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GRAU TÉCNICO 
Unidade São Bernardo do Campo - SP
Curso Radiologia 
Nome do aluno: Tais Amanda de Araujo dos Santos RAD230036
Professor: Anderson Sculz
Radiação Corpuscular
Data da entrega: 06/11/2023
	Rad 10/PERÍODO:NOTURNO 
São Bernardo do Campo
2023
GRAU TÉNICO 
Unidade São Bernardo do Campo - SP
Curso Radiologia 
Tais Amanda de Araujo dos Santos- RAD230036
Professor: Anderson Schulz
		
Radiação Corpuscular
PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL– PTI
 
 São Bernardo do Campo
2023
PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL – PTI
Produção Textual Interdisciplinar apresentado ao curso de Radiologia da Instituição Grau Técnico como requisito à obtenção de nota para aprovação, sobre o assunto Radiação Corpuscular. 
Tutor: Anderson Schulz.
São Bernardo do Campo,2023
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Resumo
A Radiação Corpuscular é constituída de um (feixe de partículas elementares), conjunto de objeto paralelos colocados perto de um com outro, ou de (núcleos atômicos) que se constituem por cargas elétricas positivas e nêutrons que possuem as mesmas cargas e que as tornam neutras, também elétrons (carga subatômica de carga negativas) prótons (partícula subatômica p+ ou uma carga positiva 1+ carga elementar e massa ligeiramente menor que a do nêutron, ménsons (partícula subatômica composta por um quark carga de cor oposta), partículas betas (forma de radiação ionizante), alfa ( composta por dois prótons e dois nêutrons , ela possui duas unidades de carga positivas e quatro unidades e massa atômica).
Esse tipo de radiação é originada a partir da dissociação de núcleos instáveis, que bombardeiam seu redor com dois tipos básicos de partículas radioativas corpusculares alfa e beta.
As partículas radioativas emitem raios gama(tipo de radiação eletromagnética produzidas por processos radioativos) que são um tipo de emissão energética, possuem a velocidade igual a da luz e tem poder de penetração na sua trajetória desfalca as paredes de concreto ou placa de materiais que são resistentes a radiação como o chumbo.
Palavras-chaves: Radiação Corpuscular, Alfa, Beta, partículas radioativas. 
Abstract 
Corpuscular radiation is made up of a (beam of elementary particles), a set of parallel objects placed close to each other, or of (atomic nuclei) that are made up of positive electrical charges and neutrons that have the same charges and that make them neutral , also electrons (subatomic charge ¬¬¬negative charge) protons (subatomic particle p+ or a positive charge 1+ elementary charge and mass slightly smaller than that of the neutron, ménsons (subatomic particle composed of a quark charge of opposite color), particles betas (form of ionizing radiation), alpha (composed of two protons and two neutrons, it has two units of positive charge and four units of atomic mass).
This type of radiation originates from the dissociation of unstable nuclei, which bombard their surroundings with two basic types of alpha and beta corpuscular radioactive particles.
radioactive particles emit gamma rays(type of electromagnetic radiation produced by radioactive processes) which are a type of energetic emission, have a speed equal to that of light and have penetrating power in their trajectory, weaken concrete walls or plate materials that are resistant to radiation such as lead.
Key words: Corpuscular Radiation, Alpha, Beta, radioactive particles.
Sumário
AGRADECIMENTOS	6
INTRODUÇÃO	7
O QUE SÃO RADIAÇÕES E COMO CLASSIFICAM	9
:	11
APLICAÇÕES DAS RADIAÇÕES IONIZANTES	12
Riscos à saúde	16
Ultravioleta	16
Infravermelho	17
Luz visível de alta intensidade	17
Laser	18
Micro-ondas	18
Monitores de vídeo	19
Radiofrequência e câncer	20
Considerações Finais...........................................................................................................22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	23
AGRADECIMENTOS
Gostaria de agradecer e dedicar essa dissertação ás seguintes pessoas:
 A Deus em primeiro lugar, pois ele é incrível na minha vida 
Minha família, meu noivo que é incrível em minha vida.
 Meu tutor Anderson Schulz, que com sua gentileza nos ajuda sempre no que pode excelente profissional.
INTRODUÇÃO
A necessidade de medir doses de radiação ionizante, que é essência dos serviços de dosimetria, surgiu a partir da descoberta da radioatividade, em 1896, pelo físico francês Antoine Henri Becquerel, a partir de um estudo com sais de urânio.
Na mesma época, contribuições também decisivas para o estudo da radioatividade e dos elementos capazes de produzi-la foram dadas pelo casal de cientistas Pierre e Marie Curie, ele francês e ela polonesa. Junto a Becquerel, o casal recebeu o Prêmio Nobel de Física de 1903 — e Marie ainda receberia, em 1911, também o Prêmio Nobel de Química, em reconhecimento por sua contribuição na identificação dos elementos químicos polônios e rádio como fontes radioativas.
O fenômeno físico da radiação pode ser definido como energia em movimento, a proliferação ou de uma partícula ou onda eletromagnética entre um ponto e outro do espaço, seja através do vácuo ou de um meio material qualquer.
Sua fonte pode ser natural, como a luz do Sol, ou artificial, quando emitida por equipamentos utilizados em procedimentos médicos e industriais que emitem os raios-X.
	
Radiação Corpuscular
As radiações foram descobertas acidentalmente através da observação de que um minério de urânio era capaz de sensibilizar (escurecer) um filme fotográfico. Outros elementos, tais como o rádio e o polônio, também emitiam radiações capazes de sensibilizar filmes fotográficos. Os átomos que apresentavam esta propriedade foram chamados de radioativos sendo estes elementos denominados de radionuclídeos. Os átomos estáveis não emitem radiação, os instáveis apresentam excesso de energia nuclear e tendem a perder esta energia de forma espontânea, em busca de uma maior estabilidade energética. Esta energia perdida pode ser na forma de emissão de partícula ou de onda eletromagnética.
Podemos, então, classificar a radiação emitida por núcleos instáveis em dois tipos: 
· Radiação corpuscular - energia emitida pelo núcleo do átomo na forma de partícula dotada de massa. A radiação corpuscular pode ou não transportar carga elétrica. São exemplos de radiação corpuscular as partículas alfas (α), beta positiva (β+), beta negativa (β+), nêutron (n), entre outras. 
· Radiação eletromagnética - são fótons de origem nuclear também conhecido como radiação gama (γ) e que apresentam características elétricas e magnéticas e se propagam com uma velocidade de 300.000 km/s.
Fonte: https://star.br/radiacaocorposcular
O QUE SÃO RADIAÇÕES E COMO CLASSIFICAM
O fenômeno físico da radiação pode ser definido como energia em movimento, ou seja, a propagação ou trânsito de uma partícula ou onda eletromagnética entre um ponto e outro do espaço, seja através do vácuo ou de um meio material qualquer.
Sua fonte pode ser natural, como a luz do Sol, ou artificial, quando emitida por equipamentos utilizados em procedimentos médicos e industriais que emitem, por exemplo, os chamados raios-X.
Ao propagar-se, a energia interage com a matéria e com os corpos localizados no ambiente que desenvolvem sua trajetória e, assim, deposita neles uma determinada quantidade ou dose de energia, dependendo do tipo de radiação e do meio em que se propaga.
Em geral, a radiação pode ser classificada em duas categorias principais, conforme o elemento condutor de energia a ela relacionado. São elas:
· Radiação corpuscular, propagada por meio de partículas subatômicas, como elétrons, prótons e nêutrons, e caracterizada por sua carga, massa e velocidade.
· Radiação eletromagnética, que se propaga através de um campo elétrico e magnético, na forma de uma onda eletromagnética, caracterizada por seu comprimento de onda ou sua frequência que caracterizam as diferentes faixas do espectro eletromagnético.
	
RADIAÇÕES IONIZANTES
As radiações ionizantes promovem ionização do átomo que ela ionizantes ou nãointerage (átomo-alvo) enquanto que a radiação não-ionizante promove a excitação do átomo-alvo. 
 Radiações classificadas com diversos tipos ou características energéticas incluem radiações alfa, beta, gama, raios-X e de nêutrons.
· Radiação alfa (α): também chamada de partícula alfa, é derivada do elemento hélio, sendo produzida principalmente nos decaimentos de elementos como o urânio, rádio, plutônio e tório; têm alcance pequeno e velocidade relativamente baixa, podendo ser facilmente blindadas, por exemplo, com uma simples folha de papel.
· Radiação beta (β): mais penetrantes do que as partículas alfa, a radiação beta constitui-se por elétrons emitidos através do núcleo estável de um átomo e perde energia ao passar por um meio material, ionizando, assim, os átomos localizados em sua trajetória; tem alta velocidade e podem ser blindadas com alumínio ou plástico.
· Radiação gama (γ): trata-se de uma onda eletromagnética de alta frequência, que se propaga à velocidade da luz, com alto poder de penetração; é produzida por elementos radioativos, em processos subatômicos e fenômenos astrofísicos. Ao atravessar uma substância, a radiação gama penetra na matéria mais profundamente do que os tipos alfa e beta e se choca com suas moléculas, podendo causar danos ao núcleo das células.
· Radiação X: também chamada de raios-X, é uma onda eletromagnética de comprimento pequeno, com características físicas e poder de penetração semelhante às dos raios gama, mas diferindo destes por se formarem fora, e não dentro, do núcleo atômico; são amplamente usados na área da saúde, para realização de exames médicos de diagnóstico por imagem; assim como os raios gama, podem ser blindados com uso de chumbo.
· Nêutrons: são partículas elementares eletricamente neutras (daí o seu nome), porém capazes de transferir energia indiretamente para outras partículas, produzindo ionização; a radiação de nêutrons propaga-se por grandes distâncias até atingir, penetrar e interagir fisicamente com o núcleo dos átomos e pode ser blindado com água, concreto, parafina e outros materiais ricos em hidrogênio.
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FONTE: AMANF.ORG.BR/TAG/RADIACOES-IONIZANTES/
APLICAÇÕES DAS RADIAÇÕES IONIZANTES
1. Ionização – a ionização acontece quando a radiação transfere para o elétron, parte ou toda a sua energia, e este elétron são arrancados do átomo. O átomo, ao perder elétrons, se transforma em um íon positivo. Na ionização, ocorre a formação de par iônico (íon positivo e elétron negativo). Os elétrons ejetados na ionização saem do átomo com energia cinética (velocidade) podendo provocar ionização de outros átomos (ionização secundária). O espaço vazio deixado pelo elétron que foi ejetado pela radiação é chamado de vacância. O preenchimento desta vacância ocorre, espontaneamente, por elétrons de orbitais mais externos.
	
2. Excitação – esse fenômeno acontece quando a radiação transfere para o elétron parte de sua energia. Ao absorver a energia da radiação, o elétron passa de um orbital mais interno (menor energia) para um orbital mais externo (maior energia). Logo depois, o elétron retorna para a sua camada de origem perdendo energia na forma de radiação eletromagnética.
As radiações ionizantes e as tecnologias delas derivadas possuem múltiplas aplicações em diversos contextos profissionais e por isso assumem, há décadas, uma importância econômica crucial, sobretudo na área da saúde e em setores científicos e industriais, por exemplo, em hospitais, clínicas, fábricas, usinas e instituições de ensino e pesquisa.
O uso de radiações ionizantes na medicina teve início ainda na primeira metade do século 20, ao mesmo tempo em que se desenvolviam estudos mais detalhados sobre suas propriedades físico-químicas e os efeitos de sua aplicação em práticas de diagnóstico e tratamento. A partir dos anos 1930, nos Estados Unidos, essas aplicações passaram a estar sujeitas a regulações governamentais, considerando a exposição de humanos à radiação.
O emprego de raios-X em técnicas de diagnóstico por imagens está, até hoje, entre as aplicações mais comuns e disseminadas de radiações ionizantes em contextos profissionais, constituindo inclusive uma especialidade médica, a radiologia. Elas também estão presentes na tomografia computadorizada e em práticas de medicina nuclear com o uso de radionuclídeos, uma espécie de átomo instável que degenera para emitir radiações ionizantes. Na área terapêutica, o uso de radiação também se destaca, por exemplo, na radioterapia para combate ao câncer, incluindo o uso de fontes emissoras de raios gama.
Na indústria, radiações ionizantes podem ser aplicadas como métodos para medição de níveis, espessuras e alterações nas propriedades físicas, na composição e na caracterização de materiais empregados em processos produtivos. Um exemplo é a técnica de radiografia de peças metálicas, também chamada de gamagrafia industrial, adotada por empresas aéreas para inspecionar asas e turbinas de aviões e verificar se há fadiga no material; ou então, na construção de gasodutos, para detectar defeitos como bolhas e rachaduras em soldas ou na tubulação. Outra forma de aplicação industrial é o uso de radioisótopos para detectar vazamentos hidráulicos, para medir a espessura e indicar falhas em lâminas metálicas, ou medir o desgaste de frisos de pneus.
Esse interesse econômico vai ainda além. No setor da construção civil, radiações ajudam a monitorar a segurança de instalações e equipamentos e, assim, a prevenir acidente.
RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE
O QUE É?
Radiações não ionizantes são as radiações cuja energia é insuficiente para ionizar átomos ou moléculas, ou seja, possuem energia inferior a 10 ou 12 Portanto, a radiação não ionizante refere-se à radiação eletromagnética que possui comprimento de onda maior que 100 nm (ou ainda, com frequências menores que 3x1015 Hz), abrangendo o todo o espectro eletromagnético com frequências iguais ou inferiores às do ultravioleta .
Porém, para fins de práticos de proteção radiológica, também podem ser considerados radiações não ionizantes os campos elétricos e magnéticos estáticos, bem como o transporte de energia através da matéria sob a forma de vibrações mecânicas, como ultrassom e infrassom.
Eletrodomésticos, fontes naturais (raios e trovões). Ondas de TV, circuitos eletrônicos, bandas de AM e FM. Ondas eletromagnéticas que são visíveis ao olho humano de uma pessoa sem deficiência visual. Calor decorrente de movimentação atômica e molecular.
ELÉTRICO
O espectro elétrico compreende aquele no qual a energia é usualmente transmitida por fios ou cabos com uma frequência de 50 e 60 Hz. O espectro elétrico cobre a maioria dos equipamentos eletroeletrônicos e tradicionalmente tem seu limite superior como sendo 20 kHz. Ondas nessas frequências podem irradiar e propagar-se no espaço da mesma forma que as ondas eletromagnéticas de frequência mais altas.
Riscos à saúde
Ultravioleta
O ultravioleta (radiação ultravioleta) pode ser dividido em UVA, UVB e UVC, esta classificação foi feita por dermatologistas e introduzida na década de 1930 e segue-se abaixo:
· UVA com comprimento de onda de 400 a 315 nm;
· UVB com comprimento de onda de 315 a 280 nm;
· UVC com comprimento de onda de 280 a 100 nm.
· Símbolo internacional de advertência de radiação óptica
 
A UVA, conhecida como luz negra, pode ser subdividida em UVA-I (340 a 400 nm) e UVA-II (315 a 340 nm). A UVA-I possui a maior profundidade de penetração na pele e pode induzir câncer. A UVA-II possui potencial para causar eritemas, alterar o sistema imune e causar câncer. A UVB também conhecida como luz eritematogênica, por causar eritema (queimadura de pele) e a UVC é conhecida por luz germicida, por ser capaz de destruir os germes. 
Os efeitos indesejáveis da radiação ultravioleta ocorrem principalmente na pele e nos olhos. A exposição sem proteção adequada é cancerígena para a pele, causa depressão imunológica, fotoenvelhecimento, além de causar lesões oculares como ceratoconjuntivite, pterígio e catarata. 
Infravermelho
O infravermelho(radiação infravermelha), possui comprimento de onda de 700 nm a 1 mm. O infravermelho próximo (700 nm a 1400 nm) atravessa o cristalino do olho e chega até a retina. Altos níveis dessa radiação podem causar uma variedade de problemas oculares entre ele o escotoma. Outros problemas variam de simples vermelhidão até inchaço do olho e hemorragias. Longas exposições podem causar catarata. 
Luz visível de alta intensidade
A luz visível ocorre na região de 380 nm (violeta) a 750 nm (vermelho). Ela passa pela córnea, cristalino e é focalizada na retina. Se a intensidade da luz visível for muito alta, danos podem ser causados à retina e outras partes do olho. 
Símbolo internacional de advertência de laser. 
Laser
O laser é uma fonte intensa, coerente e direcional de radiação óptica. Alguns lasers podem ser um risco à saúde dependendo da intensidade, do comprimento de onda, da duração da exposição e da parte do corpo afetada. Os efeitos do laser são essencialmente os mesmos da luz visível, ultravioleta e infravermelho, sendo que o maior perigo é oferecido ao olho, podendo causar desde vermelhidão até carbonização. 
Micro-ondas
As micro-ondas são radiações eletromagnéticas com comprimento de onda entre 1 m e 1 mm (ou seja, frequências entre 300 MHz e 300 GHz). 
As que possuem comprimento de onda menor que 3 cm (frequências acima de 10 Ghz) são absorvidas na parte superficial da pele, as com comprimentos de onda entre 3 e 10 cm (entre 10 e 3 GHz) penetram de 1 a 10 mm na pele e as com comprimentos de onda entre 25 e 200 cm (1,2 e 0,15 GHz) penetram em tecidos profundos e órgãos. Os tecidos humanos são essencialmente transparentes para micro-ondas com comprimentos de onda maiores que 200 cm (abaixo de 0,15 GHz). 
As micro-ondas absorvidas são convertidas, principalmente, em calor. O aumento da temperatura em tecidos profundos pode causar danos antes que a pessoa perceba o aquecimento. 
O maior perigo das micro-ondas é para os olhos, onde parecem ter um efeito cumulativo no cristalino, produzindo cataratas. Há evidência de que as micro-ondas também afetam o sistema nervoso central de várias maneiras. Elas também afetam o funcionamento de alguns tipos de marca-passos cardíacos. 
Monitores de vídeo
Na década de 1980 quando houve um grande aumento na automação de escritórios, surgiram controvérsias relacionadas aos efeitos nocivos de radiações não ionizantes emitidas por monitores de computador. Grande parte da preocupação surgiu de grupos de trabalhadoras de escritórios que sofreram abortos ou geraram crianças com defeitos congênitos. Um estudo de 5 anos mostrou que não havia efeito sobre abortos para mulheres que trabalham com monitores por menos de 20h por semana e uma incidência de aborto espontâneo 5% maior para aquelas que trabalham com monitores mais de 20 horas por semana. Porém a controvérsia parece ter desaparecido porque os estudos não mostraram um vínculo forte entre o uso de monitores e abortos espontâneos. Como consequência positiva, os fabricantes diminuíram os níveis de emissões e com o advento das telas planas, esses níveis caíram ainda mais. 
Outros estudos também sugeriam algum tipo de anormalidades em cromossomos de linfócitos expostos a monitores do tipo tubo de raios catódicos. 
Radiofrequência e câncer
Se as radiações não ionizantes na faixa da radiofrequência (incluindo-se aí as micro-ondas) causam ou não câncer, tem estado em debate desde 1960. Pode-se dizer que os cientistas que estudam a área dividem-se em dois grupos:
· Aqueles que advogam que os efeitos nocivos da radiofrequência são devidos apenas ao aquecimento, uma vez que a radiofrequência não possui energia suficiente para causar ionizações, e, portanto, abaixo dos limites térmicos estabelecidos essa radiação é segura;
· Aqueles que acreditam que a radiofrequência é nociva em níveis bem menores que aqueles determinados pelos limites térmicos. Eles acreditam que ela possa causar câncer, problemas reprodutivos e uma variedade de outros sintomas. 
A despeito do debate ainda em curso, é interessante salientar a posição de algumas autoridades chave sobre esse assunto:
· A Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante (cuja sigla em inglês é ICNIRP), que é uma organização científica independente que provê recomendações e orientações, e que presta apoio a Organização Mundial de Saúde (OMS), advoga que efeitos agudos e de longo prazo pela exposição à radiofrequência, na faixa de 100 kHz a 300 GHz, abaixo do limite térmico não apresentam evidencia conclusiva de efeitos adversos à saúde. 
· A Agência Nacional de Telecomunicações brasileira (ANATEL) advoga que de acordo com os estudos desenvolvidos na OMS, não há evidências científicas convincentes de que a exposição humana a valores de campos eletromagnéticos abaixo dos limites estabelecidos cause efeitos adversos à saúde.
IMAGENS DE NÃO- IONIZANTES 
Fonte: https://ecoturblife.com/blog/radiacoes-nao-ionizantes
Fonte: https://star.med.br/radiacao-em-exames-medicos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos concluir neste trabalho que os átomos radioativos podem emitir espontaneamente radiações na forma de partícula ou na forma de onda eletromagnética. As radiações corpusculares por apresentarem massa são mais ionizantes do que as radiações eletromagnéticas. Por outro lado, as radiações eletromagnéticas são mais penetrantes e, por isso, são mais difíceis de serem blindadas. Desta forma, é de extrema importância o conhecimento sobre as propriedades físicas das radiações ionizantes para poder entender como elas interagem com a matéria dando surgimento aos efeitos biológicos. A partir dos estudos físicos sobre as radiações ionizantes foi possível conhecer melhor como os seus efeitos biológicos se processam no indivíduo irradiado e, desta forma, estabelecer normas mais rigorosas de proteção radiológica. Os elementos radioativos podem induzir câncer e são perigosos quando expostos no meio ambiente sem os devidos cuidados. Eles são a causa das preocupações nos acidentes nucleares e nos artefatos atômicos. No entanto, devemos também nos lembrar de que se a radiação for usada de forma adequada, obedecendo aos critérios de radioproteção, muitos podem ser os benefícios por ela produzidos. A radiação aplicada à Medicina auxilia no diagnóstico de muitas doenças e no tratamento e cura do câncer e é uma importante fonte de energia.
  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
· 	www.butantan.gov.br/reagentes/radioprotecao.ppt
· https://ecoturblife.com/blog/radiacoes-nao-ionizantes-principais-formas-de-exposicao-principais-efeitos-a-saude
· CARDOSO, E. M.; et al. Radioatividade. Apostila Educativa. Comissão Nacional de Energia Nuclear, CNEN. CONDE-GARCIA, E. A. C. Biofísica. Ed. Savier, 1998. HENEINE, I. F. Biofísica Básica. Ed. Atheneu, 2006. KNOCHE, H. W. Radioisotopic methods for biological and medical research. Ed. Oxford University Press, 1991. OKUNO, E. Radiação. Efeitos, riscos e benefícios. Ed. Harbra, 2007. OKUNO, E.; CALDAS, I. L.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. Ed. Harbra, 1986. CARDOSO, S. C.; BARROSO, M. F. Rápida introdução à física das radiações. Unidade 3. http://omnis.if.ufrj.br/~marta/cederj/radiacoes/ fr-unidade3.pdf 
· https://star.med.br/radiacao-em-exames-medicos
·  Emico Okuno, Maria Apparecida C. Vilela (2005). «Capítulo 3: Efeitos biológicos». Radiação ultravioleta: características e efeitos. São Paulo: Livraria da Física. ISBN 85-88325-31-4
· ↑ «Alterações cromossômicas causadas pela radiação dos monitores de vídeo de computadores». doi:10.1590/S0034-89102002000300012
·  Portal do Governo Brasileiro - Ministério da Saúde (30 de maio de 2017). «Radiação não ionizante». Consultado em 4 de setembro de 2019
	
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