCMSO deve ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnósti co precoce dos 
agravos à saúde do trabalhador, inclusive os de natureza subclínica, além de conside-
rar a existência de casos de doenças profi ssionais ou danos irreversíveis à saúde dos 
trabalhadores e deve incluir a realização dos exames: admissional, periódico, mudan-
ça de função, retorno ao trabalho e demissional, conforme descrito a seguir:
Admissional: realizado antes da contratação do colaborador, avaliando sua con-
dição fí sica atual e a compati bilidade com a função a ser desempenhada;
Periódico: periodicidade a ser defi nida no PCMSO, levando em consideração a 
obrigatoriedade prevista em norma e os agravantes ou atenuantes devido às 
condições de saúde dos trabalhadores, de acordo com a própria NR 7 (BRASIL, 
2020a) e com as condições verifi cadas na Norma Regulamentadora 9 - NR 9 (BRA-
SIL, 2020b) - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);
De retorno ao trabalho: realizado obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao 
trabalho de colaborador ausente por período igual ou superior a 30 dias por mo-
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ti vo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto;
De mudança de função: quando da transferência do trabalhador de setor, espe-
cialmente quando os riscos à saúde são diferentes do setor de origem;
Demissional: no desligamento do colaborador, antes da homologação.
O médico coordenador do PCMSO poderá solicitar a realização de outros exames 
médicos complementares além daqueles previstos na NR 7, caso julgue necessário.
3 Discussão
 O farmacêuti co oncológico e demais profi ssionais da área devem estar cientes dos 
riscos envolvidos durante sua ati vidade laboral. Neste capítulo conhecemos as princi-
pais medidas e recomendações para tornar a práti ca profi ssional mais segura, principal-
mente no que tange à manipulação, cuidados na administração e estratégias para mini-
mização dos riscos decorrentes da exposição aos quimioterápicos anti neoplásicos.
Estudos a respeito do registro da situação de saúde dos profi ssionais expostos à 
quimioterapia anti neoplásica e sua correlação com o aumento do risco de neopla-
sia nessa população aindasão limitados. Até o momento não temos estudos con-
clusivos que forneçam um nível máximo de exposição ao qual o trabalhador possa 
estar exposto sem que ocorram efeitos sobre a sua saúde em curto e longo prazos.
Outra questão que precisa ser discuti da é a variabilidade da exposição profi ssional, 
pois não há uniformidade quanto aos procedimentos e condições ambientais em to-
das as insti tuições, como existe na padronização de EPI e equipamento de proteção 
coleti va (EPC) para a ati vidade oncológica. Além disso, os profi ssionais podem não 
aderir às medidas de segurança por difi culdades gerenciais, infraestrutura precária ou 
equipamentos inadequados, tornando a ati vidade arriscada e insati sfatória.
Nesse aspecto, a realização dos exames periódicos torna-se essencial para iden-
ti fi car irregularidades quanto às exposições aos quimioterápicos que tornem o pro-
fi ssional susceptí vel a doenças e agravos a sua saúde. Dessa forma, a função renal, 
hepáti ca e hematológica devem ser especialmente monitoradas, além de uma ava-
liação geral sobre os principais órgãos expostos à quimioterapia.
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Referenciais Teóricos
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C., (org.). Farmacêuti cos em oncologia: uma nova realidade. 2. ed. São Paulo: 
Editora Atheneu, 2010. v. 1, p. 121-132. 
BRASIL. Ministério do Trabalho. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. 
Portaria nº 24, de 29 de dezembro de 1994. Aprovar o texto da Norma Regu-
lamentadora nº 7. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 21.278 e 
21.280, 30 dez. 1994. Disponível em: htt ps://sit.trabalho.gov.br/portal/images/
SST/SST_legislacao/SST_portarias_1994/Portaria_24_Aprova_NR_07_e_Alte-
ra_NR_28.doc.pdf. Acesso em: 10 mar 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolu-
ção da Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar 
o Regulamento Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neo-
plásica. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 
2004. Disponível em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/
RDC_220_2004_COMP.pdf/948f5f11-a343-40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso 
em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. ABC do câncer: abordagens básicas para o controle 
do câncer. Insti tuto Nacional do Câncer-INCA. Rio de Janeiro: INCA, 2011. Dispo-
nível em: htt p://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abc_do_cancer.pdf. Acesso 
em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria Interministerial nº 9, de 07 
de outubro de 2014. Publicar a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para 
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Humanos (LINACH) como referência para formulação de políti cas públicas. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 194, p.140 - 142, 08 out 2014. 
Disponível em: htt ps://sit.trabalho.gov.br/portal/images/SST/SST_legislacao/
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BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de boas práti cas: exposição ao risco quími-
co na central de quimioterapia: conceitos e deveres. Rio de Janeiro: INCA, 2015. 
32p. Disponível em: htt ps://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti .inca.local/fi les//media/
document//manual-exposicao-ao-risco-quimico.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Por-
taria nº 6.734, de 09 de março de 2020a. Aprovar a nova redação da Norma Regula-
mentadora nº 07 - Programa de Controle Médico em Saúde Hospitalar. Diário Ofi cial 
da União: seção 1, Brasília, DF, n. 50, p. 15-22, 13 mar. 2020. Disponível em: htt ps://
pesquisa.in.gov.br/imprensa/core/jornalList.acti on. Acesso em: 10 mar 2021.
BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Por-
taria nº 6.735, de 10 de março de 2020b. Aprovar a nova redação da Norma Regu-
lamentadora nº 09 - Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes 
Físicos, Químicos e Biológicos. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n 49, 
p. 20, 10 mar.2020. Disponível em: htt ps://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-
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CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 288, de 21 de março de 
1996. Dispõe sobre a competência legal para o exercício da manipulação de dro-
gas anti neoplásicas pelo farmacêuti co. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, 
DF, p. 8618, 17 mai. 1996. Disponível em: htt ps://www.cff .org.br/userfi les/fi le/
resolucoes/288.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
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ROCHA, F. L. R et. al. Perigos potenciais a que estão expostos os trabalhadores de 
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SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Coordenadoria de Con-
trole de Doenças. Centro de Vigilância Sanitária. Portaria CVS nº 21, de 10 de 
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SESSINK, P. J. M. et al. Exposure of pharmacy technicians to anti neoplasti c 
agents: reevaluati on aft er additi onal protecti ve measures. Arch Environ Health 
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chgate.net/publicati on/14048358_Exposure_of_Pharmacy_Technicians_to_Anti -
neoplasti c_Agents_Reevaluati on_aft er_Additi onal_Protecti ve_Measures. Acesso 
em: 19 mai. 2020.
SOBRAFO - SOCIEDADE BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA.
Consenso Brasileiro para Boas Práti cas de Preparo da Terapia Anti neoplásica, 1. 
São Paulo, 2014, Anais [...]. São Paulo: Segmento Farma, 2014. Disponível em: 
htt ps://sobrafo.org.br/wp-content/uploads/2018/12/I_Consenso_Brasileiro_
para_Boas_Prati cas_de_Preparo_da_Terapia.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
SUSPIRO, A.; PRISTA, J. Exposição ocupacional a citostáti cos e efeitos sobre a 
saúde. Rev. Port. Saúde. Pública, Lisboa, v. 30, n. 1, p. 76-88, 2012. Disponível 
em: htt p://www.scielo.mec.pt/pdf/rpsp/v30n1/v30n1a10.pdf. Acesso em: 19 
mai. 2020.
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ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
CSB - Cabine de Segurança Biológica
EPC - Equipamento de Proteção Coleti va
EPI - Equipamento de Proteção Individual
EU - OSHA: European Agency Safety and Health at Work
HEPA - High Effi ciency Parti culate Arrestance
IARC - Internati onal Agency for Research on Cancer
INCA - Insti tuto Nacional do Câncer 
ISMP - Insti tuto para Práti cas Seguras no Uso dos Medicamentos
NBR - Norma Brasileira Regulamentadora
NR - Norma Regulamentadora
NIOSH - Nati onal Insti tute for Occupati onal Safety and Health
OSHA - Occupati onal Safety and Health Administrati on
PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
SOBRAFO - Sociedade Brasileira de Farmacêuti cos em Oncologia
STA - Serviço de Terapia Anti neoplásica
Glossário (Siglas e Signifi cados)
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Capítulo 5
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TRANSPORTE, 
Recebimento e
Armazenamento de
Terapia Antineoplásica
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Lista de Figuras
124
131
132
Figura 1. Circuito do Medicamento Anti neoplásico na Farmácia Hospitalar
Figura 2. Simbologia de Risco Químico
Figura 3. Recipiente Térmico para Transporte de Anti neoplásicos
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Recomendações para o Transporte Externo 
2.2 Recebimento do Fabricante/Distribuidor
2.3 Armazenamento em Unidade de Abastecimento Farmacêuti co 
2.4 Armazenamento Interno em Central de Manipulação 
2.5 Transporte Interno 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice 1. Checklist de Recebimento de Medicamentos em Unidade de 
Abastecimento Farmacêuti co
122
123
125
126
128
130
132
133
134
138
139
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARESCapítulo 5
Transporte, Recebimento e Armazenamento
de Terapia Antineoplásica
1 Introdução
A responsabilidade da farmácia no ato de preparo de medicamentos anti neoplá-
sicos é indiscutí vel, mas todas as etapas que antecedem o preparo devem ser igual-
mente asseguradas para que a preparação fi nal esteja viável e segura para uti lização 
do paciente e, também, para restringir ao máximo os danos que os medicamentos 
anti neoplásicos podem causar aos envolvidos e ao ambiente. A cadeia de processos, 
desde a escolha dos fornecedores, programação adequada de compras, recebimen-
to e armazenamento dos produtos, transporte dentro da insti tuição, até a etapa da 
manipulação, deve ser cuidadosamente pensada e acompanhada por profi ssionais 
habilitados e devidamente treinados.
Consideram-se como etapas iniciais dessa cadeia de processos, o recebimento, o 
armazenamento e o transporte de medicamentos anti neoplásicos. Nessas etapas, é 
essencial que as roti nas sejam bem claras e que os profi ssionais envolvidos estejam 
cientes dos riscos de exposição, além dos cuidados adequados visando a sua própria 
segurança e a do paciente.
Este texto abordará os processos de transporte, armazenamento e distribuição 
de anti neoplásicos, iniciando pelo seu transporte externo, ou seja, as recomenda-
ções para o caminho percorrido do fabricante ou distribuidor até as Unidades de 
Abastecimento Farmacêuti co (UAF) dos hospitais. Em seguida, serão abordados o 
recebimento dos produtos e seu armazenamento, considerando as áreas restritas e 
as condições especiais dentro das UAF.
Os próximos passos serão a descrição do processo de distribuição de medica-
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mentos da UAF para as centrais de manipulação e a correta estocagem local. Por 
fi m, será discuti do o transporte interno, aqui compreendido como a distribuição do 
produto fi nal preparado até o local de sua uti lização pelo paciente, visando garanti r 
a qualidade e a estabilidade do produto para o momento de uti lização.
2 Desenvolvimento
Para compreender toda a cadeia logísti ca que permeia os medicamentos, deve-se 
considerar as etapas de produção, distribuição, transporte, armazenamento, dispen-
sação e, ainda, outras etapas parti culares a depender da complexidade do produto. 
Essas etapas devem ser executadas de modo a assegurar a efeti vidade, a segurança 
e a qualidade dos produtos (CORRÊA; AGUIAR, 2012).
Buscando a garanti a da qualidade e a uniformização dos padrões mínimos, a Or-
ganização Mundial de Saúde (WHO, 2010; ZIEHR, 2011) promoveu discussões sobre 
as boas práti cas de fabricação e a responsabilidade dos fabricantes, transportadores 
e distribuidores na garanti a da qualidade do produto, assegurando sua adequação 
ao uso no fi nal da cadeia.
Para garanti r a qualidade dos medicamentos, todas as ati vidades acima citadas devem 
respeitar e cumprir as legislações e regulamentações vigentes, incluindo boas práti cas de 
fabricação, armazenagem, distribuição e transporte. As legislações relati vas às etapas de 
transporte e armazenamento, atualmente vigentes, foco deste capítulo, incluem:
- A Portaria nº 802, de 8 de outubro 1998 (BRASIL, 1998c), que insti tui o sistema 
de controle e fi scalização em toda cadeia de produtos farmacêuti cos e determi-
na as boas práti cas de distribuição;
- As Portarias nº 1051 e nº 1052, de 29 de dezembro de 1998 (BRASIL, 1998a,b), que 
insti tuem o regulamento técnico para autorização e habilitação de empresas trans-
portadoras de produtos farmacêuti cos e determina as boas práti cas de transporte;
- A Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999 (BRASIL, 1999a), que defi ne o Sistema 
Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (AN-
VISA) e dá outras providências;
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- A Resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) nº 365, de 2 de outubro de 
2001 (CFF, 2001), que dispõe sobre a assistência técnica farmacêuti ca em distribui-
doras, representantes, importadoras e exportadoras de medicamentos, insumos 
farmacêuti cos e correlatos;
- A Resolução CFF nº 433, de 26 de abril de 2005 (CFF, 2005), que regula a atuação 
do farmacêuti co em empresa de transporte terrestre, aéreo, ferroviário ou fl uvial, 
de produtos farmacêuti cos, farmoquímicos e produtos para saúde;
- RDC nº 329, de 22 de julho de 1999 (BRASIL, 1999b), que insti tui o Roteiro de 
Inspeção para transportadoras de medicamentos e insumos farmacêuti cos;
- RDC nº 304, de 17 de setembro de 2019 (BRASIL, 2019), que dispõe sobre as Boas 
Práti cas de Distribuição, Armazenagem e Transporte de Medicamentos, atualizan-
do algumas legislações anteriores. 
Para garanti r a qualidade e a segurança dos produtos na cadeia logísti ca, segundo 
as legislações aplicáveis, compete ao farmacêuti co (CFF, 1996, 2012) a manutenção 
das condições adequadas de formulação, preparo, armazenagem, conservação, trans-
porte e segurança quanto ao uso de medicamentos anti neoplásicos. A Figura 1 sinte-
ti za o percurso dos medicamentos anti neoplásicos desde o transporte externo até a 
distribuição dentro do hospital.
Figura 1. Circuito do Medicamento Anti neoplásico na Farmácia Hospitalar
Fonte: NOGUEIRA JUNIOR, F.C. et al. (2020)
Armazenamento em
Central de Manipulação
Transporte
Interno
Uti lização em
Unidade Clínica
Transporte
Externo
Recebimento
Armazenamento
em UAF
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2.1 Recomendações para o Transporte Externo
O transporte externo consiste no envio do medicamento do fabricante ou dis-
tribuidor ao cliente ou usuário fi nal. De acordo com a Resolução nº 304 de 2019, é 
necessário que esse processo garanta que os medicamentos sejam transportados 
de forma adequada, com preservação de suas característi cas e cheguem até o con-
sumidor fi nal nas condições ideais de consumo, sem alteração em sua fórmula, para 
que possam produzir o efeito proposto pelo fabricante.
O transporte de medicamentos deve respeitar as condições de armazenamen-
to requeridas e fornecer o ambiente necessário para preservar a qualidade dos 
produtos. A temperatura, durante todo o trajeto do transporte, deve ser moni-
torada e registrada, registros estes que devem ser armazenados durante todo o 
período de validade do produto. O monitoramento e controle de temperatura 
devem ser realizados, preferencialmente, por meio de sistemas de supervisão in-
formati zados, sendo recomendável a uti lização de instrumentos que disponham 
de alarmes visuais e/ou sonoros capazes de sinalizar excursões fora das faixas de 
aceitação. Os medicamentos termolábeis, que não esti verem submeti dos ao con-
trole de temperatura por parte da transportadora, devem ser devolvidos no ato 
do recebimento ou ser postos em quarentena enquanto aguardam sua disposição 
pela garanti a da qualidade (BRASIL, 2019). Os equipamentos uti lizados no monito-
ramento da temperatura devem ser calibrados com regularidade e estar à disposi-
ção das insti tuições que receberem as cargas (WHO, 2010). Durante o transporte, 
os medicamentos não devem ser expostos a condições que possam afetar sua 
estabilidade, interferir na integridade de sua embalagem ou gerar contaminações 
de qualquer natureza. Os veículosuti lizados no transporte devem dispor de ma-
nutenção e limpeza adequada (BRASIL, 2019).
Ainda de acordo com a RDC nº 304 de 2019, deve-se evitar o contato com outros 
produtos incompatí veis com medicamentos, permiti ndo o transporte comparti lha-
do apenas quando os riscos forem analisados, miti gados e concluídos como aceitá-
veis. Os medicamentos recolhidos ou devolvidos, bem como aqueles suspeitos de 
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falsifi cação, devem ser identi fi cados de forma clara e segura e, quando possível, de-
vem ser uti lizados mecanismos que permitam a segregação durante o transporte.
Além da RDC citada, também a RDC nº 329 de 1999, coloca que é necessário 
que a empresa que exercerá a ati vidade de transporte dos medicamentos, dis-
ponha, dentre outros documentos, do Manual de Boas Práti cas de Transporte, 
segundo as diretrizes de Boas Práti cas de Transporte do Ministério da Saúde; com-
prove que os veículos uti lizados estão aptos a transportar produtos farmacêuti -
cos; comprove a assistência técnica de um farmacêuti co; possua Autorização de 
Funcionamento Especial (AFE) e Licença Sanitária emiti da pela Vigilância Sanitária 
Estadual e/ou Municipal.
No momento do recebimento os medicamentos devem ter sua temperatura 
verifi cada. No caso de cargas que não possuam termômetros visíveis, o operador 
deverá uti lizar um termômetro infravermelho para verifi car se a temperatura está 
no intervalo aceitável. Posteriormente, o farmacêuti co irá atuar avaliando todo esse 
processo de transporte através do gerenciamento da aplicação de um Checklist 
(APÊNDICE 1), que visa quanti fi car e qualifi car as inconsistências que possam ocor-
rer, uti lizando essas informações para prevenir futuras não conformidades.
Todas estas não conformidades, avaliadas pelo farmacêuti co no ato da submis-
são de produtos para padronização, são critérios de reprovação ou ainda exclusão 
de produtos já padronizados (ANDRADE, 2009).
2.2 Recebimento do Fabricante/Distribuidor
O ato de receber medicamentos em insti tuições públicas é considerado uma das 
etapas mais importantes do armazenamento na gerência dos estoques. O procedi-
mento realizado consiste em realizar análise detalhada e comparati va entre o que 
foi solicitado e o recebido. Portanto, devem ser elaborados procedimentos ope-
racionais insti tucionais e instrumentos de controle para registro das informações 
referentes ao processo, de acordo com o edital e, consequentemente, com as exi-
gências das legislações vigentes (BRASIL, 2006).
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No ato do recebimento de medicamentos ou produtos do fabricante ou dis-
tribuidor, cada entrada deverá ser criteriosamente analisada quanto à respecti va 
documentação e inspecionada para que sejam verifi cadas suas condições fí sicas, 
rotulagem, ti po, data de fabricação, validade e quanti dade. Este procedimento deve 
ser realizado no intuito de garanti r que os itens recebidos correspondam exatamen-
te aos designados na documentação que o acompanha (BRASIL, 2009; ANDRADE, 
2009). A seguir estão listadas as ações de um Procedimento Operacional Padrão 
(POP), adaptado pelos autores, sobre as recomendações previstas em legislação.
Na chegada do material, o colaborador da UAF deverá realizar ati vidades de con-
ferência administrati va e das especifi cações técnicas, da seguinte forma:
- Receber a nota fi scal (NF) observando o desti natário, a razão social, o endereço, 
o cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ) e avaliando se as documentações 
estão de acordo com a Nota de Empenho (NE); 
- Conferir a natureza da operação, o valor unitário e o valor total da NF;
- Conferir a NF emiti da pelo fornecedor com a NE, observando se está fi dedigna 
a todos os requisitos exigidos; 
- Conferir, junto ao funcionário da transportadora, a quanti dade de volumes re-
cebidos na recepção dos materiais com a guia de recebimento;
- Conferir detalhadamente, abrindo embalagem secundária, se os produtos rece-
bidos estão de acordo com a NF/NE: especifi cação, marca, quanti dade, apresen-
tação, dosagem, embalagem, forma farmacêuti ca, validade e lote; 
- Verifi car, por amostragem, o cumprimento das especifi cações técnicas relacio-
nadas ao estado das embalagens e rótulos, bem como se o transporte está de 
acordo com as condições de conservação exigidas pela Agência Nacional de Vigi-
lância Sanitária (ANVISA); 
- Em caso de violação da embalagem, conferir, frente ao funcionário da transpor-
tadora, se o conteúdo interno está correto e, caso esteja, receber os produtos;
- Quando observado algum dano, deve-se proceder o isolamento do material, 
descarte adequado e desinfecção da área afetada. Para tais operações é impres-
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cindível adequada paramentação, como: luvas de procedimento, avental imper-
meável, proteção respiratória, óculos, compressas absorventes, sabão, recipiente 
com identi fi cação para recolhimento do resíduo e descrição do procedimento;
- Caso sejam observadas não conformidades, informar no verso da NF o desacor-
do entre o enviado e o faturado, entrar em contato com o fornecedor e, se for o 
caso, devolver a mercadoria para reemissão de NF; 
- No caso de quebra de produto, contar as perdas e informar no verso da Nota Fis-
cal. Entrar em contato com o fornecedor para reposição do quanti tati vo perdido; 
- Certi fi car no verso da Nota Fiscal que os produtos constantes da mesma, foram 
recebidos integralmente, informar o número de empenho, datar e assinar, iden-
ti fi cando o receptor, com carimbo; 
- Registrar no “Livro de Entrada de Notas Fiscais” as informações relacionadas 
ao recebimento dos produtos: data, fornecedor, número da NF, item, validade, 
lote e quanti dade;
- Na UAF, realizar a entrada dos produtos de acordo com a NF (data, fornecedor, 
número da NF, item, validade, lote e quanti dade) no sistema informati zado de 
gerenciamento de estoque (AGHU), gerando uma nota de recebimento (NR), a 
qual é arquivada, juntamente com a segunda via da NF e NE;
- Remeter a primeira via da NF à chefi a do Setor de Farmácia Hospitalar para 
atestação e abertura de processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e 
encaminhá-lo para o setor de contabilidade para efetuar pagamento.
Importante: 
- Uti lizar luvas durante todo o processo de inspeção;
- Manter kit de derramamento visível e pessoal treinado para seu manuseio em 
caso de alguma intercorrência durante o recebimento e inspeção.
2.3 Armazenamento em Unidade de Abastecimento Farmacêuti co
Segundo as Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito do Sistema 
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Único de Saúde - SUS (BRASIL, 2009), a Central de Armazenamento deve dispor 
de áreas exclusivas reservadas ao armazenamento dos medicamentos anti neoplá-
sicos. Estas áreas devem ser de circulação restrita aos funcionários, que devem 
estar em número estritamente necessário à operação, evitando exposição des-
necessária aos medicamentoscitotóxicos. Além disso, as áreas devem dispor de 
sistema de venti lação e exaustão para remover contaminantes provenientes dos 
medicamentos (BRASIL, 2004).
A fi m de minimizar riscos de queda, é recomendado que o armazenamento seja 
feito em caixas de borda alta e/ou prateleiras com barreira de contenção e armários 
adequados, de modo que seja preservada a integridade dos produtos.
Ainda que tomadas todas as providências quanto ao correto armazenamento, 
em caso de quebra de frascos, os kits de derramamento deverão ser uti lizados 
por pessoa treinada, respeitando todos os passos para recolhimento do material 
isolado (BRASIL, 2004).
Nos locais de armazenamento é recomendado afi xar, junto ao medicamento, as 
normas básicas relati vas ao produto, com informações sobre a forma adequada de 
armazenamento, estabilidade, precauções e dados de segurança, de acordo com 
as Boas Práti cas de Armazenamento. O mesmo medicamento de diferentes marcas 
pode apresentar diferentes critérios de armazenamento, que deve ser consultado 
no momento do recebimento. Caso as fi chas de informação não estejam impres-
sas, elas devem estar disponíveis para consulta, em local de rápido e fácil acesso. A 
forma adotada para o armazenamento pode seguir a ordem alfabéti ca, a categoria 
terapêuti ca, a codifi cação por cores ou a codifi cação numérica, porém deve ser as-
segurada a fácil localização dos produtos. Estratégias para a minimização de erros, 
como armazenamento em locais distantes de medicamento Look Alike/Sound Alike 
(LASA), são também incenti vadas (ISMP, 2014). 
De acordo com as Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito do SUS 
(BRASIL, 2009), a área desti nada ao armazenamento de medicamentos anti neoplá-
sicos, assim como toda a central de armazenamento, deve dispor de equipamentos 
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e instrumentos para o controle e monitoramento da temperatura e umidade do 
ambiente e do refrigerador, conforme legislação vigente. Esses registros devem ser 
arquivados por pelo menos dois anos.
Outros cuidados devem ser considerados para manutenção da estabilidade dos 
medicamentos: desti nar as áreas de estocagem somente para esse propósito; man-
ter os medicamentos termolábeis em equipamentos específi cos de refrigeração, os 
quais devem possuir, além da fonte primária de energia elétrica, uma fonte alterna-
ti va capaz de efetuar seu suprimento imediato em caso de falhas da fonte primária; 
adotar material de acabamento impermeável, lavável e resistente a processo de 
limpeza e de desinfecção na área de estocagem, no teto, pisos e paredes; e uti lizar 
superfí cies lisas, duradouras e com acabamentos arredondados nas bancadas, bal-
cões, mesas, armários e prateleiras (BRASIL, 2009).
A estrutura para realização de uma boa comunicação deve unir condições fí sicas 
e organizacionais adequadas. Deve-se atentar para característi cas ambientais, tais 
como, distribuição do espaço, iluminação, ruído, medidas de segurança, entre ou-
tras, que possam representar barreiras fí sicas para a comunicação. A equipe de tra-
balho deve ser capacitada, treinada e periodicamente avaliada quanto ao processo 
de comunicação (BRASIL, 2009).
Segundo as Diretrizes para estruturação de farmácias no âmbito do SUS (BRA-
SIL, 2009), a fi m de garanti r a adequada rastreabilidade e o controle do estoque de 
medicamentos, deve ser realizado, periodicamente, inventário dos produtos. Esse 
processo pode ser realizado em diversas periodicidades: diária, semanal, mensal, 
trimestral, semestral ou anual ou por ocasião de uma nova ati vidade. Quando reali-
zado em curto intervalo de tempo, o inventário permite intervir mais facilmente nas 
correções das não conformidades que geraram a diferença.
2.4 Armazenamento Interno em Central de Manipulação
Todo material a ser utilizado em central de manipulação deve ser armazena-
do seguindo as especificações de cada fornecedor, em local exclusivo e, prefe-
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rencialmente, identificado com simbologia de risco na parte externa da porta de 
acesso à sala de manipulação (Figura 2). De modo geral, os medicamentos de-
vem ser mantidos na embalagem original até seu uso, seguindo as orientações 
de temperatura e umidade adequadas.
Por questão de segurança, sugere-se manter estoque mínimo dos medicamen-
tos citotóxicos e armazená-los em prateleiras fi xas, se possível com rebordo, ou, se 
for necessário, usar caixas, que devem ser perfuradas para facilitar a circulação do 
ar - inclusive para produtos termolábeis. Além disso, esses locais deverão possuir kit 
de derramamento de anti neoplásicos (BRASIL, 2004).
Conforme RDC nº 304 de 2019, é obrigatória a leitura dos equipamentos e ins-
trumentos necessários ao controle e monitoramento da temperatura e umidade. 
Os registros dessas leituras devem ser arquivados, por pelo menos dois anos, após 
sua geração. Os instrumentos devem ser calibrados, antes de seu primeiro uso e 
em intervalos defi nidos pelo fabricante, com base em análise de risco. Uti lizar de 
preferência instrumentos que disponham de alarmes visuais e/ou sonoros capazes 
de sinalizar excursões de temperaturas fora das faixas de aceitação. 
A limpeza e a desinfecção da sala e dos escaninhos deverá ocorrer, preferencial-
mente, uma a duas vezes por semana e a dos equipamentos de refrigeração, uma 
vez por mês ou em períodos preestabelecido pela insti tuição. Este procedimento 
Figura 2. Simbologia de Risco Químico
Fonte: WIKIPÉDIA (2020)
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deve ser realizado pelo profi ssional devidamente treinado. Todo processo deve se-
guir as recomendações da legislação vigente e ser registrado e supervisionado. 
2.5 Transporte Interno
Em uma Unidade Hospitalar, os medicamentos citotóxicos podem ser diretamen-
te dispensados para as Unidades Clínicas e, caso necessitem de manipulação, para a 
Central de Manipulação de Anti neoplásicos e desta para as Unidades Clínicas. 
O transporte do medicamento citostáti co deve ser feito em recipientes isotérmi-
cos exclusivos, protegido de intempéries e da incidência direta da luz solar (BRASIL, 
2004, 2007) e em temperatura que possa garanti r sua integridade fí sico-química. 
Os produtos manipulados devem ser acondicionados em sacos plásti cos e trans-
portados em recipientes térmicos fechados, exclusivos, protegidos de intempéries 
e que estejam identi fi cados com simbologia de perigo (Figura 3). Na necessidade 
de uti lização de carros ou outro dispositi vo para transporte, a recomendação é que 
estes sejam providos de proteção contra queda/ruptura, possuam gavetas fechadas 
e portas de correr (BRASIL, 2004).
Figura 3. Recipiente Térmico para Transporte de Anti neoplásicos
Fonte: CLKER (2020)
O transporte de medicamento citotóxico deve ser realizado por profi ssionais 
treinados e atualizados em técnicas de biossegurança, com o uso de equipamento 
de proteção individual (EPI), de modo a reduzir o risco de exposição e de contamina-
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ção ambiental, em caso de derrame acidental. Esses profi ssionais devem ser orien-
tados quanto ao risco ocupacional associado aos citotóxicos, quanto aos cuidados 
no transporte, em todo seu circuito, e quanto aos procedimentos a serem adotados 
em caso de acidente (BRASIL, 2004).
Para casos de contaminação acidental no transporte de medicamentos citostá-
ti cos, é compulsória a noti fi cação da ocorrência ao responsável pela manipulação, 
assim como a tomada de providências de descontaminação e limpeza, de acordo 
com os protocolos estabelecidos (BRASIL, 2004).
3 Discussão
As atribuições do farmacêuti co em toda a cadeia que envolve os medicamentos 
anti neoplásicos vão além do simples ato de manipulá-los. Ele é um ator fundamen-
tal em todo processo e sua atuação é importante ao longo das várias etapas que 
abrangem a terapia anti neoplásica. Ele parti cipa intensamente da normati zação, da 
conferência e da educação conti nuada acerca dos procedimentos de recebimento, 
transporte, armazenamento e conservação dos medicamentos, insumos e produtos 
para saúde. Para garanti r a qualidade de todo o processo, um checklist deve ser usa-
do, a fi m de contribuir para que todos os requisitos sejam cumpridos seguindo as le-
gislações e regulamentações vigentes. É imprescindível que o farmacêuti co ofereça 
capacitações e treinamentos periódicos para toda a equipe de profi ssionais que, de 
alguma forma, parti cipem do ciclo do medicamento anti neoplásico na Unidade de 
Saúde. Desta forma, garante-se que o produto que será manipulado e dispensado 
ao paciente atenda aos critérios de qualidade e segurança requeridos.
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Referenciais Teóricos
ANDRADE, C. C. Farmacêuti co em oncologia: interfaces administrati vas e clínica. Pharma-
cia Brasileira, Brasília, DF, mar. /abr. 2009. [Farmácia Hospitalar]. Disponível em: htt p://
www.sbrafh .org.br/site/public/temp/4f7baaa9514e7.pdf. Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria 
nº 802, de 08 de outubro de 1998. Insti tui o Sistema de Controle e Fiscalização 
em toda a cadeia dos produtos farmacêuti cos. Diário Ofi cial da União: seção 1, 
Brasília, DF, n. 194, p. 36, 09 out. 1998c. Disponível em: htt p://portal.anvisa.gov.br/
documents/10181/2718376/PRT_SVS_802_1998_COMP1.pdf/8ac433a1-83a0-48-
cd-a7ad-c36531b22d4c. Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 1.052, de 
29 de dezembro de 1998. Aprova a relação de documentos necessários para habilitar 
a empresa a exercer ati vidades de transporte de produtos farmacêuti cos e farmoquí-
micos, sujeitos à vigilância sanitária. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF,
p. 25, 31 dez. 1998b. Disponível em: htt ps://www.jusbrasil.com.br/diarios/6041597/
pg-25-secao-1-diario-ofi cial-da-uniao-dou-de-31-12-1998. Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 
1999. Defi ne o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária, e dá outras providências. Diário Ofi cial da União: seção 1, 
Brasília, DF, p. 1, 27 jan. 1999a. Disponível em: Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
da Diretoria Colegiada - RDC nº 329, de 22 de julho de 1999. Insti tui o Roteiro de 
Inspeção para transportadoras de medicamentos, drogas e insumos farmacêuti cos. 
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Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 141, 26 jul. 1999b. [Revogada pela 
Resolução -RDC nº 16, de 1º de abril de 2014]. Disponível em: htt p://portal.anvisa.
gov.br/documents/10181/2718376/RES_329_1999_COMP.pdf/1c74b2b6-9e86-4-
d50-85f0-6b59eb82c1ca. Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar o Regula-
mento Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neoplásica. Diário 
Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 2004. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_
COMP.pdf/948f5f11-a343-40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégi-
cos. Departamento de Assistência Farmacêuti ca. Assistência farmacêuti ca na aten-
ção básica: instruções técnicas para sua organização. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da 
Saúde, 2006. 98p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: htt p://www.
ensp.fi ocruz.br/portal-ensp/judicializacao/pdfs/283.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práti cas 
de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi cinais para Uso Humano em farmácias. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 195, p. 29, 09 out. 2007. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_67_2007_COMP.
pdf/5de28862-e018-4287-892e-a2add589ac26. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégi-
cos. Departamento de Assistência Farmacêuti ca e Insumos Estratégicos. Diretrizes 
para estruturação de farmácias no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, 
DF: Ministério da Saúde, 2009. 44p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Dispo-
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nível em: htt p://www.saude.gov.br/images/pdf/2014/janeiro/08/diretrizes-para-
estruturacao-farmacias-ambito-sus.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 304, de 17 de setembro de 2019. Dispõe sobre as Boas 
Práti cas de Distribuição, Armazenagem e de Transporte de Medicamentos. Diário 
Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 181, p. 64, 18 set. 2019. Disponível em: 
htt p://portal.anvisa.gov.br/legislacao#/visualizar/406520. Acesso em: 20 mai. 2020.
CLKER - Free Clip Arts. Recipiente Térmico para Transporte de Anti neoplásicos. 
[S.l.]: CLKER, 2020. Disponível em: htt p://www.clker.com/cliparts/f/9/9/6/1294343
6611412735012Mashtun.svg.med.png. Acesso em: 20 mai. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 288, de 21 de março de 
1996. Dispõe sobre a competência legal para o exercício da manipulação de dro-
gas anti neoplásicas pelo farmacêuti co. Diário Ofi cialReferenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
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CAPÍTULO 3. RISCO OCUPACIONAL E BIOSSEGURANÇA
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Preparo Seguro dos Quimioterápicos 
2.2 Cuidados na Preparação e na Administração dos Agentes Quimioterápicos
2.3 Riscos Relacionados à Manipulação de Quimioterapia Oral
2.4 Riscos Relacionados à Manipulação e Transporte de Quimioterapia Injetável
2.5 Descrição dos Procedimentos
2.5.1 Material Derramado Líquido
2.5.2 Material Derramado em Pó
2.5.3 Procedimentos em Caso de Contaminação Pessoal
2.5.4 Derramamento na Cabine de Segurança Biológica
2.5.5 Derramamento no Ambiente
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
CAPÍTULO 4. SAÚDE OCUPACIONAL: MEDIDAS DE PROTEÇÃO
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Manuseio Seguro de Anti neoplásicos
2.2 Legislações Vigentes 
2.3 Acidentes com Contaminação Pessoal e Ambiental 
2.4 Vias de Exposição aos Quimioterápicos
2.5 Descarte de Resíduos Quimioterápicos 
2.6 Manuseio de Excretas 
2.7 Saúde Ocupacional 
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
2.7.1 Carcinogenicidade 
2.7.2 Alterações Hematológicas e Câncer de Bexiga
2.7.3 Aumento do Risco de Câncer de Mama
2.7.4 Efeitos sobre a Capacidade Reproduti va 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
CAPÍTULO 5. TRANSPORTE, RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO
DE TERAPIA ANTINEOPLÁSICA
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Recomendações para o Transporte Externo 
2.2 Recebimento do Fabricante/Distribuidor
2.3 Armazenamento em Unidade de Abastecimento Farmacêuti co 
2.4 Armazenamento Interno em Central de Manipulação 
2.5 Transporte Interno 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice 1. Checklist de Recebimento de Medicamentos em Unidade de 
Abastecimento Farmacêuti co 
CAPÍTULO 6. PARAMENTAÇÃO PARA O PREPARO DE ANTINEOPLÁSICOS
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 A importância da Paramentação no Preparo de Anti neoplásicos 
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2.2 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
2.2.1 Luvas 
2.2.2 Avental 
2.2.3 Máscaras e Óculos de Proteção 
2.2.4 Gorros e Propés 
2.2.5 Equipamentos Reuti lizáveis e não Reuti lizáveis 
2.3 Ordem de Paramentação e Desparamentação 
2.3.1 Ordem de Paramentação
2.3.2 Ordem de Desparamentação 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
CAPÍTULO 7. PROCEDIMENTOS DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA ÁREA E 
DOS EQUIPAMENTOS
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Classifi cação das Áreas 
2.1.1 Áreas Críti cas 
2.1.2 Áreas Semicríti cas 
2.1.3 Áreas Não Críti cas 
2.2 Padronização de Produtos Saneantes 
2.3 Principais Produtos Utilizados na Limpeza e Desinfecção de Áreas 
e Equipamentos 
2.3.1 Limpeza de Superfí cies 
2.3.2 Desinfecção 
2.3.3 Materiais Uti lizados na Limpeza e Desinfecção de Superfí cies 
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
2.3.4 Depósito de Material de Limpeza (DML) 
2.4 Processos de Higienização 
2.4.1 Higienização Imediata 
2.4.2 Higienização Concorrente 
2.4.3 Higienização Terminal 
2.5 Limpeza e Desinfecção da Sala de Manipulação
2.5.1 Responsabilidades 
2.5.2 Descrição das Tarefas 
2.5.3 Pisos e Paredes
2.5.4 Teto
2.5.5 Mobiliário e Equipamentos
2.6 Limpeza e Desinfecção da Cabine de Segurança Biológica
2.7 Registro de Limpeza
2.8 Treinamento e Capacitação
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice: Registro de Limpeza e Desinfecção da Área e dos Equipamentos
CAPÍTULO 8. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NO PREPARO
DE QUIMIOTERAPIA
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Materiais Empregados no Preparo 
2.1.1 Campo de Trabalho 
2.1.2 Seringas 
2.1.3 Agulhas 
172
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2.1.4 Tipos de Bolsas de Solução 
2.1.5 Tipos de Equipos de Infusão 
2.1.6 Filtros 
2.1.7 Infusores Domiciliares
2.1.7.1 Infusor Elastomérico
2.1.7.2 Infusor por Pressão Negati va
2.1.7.3 Infusor com Controle Digital de Fluxo 
2.2 Materiais Empregados no Fracionamento e/ou Transformação
de Formas Farmacêuti cas Orais 
2.3 Outros Materiais Empregados no Apoio à Manipulação 
2.4 Materiais Empregados na Embalagem de Quimioterapia 
2.5 Materiais Empregados no Descarte de Resíduos 
2.6 Equipamentos Empregados Antes e/ou Durante o Preparo
2.7 Dispositi vos para Manipulação em Sistema Fechado 
2.8 Equipamentos Uti lizados no Controle de Qualidade 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice 1. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti neoplásicos Convencionais 
Apêndice 2. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti corpos Monoclonais e 
Outras Classes de Medicamentos Empregados em Oncologia
CAPÍTULO 9. DISPOSITIVOS ESPECIAIS PARA O PREPARO DE TERAPIA
ANTINEOPLÁSICA EM SISTEMA FECHADO
1 Introdução
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2 Desenvolvimento
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
 
CAPÍTULO 10. TÉCNICAS DE PREPARO DE ANTINEOPLÁSICOS NÃO ESTÉREIS
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Técnicas de Preparo de Anti neoplásicos Não Estéreis
2.1.1 Local de Preparo 
2.1.2 Manipulação 
2.1.3 Unitarização ou Fracionamento 
2.2 Anti neoplásicos Orais: Orientações de Uso 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice 1. Orientação de Uso e Parti cularidades dos Principais
Anti neoplásicos Orais Uti lizados em Oncologia
CAPÍTULO 11. TÉCNICAS DE PREPARO DE ANTINEOPLÁSICOS ESTÉREIS
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Técnica de Preparo de Anti neoplásicos Estéreis 
2.1.1 Higiene Pessoal e Equipamentos de Proteção Individual e Coleti va
2.1.2 Limpeza, Desinfecção e Organização da Cabine de Segurança 
Biológica Classe II B2 
236
240da União: seção 1, Brasília, 
DF, p. 8618, 17 mai. 1996. Disponível em: htt ps://www.cff .org.br/userfi les/fi le/
resolucoes/288.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 365, de 2 de outubro de 2001. 
Dispõe sobre a assistência técnica farmacêuti ca em distribuidoras, representantes, 
importadoras e exportadoras de medicamentos, insumos farmacêuti cos e correlatos. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 324, 21 jan. 2002. Disponível em: 
htt ps://www.cff .org.br/userfi les/fi le/resolucoes/365.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 433, de 26 de abril de 2005. 
Regula a atuação do farmacêuti co em empresa de transporte terrestre, aéreo, ferro-
viário ou fl uvial, de produtos farmacêuti cos, farmoquímicos e produtos para saúde. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 184, 09 mai. 2005. Disponível em: 
htt ps://www.cff .org.br/userfi les/fi le/resolucoes/433.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
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CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 565, de 6 de dezembro de 
2012. Dá nova redação aos arti gos 1º, 2º e 3º da Resolução/CFF nº 288 de
21 de março de 1996. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF,
n. 236, p. 350, 07 dez. 2012. Disponível em: htt ps://www.cff .org.br/userfi les/fi le/
resolucoes/565.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
CORRÊA, G. B.; AGUIAR, M. M. G. Distribuição e transporte de medicamentos. Pós 
em Revista do Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, 2012.
ISPM - INTITUTO PARA PRATICAS SEGURAS NO USO DE MEDICAMENTOS. No-
mes de medicamentos com grafi a ou som semelhantes: como evitar os erros? 
v. 3, n. 6, 2014. Disponível em: htt ps://www.ismp-brasil.org/site/wp-content/
uploads/2015/07/V3N1.pdf. Acesso em: 05 nov. 2020.
NOGUEIRA JUNIOR, F.C. et al. Circuito do Medicamento Anti neoplásico na Farmá-
cia Hospitalar. 2020. 1 Figura.
WIKIPÉDIA - A Enciclopédia Livre. Simbologia de Risco Químico. [S.l]: Wikipédia, 
2020. Disponível em: htt ps://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolo_de_risco#/
media/Ficheiro:Hazard_T.svg. Acesso em: 20 mai. 2020.
WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO good distributi on practi ces for 
pharmaceuti cal products. WHO Technical Report Series, n. 957, p. 235-264, 2010. 
Disponível em: htt ps://www.who.int/medicines/areas/quality_safety/quality_assu-
rance/GoodDistributi onPracti cesTRS957Annex5.pdf. Acesso em: 20 mai. 2020.
ZIEHR, H. Model guidance for the storage and transport of ti me - and tempera-
ture - sensiti ve pharmaceuti cal products. [S. l.]: WHO, 2011. 49p. Annex 9. (WHO 
Technical Report Series, n. 961)
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AFE - Autorização de Funcionamento Especial
AGHU - Aplicati vo de Gestão para Hospitais Universitários
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
CFF - Conselho Federal de Farmácia
EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares 
EPI - Equipamento de Proteção Individual
LASA - Look Alike/Sound Alike
NE - Nota de Empenho
NF - Nota Fiscal 
NR - Nota de Recebimento
SEI - Sistema Eletrônico de Informações
SUS - Sistema Único de Saúde
UAF - Unidade de Abastecimento Farmacêuti co
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Apêndice 1. Checklist de Recebimento de Medicamentos em Unidade de Abasteci-
mento Farmacêutico
Data do Recebimento: ______/______/_________
Fornecedor: ______________________________________________________
Nota Fiscal: ________________________ Data da emissão: _____/_____/_____
1 TRANSPORTADORA:
1.1. Condições do veículo (carroceria, temperatura, limpeza)
( ) Conforme
( ) Não Conforme - Descrição: _______________________________________
1.2. Disposição dos produtos no veículo (paleti zados, empilhamento, ...)
( ) Conforme
( ) Não Conforme - Descrição:________________________________________
2 MERCADORIA
2.1. Inspeção visual das condições externas dos volumes (caixas íntegras, sem umidade aparente)
( ) Conforme
( ) Não Conforme - Descrição:_______________________________________
2.2. Quanti dade e identi fi cação do nome do medicamento, número do lote, data de fabri-
cação e validade.
( ) Conforme 
( ) Não Conforme Descrição:________________________________________
2.3. Produtos termolábeis, (temperatura de acordo, gelos recicláveis e termômetros em 
bom estado)
( ) Conforme 
( ) Não Conforme - Descrição _______________________________________
3 NOTA FISCAL ELETRÔNICA
3.1. Descrição dos produtos, quanti dade, número de lotes, data de fabricação e validade.
( ) Conforme
( ) Não conforme - Descrição:_______________________________________ 
4 IDENTIFICAÇÃO DO RECEBEDOR / CONFERENTE
Nome:___________________________________________________________
Assinatura:________________________
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Capítulo 6
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PARAMENTAÇÃO 
para o Preparo de
Antineoplásicos
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Lista de Figuras
150
151
152
152
155
Figura 1. Demonstração do Uso Correto das Luvas
Figura 2. Sequência de Colocação de Luvas Estéreis
Figura 3. Demonstração da Proteção Facial Completa
Figura4. Máscaras de Proteção Respiratória e Óculos de Proteção
Figura 5. Paramentação Completa
Lista de Quadros
154
156
Quadro 1. Sequência de Paramentação
Quadro 2. Sequência de Desparamentação
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 A importância da Paramentação no Preparo de Anti neoplásicos 
2.2 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
2.2.1 Luvas 
2.2.2 Avental 
2.2.3 Máscaras e Óculos de Proteção 
2.2.4 Gorros e Propés 
2.2.5 Equipamentos Reuti lizáveis e não Reuti lizáveis 
2.3 Ordem de Paramentação e Desparamentação 
2.3.1 Ordem de Paramentação
2.3.2 Ordem de Desparamentação 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
144
145
145
148
149
151
152
153
153
154
154
155
156
158
161
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Capítulo 6
Paramentação para o Preparo
de Antineoplásicos 
1 Introdução
O procedimento de paramentação consubstancia-se na observação de um 
conjunto de normas, técnicas e boas práti cas, com a fi nalidade de evitar ao má-
ximo a exposição do profi ssional de saúde aos riscos químicos e biológicos da 
ati vidade que desenvolvem, bem como garanti r a integridade microbiológica das 
preparações estéreis, minimizar os riscos e melhorar o nível de segurança dos 
pacientes em tratamento.
A legislação que regulamenta o funcionamento do Serviço de Terapia Anti neo-
plásica (STA) no Brasil é a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária (ANVISA) RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004, a qual trata 
das Boas Práti cas de Preparação de Terapia Anti neoplásica (BPPTA), estabelecendo 
orientações gerais para o preparo da terapia anti neoplásica (BRASIL, 2004).
O Regulamento Técnico de Funcionamento para o STA foi elaborado a parti r de 
trabalho conjunto de técnicos da ANVISA e profi ssionais de enti dades represen-
tati vas da área, que foram convidados para elaborar o documento inicial (BRASIL, 
2004). O documento aplica-se a todos os estabelecimentos públicos e privados do 
país que realizam ati vidades de terapia anti neoplásica. O estabelecimento que reali-
za o preparo da terapia anti neoplásica deve contar com Alvará Sanitário atualizado, 
expedido pelo órgão sanitário competente, conforme estabelecido na Lei Federal
nº 6.437, de 20 de agosto de 1977 (BRASIL, 1977).
De início, é necessário salientar que as atribuições e responsabilidades indivi-
duais devem estar formalmente descritas e disponíveis a todos os envolvidos no 
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processo, devendo os profi ssionais que atuam com terapia anti neoplásica recebe-
rem treinamento inicial e conti nuado, devidamente documentados, para garanti r 
sua capacitação e atualização.
Além disso, vale lembrar que apesar da RDC nº 220 de 2004 ter introduzido es-
tudos acerca da paramentação e das boas práti cas no STA, a tecnologia e os estudos 
cientí fi cos conti nuam a ser realizados conti nuamente, na busca do aperfeiçoamento 
de dispositi vos, de equipamentos e das boas práti cas, para conferir maior segurança 
aos agentes envolvidos no serviço, complementando a legislação vigente.
Atualmente, as unidades hospitalares que trabalham com o serviço de on-
cologia podem apresentar diferenças significativas em termos de instalações, 
demanda de serviços, estrutura física da central de manipulação, rotinas de 
trabalho, número de farmacêuticos que compõem o setor, processos de aqui-
sições e disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPI) em 
qualidade e em quantidade suficiente. Dessa forma, é oportuno ressaltar que 
muitos hospitais deverão passar por algum tipo de adequação aos parâmetros 
mínimos abordados neste manual, o que não deve ser considerado como fator 
impeditivo para que as equipes de saúde realizem um trabalho efetivo, visan-
do sempre a busca de melhoria contínua no que se refere à adequabilidade 
estrutural e à padronização de itens e processos concernentes à atividade de 
preparo de antineoplásicos. A participação do farmacêutico no processo de 
avaliação e validação dos EPI, junto ao setor responsável pela sua aquisição, 
é fundamental para garantir a qualidade dos produtos e minimizar riscos aos 
profissionais que os utilizam.
2 Desenvolvimento
2.1 A importância da Paramentação no Preparo de Anti neoplásicos
A exposição dos trabalhadores encarregados pelo preparo e pela administra-
ção dos quimioterápicos despertou atenção no fi nal da década de 70 e os primei-
ros efeitos advindos do contato com estas substâncias foram exclusivamente do 
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ti po agudo, em consequência da exposição pela via cutânea ou por inalação, em 
casos de acidentes ou erros na manipulação (CAVALCANTI JÚNIOR; KLUMB; MAIA, 
2002). O interesse em pesquisar os efeitos genotóxicos de algumas substâncias 
nos trabalhadores aumentou na década de 1980, coincidentemente, com o au-
mento da mortalidade por tumores em indivíduos que trabalhavam em laborató-
rios (DEMENT et al., 1992).
A exposição às propriedades citotóxicas de agentes antineoplásicos pode, 
com o passar do tempo, gerar alterações celulares ou clínicas relacionadas ao 
grau de exposição ocupacional a estas substâncias. Existem diversos pontos crí-
ticos no contato direto com estes agentes químicos, tais como, no momento do 
preparo da quimioterapia, na administração ou no descarte. Na ausência de me-
didas de proteção ou na falha de algum ponto no processo, a manipulação tem 
sido associada ao risco de absorção de substâncias que afetam negativamente a 
saúde dos trabalhadores.
Não existe até o momento uma definição acerca de um nível aceitável de 
exposição do trabalhador a medicamentos antineoplásicos pelos órgãos regula-
dores. Organizações internacionais, como o National Institute for Occupational 
Safety and Health (NIOSH) e a Occupational Health and Safety Administration 
(OSHA), definiram medidas de segurança, que visam reduzir a exposição dos 
profissionais, com intuito de minimização de riscos. Essas organizações reco-
mendam protocolos para o manuseio destes medicamentos, por exemplo, uso 
de cabines de fluxo laminar para o preparo, de sistemas fechados para adminis-
tração dos fármacos e de itens de proteção individual para todos os profissio-
nais expostos (OSHA, 2016). 
No Brasil, medidas de biossegurança similares foram publicadas pela ANVISA e 
estão descritas na RDC nº 220 de 2004, primeira e única legislação publicada no 
país para regulamentar os STA. Embora as recomendações para manuseio seguro 
de agentes anti neoplásicos tenham começado a ser publicadas nos anos 1980, a 
adesão de profi ssionais e insti tuições de saúde mantém-se incompleta. 
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Emrelação aos profi ssionais que manipulam anti neoplásicos, a literatura eviden-
cia casos de tumores secundários e de aumento da chance de aparecimento de cân-
cer, mutagenicidade, alterações genéti cas e efeitos colaterais (ROCHA, 2004). Den-
tre os danos identi fi cados nos estudos estão descritas alterações no ciclo menstrual, 
ocorrência de aborto, malformações congênitas e danos no ácido desoxirribonu-
cleico (DNA) em profi ssionais que manipulam anti neoplásicos. Assim, fi ca evidente 
que os manipuladores desses medicamentos necessitam adotar, obrigatoriamente, 
medidas de segurança no preparo, na administração, no descarte de material ou no 
manuseio de excretas dos pacientes (ROCHA, 2004).
Os principais ti pos de exposição ocupacional em uma central de manipulação 
de quimioterápicos ocorrem por inalação ou contato com a pele. A exposição por 
inalação pode acontecer durante a reti rada de ar de seringas contendo quimiote-
rapia, quebra de comprimidos para administração oral ou na ocorrência de der-
ramamento de anti neoplásicos. Tais situações oferecem risco de formação de ae-
rossóis que podem ser inalados pela equipe de manipuladores. Já a exposição por 
contato pode ocorrer diretamente, quando há derramamento de quimioterapia 
sobre a pele, ou, indiretamente, a parti r do contato com superfí cies previamente 
contaminadas (NIOSH, 2004).
A exposição ocupacional pode resultar em alterações agudas, associadas ao 
contato direto com a pele na ocorrência de acidentes, ou em alterações crôni-
cas, oriundas do manuseio de quimioterapia em longo prazo. Os efeitos agudos 
incluem reações alérgicas, irritação ocular, náuseas, vômitos, síncopes, diarreia, 
constipação, tosse e cefaleia (EISENBERG, 2009). Os efeitos tóxicos de longo 
prazo podem afetar tanto a capacidade reprodutiva, havendo relatos de aumen-
to nas taxas de infertilidade, abortos espontâneos e gravidez ectópica, como 
podem também afetar outros órgãos causando, por exemplo, alopecia parcial, 
anormalidades cromossômicas e aumento do risco de desenvolver câncer (DRA-
NITSARIS et al., 2005).
Neste contexto, o tema paramentação torna-se um ponto de controle essencial 
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em qualquer STA, além de ser uma ferramenta imprescindível no ciclo de biossegu-
rança associado, principalmente, ao preparo de medicamentos quimioterápicos.
Um dos principais questionamentos relacionados ao serviço de oncologia, 
mais especificamente no que tange à biossegurança dos profissionais de saúde 
que trabalham com manipulação ou administração de quimioterápicos, baseia-
se no fato de que, pelo menos até o momento da elaboração deste manual, não 
existe nenhuma pesquisa científica que estabeleça uma relação direta entre a 
quantidade e o tempo de exposição necessários para que uma pessoa expos-
ta durante o preparo de agentes químicos antineoplásicos possa desenvolver 
algum tipo de alteração clínica ou doença ocupacional. Assim, recomenda-se 
um rodízio entre os manipuladores com objetivo de evitar exposição contínua e 
minimizar os riscos.
2.2 Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
De acordo com a norma regulamentadora nº 06 da Consolidação das Leis Traba-
lhistas (CLT), os EPI desti nam-se a proteger o trabalhador contra um ou mais riscos 
inerentes ao serviço, que possam ameaçar a segurança e a saúde no trabalho, de-
vendo ser fornecidos pelo empregador ou órgão público a que esteja vinculado o 
servidor ou o funcionário (BRASIL, 2009).
Os EPI, de fabricação nacional ou importado, poderão ser postos à venda ou 
uti lizados com a indicação do Certi fi cado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão 
nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério 
do Trabalho e Emprego.
Os EPI são extremamente valiosos para os funcionários que desenvolvem suas 
funções na cadeia da terapia anti neoplásica, pois objeti vam suprimir ou amenizar 
os riscos da ati vidade. Importante ressaltar que a paramentação a ser uti lizada será 
a mesma para todos os funcionários envolvidos no processo de manipulação de 
anti neoplásicos, independente de cargo ou função que exerçam.
Tendo em vista que não há uma padronização específi ca entre as normas bra-
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sileiras, quando comparadas com os guias ou normas internacionais, é necessário 
destacar que a RDC nº 220 de 2004, por exemplo, no seu item 4 do Anexo III 
(BPPTA) cita, como itens sufi cientes na paramentação, apenas a uti lização de lu-
vas (ti po cirúrgica) de látex, punho longo, sem talco e estéreis e avental longo ou 
macacão de uso restrito à área de preparação, com baixa liberação de partí culas, 
baixa permeabilidade ou impermeável, frente fechada, com mangas longas e pu-
nho elásti co. Essa paramentação deve ser realizada tanto em áreas classifi cadas 
como não classifi cadas ou limpas. Informa, ainda, que a paramentação, quando 
reuti lizável, deve ser guardada separadamente, em ambiente fechado até que 
seja lavada de forma exclusiva. Ao compararmos com o que é preconizado, por 
exemplo, pela agência norte americana OSHA, observamos que esta estabelece 
como requisito mínimo de paramentação o uso de: luvas de látex ou polipropile-
no, descartáveis e sem talco; aventais descartáveis (padrão Tyvek®), com mangas 
longas, fechados na parte frontal, punhos com elásti co e com baixa permeabili-
dade; máscaras com proteção de carvão ati vado, que agem como fi ltro químico; 
e óculos de proteção, que impeça a contaminação frontal e lateral de partí culas, 
sem reduzir o campo visual (OSHA, 2016).
2.2.1 Luvas
De acordo com a RDC nº 220 de 2004, as luvas utilizadas devem ser do tipo 
cirúrgica de látex, punho longo, sem talco e estéreis. As luvas médicas com tal-
co estão sendo eliminadas devido à toxicidade dos pós usados na lubrificação. 
Neste sentido, a Food and Drug Administration (FDA), órgão sanitário dos Es-
tados Unidos, baniu as luvas médicas com talco em razão da sua alta condição 
alérgica, tanto ao administrador quanto ao ambiente (FDA, 2016), o que torna 
inviável o seu uso na manipulação de medicamentos quimioterápicos dentro da 
cabine de segurança biológica.
Do mesmo modo, não é recomendado o uso de luvas de vinil pois minimizam a 
sensibilidade ao tato que é necessária para o manuseio dos insumos desti nados à 
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manipulação de medicamentos injetáveis. Ao uti lizar dois pares de luvas, o reco-
mendado é colocar o primeiro par antes do avental (EASTY et al., 2015).
O NIOSH, por sua vez, recomenda o uso de dupla luva estéril, ambas de punho 
longo, uma vez que as luvas internas servirão para reti rar o avental ao fi nal do pro-
cedimento, evitando a exposição da pele ao anti neoplásico (NIOSH, 2004).
A Figura 1 apresenta uma demonstração do uso correto de luvas. A Figura 2 
demonstra a sequência correta de colocação de luvas estéreis. Ao fi nal do procedi-
mento de preparo de anti neoplásicos, o profi ssional deverá:
- Posicionar os dedos de uma das mãos por dentro da parte superior da luva de 
fora da outra mão;
- Remover cuidadosamente a luva de fora;
- Uti lizar a luva interna para reti rar o avental;
- Por fi m, repeti r o procedimento da reti rada das luvas de fora para retirar as 
luvas internas. 
Figura 1. Demonstração do Uso Correto das Luvas
Fonte: CAMPOS, D.A. (2020)
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Figura 2. Sequência de Colocação de Luvas Estéreis
 Fonte: SAINT LUKES, 2020
É recomendado o uso de dupla luva cirúrgica de punho longo, uma vez que as 
luvas internas servirão para reti rar o avental ao fi nal do procedimento, evitando a 
exposição da pele. Recomenda-se a troca da luva estéril externa a cada uma hora. 
2.2.2 Avental
De acordo com estudos científicos recentes, os aventais usados para lidar 
com medicamentos antineoplásicos devem ser descartáveis, de baixa permeabi-
lidade ou impermeáveis, sem zíperes, botões ou fechos, com mangas compridas 
e punhos apertados e devem ser fechados nas costas (EASTY, 2015).
Estudos apontam que aventais feitos de polietileno ou vinil tendem a ofere-
cer a melhor proteção (HARRISON, 1999).
Para preparação de medicamentos anti neoplásicos, os aventais devem ser de 
uso individual, descartados em local apropriado ao fi nal de cada turno diário de 
trabalho ou trocados após situações pontuais, como em caso de contaminação, der-
ramamento ou rasgos, bem como ao fi nal do procedimento (ASTM INTERNATIONAL, 
2012). O fornecedor deve ser capaz de certi fi car que o avental protege contra o con-
tato com estes medicamentos. Cuidados devem ser tomados para evitar a contami-
nação das mãos, evitando tocar o exterior do avental ao removê-lo (EASTY, 2015).
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2.2.3 Máscaras e Óculos de Proteção
A proteção facial com máscaras é necessária ao manusear e preparar medicamen-
tos anti neoplásicos em uma cabine de segurança biológica (CSB); neste caso, elas 
são usadas para evitar a contaminação microbiana do campo estéril (EASTY, 2015) e 
também para proteção do manipulador. A proteção facial completa (Figura 3) deve 
ser usada sempre que houver risco de respingos. As máscaras de proteção respira-
tória de referência N95 (PFF2) com ou sem fi ltro de carvão ati vado e respiradores 
semifaciais com fi ltros de carvão (Figura 4) devem ser usadas quando houver risco de 
geração de pó ou aerossol, como no caso da manipulação de anti neoplásicos. A troca 
do fi ltro de carvão do respirador deve ser feita a cada seis meses ou quando algum 
contaminante for detectado por cheiro ou sabor. Recomenda-se o uso da máscara 
PFF2 por um turno de trabalho, sendo posteriormente descartada.
É recomendado o uso de óculos específi co com proteção frontal e lateral do ros-
to (a exemplo do óculos de segurança CA nº 14289) em conjunto com uma máscara 
resistente a fl uídos (Figura 4). É importante ressaltar que o uso de óculos de grau 
não oferece o padrão de proteção necessário, sobretudo, quando há risco de vaza-
mento. Há dispositi vos no mercado nacional que permitem o uso do óculos de grau 
por baixo do óculos de proteção.
Figura 3. Demonstração da Proteção Facial Completa
 Fonte: CAMPOS, D.A. (2020)
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2.2.4 Gorros e Propés
Os gorros são necessários na sala de preparação estéril para evitar a contamina-
ção microbiana que pode ser proveniente da pele e do cabelo do manipulador. O 
uso de propés descartáveis visa evitar a contaminação dos sapatos dos profi ssionais 
de saúde e devem ser calçados antes de adentrarem na sala de preparação estéril. 
Os propés devem ser removidos imediatamente ao deixar a sala de preparação es-
téril para evitar a contaminação de áreas adjacentes (OSHA, 2016).
2.2.5 Equipamentos Reuti lizáveis e não Reuti lizáveis
A RDC nº 220 de 2004 determina que a paramentação, quando reuti lizável, deve 
ser guardada separadamente, em ambiente fechado, até que seja lavada. O pro-
cesso de lavagem deve ser exclusivo para este vestuário. Ademais, de acordo com 
a RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007, o responsável pela descontaminação deve 
paramentar-se antes de iniciar o procedimento.
Os equipamentos não reuti lizáveis são as luvas, os gorros, os propés, o avental 
e as máscaras N95, devendo ser descartados conforme resíduo quimioterápico. Os 
únicos equipamentos reuti lizáveis são os óculos e as máscaras respiratórias com 
fi ltro de carvão ati vado.
Figura 4. Máscaras de Proteção Respiratória e Óculos de Proteção
Fonte: WIKIPÉDIA; KSN [2020?]; EBSERH [2020?]
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2.3 Ordem de Paramentação e Desparamentação
Com o intuito de contribuir para a elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão 
(POP), foram estruturados os Quadros 1 e 2, que tratam, respecti vamente, das sequên-
cias de paramentação e desparamentação para garanti r um padrão básico de qualidade 
que proporcione efeti va segurança tanto ao manipulador quanto ao produto fi nal.
2.3.1 Ordem de Paramentação
Antes da colocação do EPI, o profi ssional deve checar seus bolsos, certi fi cando-
se de que não há celulares, documentos, entre outros objetos pessoais. Reti rar, 
também, todos os adornos, tais como, brincos, pulseiras, anéis, entre outros.
Equipamento
Gorro e Propé
Não se Aplica
Máscara e Óculos
de Proteção
Par de Luvas Interno
Avental ou Macacão
Impermeável
Não se Aplica
Par de Luvas Externo
Ordem de Paramentação
Na entrada da antessala ou antes de entrar na sala de paramentação: vesti r o gorro e calçar o 
propé. Nesse momento é importante prender os cabelos fi rmemente, evitando a exposição 
a possíveis contaminantes.
Dentro da sala de paramentação, realizar a lavagem completa das mãos com água e sabão.
Colocar a máscara, os óculos com proteção lateral, e, em seguida, abrir o primeiro pacote de 
luva cirúrgica estéril.
Higienizar as mãos com álcool a 70% e, após a secagem com compressa, calçar o primeiro par 
de luva cirúrgica estéril. Nesse momento é importante ressaltar que a primeira luva deverá 
ser calçada por baixo do macacão/avental.
Secar completamente as mãos e vesti r o macacão impermeável, tomando o cuidado de tocar o 
mínimo possível em sua parte externa. Nesse momento, ao segurá-lo na parte superior, deixar 
que o mesmo se desdobre e fi que esti cado. É importante não deixar o macacão tocar o chão ou 
esbarrar em superfí cies próximas. Vesti r cuidadosamente o macacão buscando tocar na menor 
área possível e sempre nas partes internas, de forma a evitar sua contaminação externa.
Adentrar à sala de manipulação sem tocar na maçaneta da porta, podendo neste caso uti lizar 
a própria compressa uti lizada na secagem das mãos para abrir a porta da sala.
Na CSB, calçar o segundo par de luva cirúrgica estéril e iniciar o processo de manipulação. Cabe 
ressaltar a importância de se trocar o segundo par de luva cirúrgica a cada hora de manipulação.
Fonte: FIGUEREDO, D. N. M. M. et al. Sequência de Paramentação (2020)
Quadro 1. Sequência de Paramentação
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2.3.2 Ordem de Desparamentação
No processo de desparamentação, a ordem inversa da paramentação deverá ser 
seguida, de forma a iniciar o procedimento com a reti rada e o descarte do segundo 
par de luva ainda no interior da CSB.
Figura 5. Paramentação Completa
 Fonte: CAMPOS, D.A. (2020)
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Equipamento
Par de Luvas Externo
Óculos e
Máscara Facial
Macacão
Impermeável
Par de Luvas
Interno
Gorro e Propé
Ordem de Desparamentação
Iniciar o procedimento com a reti rada e o descarte do segundo par de luva ainda no 
interior da CSB.
Fora da área de manipulação, reti rar os óculos e a máscara. A máscara deverá ser des-
cartada em lixo apropriado para resíduos químicos oriundos da quimioterapia, localizado 
na área de desparamentação. O óculos deverá ser limpo com álcool 70% e guardado 
em local fechado. Recomenda-se a identi fi cação com o nome do profi ssional para evitar 
trocas e uso comparti lhado. 
Ainda com o primeiro par de luva calçado, retirar cuidadosamente o macacão imper-
meável, o qual deverá ser descartado em lixeira destinada para resíduos químicos 
da quimioterapia.
Reti rar o primeiro par de luva cirúrgica e descartá-lo na mesma lixeira desti nada à resíduos 
químicos oriundos da quimioterapia, localizada na área de desparamentação.
Fora da área de desparamentação, reti rar e descartar o gorro e o propé. Em seguida, reali-
zar a lavagem completa das mãos com água e sabão, fi nalizando assim o procedimento. 
Fonte: FIGUEREDO, D. N. M. M. et al. (2020)
Quadro 2. Sequência de Desparamentação
3 Discussão
Observamos que a paramentação para a manipulação de medicamentos 
antineoplásicos ainda é um tema em desenvolvimento e carece de suplemen-
tação legislativa no Brasil, considerando o constante desenvolvimento cien-
tífico, tanto voltado aos equipamentos utilizados quanto às boas práticas a 
serem seguidas.
Vários órgãos internacionais, com mais experiência acerca da temáti ca, vêm de-
senvolvendo estudos buscando aprimorar as técnicas de paramentação, preocupa-
dos com a saúde dos agentes manipuladores e dos pacientes.
O treinamento contí nuo dos funcionários envolvidos na manipulação também 
deve ser levado em consideração, pois as técnicas uti lizadas na paramentação, ma-
nipulação, descarte e desparamentação, devem ser realizadas com o maior grau de 
cuidado, sob pena de prejudicar a saúde do trabalhador.
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É também recomendável a criação de um grupo multi disciplinar focado em aju-
dar a determinar melhorias a serem realizadas em áreas específi cas, que contri-
buam para viabilizar planos para a obtenção de novos materiais, se necessário, ou 
alterações positi vas no processo de paramentação e desparamentação.
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Referenciais Teóricos
ASTM INTERNATIONAL. ASTM F739-12: método de teste padrão para permeação 
de líquidos e gases através de materiais de roupas de proteção sob condições de 
contato contí nuo. West Conshohocken, PA: ASTM Internati onal, 2012.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977. Confi gura 
infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respecti vas, e dá outras 
providências. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 11145, 24 ago. 1977. 
Disponível em: htt ps://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-6437-20-
agosto-1977-357206-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 10 mar. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução
da Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar o Regu-
lamento Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neoplásica. Diário 
Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 2004. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_
COMP.pdf/948f5f11-a343-40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práti cas 
de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi cinais para Uso Humano em farmácias. 
Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 195, p. 29, 09 out. 2007. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_67_2007_COMP.
pdf/5de28862-e018-4287-892e-a2add589ac26. Acesso em: 16 mai. 2020.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora NR-6: Equi-
pamento de Proteção Individual. 2009. Disponível em: htt p://www.guiatrabalhista.
com.br/legislacao/nr/nr6.htm. Acesso em: 16 mai. 2020.
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CAMPOS, D.A. Demonstração do Uso Correto das Luvas. (2020). 1 fotografi a.
CAMPOS, D.A. Demonstração da Proteção Facial Completa. (2020). 1 fotografi a.
CAMPOS, D.A. Paramentação Completa. (2020). 1 fotografi a.
CAVALCANTI JÚNIOR, G. B.; KLUMB, C. E.; MAIA, R. C. P53 e as hemopati as malignas. Re-
vista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 48, n. 3, p. 419-427, 2002. Disponível 
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FDA. Medical Glove Guidance Manual, 2016. Disponível em: htt ps://www.fda.gov/
regulatory-informati on/search-fda-guidance-documents/medical-glove-guidance-
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FIGUEREDO, D. N. M. M. et al. Sequência de Paramentação (2020). 1 Quadro.
FIGUEREDO, D. N. M. M. et al. Sequência de Desparamentação (2020). 1 Quadro.
HARRISON, B. R.; KLOOS, M. D. Penetrati on and splash protecti on of six disposable 
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KSN Proteção Respiratória. Máscaras de proteção respiratória. Salto, SP: KSN, 
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NIOSHI - NATIONAL INSTITUTE FOR OCCUPATIONAL SAFETY AND HEALTH. Niosh 
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drugs in health care setti ngs. Cincinnati : Nati onal Insti tute for Occupati onal Safe-
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OSHA - Occupati onal Health and Safety Administrati on. US Departamento f Labor. 
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Secti on VI, Chapter 2. Disponível em: htt ps://www.osha.gov/hazardous-drugs/
controlling-occex. Acesso em: 12 mar. 2021.
ROCHA, F. L. R., MARZIALE, M. H. P., ROBAZZI, M. L. C. C. Perigos potenciais a que estão 
expostos os trabalhadores de enfermagem na manipulação de quimioterápicos anti ne-
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oplásicos: conhecê-los para preveni-los. Revista Lati no-Americana de Enfermagem, 
Ribeirão Preto, SP, maio/junho, v.12, n.3, p. 511-517, mai. /jun. 2004. Disponível em: 
htt ps://www.scielo.br/pdf/rlae/v12n3/v12n3a09.pdf. Acesso em: 16 mai. 2020.
SAINT LUKES. Sterile technique for putti ng on gloves, 2020. Disponível em: htt ps://
www.saintlukeskc.org/health-library/step-step-sterile-technique-putti ng-gloves. 
Acesso em: 16 mai. 2020.
WIKIPÉDIA - A Enciclopédia Livre. Máscara respiratória. [S.l.]: Wikipédia, 2020. 
Disponível em: htt ps://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1scara_respirat%C3%B3ria. 
Acesso em: 17 mai. 2020.
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
BPPTA - Boas Práti cas de Preparação de Terapia Anti neoplásica
CA - Certi fi cação de Aprovação
CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas
CSB - Cabine de Segurança Biológica
DNA - Ácido Desoxirribonucleico
EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
EPI - Equipamento de Proteção Individual
FDA - Food and Drug Administrati on
N95 - Máscara com fi ltração de pelo menos 95% das partí culas transportadas pelo ar.
NIOSH - Nati onal Insti tute for Occupati onal Safety and Health
OSHA - Occupati onal Health and Safety Administrati on
PFF2 - Peça Facial Filtrante (efi ciência mínima de 94%)
POP - Procedimento Operacional Padrão
RDC - Resolução da Diretoria Colegiada
STA - Serviço de Terapia Anti neoplásica
TYVEK® - Material extremamente resistente a desgastes, mesmo após a abrasão da superfí cie.
Glossário (Siglas e Signifi cados)
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Capítulo 7
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PROCEDIMENTOS 
de Limpeza e Desinfecção da 
Área e dos Equipamentos
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Classifi cação das Áreas 
2.1.1 Áreas Críti cas 
2.1.2 Áreas Semicríti cas 
2.1.3 Áreas Não Críti cas 
2.2 Padronização de Produtos Saneantes 
2.3 Principais Produtos Utilizados na Limpeza e Desinfecção de Áreas 
e Equipamentos 
2.3.1 Limpeza de Superfí cies 
2.3.2 Desinfecção 
2.3.3 Materiais Uti lizados na Limpeza e Desinfecção de Superfí cies 
2.3.4 Depósito de Material de Limpeza (DML) 
2.4 Processos de Higienização 
2.4.1 Higienização Imediata 
2.4.2 Higienização Concorrente 
2.4.3 Higienização Terminal 
2.5 Limpeza e Desinfecção da Sala de Manipulação
2.5.1 Responsabilidades 
2.5.2 Descrição das Tarefas 
2.5.3 Pisos e Paredes
2.5.4 Teto
2.5.5 Mobiliário e Equipamentos
2.6 Limpeza e Desinfecção da Cabine de Segurança Biológica
2.7 Registro de Limpeza
2.8 Treinamento e Capacitação
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice: Registro de Limpeza e Desinfecção da Área e dos Equipamentos
165
166
166
167
167
167
167
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169
170
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175
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Capítulo 7
Procedimentos de Limpeza e Desinfecção
da Área e dos Equipamentos
1 Introdução
A limpeza e desinfecção da área e dos equipamentos uti lizados em Unidades de 
Preparo de Anti neoplásicos é fundamental e deve ser realizada de maneira adequa-
da, a fi m de promover um ambiente livre de contaminação, seguro e adequado à 
realização de ati vidades de manipulação destes produtos. Assim, o objeti vo deste 
capítulo é defi nir normas a serem aplicadas na roti na de limpeza e desinfecção das 
áreas e equipamentos da Farmácia de Quimioterapia da Unidade de Alta Complexi-
dade em Oncologia - UNACON/EBSERH. 
A padronização destes procedimentos visa sistemati zar e adequar a execução de 
ati vidades do setor, através de uma abordagem simples direta e acessível a todos os 
funcionários envolvidos, apresentando conceitos, classifi cação das áreas, produtos 
a serem uti lizados, métodos, técnicas, dentre outros aspectos importantes.
Considerando que o hospital é o responsável por promover e garanti r a qualida-
de de vida dos pacientes atendidos, é fundamental que a insti tuição siga todos os 
procedimentos corretos com relação à limpeza e à desinfecção de áreas e equipa-
mentos uti lizados no preparo de medicamentos.
A limpeza e a desinfecção de superfícies em serviços de saúde são elementos 
primários e efetivos como medidas de controle para romper a cadeia epide-
miológica de infecções, visto que superfícies limpase desinfetadas conseguem 
reduzir em cerca de 99% o número de micro-organismos em objetos inanimados 
e superfícies, enquanto as que foram apenas limpas promovem uma redução de 
apenas 80% (BRASIL, 2012).
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A limpeza consiste na remoção das sujidades depositadas nas superfí cies inani-
madas, uti lizando-se meios mecânicos (fricção), fí sicos (temperatura) ou químicos 
(saneantes) em um determinado período de tempo. A desinfecção é o processo 
fí sico ou químico que destrói todos os micro-organismos patogênicos de objetos 
inanimados e superfí cies, com exceção de esporos bacterianos, e tem a fi nalidade 
de destruir micro-organismos das superfí cies de serviços de saúde, uti lizando-se 
solução desinfetante (SOBRAFO, 2014).
De acordo com o risco potencial para transmissão de infecções, as áreas dos 
serviços de saúde são classifi cadas como áreas críti cas, semicríti cas e não críti cas. 
Essa classifi cação tem a fi nalidade de orientar a complexidade e o detalhamento dos 
serviços a serem executados nesses setores, a fi m de adequar o processo de limpeza 
e desinfecção de superfí cie de acordo com o risco (BRASIL, 2012). 
Atualmente, o local de preparo de medicamentos anti neoplásicos de uso parente-
ral é considerado como uma área críti ca, pois envolve todos os cuidados e caracterís-
ti cas de uma preparação injetável, como: esterilidade, apirogenicidade e ausência de 
partí culas. Por esse moti vo, há a recomendação que esta ati vidade deva ocorrer em 
uma sala classifi cada como Sala Limpa; ambiente no qual o suprimento, a distribui-
ção e a fi ltragem do ar visam controlar as concentrações de partí culas em suspensão, 
atendendo aos níveis apropriados de limpeza, conforme defi nidos em normas técni-
cas vigentes, a fi m de garanti r a qualidade dos produtos nela produzidos.
Além disso, a manipulação de anti neoplásicos também é considerada uma ati vi-
dade que envolve risco ocupacional devido às propriedades carcinogênicas, terato-
gênicas e mutagênicas desses medicamentos. Por esse moti vo, a práti ca de remo-
ção e limpeza de resíduos destas substâncias deve ser habitual, de modo a evitar a 
contaminação do profi ssional manipulador e do meio ambiente. 
2 Desenvolvimento
2.1 Classifi cação das Áreas
Para concluir uma limpeza e desinfecção completa e eficaz, cada área e equi-
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pamento precisa ser limpo de acordo com suas necessidades específicas. A se-
guir, detalharemos a classificação de cada uma das áreas para propiciar conhe-
cimento sobre suas particularidades.
2.1.1 Áreas Críti cas
São os ambientes onde existe risco aumentado de contaminação, onde se realizam 
procedimentos de risco, com ou sem pacientes, ou onde se encontram pacientes imu-
nodeprimidos. São exemplos desse ti po de área: Centro Cirúrgico (CC), Centro Obs-
tétrico (CO), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Diálise, Laboratório de 
Análises Clínicas, Banco de Sangue, Setor de Hemodinâmica, Unidade de Transplante, 
Unidade de Queimados, Unidades de Isolamento, Berçário de Alto Risco, Central de 
Material e Esterilização (CME), Lactário, Serviço de Nutrição e Dietéti ca (SND), Sala de 
Manipulação de Medicamentos e Área Suja da Lavanderia (BRASIL, 2012).
2.1.2 Áreas Semicríti cas
São todos os comparti mentos ocupados por pacientes com doenças infecciosas 
de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas. São exemplos desse ti po de 
área: enfermarias e apartamentos, ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, 
elevador e corredores (BRASIL, 2012).
2.1.3 Áreas Não Críti cas
São todos os demais comparti mentos dos estabelecimentos assistenciais de saú-
de não ocupados por pacientes (BRASIL, 2012).
2.2 Padronização de Produtos Saneantes
Os saneantes e os produtos usados nos processos de limpeza e desinfecção 
devem ser uti lizados segundo as especifi cações do fabricante e estar regulariza-
dos junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), de acordo com a 
legislação vigente.
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As legislações em vigor não determinam quais produtos devem ser uti lizados na 
limpeza e desinfecção da Cabine de Segurança Biológica (CSB), apenas estabelecem 
que existam normas e roti nas escritas para a uti lização da cabine, revisadas anual-
mente, e que estes procedimentos sejam realizados por funcionários treinados. A 
Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA (RDC n° 67, de 08 de outubro de 2007), 
que regulamenta as Boas Práti cas de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi -
cinais para Uso Humano em Farmácias, determina que os produtos uti lizados na 
limpeza e desinfecção dos equipamentos não devem contaminar a CSB com subs-
tâncias tóxicas, químicas, voláteis ou corrosivas. Para a garanti a da qualidade do 
produto preparado, é necessário que os produtos e técnicas de limpeza sejam va-
lidados seguindo critérios, parâmetros e metodologias cienti fi camente justi fi cáveis 
e que demonstrem claramente a efi cácia do procedimento de limpeza (SANTOS; 
RIBEIRO; PALMA, 2012).
A responsabilidade na seleção, escolha e aquisição dos produtos saneantes 
deve ser do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), conjuntamente 
com o Setor de Hotelaria Hospitalar e com a parti cipação do Setor de Compras
da insti tuição (BRASIL, 2012).
Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 1994), os seguintes itens devem ser 
considerados para a aquisição de saneantes:
- Natureza da superfí cie a ser limpa ou desinfetada e o seu comportamento pe-
rante o produto;
- Possibilidade de corrosão da superfí cie a ser limpa;
- Tipo e grau de sujidade e a sua forma de eliminação;
- Tipo de contaminação e a sua forma de eliminação (micro-organismos envolvi-
dos com ou sem matéria orgânica presente);
- Recursos disponíveis e métodos de limpeza adotados;
- Grau de toxicidade do produto;
- Método de limpeza e desinfecção, ti pos de máquinas e acessórios existentes;
- Concentração de uso preconizada pelo fabricante;
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- Segurança na manipulação e uso dos produtos;
- Princípio ou componente ati vo;
- Tempo de contato para a ação;
- Concentração necessária para a ação;
- Possibilidade de inati vação perante matéria orgânica;
- Estabilidade frente a luminosidade, umidade, temperatura de armazenamento 
e matéria orgânica;
- Temperatura de uso;
- pH;
- Incompatibilidade com agentes que possam afetar a eficácia ou a estabili-
dade do produto como: dureza da água, sabões, detergentes ou outros pro-
dutos saneantes;
- Prazo de validade do produto, antes e após aberto; 
- Disponibilidade de profi ssional treinado para a manipulação do produto.
Deve-se, ainda, exigir do fornecedor a comprovação de que o produto está no-
ti fi cado ou registrado na ANVISA com as característi cas básicas de aprovação e, se 
necessário, no caso de produtos com ação anti microbiana, laudos dos testes e laudo 
técnico do produto (BRASIL, 2012).
Todos os produtos saneantes deverãoser formulados com substâncias que não 
apresentem efeitos comprovadamente mutagênicos, teratogênicos ou carcinogê-
nicos em mamíferos e devem atender às legislações específi cas. Ressaltando que a 
legislação sanitária é aplicada a produtos nacionais e importados (BRASIL, 2012).
2.3 Principais Produtos Uti lizados na Limpeza e Desinfecção de Áreas e Equipamentos
2.3.1 Limpeza de Superfí cies
- Detergente Neutro Líquido - Possui efeti vo poder de limpeza, principalmente pela 
presença do surfactante na sua composição. O surfactante modifi ca as propriedades 
da água, diminuindo a tensão superfi cial, facilitando a sua penetração nas superfí -
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cies, dispersando e emulsifi cando a sujidade. O detergente tem a função de remover 
tanto sujeiras hidrossolúveis quanto aquelas não solúveis em água (BRASIL, 2012).
2.3.2 Desinfecção
- Álcool Etí lico e Isopropílico (concentração: 60% a 90% em solução de água 
volume/volume) - ação bactericida, virucida, fungicida e tuberculocida. Não é 
esporicida. Indicado para CSB e mobiliário em geral (SOBRAFO, 2014).
- Hipoclorito de Sódio (concentração: 0,02% a 1%) - bactericida, virucida, fun-
gicida, tuberculicida e esporicida. Indicado para superfí cies fi xas. Apresenta as 
desvantagens de ser instável (afetado pela luz solar, temperatura >25ºC e pH 
ácido), inati vo em presença de matéria orgânica; corrosivo para metais, odor 
desagradável e pode causar irritabilidade nos olhos e mucosas (BRASIL, 2012).
- Ácido Peracéti co (concentração: 0,5%) - desinfetante para superfí cies. É efeti vo em 
presença de matéria orgânica. Apresenta as desvantagens de ser instável principal-
mente quando diluído, corrosivo para metais e sua ati vidade é reduzida pela modifi -
cação do pH. Causa irritação para os olhos e para o trato respiratório (BRASIL, 2012).
- Monopersulfato de Potássio (concentração: 1%) - amplo espectro. É ati vo na pre-
sença de matéria orgânica; não corrosivo para metais. Indicado como desinfetante 
de superfí cies. Desvantagens: reduz a contagem micobacteriana em 2 a 3 log10, 
somente após 50 minutos de exposição em concentração de 3% (BRASIL, 2012).
- Biguanida Polimérica (PHMB) - Característi cas: agente anti microbiano de am-
plo espectro de ação (superior às biguanidas monoméricas), bacterida (Gram-
positi vo, Gram-negati vo) e virucida. Sua ati vidade é manti da na presença de 
matéria orgânica. Possui alta solubilidade em água, baixa corrosividade, baixa 
toxicidade e baixa formação de espuma. Indicado para superfí cies fi xas. Concen-
tração: usar conforme recomendação do fabricante.
- Compostos Quaternários de Amônio - Os compostos quaternários de amônia 
têm o seu espectro de ação (maior ou menor ati vidade germicida) de acordo com 
a concentração da fórmula do composto, tempo de exposição, pH, e geração do 
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composto. A geração vai da 1ª, que tem como representante os cloretos de al-
quildimeti lbenzilamônio até a 4ª geração, envolvendo o cloreto de dialquildimeti a-
mônio. Geralmente vêm associados a detergentes. Recomenda-se o enxágue com 
água para reti rada completa do produto. Indicado para a desinfecção de superfí -
cies fi xas. Desvantagens: pode ser inati vado em presença de matéria orgânica, por 
sabões e tensoati vos aniônicos. Concentração: há várias formulações, de acordo 
com o fabricante; em geral variam de 1000 a 5000 ppm (BRASIL, 2012).
- Glucoprotamina (concentração: 0,5 a 1%) - substância multi componente, mistura 
de edutos e produtos - N(C12 - 14 alquil) propilenodiaminas e amidas, obti dos do óleo 
de coco natural, com ati vidade sinergísti ca. Não voláti l, facilmente dissolvido em água, 
não teratogênico, não mutagênico, biodegradável. Não corrosivo e não tóxico. Indicado 
para superfí cies fi xas. Sinergia anti microbiana: a combinação de diferentes princípios 
ati vos proporciona a oti mização da ati vidade anti microbiana. Quando atuam juntos, 
as concentrações são menores, a ati vidade é maior e a toxicidade menor, por exemplo, 
biguanida e quartenário, glucoprotamina e quaternário de amônio (BRASIL, 2012).
2.3.3 Materiais Uti lizados na Limpeza e Desinfecção de Superfí cies
Os materiais e equipamentos uti lizados na limpeza e desinfecção da sala de ma-
nipulação de quimioterápico e da CSB, devem ser identi fi cados e de uso exclusivo, 
portanto não devem ser usados para limpeza de outros setores.
- Conjunto Mop: composto por cabo, suporte e refi l. O cabo deve ser de alumí-
nio ou PVC. Não deve ser de madeira pois apresenta porosidade. É interessante 
que o refi l plano tenha a função eletrostáti ca para que não haja levantamento ou 
espalhamento de sujidades durante a limpeza 
- Panos para Limpeza: devem ser separados para mobília, piso e parede e bem limpos. 
- Baldes: devem ser uti lizados, preferencialmente, os confeccionados por mate-
riais que não corroam no decorrer do tempo ou que provoquem ruídos.
- Escadas: devem possuir plataforma de apoio para garanti r maior segurança ao 
usuário e, preferencialmente, com dispositi vos laterais para suporte de materiais.
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- Rodo: devem ser do ti po profi ssional, apresentando cabos (mínimo 1,60 cm) 
e base com lâmina de maior extensão (mínimo 0,60 cm), que permitem maior 
abrangência da área a ser limpa, possibilitando maior produti vidade com menor 
tempo e desgaste fí sico.
- Equipamentos de Proteção Individual (EPI): botas, óculos, gorro, máscara, 
avental, luvas emborrachadas e luvas descartáveis. Deve-se considerar a mesma 
paramentação uti lizada na manipulação dos medicamentos.
2.3.4 Depósito de Material de Limpeza (DML)
Os materiais de limpeza e germicidas em estoque devem ser armazenados em área 
ou local especifi camente designado e identi fi cado, devendo ser exclusivos do setor.
2.4 Processos de Higienização
Em serviços de saúde, os processos de higienização envolvem a higienização 
imediata, higienização concorrente e higienização terminal.
2.4.1 Higienização Imediata
É a limpeza e/ou desinfecção realizada, sempre que necessário, na presença 
de sujidade e/ou matéria orgânica e/ou química. Pode envolver todas as áreas 
dos Serviços de Saúde (críticas, semicríticas e não críticas). Por exemplo, em 
caso de acidentes envolvendo a quebra de frascos e/ou derramamento de resí-
duos de medicamentos.
Frequência recomendada: sempre que necessário.
2.4.2 Higienização Concorrente
É a limpeza e desinfecção realizadas em todas as unidades dos estabelecimentos de 
saúde com a fi nalidade de limpar e organizar o ambiente, repor os materiais de consu-
mo diário e recolher os resíduos, de acordo com a sua classifi cação (BRASIL, 2012). 
Trata-se da limpeza realizada diariamente de forma a manter/conservar os am-
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bientes isentos de sujidade e risco de contaminação. Inclui pisos, tetos, paredes, 
equipamentos e mobiliários.
Frequência mínima recomendada: para áreas críti cas, 3vezes por dia, em ho-
rário preestabelecido e/ou sempre que necessário. Para áreas semicríti cas e não 
críti cas, 2 vezes e 1 vez, respecti vamente, e/ou sempre que necessário.
2.4.3 Higienização Terminal
É a limpeza mais extensiva e rigorosa, que inclui todas as superfí cies horizontais 
e verti cais, internas e externas. Inclui paredes, pisos, tetos, equipamentos, mobiliá-
rios, vidros, portas, peitoris, luminárias, grades, entre outros.
Frequência mínima recomendada: semanalmente para áreas críti cas, a cada
15 dias para áreas semicríti cas e mensal para áreas não críti cas; em horário prees-
tabelecido (BRASIL, 2012).
2.5 Limpeza e Desinfecção da Sala de Manipulação
2.5.1 Responsabilidades
A limpeza da área de manipulação compete ao farmacêuti co e/ou ao auxiliar de 
farmácia, ou equivalente, da própria insti tuição, mediante treinamento prévio e sob 
a supervisão do farmacêuti co.
2.5.2 Descrição das Tarefas
A limpeza e desinfecção deverão ser programadas considerando horários de me-
nor fl uxo ou que não prejudique a dinâmica do setor ou a qualidade da limpeza. Essa 
programação (cronograma) deve ser confi rmada por meio da assinatura do chefe da 
unidade de manipulação. É preconizado que se faça a limpeza da sala de manipula-
ção antes do início e ao fi nal das ati vidades, ou sempre que necessário. Uma vez na 
semana faz-se a limpeza terminal.
- O funcionário responsável pela execução do serviço deverá estar devida-
mente paramentado para entrar na sala de manipulação, portando roupa ce-
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dida pela instituição, bota de cano longo, óculos, touca, máscara de proteção 
química (PFF2) e luvas.
- Uti lizar compressas estéreis diferentes para cada ambiente: uma para parede e 
teto, uma para piso e uma para demais superfí cies.
- Seguir os princípios:
a) Do mais limpo para o mais sujo;
b) Da esquerda para direita, sem o movimento de vai e vem;
c) De cima para baixo;
d) Do distante para o mais próximo;
e) Ao proceder a limpeza evitar derramar água no chão;
f) Usar sempre panos e/ou conjuntos mop limpos;
g) Manter os equipamentos de limpeza limpos e secos;
h) Manter panos e cabeleira alvejados, baldes e materiais de trabalho limpos;
i) Nunca deixar panos e conjuntos mop de limpeza imersos em solução, pois pode 
diminuir sua vida úti l, além de servir de meio de cultura para micro-organismos;
j) Solicitar a substi tuição de materiais que apresentarem-se precários para uso;
k) Caso seja necessário uti lizar álcool a 70% na desinfecção de superfí cies, realizar 
a fricção mecânica no mínimo três vezes, deixando secar entre uma fricção e outra, 
executando a técnica com movimentos fi rmes, longos e em uma só direção;
l) Nunca substi tuir escadas por cadeiras;
m) Uti lizar escadas apenas em superfí cies planas.
2.5.3 Pisos e Paredes
- Iniciar pelas paredes, em movimento unidirecional (de cima para baixo);
- No piso, iniciar dos cantos mais distantes da porta (de dentro para fora);
- Realizar, primeiramente, a limpeza com sabão ou detergente na superfí cie a ser 
desinfetada, com o auxílio do rodo ou conjunto mop;
- Remover o excesso de resíduo e secar;
- Após a limpeza, aplicar o desinfetante na área que foi reti rada a matéria orgâ-
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nica, deixando o tempo necessário para ação do produto (seguir orientação do 
fabricante). Se necessário, realizar enxágue e secagem.
2.5.4 Teto
- Deve ser limpo em senti do unidirecional, respeitando sempre a ordem de cima 
para baixo e do fundo para a porta (de dentro para fora);
- Uti lizar pano úmido para a reti rada de pó;
- Dobrar o pano em quadrados para obter mais faces de limpeza ou envolvê-lo 
em um rodo;
- Com o material no local, subir com o auxílio de uma escada;
- Trocar a água da limpeza sempre que necessário.
2.5.5 Mobiliário e Equipamentos
São considerados nesse item: mesas, cadeiras, bancadas, CSB, balanças, calcula-
doras, seladoras, bandejas, canetas, frascos e quaisquer outros objetos que estejam 
dentro da Sala de Manipulação.
- Realizar limpeza com sabão ou detergente na superfí cie a ser desinfetada, com 
o auxílio de panos de mobília;
- Após limpeza do mobiliário, realizar a fricção com álcool a 70% ou outro desin-
fetante defi nido pelo SCIH (BRASIL, 2012).
2.6 Limpeza e Desinfecção da Cabine de Segurança Biológica
A sala de preparo de quimioterápicos deve ser dotada de Cabine de Segurança 
Biológica, sendo a de Classe II B2 apropriada para procedimentos que envolvem 
a manipulação de quimioterápicos. Esse equipamento é adequado para manter a 
área livre de partí culas ou de prováveis agentes infeciosos que podem afetar a qua-
lidade do produto manipulado (SANTOS; RIBEIRO; PALMA, 2012).
De acordo com a RDC n° 67, de 8 de outubro de 2007, a descontaminação da 
superfí cie interna da CSB deve ser realizada integralmente. Essa ati vidade deve ser 
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realizada pelo farmacêuti co ou técnico/auxiliar de farmácia da manipulação. As nor-
mas e roti nas de descontaminação devem ser escritas e revisadas anualmente, de 
modo a garanti r a qualidade dos processos de desinfecção do equipamento.
- Recomenda-se que a CSB deva ser acionada 30 minutos antes do início das 
ati vidades de manipulação e desligada 30 minutos depois do término do pro-
cesso de manipulação; 
- A limpeza e desinfecção da CSB devem ser feitas sempre no início das ati vida-
des de manipulação e no fi nal do processo, sendo, também, essencial no caso 
de ocorrência de acidentes com derramamento de resíduos de medicamentos. 
Nesse caso, todos os itens devem ser reti rados de dentro da cabine, facilitando 
e promovendo que a limpeza seja feita de forma adequada e efi caz (SANTOS; 
RIBEIRO; PALMA, 2012); 
- Cabines que funcionam 24 horas ininterruptamente, devem, além da limpeza 
citada, ser limpas duas a três vezes com intervalos regulares (ISOPP, 2007). Se a 
CSB for desligada por qualquer moti vo, ao religá-la, deve-se esperar 30 minutos 
e proceder com a limpeza antes de uti lizá-la novamente; 
- Para a melhor escolha de desinfetantes e detergentes a serem usados na 
limpeza e desinfecção da CSB, deve-se levar em consideração a compati bilida-
de dos produtos com as superfí cies da cabine. Santos, Ribeiro e Palma (2012) 
recomendam como agentes desinfetantes o álcool isopropílico a 70% e o álcool 
etí lico a 70% e água estéril;
- Deve-se embeber compressas estéreis em solução alcoólica e aplicar sobre as su-
perfí cies (posteriores, laterais e inferiores da área interna da cabine), de cima para 
baixo e de dentro para fora. Além de desinfetar a parte interna do painel de vidro;
- As compressas de gaze utilizadas na limpeza da cabine devem possuir bai-
xa liberação de partículas, serem descartáveis e serem desprezadas em lixo 
químico após o uso;
- De acordo com as recomendações da SOBRAFO (2014), o controle microbiano 
da CSB II B2, tanto da parte interior quanto da parte exterior, deverá ser realiza-
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARESdo mensalmente, uti lizando meios de cultura para fungos e bactérias. A carga 
microbiana presente na CSB deve ser avaliada em dois momentos, durante 
as ati vidades de trabalho (em operação) e quando esti ver em repouso. Esse 
procedimento contribui para um controle mais efi caz da ati vidade microbiana 
possivelmente existente na CSB.
2.7 Registro de Limpeza
As ati vidades de limpeza da Sala de Manipulação e da CSB, devem ser registradas 
em documento específi co e conter os seguintes itens:
a) Data e horário de realização da limpeza;
b) Nome, cargo e assinatura de quem realizou;
c) Produto uti lizado na limpeza;
d) Checklist dos itens limpos.
Os registros de limpeza são passíveis de auditoria e servem para rastreabilidade 
e monitorização do serviço de limpeza e desinfecção e podem indicar conformidade 
ou não conformidade com o preconizado por este manual. Para a aplicabilidade do 
referido registro, um modelo padrão é sugerido (Apêndice 1).
2.8 Treinamento e Capacitação
De acordo com a RDC nº 67 de 2007, todo o pessoal envolvido nas ati vidades da 
farmácia deve estar incluído em um programa de treinamento, elaborado com base 
em um levantamento de necessidades, e os registros devem dispor no mínimo das 
seguintes informações:
a) documentação sobre as ati vidades de capacitação realizadas;
b) data da realização e carga horária;
c) conteúdo ministrado;
d) trabalhadores treinados e suas respecti vas assinaturas;
e) identi fi cação da equipe que os treinou em cada ati vidade específi ca.
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Os treinamentos devem abordar temas relevantes para manutenção das condi-
ções de limpeza e qualidade dos produtos, assim como conceitos de desinfecção, 
contaminação, comportamento em sala, geradores de partí culas, ti pos de desinfe-
tantes, entre outros temas. Devem, ainda, conter informações sobre procedimentos 
a serem adotados em caso de acidentes ou incidentes, suas causas e medidas pre-
venti vas a serem tomadas.
3 Discussão
A área de preparo de anti neoplásicos deve ser submeti da a roti nas de limpeza e 
desinfecção. A CSB deve ser limpa e desinfetada, antes e ao fi nal da manipulação, 
para propiciar a uti lização adequada do equipamento, assegurar a técnica assépti ca 
de manipulação e a qualidade do produto manipulado (SOBRAFO,2014).
As leis sanitárias em vigor não determinam quais produtos devem ser uti liza-
dos na limpeza e desinfecção da área de manipulação de anti neoplásicos, apenas 
estabelecem que existam normas e roti nas escritas, revisadas anualmente, para a 
uti lização da área e que estes procedimentos sejam realizados por funcionários ca-
pacitados. Portanto, cada insti tuição deve estabelecer os produtos e procedimentos 
adequados, seguindo a legislação vigente (BRASIL 2004, 2009).
A seleção dos produtos saneantes para a limpeza e desinfecção das áreas envol-
vidas na manipulação dos anti neoplásicos deve contar com o apoio do serviço de 
controle de infecção hospitalar e seguir a legislação vigente (SOBRAFO,2014).
Conforme RDC n° 67, de 08 de outubro de 2007 (BRASIL, 2007), os produtos uti -
lizados na limpeza e desinfecção dos equipamentos não devem contaminar a local 
de manipulação com substâncias tóxicas, químicas, voláteis ou corrosivas. Portanto, 
para evitar contaminação do medicamento manipulado e garanti r da qualidade do 
produto preparado, é necessário que os produtos e técnicas de limpeza sejam vali-
dados seguindo critérios, parâmetros e metodologias cienti fi camente justi fi cáveis e 
que demonstrem claramente a efi cácia do procedimento de limpeza. Todo o pessoal 
envolvido nas ati vidades da farmácia deve estar incluído em um programa de trei-
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namento, elaborado com base em um levantamento de necessidades e os registros 
devem dispor dessas informações de parâmetros, critérios e metodologias a serem 
defi nidas insti tucionalmente (BRASIL, 2007).
O processo de limpeza e desinfecção da área de manipulação é muito importan-
te pois evita possíveis contaminações aos profi ssionais e contribui para a garanti a da 
qualidade do produto a ser administrado no paciente. São diversas as variáveis que 
o gestor da unidade terá de administrar, desde a seleção dos produtos a uti lizar até 
o treinamento dos profi ssionais envolvidos no processo de limpeza.
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Referenciais Teóricos
BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. 
Processamento de arti gos e superfí cies em estabelecimentos de saúde. 2. ed. 
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 1994. Disponível em: htt p://bvsms.saude.gov.br/
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BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da 
Diretoria Colegiada - RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004. Aprovar o Regula-
mento Técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Anti neoplásica. Diário 
Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 184, p. 72-75, 23 set. 2004. Disponível 
em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_220_2004_
COMP.pdf/948f5f11-a343-40cf-8972-8ec3837bda74. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Di-
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de Manipulação de Preparações Magistrais e Ofi cinais para Uso Humano em farmá-
cias. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 195, p. 29, 09 out. 2007. Dispo-
nível em: htt p://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_67_2007_
COMP.pdf/5de28862-e018-4287-892e-a2add589ac26. Acesso em: 20 mai. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução 
da Diretoria Colegiada - RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009. Dispõe sobre Boas 
Práti cas Farmacêuti cas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensa-
ção e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuti cos 
em farmácias e drogarias e dá outras providências. Diário Ofi cial da União: seção 
1, Brasília, DF, n. 157, p. 78, 18 ago. 2009. Disponível em: htt p://portal.anvisa.gov.
br/documents/10181/2718376/RDC_44_2009_COMP2.pdf/51e7ed13-3998-4082-
9b8b-9e1878964761. Acesso em: 20 mai. 2020.
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BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança 
do paciente em serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfí cies. Brasília, 
DF: ANVISA, 2012. Disponível em: htt ps://www20.anvisa.gov.br/segurancadopa-
ciente/index.php/publicacoes/item/seguranca-do-paciente-em-servicos-de-saude-
limpeza-e-desinfeccao-de-superfi cies. Acesso em:242
245
248
249
252
252
252
253
255
257
258
260
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300
300
302
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2.1.3 Técnica Assépti ca 
2.1.3.1 Recomendações Gerais para Uti lização de Agulhas e Seringas
2.1.3.2 Recomendações Gerais para Manipulação de Frascos-
Ampola e Ampolas 
2.1.3.3 Recomendação para Manipulação de Medicamentos 
com Requisitos Especiais 
2.1.4 Remoção do Material de Dentro da Cabine de Segurança
Biológica Classe II B2 
2.1.5 Desparamentação 
3 Discussão
Referenciais Teóricos 
Glossário (Siglas e Signifi cados)
CAPÍTULO 12. VALIDAÇÃO DA TÉCNICA ASSÉPTICA
1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Comportamento Assépti co dos Operadores 
2.2 Validação da Técnica Assépti ca dos Manipuladores
2.3 Media Fill 
2.4 Análise das Mãos dos Colaboradores
2.5 Limites de Contaminação Microbiológica
3 Discussão 
Referenciais Teóricos 
Glossário (Siglas e Signifi cados) 
CAPÍTULO 13. GESTÃO DE RESÍDUOS QUIMIOTERÁPICOS E ANTINEOPLÁSICOS
1 Introdução
307
311
312
313
315
316
316
318
323
326
328
331
331
332
334
334
335
337
340
343
346
348
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2 Desenvolvimento
2.1 Panorama da RDC N° 222 de 28 de Março de 2018 
2.2 Classifi cação dos Resíduos dos Serviços de Saúde de Acordo com a 
Legislação Brasileira 
2.3 Manejo de Resíduos de Serviço de Saúde no Contexto da Farmácia 
de Quimioterapia 
2.4 Identi fi cação 
2.5 Área Administrati va 
2.6 Área Limpa 
2.6.1 Sala de Paramentação 
2.6.2 Sala de Higienização 
2.6.3 Sala de Manipulação 
2.6.4 Sala de Armazenamento de Medicamentos e Materiais 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
351
351
353
355
357
359
360
360
360
360
362
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APRESENTAÇÃO
E OBJETIVO
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O câncer é um conjunto de doenças causadas pela multi plicação descontrolada 
de células anormais, sendo a segunda maior causa de morte nos países industrializa-
dos, seguida das doenças cardiovasculares. Nesses países, uma em cada quatro pes-
soas desenvolve câncer (FONTES; CESAR; BERALDO, 2005). No Brasil esti ma-se que 
mais de 600.000 pessoas serão diagnosti cadas com câncer em 2020 (BRASIL, 2020).
Diante desse cenário, a terapia anti neoplásica é estratégia terapêuti ca prefe-
rencial a ser adotada em diferentes ti pos de cânceres e, no Brasil, a manipulação 
de medicamentos que possam causar risco ocupacional ao manipulador (terato-
genicidade, carcinogenicidade e/ou mutagenicidade) nos estabelecimentos de 
saúde públicos ou privados é exclusiva do farmacêuti co especialista em oncologia 
(CFF 2012, 2017).
Este manual surge como produto da formação de farmacêuti cos especialis-
tas em farmácia oncológica na rede de hospitais universitários federais ligados à 
EBSERH, sendo composto por 13 capítulos que abordam desde a estrutura fí sica 
necessária para a área na qual ocorrerá a manipulação dos anti neoplásicos, pas-
sando por toda a fase preparatória para a manipulação e a manipulação propria-
mente dita, até a desti nação dos resíduos gerados. Discorre também sobre o risco 
ocupacional e biossegurança e manutenção preventi va e correti va dos equipa-
mentos uti lizados neste processo.
As orientações deste manual são desti nadas a todas as farmácias que possuem 
áreas de manipulação de anti neoplásicos, devendo ser adotado como suporte para 
a defi nição de procedimentos operacionais e fl uxos de trabalho, contribuindo para 
a defi nição de processos de manipulação tecnicamente adequados e seguros, para 
o elevado padrão de qualidade do cuidado e para o ensino da práxis farmacêuti ca 
em hospitais universitários da EBSERH.
Apresentação
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Apresentar as boas práti cas de manipulação de anti neoplásicos que deverão ser 
adotadas como referência para a defi nição de processos, fl uxos e procedimentos
operacionais seguros pelas farmácias que realizam manipulação de anti neoplásicos 
nos hospitais da rede EBSERH.
Objeti vo
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DESCRIÇÃO
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Introdução
O câncer é uma das principais causas de morte no mundo e apresenta como 
agravante a expectati va do aumento rápido do número de casos à medida que as 
populações crescem, envelhecem e adotam comportamentos de esti lo de vida que 
aumentam o risco de desenvolvimento da doença. No entanto, o sofrimento causa-
do pelo câncer às pessoas acometi das pode ser minimizado por meio do estabeleci-
mento de um tratamento adequado (TORRE et al., 2016).
O tratamento do câncer requer cuidado multi disciplinar, prestado por uma 
equipe composta por médico, farmacêuti co, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, 
denti sta, fi sioterapeuta e assistente social. O farmacêuti co atua na manipulação 
e gerenciamento dos medicamentos uti lizados, em suas diferentes etapas, garan-
ti ndo que os procedimentos sejam realizados da maneira adequada, conforme in-
dicação, posologia e protocolos existentes, e fornecendo, aos pacientes e demais 
membros da equipe, informações técnicas atualizadas sobre novos medicamentos 
e terapias, o que o torna uma peça fundamental para a garanti a da qualidade dos 
procedimentos e um integrante essencial da equipe multi disciplinar em oncologia 
(DRFELIPEADES.COM, 2020). 
Responsável pela gestão dos insumos e pela farmácia clínica, o farmacêuti co é 
um profundo conhecedor dos fármacos e das diferentes terapias, assumindo uma 
ati vidade de grande importância para o sucesso do tratamento do paciente com 
câncer,20 mai. 2020.
ISOPP - INTERNATIONAL SOCIETY OF ONCOLOGY PHARMACY PRACTITIONERS 
STANDARDS COMMITTEE. Safe Handling of Cytotoxics. J. Oncol. Pharm. Pract,
[S. l.], p. 1 - 81, 2007. Suplemento 13.
SANTOS, V. D. F.; RIBEIRO, A. B.; PALMA, C. S. Limpeza e desinfecção da cabine de 
segurança biológica classe II B2: a realidade dos serviços de oncologia de Curiti -
ba. Rev. Bras. Farm., Rio de Janeiro, v. 93, n. 3, p. 310-314, 2012. Disponível em: 
htt p://www.rbfarma.org.br/fi les/rbf-2012-93-3-7.pdf . Acesso em: 10. nov. 2019.
SOBRAFO - SOCIEDADE BRASILEIRA DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. Consen-
so Brasileiro para Boas Práti cas de Preparo da Terapia Anti neoplásica, 1. São Paulo, 
2014, Anais [...]. São Paulo: Segmento Farma, 2014. Disponível em: htt ps://sobra-
fo.org.br/wp-content/uploads/2018/12/I_Consenso_Brasileiro_para_Boas_Prati -
cas_de_Preparo_da_Terapia.pdf. Acesso em: 19 mai. 2020.
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ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
ÁREAS CRÍTICAS - Ambientes onde existe risco aumentado de transmissão de infecção, onde se realizam 
procedimentos de risco, com ou sem pacientes, ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos.
CSB - Cabine de Segurança Biológica
DESINFETANTE - Agentes químicos capazes de destruir micro-organismos na forma vegetati va em 
objetos e superfí cies, classifi cados segundo seu nível de ati vidade em: alto nível, médio nível ou 
nível intermediário e baixo nível.
DETERGENTE - Produto que possui como fi nalidade a limpeza e que contém na sua formulação 
tensoati vos que reduzem a tensão superfi cial da água, facilitando sua penetração, dispersando e 
emulsifi cando a sujidade.
EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
EPI - Equipamento de Proteção Individual
MS - Ministério da Saúde
PFF2 - Peça Facial Filtrante (efi ciência mínima de 94%)
POP - Procedimento Operacional Padrão
PRODUTOS SANEANTES - Substâncias ou preparações desti nadas a higienização, desinfecção ou desinfesta-
ção domiciliar, em ambientes coleti vos e/ou públicos, em lugares de uso comum e no tratamento de água. 
RISCO QUÍMICO - Potencial mutagênico, carcinogênico e/ou teratogênico.
SALA - Ambiente envolto por paredes em todo seu perímetro e com porta(s).
SALA CLASSIFICADA/SALA LIMPA - Sala com controle ambiental defi nido em termos de contami-
nação por partí culas viáveis e não viáveis, projetada e uti lizada de forma a reduzir a introdução, a 
geração e a retenção de contaminantes em seu interior. 
SALA DE MANIPULAÇÃO - Sala desti nada à manipulação de fórmulas.
SALA DE PARAMENTAÇÃO - Sala de colocação de EPI que serve de barreira fí sica para o acesso às 
salas de manipulação.
SCIH - Serviço de Controle de Infecção Hospitalar
SERVIÇO DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES EM SERVIÇOS DE SAÚDE - Serviço que exe-
cuta ações de limpeza/desinfecção preventi vas e emergenciais no ambiente dos serviços de saúde.
SERVIÇO DE SAÚDE - Estabelecimento desti nado ao desenvolvimento de ações de atenção à saúde da 
população, em regime de internação ou não, incluindo a atenção realizada em consultórios e domicílios. 
SOBRAFO - Sociedade Brasileira de Farmacêuti cos em Oncologia
UNACON - Unidade de Alta Complexidade em Oncologia
UTI - Unidade de Terapia Intensiva
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Apêndice. Registro de Limpeza e Desinfecção da Área e dos Equipamentos
Logo da Logo do Nome da Universidade 
Universidade Hospital Nome do Hospital 
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Capítulo 8
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MATERIAIS 
e Equipamentos
Utilizados no Preparo
de Quimioterapia
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Lista de Figuras
191
194
195
197
198
202
206
209
Figura 1. Tipos de Conexões de Seringas com Agulhas: à esquerda luer-slip 
e à direita luer-lock
Figura 2. Equipo de Bomba de Infusão Fotossensível e Embalagem Fotossensível
Figura 3. Tipos de Filtros
Figura 4. Diferentes Modelos de Infusores Elastoméricos 
Figura 5. Infusor por Pressão Negati va
Figura 6. Método de Fracionamento de Anti neoplásicos Orais
Figura 7. Coletor para Resíduos de Quimioterápicos
Figura 8. Superfí cie com Fundo Claro e Escuro para Avaliação Visual (Ecran)
Lista de Quadros
199Quadro 1. Exemplo de Cálculo de Volume de Medicamento e Solução
Diluente em Infusores Domiciliares
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Materiais Empregados no Preparo 
2.1.1 Campo de Trabalho 
2.1.2 Seringas 
2.1.3 Agulhas 
2.1.4 Tipos de Bolsas de Solução 
2.1.5 Tipos de Equipos de Infusão 
2.1.6 Filtros 
2.1.7 Infusores Domiciliares
2.1.7.1 Infusor Elastomérico
2.1.7.2 Infusor por Pressão Negati va
2.1.7.3 Infusor com Controle Digital de Fluxo 
2.2 Materiais Empregados no Fracionamento e/ou Transformação de
Formas Farmacêuti cas Orais 
2.3 Outros Materiais Empregados no Apoio à Manipulação 
2.4 Materiais Empregados na Embalagem de Quimioterapia 
2.5 Materiais Empregados no Descarte de Resíduos 
2.6 Equipamentos Empregados Antes e/ou Durante o Preparo
2.7 Dispositi vos para Manipulação em Sistema Fechado 
2.8 Equipamentos Uti lizados no Controle de Qualidade 
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
Apêndice 1. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti neoplásicos Convencionais 
Apêndice 2. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti corpos Monoclonais
e Outras Classesde Medicamentos Empregados em Oncologia
188
189
189
190
190
192
193
194
195
196
196
197
199
200
202
204
205
206
208
208
210
214
224
225
228
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Capítulo 8
Materiais e Equipamentos Utilizados
no Preparo de Quimioterapia 
1 Introdução
Os fármacos anti neoplásicos apresentam estreita janela terapêuti ca, com risco 
ocupacional ao manipulador por seu potencial carcinogênico, sendo normalmente 
administrados a pacientes bastante susceptí veis a quadros de cansaço, desnutrição 
e imunodefi ciência. Sendo assim, este ti po de produto requer cuidados específi cos 
na seleção dos materiais a serem empregados no seu preparo e/ou no controle de 
qualidade da preparação fi nal para evitar situações de falha terapêuti ca, em função 
de dosagem subterapêuti ca, ou de dano severo ao paciente, em virtude de super-
dosagem (SIDEROV; KIRSA; MCLAUCHLAN, 2010; CARREZ et al., 2017).
Cabe ressaltar que os materiais e equipamentos uti lizados no preparo de 
quimioterápicos devem ser compatí veis com os medicamentos manipulados. A 
presença de incompati bilidade pode provocar efeitos adversos à saúde humana, 
produzir modifi cações na disponibilidade do fármaco, com alteração dos níveis 
terapêuti cos desejados, e alterações no próprio material da embalagem (MON-
TEIRO; GOTARDO, 2005). 
A incompati bilidade entre os materiais e os medicamentos anti neoplásicos pode 
ser expressa através de fenômenos como:
- Adsorção: ocorre quando moléculas do fármaco ligam-se a superfí cie do dis-
positi vo (frascos, seringas, fi ltros, acessórios e cateteres da terapia intravenosa). 
Este fenômeno é frequente em dispositi vos confeccionados em policloreto de 
vinila (PVC), mas pode ocorrer com outros materiais como, por exemplo, o vidro 
(PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2006).
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- Absorção: ocorre quando moléculas do fármaco são sorvidas para a matriz do 
material do qual esses dispositi vos são confeccionados. Essa ocorrência pode ser 
observada em plásti cos, especialmente PVC (PETERINI; CHAUD; PEDREIRA, 2006).
Tanto a adsorção quanto a absorção reduzem a concentração do fármaco na so-
lução, o que é mais relevante no caso de medicamentos prescritos em baixas doses 
(PETERLINI; CHAUD; PEDREIRA, 2006).
Além dos fenômenos já citados, outra ocorrência possível é a liberação (migra-
ção) de substâncias plasti cizantes, como o di-2-ethylhexyl phthalate (DEHP), das 
embalagens plásti cas para a solução do fármaco. Os plasti cizantes são aditi vos que 
conferem fl exibilidade aos plásti cos e, devido a sua lipossolubilidade, podem ser 
facilmente absorvidos pelo organismo podendo causar prejuízos à saúde (MON-
TEIRO; GOTARDO, 2005).
Neste capítulo, abordaremos os materiais e equipamentos uti lizados no preparo 
e no controle de qualidade de medicamentos anti neoplásicos, anti corpos mono-
clonais e outras classes de fármacos empregados em oncologia. Também será feita 
uma explanação sobre os dispositi vos para manipulação em sistema fechado e para 
aumentar a estabilidade do medicamento e sua preparação fi nal. Questões refe-
rentes aos equipamentos de proteção individual (EPI) e coleti va (EPC) e dispositi vos 
para manipulação em sistema fechado serão apresentados com maiores detalhes 
em capítulos disti ntos deste manual.
2 Desenvolvimento
2.1 Materiais Empregados no Preparo
Os materiais utilizados na manipulação dos antineoplásicos devem minimizar 
a produção e liberação de aerossóis e vapores, além de manter a esterilidade 
do medicamento e prevenir vazamentos e derramamentos (BC CANCER, 2019). 
Esses materiais serão descritos neste capítulo de uma forma geral. Em seguida 
serão apresentadas sugestões de materiais empregados no preparo de antineo-
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plásicos convencionais (Apêndice 1), anticorpos monoclonais e outras classes de 
medicamentos empregados em oncologia (Apêndice 2). Estas recomendações 
levaram em consideração a forma de administração do referido medicamento, 
sua compatibilidade com o material sugerido e cuidados específicos a serem 
tomados no seu preparo.
2.1.1 Campo de Trabalho
A preparação de anti neoplásicos deve ser realizada sobre um campo de trabalho 
estéril e com característi cas absorventes e impermeáveis (dupla face), devendo ser 
trocado ao fi nal de cada sessão e sempre que houver um derrame de quimioterápi-
co. Sua dimensão deve levar em conta o espaço disponível na superfí cie de trabalho 
da Cabine de Segurança Biológica (CSB) de forma que nunca interfi ra ou obstrua o 
fl uxo de ar verti cal (GOUVEIA et al., 2013).
2.1.2 Seringas
A seringa pode ser descrita como “instrumento de vidro ou plásti co, dotado de 
bico, para adaptação de uma agulha, um tambor e um êmbolo. [...] Bomba portáti l 
usada para injetar ou sugar produto líquido ou gasoso” (SERINGA, 2019). Trata-se 
de um produto médico não invasivo, descartável (uso único) que pode ser usado 
tanto na administração quanto no preparo de medicamentos (reconsti tuição/di-
luição) (MORAIS, 2009).
De acordo com as recomendações internacionais da Occupati onal Safety and 
Health Administrati on (OSHA), deve-se usar conexões luer-lock em sistemas sem 
agulha, seringas, agulhas, tubos de infusão e bombas para controle da exposição 
ocupacional a substâncias perigosas, dentre elas os quimioterápicos anti neoplási-
cos. Nesse ti po de conexão, seringa e agulha são conectadas por um movimento 
de rotação (OSHA, 2019). Esse ti po de encaixe, por rosqueamento, torna a com-
posição mais segura pois evita a separação durante a manipulação e a administra-
ção, diminuindo o risco de acidentes (CAVALCANTI; SANTOS; CORDEIRO, 2016). Os 
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quimioterápicos fornecidos em seringas preenchidas também devem ter conexão 
luer-lock, conforme fi gura abaixo.
Figura 1. Tipos de Conexões de 
Seringas com Agulhas: à esquer-
da luer-slip e à direita luer-lock
 Fonte: ROTTA, I. (2020) 
Ainda segundo a OSHA (2019), o tamanho da seringa deve ser tal que a dose 
total do medicamento ocupe apenas 75% da sua capacidade para evitar a perda 
do êmbolo durante a manipulação e para permiti r espaço para o manejo da dose. 
Nesse senti do, é importante que a escala de graduação seja apropriada e de leitura 
fácil e que o êmbolo tenha dupla selagem (GOUVEIA et al., 2013).
A seringa deve ser estéril, apirogênica, atóxica, inerte quimicamente e compatí -
vel com os medicamentos manipulados, sendo importante verifi car sua composição 
junto ao fabricante (GOUVEIA et al., 2013). Segundo a Resolução RDC nº 3 de 2011, 
que trata dos requisitos mínimos de qualidade para seringas hipodérmicas estéreis 
de uso único, esse ti po de material não pode conter partí culas, matérias estranhas 
ou gotas de lubrifi cante passíveis de serem identi fi cadas visualmente; o valor de pH 
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de um extrato preparado deve ser semelhante a um fl uido controle; deve apresen-
tar concentração limítrofe de alguns metais pesados (5 mg L-1 do somatório dos 
conteúdos de chumbo, estanho, zinco e ferro; 1mg L-1 de cádmio); o lubrifi cante 
uti lizado deve atender aos requisitos da farmacopeia e não deve exceder 0,25 mg/
cm2 (exceto para seringas de insulina); deve apresentar graduações idênti cas e uni-
formes com a unidade de volume marcada em seu cilindro; não pode apresentar 
vazamento de ar e líquido através do pistão, entre outros fatores (BRASIL, 2011).
Além disso, durante a manipulação de quimioterápicos, pode ser necessário o 
uso de tampas para proteger a ponta da seringa contra contaminação durante o 
armazenamento ou transporte e, também, evitar que a solução seja acidentalmente 
ejetada, uma vez que o êmbolo não pode ser empurrado ou reti rado enquanto a 
seringa esti ver tampada (BC CANCER, 2019).
2.1.3 Agulhas
As agulhas têm por fi nalidade a perfuração de superfí cies para passagem de fl ui-
dos, sendo uti lizada acoplada à seringa. Quanto à sua composição, segundo a RDC 
n° 5 de 2011 da ANVISA, a cânula de dispositi vos médicos deve ser de aço inoxidável 
e o canhão pode ser de material plásti co, de liga de alumínio ou de outras ligas com-
patí veis com os fl uidos injetáveis (BRASIL, 2011).
Para aspiração e reconsti tuição de quimioterápico recomenda-se, por vezes, o 
uso de agulhas de calibre 18G (1,20 x 40 mm) ou 21G (0,8 x 40 mm) para reduzir o 
aumento de pressão dentro da seringa e evitar aspiração de fragmentos de borra-
cha com a perfuração do frasco-ampola (GOUVEIA et al., 2013). Contudo, a escolha 
da agulha a ser uti lizada na manipulação deve sempre levar em conta o ti po de 
embalagem a ser perfurada, o número de perfurações a serem realizadas e a visco-
sidade do líquido a ser aspirado (BC CANCER, 2019).
A capa protetora, também conhecida como tampa vedante (luer-cap) é um recurso 
para miti gar os riscos de acidentes por material perfurocortante com agulhas (BECTON 
DICKINSON, 2020). A Resolução RDC nº 3 de 2011 defi ne a capa protetora de extremida-
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des como uma capa desti nada a envolver a proporção projetada da haste e a base do êm-
bolo em uma extremidade e o bico e ou agulha na outra extremidade (BRASIL, 2011).
O reencape e a desconexão manual da agulha comum são os procedimentos que ofe-
recem maior risco de acidente com material perfurocortante; dessa forma, tanto o trei-
namento como a disponibilidade de seringas e agulhas projetadas para uma práti ca mais 
segura são importantes para prevenir esse ti po de intercorrência (ADAMS; ELIOT, 2006).
2.1.4 Tipos de Bolsas de Solução
A solução injetável de cloreto de sódio 0,9% é uti lizada para o restabelecimento 
de fl uido e eletrólitos e como diluente para medicamentos, sendo diversos quimio-
terápicos compatí veis com essa solução. Outros diluentes comumente empregados 
na reconsti tuição e diluição de fármacos incluem a solução de glicose a 5%, a so-
lução glicofi siológica e a água desti lada. A solução de Ringer Lactato não é muito 
uti lizada devido ao fato de ter uma composição rica em íons que aumenta o risco 
de interação com os fármacos. A defi nição do diluente, bem como do seu volume, 
deve estar baseada na estabilidade do medicamento e nas condições clínicas do 
paciente, uma vez que algumas situações podem requerer restrição hídrica e outras 
podem justi fi car a escolha de um diluente específi co, como por exemplo em casos 
de diabetes mellitus e hipertensão arterial (NEWTON, 2009; OGA, 2011).
Cuidados devem ser tomados na seleção do ti po de embalagem da bolsa de solução 
a fi m de evitar incompati bilidades entre medicamento e embalagem de envase. Alguns 
medicamentos anti neoplásicos são incompatí veis com o policloreto de vinila (PVC) da 
embalagem das bolsas, sendo recomendável a aquisição de soluções em frascos plás-
ti cos de polieti leno de baixa densidade, em sistema fechado transparente isento de 
PVC (FLORENCE; ATTWOOD, 2003; BC CANCER, 2019). Esse fenômeno ocorre porque 
alguns medicamentos, como o paclitaxel, contêm na sua solução o surfactante cremo-
phor, ou como os anti neoplásicos docetaxel, etoposídeo e teniposídeo, que possuem 
em sua formulação o surfactante polissorbato 80. Estes surfactantes conseguem extrair 
o di (2-eti lhexil) ft alato (DEHP) presente nas bolsas de PVC e lixiviá-lo para a solução. A 
quanti dade de DEHP lixiviada depende da concentração de surfactante e do tempo de 
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contato. Não é conhecido o nível de DEHP que apresenta perigo para a saúde, porém 
sabe-se que ele é hepatotóxico (PERASON; TRISSEL, 1993; BC CANCER, 2019).
2.1.5 Tipos de Equipos de Infusão
O equipo é o dispositi vo que transporta o líquido das bolsas de soluções para o 
paciente. O equipo universal é desenvolvido para uti lização em qualquer bomba pe-
ristálti ca e o equipo específi co é desenvolvido para uso em um modelo específi co de 
bomba de infusão, garanti ndo maior exati dão da vazão infundida (SOUZA, C. R. B.; 
SOUZA, A. B., 2019). Este últi mo é recomendável para infusões de medicamentos com 
tempo acima de 60 ou 90 minutos, o que é comum para a maioria dos quimioterápi-
cos. Além desses, tem-se o equipo uti lizado para infusão de medicamentos fotossen-
síveis (Figura 2) e o equipo livre de PVC uti lizado para medicamentos que interagem 
com o PVC, como docetaxel, etoposídeo e paclitaxel.
Figura 2. Equipo de Bomba
de Infusão Fotossensível e
Embalagem Fotossensível
 Fonte: ROTTA, I. (2020) 
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2.1.6 Filtros
Alguns materiais particulados podem estar presentes na solução de medica-
mentos injetáveis. Estes podem ser inativos (por exemplo, fragmentos de vidro 
oriundos da quebra de ampolas e pedaços de borracha da rolha de frascos-am-
pola) ou ativos (contaminação microbiana). O uso de filtros de infusão minimiza 
a chegada desses materiais particulados ao paciente (BRASIL, [2008?]) e são 
recomendados na administração de alguns medicamentos oncológicos, como o 
paclitaxel e o nivolumabe.
Os filtros presentes em equipos ou de linha de infusão promovem uma re-
tenção de bactérias e partículas de até 0,2 µm através da passagem da solução 
por uma membrana hidrofílica e hidrofóbica sem surfactantes. Seu uso apre-
senta como vantagens adicionais a retenção e eliminação de ar, a minimização 
dos riscos de flebite e de infecção e a prevenção de casos de embolia gasosa 
(BBRAUN, 2020).
Existem também fi ltros acoplados diretamente à agulha uti lizada na aspiração/
reconsti tuição do medicamento. Estes podem corresponder a uma agulha com fi ltro 
ou a um fi ltro em disco, conforme Figura 3 (BC CANCER, 2019).
Figura 3. Tipos de Filtros
 Fonte: ROTTA, I. (2020) 
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A agulha com filtro contém um filtro hidrofílico. Esta deve ser empregada 
ao aspirar o medicamento de seu frasco ou na adição do fármaco à solução, 
sendo a atividade complementar realizada com agulha normal sem filtro (BC 
CANCER, 2019). 
Cabe ressaltar que nem todos os medicamentos podem ser submeti dos à fi l-
tração, pois alguns fármacos podem sofrer sorção no fi ltro e, assim, terem sua 
potência reduzida. Como exemplos, têm-se os medicamentos L-asparaginase, 
vincristi na, daunorrubicinalipossomal, idarrubicina, doxorrubicina, os quais são 
incompatí veis com fi ltros de acetato de celulose (BRASIL, [2008?]).
2.1.7 Infusores Domiciliares
Na oncologia, os infusores são uti lizados em ambulatório para administração 
de medicamentos durante um período de dois a sete dias, desde que o paciente 
disponha de cateter venoso central implantado (SILVA et al., 2006). A 5-fl uorura-
cila, a carboplati na, o metotrexato, a vincristi na e a doxorrubicina são exemplos 
de medicamentos passíveis de serem administrados desta maneira (LEVENTON, 
2013). Existem três ti pos de infusores domiciliares: elastomérico, por pressão ne-
gati va e com controle digital de fl uxo.
2.1.7.1 Infusor Elastomérico
O infusor do ti po bomba elastomérica corresponde a um sistema fechado, uni-
direcional com seus componentes soldados, o que evita contaminação e refl uxo. 
Seus componentes incluem uma conexão de alimentação luer-lock, fi ltro de en-
trada, recipiente (rígido ou fl exível) contendo no interior o balão elastomérico, 
restritor de fl uxo (clamp), tubo, fi ltro eliminador de ar, controlador de fl uxo e a 
conexão distal de saída luer-lock (SILVA et al., 2006; KIMBERLY-CLARK, 2010). Algu-
mas marcas contam com linha indicadora de volume e escala de infusão. O siste-
ma funciona exercendo uma pressão constante da membrana elastomérica sobre 
o medicamento em direção ao cateter do paciente (SAMTRONIC, 2019).
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O volume (60-500 ml) da bomba elastomérica a ser uti lizada e sua velocidade 
de infusão (1-10 ml/h) devem ser escolhidos considerando a dosagem do medi-
camento e o tempo de infusão. Seu preenchimento com medicamento e solução 
diluente deve ser realizado manualmente por meio de seringa ou por meio de 
bomba ou sistema automáti co, de acordo com a orientação do fabricante (KIM-
BERLY-CLARK, 2010; LEVENTON, 2013; SAMTRONIC, 2019).
Figura 4. Diferentes Modelos de Infusores Elastoméricos
Fonte: SILVA, L.L. (2020)
2.1.7.2 Infusor por Pressão Negati va
O infusor por pressão negativa (Figura 5) apresenta um formato similar ao 
do tipo bomba elastomérica, contudo, seu funcionamento ocorre em decor-
rência da pressão atmosférica. O sistema consiste em dois cilindros paralelos 
com êmbolo, onde no maior fica armazenado o medicamento e no menor é 
gerada a pressão negativa. Conforme a solução é injetada, o êmbolo de am-
bos os cilindros são forçados para frente gerando uma pressão negativa no 
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cilindro menor, a qual impulsiona a solução do cilindro maior em direção ao 
acesso venoso do paciente. Este tipo de dispositivo também possui seletor de 
fluxo (0,5-6 ml/h) e pode ser de diferentes volumes (60-120 ml), que deve ser 
escolhido de acordo com a dosagem do medicamento e o tempo de infusão 
(DAIKEN MEDICAL, 2019).
Figura 5. Infusor por Pressão Negati va
Fonte: SILVA, L.L. (2020)
Para o cálculo do volume de medicamento e de solução diluente a serem 
inseridos nos infusores domiciliares supracitados deve-se sempre levar em 
consideração o volume residual do infusor, conforme exemplificado a seguir 
(LEVENTON, 2013).
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5-Fluoruracila na dose de 3640 mg (D) infundido em 46 h (T). A concentração deste medicamento no frasco 
ampola (C) é de 50 mg/ml.
1. Cálculo do volume de medicamento necessário para a dose prescrita (VD):
(VD) = (D) / (C) = 3640 mg/50 mg/ml = 72,8 ml
2. Seleção do dispositi vo que melhor se adapta ao tempo e volume desejado. Neste caso: infusor de 250 ml (V), 
2 dias (48 h, T), volume residual de 5 ml (R).
Cálculo do fl uxo real de medicamento no infusor selecionado pela fórmula:
(F) = (V) x (0,9) / (T) = 250 ml x 0,9 / 48 h = 4,69 ml/h
3. Cálculo dos volumes de medicamento e solução diluente a serem uti lizados considerando o resíduo do infusor:
Volume a Ser Infundido (VI) = (T) x (F) = 46 h x 4,69 ml/h = 215,7 ml
Volume Total com Residual (VT) = (VI) + (R) = 215,7 + 5 = 220,7 ml
Dose do Medicamento a Ser Infundida (DI) = (D) x (VT) / (VI) = 3640 mg x 220,7 / 215,7 = 3724 mg
Volume do Medicamento (VM) = (VD) x (VT) / (VI) = 72,8 x 220,7 / 215,7 = 74,5 ml
Volume da Solução Diluente (VS) = (VT) - (VM) = 220,7 – 74,5 = 146,2 ml
Desta forma:
Volume Total do Infusor (VT) = (VM) + (VS) = 74,5 + 146,2 = 220,7 ml
Concentração do Medicamento em Solução (CF) = (DI) / (VT) = 3724 mg/220,7 ml = 16,87 mg/ml
Fonte: ALMEIDA, C.S. et al. (2020)
Quadro 1. Exemplo de Cálculo de Volume de Medicamento e Solução Diluente em 
Infusores Domiciliares 
2.1.7.3 Infusor com Controle Digital de Fluxo
O infusor com controle digital de fl uxo é empregado principalmente para ad-
ministração domiciliar de medicamentos, como analgésicos e anestésicos, em três 
modos (isolados ou em combinação): perfusão contí nua (até 50 ml/h), dose prescri-
ta e bolus clínico. Esse equipamento também permite um controle de infusão exa-
to através de um mecanismo microperistálti co projetado para obter uma dosagem 
mínima, em quanti dades muito pequenas de solução. O medicamento neste ti po 
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de infusor fi ca armazenado em uma bolsa envolta por um recipiente rígido denomi-
nado cassete (disponível em volumes de 50, 100 ou 250 ml), o qual apresenta um 
dispositi vo de segurança que impede o fl uxo livre de líquidos. O cassete fi ca acopla-
do por mecanismo de fechadura a uma bomba de infusão digital na qual podem ser 
defi nidos eletronicamente: o volume inicial do reservatório, a unidade (ml, mg ou 
mcg), a concentração (mg/ml ou mcg/ml), a taxa contí nua do medicamento (mg/h, 
ml/h ou mcg/h), a quanti dade da dose a ser administrada ao paciente, o número 
máximo de doses por hora, o tempo entre cada administração e verifi cação das do-
ses já administradas (SMITHS MEDICAL, 1998).
2.2 Materiais Empregados no Fracionamento e/ou Transformação de Formas Far-
macêuti cas Orais
Alguns medicamentos não são produzidos com a apresentação em embalagem 
unitária, perdendo sua identi fi cação ao serem fracionados, o que ocasiona risco de 
troca e difi culta o rastreamento caso haja algum problema com o lote. Nesses casos, 
faz-se necessário o fracionamento em dose unitária; no entanto esse processo pode 
comprometer a qualidade do medicamento e infl uenciar negati vamente na sua es-
tabilidade e validade. Dessa forma, devem ser escolhidos materiais e identi fi cação 
adequada, além da redução do tempo de validade devidoa mudança nas condições 
originais de acondicionamento e possibilidade de mudanças na estrutura química 
do fármaco (JARA, 2012).
O fracionamento de medicamentos anti neoplásicos orais para a dispensação de 
dose unitária deve ser feito em CSB Classe 2 AII. A área de instalação não precisa ser 
limpa, porém é necessário o controle microbiológico semanal para ambiente fí sico, 
equipamentos, processos e operadores (FENTANES; COUTO; BOECHAT, 2018).
A paramentação deve ser feita com avental cirúrgico estéril, de frente fechada e 
mangas longas sobre calça e blusão não estéreis. Devem ser uti lizados os EPI: dois 
pares de luvas estéreis, máscara de carvão ati vo e óculos de proteção (FENTANES; 
COUTO; BOECHAT, 2018).
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Para a manipulação recomenda-se uma seladora manual no interior da CSB, 
embalagens plásti cas para acondicionar os comprimidos/cápsulas fracionados e eti -
quetas/rótulo contendo o nome do medicamento, segundo a denominação comum 
brasileira, a concentração, o número do lote do fabricante, a validade correspon-
dente a 25% do tempo restante para o término da validade original, o lote interno 
atribuído, o nome e número do registro no Conselho Regional de Farmácia (CRF) do 
farmacêuti co responsável. Depois de concluído o fracionamento e a identi fi cação, 
caso seja necessário fotoproteção, o produto deve ser acondicionado em envelope 
pardo ou embalagem fotossensível (FENTANES; COUTO; BOECHAT, 2018).
A dispensação de preparações líquidas orais não deve ser realizada em serin-
gas luer-lock a fi m de serem evitados erros na via de administração. Assim, devem 
ser uti lizados, preferencialmente, dosadores orais contendo o medicamento pronto 
para administração (SOBRAFO, 2014).
Em função da maioria dos anti neoplásicos orais não possuírem formulações líquidas, 
a adequação de forma farmacêuti ca é necessária no caso de pacientes que apresentam 
difi culdades na degluti ção de cápsulas ou comprimidos ou que necessitam da admi-
nistração de medicamentos via sonda. Durante o processo de abertura de cápsulas, 
maceração de comprimidos e dissolução de pós, existe risco de exposição ocupacional 
e, portanto, essas ati vidades devem ser conduzidas dentro da CSB e com os mesmos EPI 
uti lizados na preparação de produtos parenterais. Por tratarem-se de medicamentos 
não estéreis, a manipulação não precisa ser realizada em ambiente assépti co, sendo 
considerado sufi ciente o emprego de uma CSB de Classe I, a fi m de garanti r a proteção 
apenas do manipulador e do meio ambiente. Caso a CSB Classe II Tipo B2 tenha de ser 
uti lizada com esta fi nalidade, recomenda-se que a cabine seja de uso exclusivo aos me-
dicamentos sólidos de uso oral ou tópico. Para realização da manipulação recomenda-
se que todos os utensílios uti lizados (gral, pisti lo e cálice, por exemplo) sejam de uso 
exclusivo, estejam corretamente identi fi cados e sejam limpos com detergente alcalino 
após cada uso. Ainda é aconselhável a uti lização de materiais descartáveis, sempre que 
possível, e a sua eliminação em condições adequadas após emprego (SOBRAFO, 2014).
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Como exemplos de anti neoplásicos orais em que é comum a necessidade de adap-
tação da forma farmacêuti ca, têm-se hidroxiureia, ti oguanina, treti noina e besilato de 
imati nibe. Para tanto, o farmacêuti co deve avaliar informações nas bases de dados 
sobre como proceder à manipulação, incluindo diluente e seu volume, concentração 
ideal, estabilidade, conservação, necessidade de proteção da luz. Geralmente, o di-
luente mais empregado é a água desti lada, porém, devem ser observadas as caracte-
rísti cas de cada fármaco; no caso da diluição da treti noina, por exemplo, o uso de óleo 
mineral, um agente lipofí lico, é importante, dado que o fármaco é oleoso (OKUMURA, 
L. M.; OKUMURA, P. C. B; VERONEZE, 2017). Já no caso do imati nibe, o volume de 
diluente empregado é elevado, devendo-se respeitar a proporção de 50 ml para cada 
100 mg do fármaco, a fi m de se evitar irritação gástrica (UPTODATE, 2020).
2.3 Outros Materiais Empregados no Apoio à Manipulação
Alguns materiais são empregados em ati vidades de apoio ao processo de mani-
pulação, por exemplo, na abertura, desinfecção e/ou transporte de medicamentos/
materiais a serem uti lizados. Neste contexto, tem-se o uso de pinças, tesouras e re-
cipientes normalmente em aço inoxidável, uma vez que este ti po de material apre-
Figura 6. Método de Fracionamento
de Anti neoplásicos Orais
 Fonte: FENTANES; COUTO; BOECHAT (2018)
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senta característi cas de resistência, baixa capacidade de absorção para os produtos 
manipulados, incapacidade de liberar partí culas ao ambiente/produto e facilidade 
de limpeza e desinfecção.
Outro material empregado na manipulação é a gaze, que tem como objeti vo 
proteger os locais críti cos, impedindo o contato fí sico e permiti ndo que a técnica 
seja assépti ca (BC CANCER, 2019). Além disso, pode ser usada para envolver a parte 
superior da ampola durante a quebra minimizando o risco de exposição a aerossóis 
formados (MAIA NETO, 2016). Considerando que a esterilidade do medicamento 
deve ser preservada, é recomendado o uso de gaze estéril.
Para garanti r a integridade microbiológica dos frascos de sobras dos medicamen-
tos decorrentes do processo de manipulação, podem ser uti lizados lacres estéreis, 
como o Steri-Tamp®. Esses lacres formam uma barreira estéril, permiti ndo que as 
sobras dos medicamentos possam ser uti lizadas posteriormente, desde que haja 
estabilidade fí sico-química e que o produto tenha sido manipulado com técnica as-
sépti ca (REVISTA ONCOINFORMA, 2019).
Também existem lacres estéreis para seringas e bolsas prontas, que têm a fi na-
lidade de garanti r a inviolabilidade da dose preparada e a segurança da integridade 
do produto. Por fi m, outro objeti vo destes lacres é claramente identi fi car os medica-
mentos de alta vigilância, como é o caso dos anti neoplásicos (U.S. PHARMACOPEIAL 
CONVENTION, 2008; U.S. PHARMACOPEIAL CONVENTION, 2017).
A fi m de racionalizar as sobras conti das nos frascos de medicamentos, eti quetas 
contendo informações importantes devem ser anexadas. No caso de apresentações 
que requerem reconsti tuição, deve estar descrito na eti queta data e horário, nome 
do manipulador, diluente e volume uti lizados na reconsti tuição do fármaco. Já no 
caso de fármacos já reconsti tuídos, recomenda-se registrar a data e horário de sua 
abertura. Esse procedimento contribui para a rastreabilidade do processo de ma-
nipulação, racionalização das sobras de medicamentos e, assim, contribui com as 
boas práti cas de manipulação (BC CANCER, 2019).
Da mesma forma, tem-se o uso de rótulos em cada medicamento anti neoplási-
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co preparado. O rótulo deve conter informações como: nome do paciente, unida-
de de internação ou ambulatorial e número do leito, data e hora depreparação, 
nome do medicamento, dose e seu diluente, volume total da preparação, via de 
administração, característi cas do fármaco no caso de extravasamento, prazo de 
validade, condições de temperatura para conservação e transporte, bem como 
a identi fi cação do profi ssional que avaliou a prescrição médica e/ou realizou a 
manipulação com seu registro de conselho profi ssional (BRASIL, 2004). Esse rótu-
lo deve ser afi xado ao medicamento (bolsa de solução e/ou embalagem externa 
no caso de seringas e/ou medicamentos fotossensíveis) tão logo seja realizada a 
manipulação, no intuito de garanti r a correta identi fi cação do produto preparado. 
Ainda podem ser afi xadas à embalagem externa do produto manipulado, eti que-
tas de alerta ao usuário no intuito de garanti r a correta via de administração. Esse 
é o caso, por exemplo, de eti quetas com os dizeres “USO EXCLUSIVO POR VIA IN-
TRATECAL” e “USO EXCLUSIVO POR VIA ORAL” (para medicamentos dispensados 
em dosadores orais) (ISMP, 2014; ISMP, 2016).
A fi m de fazer a remoção dos lacres estéreis conti dos nos frascos de sobras de 
medicamentos, devem-se uti lizar compressas estéreis embebidas em álcool que 
não emitam partí culas. Para tanto, há o quickpad, um swab estéril, de um não teci-
do, embebido em álcool isopropílico a 70%. As compressas são liberadas individual-
mente, evitando contaminação e desperdício (UNITED MEDICAL, 2020).
2.4 Materiais Empregados na Embalagem de Quimioterapia
Devido ao risco de contaminação ambiental e ocupacional em caso de acidentes 
com as bolsas e/ou seringas preparadas, as mesmas devem ser acondicionadas em 
sacos plásti cos resistentes devidamente selados ou com zíper. (SOBRAFO, 2014; BC 
CANCER, 2019; BRASIL, [2008?]). Esse ti po de embalagem deve respeitar a carac-
terísti ca do fármaco em relação a sua sensibilidade a luz. Caso tratar-se de um me-
dicamento fotossensível, a embalagem externa deve ser de plásti co âmbar, selado 
com seladora térmica e com as informações externas repeti das do rótulo interno, 
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a fi m de garanti r a proteção à luz durante a infusão do medicamento (no caso de 
medicamento injetável) ou na sua administração pelo paciente (medicamento via 
oral fracionado) (BRASIL, [2008?]).
É importante enfati zar que a embalagem deve ser identi fi cada com cor ou sím-
bolo diferente do anti neoplásico a ser administrado por outras vias (MOURA et al., 
2017). Por exemplo, em algumas situações, medicamentos devem ser administrados 
pela via intratecal, diretamente no espaço intratecal, que detém o líquido cefalorra-
quidiano (LCR), devido ao fato que, na maioria dos casos, os agentes anti neoplásicos 
não cruzam a barreira hematoencefálica. Os fármacos administrados por essa via 
são o metotrexato, citarabina e dexametasona, cuja associação é denominada de 
MADIT (MOURA et al., 2017).
A sua administração deve ser realizada pelo profi ssional médico e requer que todo 
o processo garanta a esterilidade do produto. Para tanto, algumas técnicas podem ser 
adotadas, como o acondicionamento da seringa contendo a formulação em emba-
lagens plásti cas estéreis. Estas embalagens devem ser consti tuídas de papel grau ci-
rúrgico e fi lme plásti co, com selagem uniforme que proporcione barreira microbiana, 
manutenção da esterilidade e técnica de abertura assépti ca. O uso de lacres estéreis 
nas seringas, como o Steri-Tamp®, também inclui exemplo de boa práti ca para a ma-
nutenção da esterilidade do medicamento (REVISTA ONCOINFORMA, 2019).
2.5 Materiais Empregados no Descarte de Resíduos
Os resíduos gerados durante a manipulação de quimioterápicos (embalagens 
primárias vazias, seringas, agulhas, gazes e qualquer material que possa ter entrado 
em contato com o medicamento) devem ser descartados dentro da CSB. Para isso, 
deve-se uti lizar recipiente apropriado, rígido, resistente, cuja tampa tenha sistema 
de travamento que evite vazamentos e rótulo com símbolo e frase alertando sobre 
o risco associado à periculosidade do resíduo (tóxico). O coletor para resíduos de 
quimioterápicos (Figura 7) é de uso único e descartável ao ati ngir o limite de 2/3 de 
sua capacidade (BRASIL, 2018; BC CANCER, 2019; BRASIL, [2008?]).
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2.6 Equipamentos Empregados Antes e/ou Durante o Preparo
Alguns medicamentos podem formar precipitado ou cristalizar se expostos a bai-
xas temperaturas, como a 5-fl uoruracila e a solução de manitol 20%, respecti vamen-
te (FLUORURACILA, 2019; MANITOL, 2018). Nestas situações, pode ser necessário 
aquecimento, agitação ou ambos. Assim, para auxiliar no preparo de medicamentos 
é possível usar os equipamentos banho-maria, termômetro e agitador, seguindo as 
orientações do fabricante.
O banho-maria é empregado para aquecer substâncias sem que sejam direta-
mente expostas ao fogo ou à fonte de calor. O equipamento consiste em um re-
cipiente com água que pode ser aquecida por meio de um resistor. Dentro desse 
recipiente tem-se outro com dimensões menores no qual é inserido o item a ser 
aquecido (SOUZA, C. R. B.; SOUZA, A. B., 2019). Considerando que a temperatura de 
aquecimento varia de acordo com o medicamento e recomendação do fabricante, é 
necessário monitorar a temperatura.
Agitadores são empregados para auxiliar na dissolução de medicamentos no mo-
Figura 7. Coletor para Resíduos
de Quimioterápicos
Fonte: FIRMINO, L.A. (2020)
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mento de sua reconsti tuição, salvo em casos onde a agitação não é permiti da, 
e para homogeneização dos medicamentos adicionados nas bolsas de solução. 
Dentre os diferentes ti pos de agitadores disponíveis no mercado, sugere-se o uso 
daqueles que realizam movimentos de agitação circular horizontal (agitador orbi-
tal), de rotação (agitador roller), de balanço (agitador gangorra) ou tridimensionl 
(agitador 3D) (KASVI, 2019), sendo sua escolha dependente do ti po de fármaco a 
ser manipulado. Cabe ressaltar que o agitador uti lizado no preparo de quimiote-
rapia deve ser um homogeneizador especial com vedação adequada de modo a 
prevenir a liberação de aerossóis (GRIST, 1995).
O processo de preparo de quimioterápicos injetáveis também pode ser reali-
zado através de sistemas automati zados. Neste caso, a parte central do sistema, 
localizada dentro de um ambiente controlado microbiologicamente, compreen-
de um robô com um braço antropomórfi co que mecanicamente replica as ações 
manuais de um operador humano. Todas as etapas de produção, como materiais 
de entrada e saída, são verifi cadas e registradas por controles tecnológicos como 
sensores, fotocélulas, sistemas visual e leitores de código de barras. A identi fi ca-
ção automáti ca de fármacos por meio de código de barras e o controle gravimé-
trico da quanti dade injetada são usados para garanti r a total rastreabilidade do 
processo (MASSINI et al., 2014).
Conforme exposto anteriormente, devido ao risco de contaminação ambiental 
e ocupacional em caso de acidentes com as bolsas e/ou seringas preparadas, essas 
devem ser acondicionadas em sacos plásti cos resistentes devidamente selados ou 
com zíper (SOBRAFO, 2014; BC CANCER, 2019; BRASIL, [2008?]). Para tanto, a área 
de manipulação deve dispor deseladora manual térmica.
Outro equipamento empregado antes ou durante a manipulação de anti neoplá-
sicos corresponde a balança analíti ca ou semianalíti ca (vide item 2.8 para exem-
plo de uti lização), que deve apresentar capacidade/sensibilidade compatí vel com 
as quanti dades a serem pesadas, estando sua uti lização condicionada à adoção de 
procedimentos que impeçam a contaminação cruzada e microbiana.
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2.7 Dispositi vos para Manipulação em Sistema Fechado
O uso de dispositi vos para manipulação em sistema fechado, também denomi-
nados dispositi vos desaerolisantes, tem como objeti vo equalizar a pressão dos fras-
cos e eliminar a formação de aerossóis por meio de um fi ltro de 0,22 µm (SOBRAFO, 
2014). Esses dispositi vos eliminam o uso de agulhas, através do emprego de adap-
tadores conectados a seringas luer-lock. As etapas de reconsti tuição e reti rada de 
alíquota dos medicamentos são realizadas por meio de adaptadores que possuem 
perfuradores e hastes laterais para fi xação aos frascos. Para adição dos medicamen-
tos às bolsas de soro, acopla-se um dispositi vo no injetor do equipo com duas cone-
xões: uma para adicionar os medicamentos e outra para ser acoplada ao equipo de 
infusão (SOBRAFO, 2014).
Estão disponíveis no mercado diferentes modelos de dispositi vos, com disti ntos 
tamanhos, os quais devem ser aprovados no teste de contenção de vapores, estabe-
lecido pelo Nati onal Insti tute for Occupati onal Safety and Health (NIOSH) e garanti r 
o controle microbiológico do medicamento manipulado (NIOSH, 2020). Dispositi vos 
que apresentam câmara equalizadora de pressão têm-se mostrado mais efeti vos 
(WILKINSON et al., 2018).
2.8 Equipamentos Uti lizados no Controle de Qualidade
Os métodos não analíti cos (que não envolvem destruição da amostra) mais co-
muns para o controle de qualidade durante e após o processo de preparação de an-
ti neoplásicos são o visual e o gravimétrico (BAZIN et al., 2015; CARREZ et al., 2017; 
TERKOLA; CZEJKA; BÉRUBÉ, 2017). No método visual todas as etapas de preparação 
(por exemplo, a verifi cação do volume de diluente uti lizado na reconsti tuição e fár-
maco empregado) devem ser conferidas por uma segunda pessoa disti nta do mani-
pulador (CARREZ et al., 2017). Esse ti po de controle também pode ser realizado por 
meio de vídeos do processo de manipulação (BAZIN et al., 2015).
Ainda no que concerne ao método visual, a Instrução Normati va da ANVISA
nº 35 de 2019 determina que ao término das etapas de fabricação de produtos 
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estéreis deve ser conduzida uma inspeção individual, correspondente à avaliação 
visual da preparação em contraste com fundo claro (identi fi cação de parti culado 
escuro e carbonizado) e fundo escuro (verifi cação de parti culados claros e fi apos), 
conforme Figura 8 (BRASIL, 2019).
Figura 8. Superfície com Fundo Claro e Escuro
para Avaliação Visual (Ecran)
Fonte: SILVA, L.L. (2020)
O método gravimétrico consiste na determinação do peso de cada intermediá-
rio e da preparação fi nal contendo o fármaco anti neoplásico por meio de balança 
analíti ca. Para tanto, cada substância deve ter considerada sua densidade e sua con-
centração no frasco/ampola do medicamento. Em alguns casos, todo o processo de 
pesagem pode estar acoplado a um sistema informati zado, o qual avalia automati -
camente se ocorreram variações em relação ao cálculo teórico de ± 5% (limite con-
siderado aceitável pelo equipamento) para cada etapa de reconsti tuição e diluição 
(BAZIN et al., 2015; CARREZ et al., 2017).
Por outro lado, existem inúmeros métodos analíti cos descritos para o controle 
de qualidade de preparações de anti neoplásicos na literatura. Dentre aqueles já 
empregados em análises de roti na em outros países tem-se a cromatografi a com 
injeção por fl uxo contí nuo (FIA - fl ow injecti on analysis) e a cromatografi a líquida 
de alta efi ciência acoplada a detector de ultravioleta/arranjo de diodos (UV/DAD), 
de ultravioleta e infravermelho por transformada de Fourier (UV/FT-IR) ou de ultra-
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violeta/Raman (UV/Raman). Para maiores informações sobre os fármacos e prepa-
rações passíveis de serem analisadas por cada um destes métodos recomenda-se a 
leitura da revisão de Bazin et al. (2015).
3 Discussão
No presente capítulo foram apresentados os materiais e equipamentos empre-
gados antes, durante e após o preparo dos medicamentos oncológicos, bem como 
aqueles uti lizados no seu controle de qualidade. Nesse âmbito, a escolha do ti po de 
solução e do material a ser empregado na manipulação de um determinado fárma-
co corresponde a um ponto críti co no seu processo de preparo. Para o medicamen-
to oxaliplati na, por exemplo, a diluição em soluções salinas permite a sua conversão 
em outros compostos de plati na (monocloroplati na, dicloroplati na e diaquoplati na), 
os quais são altamente reati vos com tecidos, proteínas e consti tuintes plasmáti cos 
(TAKIMOTO et al., 2007). Para o mesmo fármaco e outros compostos de plati na 
(carboplati na e cisplati na) também é descrita a incompati bilidade com materiais 
de alumínio, uma vez que o alumínio e a plati na interagem entre si por reação de 
oxirredução gerando um precipitado preto (BC CANCER, 2019). Dentre os materiais 
abordados, os infusores domiciliares e dispositi vos para manipulação em sistema 
fechado destacam-se em relação à modernidade e profi cuidade.
O uso de infusores domiciliares na administração de medicamentos anti neoplási-
cos apresenta como vantagens a redução dos custos de tratamento decorrentes da 
internação (diárias hospitalares, honorários médicos e da equipe multi disciplinar), di-
minuição dos riscos associados a infecções e fenômenos tromboembólicos e a melho-
ra da qualidade de vida do paciente (maior tempo em contato com familiares) (SILVA
et al., 2006). Cabe, no entanto, ressaltar que dependendo do ti po de dispositi vo uti liza-
do, o paciente pode ser exposto a menores ou maiores concentrações do medicamen-
to durante o período de administração, devendo ser tomadas algumas precauções.
A vazão do infusor do ti po bomba elastomérica, por exemplo, pode ser infl uen-
ciada por variações de temperatura, viscosidade e/ou concentração do medicamen-
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to, altura entre a bomba e o local de infusão, volume de preenchimento, tempo 
de armazenamento e pressão externa (KIMBERLY-CLARK, 2010; SAMTRONIC, 2019). 
Assim sendo, este ti po de material exige que sejam fornecidas ao paciente algumas 
orientações para seu correto funcionamento, tais como:
- Ao dormir: colocar o infusor debaixo do travesseiro, ou em um local próximo 
da altura da cama. Não é recomendável pendurar o infusor na cabeceira da cama 
ou colocá-lo no chão;
- Ao tomar banho: proteger o infusor do fl uxo direto de água, bem como o fi ltro 
eliminador de ar;
- Em relação à temperatura: proteger o infusor de fontes diretasde calor e de 
temperaturas baixas, mantê-lo recoberto sobre a roupa. Para algumas marcas 
ainda é recomendável manter o restritor de fl uxo em contato com a pele;
- Ao prati car exercício fí sico: cuidar da altura do reservatório, da temperatura e 
não submeter o infusor a impactos violentos (LEVENTON, 2019).
Já o infusor com controle digital de fl uxo requer operação entre 2 e 40ºC e umi-
dade relati va entre 20 e 90%, bem como integridade fí sica (no caso de danos fí sicos 
pode deixar de operar adequadamente) e presença de bateria para seu adequado 
funcionamento. Adicionalmente, este ti po de equipamento é susceptí vel a falha na 
sua exati dão em decorrência de pressão de volta ou resistência do fl uido, o que 
depende da viscosidade do fármaco, tamanho do cateter e extensão do jogo de 
tubos (SMITHS MEDICAL, [1998?]). Desta forma, para que funcionem de maneira 
adequada, essas orientações devem ser atendidas.
O uso de dispositi vos para manipulação em sistema fechado visa prevenir a 
transferência de contaminantes ambientais para o sistema, prevenir a ocorrência de 
acidentes punctórios, e, principalmente, reduzir a exposição ocupacional do profi s-
sional durante o processo de preparo do medicamento. Essa exposição pode ocor-
rer através de respingos ou formação de aerossóis durante o desenvolvimento de 
ati vidades como reti rada de agulhas de frascos/ampolas, uso de seringas, agulhas 
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e equipos para transferir o medicamento, abertura de ampolas e expulsão de ar da 
seringa para aferição do volume exato do fármaco (SIDEROV; KIRSA; MCLAUCHLAN, 
2010; SOBRAFO, 2014; NESS et al., 2016).
A uti lização desses dispositi vos ainda apresenta como vantagem uma redução 
da contaminação da superfí cie com anti neoplásicos entre 50 e 75% (CONNOR
et al., 2002; SIDEROV; KIRSA; MCLAUCHLAN, 2010; NESS et al., 2016). De acordo 
com Simon et al. (2016) e Ness et al. (2016), houve signifi cati va diminuição da con-
taminação química do ambiente quando a manipulação foi feita com os dispositi vos 
de sistema fechado em relação ao procedimento envolvendo o uso de agulhas.
Em relação às metodologias para controle de qualidade, durante e após o pro-
cesso de preparação de anti neoplásicos, o método visual, apesar da sua fácil imple-
mentação, demonstra alta infl uência do fator humano nos seus resultados (BAZIN 
et al., 2015). Neste senti do, o emprego da gravimetria é uma alternati va vantajosa 
e de baixo custo relati vo em comparação a métodos analíti cos mais modernos, pois 
permite a detecção e prevenção de erros de dosagem normalmente não identi fi ca-
dos por meio visual e apresenta baixo tempo para obtenção dos resultados (BAZIN 
et al., 2015; TERKOLA; CZEJKA; BÉRUBÉ, 2017).
A ati vidade de preparo de fármacos anti neoplásicos é considerada de alto ris-
co, dada a grande possibilidade de erros durante o processo, além do fato destes 
fármacos serem altamente tóxicos e com um baixo índice terapêuti co. Isso reforça 
a necessidade de maior precisão em todo o processo para garanti r a segurança 
do paciente. Na tentati va de minimizar erros e também a exposição dos profi s-
sionais, tem-se avaliado o uso de tecnologias automati zadas, incluindo sistemas 
computadorizados e o uso de robôs. Massini et al. (2014) compararam o preparo 
manual de fármacos anti neoplásicos com o automati zado e encontraram menores 
variações em relação à dosagem prescrita com a uti lização de equipamento auto-
mati zado na manipulação de diferentes medicamentos. O tempo de preparo foi 
maior quando uti lizado procedimento automati zado. Em contraparti da, os custos 
associados a cada preparação foram menores por meio automati zado em compa-
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ração ao método manual, apesar do elevado custo de aquisição e manutenção do 
equipamento (aproximadamente 10 vezes maior que o manual a cada ano). Desta 
forma, os autores concluíram que ambos os métodos são acurados e precisos, 
mas que o procedimento automati zado resultou em vantagens substanciais em 
termos de qualidade e redução de custos.
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALAREStendo por atribuição privati va o preparo dos anti neoplásicos e demais medi-
camentos que possam causar risco ocupacional ao manipulador (teratogenicidade, 
carcinogenicidade e/ou mutagenicidade) nos estabelecimentos de saúde públicos 
ou privados. Nesses estabelecimentos devem ser asseguradas: a existência de pro-
fi ssional habilitado para tal práti ca, a disponibilidade de roti nas e procedimentos, 
bem como as condições adequadas de formulação, preparo, armazenagem, conser-
Descrição
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vação, transporte, dispensação e uti lização de anti neoplásicos, de modo a permiti r o 
correto gerenciamento dos resíduos oriundos da manipulação desses medicamen-
tos, em prol da segurança do farmacêuti co, do paciente, da equipe multi disciplinar 
e do meio ambiente (CRF MT, 2020; CFF, 2012).
Anti neoplásicos: Bases e Conceitos
Em 1946, o primeiro quimioterápico anti neoplásico foi desenvolvido a parti r do 
gás mostarda, usado nas duas Guerras Mundiais como arma química. Após a expo-
sição de soldados a esse agente, observou-se que eles desenvolveram hipoplasia 
medular e linfoide, o que levou ao seu uso no tratamento dos linfomas malignos. A 
parti r da publicação de estudos clínicos feitos com o gás mostarda, aliada às obser-
vações sobre os efeitos do ácido fólico em crianças com leucemias, a quimioterapia 
anti neoplásica apresentou um crescente avanço. Nas décadas de 60 e 70 iniciou-se 
a era da quimioterapia cientí fi ca, com o conhecimento da cinéti ca celular, da ação 
farmacológica dos fármacos e a introdução da poliquimioterapia (FONTES; CESAR; 
BERALDO, 2005).
A quimioterapia é o método que uti liza compostos químicos chamados quimio-
terápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes bioquímicos. Quando 
aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia anti neoplásica ou 
quimioterapia anti blásti ca. A quimioterapia do câncer uti liza-se tanto de compostos 
orgânicos quanto de complexos metálicos (BRASIL, 1993).
Atualmente, alguns quimioterápicos mais ati vos e menos tóxicos encontram-se 
disponíveis para uso na práti ca clínica. Os avanços verifi cados nas últi mas décadas, 
na área da quimioterapia anti neoplásica, têm facilitado consideravelmente a apli-
cação de outros ti pos de tratamento de câncer e permiti do maior número de curas 
(FONTES; CESAR; BERALDO, 2005).
O câncer é um conjunto de doenças causadas pela multi plicação descontrolada 
de células anormais. É a segunda maior causa de morte nos países industrializados, 
seguida das doenças cardiovasculares: uma em cada quatro pessoas adquire o cân-
cer e uma em cada cinco morrerá (FONTES; CESAR; BERALDO, 2005).
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Os três principais ti pos de tratamento do câncer são a radioterapia, a cirurgia e a 
quimioterapia, sendo este últi mo o mais estudado nas últi mas quatro décadas. Atu-
almente, a quimioterapia do câncer uti liza-se tanto de compostos orgânicos, quanto 
de compostos metálicos, podendo ser indicada antes ou após a cirurgia, ou ainda 
isoladamente, sem que haja intervenção cirúrgica. Pode ainda, dependendo de ou-
tros fatores como o ti po de tumor, a localização e o estágio da doença, ser feita em 
conjunto com outro ti po de tratamento.
Especialista em medicamentos e atuando, muitas vezes, em situações de 
alta complexidade, o farmacêutico desempenha papel de destaque, assumin-
do uma atividade de grande importância para o sucesso do tratamento do 
paciente com câncer.
Manipulação de Anti neoplásicos
A manipulação de medicamentos anti neoplásicos é ato privati vo, intransferível 
e indelegável do farmacêuti co, conforme Nota Técnica/17 emiti da pelo Conselho 
Federal de Farmácia (CFF, 2017), que objeti va alinhar conceitos e entendimentos 
acerca deste tema com os Conselhos Regionais de Farmácia (CRF), enfati zando que 
nenhum outro profi ssional de saúde, quer seja ele de nível superior, quer seja de 
nível médio, pode realizar esse ato, nem mesmo sob a supervisão do farmacêuti co.
Essa nota técnica reitera e detalha o que já está previsto na Resolução nº 623, de 
29 de abril de 2016 (CFF, 2016) e “dá nova redação ao arti go 1º da Resolução/CFF 
nº 565/12 (CFF, 2012), estabelecendo titulação mínima para a atuação do far-
macêutico na oncologia”. Este artigo 1º, alterado pela Resolução/CFF nº 640/17 
(CFF, 2017), estabeleceu como sendo atribuição privativa do farmacêutico o 
preparo dos antineoplásicos e demais medicamentos que possam causar risco 
ocupacional ao manipulador (teratogenicidade, carcinogenicidade e/ou muta-
genicidade) nos estabelecimentos de saúde públicos ou privados.
Nesta resolução, o CFF considerou a importância e a necessidade, nos estabe-
lecimentos de saúde, de se estabelecer roti nas e procedimentos e de se assegurar 
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condições adequadas de formulação, preparo, armazenagem, conservação, trans-
porte, dispensação e uti lização de anti neoplásicos e buscou garanti r o gerencia-
mento correto dos resíduos oriundos da manipulação desses medicamentos, em 
prol da segurança do farmacêuti co, do paciente, da equipe multi disciplinar e do 
meio ambiente (CFF, 2012).
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Referenciais Teóricos
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Insti tuto 
Nacional do Câncer. Coordenação de Programas de Controle de Câncer Pro-Onco). 
Controle do câncer: uma proposta de integração ensino-serviço. 2. ed. rev. atual. 
Rio de Janeiro: Pro-Onco, 1993. 239p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Insti tuto Nacional do Câncer. Estatí sti cas de câncer. 
[Rio de Janeiro]: INCA, 2020. Disponível em: htt ps://www.inca.gov.br/numeros-de-
cancer. Acesso em: 18 dez. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 288 de 21 de março de 
1996. Dispõe sobre a competência legal para o exercício da manipulação de 
drogas anti neoplásti cas pelo farmacêuti co. Diário Ofi cial da União: seção 1, 
Brasília, DF, p. 8618, 17 mai. 1996. Disponível em: htt ps://www.legisweb.com.br/
legislacao/?id=247945. Acesso em: 18 dez. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 565, de 6 de dezem-
bro de 2012. Dá nova redação aos arti gos 1º, 2º e 3º da Resolução/CFF nº 288 
de 21 de março de 1996. Diário Ofi cial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 236, 
p. 350, 07 dez. 2012. Disponível em: htt p://www.lex.com.br/legis_24042603_
RESOLUCAO_N_565_DE_6_DE_DEZEMBRO_DE_2012.aspx#:~:text=1%C2%BA%20
%2D%20%C3%89%20atribui%C3%A7%C3%A3o%20privati va%20do,de%20
sa%C3%BAde%20p%C3%BAblicos%20ou%20privado. Acesso em: 18 dez. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 623 de 29 de abril de 2016. 
Dá nova redação ao arti go 1º da Resolução/CFF nº 565/12, estabelecendo ti tula-
ção mínima para a atuação do farmacêuti co na oncologia. Diário Ofi cial da União: 
seção 1, Brasília, DF, n. 83, p. 84, 03 mai. 2016. Disponível em: htt ps://www.in.gov.
br/web/guest/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/22789847/Tipo de
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U.S. PHARMACOPEIAL CONVENTION. USP general chapter hazardous 
drugs-Handling in healthcare setti ngs. 2017. Disponível em: htt ps://www.usp.
org/sites/default/fi les/usp/document/our-work/healthcare-quality-safety/general-
chapter-800.pdf. Acesso em: 20 jun. 2020.
WILKINSON, A.S. et al. Performance testi ng protocol for closed-system transfer de-
vices used during pharmacy compounding and administrati on of hazardous drugs. 
Plos One, San Francisco, v. 13, n. 10, out. 2018. Disponível em: htt ps://pubmed.
ncbi.nlm.nih.gov/30379831/. Acesso em: 20 jun. 2020.
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AGITADOR 3D - Agitador Tridimensional
CRF - Conselho Regional de Farmácia
CSB - Cabine de Segurança Biológica
DEHP - Di (2-eti lhexil) ft alato 
EPI - Equipamento de Proteção Individual
EPC - Equipamento de Proteção Coleti va 
EV - Endovenosa
FIA - Cromatografi a com Injeção por Fluxo Contí nuo (da designação em inglês Flow 
Injecti on Analysis)
IM - Intramuscular
IP - Intraperitoneal
IPL - Intrapleural
IVES - Intravesical
LCR - Líquido Cefalorraquidiano
MADIT - Metotrexato, Citarabina e Dexametasona administrados intratecalmente.
NA - Não Aplicável
NIOSH - Nati onal Insti tute for Occupati onal Safety and Health
OSHA - Occupati onal Safety and Health Administrati on
PVC - Policloreto de Vinila (da designação em inglês Polyvinyl Chloride)
QEMB - Quimioembolização
SC - Subcutâneo
SF - Solução Fisiológica (Cloreto de Sódio 0,9%)
SG 5% - Solução Glicosada a 5%
UV/DAD - Cromatografi a líquida de alta efi ciência acoplada a detector de ultravio-
leta/arranjo de diodos. 
UV/FT-IR - Cromatografi a de ultravioleta e infravermelho transformada de Fourier.
UV/RAMAN - Cromatografi a de ultravioleta/Raman. 
VA - Via de Administração
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Apêndice 1. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti neoplásicos Convencionais
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Apêndice 1. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti neoplásicos Convencionais (conti nuação)
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Apêndice 1. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti neoplásicos Convencionais (conti nuação) 
LEGENDA: AD - água desti lada; EV - endovenosa; IM - intramuscular; IP - intraperitoneal; IPL - intrapleural; IVES - intravesical; 
NA - não aplicável; QEMB - quimioembolização; SC - subcutâneo; SF - solução fi siológica (cloreto de sódio 0,9%); SG 5% - solução 
glicosada a 5%; VA - via de administração. 
NOTA: Pode haver variação entre as Insti tuições em relação à padronização de uso do equipo simples e do equipo de bomba. 
Nesta tabela foi considerado o uso de equipo simples para administração de medicamentos cujo tempo de infusão é inferior a 
90 minutos e o uso de equipo de bomba quando o tempo de infusão é igual ou excede 90 minutos. 
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Apêndice 2. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti corpos Monoclonais e Outras Classes 
de Medicamentos Empregados em Oncologia
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Apêndice 2. Materiais Uti lizados no Preparo de Anti corpos Monoclonais e Outras Classes 
de Medicamentos Empregados em Oncologia (conti nuação)
LEGENDA: EV - endovenosa; IVES - intravesical; NA - não aplicável; SC - subcutâneo; SF - solução fi siológica (cloreto de sódio 0,9%); SG 5% - 
solução glicosada a 5%; VA - via de administração. 
NOTA: Pode haver variação entre as Insti tuições em relação à padronização de uso do equipo simples e do equipo de bomba. Nesta tabela 
foi considerado o uso de equipo simples para administração de medicamentos cujo tempo de infusão é inferior a 90 minutos e o uso de 
equipo de bomba quando o tempo de infusão é igual ou excede 90 minutos. 
Referências Bibliográfi cas:
1. Base de dados Micromedex Soluti ons 2.0
2. Bulas dos fabricantes
3. Manual de Oncologia Clínica do Brasil (MOC) - Drogas, 2018
4. Base de dados Stabilis 
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do1-2016-05-03-resolucao-n-623-de-29-de-abril-de-2016-22789791. Acesso em: 
18 dez. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução nº 640, de 27 de abril de 2017. 
Dá nova redação ao arti go 1º da Resolução/CFF nº 623/16, estabelecendo ti tulação 
mínima para a atuação do farmacêuti co em oncologia. Diário Ofi cial da União: se-
ção 1, Brasília, DF, n. 86, p. 121, 08 mai. 2017. Disponível em: htt ps://www.in.gov.
br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/20200123/do1-2017-05-
08-resolucao-n-640-de-27-de-abril-de-2017-20200075. Acesso em: 18 dez. 2020.
CFF - CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Nota Técnica: manipulação de medica-
mentos anti neoplásicos – ato privati vo intransferível e indelegável do farmacêu-
ti co. Brasília, DF: 03 out 2017. Disponível em: htt ps://www.cff .org.br/userfi les/
fi le/NOTA%20TÉCNICA%20SOBRE%20MANIPULAÇÃO%20DE%20ANTINEOPLÁSI-
COS%20VERSÃO%20FINAL%20EM%2003102017.pdf. Acesso em: 18 dez. 2020.
DRFELIPEADES.COM. Entenda o papel fundamental do farmacêuti co no tra-
tamento contra o câncer. [S. l.], 2020. Disponível em: htt p://drfelipeades.
com/2015/10/18/entenda-o-papel-fundamental-do-farmaceuti co-no-tratamento-
contra-o-cancer. Acesso em: 18 dez. 2020.
FONTES, A. P. S.; CESAR, E. T.; BERALDO, H. A química inorgânica na terapia do 
câncer. Cadernos Temáti cos de Química Nova na Escola, São Paulo, n. 6, p. 13-
18, jul. 2005. Disponível em: htt p://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/06/a05.pdf. 
Acesso em: 18 dez. 2020.
TORRE, L. A. et al. Global cancer incidence and mortality rates and trends—an 
update. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev, v. 25, n. 1, p. 16-27, jan. 2016. [DOI: 
10.1158/1055-9965.EPI-15-0578]. Disponível em: htt ps://cebp.aacrjournals.org/
content/25/1/16.long. Acesso em: 18 dez. 2020.
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Capítulo 1
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INFRAESTRUTURA
Física da Central de Manipulação
de Medicamentos Utilizados
na Terapia Antineoplásica
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Lista de Quadros 
42Quadro 1. Correlação entre as Classifi cações de Sala Limpa
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1 Introdução
2 Desenvolvimento
2.1 Característi cas Gerais
2.1.1 Área ou Sala para as Ati vidades Administrati vas
2.1.2 Áreas de Quarentena, Rotulagem e Embalagem
2.1.3 Área de Armazenamento Exclusiva para Estocagem de
Medicamentos Anti neoplásicos
2.1.4 Vesti ários de Barreira
2.1.5 Paramentação Específi ca (Antecâmara)
2.1.6 Salas de Manipulação 
2.1.7 Área de Recebimento de Medicamentos Anti neoplásicos
2.1.8 Sala de Limpeza, Higienização e Esterilização
2.1.9. Área para Inspeção do Produto Final
2.2 Parâmetros Medidos
2.2.1 Temperatura e Umidade
2.2.2 Pressão
2.3 Itens e Equipamentos Necessários
2.3.1 Lixeira com Pedal e Tampa
2.3.2. Recipiente de Transporte
2.3.3 Cabine de Segurança Biológica Classe II B2
2.4 Área Limpa
2.4.1 Filtros e Exaustão das Salas
3 Discussão
Referenciais Teóricos
Glossário (Siglas e Signifi cados)
38
39
43
44
44
44
45
45
46
47
47
48
48
48
49
49
49
50
50
51
51
52
54
57
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Capítulo 1
Infraestrutura Física da Central de Manipulação de 
Medicamentos Utilizados na Terapia Antineoplásica
1 Introdução
No início da terapia anti neoplásica não havia atuação do farmacêuti co na mani-
pulação e preparo desses medicamentos. Todo o procedimento era executado em 
ambiente aberto pela equipe de enfermagem (ROCHA; PALUCCI; ROBAZZI, 2004) 
e as informações sobre os efeitos deletérios dessa classe de medicamentos para o 
manipulador ainda eram escassas. 
Com o passar do tempo, as pesquisas comprovaram as informações sobre os 
efeitos cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos destes fármacos aos quais os 
manipuladores estavam expostos. Por esse moti vo, deu-se a necessidade de que 
a manipulação fosse realizada por profi ssionais especializados e que os locais de 
preparo ti vessem característi cas específi cas e controladas. Além disso, constatou-se 
também a necessidade de um local apropriado para que os produtos manipulados 
não fossem expostos ao risco de contaminação microbiológica e comprometi mento 
da segurança dos pacientes oncológicos (OSHA, 1999).
Com o entendimento da abrangência dos riscos envolvidos nos serviços de 
terapia antineoplásica houve a necessidade de novas normas técnicas e legisla-
ções para pautar o funcionamento seguro aos profissionais que atuam nesses 
ambientes. Desta forma, para normatizar esta atividade foi publicada a Resolu-
ção da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) 
nº 220 de 21 de setembro 2004, que estabelece os requisitos mínimos nos servi-
ços que oferecem terapia antineoplásica e outras normas complementares que 
serão citadas posteriormente.
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A execução do processo de manipulação em salas limpas e classifi cadas, com 
adoção de medidas de biossegurança e técnica assépti ca, é imprescindível para 
minimizar a exposição do profi ssional farmacêuti co e do paciente aos riscos ine-
rentes aos anti neoplásicos e, também, tem a fi nalidade de garanti r um produto 
fi nal de qualidade e estéril (OSHA, 1999). A construção de uma área limpa, com 
condições de temperatura e umidade controladas, é importante para a manuten-
ção da estabilidade fí sico-química do produto manipulado e propicia a conserva-
ção por um período maior de tempo (ABNT, 2005). A possibilidade de estender 
o prazo de validade dos anti neoplásicos pode resultar em economia para a ins-
ti tuição com redução de custos na aquisição de medicamentos e economiapela 
preparação centralizada (USP, 2008).
Este capítulo trata dos requisitos relati vos à estrutura fí sica da central de ma-
nipulação de medicamentos anti neoplásicos com base em normas técnicas nacio-
nais e internacionais. Tais normas dispõem sobre as boas práti cas farmacêuti cas 
envolvidas nos processos de aquisição, recebimento, armazenamento, conservação, 
limpeza, manipulação e dispensação em serviços de terapia anti neoplásica com o 
objeti vo de descrever a infraestrutura fí sica da central de preparo, estabelecendo os 
requisitos estruturais e fí sicos para garanti r a segurança do profi ssional e a qualida-
de do produto manipulado (ASHP, 2002).
2 Desenvolvimento
A estrutura fí sica dos serviços de terapia anti neoplásica, sejam públicos ou priva-
dos e de pequeno ou grande porte, devem adequar-se aos requisitos estabelecidos 
na RDC ANVISA nº 220, de 21 de setembro 2004, em conformidade com a RDC 
ANVISA nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, e, ainda, outras resoluções específi cas 
(ESCOBAR, 2008). É importante ressaltar que, embora esses documentos tenham 
abrangência nacional, seguir as exigências sanitárias específi cas de cada Estado é 
fundamental, visto que o órgão fi scalizador é estadual e pode estabelecer critérios 
mais rígidos (ESCOBAR, 2008).
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A infraestrutura física da central de manipulação visa manter a qualidade 
físico-química e microbiológica do produto final e a segurança ocupacional 
do profissional farmacêutico (BRASIL, 2007). Além disso, permite a redução 
de custos com a centralização do preparo e reaproveitamento dos medica-
mentos e garante, com a padronização das técnicas de manipulação e di-
luição, maior segurança ao paciente. A central de manipulação de terapia 
antineoplásica oferece muitas vantagens como: proteção efetiva pessoal e 
ambiental; segurança terapêutica pela verificação do farmacêutico e pro-
cedimentos executados com técnica asséptica de manipulação; condições 
otimizadas de espaço e técnica de trabalho; efetivo controle de estoque e 
de sobras de medicamentos; controle de geração de resíduos; exposição dos 
demais profissionais da equipe restrita à etapa de administração dos medi-
camentos (ESCOBAR, 2008).
A manipulação de produtos estéreis envolve três níveis de risco (baixo, 
médio e alto) de acordo com o tipo e infraestrutura disponível para o pro-
cesso. Os profissionais de saúde são responsáveis por determinar as práticas 
e requisitos de qualidade processual e ambiental necessários para o nível de 
risco atribuído a cada preparação estéril específica. Esses níveis de risco apli-
cam-se à qualidade dos produtos imediatamente após a preparação asséptica 
final, devendo ser levados em consideração: armazenamento e transporte 
subsequentes, aumento dos riscos de degradação química, contaminação por 
danos físicos, permeabilidade das embalagens plásticas e contaminação mi-
crobiana (USP, 2008).
Muitos processos são benefi ciados pelo controle da contaminação do ar, como 
a manipulação de produtos estéreis. As salas limpas e os ambientes controla-
dos proporcionam o controle da contaminação por partículas em suspensão 
no ar, em níveis apropriados e específicos, para o desempenho de atividades 
sensíveis à contaminação por particulados ou não, ou por micro-organismos. 
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Com o objetivo de prevenção de contaminação cruzada e descontaminação 
de partículas viáveis e não viáveis na produção de soluções estéreis, as salas 
limpas permitem uma redução de partículas em suspensão no ar para garantir 
um ambiente apropriado (ISO 14644-1) para manipulação de medicamentos 
antineoplásicos (ABNT, 2005).
Diversas normas, legislações e guias de boas práticas de fabricação (Good 
Manufacturing Practice - GMP) são normalmente utilizados para a classifica-
ção de áreas limpas. Segundo Krippner (2010), estes documentos utilizam ter-
minologias e conceitos diferentes para classificação destas áreas e possuem 
algumas diferenças entre os limites máximos admissíveis (Quadro 1). Na clas-
sificação de áreas limpas, segundo a norma americana U.S. Federal Standard 
209, a classe era definida como o número máximo de partículas em suspen-
são no ar ≥ 0,5 µm por pé cúbico permitido para uma sala limpa de uma de-
terminada classe como 100, 10000 ou 100000. Posteriormente, esta norma 
foi substituída pela ISO 14644 na qual o número da classe está relacionado 
com partículas de 0,1 µm e designada como Classe 5, 6, 7 ou 8. A classifi-
cação de área limpa segundo a EudraLex Volume 4 – EU Guidelines to Good
Manufacturing Practice (EUGMP) em grau A, B, C ou D foi revisada em 2008 
e estabelece os limites para as partículas em suspensão no ar, nos estados 
ocupacionais “em repouso” e “em operação”, e os limites para a contaminação 
microbiológica durante o monitoramento “em operação” (MARTINS, 2002). A 
Organização Mundial da Saúde (OMS) adota a classificação EUGMP para áreas 
limpas, assim como a RDC ANVISA nº 210, de 4 de agosto de 2003, que classi-
fica as áreas em grau A, B, C ou D na fabricação de produtos estéreis, conforme 
as características de qualidade do ar. Dessa forma, as características exigidas 
para a qualidade do ar em relação ao número de partículas devem ser regular-
mente avaliadas (BRASIL, 2003).
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FS 209
 
 
-
1
100
10000
100000
ISO 14644
 
 
-
ISO 5
ISO 6
ISO 7
ISO 8
EU GMP
 
 
-
Classe A e B
-
Classe C
Classe D
-
1
7
10
100
Máximo de partí culas/m³ igual ou 
maior que o tamanho especifi cado
Em repouso
0,5µ
3520
35200
352000
3520000
Em operação
0,5µ
3520
-
3520000
Não defi nido
Níveis máximos de micro-orga-
nismos ati vos no ar (UFC/m³)
Fonte: KRIPPNER, 2010
Quadro 1. Correlação entre as Classifi cações de Sala Limpa
Para o processo assépti co de produção de medicamentos é necessário um am-
biente classifi cado de acordo com o nível de risco do produto. A área limpa para 
manipulação de injetáveis compreende um conjunto de salas classifi cadas em níveis 
de limpeza do ar, parti ndo do menos limpo para o mais limpo, no caso, a sala de 
manipulação. Para garanti r isto é necessário, além do ar controlado, que fatores 
como vesti menta e comportamento em sala sejam de tal forma que minimizem a 
geração de partí culas. Para ter acesso à sala de manipulação é necessário atravessar 
um conjunto de salas classifi cadas para assegurar o nível de limpeza exigido: Classe D 
para paramentação e higienização de insumos, Classe C para a sala de manipulação 
e Classe A para a Cabine de Segurança Biológica (KRIPPNER, 2010).
A construção das instalações de uma área limpa deve estar de acordo com as 
especifi cações do projeto, levando em consideração todos os requisitos relevantes 
do produto e do processo em conjunto com o controle de contaminação, devendo 
atender a requisitos, tais como, regulamentos de construção, de meio ambiente e 
de segurança e diretrizes das boas práti cas de fabricação. Os métodos de limpeza e 
a determinação e aprovação do nível de limpeza alcançado, devem ser defi nidos e 
documentados no plano da qualidade. As condições para o processo de manipulação 
assépti co devem ser validadas antes doinício das operações: sistemas de insufl amento 
de ar da área limpa, temperatura e umidade, funcionamento da cabine, assegurando 
que a área atenda aos requisitos. A validação deve ser repeti da nos casos de reformas, 
reparos ou manutenção da área ou dos equipamentos (WHO, 2009).
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Em ambientes onde a assepsia é uma necessidade em tempo integral, a planici-
dade da superfí cie e a integração entre os elementos de construção, a facilidade de 
higienização, a resistência aos agentes químicos uti lizados, a baixíssima aderência de 
partí culas carregadas pelo ar e a não liberação de partí culas de sua superfí cie são 
característi cas fundamentais (KRIPPNER, 2010).
2.1 Característi cas Gerais
Com o aperfeiçoamento das tecnologias em saúde, estudos comprovam que a 
exposição e manipulação dos medicamentos anti neoplásicos em ambiente aberto 
pode contribuir para um maior risco ocupacional do manipulador a agentes com-
provadamente cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos (SANTOS et. al., 2019). 
A preparação de medicamentos anti neoplásicos em ambiente aberto consti tui não 
só risco de contaminação microbiológica do medicamento, o que pode representar 
um risco sério ao paciente que vai recebê-lo, mas também risco para o manipulador 
e para o ambiente circundante à preparação, pois, nesse caso, não há equipamento 
técnico adequado que promova a proteção de ambos. Com base nessas informações, 
quanto à segurança do paciente e do manipulador, legislou-se sobre o assunto e o 
resultado foi a RDC nº 220 ANVISA, de 21 de setembro de 2004, que estabelece os 
requisitos mínimos nos serviços que oferecem terapia anti neoplásica, sendo, atual-
mente, a principal norma desti nada a esse fi m.
Para garanti r a esterilidade dos medicamentos produzidos pela central de mani-
pulação de anti neoplásicos e a mínima exposição possível do manipulador segue-se 
a norma brasileira aprovada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), 
Norma Brasileira Regulamentadora (NBR) da família ISO 14644. Segundo essa norma 
(Parte 1) e a RDC ANVISA 67, de 8 de outubro de 2007 (BRASIL, 2007), sala limpa ou 
sala classifi cada é aquela onde a contaminação por partí culas viáveis e não viáveis é 
controlada e cuja construção e infraestrutura fí sica devem minimizar a introdução, 
geração e retenção de contaminantes em seu interior. Além disso, sala limpa requer 
que outros parâmetros como temperatura, umidade e pressão, sejam controlados, 
conforme norma ABNT NBR 7256.
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A estrutura mínima para uma central de manipulação de anti neoplásicos está 
descrita nas RDC ANVISA nº 50/2002, nº 220/2004 e 67/2007, e deve possuir:
- Área ou sala para as ati vidades administrati vas;
- Área de quarentena e rotulagem (conferências, dupla checagem do produto 
manipulado e inspeção do produto);
- Área de dispensação;
- Área de armazenamento exclusiva para estocagem de medicamentos anti neoplásicos;
- Vesti ários de barreira;
- Vesti ário de barreira para paramentação (antecâmara) provido de área para 
higienização das mãos;
- Área de armazenamento temporário de resíduos;
- Sala exclusiva para preparação de medicamentos para terapia anti neoplásica;
- Cabine de Segurança Biológica (CSB) Classe II B2, que deve ser instalada seguindo 
as orientações conti das na RDC ANVISA nº 50/2002;
- Área de recebimento de medicamentos anti neoplásicos;
- Sala de higienização e insumos;
- Área para inspeção visual do produto manipulado.
2.1.1 Área ou Sala para as Ati vidades Administrati vas
A farmácia deve dispor de área ou sala para as ati vidades administrati vas e arquivos de 
documentação como prescrições, registros e Procedimentos Operacionais Padrão (POP).
2.1.2 Áreas de Quarentena, Rotulagem e Embalagem
A área desti nada à quarentena, rotulagem e embalagem das preparações deve ser 
sufi ciente para garanti r as operações de forma racional e ordenada (BRASIL, 2007).
2.1.3 Área de Armazenamento Exclusiva para Estocagem de Medicamentos 
Antineoplásicos
Somente pessoas autorizadas devem ter acesso a esta área, que deve ter capa-
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cidade sufi ciente para assegurar a estocagem ordenada das diversas categorias de 
matérias-primas, medicamentos ou produtos manipulados, quando for o caso. 
A área ou sala de armazenamento deve ser manti da limpa, seca e em temperatura 
e umidade compatí veis com os produtos armazenados. Estas condições de tempera-
tura e umidade devem ser defi nidas, monitoradas e registradas diariamente ou de 
acordo com os Procedimentos Operacionais Padrão (BRASIL, 2007). 
Os medicamentos, as soluções diluentes de grande volume, os materiais e pro-
dutos manipulados devem ser armazenados sob condições apropriadas de modo a 
preservar sua identi dade, integridade e qualidade. 
Deve-se dispor de área ou local segregado e identi fi cado que permita a esto-
cagem, em condições de segurança, de medicamentos, materiais em quarentena, 
reprovados, devolvidos, com prazo de validade vencido e produtos manipulados, 
quando for o caso.
2.1.4 Vesti ários de Barreira
O vesti ário das salas de diluição de quimioterápicos deve possuir lava-olhos, além 
do lavatório e da área de paramentação. De acordo com a Norma Regulamentadora 
(NR) nº 32, que regulamenta a segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos 
de saúde, o vesti ário deve dispor de: a) pia e material para lavar e secar as mãos; 
b) lava-olhos, o qual pode ser substi tuído por uma ducha higiênica; c) chuveiro 
de emergência; d) equipamentos de proteção individual e vesti mentas para uso e 
reposição; e) armários para guarda de pertences; f) recipientes para descarte de 
vesti mentas usadas (BRASIL, 2005).
É necessário possuir áreas limpa e suja estanques, assim chamadas por abrigarem 
funcionários, equipamentos e roupas em contato ou não com material contaminado 
e com entradas e saídas independentes.
2.1.5 Paramentação Específi ca (Antecâmara)
A antecâmara deve possuir câmaras fechadas e ter, preferencialmente, dois am-
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bientes para troca de roupa, com barreira que separe o local menos limpo do local 
onde o manipulador irá colocar a roupa estéril.
As portas de acesso à sala de paramentação e a sala limpa devem possuir dis-
positi vos que impeçam a abertura simultânea, com sinalização sonora ou luminosa 
quando isso ocorrer. 
O ar não precisa ser classifi cado. É necessária a existência de lavatório que dispense 
o contato das mãos para abertura e fechamento, sabonete líquido ou anti ssépti co, 
recurso para secagem das mãos e lava-olhos (BRASIL, 2007).
A sala de paramentação deve ser venti lada, com ar fi ltrado, e possuir diferencial depressão positi va em relação à sala de manipulação, formando um efeito de barreira 
ti po bolha, com a intenção de impedir que o ar externo e não classifi cado entre na 
sala de manipulação e que o ar da sala classifi cada, possivelmente com contaminan-
tes químicos ati nja o meio externo (SOBRAFO, 2014). O sistema de ar fi ltrado deve 
assegurar que o fl uxo de ar não espalhe partí culas no ambiente. O ar injetado nas 
áreas classifi cadas deve ser fi ltrado por fi ltros HEPA.
2.1.6 Salas de Manipulação 
Nas salas de manipulação, todas as superfí cies devem ser revesti das de material re-
sistente aos agentes saniti zantes, lisas e impermeáveis para evitar acúmulo de partí culas 
e micro-organismos, possuindo cantos arredondados. Não podem ser usadas portas 
corrediças. As tubulações instaladas nesses locais devem ser embuti das na parede.
A farmácia deve possuir sala exclusiva para manipulação e fracionamento de 
citostáti cos, de acesso restrito aos profi ssionais diretamente envolvidos, dotada de 
fi ltros de ar para retenção de partí culas e micro-organismos, garanti ndo os níveis 
recomendados - Classe ISO 5 (100 partí culas/pé cúbico de ar - Classe A) para o fl uxo 
laminar e área Classe ISO 7 (Classe C) para a sala de preparo (BRASIL, 2007).
A sala para preparação de medicamentos para terapia anti neoplásica deve possuir 
área mínima de 5m2 por Cabine de Segurança Biológica. Na sala de manipulação não 
é permiti do o uso de pia e ralo, mesmo sifonados.
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Todas as operações devem ser realizadas na Cabine de Segurança Biológica 
Classe II B2 que deve ser instalada seguindo as orientações contidas na RDC
ANVISA nº 50, de 21 de fevereiro de 2002.
A sala de manipulação deve possuir sistema de insufl amento de ar exclusivo e rede 
elétrica diferenciada dos demais com tensão diferenciada e aterramento.
2.1.7 Área de Recebimento de Medicamentos Anti neoplásicos
O local deve disponibilizar apoio seguro e fi rme, palete para evitar contato da 
embalagem do medicamento com o piso, controle de temperatura e de umidade. Os 
medicamentos devem ser inspecionados no recebimento para verifi car a integridade 
fí sica da embalagem e as informações dos rótulos.
2.1.8 Sala de Limpeza, Higienização e Esterilização
A sala desti nada à higienização de medicamentos, produtos farmacêuti cos e pro-
dutos para saúde uti lizados na manipulação de produtos estéreis, deve ser separada 
e possuir classifi cação ISO 8 (100.000 partí culas/pé cúbico de ar).
A sala deve ser contí gua à área de manipulação e possuir passagem de dupla porta 
para garanti r segurança na entrada de materiais, além disso, deve “dispor de meios 
e equipamentos para limpeza e desinfecção dos materiais antes de sua entrada na 
sala de manipulação” (BRASIL, 2007).
Antes do processo de desinfecção para entrada na área de manipulação, todos os 
produtos devem ser inspecionados visualmente para verifi car a sua integridade fí sica, 
ausência de partí culas e as informações dos rótulos de cada unidade do lote.
Todos os produtos e recipientes que forem uti lizados na manipulação de anti -
neoplásicos devem ser limpos e desinfetados antes da entrada na sala onde o pro-
cedimento será realizado.
Os produtos em estoque no depósito de material de limpeza (DML) devem ser 
armazenados em área específi ca, designada e identi fi cada para esta fi nalidade, e sua 
lavagem pode ser realizada no mesmo local (BRASIL, 2007).
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Toda a área deve ser protegida contra a entrada de aves, insetos, roedores ou 
outros animais e poeira. Deve haver “Programa de Controle Integrado de Pragas e 
Vetores”, com os respecti vos registros da aplicação de produtos realizada por em-
presa licenciada para este fi m, perante os órgãos competentes. Os ralos devem ser 
sifonados e com tampas escamoteáveis.
Os ambientes devem possuir superfí cies internas (pisos, paredes e teto) lisas e imper-
meáveis, sem rachaduras, resistentes aos agentes saniti zantes e facilmente laváveis. 
A sala de higienização de insumos deve ser adjacente e comunicar-se com a 
sala de manipulação através de passadores intertravados. Conforme consta na RDC
nº 67/2007, a sala deve ser ISO classe 8 (Grau D: 100.000 partí culas/pé cubico de 
ar). E o teste para verifi cação de partí culas deve ser feito anualmente segundo a ISO 
14644-1 (BRASIL, 2007). 
É necessário que as áreas e instalações sejam adequadas e sufi cientemente 
organizadas para o desenvolvimento das ati vidades, de modo a evitar os riscos de 
contaminação e garanti r a sequência das operações. Além disso, a iluminação e a 
venti lação precisam ser compatí veis com as etapas e materiais manuseados nos 
procedimentos e devem existi r sistemas e equipamentos para combate a incêndio, 
conforme legislação específi ca (BRASIL, 2007).
2.1.9 Área para Inspeção do Produto Final
Deve existi r área específi ca para revisão dos produtos envasados, com condições 
de iluminação e contraste adequadas à realização da inspeção.
A inspeção visual do produto fi nal deve ser feita observando-se a existência de perfu-
rações e/ou vazamentos, corpos estranhos ou precipitações na solução (BRASIL, 2004).
2.2 Parâmetros Medidos
2.2.1 Temperatura e Umidade
Sala limpa requer que os parâmetros de temperatura e umidade sejam controlados. A 
manutenção das condições termo higrométricas em níveis ideais inibe a proliferação de 
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micro-organismos, favorecidos pela alta umidade; garante a estabilidade fí sico-química 
dos medicamentos em frascos, ampolas e diluídos após a manipulação; e, devido à 
natureza das roupas uti lizadas, mantém a temperatura na faixa de conforto para os 
profi ssionais e reduz a contaminação pessoal produzida. As salas de manipulação e a 
área ou sala de armazenamento precisam ser manti das com temperatura e umidade 
adequadas para os medicamentos manipulados e armazenados. A temperatura e a 
umidade devem ser monitoradas e mensuradas, através de termômetros, higrômetros 
ou termo-higrômetro (aparelho que realiza a medida de temperatura e da umidade 
relati va) devidamente calibrados. No geral, a temperatura ambiente de armazenamento 
de medicamentos deve fi car na faixa de 15 ºC a 30 ºC, sendo o limite ideal de conforto 
até 23 ºC, já para medicamentos refrigerados a faixa de temperatura é 2 ºC a 8 ºC; a 
umidade deve ser manti da em torno de 40 a 70%. A norma ABNT NBR 7256, que trata 
do tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS), estabelece 
para a sala de manipulação de anti neoplásicos a temperatura entre 21 ºC e 24 ºC e a 
umidade relati va entre 40 e 60%.
2.2.2 Pressão
Salas que apresentam diferenciais de pressão devem possuir indicadores que re-
gistrem as pressões conforme o recomendado e um sistema de aviso deve funcionar 
para que as falhas sejam alarmadas. É ideal que o diferencial de pressão entre salas 
limpas esteja na faixa entre 5 Pa a 20 Pa para evitar que na abertura das portas ocor-
ram fl uxos cruzados devido à turbulência. O diferencial de pressão entre ambientes 
vizinhos é obti do através do insufl amento de ar maior ou menor que a reti rada por 
meios mecânicos, para obter pressão positi va ou negati va respecti

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