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Resolução de Problemas 
e Manutenção de Redes
Infraestrutura de Redes de Computadores
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Esp. Adilson Aparecido Florentino
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Visão Geral – Infraestrutura de Redes de 
Computadores – Camadas 1, 2 e 3;
• Camada 2 – Conhecendo Hubs e Switches;
• Camada 3 – Conhecendo Roteadores.
Fonte: Getty Im
ages
Objetivo
• Propiciar o conhecimento acerca do funcionamento básico dos equipamentos de Redes, tais 
como Switches e Roteadores, de forma que o aluno possa identificar anomalias na Rede.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Infraestrutura de Redes 
de Computadores
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
Contextualização
Ao fazer um teste de conectividade com o comando PING e perceber que o endereço 
de destino não pode ser alcançado, podemos começar a utilizar a metodologia de reso-
lução de problemas apresentada na unidade anterior chamada de BOTTON-UP, ou seja, 
procurar pelo problema “de baixo para cima”, ou seja, da Camada 1 até a Camada 3 do 
Modelo de Referência OSI.
As camadas inferiores desse modelo estão sempre ligadas ao funcionamento de um 
hardware em particular. Veremos como esses equipamentos trabalham e como identifi-
car possíveis problemas que ocorram durante seu funcionamento.
Um especialista em Redes é, sobretudo, um especialista em Camada 2 e Camada 3.
Placas de Rede, Hubs, Switches e Roteadores têm um funcionamento esperado e 
uma forma peculiar de realizar a transmissão de dados. Por isso, nesta unidade, você 
conhecerá os bastidores da infraestrutura de redes de computadores e ferramentas sim-
ples para que possa diagnosticar problemas na infraestrutura.
6
7
Visão Geral – Infraestrutura de Redes 
de Computadores – Camadas 1, 2 e 3
Conceitos de Camada 1
Quando se pensa em redes de computadores, o que nos vem à mente é a infraes-
trutura física, o emaranhado de cabos de par trançado e fibra ótica, ou então vários 
dispositivos wireless posicionados.
Esses são elementos da Camada 1, ao quais permitem a transmissão binária dos da-
dos, seja em forma de impulso elétrico, sinal luminoso ou onda eletromagnética. Esses 
elementos levam fisicamente a informação de um ponto a outro.
Vários problemas podem acontecer com os dados ao percorrerem esses caminhos, 
pois interferências do mundo externo podem fazer com que os dados não cheguem, ou 
cheguem muito fracos e distorcidos.
Um fato muito curioso é que o cabeamento de uma rede é o ativo que tende a ficar 
mais tempo em uso – é muito comum os fabricantes darem garantia de 20 anos ou mais 
para a infra que for certificada, enquanto outros ativos têm uma vida útil muito mais 
curta. Quanto tempo um servidor fica em atividade? Uns 5 anos antes de ser trocado?
O cabeamento dura muito mais que isso. Portanto, um problema físico que ocorra na 
rede nesse cabeamento tem o potencial de ficar na rede por muito mais tempo.
Infelizmente, muitas empresas relegam o cabeamento da rede a segundo plano, não 
dão muita importância para uma rede bem cabeada, e chegam, inclusive, a colocar pes-
soas não especializadas para montar essas redes. Como resultado, temos uma rede com 
performance abaixo do normal ou pontos de rede com falhas, que podem ser intermi-
tentes e que podem gerar muita dor de cabeça ao profissional de campo.
Figura 1 – Infraestrutura de Redes
7
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
Ao investigar problemas de performance numa rede, vale a pena checar se os pontos de 
rede estão ok. Uma solução barata para isso é ter um testador de cabos, como o da Figura 1 
para identificar pares rompidos, pares divididos e outros problemas nos pontos de rede.
Principais problemas encontrados no cabeamento de uma rede:
• Conectores de má qualidade ou que foram conectorizados de forma indevida: 
podem causar perdas de conectividade na ponta dos cabos e interferência entre os 
pares dentro do próprio cabo (diafonia).
• Cabos excessivamente longos: causam atenuação do sinal, que pode impedir que 
os dados cheguem de maneira correta. Cada meio físico tem limites a serem respei-
tados: Ex.: 100 metros no caso de par trançado, fibras de curto e de longo alcance 
também têm limites pré-determinados.
• Pares abertos, invertidos ou divididos: a indústria de telecomunicações definiu 
dois padrões de pinagem que impedem que a banda passante num par de cabos 
gere interferência em outro par, daí a necessidade dos pares serem trançados de 
forma a se autoblindarem. Os padrões EIA-TIA 568-A e 568-B garantem que o 
cancelamento dessa interferência permaneça nas pontas dos conectores.
• Raios de Curvatura fora do padrão: no caso das fibras óticas, curvas excessiva-
mente acentuadas podem causar perdas e fissuras e com isso impedir o funciona-
mento da rede.
Padrões de testes de cabos
Fiação Correta T568B
1
2
3
6
5
4
7
8
1
2
3
6
5
4
7
8
1
2
3
6
5
4
7
8
1
2
3
6
5
4
7
8
Falha de �ação de 
par dividido
Falha de �ação de
pares transpostos
Falha de �ação de
par invertido
1
2
3
6
5
4
7
8
1
2
3
6
5
4
7
8
1
2
3
6
5
4
7
8
1
2
3
6
5
4
7
8
Figura 2
Para redes maiores e mais complexas, existe toda uma linha de produtos dos mais diversos fabricantes 
para testar e resolver problemas físicos em fibra ótica com kits para emenda mecânica e fusão de fibras, 
e testadores capazes de gerar relatórios com todas as características elétricas dos pontos de rede testa-
dos, gerando um relatório a cada ponto. Redes sem fio também contam com equipamentos especiali-
zados para medir o espectro de frequências à procura de fontes de interferência. Como dissemos antes, 
vale a pena investir numa Camada 1 da rede bem estruturada para evitar problemas de transmissão.
8
9
Conceitos de Camada 2
Depois de nos certificarmos de que a transmissão física está ok, vamos pensar na 
Camada 2. A primeira coisa a se ter em mente é entender como as redes evoluíram 
para podermos diferenciar o papel de Hubs e Switches em nossa infra. A princípio, os 
dispositivos de redes eram conectados entre si sem nenhum concentrador, usando cabo 
coaxial, numa estrutura chamada de “barramento” – cada nó tinha um conector BNC 
em forma de “T” que o interligava a duas outras máquinas. Nas extremidades da rede, 
um terminador fechava o barramento conforme a figura abaixo:
Figura 3
Fonte: Adaptado de Getty Images
Essa rede era sujeita a muitos problemas físicos. Quando o conector se oxidava ou 
quando fosse desconectado, não só aquela máquina ficava fora do ar, mas toda a rede 
parava, visto que o barramento era interrompido e nenhuma transmissão poderia che-
gar ao seu destino.
Para resolver isso, foi criada uma estrutura denominada “Rede em Estrela”, onde 
havia um elemento central, o qual poderia conectar todos os outros nós da rede. Assim, 
se um nó se desconectasse, apenas uma ponta da estrela seria quebrada, e os demais 
membros da rede não seriam afetados. Esse concentradorficou conhecido como “Hub” 
e seu funcionamento era bem simples: todo o sinal que ele recebia por uma interface era 
retransmitido para todas as outras interfaces. Ele tinha ainda a função de amplificar e 
regenerar o sinal para que o mesmo pudesse seguir viagem até todas as outras estações 
de trabalho da rede.
Esse tipo de rede foi apelidado de “Rede Tagarela”, pois transmitia tudo para todos, 
inclusive para aqueles que não eram o destino final da mensagem, o que fazia com que 
o consumo de banda fosse elevado. Além disso, havia o risco de duas máquinas trans-
mitirem ao mesmo tempo, gerando o que chamamos de “colisão”, que nada mais é do 
que uma espécie de linha cruzada. Se um PC recebe a transmissão simultânea de duas 
origens, não conseguirá entender a mensagem de nenhuma das duas, e terá que descar-
tar ambas as mensagens.
Para evitar isso, foi criado o algoritmo denominado CSMA-CD – Carrier Sense – o 
nó de rede deve primeiro “ouvir” o meio físico e só transmitir se este estiver livre, ou 
seja, ninguém estiver transmitindo. Multiple Access – quando o meio está livre, a es-
tação que transmite alcança todos os outros nós da rede. Colision Detection – se duas 
9
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
estações transmitiram ao mesmo tempo, uma colisão é detectada, os nós descartam as 
mensagens e cada um espera um tempo aleatório para acessar o meio físico, esperando 
que a colisão se dissipe, para depois poder voltar a ouvir o meio físico e a prosseguir 
com o tráfego na rede.
Figura 4
Fonte: Adaptado de Getty Images
Dessa forma, quando temos várias máquinas ligadas a um único Hub, temos o que 
chamamos de “domínio de colisão” – um conjunto de máquinas que compartilham um 
meio físico e que disputam entre si pelo direito de transmissão. Apenas um membro 
do grupo por vez pode transmitir, os demais devem apenas ouvir o meio e esperar 
que ele fique ocioso para poder transmitir. Se 2 máquinas detectam simultaneamente 
o meio livre e tentam transmitir, uma colisão ocorre e a rede para por alguns instantes 
para resolvê-la.
Esse método de compartilhamento do meio se mostrou ineficiente, pois as coli-
sões eram constantes, principalmente quando o número de membros ativos na rede 
começava a crescer. Para tornar a transmissão mais eficiente, criou-se um dispo-
sitivo chamado de Bridge que viria dar origem ao Switch Ethernet moderno que 
conhecemos hoje.
Conforme a figura acima, cada host de uma rede possui um identificador único em 
sua placa de rede conhecido como “endereço MAC”. O MAC (Media Access Control) 
já vem gravado de fábrica na EPROM da placa de rede e a identifica de forma única. 
Assim, uma Bridge poderia aprender quais são os MAC address que chegam até a inter-
face 1 e quais são os MAC address que chegam até a interface 2.
Na verdade, quando o quadro de dados entra por uma das interfaces, o endereço 
de origem é armazenado numa tabela chamada de CAM (Content Addressable Me-
mory). Assim sendo, a Bridge (ou “ponte”) só irá permitir a passagem de quadros de 
10
11
dados de uma interface para outra quando necessário. Quando a troca de tráfego se 
der entre MACs que estejam associados a uma mesma interface, esses quadros não 
passam pela ponte.
LAN segment 1
Bridge interface 1
Bridge interface 2
Bridge 
Interface
1
1
2
2
MAC address
00 e0 .fcaa .aaaa
00 e0 .fcbb .bbbb
00 e0 .fccc .cccc
00 e0 .fcdd .dddd
Bridge Table 
Host A
MAC address :00 e 0 .fcaa .aaaa MAC address :00 e 0 .fcbb .bbbb
MAC address :00 e 0 .fcdd .ddddMAC address :00 e 0 .fccc .cccc
Host B
Host DHost C
LAN segment 2
Figura 5
Fonte: Adaptado de Getty Images
Agora, imagine que, ao invés de duas interfaces, pudéssemos ter 24, 48, 96 ou até 
mesmo mais interfaces como essas podendo aprender os MAC address que chegam 
até elas. Isto é, na verdade, o princípio básico de um Switch (ou “chaveador” se formos 
traduzir ao pé da letra).
Nas redes de hoje, graças a essa grande densidade de interfaces, podemos nos dar 
ao luxo de dedicar uma interface por host na rede, praticamente abolindo as colisões, já 
que dedicamos um domínio de colisão ou interface para cada. Isso faz com que possa-
mos trabalhar em modo full-duplex (enviar e receber quadros ao mesmo tempo).
Nos Switches modernos, só haverá colisões se tivermos um Hub legado conectado numa interface ou, 
então, por algum erro de configuração.
Os endereços MAC devem ser únicos, pelo menos dentro de um segmento de rede, pois 
duas interfaces do mesmo Switch não podem aprender o mesmo MAC ao mesmo tempo. 
MACs clonados podem causar comportamentos estranhos e gerar problemas em sua rede.
Endereços MAC são escritos em 48 bits em formato hexadecimal, sendo que os 
primeiros 24 bits são chamados de OUI (Organization Unique Identifier) e identificam 
o fabricante e os últimos 24 bits são o número de série que identifica a placa de rede.
11
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
MAC
Media Access Control Address
Organizationally Unique Identi�er Network Interface Controller Speci�c
00 1A 3F F1 4C C6
Figura 6
Conceitos de Camada 3
Um Switch Ethernet consegue interconectar máquinas dentro de uma rede local, 
mas não consegue fazer com que redes locais diferentes se comuniquem. Isso porque o 
MAC identifica apenas o host, funcionando como uma espécie de “CPF” – o número é 
o mesmo não importa para qual rede a máquina se movimente.
Para prover comunicação entre diferentes redes, precisamos de um número que iden-
tifique a rede em que o host se encontra e também a localização dessa máquina dentro 
da Rede. Daí, temos o endereço IP (Internet Protocol) que funciona com um plano de 
endereçamento hierárquico parecido com o de um número de telefone.
Um endereço IP possui um prefixo que identifica a rede e um sufixo que identifica o 
host dentro dessa Rede. A princípio, foram criadas 5 classes de endereços IP, mas ape-
nas as 3 primeiras classes (A, B e C) foram designadas para uso comercial:
Class Start of range End of range
A
B
C
10.0.0.0
172.16.0.0
192.168.0.0
10.255.255.255
172.31.255.255
192.168.255.255
Figura 7
O endereço IP é formado por 32 bits separados em 4 blocos de 8 bits separados 
por ponto. Ou seja, varia de 0.0.0.0 até 255.255.255.255. O valor do primeiro octeto 
define a classe.
Para interconectar essas redes e definir os melhores caminhos entre elas usando 
endereçamento IP, foi criado o roteador, um dispositivo que armazena uma tabela de 
12
13
rotas, na qual ele aprende primeiramente quais redes estão ligadas a cada uma de suas 
interfaces (diretamente conectadas) e depois quais redes estão remotas e por qual inter-
face os pacotes de dados devem seguir para alcançá-las.
O aprendizado dessas redes remotas pode ser feito de forma estática, criadas manu-
almente pelo administrador do roteador, ou aprendidas automaticamente através de um 
protocolo de roteamento dinâmico.
Rotas estáticas são mais seguras e permitem um controle maior, mas geram um gi-
gantesco trabalho manual para serem criadas e atualizadas. Ao passo que rotas criadas 
dinamicamente são atualizadas de forma automática quando os caminhos mudam, mas 
consomem mais largura de banda, CPU e memória para serem mantidas.
Figura 8
Camada 2 – Conhecendo Hubs e Switches
Vimos anteriormente que Hubs são equipamentos simples, com pouca inteligência, 
que simplesmente recebem impulso elétrico por uma interface e o repassa para todas as 
outras. Na verdade, um Hub não tem ideia de quais equipamentos estão ligados a ele, e 
não mantém nenhuma informação que identifique os Hosts na rede.
Em contrapartida, vimos que Switches mantêm em memória os endereços MAC 
que identificam de forma única cada equipamento presente na rede. A tabela CAM 
mapeia todas as interfaces de um Switch e quais endereços MAC foram aprendidos 
em cada uma.
13
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
Cada Switch possui um limite máximo de endereços MAC que é capaz de aprender. 
Caso esse limite seja estourado, o Switch passa a se comportarcomo um Hub, enviando 
quadros de dados para todas as interfaces (o comportamento padrão, quando o endere-
ço de destino é desconhecido, é enviar para todas as interfaces).
As entradas aprendidas dinamicamente na tabela CAM têm um tempo de vida (aging 
time) – se não utilizadas por 300 segundos (5 minutos), a entrada expira e é removida, 
liberando espaço para novos aprendizados.
Ao trabalhar com resolução de problemas em Switches, é importante ter estes conceitos em mente:
• O Switch pode estar sofrendo MAC Flooding – um ataque de inundação que visa sobrecarregar a 
caixa, e isso também terá impacto na performance da rede.
• Um PC pode não receber resposta de outro host na rede se o seu MAC address não for aprendido 
 corretamente na interface do Switch em que ele esteja ligado. É possível limitar a quantidade de 
MACs e também definir qual MAC pode ou não ser aprendido numa determinada interface do Switch.
Interfaces e Modos de Operação
As interfaces dos Switches Ethernet geralmente têm velocidade (10/100/1000 Mbps) 
e modo de operação (half-duplex/full-duplex) configuradas para AUTO, de forma a rea-
lizarem autonegociação com o dispositivo diretamente conectado. A boa prática é deixar 
essa autonegociação ocorrer nas interfaces de acesso (destinada a receber os dispositi-
vos finais da rede, como Desktops e Servidores) e forçar o uplink entre os Switches a 
usar Speed e Duplex configurados manualmente em ambos os lados, com os maiores 
valores possíveis.
Se uma interface estiver utilizando Duplex Full e outra interface diretamente conectada estiver 
utilizando Duplex Half, colisões irão ocorrer e um problema de rede será criado.
Spanning-Tree Protocol
Ao interconectar Switches, nós nos deparamos com um problema: o quadro de da-
dos no mundo Ethernet não tem um limite de saltos, pode ficar vagando eternamente 
em Looping se encontrar caminhos alternativos para vagar.
Para evitar que isso ocorra, foi criado um protocolo chamado Spanning-Tree que 
permite ao conjunto de Switches escolher um Switch Raiz para o qual todas as demais 
caixas devem manter o melhor caminho para chegar até ele. Os demais caminhos são 
bloqueados e isso impede que o Looping ocorra.
Vamos tomar como exemplo o cenário a seguir, com 5 Switches interconectados:
14
15
Figura 9
Fonte: Acervo do conteudista
Quando os Switches estão interconectados, trocam uma mensagem de Hello de 
2 em 2 segundos chamada de BPDU (Bridge Protocol Data Unit) a qual possibilita a 
descoberta dos vizinhos e a definição da topologia da rede.
A princípio, todos os Switches querem ser o Switch Raiz, assim, uma eleição é reali-
zada e o Switch com a MENOR prioridade será eleito. Por padrão, todos estão empata-
dos, com prioridade igual a 32768.
O critério de desempate é verificar quem possui o menor MAC address configurado. 
Nesse exemplo hipotético, os Switches estão com os MACs AAAA, BBBB, ... e assim 
por diante. Assim, o Switch eleito seria o Switch A com MAC AAAA.AAAA.AAAA.
Os demais Switches que não são Raiz devem definir uma Root Port, a interface que 
representa o caminho mais curto para se chegar a Raiz (Switch 1).
Partindo do princípio de que todos os links da topologia têm a mesma largura de 
banda, os caminhos mais curtos até a Raiz são definidos. As interfaces do Switch raiz 
nunca ficam bloqueadas, assim como as Root Portas definidas em cada Switch.
Caminhos redundantes que não são o caminho mais curto para se chegar à Raiz 
serão bloqueados. Apenas se a topologia mudar e algum caminho escolhido se tornar 
indisponível, uma nova Root Port deverá ser escolhida em cada Switch.
Note que o Switch 4 teria 3 caminhos para escolher, todos a 2 saltos de distância do 
Switch Raiz. Nesse caso, o critério de desempate continua a verificar quem tem o menor 
MAC, no caso o Switch 2.
15
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
Observe que:
O switch melhor posicionado para ser a Raiz seria o de número 5, que está a 1 salto 
de distância de todos os demais. Isso ocorre porque o Spanning-Tree tem um limite de 
diâmetro máximo de 7 saltos entre dois dispositivos finais. Para isso, deveríamos dimi-
nuir a prioridade do Switch 5 para forçar com que ele ganhasse a eleição.
Problemas de rede causados em decorrência do Spanning-Tree (ou da falta dele)
Nem todos os fabricantes habilitam Spanning-Tree por padrão, interconectá-los pode causar Loops de 
Camada 2 – verifique como os Switches de sua rede se comportam.
Se um novo Switch com prioridade menor for inserido em sua rede, ele pode se tornar a nova Raiz STP 
dos Switches e mudar totalmente a topologia, alterando portas bloqueadas e Root Ports, podendo in-
clusive impactar na performance da rede.
Camada 3 – Conhecendo Roteadores
Um roteador é um equipamento dedicado a fazer o encaminhamento de pacotes 
entre redes distintas, ele deve encontrar o melhor caminho ou a melhor rota para cada 
pacote que recebe. Na verdade, se pegarmos um PC com duas placas de rede e esse 
serviço de encaminhamento habilitado, teríamos um roteador. 
A ideia de ter uma caixa exclusiva para o serviço de roteamento, dedicando toda a 
sua CPU e memória para esse fim, tem o objetivo de ser escalável, encaminhando gran-
des volumes de informação entre as redes roteadas.
O roteamento IP é baseado no endereço de destino e a tabela de rotas que ele man-
tém sempre fará a procura pelo caminho mais específico para realizar o encaminha-
mento. Vejamos o exemplo abaixo:
Endereço de destino do pacote é: 200.10.10.1.
Olhando na tabela de rotas, temos:
200.0.0.0/8 via E0/0
200.10.0.0/16 via E0/1
200.10.10.0/24 via E0/2
O prefixo “mais longo” ou mais específico é o /24 e o pacote seria encaminhado 
pela interface E0/2. Somente se essa rota fosse removida da tabela, as saídas via E0/1 
e depois a E0/0 poderiam ser usadas.
E se o pacote tivesse como endereço de destino o IP 201.10.10.1? Bem, se não há 
uma rota específica para um determinado destino, é usado o que chamamos de rota pa-
drão ou “Gateway de Último Recurso” – a rota menos específica, qualquer destino que 
não se encontra na tabela de rotas será encaminhado para lá.
16
17
No mundo Internet, uma tabela de rotas conhecida como “Full Route” ou tabela 
completa possui cerca de 700.000 rotas. Armazenar um banco de dados desse tamanho 
pode ser muito pesado para um roteador com pouca CPU e memória.
É importante que todos os roteadores tenham uma visão consolidada das redes as 
quais eles fazem a interligação. Do contrário, loops de roteamento podem ocorrer, im-
possibilitando que os pacotes cheguem ao seu destino ou então aumentando drastica-
mente o tempo para que essa entrega seja feita.
Se eu tenho dois roteadores interconectados e eu crio uma configuração de modo que 
um aponte o outro como rota padrão, os pacotes ficaram em looping até serem descartados 
(ao contrário do que acontece com os quadros Ethernet na Camada 2, pacotes IP possuem 
um campo chamado de TTL (Time to Time) que vão decrementado em 1 a cada salto. Essa 
é a razão pela qual não precisamos de algo como o Spanning-Tree em Camada 2).
Switches de Camada 3. Esse é um termo comum para designar um dispositivo capaz 
de operar tanto em Camada 2 quanto em camada 3. Sendo muitas vezes necessário ati-
var as funções de Camada 3 dessa caixa, pois muitas vezes não vêm ativas por padrão. 
Na prática, o Switch L3 faz o papel de roteador quando necessário, sendo mais limitado 
em relação a um roteador tradicional.
Roteamento entre VLANs
Uma VLAN é uma rede lógica independente, um conjunto de máquinas com algo em 
comum que são isoladas das demais por questões de segurança e performance. A imple-
mentação de VLANs mais comuns é a “centrada em porta” – no qual dizemos que cada 
interface do Switch pertence a uma rede distinta. Um roteador pode ser usado para prover 
comunicação entre as VLANs, já que num Swtich Camada 2 as VLANs não se falam, 
mesmo estando no mesmo equipamento físico. Uma alternativa seria utilizar um Switch de 
Camada 3, capaz de fazer o roteamento inter-VLANsem a ajuda de um roteador externo.
Problemas comuns num ambiente de redes com VLANs são interfaces configuradas em VLANs incorre-
tas, VLANs não criadas em todos os Switches por onde o tráfego delas passa e problemas no roteamento 
entre as VLANs.
Problemas de Rede comuns em Camada 3
• A falta de endereços IP, ou IP e máscara configurados incorretamente é um erro 
comum em cenários de Camada 3. Vale lembrar que o roteador deve ter uma rede 
diferente em cada interface diretamente conectada. Se tentarmos configurar um IP 
numa interface pertencente a uma rede ou sub-rede já diretamente conectada em 
outra, uma mensagem de “overlap” ou sobreposição irá ser exibida.
• Convergência Lenta: os roteadores podem aprender rotas dinâmicas através de 
protocolos de roteamento. Muitas vezes, o tempo para que todos os roteadores 
aprendam uma mudança nas rotas pode ser muito longo, resultando em perda de 
17
UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
pacote. É como se uma ponte caísse, mas as placas indicativas para um determi-
nado local passando por ela ainda não tivessem sido removidas. Muitos pacotes 
podem “saltar para o abismo” ou ficar andando em círculos até que todos os cami-
nhos se normalizem.
• Problemas de Redistribuição: muitas vezes, uma empresa tem diferentes seg-
mentos de rede onde diferentes protocolos de roteamento atuam. Isso pode ocorrer 
por diversas razões: algum recurso que requer uma tecnologia proprietária exige 
um protocolo proprietário, roteadores antigos precisam manter protocolos antigos 
por limitação de hardware, cenários onde há fusão de empresas diferentes rodando 
protocolos de roteamento diferentes etc. Fazer esses mundos diferentes trocarem 
rotas não é uma tarefa fácil e está sujeita a uma série de problemas que podem ter 
looping e perda de conectividade.
Estudo de Caso – Problemas de Camada 2 e Camada 3
Tomando por exemplo o Cenário que analisamos na Unidade anterior, quais seriam 
os possíveis problemas de Camada 2 e 3 que poderíamos analisar para checar as razões 
do PC1 não poder se comunicar com o Servidor 1?
Figura 10
Fonte: Acervo do conteudista
Hipóteses na Camada 2
Checar se a interface de rede do PC1 e a interface e0/0 do Switch1 que se está di-
retamente conectado a ele estão com as configurações de Speed e Duplex compatíveis 
(configurações discrepantes como 10 Half de um lado e 100 Full de outro podem causar 
colisões e perda de conectividade).
Checar se há VLANs configuradas e se certificar que a interface e0/0 do Switch1 
encontra-se na VLAN correta.
Checar se o endereço MAC do PC1 está sendo aprendido na interface e0/0 do Switch. 
Devemos consultar a tabela do Switch para termos certeza de que não há filtros como 
port-security que limitem a quantidade e os endereços de MACs a serem aprendidos.
18
19
Checar se o Switch está com níveis de consumo de CPU e memória muito altos. Isso 
pode ser ocasionado por problemas de Spanning-Tree e nesse caso poderia procurar 
por eles ligações físicas que poderiam estar causando esse problema.
Hipóteses de Camada 3
O endereço IP e a máscara de rede do PC1 estão OK? Endereços incorretos podem 
ser a causa da falta de conectividade.
O Roteador 1 possui rotas para chegar até a rede do Servidor 1 e para devolver os 
pacotes para o PC1? Usar PING e TRACEROUTE para checar o caminho.
O Switch 1 possui gateway padrão?
Obs.: Se o Switch for de Camada 3 e estiver sendo usado como Camada 2, é pre-
ciso ter certeza de que as features de Camada 3 estejam desativadas, caso contrário, o 
roteamento não poderá passar de forma transparente através dele.
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UNIDADE 
Infraestrutura de Redes de Computadores
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
TCP/IP e Conectividade em Redes – Guia Prático
SOUSA, Lindeberg Barros de. TCP/IP e Conectividade em Redes – Guia Prático. 5. ed. 
São Paulo: Érica, 2010. [ebook Biblioteca Virtual Universitária] ISBN: 9788536522111.
Administraç ã o de redes locais
SOUSA, Lindeberg Barros de. Administraç ã o de redes locais. Sã o Paulo: É rica, 2014. 
[ebook Biblioteca Virtual Universitária] ISBN 9788536521909.
Seguranç a em Redes: fundamentos
MORAES, Alexandre Fernandes de. Seguranç a em Redes: fundamentos. Sã o Paulo: 
É rica, 2010. [ebook Biblioteca Virtual Universitária] ISBN: 9788536522081.
Redes de computadores: fundamentos
MORAES, Alexandre Fernandes de. Redes de computadores: fundamentos. 7. ed. Sã o 
Paulo: É rica, 2010. [ebook Biblioteca Virtual Universitária] ISBN 9788536522050.
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Referências
COMER, D. E. Redes de Computadores e Internet. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 
2016. [ebook Minha Biblioteca] ISBN 9788582603734.
LAURA, C.; FARKAS, D. Diagnosticando Redes: Cisco Internetwork Troubleshooting . 
São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2002. [ebook Biblioteca Virtual] ISBN 
8534614946.
TANENBAUM, A. S.; WETHERALL, D. Redes de Computadores. 5. ed. Rio de 
 Janeiro: Campus, 2011. [ebook Biblioteca Virtual Universitária] ISBN 9788576059240.
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