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Geoprocessamento e a gestão pública

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Geoprocessamento e a gestão 
pública 
Apresentação
A gestão, de forma isolada, refere-se ao gerenciamento/administração, sendo que existe uma 
instituição/empresa/entidade social relacionada com a ela. Em relação à gestão pública, esta se 
refere ao modo como as autoridades e os governantes (sejam eles municipais, estaduais ou 
federais) cuidam dos bens públicos e da população.
Os gestores públicos são responsáveis por organizar as finanças e aplicar o dinheiro em melhorias 
para a população nas mais diferentes áreas, como saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre 
tantas outras. Claro que, para isso, existem diferentes ferramentas/maneiras, e uma delas é por 
meio do geoprocessamento.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você compreenderá melhor como o geoprocessamento pode ser 
um grande aliado na gestão e na economia de municípios, estados e países. Além disso, você 
compreenderá quais são os maiores desafios relacionados aos mapeamentos, buscando uma gestão 
mais eficaz.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar a importância do geoprocessamento na gestão.•
Descrever as aplicações práticas dos mapeamentos na economia de um município, estado ou 
país.
•
Identificar erros e deficiências em mapeamentos.•
Infográfico
Nos últimos anos, a gestão vem se tornando um tema central na formulação e na execução das 
políticas públicas brasileiras. A gestão pode ser vista como a forma/maneira como os governantes 
governam os municípios, os estados ou o país.
O geoprocessamento é, cada vez mais, um aliado dos governantes, pois busca mapear os mais 
diversos problemas/desafios. Quando se sabe exatamente qual é o problema e o seu real tamanho, 
fica mais fácil de encontrar soluções plausíveis. 
Neste Infográfico, confira algumas aplicações de como o geoprocessamento pode auxiliar na gestão 
de municípios, estados e até mesmo do país.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
Conteúdo do Livro
O homem faz uso da cartografia desde o seu surgimento. Obviamente, os primeiros mapas eram 
apenas desenhos, visto que o conhecimento geográfico era limitado. Com a chegada do 
computador, foi possível realizar grandes descobertas em relação à geografia terrestre, 
principalmente após o homem pisar na Lua.
Logo, pode-se dizer que os recursos tecnológicos foram fundamentais para promover o avanço da 
cartografia. Porém, apesar dos avanços tecnológicos na área do geoprocessamento, ainda existem 
algumas dificuldades/deficiências que precisam ser solucionadas.
No capítulo Geoprocessamento e gestão pública, da obra Geoprocessamento, base teórica desta 
Unidade de Aprendizagem, você saberá mais sobre quais são essas dificuldades e como o homem 
vem trabalhando para tentar superá-las.
Boa leitura.
GEOPROCESSAMENTO 
Ronei Tiago Stein
Geoprocessamento 
e gestão pública
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Analisar a importância do geoprocessamento na gestão.
 � Descrever as aplicações práticas dos mapeamentos na economia de 
um município, estado ou país. 
 � Identificar erros e deficiências em mapeamentos.
Introdução
O geoprocessamento consiste no conjunto de tecnologias de coleta, 
tratamento, manipulação e apresentação de informações espaciais. 
É um termo amplo, que engloba diversas técnicas, cada qual com funções 
específicas, como digitalização, conversão de dados, modelagem digital 
de terreno, processamento digital de imagens, dentre outros.
O geoprocessamento é uma área de conhecimento que envolve 
disciplinas como cartografia, computação, geografia e estatística. 
Por envolver diferentes ciências, o geoprocessamento vem sendo utilizado 
em diferentes áreas, como no controle ambiental, na saúde (no controle 
de patologias), na gestão agrícola e na gestão urbana. Dessa forma, cada 
vez mais as cidades, os estados e os países vêm investindo nesse recurso. 
Neste capítulo, você vai compreender melhor como o geoprocessa-
mento pode ser uma importante ferramenta no que se refere à gestão 
de diferentes áreas. Além disso, você vai verificar exemplos de como as 
autoridades vêm fazendo uso do mapeamento, visando a controlar gastos 
financeiros ou aumentar rendimentos. Por fim, serão apresentados alguns 
dos principais erros e deficiências que envolvem o mapeamento brasileiro. 
1 Uso do geoprocessamento na gestão
O termo “geografia” diz respeito à representação da Terra, enquanto “pro-
cessamento” significa “andar avante”. Dessa forma, é possível dizer que o 
geoprocessamento se refere a implantar um processo que traga um progresso, 
um andar avante, na representação da Terra e do espaço. Não se trata somente 
de representar, mas de associar a esse ato um novo olhar sobre o espaço, um 
novo conhecimento, que é a informação (MOURA, 2014). De acordo com 
Ibrahin (2014), o geoprocessamento é um conjunto de métodos e ferramentas 
que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da in-
formação geográfica, influenciando e proporcionando a análise de aspectos 
relacionados aos recursos naturais, ao transporte, às comunicações, à energia, 
ao planejamento urbano, entre outros.
Para a manipulação de dados, o geoprocessamento utiliza um conjunto de 
técnicas e ferramentas ligadas à informação espacial, como: 
 � topografia;
 � cartografia;
 � sensoriamento remoto;
 � sistemas de informações geográficas (SIGs);
 � sistema de posicionamento global (GPS).
Logo, o georreferenciamento é utilizado em diferentes áreas, sendo, 
inclusive, utilizado para a gestão. Quando se fala em gestão, trata-se da gestão 
de cidades, do território, do meio ambiente, da economia, da logística e da 
qualidade de vida, abrangendo a forma como esses setores se estruturam, 
bem como suas deficiências e possibilidades de melhoria. Por meio do geor-
referenciamento, é possível promover a gestão do território e a elaboração de 
políticas públicas, pois as ferramentas a ele relacionadas permitem responder 
a perguntas como onde e por que ocorrem determinados fenômenos e de que 
forma é possível atuar para saná-los (SILVA; LOPES, 2013).
Cada vez mais o geoprocessamento vem sendo utilizado em diferentes 
áreas e setores. O Quadro 1 apresenta alguns exemplos de setores em que o 
georreferenciamento pode ser utilizado na gestão municipal.
Geoprocessamento e gestão pública2
Fonte: Adaptado de Cavenaghi e Lima (2010).
Secretaria do 
meio ambiente
 � Gerenciamento de áreas de proteção
 � Controle da hidrografia do município
Secretaria de 
planejamento
 � Gerenciamento de rede de água e esgoto
 � Gerenciamento de rede de transportes
 � Planejamento do uso do solo no município
Cadastro
 � Cadastro e controle de imposto sobre a 
propriedade predial e territorial urbana
 � Gestão do zoneamento
Secretaria de 
segurança
 � Gerenciamento de incêndios
 � Controle de ocorrências
Serviços ao cidadão
 � Localização de serviços públicos
 � Localização de pontos turísticos
 � Acesso de mapas via web
Quadro 1. Exemplos de como o georreferenciamento pode auxiliar na gestão municipal
O geoprocessamento reúne diversas tecnologias de tratamento, manipula-
ção, armazenamento, gerenciamento e análise de dados geográficos, como o 
sensoriamento remoto, o GPS e os SIGs, que têm sido bastante utilizados na 
área ambiental, na saúde e na agricultura, conforme descreve Ribeiro (2017). 
Nos últimos anos, houve um grande aumento do uso do georreferenciamento em 
questões ambientais. Isso ocorre porque o geoprocessamento instrumentaliza 
as decisões envolvendo o meio ambiente. Ele pode, por exemplo, indicar a 
escassez de água em uma determinada região geográfica, a pobreza do solo e a 
distribuição geográfica de recursos minerais, propriedades, animais e plantas.
As informações adquiridas com o geoprocessamento poderão ser utili-
zadas para a correta tomada de decisões sobre os problemas urbanos, ru-
rais e ambientais, visando a umdesenvolvimento que não coloque em risco 
os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra: a atmosfera, as águas, 
os solos e os seres vivos. Por exemplo, o geoprocessamento é um importante 
instrumento para o licenciamento ambiental. Este consiste em um proce-
dimento administrativo pelo qual o órgão ambiental autoriza a localização, 
a instalação, a ampliação e a operação de empreendimentos e/ou atividades que 
utilizam recursos ambientais e que são considerados efetiva ou potencialmente 
3Geoprocessamento e gestão pública
poluidores, ou daqueles que, sob qualquer forma, possam dar causa a uma 
degradação ambiental (IBRAHIN, 2014).
Na área da saúde, o uso do geoprocessamento, especialmente dos SIGs, 
facilita a integração de dados de diferentes fontes e formatos. Por meio de 
operações espaciais, os SIGs permitem o armazenamento e o gerenciamento 
dos dados por meio de um poderoso conjunto de ferramentas, que tem possi-
bilitado a aplicação de métodos de análise relacionados à epidemiologia e à 
geografia da saúde. Trabalhos importantes têm sido desenvolvidos nas áreas 
de epidemiologia e saúde pública, explorando o padrão espacial da distribuição 
de doenças e seus fatores associados (RIBEIRO, 2017).
Durante a pandemia mundial causada pelo covid-19, muitos governantes rastrearam 
os telefones celulares dos cidadãos. Dessa forma, foi possível analisar onde havia 
aglomeração de pessoas e, assim, criar mapas sociais, permitindo que as autoridades 
realizassem campanhas alertando sobre a importância de permanecer em casa no 
período de quarentena. Além disso, esse método possibilitava às autoridades verificar 
se o número de casos de covid-19 era maior nas áreas com maior aglomeração em 
relação a locais com menor circulação de pessoas. Cabe mencionar que não era 
possível obter dados com esse rastreamento — por exemplo, o nome de cidadãos. 
A agricultura também vem fazendo cada vez mais uso do georreferencia-
mento. Um exemplo é a agricultura de precisão, que busca melhorar a gestão 
das propriedades agrícolas, bem como diminuir os desperdícios no campo e 
aumentar a produção/rentabilidade. A agricultura de precisão utiliza sistemas 
de monitoramento e une dados meteorológicos para auxiliar o agricultor no 
processo de avaliação das principais condições da produção. Esse trabalho é 
realizado por meio do acompanhamento das condições do tempo durante as várias 
fases da cultura, segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (c2020).
A agricultura de precisão vem sendo considerada uma forma de agricultura 
inteligente e consiste em um sistema de manejo integrado de informações 
e tecnologias, que leva em conta a influência da variabilidade do espaço 
nos rendimentos dos cultivos. Ela visa ao gerenciamento mais detalhado do 
sistema de produção agrícola como um todo, não somente das aplicações de 
insumos ou de mapeamentos diversos, mas de todos os processos envolvidos 
Geoprocessamento e gestão pública4
na produção. Apesar de ser mais utilizada pelos grandes agricultores, hoje, 
a ideia da agricultura de precisão pode ser difundida também entre os médios 
e pequenos produtores, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa 
Agropecuária (AUTOMAÇÃO..., [2020?]).
Um exemplo de agricultura de precisão é a obtenção e a análise de dados precisos, 
coletados por meio de estações meteorológicas e sensores, que captam informações 
como: temperatura do ar, tempo de molhamento foliar, precipitação, umidade do 
solo, entre outros parâmetros. Dessa forma, reduzem-se as chances de prejuízos e 
desperdícios (como de sementes, adubos e fertilizantes) e aumentam-se as chances 
de melhorar a qualidade da produção e o seu retorno financeiro.
2 Aplicações práticas dos mapeamentos na 
economia de um município, estado ou país
O geoprocessamento pode auxiliar tanto no planejamento como na gestão 
de uma cidade, um estado ou até um país. Segundo Moura (2014), o planeja-
mento ocorre em maior escala temporal e espacial, enquanto a gestão traduz 
o acompanhamento da dinâmica urbana nos processos de transformação em 
menor escala. Segundo Souza (2002), planejar remete ao futuro, à compreensão 
e à previsão de processos, enquanto a gestão indica o presente e significa 
administrar uma situação. 
Ou seja, as técnicas de georreferenciamento permitem:
[...] superar a visão parcial que o homem tem do mundo, através da capacidade 
de conhecer e acompanhar o movimento da natureza e da sociedade, e integrar 
as mais diversas fontes de informação, fornecendo as bases científicas para 
um novo plano de desenvolvimento urbano (FARINA, 2006, p. 2). 
No geoprocessamento, faz-se uso de ferramentas computacionais, os SIGs, 
que permitem realizar análises complexas, integrando dados de diversas fontes 
e criando bancos de dados georreferenciados. 
5Geoprocessamento e gestão pública
A Figura 1 apresenta um esquema da utilização de um SIG; o processo 
inicia com as fontes de dados, que consistem em interpretações da realidade, 
uma vez que foram obtidas do mundo real. No SIG, ocorrem os processos de 
entrada de dados, gerenciamento de dados e armazenamento e análise de dados, 
que substituem os métodos tradicionais de tratamento de dados geográficos. 
A partir daí, são geradas informações, que, em sua forma mais usual, são 
produtos cartográficos, como mapas, gráficos e tabelas, que auxiliam ou 
dão subsídio aos usuários para uma tomada de decisão. Com o consenso na 
decisão escolhida, ela é então colocada em ação, agindo sobre o mundo real 
e eventualmente modificando-o, necessitando, então, de novas aquisições de 
dados de uma realidade diferente (HAMADA; GONÇALVES, 2007).
Figura 1. Representação esquemática geral da utilização do sistema de informações 
geográficas.
Fonte: Hamada e Gonçalves (2007, p. 14).
Aquisição
Análise
Gerenciamento
Usuários
Entrada
de
dados
Informações
Ação
Aquisição
Análise
Gerenciamento
Usuários
Entrada
de
dados
Informações
Ação
Geoprocessamento e gestão pública6
Mas, como exatamente o georreferenciamento pode auxiliar a economia 
e a gestão de um município, estado ou país? Antes de mais nada, precisamos 
ter em mente que o georreferenciamento é realizado por uma equipe multidis-
ciplinar, com engenheiros, geógrafos, biólogos, topógrafos, dentre outros, e o 
resultado do georreferenciamento (os mapas, por exemplo) pode ser utilizado 
por uma grande parcela de profissionais, como economistas, administradores, 
professores, entre inúmeros outros. 
Hamada e Gonçalves (2007) descrevem que, por meio dos SIGs, é possível 
realizar diferentes ações nas áreas apontadas a seguir.
 � Recursos naturais: realizar o manejo e a conservação dos recursos 
naturais, por meio de estudos de impacto ambiental, modelagem das 
águas subterrâneas e do caminhamento dos contaminantes, estudos das 
migrações e dos habitats das faunas, pesquisa do potencial mineral, etc.
 � Gestão das explorações agrícolas: cultivo de campo, manejo de irri-
gação, avaliação do potencial agrícola da terra, etc.
 � Planejamento de áreas urbanas: planejamento dos transportes, desen-
volvimento de plano de evacuação, localização dos acidentes, seleção 
dos itinerários, etc.
 � Gestão das instalações: localização de cabos e tubulações, planeja-
mento e manutenção das instalações, etc.
 � Administração pública: gestão de cadastro, avaliação predial/terri-
torial, gestão da qualidade das águas, conservação/manutenção das 
infraestruturas, planos de organização, etc.
 � Comércio: análise da estrutura de mercado, planejamento de desen-
volvimento, análise da concorrência e das tendências de mercado, etc. 
 � Saúde pública: epidemiologia, distribuição e evolução das doenças, 
distribuição dos serviços sociais sanitários, planos de emergência, etc. 
Uma das grandes contribuições do georreferenciamento é em relação ao 
plano diretor, o qual busca orientar a ocupação do solo urbano, dividindo 
as cidades por áreas. Ou seja, ele busca determinar qual área será destinada 
unicamente à construção de moradias,onde serão instaladas as indústrias 
(área industrial) e qual área será destinada à zona rural, conforme descrevem 
Abiko e Moraes (2009). Com isso, é possível controlar e organizar a ocupação 
do território, bem como criar medidas que visam a evitar a contaminação dos 
solos (SINGER, 2017). Além disso, o plano diretor para cidades litorâneas 
auxilia no uso e na ocupação da orla, garantindo o acesso à população e, 
principalmente, a preservação ambiental. 
7Geoprocessamento e gestão pública
Para facilitar a compreensão do uso do geoprocessamento na gestão pública, vamos 
analisar um exemplo. Imagine que o governo federal deseja saber a densidade de-
mográfica por região. Dessa forma, o governo federal solicitará ao Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (IBGE) ou ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) 
a montagem de mapas demográficos. Esses mapas podem ser baseados nos últimos 
censos realizados ou, então, ser desenvolvidos a partir de um monitoramento dos sinais 
de aparelhos celulares, por exemplo. Com base nesses mapas, o governo poderá tomar 
decisões importantes, como realizar políticas públicas que busquem desenvolver áreas 
do interior, ou investir mais adequadamente os recursos financeiros em áreas como 
educação, saúde e segurança pública. 
Nem todos os municípios são obrigados por lei a possuírem o plano diretor. A Lei 
nº. 10.257, de 10 de julho de 2001 (BRASIL, 2001), em seu art. 41, apresenta a obrigato-
riedade do plano diretor para municípios que:
 � possuem mais de 20 mil habitantes;
 � são integrantes de regiões metropolitanas;
 � têm áreas com interesse turístico;
 � estão situados em áreas de influência de empreendimentos ou atividades com 
significativo impacto ambiental.
Quando falamos de georreferenciamento e sua relação com a economia e a 
gestão territorial, não podemos deixar de falar do Cadastro Ambiental Rural 
(CAR), o qual é definido e apresentado pela Lei nº. 12.651, de 25 de maio de 
2012 (BRASIL, 2012). Jaguszewski, Gotuzzo e Condorelli (2014) descrevem 
o CAR como um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, 
que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação 
das áreas de preservação permanente, das áreas de reserva legal, das florestas 
e dos remanescentes de vegetação nativa, das áreas de uso restrito (pantanais 
e planícies pantaneiras) e das áreas consolidadas das propriedades e posses 
rurais do país.
Geoprocessamento e gestão pública8
Ou seja, todas as propriedades rurais do país devem ter registro no CAR, 
um sistema on-line de cadastramento. Além de serem apresentados documentos 
(matrícula do imóvel, documentos pessoais), o produtor rural deve inserir um 
mapa georreferenciado de sua propriedade, apresentando as coordenadas 
geográficas, a quantidade de vegetação nativa, a localização da reserva legal, 
as áreas utilizadas para fins agrossilvopastoris, a identificação de recursos 
hídricos, dentre outros aspectos. Esse cadastro georreferenciado facilita o 
controle do desmatamento, bem como contribui para a análise do agronegócio 
brasileiro, sendo possível, por exemplo, identificar as grandes propriedades 
agrícolas (latifúndios) e as pequenas propriedades agrícolas (minifúndios).
3 Principais erros e deficiências em 
mapeamentos
Os mapas são o resultado da cartografia, sendo uma representação gráfica, 
em geral na forma de uma superfície plana (bidimensional) e em uma deter-
minada escala. Montar um mapa nem sempre é uma tarefa fácil. A Figura 2 
apresenta os propósitos e as etapas para a produção de mapas. 
Figura 2. Propósitos e etapas da cartografia. 
Fonte: Adaptada de Menezes e Fernandes (2013).
Cartogra�a
Produção
Avaliação
Uso
Educação e
ensino
Planejamento, projeto, criação, revisão,
reprodução
Acuracidade, completude, consistência
lógica, aceitação, intercâmbio de informações
Leitura, intepretação, análise, intercâmbio
de informação
Treinamento, estudos formais, estúdios
informais, educação para crianças, escrita e
leitura, apoio cartográ�co, história
9Geoprocessamento e gestão pública
Um dos principais erros ou dificuldades na elaboração de mapas está na escala adotada. 
Tipicamente, os elementos de um mapa são representados em um tamanho menor 
do que o real. A escala do mapa é o que define o quanto menor a representação será. 
Por exemplo, uma escala 1:20.000 (chamada escala numérica) indica que o tamanho 
dos objetos na realidade é 20.000 vezes maior do que a sua representação no mapa. 
A escala gráfica possui, de acordo com Petersen, Sack e Gabler (2014), duas grandes 
vantagens:
 � facilita a determinação de distâncias no mapa, porque pode ser utilizada como 
régua para medições; e
 � é útil mesmo se o mapa for reduzido ou ampliado, porque a escala (no mapa) será 
alterada proporcionalmente.
O mapa e a escala gráfica, entretanto, necessitam ser ampliados ou reduzidos na 
mesma proporção para que a escala gráfica seja precisa.
Apesar dos enormes avanços tecnológicos que ocorreram nas últimas 
décadas, garantindo mapas mais confiáveis e com maior quantidade de infor-
mações, ainda existem algumas limitações e deficiências nos mesmos. Essas 
limitações provavelmente são um dos maiores empecilhos no que se refere 
ao uso do mapeamento na gestão pública.
Uma grande deficiência do mapeamento (principalmente no Brasil) é 
em relação à cartografia digital. De acordo com Menezes e Cruz ([20--?]), 
o mapeamento digital enfrenta dois problemas:
 � ausência de bases cartográficas digitais de referência, que forneçam 
o necessário suporte cartográfico aos diversos projetos de geoproces-
samento; e
 � desconhecimento e despreparo em cartografia por parte das equipes 
que estão envolvidas com geoprocessamento.
Geoprocessamento e gestão pública10
A base cartográfica brasileira é relativamente recente, se comparada a outros 
países. Enquanto países como Rússia e Estados Unidos e países da Europa 
iniciaram sua base cartográfica ainda na década de 1950, o Brasil começou 
a ter os primeiros mapas digitais de seu território na metade da década de 
1980, por meio do Projeto Radambrasil. Nesse projeto, o exército, com auxílio 
de radares modernos, analisou todo o território nacional, visando a obter 
informações sobre biomas, recursos hídricos, topografia/relevo e geologia, 
principalmente. No Quadro 2, são apresentadas as vantagens e desvantagens 
da cartografia digital, de modo geral.
Com a cartografia digital, é possível criar um banco de dados. Os mapas 
em formato digital podem ser salvos e compartilhados, fazendo com que as 
pessoas interessadas tenham acesso aos mesmos. Normalmente, cada país 
cria seu próprio banco de dados, e, apesar de algumas informações serem 
sigilosas, outras ficam em modo público, como vegetação, relevo, tipo de 
solo, hidrologia, entre outras. 
Uma grande ferramenta que pode auxiliar na aplicação do geoprocessa-
mento na gestão pública é o Google Earth. Porém, as resoluções das imagens 
podem ser diversas. Enquanto nos centros urbanos as imagens normalmente 
são mais nítidas, áreas mais afastadas ou do interior não apresentam uma 
alta resolução, podendo comprometer o trabalho de georreferenciamento 
nessas áreas. Uma das maiores dificuldades do uso do Google Earth é que 
essa ferramenta não disponibiliza imagens em tempo real, sendo que, em 
algumas áreas/regiões, as imagens utilizadas são de 1 ou 2 anos atrás, 
o que dificulta o uso dessa ferramenta no que se refere à gestão pública em 
algumas áreas. 
11Geoprocessamento e gestão pública
Fonte: Adaptado de Filho (2000).
Vantagens da cartografia digital
Desvantagens da 
cartografia digital
 � Possibilidade de ressimbolização e 
fácil alteração
 � Experimentação de novas técnicas 
de visualização, novas projeções 
cartográficas e diferentes testes de 
representação
 � Aumento da produtividade
 � Possibilidade de ampliar a 
divulgação e o uso da informação 
geográfica pelas novas mídias 
digitais, sobretudo a internet
 � Emprego de algoritmos degeneralização, o que permite criar 
mapas de síntese regional
 � Possibilidade de avaliação dos 
resultados antes da impressão
 � Emprego em sistemas de 
informações geográficas
 � Revisão continuada da base de 
dados
 � Maior quantidade de informação 
pode ser representada
 � Derivação de outros temas a partir 
do processamento dos mapas 
digitais
 � Criação de mapas que são 
difíceis de realizar por métodos 
convencionais
 � Automação de rotinas repetitivas e 
criação de bibliotecas de símbolos
 � Escassez de mão de obra treinada
 � Exige pessoal mais qualificado
 � Mudança na rotina de trabalho, 
implicando investimento em 
treinamento e adaptação, o que 
requer um tempo de maturação 
até que esse novo método seja 
plenamente adotado
 � Maior investimento inicial, que 
pode ser superado com a maior 
produtividade
 � Necessidade de aprendizado 
continuado, uma vez que consiste 
em uma tecnologia em constante 
avanço
 � Geração de mapas de baixa 
qualidade, pois, com o uso de 
computadores pessoais, muitas 
pessoas se aventuram a produzir 
mapas sem que tenham um 
conhecimento mínimo necessário 
de cartografia
Quadro 2. Vantagens e desvantagens da cartografia digital
Geoprocessamento e gestão pública12
O Google Earth é uma ferramenta gratuita para o público em geral. Porém, esse 
aplicativo possui mais três versões pagas, cujas interfaces são mais rápidas, mais 
eficazes e com mais funções para auxiliar nas informações cartográficas. Para ter 
acesso a essas imagens, o governo (federal, estadual ou municipal) precisa pagar ao 
Departamento de Defesa dos Estados Unidos (órgão que controla essas imagens), 
para que as mesmas sejam liberadas.
Atualmente, o INPE e o IBGE são as duas instituições responsáveis por 
cuidar, organizar e ampliar a base cartográfica brasileira. O INPE (PERGUN-
TAS..., c2017) atua em diferentes áreas, conforme descrito a seguir.
 � Ciências espaciais e atmosféricas: compreende a investigação física e 
química de fenômenos que ocorrem na atmosfera e no espaço exterior, 
de interesse para o país. 
 � Engenharia espacial: desenvolvimento de sistemas e tecnologias espa-
ciais destinadas a diversas aplicações, como a execução de projetos e 
a construção de satélites e sistemas de solo. 
 � Observação da Terra: envolve o conhecimento científico e tecnológico 
nos campos de sensoriamento remoto e geoprocessamento, levantamento 
de recursos naturais e monitoramento do meio ambiente. 
 � Previsão de tempo e clima: desenvolve pesquisas e atividades nos cam-
pos das ciências meteorológicas, meteorologia por satélites, previsão 
de tempo e climatologia. 
 � Ciência do sistema terrestre: voltada para a detecção e atribuição de 
causas das mudanças ambientais globais e regionais, a geração de 
cenários de mudanças ambientais globais e regionais e a avaliação de 
impactos nos sistemas socioeconômico e ambiental.
 � Infraestrutura do Programa Espacial: visa a atender às necessidades 
do Programa Espacial Brasileiro.
13Geoprocessamento e gestão pública
No site do INPE, você pode consultar um histórico de imagens de satélite e mapas. 
As imagens são gratuitas, e o meio de envio padrão é por transferência de arquivos, 
via internet.
Já o IBGE ([2020?]) possui as funções de:
 � produção e análise de informações estatísticas;
 � coordenação e consolidação das informações estatísticas;
 � produção e análise de informações geográficas;
 � coordenação e consolidação das informações geográficas;
 � estruturação e implantação de um sistema da informações ambientais;
 � documentação e disseminação de informações;
 � coordenação dos sistemas estatístico e cartográfico nacionais.
O Brasil apresenta diferentes realidades, com regiões mais ricas e desen-
volvidas em relação a outras. Logo, nem todas as cidades têm as mesmas 
condições financeiras, e isso pode ser uma barreira no que se refere ao uso 
do geoprocessamento na gestão pública. Montar mapas requer mão de obra 
especializada, sendo que as cidades mais vulneráveis financeiramente acabam 
não tendo condições de contratar esses profissionais, ou mesmo de contratar ou 
licitar empresas especializadas na elaboração de mapas. Além disso, não basta 
apenas mão de obra especializada para montar diferentes tipos de mapas, mas 
também profissionais que saibam interpretar os mapas, buscando encontrar 
soluções com a ajuda dos mesmos.
Mesmo com algumas deficiências, a cartografia digital vem ganhando 
mais espaço, uma vez que a produção de mapas cresce proporcionalmente ao 
crescimento da população, de forma a atender seus interesses nos mais variados 
ramos de atividade. De modo geral, o objetivo da cartografia consiste em reunir 
e analisar dados das diversas regiões da Terra e representar graficamente, em 
escala reduzida, os elementos da configuração que possam ser claramente 
visíveis (ROSA, 2013). Mesmo que os mapas apresentem erros ou deficiências, 
eles estão sendo corrigidos cada vez mais rapidamente, principalmente devido 
ao avanço tecnológico, que garante maior rapidez na transmissão de dados. 
Geoprocessamento e gestão pública14
ABIKO, A.; MORAES, O. B. Desenvolvimento urbano sustentável. São Paulo: Escola Poli-
técnica da USP – Departamento de Engenharia de Construção Civil, 2009. Disponível 
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BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação 
nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 
1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setem-
bro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 
de agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2012. 
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FARINA, F. C. Abordagem sobre as técnicas de geoprocessamento aplicadas ao plane-
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IBRAHIN, F. I. D. Introdução ao geoprocessamento ambiental. São Paulo: Érica, 2014.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). O IBGE. Brasília, [2020?]. Dis-
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JAGUSZEWSKI, E. D.; GOTTUZZO, C. C.; CONDORELLI, E. M. F. Capacitação em cadastro 
ambiental rural: manual do treinando. Porto Alegre: SENAR/AR-RS, 2014.
MENEZES, P. M. L.; CRUZ, C. B. M. Considerações sobre bases cartográficas digitais. 
In: GEOCART. Rio de Janeiro, [20--?]. Disponível em: http://www.geocart.igeo.ufrj.br/
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15Geoprocessamento e gestão pública
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PERGUNTAS frequentes. In: INSTITUTO Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Brasília, 
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PETERSEN, J. F.; SACK, D.; GABLER, R. E. Fundamentos de geografia física. São Paulo: 
Cengage Learning, 2014.
RIBEIRO, H. (Org.). Geoprocessamento e saúde: muito além de mapas. Barueri: Manole, 2017.
ROSA, R. Introdução ao geoprocessamento. Uberlândia: Laboratóro de Geoprocessa-
mento (UFU), 2013. Apostila.
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL (SENAR). Formação técnica. Brasília: 
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SILVA, I. A.; LOPES, L. F. D. Geotecnologias e gestão pública municipal: um estudo preliminar. 
2013. Trabalho de conclusão de curso (Especialização em Gestão Pública Municipal) – 
Universidade Federal de Santa Maria, 2013. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/
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SINGER, P. Urbanização e desenvolvimento. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Fun-
dação Perseu Abramo, 2017.
SOUZA, M. L. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão 
urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
Leituras recomendadas
JENSEN, J. R. Sensoriamento remoto do ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. 
São José dos Campos: Parêntese, 2009.
TULER, M.; SARAIVA, S. Fundamentos de geodésia e cartografia. Porto Alegre: Bookman, 
2016.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
Geoprocessamento e gestão pública16
Dica do Professor
Para haver uma boa gestão pública, é fundamental que as autoridades façam uma análise espacial, a 
fim de tomar decisões mais assertivas, como, por exemplo, políticas que regulam o uso e a 
ocupação do espaço. Dessa forma, o SIG (Sistema de Informações Geográficas) se torna uma 
excelente ferramenta. 
Logo, fica impossível imaginar o futuro das políticas sem a aplicação de técnicas modernas de 
planejamento, sendo o geoprocessamento incluído nelas. A tecnologia de geoprocessamento 
permite a organização dos dados em bases de dados associadas às bases cartográficas, 
possibilitando aos diferentes agentes urbanos perceber o espaço com graus de detalhamento 
distintos.
Nesta Dica do Professor, você saberá mais sobre a importância do geoprocessamento na gestão 
pública.
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Exercícios
1) O geoprocessamento vem sendo cada vez mais utilizado do dia a dia, e isso inclui o uso na 
gestão pública. Apesar do uso crescente, ainda existem algumas limitações que acabam 
dificultando o uso do geoprocessamento.
A respeito dessas limitações, considere as asserções a seguir:
I - Uma das maiores dificuldades do Brasil é em relação à inexistência de um banco de dados 
digitais, o que dificulta o uso dessa ferramenta na gestão pública.
II - O uso incorreto de escalas em mapas sempre foi um grande problema, porém, com o 
surgimento da cartografia digital, esse problema acabou sendo resolvido.
III - Na década de 1980, o governo brasileiro investiu no geoprocessamento de todo o 
território nacional, analisando a geologia, a topografia, o relevo, entre outros, em um projeto 
conhecido como RADAMBRASIL, ponto de partida do geoprocessamento na gestão pública.
IV - O geoprocessamento, muitas vezes, tem um custo elevado, o que acaba "assustando" o 
uso dessa ferramenta na gestão dos bens públicos.
Assinale a alternativa que apresenta as asserções corretas:
A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, II e IV.
E) III e IV.
A equipe técnica do Ibama busca analisar se houve aumento do desmatamento ilegal em 
determinada área. Para isso, os técnicos resolveram:
I - Fazer uso de imagens do Google Earth, podendo comparar imagens atuais com imagens 
do passado.
Dessa forma:
2) 
II - Os técnicos poderão verificar os locais exatos onde o desmatamento está ocorrendo, 
pois terão acesso às coordenadas geográficas.
Analise as duas asserções e assinale a alternativa correta:
A) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
B) A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção II é uma proposição falsa. 
C) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
D) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. 
E) As asserções I e II são proposições falsas. 
3) O geoprocessamento reúne diversas tecnologias de tratamento, manipulação, 
armazenamento, gerenciamento e análise de dados geográficos. Logo, esses dados podem 
ser utilizados para melhorar a gestão pública.
A seguir, são apresentadas diferentes atividades/áreas englobadas pela gestão pública:
1 - Controle da poluição ambiental
5 - Quantidade de alunos em uma escola
10 - Principais pontos de congestionamento no trânsito
15 - Locais onde o saneamento básico precisa ser melhorado
20 - Cadastro de propriedades rurais
Quais são atividades que podem ser monitoradas pelo geoprocessamento? Assinale a 
alternativa que apresenta o somatório correto:
A) 6.
B) 16.
C) 30.
D) 35.
E) 46.
4) 
Mapas podem ser definidos como representações de uma área real. No Brasil, o INPE 
(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística) são responsáveis por cuidar e organizar a base cartográfica brasileira.
A respeito da cartografia digital, considere as afirmativas a seguir:
I - Mesmo muitos mapas estando em formato analógico (mapas impressos), é possível 
transformá-los em mapas digitais, fazendo uso do escaneamento, por exemplo.
II - A falta de mão de obra especializada ainda é um grande desafio a ser superado, 
principalmente na cartografia digital.
III - Uma grande limitação da cartografia digital é a inexistência de uma simbologia padrão, 
logo, muitos técnicos acabam fazendo uso de símbolos em mapas e não inserindo uma 
legenda, dificultando a interpretação deles.
IV - Uma das maiores vantagens da cartografia digital é a melhora na interpretação deles, 
além de auxiliar o trabalho dos técnicos.
Quais afirmativas estão corretas?
A) I e II.
B) I e III.
C) I, II e IV.
D) II, III e IV.
E) I, II, III e IV.
A fiscalização, o monitoramento e o controle de problemas podem ser muito melhorados 
quando a gestão pública (municipal, estadual ou federal) faz uso do geoprocessamento.
Em relação ao geoprocessamento e à gestão pública, assinale V para as afirmações 
verdadeiras e F para as falsas.
( ) Atualmente, apenas as grandes cidades/metrópoles fazem uso do geoprocessamento na 
gestão pública.
( ) Normalmente, o geoprocessamento é adotado na gestão territorial, dividindo as cidades 
em áreas/zonas, sendo confeccionados mapas de arruamentos.
( ) O Google Earth e o Waze são ferramentas do geoprocessamento, podendo, inclusive, ser 
utilizados na gestão pública.
5) 
( ) A maior parcela das cidades não faz uso do geoprocessamento pelo fato de não haver 
legislações específicas que obriguem isso.
Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta:
A) V – V – V – F.
B) F – V – V – F.
C) V – F – F – V.
D) F – F – V – V.
E) V – F – F – F.
Na prática
O geoprocessamento integra o Sistema de Informações Geográficas (SIGs) e se baseia no trabalho a 
partir de imagens de satélite e fotografias aéreas, visando à produção de mapas e às 
representações cartográficas de modo geral. Logo, é possível dizer que o geoprocessamento é fruto 
das inovações tecnológicas, permitindo a manipulação de informações.
O geoprocessamento auxilia na gestão pública,contribuindo para a fiscalização, o monitoramento e 
o controle de diferentes áreas/setores, como, por exemplo, nas questões ambientais. Porém, ainda 
existem algumas limitações/dificuldades em relação ao geoprocessamento.
Na Prática, você irá conferir um exemplo prático dos principais erros/problemas que ocorrem no 
mapeamento e no geoprocessamento.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Mapeamento digital: uma aproximação a partir do Waze
O mapa tem a função de passar informações sobre uma determinada área ou região geográfica. 
Dentre as informações, estão a topografia, o relevo, a vegetação, entre várias outras. Cada vez 
mais, os mapas vêm se tornando digitais devido ao avanço tecnológico. Neste artigo, você saberá 
mais sobre o mapeamento digital.
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O uso do geoprocessamento como ferramenta de gestão 
municipal – estudo de caso: Município de Jesuânia/MG
Fazer uso do geoprocessamento na gestão pública traz uma série de benefícios, como melhora na 
aplicação de recursos públicos e diminuição do desperdício. Acompanhe, a seguir, um exemplo 
prático de como o geoprocessamento pode ser utilizado na gestão municipal.
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Cartografia para geoprocessamento: conceitos fundamentais 
sobre escala
A escala errada em um mapa, além de tornar o mapa errôneo, poderá resultar em diversas 
consequências negativas, causando, inclusive, perdas financeiras. Neste vídeo, são apresentadas 
detalhadamente a importância e as formas de uso corretas da escala.
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