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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS 
Faculdade de Engenharia Civil 
Curso de Arquitetura e Urbanismo 
AU 113 – TEORIA E PROJETO III: Fatores do 
Projeto 
 
 
Profª Dra. Sílvia Mikami Pina 
Profª MsC. Ana Maria Reis de Góes Monteiro 
 
Projeto III – Pequeno Conjunto Habitacional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- CARTILHA DE ACESSIBILIDADE - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Equipe: Cinthia Kawe Wu RA 
015705 
 Ludmila de Melo 
Portella 
RA 
016674 
 Paulo Augusto 
Schiavon 
RA 
017067 
 Sara Beloti 
Ferreira 
RA 
017339 
 
 
 2
Índice 
 
Introdução 
 
Acessórios para Sanitários e Vestiários 
Áreas Molhadas 
Bacias Sanitárias 
Balcões e Mesas 
Banheiras 
Barras de Apoio 
Bebedouros 
Boxe do Chuveiro 
Boxe para Bacia 
Circulação em Ruas, Calçadas e Rampas 
Comandos 
Comunicação Sonora 
Comunicação Tátil 
Comunicação Visual 
Cores 
Corrimãos 
Cozinha 
Elevadores 
Entradas e Saídas 
Escadas e Degraus 
Estacionamentos 
Iluminação 
Janelas 
Lavatórios 
Locais de Reunião 
Máquinas de Atendimento Automático 
Mictórios 
Patamares 
Piscinas 
Pisos 
Plataformas Móveis 
Portas 
Posicionamento de Mobiliário 
Rampas 
Sanitários 
Sinalização 
Telefones 
Vegetação 
Vestiários 
 
Bibliografia 
Serviço 
 
 3
INTRODUÇÃO 
 
Entende-se por democracia a igualdade de 
direitos e deveres, o exercício pleno da 
cidadania. Entretanto, a maioria das pessoas 
limita-se a estender este exercício somente 
no plano jurídico e esquecem que os sítios 
urbanos fazem parte da vida da sociedade e 
portanto, a apresentação e seus mecanismos de 
acessibilidade tornam-se parte da prática da 
cidadania. Ou seja, a construção de espaços 
públicos, equipamentos urbanos e residências 
que permitam o acesso adequado para pessoas 
portadoras de alguma deficiência física. 
Foi pensando nestas pessoas e em sua 
integração com a sociedade que adotamos então 
a arquitetura universal como nossa principal 
ferramenta para a elaboração do Conjunto 
Habitacional (Projeto III). 
 
- Arquitetura Universal ou Desenho 
Universal: Seu conceito está fundamentado 
na priorização da inclusão de forma a 
garantir que TODOS possam utilizar todos 
os componentes da cidade, desde o uso de 
um telefone público para uma pessoa em 
cadeira de rodas até o redimensionamento 
de entradas e circulação em geral de 
espaços públicos e privados. 
Inicialmente o conceito de Desenho 
Acessível foi elaborado para enfocar a 
eliminação de barreiras arquitetônicas nos 
projetos de edifícios, equipamentos e 
áreas. Depois o conceito evoluiu para o 
Desenho Universal, pois passou a considerar 
não só o projeto, mas principalmente a 
diversidade humana e desta forma, garantir 
a acessibilidade a todos os componentes do 
ambiente. 
 
 4
Dentro desta doutrina na arquitetura vamos 
expor no partido alguns conceitos 
importantes para a elaboração de nosso 
projeto. 
 
1- Acessibilidade: Tornar o espaço 
acessível é eliminar barreiras físicas, 
naturais ou de comunicação, no equipamento 
e mobiliário urbano, nos edifícios e seu 
mobiliário, nas modalidades de transportes 
públicos que empeçam ou dificultem a livre 
circulação de qualquer pessoa. 
As barreiras são obstáculos que dificultam, 
principalmente, a circulação de idosos e de 
pessoas com deficiência, entendendo-se 
aquelas que andam em cadeiras de rodas, com 
muletas ou bengalas, que tem dificuldade de 
locomoção, que possuem redução ou perda 
total de visão ou audição e, até mesmo, os 
indivíduos que apresentam redução na 
capacidade intelectual. 
Quando estes obstáculos estão nas 
construções são chamados de barreiras 
arquitetônicas e quando estão nas ruas e 
praças e em todos os ambientes abertos são 
chamados de barreiras urbanísticas. 
Principalmente para os deficientes 
auditivos, visual e mental a barreira da 
comunicação é o grande obstáculo para a sua 
integração. Além da comunicação, o que se 
nota é que não há muita preocupação em se 
projetar objetos, edifícios, espaços e 
transportes cujo desenho seja acessível às 
pessoas portadores de deficiência e idosos, 
para assegurar a sua integração ao meio 
que os cerca e conseqüentemente com a 
sociedade. 
 
 5
Ë então que entra em cena o Desenho 
Universal como agente viabilizador da 
inclusão. É esta doutrina arquitetônica que 
vai fornecer conhecimento e ferramentas 
para os profissionais da área na construção 
e modificação dos sítios urbanos. 
“Se a idéia do desenho universal for 
absorvida pelas pessoas, teremos no futuro 
tudo adaptado, pois todos irão preferir, já 
que os equipamentos e percursos tornam-se 
mais agradáveis”. Explica Adriana Romero 
de Almeida Prado, arquiteta urbanista, 
técnica da Fundação Prefeito Faria Lima- 
CEPAM. 
 
2- A Relação Custo/Benefício: Um ambiente 
acessível é melhor e mais seguro para 
todos e segundo os técnicos, se as 
adaptações são incorporadas durante a 
elaboração do projeto, o custo normalmente 
não ultrapassa a 2%. Ao oferecermos esta 
acessibilidade a todas as pessoas, estamos 
tornando a vida delas mais independente e 
segura não só a atividades rotineiras como 
também a sua inclusão no mercado de 
trabalho. 
Segundo Adolf Ratzka, presidente do Centro 
de Vida Independente de Estocolmo e 
deficiente físico, os efeitos das barreiras 
arquitetônicas são duplos porque afetam a 
vida diária de cada um de nós, num momento 
ou noutro, e servem como mecanismo para 
determinar que alguns de nós sejamos 
escolhidos para uma existência em 
instituições ou outras instalações 
segregadas. 
Esta postura pela acessibilidade para todos 
já vem de uma longa data e já atingiu o 
nível mundial há três décadas. A sua 
 
 6
importância tem sido comprovada cada vez 
mais já que uma solução que atende a um tipo 
de necessidade pode dificultar outro 
indivíduo. 
Portanto, faz-se necessário que sejam 
incluídos na base de formação de 
arquitetos, urbanistas e engenheiros 
conceitos de organização e dimensionamento 
dos espaços públicos e privados que 
permitam o livre acesso a todos os 
indivíduos. 
Assim, temos que eliminar obstáculos 
físicos das calçadas, construir rampas e 
rebaixar as guias, para possibilitar o 
deslocamento dos deficientes físicos, mas 
sem fazê-los totalmente, pois isso 
desorientaria os deficientes visuais, que 
precisam de referências táteis. Há também a 
necessidade de piso com textura 
diferenciada, no início e no fim das 
rampas, para que o deficiente visual saiba 
quando começa a pisar no leito da rua. É 
preciso também colocar uma sinalização que 
avise o cego quando ele se depara com uma 
escada ou um telefone. 
Para os portadores de deficiência auditiva 
e mental, as grandes dificuldades passam 
por compreender e serem compreendidos. Uma 
uniformização da comunicação visual um 
princípio fundamental para facilitar o 
entendimento, inclusive entre as pessoas 
sem deficiências sensoriais. Os símbolos 
devem ser suficientemente claros e 
padronizados para que possamos utilizá-los 
em qualquer parte do mundo. 
Estes e outros procedimentos serão 
colocados durante a explicação da execução 
do projeto. 
 
 7
 Queremos enfatizar a importância desta 
doutrina arquitetônica para mudar não só a 
forma de pensar e realizar os projetos, mas 
de todos os cidadãos de forma a ver o quão 
necessário é a inclusão da acessibilidade a 
todos em qualquer espaço. 
Colocar situações especiais contribui para 
a segregação e a discriminação, e é o que 
acontece muitas vezes em certas soluções de 
adaptabilidade. Assim, no lugar de se 
construir, num edifício, uma entrada 
especial para os portadores de deficiência 
(que geralmente fica ao lado ou nos fundos), 
teremos uma entrada acessível, com rampas e 
corrimãos, que facilitam o projeto e que 
todos poderão utilizar. Segundo o arquiteto 
Edward Steinfeld, “o desenho não é uma 
tecnologia voltada apenas aos que dele 
necessitam; é desenhado para todas as 
pessoas”. Deve ser atraente; ter componentes 
estéticos fortes. A idéia do desenho 
universal é evitar a necessidade de 
construir ambientes e produtos especiais 
paraas pessoas com deficiência, como locais 
de acesso e assentos visivelmente colocados 
sem uma comunicação com a construção, mas 
construir locais com medidas antropométricas 
que considerem todos, pessoas altas, baixas, 
gordas, magras, sentadas, em pé, com 
dificuldades motoras e sensoriais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esperamos que, a partir dos dados aqui 
apresentados e desta nossa tentativa de 
conscientização a respeito da necessidade do 
uso do desenho universal, cada um passe a 
levar em conta, na execução ou mesmo na 
análise de um projeto, a questão da 
acessibilidade nas edificações e do 
mobiliário urbano à pessoa deficiente. 
 
 
A Equipe 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 9
População portadora de deficiência no Brasil 
Tipo de deficiência Pessoas 
Cegueira 145.857 
Surdez 173.579 
Hemiplegia* 208.572 
Paraplegia 201.592 
Tetraplegia 46.998 
Falta de membro(s) ou parte(s) 145.168 
Mental 658.917 
Mais de uma deficiência 87.071 
Total de deficientes 1.1667.754 
Nenhuma das deficiências 
numeradas ou não portadoras 
144.616.762 
Não declararam na pesquisa 531.234 
Total da população brasileira 146.815.750 
*Paralisia total ou parcial e um dos hemisférios do corpo 
(direito ou esquerdo) 
Fonte: IBGE / censo de 1991 
 
dimensões da cadeira de rodas com usuário 
 
 10
 
dimensões básicas da cadeira de rodas 
 
alcance manual frontal de uma pessoa em cadeira de 
roda 
 
 
 11
 
alcance manual lateral da mesma pessoa 
 
ACESSÓRIOS PARA SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS 
 
• Saboneteira e toalheiro com altura de 
1,00m do piso. 
• Registro de gaveta com altura de 1,20m do 
piso. 
• Espelhos: borda inferior de 0,90m a 1,10m 
do piso. Neste último caso, usar 
inclinação de 10º. 
• Cabideiros: altura de 1,20m do piso. 
• Armários: altura inferior de 0,30m e 
superior de 1,20m em relação ao piso. 
• Puxadores e maçanetas: altura entre 0,80m 
e 1,00m do piso. 
• Papeleira: altura de 0,40m do piso e 
distância de 0,15m da face frontal da 
bacia. 
 
 
 
 
 
 
 12
ÁREAS MOLHADAS 
 
• Pisos antiderrapantes. 
• Barras de apoio em volta da pia, do 
mictório, do vaso sanitário e no interior 
do Box ou da banheira. A altura prevista, 
de acordo com a utilização fica em torno 
de 0,76m e 1m. 
• Não deve haver gabinetes sob os 
lavatórios. 
• Eletrodomésticos devem ser rebaixados. 
• Misturadores de água mais adequados são 
aqueles que possuem uma canopla. 
• Uma alteração sutil está no espelho, com 
inclinação de 10° para baixo. 
• No Box, o trilho deve ser integrado ao 
piso, para não criar um degrau. 
• Debaixo do chuveiro, pode-se colocar um 
banco retrátil para a pessoa tomar banho 
sentada e ter acesso aos comandos de água. 
• Em banheiras e piscinas, a norma prevê a 
colocação de um banco de transferência. 
• No espaço interno, deve haver um círculo 
imaginário de 1,5m de diâmetro no meio do 
banheiro. 
• Ao lado do vaso deve haver uma área de 
80cm de largura, para que a cadeira de 
roda dobrada possa ser acomodada. 
 
 13
 
metais sanitários da Deca 
 
BACIAS SANITÁRIAS 
 
• Possuir pelo menos 5% do total de peças ou 
uma peça adaptada. 
• Instalação a uma altura de 0,46m, medida 
da borda superior do vaso até o piso. 
• Válvula de descarga de alavanca, com 
altura máxima de 1,00m do piso. Deve ser 
acionada com leve pressão. 
• Barras horizontais: fixadas a 0,76m do 
piso, comprimento mínimo de 0,90m e 
distantes da face lateral da bacia no 
máximo 0,24m. 
• Barra lateral de apoio: deve avançar 0,50m 
em relação ao limite frontal da bacia. 
 
 14
• Área de transferência lateral, diagonal e 
frontal para usuários em cadeiras de 
rodas. 
 
 
Área de transferência e aproximação 
 
BALCÕES E MESAS 
 
• Em ambientes comerciais, devem ter um 
trecho rebaixado com altura máxima de 80 
cm na face superior e altura livre de 
0,70m para o atendimento de pessoas em 
cadeiras de rodas. 
• No escritório, as mesas não devem possuir 
gaveta nem pés no meio da bancada. 
• Escrivaninhas em forma de “L” minimizam os 
deslocamentos. 
• Mesa: o mesmo parâmetro de altura 
estabelecido para os balcões. 
• Área de aproximação frontal com altura 
livre de 0,70m. 
 
 
 15
 
balcão ou mesa de atendimento: altura máxima de 
0,80m e área de aproximação para usuários de cadeira 
de rodas 
 
 
 16
BANHEIRAS 
 
• Altura de 0,46m do piso. 
• Registros do tipo monocomando, acionados 
por alavanca e posicionados lateralmente à 
banheira: altura máxima de 0,30m da sua 
face externa superior. 
• Banco de auxílio à transferência nivelado 
com a sua cabeceira: profundidade de 
0,45m, comprimento igual à extensão da 
cabeceira. 
• Barra horizontal fixada na parede lateral: 
0,20m de distância da banheira e 
comprimento de 0,90m. 
• Barra vertical fixada na parede do fundo 
do banco: 0,20m de distância da banheira e 
comprimento de 0,90m. 
• Distância máxima entre barras de 0,70m. 
• Área de transferência lateral para a 
pessoa em cadeira de rodas. 
 
 
 
 
 17
 
 
 
banheiras e barra de apoio 
 
BARRAS DE APOIO 
 
• Seção circular mínima de 3,5cm e máxima de 
4,5cm. 
• Distância da parede: mínima de 4,0cm. 
• Feitas com material resistente, com bordas 
arredondadas e fixadas nas paredes. 
 
BEBEDOUROS 
 
• Área de aproximação frontal para pessoas 
em cadeiras de rodas. 
• Dispositivos de acionamento do tipo 
alavanca. 
• Bacias, bicas e comandos: altura de 0,80m. 
 
 18
 
 
 
BOXE DO CHUVEIRO 
 
• Dimensões de 0,90m x 1,10m, para 
transferências externas. 
• Dimensões de 1,25m x 1,10m, para 
transferências internas. 
• Desnível máximo de 1,5cm. 
• Banco de auxílio à transferência nivelado 
com sua cabeceira: profundidade de 0,45m e 
altura de 0,46m. 
• Barra de apoio vertical fixada na parede 
de encosto do banco a 0,90m do piso. 
• Barra de apoio em “L” fixada na parede 
lateral do banco a 0,90m do piso. 
• Distância máxima entre barras de 0,70m. 
• Bancos com cantos arredondados e 
superfície antiderrapante 
impermeável,preferencialmente do tipo 
articulado para cima. 
 
 19
 
 
Área de transferência dentro 
do box do chuveiro 
Área de transferência fora 
do box do chuveiro 
 
BOXE PARA BACIA 
 
• Dimensão mínima: 1,50m x 1,70m (garantir 
área de giro), com bacia instalada na 
parede de menor dimensão. 
• Portas com abertura para o lado externo, 
com barra horizontal do lado interno da 
porta. 
 
CIRCULAÇÃO EM RUAS, CALÇADAS E RAMPAS 
 
• Pequenas rampas que permitam a travessia 
de ruas 
• A inclinação não pode ultrapassar de 
12,5%, sendo a inclinação ideal por volta 
de 6 a 7%, possibilitando à pessoa com 
deficiência maior autonomia e 
independência de deslocamentos. 
• O acesso deve desembocar direto na faixa 
de pedestres e estar em alinhamento com a 
rampa do outro lado da pista. 
 
 20
• A largura mínima do aclive é de 1,20m. 
• Em passeios estreitos, a rampa deve cruzar 
toda a calçada e ter 1,50m de largura. 
• Bebedouros públicos com barras de apoio a 
sua volta. 
 
COMANDOS (interruptores, campainha, 
interfone, maçaneta). 
 
• Entre 40 cm e 1,20 de altura em relação ao 
chão. 
• Tomar cuidado, no entanto, para não ter 
acesso fácil para crianças. 
 
 
alturas recomendadas para acionamentos 
 
• Interruptor: de 0,80m a 1,00m. 
• Campainha/alarme: de 0,60m a 1,20m. 
• Tomada: de 0,40m a 1,15m. 
• Comando de janela: de 0,40m a 1,15m. 
 
 21
• Maçaneta da porta; 1,00m. 
• Comando de aquecedor: 1,00m. 
• Registro: 1,00m. 
• Interfone: 1,15m. 
• Quadro de luz: 1,15m. 
 
COMUNICAÇÃO SONORA 
 
• Cabinas de elevador, identificando o andar 
de parada. 
• Semáforos para pedestres. 
• Máquinas de atendimento automático. 
 
COMUNICAÇÃO TÁTIL 
 
• Informações em Braille. 
• Superfícies com textura diferenciada (piso 
podotátil). 
 
COMUNICAÇÃO VISUAL 
 
• Símbolo Internacional de Acesso – SIA: 
pictograma pintado de branco sobre fundo 
azul escuro. 
• O SIA deve ter dimensão e localização 
adequadas para nítida visualização. 
• Sinalização nas circulações,nos 
sanitários, nos estacionamentos e nos 
itens do mobiliário. 
 
CORES 
 
• Fortes e contrastantes para facilitar a 
identificação de objetos e móveis, 
principalmente para idosos e deficientes 
visuais parciais. 
 
 
 
 22
CORRIMÃOS 
 
• Material rígido, firmemente fiado. 
• Acabamento recurvado nas extremidades. 
• Prolongamento mínimo de 0,30m no início e 
no término de escadas e rampas sem 
interferir na circulação. 
• Corrimãos simples (em escadas): altura de 
0,92m do piso. 
• Corrimãos duplos (em rampas): alturas 
associadas de 0,70m e de 0,92m do piso. 
• Seção circular: mínima de 3,5cm e máxima 
de 4,5cm. 
• Espaço livre entre parede e corrimão: 
mínimo de 4,0cm. 
• Corrimãos laterais contínuos, sem 
interrupção nos patamares. 
• Instalação obrigatória nos dois lados de 
escadas e rampas. 
• Instalação central em escadas e rampas 
somente quando estas tiverem largura 
superior a 2,40m. 
• Os corrimãos centrais podem ser 
interrompidos quando instalados em 
patamares com comprimento superior a 
1,40m; neste caso, deve haver espaçamento 
mínimo de 0,80m entre o término de um 
segmento de corrimão e o início do 
seguinte, que é para a passagem de uma 
pessoa. 
 
COZINHA 
 
• Não deve ter nada embaixo do fogão, para o 
encaixe da cadeira de roda. 
• O forno pode ser separado e instalado num 
local mais alto, entre 0,5 e 1 m. 
 
 23
• Todos os outros elementos devem seguir 
esse mesmo padrão, inclusive o forno de 
microondas. 
 
ELEVADORES 
 
• Devem dar acesso a todos os pavimentos. 
• Piso com revestimento antiderrapante. 
• As caixas de elevadores devem possuir 
dimensões mínimas de 1,10m x 1,40m. 
• Para a cadeira conseguir girar totalmente, 
a medida mínima do lado da caixa de 
elevadores deverá ser de 1,50m. 
• Espelho fixado na parede oposta à porta 
nos elevadores de dimensões mínimas. 
• Botoeiras e comandos internos e externos 
sinalizados em Braille, sempre ao lado 
esquerdo do botão correspondente. 
• Botoeiras localizadas entre 0,89m e 1,35m 
do piso. 
• Registro visível e audível da chamada, 
sendo que o sinal audível deve ser dado a 
cada operação individual do botão. 
• Sinal sonoro diferenciado para subida (uma 
nota) e descida (duas notas). 
• Comunicação auditiva para identificar o 
andar em que o elevador se encontra 
parado. 
• Identificação do andar fixada em ambos os 
lados do batente do elevador à altura 
entre 0,90m e 1,10m e visível tanto do 
interior da cabina como de fora. 
• Simbolização com o Símbolo Internacional 
de Acesso – SIA. 
• Portas corrediças facilitam a entrada. 
 
 
 
 
 24
ENTRADAS E SAÍDAS 
 
• Superfície regular, firme, contínua, 
estável e antiderrapante sob quaisquer 
condições climáticas. 
• Passagens livres de obstáculos e largura 
mínima de 1,20m. 
• Superfície com inclinação transversal de 
no máximo 2%. 
• Escadas e rampas ou escadas e equipamentos 
eletromecânicos para vencer desníveis 
superiores a 1,5cm. Em ambos os casos, não 
é necessário a localização contígua. 
• Piso tátil para indicação de obstáculos ou 
mudança de plano da superfície. 
• Símbolo Internacional de Acesso – SIA 
 
 
 
ESCADAS e DEGRAUS 
 
• Espelho do degrau entre 0,16m e 0,18m 
(medidas constantes). 
• Piso do degrau deve ter largura mínima de 
0,90m por 0,28m a 0,32m (medidas 
constantes) de profundidade. 
 
 25
• O piso e o espelho devem ser calculados 
pela fórmula P+2E=0,64m (passo normal). 
• Não devem ser construídas escadas com 
espelhos vazados. 
• São considerados perigosos degraus com 
menos de 0,10m de espelho. 
• Largura livre da escada: 1,20m. 
• Inclinação máxima: 2%. 
• Patamar de 1,20m de comprimento no sentido 
do movimento, a cada 3,20m de altura ou 
quando houver mudança de direção. 
• Piso tátil (textura diferenciada) antes do 
início e após o término de cada segmento 
de escada: largura mínima de 0,28m. 
• O primeiro e o último degraus de cada 
lance de escada devem estar a uma 
distância mínima de 0,30m da área de 
circulação. 
• Nenhuma porta deve abrir diretamente para 
o topo da escada ou girar de forma a 
obstruir o primeiro ou o último degrau. 
• As escadas não devem ser revestidas de 
tapetes. 
• Cada lance de escada não deve exceder 16 
degraus, ultrapassando este número, deve 
ser previsto um patamar, com largura ideal 
a do degrau e seu comprimento ou 
profundidade deve ser igual a P + N 
(0,64m). 
• As escadas devem ter corrimão e guarda-
corpo. 
• Quando a escada estiver situada junto a 
uma parede ou engastada nesta, deve ser 
afixado um corrimão. 
• As escadas rolantes impossibilitam o uso 
de pessoas em cadeiras de rodas sem 
acompanhantes, e não são consideradas 
equipamentos ideais. 
 
 26
 
ESTACIONAMENTOS 
 
• Localização próxima ao acesso principal de 
edifícios e caminho livre de obstáculos. 
• Piso regular (nivelado, firme e estável). 
• Ao lado da vaga, faixa sinalizada de 1,20m 
de largura (para sair do veículo sem 
dificuldade), pintada de amarelo com 
listas na diagonal e complementada por 
rebaixamento de guia nos passeios. 
• Símbolo Internacional de Acesso – SIA 
pintado no solo. 
• Vaga demarcada com linha contínua branca. 
Espessura de 0,20m sobre o pavimento. 
• Sinalização vertical: placas de 0,50m de 
largura por 0,70m de altura. 
• Dimensões das vagas fixadas no Código de 
Obras: 2,30m x 5,50m. 
• Faixa de circulação deve conduzir até o 
local para o qual se destina o 
estacionamento. 
• A NBR 9050 determina quantidade de vagas 
para estacionamentos internos de prédios 
comerciais, mas para edifícios 
residenciais, o número de vagas é livre, 
de acordo com os condôminos. 
 
 
 27
 
 
Número de vagas reservadas para pessoas com 
deficiência ou mobilidade reduzida em relação ao 
total de vagas existentes 
Número total de 
vagas Vagas reservadas 
Até 10 - 
De 11 a 100 1 
Mais de 100 1% 
Fonte: ABNT NBR 9050 
 
ILUMINAÇÃO 
 
• Deve ser reforçada em 50%. 
 
JANELAS 
 
• Altura média de visibilidade: cerca de 
1,15m. 
• Trincos ou maçanetas do tipo alavanca. 
 
LAVATÓRIOS 
 
 28
 
• Suspenso e sem coluna ou gabinete. 
• Altura da face superior: 0,80m do piso 
(altura livre de 0,70m). 
• Sifão e tubulação protegidos e distantes 
0,25m da face frontal do lavatório. 
• Torneiras do tipo monocomando, com 
alavanca, célula fotoelétrica ou similar, 
instaladas a 0,50m da face frontal do 
lavatório. 
 
 
monocomando 
Torneira 
acionada por 
célula 
fotoelétrica 
Torneira 
acionada por 
leve toque 
 
 
 
 
 29
 
área de aproximação frontal do lavatório 
 
LOCAIS DE REUNIÃO 
 
Em locais que receberão platéia, como 
arquibancadas, auditórios, teatros, cinemas e 
outros estabelecimentos similares, a 
quantidade de assentos e espaços reservados a 
obesos, cadeiras de rodas e pessoas 
portadoras de deficiência ambulatória parcial 
geralmente segue a lei (ver tabela), mas são 
colocados lado a lado. Desse modo, “os 
portadores de deficiências ou os obesos 
obrigatoriamente serão amigos e estarão indo 
juntos para ver o espetáculo. Além do mais, 
os locais não possuem assentos comuns para os 
acompanhantes”. É importante, portanto, na 
elaboração do projeto, dar a devida 
importância para esses aspectos. 
 
 30
 
• Para cadeira de roda, devem existir 
buracos na platéia com uma barra de 1,05m 
de altura para a pessoa segurar. Embaixo, 
outra barra, a 6cm do chão, para travar as 
rodas. 
• As vagas devem ter 90cm de largura, 
comprimento de 1,20m e 1,50m de distância 
para a fileira de trás, para permitir a 
circulação. 
• Pessoas com muletas podem usar assentos 
comuns, contanto que haja 60cm de 
distância entre o banco e a fileira da 
frente. 
• Em arquibancadas, o degrau para pessoas em 
cadeiras de rodas deve ter 2,40m de 
extensão. O degrau de trás deve ter duas 
vezes o tamanho padrão do estádio ou 
ginásio. Em geral, o espaço reservado se 
localiza no último degrau do setor. 
Quantidade de assentos em locais públicos 
Capacidade 
Espaço para 
cadeira de 
rodas 
Assentos 
para 
usuáriosde 
muletas, 
andador ou 
bengalas 
Assentos 
para 
pessoas 
obesas 
Até 500 
lugares 
2% da 
capacidade 
total 
De 500 a 
1000 
lugares 
10 lugares, 
mais 1% 
para o que 
exceder 500 
pessoas 
Mais de 
1000 
lugares 
15 lugares, 
mais 1 
lugar a 
cada 1000 
pessoas 
Mesmos 
parâmetros 
seguidos 
para 
cadeiras 
de rodas 
Mínimo de 
1% da 
capacidade 
total 
Fonte: ABNT NBR 9050 
 
 31
 
Espaço ocupado por pessoas com dificuldades de 
locomoção 
Tipo de 
auxílio 
utilizado 
Espaço ocupado 
por uma pessoa* 
Bengala 0,75m (F) 
Duas bengalas 0,90m (F) 
Bengala em 
deficiente 
visual 
1,50m (L) 
Deficiente 
visual com 
cão-guia 
0,80m (F) 
Muletas 
0,95m (F) e 
1,20m (L) 
Andador 
rígido 
0,80m (F) 
Andador com 
rodas 0,85m (F) 
Apoio de 
tripé 0,90m (F) 
Cadeira de 
roda 
Entre 0,65m e 
0,70m (F) e 
1,10m (L) 
*F = vista frontal; L = vista lateral 
Fonte: ABNT NBR 9050 
 
MÁQUINAS DE ATENDIMENTO AUTOMÁTICO 
 
• Área de aproximação frontal para pessoas 
em cadeiras de rodas. 
• Instruções sonora e escrita para 
transmissão das mensagens, possibilitando 
o uso do equipamento por pessoas 
portadoras de deficiência visual e 
auditiva. 
• No mínimo 5% das máquinas adaptadas. 
 
MICTÓRIOS 
 
• Altura a 0,46m do piso. 
 
 32
• Possuir barras de apoio fixadas na 
vertical: altura de 0,70m do piso e 
comprimento de 0,80m. 
• Distância entre barras: 0,80m. 
• Válvula de descarga de alavanca com altura 
máxima de 1,00m do piso e acionamento por 
leve pressão. 
 
 exemplo de 
mictório e comando de descarga acionado por leve 
toque 
 
PATAMARES 
 
• Largura mínima: 1,20m (recomendável: 
1,50m). 
• Comprimento mínimo: 1,20m na direção do 
movimento. 
 
 33
• Inclinação transversal máxima: 2% para 
rampas externas. 
• Guias de balizamento: altura mínima de 
5cm. 
 
PISCINAS 
 
• Todas as bordas e equipamentos devem ser 
arredondados. 
• 5% do perímetro deve garantir acesso, 
preferencialmente na parte rasa. 
• Banco de transferência: altura de 0,46m do 
piso e largura de 0,45m. 
• Barra de apoio sobre o banco: a cada 
1,00m. 
• Avançar o banco 0,20m para fora da piscina 
(espaço para aproximação frontal). 
• Degraus submersos: piso de 0,46m, largura 
de 0,45m e espelho de 0,20m. 
• Corrimãos duplos nos dois lados do degrau: 
altura de 0,45m e 0,90m, estendendo-se 
0,30m no início e final da escada. 
• Superfícies antiderrapantes ao redor da 
piscina. 
 
PISO 
 
• Superfície regular, firme, contínua, 
antiderrapante (sob quaisquer condições 
climáticas) e livre de barreiras ou 
obstáculos. 
• Chãos duros cansam usuários de muletas. 
• Evitar desníveis de um ambiente para o 
outro, podendo ser resolvidos com uma 
rampa improvisada de madeira. 
• Pisos pastilhados alertam deficientes 
visuais de perigo adiante. 
 
 34
• Evitar elementos soltos, como tapetes. 
• Juntas de dilatação e grelhas: embutidas 
no piso transversalmente à direção do 
movimento, com vãos máximos de 1,5cm entre 
as grelhas e preferencialmente instaladas 
fora do fluxo principal de circulação. 
• Capachos: embutidos no piso, não 
ultrapassando 1,5cm de altura. 
• Carpetes ou forrações: bem fixados para 
evitar dobras ou saliências. 
 
PLATAFORMAS MÓVEIS 
 
• Alarmes sonoro e luminoso para indicar o 
movimento. 
• Desníveis e vãos máximos de 1,5cm. 
• Projeção do percurso sinalizada no piso. 
• Barras de proteção e guarda-corpo. Barras 
de proteção acionáveis manualmente pelo 
usuário. 
• Símbolo Internacional de Acesso – SIA 
visível em todos os pavimentos. 
• Plataforma não pode obstruir a escada. 
Opção: plataforma basculante. 
• Sistema de freio acionável mesmo com queda 
de energia. 
• Sistema de solicitação de socorro deve 
parar a plataforma imediatamente (botão de 
emergência) e ter alimentação de energia 
independente. 
• Portas ou barras não podem ser abertas se 
o desnível entre a plataforma e o piso for 
superior a 7,5cm*. 
• Plataforma com anteparos do tipo “guarda-
rodas” com altura mínima de 10cm em todas 
as laterais, mantendo-se na posição 
elevada se houver queda de energia*. 
 
 35
• Proteção contra choques elétricos, peças 
soltas e vãos que possam ocasionar 
ferimentos*. 
• Velocidade menor que 0,15m/s*. 
• Dispositivo de controle automático caso a 
velocidade exceda 0,3m/s*. 
• Possibilidade de retirar o usuário em caso 
de queda de energia*. 
• Sinalização de socorro (sonora e visual) 
posicionada em local visível para 
funcionário treinado atender ao chamado*. 
 
*itens recomendados, baseados na ISO/TC 178/WG3 
européia. 
 
 
 
 
plataforma basculante plano inclinado 
 
 36
 
plataforma - plano inclinado 
 
 
plataforma - plano vertical, embutida no piso 
 
 37
 
plataforma - plano vertical 
 
PORTAS 
 
• Mínimo de 80 cm de largura. 
• Leves. Não devem exigir esforço para puxar 
ou empurrar. 
• Revestimento resistente a impactos na 
extremidade inferior: altura mínima de 
0,40m do piso. 
• Maçanetas devem abrir para fora. 
• Barras de apoio ao lado da maçaneta. 
• Maçaneta com formato de alavanca ou alça 
(evitar pegadores redondos), a uma altura 
de 1,00m a partir do piso. 
• Portas do tipo vaivém: visor com largura 
mínima de 0,20m; visor com altura entre 
 
 38
0,40m e 0,90m (face inferior) e 1,50m 
(face superior). 
• Espaço adicional de no mínimo 0,60m para a 
abertura da porta. 
• Portas giratórias ou catracas: deve haver 
acesso opcional. 
• Portas em locais de práticas esportivas: 
vão mínimo de 1,00m. 
• Portas de sanitários: barra horizontal na 
face interna. 
 
 
maçaneta em alavanca da Dorma 
 
 
 39
 
área de aproximação para abertura de porta 
 
POSICIONAMENTO DE MOBILIÁRIO 
 
• Deve permitir a manobra fácil de cadeira 
de rodas, sendo a medida mínima um círculo 
imaginário de 1,5m de diâmetro. 
• Criados-mudos devem estar presos ao chão, 
já que podem ser utilizados como apoio. 
• Em móveis com compartimentos, como 
armários e cômodas, as portas devem abrir 
em 180°. 
• Gavetas não podem estar baixas e devem 
possuir trilhos para saírem inteiras do 
gaveteiro. 
 
 
 40
 
manobra fácil da cadeira de rodas: medida mínima é 
um círculo imaginário de 1,5m de diâmetro 
 
RAMPAS 
 
• Para passagem de um pavimento para outro 
nas edificações é recomendada a construção 
de rampa. 
• Largura mínima recomendada de 1,50m, sendo 
admissível a largura mínima de 1,20m. 
• Quando as rampas mudarem de direção, deve 
haver patamares intermediários. 
• Patamares no início e final de cada 
segmento de rampa: 1,20m de comprimento, 
no sentido do movimento. 
• Piso tátil para sinalização: largura 
mínima de 0,28m, localizado antes do 
início e após o término de cada segmento 
da rampa. 
• Inclinação transversal de no máximo 2%. 
• Inclinação longitudinal de acordo com a 
fórmula abaixo: 
 
 41
 
 
i= 
hx100/c 
 
 
c = comprimento da rampa 
h = altura a vencer (metros) 
i = percentual de inclinação (%) 
 
• Rampas em curva: inclinação máxima de 
8,33% e raio interno de 3,00m no mínimo. 
• Para proteção de rampas, deve ser colocado 
um guarda-corpo de 80cm de altura, 
corrimão e piso não escorregadio. 
• No caso de edifícios já existentes, uma 
opção menos espaçosa é a instalação de 
plataformas individuais. O trilho da 
cremalheira é colocado em uma parede 
lateral da escada e a própria pessoa pode 
operar o equipamento. 
• Quando colocados nos acessos, capachos 
devem ser embutidos em rebaixo do piso, de 
modo a ficarem nivelados com este, não 
devendo ocupar toda a largura do acesso, 
deixando livre uma faixa mínima de 0,70m 
de largura. 
• Guia de balizamento: altura mínima de 5cm. 
• Não é permitida a abertura de porta sobre 
a rampa, em caso de necessidade deve 
existir vestíbulo com largura mínima de 
1,50m e comprimento de 1,20m mais a 
largura da folha da porta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 42
 
Modulação de rampas 
Inclinação 
admissível 
de cada 
segmento 
(i) 
Desníveis 
máximos 
de cada 
segmento 
(h) 
 
Números 
máximos 
de 
segmento 
Comprimentosmáximos de 
cada 
segmento (c) 
5% 1,5m - 30m 
6,25% 
1m 
1,2m 
14 
12 
16m 
19,2m 
8,33% 0,9m 10 10,8m 
10% 
0,274m 
0,5m 
0,75m 
8 
6 
4 
2,74m 
5m 
7,5m 
12,50% 0,183% 1 1,46m 
Fonte: ABNT NBR 9050 
 
SANITÁRIOS 
 
• Localização próxima à circulação 
principal. 
• Portas com abertura externa nos boxes de 
sanitários e vestiários. 
• Área de transferência: espaço mínimo de 
transposição, necessário para a utilização 
da peça. Dimensão de 0,80m x 1,10m. 
• Área de aproximação: espaço mínimo de 
alcance, necessário para a utilização da 
peça. Dimensão de 0,80m x 1,10m. 
• Área de giro: espaço mínimo necessário 
para a rotação completa da cadeira de 
rodas (360º). Diâmetro de 1,50m. 
• Símbolo Internacional de Acesso – SIA. 
• Acessórios (saboneteira, cabideiro, 
papeleira etc.) ao alcance das pessoas 
portadoras de deficiência ou com 
mobilidade reduzida. 
 
 43 
 
 44
 
SINALIZAÇÃO 
 
• Os sinais sonoros não podem se confundir 
com o ruído dos carros e das buzinas. 
• Placas devem estar acima de 2m ou abaixo 
de 1m de altura, para que o deficiente 
visual não bata a cabeça. 
• Pisos texturados. 
• Pastilhas salientes sinalizam perigo para 
o cego, e em geral, esse piso é colocado à 
beira de trilhos, fossas e até diante de 
rampas. 
 
TELEFONES 
 
• No mínimo 5% do total de aparelhos 
adaptados. 
• Área de aproximação frontal para pessoas 
em cadeiras de rodas. 
• Comandos: altura mínima de 1,20m. 
• Símbolo Internacional de Acesso – SIA. 
 
 
 45
 
pelo menos 5% dos aparelhos telefônicos devem 
estar adaptados às pessoas com deficiência ou 
mobilidade reduzida 
 
VEGETAÇÃO 
 
• Evitar plantas venenosas ou com espinhos 
em áreas de circulação. 
• Evitar plantas cujas raízes possam 
danificar o pavimento da calçada ou 
prejudicar os elementos de drenagem. 
• Dar preferência a árvores com ramos de 
altura superior a 2,10m. 
 
 46
 
 
VESTIÁRIOS 
 
• Banco provido de encosto, que pode ser 
instalado na parede. 
• Área de giro para pessoas em cadeiras de 
rodas: 1,50m. 
• Cabides próximos aos bancos. 
• Armários com área de aproximação frontal. 
Altura: entre 0,30m e 1,20m do piso. 
• Barras de apoio e espelhos conforme norma 
técnica. 
• Espaço entre bancos quando houver corredor 
de passagem: mínimo de 1,50m. 
• Cabines com dimensões mínimas de 1,85m x 
1,70m, providas de banco basculante, 
barras de apoio, espelho e cabideiro. 
 
 47
 
 
 48
BIBLIOGRAFIA 
 
• Revista Téchne 47, Julho/Agosto 2000, 
Editora PINI 
• Guia de Acessibilidade em Edificações, 
Publicação da Comissão Permanente de 
Acessibilidade (CPA) da Secretaria da 
Habitação e Desenvolvimento Urbano da 
Prefeitura do Município de São Paulo 
(SEHAB) 
• www.liba.hpg.ig.com.br/liberal14.html 
• www.deca.com.br 
• Apostila de Adequação das Edificações e do 
Mobiliário Urbano à Pessoa Deficiente – 
NBR 9050 Setembro,1985 
 
SERVIÇO 
 
ABNT (Associação Brasileira de Normas 
Técnicas) 
www.abnt.org.br 
 
Cedipod (Centro de Documentação e Informação 
do Portador de Deficiência) 
www.mbonline.com.br/cedipod 
 
CVI (Centro de Vida Independente) 
www.alternex.com.br/~cvirj (sede RJ)