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GUIA DE ESTUDO SAÚDE MENTAL EMED NOME DO TÓPICO VISÃO GERAL DA SAÚDE MENTAL: TEORIAS E TERAPIAS NOME DO TÓPICOPÁG 3 PÁG 51 TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS TRANSTORNOS DE HUMOR TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE TRANSTORNOS ALIMENTARES TRANSTORNOS DO CONTROLE DOS IMPULSOS ANATOMIA E FISIOLOGIA DO CÉREBRO DIAGNÓSTICO E ORIGENS DE DOENÇAS MENTAIS DROGAS PSICOTRÓPICAS AMBIENTE DE TRATAMENTO IMPLICAÇÕES CULTURAIS ESTRESSE ESQUIZOFRENIA TRANSTORNO BIPOLAR TRANSTORNOS DEPRESSIVOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE TRANSTORNOS RELACIONADOS A TRAUMAS SINTOMAS SOMÁTICOS 5 15 17 19 33 36 38 39 40 4 142 43 44 45 46 47 48 49 50 AGORAFOBIA SÍNDROME DO PÂNICO TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO DESORDEM FÁTICA TRANSTORNOS DA INFÂNCIA TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO TRANSTORNO DO SONO E VIGÍLIA TRANSTORNOS NEUROCOGNITIVOS TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO DISFORIA DE GÊNERO DISFUNÇÕES SEXUAIS EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS INTERVENÇÃO EM CRISES GESTÃO DE AGRESSÕES E VIOLÊNCIA INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS TRANSTORNO DE HIPERATIVA SUICÍDIO AUTOLESÃO AUTOLESÃO NÃO SUICIDA 52 53 54 55 56 57 58 59 60 6 162 63 64 65 66 67 68 69 70 INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS A saúde mental refere-se ao bem- estar emocional, psicológico e social de um indivíduo. Ela afeta a forma como as pessoas pensam, sentem e agem, e ajuda a determinar como lidam com o estresse, se relacionam com os outros e tomam decisões. A saúde mental é essencial em todas as fases da vida, da infância à idade adulta. Regulação Emocional: Permite que os indivíduos gerenciem suas emoções, reajam adequadamente a diferentes situações e mantenham respostas emocionais equilibradas. Cognição e Tomada de Decisão: O bem-estar mental favorece o pensamento claro, a tomada de decisões eficazes e a capacidade de resolver problemas. Interação Social: Um funcionamento mental saudável permite que os indivíduos formem, mantenham e gerenciem relacionamentos saudáveis com outras pessoas. Produtividade: Uma boa saúde mental contribui para a produtividade pessoal, acadêmica e profissional. Lidar com o Estresse: Permite que os indivíduos lidem com fatores estressantes e adversidades de forma saudável, promovendo a resiliência. Biológico: Envolve a química cerebral, a genética e o neurodesenvolvimento. A saúde mental é influenciada pelo funcionamento de neurotransmissores (como serotonina e dopamina) e por elementos estruturais do cérebro, como a amígdala e o córtex pré-frontal. Psicológico: Envolve processos cognitivos (como pensamos) e regulação emocional (como nos sentimos). Fatores como experiências da primeira infância, traumas ou comportamentos aprendidos afetam o bem-estar psicológico. Social: Envolve influências sociais e ambientais, como relacionamentos, trabalho, cultura, situação econômica e vida familiar. As estruturas sociais podem tanto apoiar quanto prejudicar a saúde mental. Transtornos de Ansiedade, Transtornos de Humor, Transtornos de Personalidade, Transtornos Psicóticos, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Transtornos Relacionados, Transtornos Relacionados a Trauma e Estresse, Transtornos Alimentares. Transtornos do Neurodesenvolvimento: Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias e Transtornos Aditivos. VISÃO GERAL DA SAÚDE MENTAL DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA TIPOS Sintomas emocionais: tristeza persistente, oscilações de humor, sentimentos de desesperança, irritabilidade ou medo excessivo. Sintomas cognitivos: dificuldade de concentração, pensamentos acelerados, confusão ou problemas de memória. Sintomas comportamentais: afastamento das atividades sociais, abuso de substâncias, alterações nos padrões de alimentação ou sono, ou envolvimento em comportamentos de risco. Sintomas físicos: fadiga, dores de cabeça, problemas digestivos e outros sintomas físicos inexplicáveis. Genética: Um histórico familiar de doenças mentais pode aumentar a probabilidade de desenvolver certas condições. Trauma ou abuso: Vivenciar abuso físico, emocional ou sexual pode contribuir para problemas de saúde mental. Estresse crônico: O estresse prolongado decorrente do trabalho, dificuldades financeiras ou problemas de relacionamento pode afetar a saúde mental. Abuso de substâncias: O uso indevido de drogas ou álcool pode levar ao desenvolvimento ou agravamento de problemas de saúde mental. Condições de saúde física: Doenças crônicas, como câncer ou doenças cardíacas, podem levar à depressão ou ansiedade. Fatores ambientais: Viver em situação de pobreza, isolamento ou ambientes instáveis aumenta a vulnerabilidade a transtornos mentais. Fatores de desenvolvimento: Negligência, criação inadequada ou adversidades na primeira infância podem afetar o bem-estar mental. Psicoterapia: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Concentra-se em mudar padrões de pensamento negativos. Terapia Comportamental Dialética (DBT): Auxilia na regulação emocional, particularmente em condições como o transtorno de personalidade borderline. Terapia de Exposição: Comumente usada para ansiedade e TEPT, envolve confrontar medos em um ambiente controlado. Terapia Interpessoal (TIP): Concentra-se em melhorar os relacionamentos e o funcionamento social. Medicamentos: Antidepressivos: Frequentemente prescritos para depressão e ansiedade (ex.: ISRSs, ISRNs). Estabilizadores de humor: Usados para transtorno bipolar (ex.: lítio, valproato). Antipsicóticos: Para o controle dos sintomas da psicose (ex.: esquizofrenia). Ansiolíticos: Para transtornos de ansiedade e pânico (ex.: benzodiazepínicos). SINTOMAS TRATAMENTO FATORES DE RISCO Teorias e terapias em saúde mental referem-se às diversas estruturas e técnicas utilizadas para compreender, explicar e tratar transtornos mentais. As teorias fornecem uma base conceitual para a compreensão dos processos psicológicos e do comportamento humano, enquanto as terapias são métodos práticos que visam melhorar a saúde mental, resolver problemas psicológicos e promover o bem- estar emocional. Avaliação: Uma avaliação completa do estado de saúde mental do indivíduo, incluindo sintomas, histórico e fatores contribuintes. Definição de metas: Estabelecimento de metas específicas e mensuráveis para a terapia, com base nas necessidades do indivíduo e na estrutura terapêutica. Intervenção: Implementação de técnicas terapêuticas para lidar com pensamentos, emoções ou comportamentos desadaptativos. Monitoramento do progresso: Avaliação regular da melhora e modificação do plano de tratamento, se necessário. Teoria e Terapia Psicodinâmica, Teoria e Terapia Comportamental, Teoria e Terapia Cognitiva, Teoria e Terapia Humanista, Teoria e Terapia Biológica, Teoria e Terapia Sistêmica, Teoria e Terapia Sensíveis ao Trauma, Teoria e Terapia Existencial, Teoria e Terapia Baseadas em Mindfulness Compreendendo o Comportamento e as Emoções: As teorias fornecem estruturas para entender por que os indivíduos pensam, sentem e se comportam da maneira como o fazem. Tratando os Sintomas: As terapias ajudam a aliviar sintomas angustiantes, como ansiedade, depressão ou sintomas relacionados a traumas. Aprimorando as Habilidades de Enfrentamento: Muitas terapias ensinam aos indivíduos habilidades para gerenciar o estresse, regular as emoções e resolver conflitos. Promovendo o Crescimento Pessoal: As terapias humanistas e existenciais, em particular, focam no desenvolvimento pessoal e na realização do potencial de cada um. Prevenindo Recaídas: Algumas terapias (por exemplo, MBCT) focam na prevenção de recaídas em indivíduos que já apresentaram transtornos mentais. TEORIAS E TERAPIAS DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA TIPOS A psicanálise é uma abordagem terapêutica fundada por Sigmund Freud que busca explorar e compreender pensamentos e sentimentos inconscientes para tratar problemas psicológicos e melhorar a saúde mental. Transtornos de humor: depressão, mania, desregulação emocional.no córtex pré-frontal, amígdala e hipocampo. Desequilíbrio neuroquímico: Desregulação de neurotransmissores como dopamina, serotonina e norepinefrina. Medicamentos: Estabilizadores de humor (p. ex., lítio, valproato). Antipsicóticos. Antidepressivos (com cautela, para prevenir mania). Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC), psicoeducação, terapia familiar. Estilo de vida: Sono regular, controle do estresse, evitar álcool ou drogas. Hospitalização: Em episódios maníacos ou depressivos graves, por segurança. Genética: Forte componente hereditário. Desequilíbrios neuroquímicos: Dopamina, serotonina e outros neurotransmissores. Gatilhos ambientais: Eventos estressantes da vida, uso de substâncias. Transtorno Bipolar I: Caracterizado por episódios maníacos graves, frequentemente seguidos por episódios depressivos. Transtorno Bipolar II: Inclui hipomania (mania menos grave) e episódios depressivos maiores. Transtorno Ciclotímico: Oscilações de humor mais leves, de duração mais longa, porém menos graves do que nos transtornos Bipolares I e II. Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação (SOE): Os sintomas não se enquadram nas categorias acima, mas ainda envolvem alterações significativas de humor. TRANSTORNO BIPOLAR TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico familiar de depressão. Estresse crônico ou trauma. Abuso de substâncias. Problemas de saúde como doenças cardíacas ou diabetes. Os transtornos depressivos são um grupo de condições de saúde mental caracterizadas por sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e falta de interesse ou prazer nas atividades diárias. Desequilíbrios neuroquímicos: disfunção de serotonina, dopamina e norepinefrina. Regiões cerebrais: atividade reduzida no córtex pré-frontal e no hipocampo. Emocional: Tristeza persistente, irritabilidade, desesperança, culpa. Físico: Fadiga, distúrbios do sono, alterações no apetite, dores e desconfortos. Cognitivo: Dificuldade de concentração, indecisão, pensamentos suicidas. Medicamentos: Antidepressivos (ISRS, ISRN, tricíclicos). Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC), terapia interpessoal. Estilo de vida: Exercícios físicos regulares, higiene do sono e nutrição adequada. Eletroconvulsoterapia (ECT): Para casos graves resistentes a outros tratamentos. Genética: Histórico familiar de depressão. Neuroquímica: Desequilíbrios nos níveis de serotonina, dopamina e norepinefrina. Ambiental: Trauma, estresse, grandes mudanças na vida. Transtorno Depressivo Maior (TDM): Episódios depressivos graves com duração de pelo menos duas semanas. Transtorno Depressivo Persistente (Distimia): Depressão crônica, menos grave, com duração de pelo menos dois anos. Depressão Bipolar: Episódios depressivos alternados com episódios maníacos no transtorno bipolar. Transtorno Afetivo Sazonal (TAS): Depressão relacionada às mudanças de estação do ano. TRANSTORNOS DEPRESSIVOS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico familiar de ansiedade. Trauma ou abuso na infância. Doenças crônicas. Abuso de substâncias. Os transtornos de ansiedade são condições de saúde mental caracterizadas por medo ou preocupação excessivos e incontroláveis que interferem nas atividades diárias. Regiões cerebrais: Hiperatividade no amígdala (centro do medo) e regulação reduzida da córtex pré-frontal. Desequilíbrios neuroquímicos: A interrupção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e GABA. Físico: Batimento cardíaco acelerado, sudorese, tontura, tensão muscular, fadiga. Emocional: Irritabilidade, medo, inquietação. Cognitivo: Pensamentos acelerados, preocupação excessiva, dificuldade de concentração. Medicamentos: Antidepressivos (ISRS, ISRN), benzodiazepínicos para alívio a curto prazo. Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC), terapia de exposição. Mudanças no estilo de vida: Exercícios físicos regulares, técnicas de relaxamento (ioga, respiração profunda). Grupos de apoio: Conectar- se com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Genética: Histórico familiar de depressão. Neuroquímica: Desequilíbrios nos níveis de serotonina, dopamina e norepinefrina. Ambiental: Trauma, estresse, grandes mudanças na vida. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Preocupação crônica e exagerada com eventos cotidianos. Transtorno do Pânico: Ataques de pânico súbitos e recorrentes. Transtorno de Ansiedade Social: Medo intenso de situações sociais. Fobias Específicas: Medo extremo de um objeto ou situação específica. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Pensamentos intrusivos e comportamentos repetitivos. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): Ansiedade após um trauma. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos relacionados ao trauma são condições de saúde mental que se desenvolvem após vivenciar ou presenciar um evento traumático, levando a sofrimento psicológico duradouro. Exposição a traumas, especialmente no início da vida. Falta de apoio social após o trauma. Condições de saúde mental preexistentes. Estresse crônico ou exposição repetida a eventos traumáticos. Regiões cerebrais: Hiperatividade em amígdala (medo), hipoatividade na córtex pré-frontal (regulação da emoção). Desequilíbrio neuroquímico: Hormônios do estresse desregulados como cortisol e serotonina desregulada e Vias da norepinefrina. Revivência: flashbacks, pesadelos, memórias intrusivas. Evitar: Evitar lembranças do trauma. Hiperativação: Irritabilidade, dificuldade para dormir, sobressaltos exagerados. Alterações cognitivas/de humor: lapsos de memória, pensamentos negativos. sobre si mesmo, sobre os outros ou sobre o mundo. Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC) focada no trauma, Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR). Medicamentos: Antidepressivos (ISRS), ansiolíticos, estabilizadores de humor. Grupos de apoio: Compartilhamento de experiências em um ambiente seguro. Estilo de vida: Atenção plena, técnicas de relaxamento e atividade física. Eventos traumáticos: agressão física, desastres naturais, combate, acidentes ou presenciar violência. Fatores genéticos e biológicos: histórico familiar de problemas de saúde mental pode aumentar a suscetibilidade. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): Revivência persistente do trauma por meio de flashbacks, pesadelos ou pensamentos intrusivos. Transtorno de Estresse Agudo (TEA): Semelhante ao TEPT, mas os sintomas ocorrem logo após o trauma e duram menos de um mês. Transtornos de Adaptação: Sintomas emocionais ou comportamentais em resposta a um evento ou fator estressante significativo na vida. TRANSTORNOS RELACIONADOS A TRAUMAS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Estresse crônico, histórico de doença mental, trauma ou abuso, histórico familiar de sintomas somáticos, baixo nível socioeconômico. Os sintomas somáticos referem- se a sintomas físicos (dor, fadiga) que causam sofrimento significativo, mas que não podem ser totalmente explicados por condições médicas. Regiões cerebrais: Desregulação no córtex pré-frontal e no sistema límbico, afetando a forma como o corpo percebe a dor e as emoções. Desequilíbrio neuroquímico: Possível disfunção nas vias da serotonina e da noradrenalina relacionadas ao humor e à percepção da dor. Dor crônica, fadiga, problemas gastrointestinais, queixas neurológicas, sintomas cardiovasculares (ex.: palpitações). Psicoterapia: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para tratar o sofrimento emocional. Medicamentos: Antidepressivos ou ansiolíticos. Mudanças no estilo de vida: Técnicas de gerenciamento do estresse, atividade física. Acompanhamento médico regular: Para o controle dos sintomas físicos e para tranquilizar o paciente. Fatores psicológicos: Ansiedade, depressão, traumas não resolvidos. Estressores ambientais: Eventos estressantes da vida, abuso na infância. Predisposição genética: Histórico familiar de transtornossomáticos ou doenças mentais. Transtorno de Sintomas Somáticos: Foco excessivo em sintomas físicos, levando a sofrimento emocional. Transtorno de Ansiedade de Doença: Preocupação com a possibilidade de ter uma doença grave, apesar de poucos ou nenhum sintoma. Transtorno de Conversão: Sintomas neurológicos (por exemplo, paralisia, convulsões) sem explicação médica. SINTOMAS SOMÁTICOS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos alimentares são condições graves de saúde mental caracterizadas por hábitos alimentares anormais que afetam negativamente a saúde física e mental. Cérebro: Disfunção em áreas que regulam o apetite, o controle dos impulsos e a recompensa (por exemplo, hipotálamo, amígdala). Desequilíbrio hormonal: Níveis alterados de serotonina, dopamina e leptina, afetando o humor e a regulação da fome. Histórico familiar de transtornos alimentares ou doenças mentais. Comportamentos relacionados a dietas ou controle de peso. Ideais culturais sobre forma e peso corporal. Problemas de saúde mental concomitantes. Anorexia Nervosa: Magreza extrema, medo de ganhar peso, distorção da imagem corporal. Bulimia Nervosa: Compulsão alimentar seguida de purgação, culpa, problemas dentários. Transtorno da Compulsão Alimentar: Comer em excesso, sentimentos de culpa ou vergonha, oscilações de peso. Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC), terapia familiar. Medicamentos: Antidepressivos, especialmente para bulimia e compulsão alimentar. Aconselhamento nutricional: Restabelecimento de hábitos alimentares saudáveis. Assistência médica: Para complicações físicas como desnutrição ou problemas cardíacos. Fatores psicológicos: baixa autoestima, ansiedade, depressão, trauma. Fatores sociais: pressão cultural para ser magra, influência das redes sociais. Fatores biológicos: predisposição genética, desequilíbrios na química cerebral. Anorexia Nervosa: Restrição da ingestão de alimentos, medo de ganhar peso, distorção da imagem corporal. Bulimia Nervosa: Compulsão alimentar seguida de purgação (vômito, uso de laxantes). Transtorno da Compulsão Alimentar: Episódios recorrentes de ingestão de grandes quantidades de comida sem purgação. Outros Transtornos Alimentares ou da Alimentação Especificados (TAAE): Transtornos alimentares que não se enquadram nas categorias acima, mas ainda causam sofrimento significativo. TRANSTORNOS ALIMENTARES TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos do controle dos impulsos são um grupo de transtornos psiquiátricos caracterizados pela incapacidade de resistir a desejos ou impulsos que podem ser prejudiciais a si mesmo ou a outros. Regiões cerebrais: Disfunção no córtex pré-frontal (tomada de decisões) e na amígdala (regulação emocional). Neurotransmissores: Desequilíbrio entre dopamina e serotonina, afetando a recompensa e o controle dos impulsos. Histórico familiar de transtornos de controle de impulsos. Histórico de transtornos mentais, particularmente transtornos de humor ou ansiedade. Trauma ou abuso, especialmente na infância. Comportamentos impulsivos recorrentes. Incapacidade de resistir a impulsos prejudiciais. Angústia ou tensão emocional antes de agir por impulso. Alívio ou prazer durante ou após o ato impulsivo, seguido de arrependimento ou culpa. Transtorno Explosivo Intermitente: Episódios súbitos de raiva ou agressão extrema. Cleptomania: Roubo compulsivo. Piromania: Incêndio criminoso repetido e intencional. Tricotilomania: Arrancamento compulsivo de cabelo. Jogo Compulsivo: Comportamento de jogo descontrolado. Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC): Auxilia na compreensão e no controle dos impulsos. Medicamentos: Antidepressivos (ISRS), estabilizadores de humor e antipsicóticos. Terapia Comportamental: Para reversão de hábitos e regulação de impulsos. Grupos de Apoio: Conexão com outras pessoas para apoio mútuo. Fatores biológicos: predisposição genética, desequilíbrios neuroquímicos. Fatores psicológicos: trauma na infância, dificuldade em regular as emoções, estresse. Fatores ambientais: exposição a familiares ou colegas com comportamentos semelhantes. TRANSTORNOS DO CONTROLE DOS IMPULSOS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Exposição precoce a substâncias. Histórico de problemas de saúde mental. Dificuldade em lidar com estresse ou trauma. Ambientes sociais ou familiares que promovem o uso de substâncias. Os transtornos por uso de substâncias (TUS) são condições em que um indivíduo apresenta um padrão prejudicial de uso de álcool, drogas ou outras substâncias, levando a prejuízos ou sofrimento significativos. Regiões cerebrais: Comprometimento no córtex pré-frontal (tomada de decisões), hiperatividade na via de recompensa (núcleo accumbens, área tegmental ventral). Neurotransmissores: Desequilíbrios de dopamina, glutamato e serotonina, reforçando o comportamento de busca por drogas. Desejo intenso pela substância. Incapacidade de controlar o uso, mesmo quando causa danos. Sintomas de abstinência na ausência do uso. Negligência das responsabilidades no trabalho, em casa ou na escola. Desintoxicação: Abstinência da substância sob supervisão médica. Medicamentos: Metadona, buprenorfina (para opioides); naltrexona (para álcool/opioides); terapia de reposição de nicotina. Terapia Comportamental: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entrevista motivacional e manejo de contingências. Grupos de Apoio: Programas de 12 passos, como Alcoólicos Anônimos (AA) ou Narcóticos Anônimos (NA). Genético: Histórico familiar de abuso de substâncias. Ambiental: Exposição ao uso de drogas, pressão dos pares, trauma ou alto nível de estresse. Psicológico: Transtornos de saúde mental como ansiedade, depressão ou TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Transtorno por Uso de Álcool: Consumo excessivo de álcool apesar das consequências negativas. Transtorno por Uso de Opiáceos: Dependência de analgésicos prescritos ou opioides ilegais. Transtorno por Uso de Estimulantes: Abuso de estimulantes como cocaína, metanfetamina ou estimulantes prescritos. Transtorno por Uso de Cannabis: Dependência de maconha. Transtorno por Uso de Tabaco: Vício em nicotina. TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos de personalidade são padrões persistentes de comportamento, cognição e experiência interna que se desviam das expectativas culturais, causando sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento. Histórico familiar de transtornos de personalidade ou problemas de saúde mental. Experiências de trauma ou negligência na infância. Desenvolvimento cerebral anormal ou regulação anormal de neurotransmissores. Regiões cerebrais: Possíveis disfunções no córtex pré-frontal, na amígdala e no sistema límbico, afetando a regulação emocional, a empatia e o controle dos impulsos. Neurotransmissores: Possíveis desequilíbrios de serotonina e dopamina afetando o humor e o comportamento. Padrões desadaptativos de pensamento, sentimento e comportamento. Dificuldade em manter relacionamentos. Inflexibilidade em resposta ao estresse e a situações sociais. Instabilidade emocional ou reações extremas. Impulsividade, autopercepção distorcida ou distanciamento da realidade. Psicoterapia: Terapia Comportamental Dialética (DBT) para transtorno de personalidade borderline, Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC) e terapia psicodinâmica. Medicamentos: Antidepressivos, estabilizadores de humor, antipsicóticos (se houver comorbidades). Terapia de apoio: Treinamento de habilidades para melhorar a regulação emocional e os relacionamentos interpessoais. Fatores genéticos: Histórico familiar de transtornos de personalidade ou doenças mentais. Fatores ambientais: Trauma, negligência ou abuso na infância. Fatores psicossociais: Dinâmica familiar disfuncional ou problemas de apego precoce. Grupo A (Excêntrico/Estranho): Transtorno de Personalidade Paranoide: Desconfiançae suspeita em relação aos outros. Transtorno de Personalidade Esquizoide: Distanciamento das relações sociais. Transtorno de Personalidade Esquizotípica: Desconforto em relacionamentos íntimos, comportamento excêntrico. Grupo B (Dramático/Errático): Transtorno de Personalidade Borderline: Instabilidade nos relacionamentos, na autoimagem e nas emoções. TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico de experiências traumáticas ou abusivas. Altos níveis de estresse crônico ou instabilidade de vida. Presença de outros transtornos mentais. Os transtornos dissociativos são caracterizados por uma desconexão entre pensamentos, identidade, consciência e memória, frequentemente como resposta a traumas ou estresse. Regiões cerebrais: Anormalidades no hipocampo (memória), amígdala (emoção) e córtex pré-frontal (autoconsciência). Neurotransmissores: Possível desregulação de neurotransmissores envolvidos na resposta ao estresse e na memória, como cortisol e serotonina. Transtorno Dissociativo de Identidade: Múltiplas identidades distintas com seus próprios padrões de percepção e comportamento. Amnésia Dissociativa: Perda de memória que não se enquadra no esquecimento comum. Despersonalização/Desrealização: Experiências persistentes ou recorrentes de distanciamento de si mesmo ou do ambiente, sentimentos de irrealidade. Psicoterapia: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), terapia focada no trauma e terapia focada na integração para o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI). Medicamentos: Antidepressivos ou ansiolíticos para sintomas concomitantes, como depressão ou ansiedade. Terapia de Apoio: Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e gerenciamento do estresse. Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI): Presença de duas ou mais personalidades ou identidades distintas. Amnésia Dissociativa: Incapacidade de recordar informações pessoais importantes, geralmente relacionada a traumas. Transtorno de Despersonalização/Desrealização: Sentimentos persistentes de distanciamento de si mesmo (despersonalização) ou do ambiente (desrealização). Trauma: Eventos traumáticos graves ou repetidos, especialmente na infância (ex.: abuso). Estresse: Altos níveis de estresse ou mudanças de vida. Fatores genéticos: Possível predisposição hereditária à dissociação ou transtornos relacionados. TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos de humor são um grupo de condições de saúde mental que afetam principalmente o estado emocional de uma pessoa, resultando em períodos de tristeza extrema (depressão) ou euforia excessiva (mania). Histórico familiar de transtornos de humor. Histórico pessoal de trauma ou estresse crônico. Abuso de substâncias. Comorbidades de saúde mental (por exemplo, transtornos de ansiedade, TEPT). Regiões cerebrais: Disfunção no córtex pré-frontal (tomada de decisões), hipocampo (memória) e amígdala (regulação emocional). Neurotransmissores: Desequilíbrios na serotonina, dopamina e norepinefrina, que regulam o humor e as respostas emocionais. Episódios depressivos: tristeza persistente, desesperança, falta de energia, distúrbios do sono e perda de interesse em atividades. Episódios maníacos: humor elevado, hiperatividade, redução da necessidade de sono, comportamentos impulsivos e grandiosidade (específica do transtorno bipolar). Medicamentos: Antidepressivos, estabilizadores de humor (p. ex., lítio) e antipsicóticos. Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC), Terapia Interpessoal (TIP) e terapia psicodinâmica. Estilo de vida: Exercícios físicos regulares, controle do estresse e apoio social. Eletroconvulsoterapia (ECT): Para depressão grave ou resistente ao tratamento. Transtorno Depressivo Maior (TDM): Sentimentos persistentes e intensos de tristeza e perda de interesse. Transtorno Bipolar: Períodos alternados de mania/hipomania e depressão. Distimia (Transtorno Depressivo Persistente): Sintomas depressivos crônicos e de longa duração. Transtorno Ciclotímico: Períodos de hipomania e depressão leve, não tão graves quanto no transtorno bipolar. Fatores biológicos: predisposição genética, desequilíbrios de neurotransmissores. Fatores psicológicos: histórico de trauma, estresse ou adversidades na infância. Fatores ambientais: estressores da vida, como perdas, divórcio, problemas financeiros. TRANSTORNOS DE HUMOR TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico familiar de TOC ou transtornos relacionados. Histórico de trauma ou eventos estressantes. Condições de saúde mental concomitantes (por exemplo, ansiedade, depressão). Os Transtornos Obsessivo-Compulsivos e Relacionados (TOCRs) envolvem pensamentos persistentes e indesejados (obsessões) e comportamentos repetitivos (compulsões) realizados para reduzir o sofrimento causado por esses pensamentos. Regiões cerebrais: Hiperatividade no córtex orbitofrontal, córtex cingulado anterior e gânglios da base, áreas envolvidas na tomada de decisões e na formação de hábitos. Neurotransmissores: A desregulação da serotonina está fortemente implicada no TOC. Obsessões: Pensamentos indesejados e intrusivos (ex.: medo de contaminação, necessidade de simetria). Compulsões: Comportamentos ou atos mentais repetitivos (ex.: lavar as mãos, verificar, contar). Transtorno Dismórfico Corporal (TDC): Preocupação com defeitos na aparência física. Acumulação: Incapacidade de descartar itens, levando à desordem. Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC): Especificamente, Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) para TOC. Medicamentos: ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina), como fluoxetina e sertralina. Terapia Comportamental: Treinamento de reversão de hábitos para tricotilomania e escoriação. Terapia de Apoio: Abordagem do estresse e dos gatilhos. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Obsessões e/ou compulsões recorrentes que causam sofrimento significativo. Transtorno Dismórfico Corporal (TDC): Preocupação com defeitos percebidos na aparência física. Transtorno de Acumulação: Dificuldade em se desfazer de pertences, levando à desordem e prejuízos. Tricotilomania: Arrancar os cabelos compulsivamente. Fatores biológicos: predisposição genética, anormalidades na função e estrutura cerebral. Fatores psicológicos: traumas precoces, traços de personalidade como o perfeccionismo. Fatores ambientais: eventos estressantes da vida, experiências da infância. TRANSTORNOS OBSESSIVO-COMPULSIVÍSTICOS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os distúrbios do sono-vigília são condições que afetam a qualidade, o horário e a quantidade de sono, causando sofrimento diurno e comprometimento do funcionamento. Regiões cerebrais: Disfunção no hipotálamo (regula o sono), tronco encefálico (controla a vigília) e glândula pineal (produz melatonina). Neurotransmissores: Desregulação de neurotransmissores como serotonina, melatonina e orexina, que controlam os ciclos sono-vigília. Estresse ou ansiedade crônicos. Trabalho noturno ou viagens frequentes. Condições médicas como obesidade (para apneia do sono) ou doenças neurológicas. Uso de estimulantes (cafeína, nicotina) ou depressores (álcool). Insônia: dificuldade para adormecer ou manter o sono, despertar precoce. Narcolepsia: ataques súbitos de sono, cataplexia (perda do controle muscular). Apneia do sono: ronco alto, falta de ar durante o sono. Distúrbios do ritmo circadiano: padrões de sono irregulares, dificuldade em manter uma rotina regular. Parassonias: sonambulismo, terrores noturnos, representação dos sonhos. Terapia Cognitivo- Comportamental para Insônia (TCC-I): Eficaz no tratamento da insônia. Medicamentos: Sedativos-hipnóticos, melatonina, modafinil para narcolepsia e CPAP para apneia do sono. Mudanças no estilo de vida: Higiene do sono, horário regular de sono, evitar estimulantes antes de dormir. Dispositivos médicos: Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas(CPAP) para apneia do sono. Fatores genéticos: Histórico familiar de distúrbios do sono, como narcolepsia ou insônia. Condições médicas: Condições como dor crônica, doenças cardíacas ou transtornos de saúde mental (por exemplo, depressão, ansiedade). Transtorno de insônia: dificuldade em adormecer ou manter o sono. Narcolepsia: sonolência diurna excessiva com ataques súbitos de sono. Apneia obstrutiva do sono (AOS): interrupções repetidas da respiração durante o sono. Distúrbios do ritmo circadiano do sono-vigília: descompasso entre o ciclo sono-vigília e o relógio biológico do corpo. Parassonias: comportamentos anormais durante o sono, como sonambulismo e terrores noturnos. DISTÚRBIOS DO SONO-VIGÍLIA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos neurocognitivos (TNCs) envolvem um declínio na função cognitiva (por exemplo, memória, atenção, linguagem) devido a lesão ou doença cerebral. Regiões cerebrais: Danos em áreas responsáveis por funções cognitivas, como o hipocampo (memória), o córtex pré- frontal (função executiva) e os lobos parietais (atenção, processamento espacial). Neurotransmissores: Alterações nos níveis de acetilcolina, dopamina e serotonina. Histórico familiar: Predisposição genética para doenças como Alzheimer. Doença cardiovascular: Condições como hipertensão ou diabetes podem levar a doenças neurodegenerativas vasculares. Trauma: Histórico de traumatismos cranianos repetidos. Transtorno Neurocognitivo Leve: Declínio cognitivo leve, porém perceptível, que não interfere na vida diária. Transtorno Neurocognitivo Grave (Demência): Declínio cognitivo significativo que prejudica a independência nas atividades diárias. Perda de memória, confusão, dificuldade em resolver problemas ou planejar. Comprometimento do julgamento, desorientação, dificuldade em compreender a linguagem ou falar. Alterações de personalidade, oscilações de humor ou comportamento inadequado (especialmente em transtornos neurocognitivos frontotemporais). Medicamentos: Inibidores da colinesterase (p. ex., donepezil) e antagonistas do receptor NMDA (p. ex., memantina) para a doença de Alzheimer. Reabilitação cognitiva: Exercícios para manter a função cognitiva. Terapia comportamental: Para o manejo de alterações de humor ou comportamento. Mudanças no estilo de vida: Alimentação saudável, exercícios físicos regulares, interação social e atividades mentais para retardar o declínio cognitivo. Doença de Alzheimer: Acúmulo de placas amiloides e emaranhados de proteína tau no cérebro. Doença Neurocognitiva Vascular: Redução do fluxo sanguíneo devido a AVCs ou doenças cardiovasculares. Traumatismo Cranioencefálico (TCE): Lesões na cabeça que levam a danos cerebrais. DISTÚRBIOS NEUROCOGNITIVOS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico familiar de distúrbios do neurodesenvolvimento. Exposição a riscos ambientais pré-natais. Nascimento prematuro ou baixo peso ao nascer. Os transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs) são um grupo de condições que afetam o desenvolvimento cerebral, levando a dificuldades em áreas como aprendizagem, comportamento e comunicação. Regiões cerebrais: Desenvolvimento alterado em áreas cerebrais como o córtex pré-frontal (planejamento, tomada de decisões), o cerebelo (controle motor) e a amígdala (regulação emocional). Neurotransmissores: Desregulação da dopamina, serotonina e GABA, afetando a atenção, o comportamento e o humor. Fatores genéticos: mutações hereditárias ou anomalias cromossômicas. Ambiente pré- natal: exposição a toxinas, infecções maternas ou desnutrição durante a gravidez. Terapia Comportamental: Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para TEA, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para TDAH. Medicamentos: Estimulantes (p. ex., metilfenidato) para TDAH, antipsicóticos para o controle de sintomas graves de TEA. Educação Especial: Planos de aprendizagem personalizados para crianças com dificuldades de aprendizagem e deficiências intelectuais. Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional: Para o desenvolvimento da comunicação e das habilidades motoras. Treinamento de Habilidades Sociais: Para melhorar as interações sociais em indivíduos com TEA. Transtorno do Espectro Autista (TEA): Prejuízos na interação social, comunicação e comportamentos restritos e repetitivos. Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): Desatenção persistente, hiperatividade e impulsividade. Deficiência Intelectual: Limitações no funcionamento intelectual e nos comportamentos adaptativos. Transtornos Específicos de Aprendizagem: Dificuldades na leitura (dislexia), escrita ou matemática. TEA (Transtorno do Espectro Autista): Dificuldade em manter contato visual, compreender sinais sociais, comportamentos repetitivos e sensibilidade sensorial. TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade): Dificuldade de concentração, movimentos excessivos e impulsividade. Deficiência Intelectual: Capacidade intelectual abaixo da média e limitações em habilidades da vida diária, como comunicação e autocuidado. Transtornos de Aprendizagem: Dificuldade com leitura, escrita ou matemática, apesar da inteligência normal. TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Os transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs) são um grupo de condições que afetam o desenvolvimento cerebral, levando a dificuldades em áreas como aprendizagem, comportamento e comunicação. Histórico de não conformidade de gênero na infância. Rejeição familiar ou social da identidade de gênero expressa. Concomitantes de transtornos mentais, como ansiedade ou depressão. Regiões cerebrais: Pesquisas sugerem diferenças estruturais no cérebro de indivíduos com disforia de gênero, particularmente em regiões relacionadas à identidade de gênero. Fatores hormonais: A exposição pré-natal a hormônios sexuais pode desempenhar um papel na formação da identidade de gênero. Disforia de gênero com início na infância: Disforia que surge na infância, caracterizada por um desejo persistente de ser do gênero oposto. Disforia de gênero com início na adolescência/vida adulta: Disforia que se torna mais proeminente na adolescência ou na vida adulta, frequentemente acompanhada do desejo de fazer a transição de gênero. Forte desejo de ser ou insistência em ser do sexo oposto. Desconforto com as próprias características sexuais primárias ou secundárias. Desejo de se livrar ou impedir o desenvolvimento de características sexuais. Angústia ou prejuízo significativo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida. Psicoterapia: Terapia de apoio para explorar a identidade de gênero e aliviar o sofrimento. Terapia hormonal: Administração de hormônios como testosterona ou estrogênio para alinhar a aparência física à identidade de gênero. Cirurgia de afirmação de gênero: Procedimentos cirúrgicos para modificar as características sexuais primárias e secundárias. Apoio social: Aconselhamento, grupos de apoio e transição social (por exemplo, mudança de nome, pronomes). Fatores biológicos: Possíveis influências hormonais pré-natais, fatores genéticos e variações na estrutura cerebral. Fatores psicossociais: Experiências sociais e compreensão cultural de gênero também podem contribuir. DISFORIA DE GÊNERO TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO As disfunções sexuais são distúrbios que prejudicam a capacidade de um indivíduo de sentir satisfação sexual, desejo ou realizar atividades sexuais. Idade (risco aumentado com o envelhecimento). Doenças crônicas como doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes. Transtornos de saúde mental como depressão e ansiedade. Sistemas Cerebral e Hormonal: Disfunções no sistema límbico, no hipotálamo ou desequilíbrios hormonais podem afetar a função sexual. Sistemas Vascular e Nervoso: Condições como diabetes ou doenças cardiovasculares podem prejudicar o fluxo sanguíneo e a função nervosa, contribuindopara a disfunção sexual. Disfunção erétil: dificuldade em obter ou manter uma ereção. Disfunções orgásmicas: dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo. Disfunções da excitação: falta de excitação, redução do interesse sexual ou das fantasias sexuais. Disfunções da dor: dor durante a relação sexual, medo da penetração ou espasmos musculares vaginais. Disfunção erétil: Incapacidade de obter ou manter uma ereção suficiente para a relação sexual. Disfunção do orgasmo feminino: Atraso, infrequência ou ausência de orgasmo. Ejaculação precoce: Ejaculação que ocorre muito rapidamente durante a atividade sexual. Ejaculação retardada: Atraso acentuado ou ausência de ejaculação. Medicamentos: Inibidores da fosfodiesterase (p. ex., Viagra) para disfunção erétil; terapias hormonais para distúrbios de excitação. Psicoterapia: Terapia cognitivo-comportamental (TCC) e terapia sexual para os aspectos psicológicos e emocionais. Mudanças no estilo de vida: Reduzir o consumo de álcool, controlar o estresse e melhorar a saúde física podem ajudar. Dispositivos médicos: Dispositivos de vácuo para disfunção erétil, dilatadores para distúrbios de penetração. Causas biológicas: desequilíbrios hormonais, doenças cardiovasculares, condições neurológicas, diabetes e efeitos colaterais de medicamentos. Causas psicológicas: estresse, ansiedade, depressão ou problemas de relacionamento. DISFUNÇÕES SEXUAIS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico de doença mental ou transtornos por uso de substâncias. Tentativas de suicídio ou comportamento violento anteriores. Falta de apoio social ou eventos traumáticos recentes. Uma emergência psiquiátrica é uma perturbação súbita e aguda no comportamento, humor ou pensamento que requer intervenção imediata para evitar danos ao indivíduo ou a terceiros. Estado mental: Perturbações no humor, na cognição e no comportamento devido a condições de saúde mental subjacentes ou fatores estressantes situacionais. Desequilíbrio neuroquímico: Mudanças repentinas em neurotransmissores como serotonina, dopamina ou norepinefrina podem desencadear emergências (por exemplo, em casos de psicose ou mania). Agitação intensa, agressividade ou comportamento violento. Confusão profunda, desorientação ou sintomas psicóticos. Ansiedade ou pânico intensos. Ameaças verbais de autolesão, agressão a terceiros ou comportamento imprudente. Sinais físicos de overdose ou síndrome de abstinência grave (por exemplo, convulsões, dificuldade respiratória). Comportamento suicida: Ameaças ou tentativas de autolesão ou suicídio. Comportamento homicida: Ameaças ou intenções de ferir outras pessoas. Psicose aguda: Grave desconexão da realidade, alucinações, delírios ou pensamento desorganizado. Agitação ou agressão grave: Comportamento violento que representa risco para si mesmo ou para outros. Overdose de substâncias: Reações com risco de vida decorrentes do uso indevido de drogas ou álcool. Atendimento Médico Imediato: Em casos de overdose, lesões físicas ou situações de risco de vida, a hospitalização é necessária. Avaliação Psiquiátrica: Avaliação abrangente por profissionais de saúde mental para determinar a causa e a intervenção apropriada. Medicamentos: Antipsicóticos, sedativos ou estabilizadores de humor para acalmar a agitação ou controlar a psicose. Técnicas de Desescalonamento: Comunicação não violenta, acalmamento do ambiente e redução de estímulos para diminuir a agitação. Transtornos de saúde mental: Condições como esquizofrenia, depressão ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Abuso de substâncias: Intoxicação aguda, overdose ou abstinência. Trauma ou estresse: Eventos de vida repentinos e avassaladores, como perda, abuso ou conflito. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS E INTERVENÇÃO EM CRISE TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO O gerenciamento da agressão e da violência envolve estratégias e intervenções para reduzir e controlar comportamentos agressivos ou violentos que representam uma ameaça à segurança dos indivíduos e de outras pessoas. Histórico de violência ou agressão. Dificuldade em controlar impulsos ou regular as emoções. Abuso de substâncias ou intoxicação. Isolamento social, trauma ou problemas de raiva não resolvidos. Envolvimento cerebral: Disfunções na amígdala, no córtex pré-frontal e em neurotransmissores como a serotonina e a dopamina podem contribuir para o comportamento agressivo. Fatores psicológicos: Impulsividade, dificuldade em regular as emoções e condições psiquiátricas subjacentes, como transtorno de personalidade borderline ou esquizofrenia. Explosões verbais, gritos ou discurso ameaçador. Ameaças físicas ou atos de violência. Destruição de propriedade. Aumento da agitação, inquietação ou andar de um lado para o outro. Sinais de violência iminente (punhos cerrados, postura hostil). Comportamento suicida: Ameaças ou tentativas de autolesão ou suicídio. Comportamento homicida: Ameaças ou intenções de ferir outras pessoas. Psicose aguda: Grave desconexão da realidade, alucinações, delírios ou pensamento desorganizado. Agitação ou agressão grave: Comportamento violento que representa risco para si mesmo ou para outros. Overdose de substâncias: Reações com risco de vida decorrentes do uso indevido de drogas ou álcool. Técnicas de desescalada: Mantenha a calma, use linguagem corporal não ameaçadora e fale em voz baixa e controlada. Ouça atentamente e permita que a pessoa expresse suas frustrações. Reduza os estímulos removendo os fatores estressantes ou levando a pessoa para um ambiente mais tranquilo. Medicamentos: Antipsicóticos ou benzodiazepínicos podem ajudar a controlar a agitação aguda ou a psicose. Estabilizadores de humor são indicados para o tratamento a longo prazo em condições como o transtorno bipolar. Transtornos psiquiátricos: Esquizofrenia e transtornos por uso de substâncias. Gatilhos situacionais: Frustração ou ameaças percebidas. Condições médicas: Transtornos neurológicos ou abstinência de substâncias. GESTÃO DE AGRESSÃO E VIOLÊNCIA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO As intervenções farmacológicas envolvem o uso de medicamentos para tratar ou controlar problemas de saúde, particularmente em saúde mental, para aliviar sintomas, melhorar o funcionamento ou prevenir a progressão de doenças. Ação neuroquímica: Os medicamentos alteram os níveis de neurotransmissores (serotonina, dopamina, norepinefrina, etc.) para equilibrar o humor, o pensamento e o comportamento. Interação com receptores: Os medicamentos atuam em receptores específicos no cérebro (por exemplo, receptores de dopamina no caso dos antipsicóticos) para bloquear, potencializar ou modular a sinalização neural. Interações medicamentosas: Alguns medicamentos podem interagir, causando efeitos adversos. Condições preexistentes: Problemas renais ou cardíacos podem influenciar a segurança do medicamento. Abuso de substâncias: Risco de uso indevido ou dependência. Sintomas psicóticos: alucinações, delírios, pensamento desorganizado. Sintomas de humor: depressão, mania, oscilações de humor. Sintomas de ansiedade: preocupação excessiva, pânico e sintomas físicos (por exemplo, palpitações). Sintomas de TDAH: desatenção, hiperatividade, impulsividade. Insônia: dificuldade para adormecer ou manter o sono. Tratamento agudo: Utilizado para estabilizar os sintomas imediatos (ex.: antipsicóticos para episódios psicóticos). Terapia de manutenção: Uso a longo prazo para prevenir recorrências (ex.: antidepressivos para depressão). Terapia combinada: Combinação de medicamentos para melhores resultados (ex.: estabilizadores de humor com antipsicóticos para transtorno bipolar). Desequilíbrio de neurotransmissores. Anormalidades estruturais ou funcionais no cérebro (por exemplo, vias dopaminérgicas na esquizofrenia). Desregulação emocional e comportamental que requer intervenção química. Antipsicóticos: usados para tratar psicoses (p. ex., esquizofrenia, transtornobipolar). Antidepressivos: tratam transtornos depressivos (p. ex., ISRSs, ISRNs, antidepressivos tricíclicos). Estabilizadores de humor: controlam as oscilações de humor, particularmente no transtorno bipolar (p. ex., lítio, valproato). Ansiolíticos: aliviam os sintomas de ansiedade e transtornos de pânico (p. ex., benzodiazepínicos). Estimulantes: tratam o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) (p. ex., metilfenidato). INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Intervenções não farmacológicas são estratégias terapêuticas que não envolvem medicamentos, mas são utilizadas para controlar sintomas, melhorar o funcionamento e promover o bem-estar em diversas condições de saúde. Abordagens comportamentais: Concentram-se na mudança de padrões de comportamento por meio de reforço e treinamento de habilidades. Abordagens psicológicas: Abordam processos de pensamento, emoções e relacionamentos interpessoais. Abordagens físicas: Aprimoram o funcionamento físico e a mobilidade por meio de exercícios e terapias. Preferências individuais: Algumas pessoas podem preferir ou responder melhor a certos tratamentos não farmacológicos. Acesso a recursos: Disponibilidade de profissionais treinados e instalações para as terapias. Saúde Mental: Depressão, ansiedade, estresse e trauma. Saúde Física: Problemas de mobilidade, dor crônica e limitações funcionais. Transtornos da Comunicação: Dificuldades de fala e linguagem. Transtornos Alimentares: Padrões alimentares desordenados e deficiências nutricionais. Psicoterapia: Inclui terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia comportamental dialética (DBT) e psicanálise para tratar problemas de saúde mental. Terapias comportamentais: Técnicas como modificação comportamental e análise do comportamento aplicada (ABA) para o manejo de comportamentos específicos. Fisioterapia: Exercícios e tratamentos para melhorar a função física e a mobilidade. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda os indivíduos a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamentos negativos. Redução do Estresse Baseada em Mindfulness (MBSR): Utiliza a meditação mindfulness para reduzir o estresse e melhorar a regulação emocional. Modificação Comportamental: Implementa técnicas como reforço positivo para incentivar comportamentos desejáveis e reduzir os problemáticos. Fisioterapia e Terapia Ocupacional: Aprimoram as habilidades físicas e auxiliam nas atividades da vida diária. Questões psicológicas: Abordagem de problemas cognitivos e emocionais subjacentes. Questões comportamentais: Modificação de comportamentos desadaptativos. Deficiências funcionais: Melhoria do funcionamento físico e das atividades diárias. INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO As intervenções psicossociais são abordagens terapêuticas destinadas a abordar os fatores psicológicos e sociais que afetam a saúde mental e o bem-estar. Terapia conduzida por terapeuta: Ministrada por profissionais de saúde mental treinados (psicólogos, assistentes sociais). Individual ou em grupo: As sessões podem ser individuais ou em grupo. Colaborativa: Envolve participação ativa e colaboração entre o cliente e o terapeuta. Histórico de Trauma: Traumas anteriores aumentam a probabilidade de problemas psicossociais. Transtornos Mentais Crônicos: Condições como depressão ou transtorno bipolar podem piorar sem apoio psicossocial. Depressão: Tristeza persistente, perda de interesse. Ansiedade: Preocupação constante, medo e tensão. Problemas comportamentais: Agressividade, rebeldia ou isolamento. Conflitos interpessoais: Dificuldade em manter relacionamentos. Isolamento social: Evitar interações sociais. Baixa autoestima: Sentimentos de inutilidade. FATORES DE RISCO Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) – Concentra-se em mudar padrões de pensamento e comportamento desadaptativos. Terapia Psicodinâmica – Explora conflitos inconscientes de experiências passadas que afetam o comportamento presente. Terapia Familiar – Melhora a comunicação e os relacionamentos dentro da unidade familiar. Estresse crônico – Exposição prolongada a situações estressantes. Trauma – Experiências de danos físicos, emocionais ou psicológicos. Doença mental – Condições como depressão, ansiedade e esquizofrenia. Técnicas de Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC): Desafiar e modificar pensamentos e comportamentos negativos. Técnicas de Relaxamento: Relaxamento muscular progressivo, exercícios de respiração profunda. Ativação Comportamental: Engajar-se em atividades positivas e significativas. Treinamento de Habilidades de Comunicação: Aprimorar a assertividade e a resolução de conflitos. Terapia de Resolução de Problemas: Desenvolver estratégias para lidar com os desafios da vida. Mindfulness e Redução do Estresse: Praticar mindfulness para reduzir a ansiedade e o estresse. INTERVENÇÕES PSICOSSOCIAIS TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA CAUSAS TRATAMENTO Regiões cerebrais: Córtex pré- frontal (atenção, tomada de decisões), gânglios da base (controle motor). Neurotransmissores: Dopamina e norepinefrina são substâncias químicas essenciais envolvidas no TDAH. O Transtorno de Hiperatividade, também conhecido como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por hiperatividade persistente e desenvolvimento de impulsividade. Histórico familiar: Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em familiares. Exposição pré-natal: Uso de álcool, tabaco e drogas durante a gravidez. Prematuridade: Bebês nascidos prematuramente ou com baixo peso ao nascer. Toxinas ambientais: Exposição na primeira infância a chumbo ou outras toxinas. Desatenção: Dificuldade de concentração, desorganização, esquecimento. Hiperatividade: Inquietação, correr ou escalar em situações inapropriadas. Impulsividade: Interromper os outros, agir sem pensar, impaciência. Apresentação predominantemente desatenta: dificuldade em manter a atenção, facilidade em se distrair. Apresentação predominantemente hiperativa-impulsiva: inquietação, incapacidade de ficar parado, comportamentos impulsivos. Apresentação combinada: sintomas de desatenção e hiperatividade-impulsividade presentes. Medicamentos: Estimulantes: Metilfenidato, anfetaminas (aumentam a dopamina). Não estimulantes: Atomoxetina (afeta a norepinefrina). Terapia Comportamental: Foca na modificação do comportamento e em estratégias de enfrentamento. Treinamento para Pais: Oferece técnicas para gerenciar o comportamento em casa. Intervenções em Sala de Aula: Ambientes estruturados, sistemas de recompensa e planos de aprendizagem personalizados. Genética: Fortes ligações familiares com o TDAH. Diferenças na estrutura cerebral: Variações na estrutura do cérebro, particularmente em áreas que controlam a atenção e o comportamento. Fatores pré- natais: Exposição a toxinas, álcool ou tabagismo durante a gravidez. TRANSTORNO DE HIPERATIVIDADE TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Associado a alterações em regiões cerebrais relacionadas ao controle de impulsos e à regulação do humor, como o córtex pré- frontal e a amígdala. O ato de causar intencionalmente a própria morte. Frequentemente visto como uma fuga de uma dor emocional insuportável ou uma solução para problemas considerados insolúveis. Tentativas de suicídio anteriores. Doença mental. Abuso de substâncias. Estresse crônico: financeiro, relacional ou relacionado ao trabalho. Acesso a meios letais: armas de fogo, medicamentos. Pensamentos persistentes sobre morte ou desesperança. Afastamento de amigos e atividades. Mudanças repentinas de humor ou comportamento. Doação de pertences ou conversas sobre "dizer adeus". Suicídio consumado: quando um indivíduo põe fim à própria vida. Ideação suicida: pensar ou planejar o suicídio, mas não chegar a concretizá-lo. Tentativas de suicídio: atos realizados coma intenção de morrer, mas que não resultam em morte. Intervenção em Crise: Apoio imediato para pessoas em risco de suicídio, incluindo serviços de linha direta ou atendimento psiquiátrico de emergência. Psicoterapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC): Ajuda a lidar com pensamentos e comportamentos negativos. Terapia Comportamental Dialética (DBT): Especificamente eficaz para autolesão não suicida e comportamento suicida. Transtornos de saúde mental: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia. Abuso de substâncias: a dependência de álcool ou drogas pode aumentar a impulsividade. Dor ou doença crônica: problemas de saúde persistentes. SUICÍDIO AUTOLESÃO TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Autolesão não suicida (NSSI): Frequentemente relacionada a déficits na regulação emocional, alterações nos sistemas de serotonina e dopamina e comportamentos aprendidos para lidar com o sofrimento. Adolescência: Maior risco em adolescentes. Histórico de trauma ou abuso. Influência de pares. Instabilidade emocional. Falta de habilidades de enfrentamento. Autolesão não suicida (ANS): Lesão deliberada sem intenção de morrer, frequentemente usada como mecanismo de enfrentamento para lidar com dor emocional, raiva ou angústia. Corte: Utilizar objetos cortantes para cortar a pele. Queimar-se: Queimar-se intencionalmente com fogo ou objetos. Golpear ou bater: autoagressão, socos ou batendo a cabeça. Arranhar: Arranhar-se repetidamente até causar ferimentos. Lesões frequentes e inexplicáveis (cortes, queimaduras, etc.). Uso de mangas compridas ou roupas para esconder as lesões. Instabilidade emocional ou mudanças repentinas de humor. Expressões de vergonha ou culpa após se ferir. Terapia Comportamental Dialética (DBT): Especificamente eficaz para autolesão não suicida e comportamento suicida. Medicação: Antidepressivos, antipsicóticos ou estabilizadores de humor para tratar condições de saúde mental subjacentes. Hospitalização: Em casos de risco suicida grave, pode ser necessário internamento de curta duração. Sistemas de apoio: Apoio familiar e de pares, juntamente com serviços de saúde mental. Desregulação emocional: dificuldade em lidar com as emoções. Trauma: histórico de abuso ou trauma. Transtornos mentais: ansiedade, transtorno de personalidade borderline, depressão. AUTOLESÃO NÃO SUICIDA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Uma ampla categoria de transtornos mentais que se desenvolvem durante a infância e impactam significativamente o comportamento, as emoções e as habilidades cognitivas da criança. Cérebro: Disfunções em regiões cerebrais como o córtex pré-frontal, o cerebelo ou os gânglios da base são frequentemente implicadas. Neurotransmissores: Alterações nos níveis de dopamina, serotonina e outras substâncias químicas impactam a sinalização cerebral. Intervenções Comportamentais: Análise do Comportamento Aplicada (ABA): Comumente utilizada para o autismo, com foco na melhoria de comportamentos específicos. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Auxilia crianças com TDAH ou transtornos de conduta a gerenciar o comportamento. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH): Padrões persistentes de desatenção, hiperatividade ou impulsividade. Transtorno do Espectro Autista (TEA): Prejuízos na interação social, comunicação e comportamentos restritos e repetitivos. Transtorno de Conduta: Comportamento persistente que viola normas sociais ou os direitos de terceiros. Fatores genéticos: Muitos distúrbios do neurodesenvolvimento têm um componente hereditário (por exemplo, mutações em genes ligados ao TEA ou ao TDAH). Intervenções Comportamentais: Análise do Comportamento Aplicada (ABA): Comumente utilizada para o autismo, com foco na melhoria de comportamentos específicos. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Auxilia crianças com TDAH ou transtornos de conduta a gerenciar o comportamento. Medicamentos: Estimulantes (ex.: para TDAH): Ajudam a melhorar o foco e a atenção. Antipsicóticos: Às vezes utilizados no TEA para irritabilidade ou agressividade. Apoio Educacional: Planos Educacionais Individualizados (PEIs), serviços de educação especial e adaptações de aprendizagem. TDAH: Dificuldade de concentração, hiperatividade, impulsividade. Transtorno do Espectro Autista (TEA): Desafios nas interações sociais, comportamentos repetitivos, dificuldades de comunicação. Deficiência Intelectual: Habilidades intelectuais abaixo da média, dificuldade de raciocínio, aprendizagem e resolução de problemas. Transtornos de Aprendizagem: Dificuldades com leitura, escrita ou matemática. TRANSTORNOS DA INFÂNCIA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade que interferem no funcionamento ou desenvolvimento. Histórico familiar: Ter um dos pais ou irmãos com TDAH aumenta a probabilidade. Exposição pré-natal: Fumar, consumir álcool ou drogas durante a gravidez. Toxinas ambientais: Exposição ao chumbo ou outras toxinas na primeira infância. Córtex frontal: Responsável pela atenção, planejamento e controle de impulsos, frequentemente apresenta baixa atividade em indivíduos com TDAH. Desregulação da dopamina: Níveis reduzidos de dopamina, um neurotransmissor associado à recompensa e à atenção, contribuem para os sintomas do TDAH. Apresentação predominantemente desatenta: Dificuldade em manter a atenção. Frequentemente distraído e desorganizado. Apresentação predominantemente hiperativa-impulsiva: Agitação excessiva, fala excessiva e ações impulsivas. Apresentação Combinada: Desatenção: Dificuldade em se concentrar em tarefas ou seguir instruções. Facilidade em se distrair e esquecer tarefas. Hiperatividade: Incapacidade de ficar parado; inquietação ou agitação. Fala excessiva e dificuldade em se envolver em atividades tranquilas. Medicação: Estimulantes (p. ex., metilfenidato, anfetaminas): Aumentam a atividade da dopamina e da norepinefrina para melhorar a atenção e o foco. Não estimulantes (p. ex., atomoxetina): Utilizados quando os estimulantes são ineficazes ou causam efeitos colaterais. Terapia Comportamental: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Auxilia os indivíduos a desenvolverem estratégias para lidar com os sintomas. Treinamento para Pais: Os pais aprendem habilidades para gerenciar o comportamento de seus filhos de forma eficaz. Estrutura e função cerebral: Anormalidades no lobo frontal do cérebro, envolvido no controle dos impulsos e da atenção. Fatores pré-natais: Exposição ao tabagismo, álcool, drogas ou toxinas ambientais durante a gravidez. TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Histórico familiar: Uma predisposição genética para transtornos de ansiedade aumenta a probabilidade de desenvolvê-los. Transtorno do pânico: Pessoas com transtorno do pânico têm maior risco de desenvolver agorafobia. A agorafobia é um transtorno de ansiedade caracterizado por medo intenso e evitação de situações em que a fuga pode ser difícil ou em que pode não haver ajuda disponível durante um ataque de pânico. Amígdala: Envolvida nas respostas ao medo, a amígdala pode apresentar hiperatividade em indivíduos com agorafobia. Córtex pré-frontal: Regulação prejudicada das respostas ao medo, levando a dificuldades no controle do pânico e da ansiedade em determinados ambientes. Agorafobia relacionada ao pânico: Desenvolve-se como uma complicação do transtorno do pânico, onde o medo de ter um ataque de pânico em público leva à evitação de certos lugares ou situações. Agorafobia não relacionada ao pânico: A agorafobia ocorre sem o transtorno do pânico, mas com medo de situações percebidas como ameaçadoras. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda os pacientes a confrontar medos irracionais e reduzir comportamentos de evitação. Terapia de Exposição: Exposiçãogradual a situações temidas de forma controlada para dessensibilizar a resposta ao medo. Medicamentos: Antidepressivos (ISRS, ISRN): Frequentemente prescritos para reduzir os sintomas de ansiedade e pânico. Benzodiazepínicos: Uso a curto prazo para ansiedade aguda, embora o uso prolongado seja desaconselhado devido ao risco de dependência. Eventos estressantes da vida: Eventos traumáticos ou estressantes (por exemplo, a perda de um ente querido, doença grave) podem desencadear agorafobia. Transtorno do pânico: Ataques de pânico recorrentes podem levar a comportamentos de evitação e medo de futuros ataques em locais públicos. Medo de sair de casa: Evitar lugares públicos ou ambientes desconhecidos. Sintomas físicos: Aumento da frequência cardíaca, sudorese, tontura e falta de ar em situações temidas. Comportamentos de evitação: Evitar lugares lotados, como shoppings, transporte público ou ficar sozinho ao ar livre. Ataques de pânico: Sentir medo súbito e intenso, acompanhado de sintomas físicos. AGORAFOBIA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO O transtorno do pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados — episódios súbitos de medo ou desconforto intenso que atingem o pico em poucos minutos. Estresse crônico: A exposição prolongada ao estresse pode desencadear ataques de pânico. Uso de substâncias: O consumo excessivo de cafeína, drogas ou álcool pode precipitar ou agravar ataques de pânico. Amígdala: O centro do medo no cérebro, frequentemente hiperativo em indivíduos com transtorno do pânico, levando a respostas exacerbadas ao estresse. Córtex pré- frontal: Pode apresentar capacidade reduzida de regular as respostas de medo desencadeadas pela amígdala. Palpitações ou batimentos cardíacos acelerados; Sudorese; Tremores; Falta de ar; Dor ou desconforto no peito; Náuseas ou desconforto abdominal. Transtorno de Pânico com Agorafobia: Os ataques de pânico ocorrem com o medo de estar em lugares onde a fuga pode ser difícil, muitas vezes levando à evitação desses lugares. Transtorno de Pânico sem Agorafobia: Os ataques de pânico ocorrem sem uma evitação significativa de situações ou ambientes específicos. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda os pacientes a identificar e questionar pensamentos irracionais relacionados a ataques de pânico. Terapia de Exposição: Exposição gradual a situações que induzem pânico, de forma controlada, para dessensibilizar a resposta ao medo. Medicamentos: Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS): Tratamento de primeira linha para reduzir a ansiedade e os ataques de pânico. Benzodiazepínicos: Uso a curto prazo para o controle da ansiedade aguda durante ataques de pânico. Fatores biológicos: Desequilíbrios em neurotransmissores como serotonina, norepinefrina e GABA. Eventos estressantes da vida: Grandes estressores ou traumas podem desencadear o início do transtorno do pânico. Tonturas ou vertigens; medo de perder o controle ou de morrer; calafrios ou ondas de calor. SÍNDROME DO PÂNICO TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO Trauma ou perda: Eventos significativos da vida, como morte ou divórcio, podem desencadear comportamentos de acumulação. Estresse crônico ou ansiedade: Estresse persistente ou instabilidade emocional contribuem para a dificuldade em se desapegar de pertences. O transtorno de acumulação é uma condição de saúde mental caracterizada pela dificuldade persistente em descartar ou se desfazer de pertences, independentemente de seu valor real, devido a uma necessidade percebida de guardá-los. Córtex cingulado anterior: Envolvido na regulação emocional e na tomada de decisões; disfunções nessa região podem causar dificuldade em descartar objetos. Amígdala hiperativa: Respostas emocionais exacerbadas, incluindo ansiedade e medo de perder pertences. Com Aquisição Excessiva: Os indivíduos não apenas acumulam, mas também adquirem em excesso itens de que não precisam ou para os quais não têm espaço. Sem Aquisição Excessiva: A acumulação ocorre sem compras ou aquisições compulsivas, mas ainda envolve dificuldade em descartar itens. Acumulação de Animais: Envolve a coleção excessiva de animais, levando a cuidados inadequados e condições de vida insalubres. Terapia de Exposição: Envolve enfrentar o medo de descartar objetos e aprender a tolerar o sofrimento. Medicamentos: Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS): Utilizados para controlar a ansiedade, a depressão ou as tendências obsessivo- compulsivas associadas. Apoio Organizacional: Organizadores profissionais e grupos de apoio podem auxiliar os indivíduos a gerenciar seus pertences e criar um ambiente habitável. Trauma: Um histórico de trauma ou perda pode desencadear ou agravar comportamentos de acumulação. Função cerebral: Disfunção nas áreas do cérebro responsáveis pela tomada de decisões e regulação emocional. Incapacidade de descartar itens: Dificuldade persistente em descartar itens, independentemente de seu valor, devido ao sofrimento causado por se desfazer deles. Espaços de convivência desorganizados: Acúmulo de pertences a ponto de tornar os espaços de convivência (por exemplo, cozinha, quarto) inutilizáveis. Sofrimento ou prejuízo: Sofrimento emocional significativo e prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas da vida devido à acumulação compulsiva. TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO O transtorno factício é uma condição de saúde mental na qual uma pessoa deliberadamente produz, simula ou exagera uma doença ou lesão para assumir o papel de paciente, sem incentivos externos óbvios. Desregulação Emocional: A incapacidade de gerir as necessidades emocionais, frequentemente decorrente de um histórico traumático ou de negligência. Função Cerebral: A disfunção em áreas do cérebro responsáveis pela autopercepção e pelo controlo emocional pode desempenhar um papel importante. Transtornos de personalidade: Condições concomitantes, como o transtorno de personalidade borderline, são frequentemente associadas ao transtorno factício. Baixa autoestima: A necessidade de validação ou atenção dos outros pode ser um fator determinante. Fabricação de sintomas: Relatar sintomas exagerados ou falsos, como dor, febre ou convulsões, que não são observáveis ou diagnosticáveis. Adulteração de exames médicos: Manipular exames laboratoriais (por exemplo, adicionar sangue a uma amostra de urina) ou causar danos físicos a si mesmo para simular sintomas (por exemplo, tomar laxantes para provocar diarreia). Transtorno Factício Autoimposto: O indivíduo simula ou induz doenças ou lesões em si mesmo. Transtorno Factício Imposto a Outro (também conhecido como Síndrome de Munchausen por Procuração): O indivíduo simula ou induz doenças em outra pessoa, geralmente um dependente (por exemplo, uma criança ou um idoso), para chamar a atenção. Psicoterapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC): Ajuda os indivíduos a reconhecer e modificar pensamentos e comportamentos desadaptativos relacionados à criação de doenças factícias. Terapia de Apoio: Ajuda a pessoa a desenvolver maneiras mais saudáveis de expressar suas necessidades emocionais e reduzir a dependência de cuidados médicos. Medicação: Antidepressivos ou Antipsicóticos: Podem ser prescritos para tratar transtornos de humor, ansiedade ou transtornos de personalidade subjacentes que contribuem para comportamentos factícios. Necessidades emocionais não atendidas: A necessidade de atenção, afeto ou cuidado, frequentemente não atendida durante a infância, pode motivar o comportamento. Transtornos de personalidade: Pessoas com transtorno de personalidade borderline ou outros problemas de regulação emocional apresentam maior risco. DESORDEM FÁTICA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTOTranstornos de ansiedade: ataques de pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos, fobias. Transtornos de personalidade: conflitos interpessoais, instabilidade emocional. Sintomas psicóticos: alucinações, delírios. Sintomas relacionados a trauma: flashbacks, hipervigilância, dissociação. Problemas comportamentais: agressividade, automutilação, comportamentos aditivos. Doença Mental Crônica ou Grave: Indivíduos com transtornos mentais graves (por exemplo, esquizofrenia) podem necessitar de uma combinação de terapias, incluindo medicação. Histórico de Trauma: O trauma pode complicar o processo terapêutico, especialmente se a abordagem terapêutica não for sensível ao trauma. Limitações Cognitivas: Indivíduos com comprometimento cognitivo podem encontrar mais dificuldades em certas terapias, como a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental). Abuso de Substâncias: Transtornos por uso de substâncias concomitantes podem interferir na eficácia das terapias. Falta de Apoio Social: O isolamento social ou a falta de apoio familiar podem dificultar o progresso terapêutico. Psicanálise Clássica: Abordagem tradicional que envolve sessões frequentes para explorar conflitos inconscientes. Terapia Psicodinâmica: Adaptação moderna com foco em processos inconscientes e experiências passadas que influenciam o comportamento atual. Terapia Psicodinâmica Breve: Terapia de curta duração que aborda questões específicas com uma perspectiva psicodinâmica. O tratamento envolve uma série de técnicas terapêuticas baseadas na teoria aplicada. Estas incluem: 1. Psicoterapia (Terapia da Fala): Terapia Cognitivo- Comportamental, Terapia Psicodinâmica, Terapia Familiar 2. Farmacoterapia (Medicamentos): Antidepressivos, Antipsicóticos, Estabilizadores de Humor, Ansiolíticos 3. Terapias Complementares 4. Hospitalização DEFINIÇÃO SINTOMAS FATORES DE RISCO PSICANALÍTICA TIPOS TRATAMENTO Depressão, ansiedade, problemas de relacionamento, baixa autoestima, traumas não resolvidos. A Terapia Interpessoal (TIP) é uma terapia com duração limitada, baseado em evidências psicoterapia que concentra-se em melhorar interpessoal relacionamentos e habilidades de comunicação para aliviar os sintomas de depressão e outros transtornos de humor. FUNÇÕES Associação Livre: Os clientes falam livremente para descobrir pensamentos inconscientes. Análise de Sonhos: Interpretação de sonhos para revelar desejos e conflitos ocultos. Transferência: Exploração de como os clientes projetam seus sentimentos no terapeuta. Contratransferência: Análise das respostas emocionais do terapeuta em relação ao cliente. Desvende Pensamentos Inconscientes: Identifica emoções e conflitos ocultos que influenciam o comportamento. Resolva Conflitos Internos: Ajuda as pessoas a compreender e resolver conflitos psicológicos internos. Aprimore a Autoconsciência: Aumenta a percepção sobre padrões de comportamento e pensamento pessoais. Terapia da Fala: Envolve a exploração de pensamentos e sentimentos por meio da conversa. Interpretação: Análise de sonhos, associações livres e transferência para obter insights. Desenvolvimento da Compreensão: Auxilia os clientes a compreender e lidar com conflitos inconscientes. Terapia Interpessoal para Depressão (IPT- D): Visa especificamente a depressão através da melhoria do funcionamento interpessoal. Terapia Interpessoal para Transtornos Alimentares (IPT-ED): Aborda os transtornos alimentares focando nos relacionamentos interpessoais. Terapia Interpessoal para Transtorno Bipolar (IPT- BD): Auxilia no manejo do transtorno bipolar através da melhoria do funcionamento social e dos relacionamentos. Melhora os relacionamentos interpessoais: Aprimora a comunicação e as habilidades de relacionamento. Aborda problemas de relacionamento: Concentra-se em questões que causam ou agravam os sintomas psicológicos. Facilita a expressão emocional: Ajuda os clientes a expressar e processar emoções relacionadas às suas experiências interpessoais. DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA TIPOS INTERPESSOAIS TRATAMENTO FUNÇÕES Tristeza ou depressão persistentes; dificuldades de relacionamento; isolamento social; dificuldade em lidar com as emoções. A terapia comportamental é uma abordagem terapêutica que se concentra na mudança de comportamentos prejudiciais ou desadaptativos por meio de diversas técnicas e estratégias, baseadas nos princípios da teoria da aprendizagem. Avaliação: Avaliação inicial dos relacionamentos interpessoais do cliente e dos problemas atuais. Identificação de áreas problemáticas: Foco em áreas específicas como luto, conflitos de papéis, transições de papéis e dificuldades interpessoais. Intervenção: Utilização de estratégias para melhorar a comunicação, resolver conflitos e aprimorar as habilidades de relacionamento. Encerramento: Revisão do progresso e planejamento para a manutenção dos ganhos após o término da terapia. Treinamento em Habilidades de Comunicação: Aprimora a capacidade de expressar necessidades e sentimentos de forma eficaz. Simulação de Papéis: Pratica cenários interpessoais para melhorar as interações. Resolução de Problemas: Desenvolve estratégias para abordar e resolver problemas interpessoais. Modificação Comportamental: Atua diretamente sobre comportamentos inadequados e os modifica. Desenvolvimento de Habilidades: Ensina novos comportamentos e mecanismos de enfrentamento para lidar com diversas situações. Reversão de Hábitos: Ajuda a eliminar hábitos problemáticos e substituí-los por hábitos mais saudáveis. Oferece uma abordagem estruturada para a resolução de problemas interpessoais que contribuem para transtornos de saúde mental. Ajuda os indivíduos a construir relacionamentos mais fortes e saudáveis e a melhorar o bem-estar emocional geral. Concentra-se em soluções práticas para aprimorar o funcionamento social e reduzir os sintomas de transtornos de humor. DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA TRATAMENTO COMPORTAMENTAL ESTRUTURA IMPORTÂNCIA Dessensibilização Sistemática: Exposição gradual do indivíduo a estímulos temidos, enquanto se ensinam técnicas de relaxamento. Reforço Positivo: Incentivo ao comportamento positivo por meio da oferta de recompensas. Reestruturação Cognitiva: Alteração de padrões de pensamento negativos que contribuem para o comportamento problemático. Modelagem: Demonstração dos comportamentos desejados para que o cliente os imite. Modificação Comportamental: Atua diretamente sobre comportamentos inadequados e os modifica. Desenvolvimento de Habilidades: Ensina novos comportamentos e mecanismos de enfrentamento para lidar com diversas situações. Reversão de Hábitos: Ajuda a eliminar hábitos problemáticos e substituí-los por hábitos mais saudáveis. Transtornos de ansiedade, fobias, comportamentos obsessivo-compulsivos, depressão, problemas comportamentais em crianças, como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade). Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Combina estratégias comportamentais com reestruturação cognitiva para modificar pensamentos e comportamentos. Terapia Comportamental Dialética (DBT): Concentra-se no gerenciamento das emoções e na melhoria dos relacionamentos, promovendo mudanças comportamentais. Terapia de Exposição: Expõe gradualmente os indivíduos a objetos ou situações temidas para reduzir as respostas de ansiedade. Condicionamento Operante: Utiliza recompensas e punições para reforçar comportamentos desejados. Concentra-se em comportamentos observáveis e mensuráveis, facilitando o acompanhamento do progresso. Altamente eficaz para uma ampla gama de condições de saúde mental e problemas comportamentais. Ensina estratégias práticas para gerenciar e modificar comportamentos indesejados, melhorando o funcionamento diário e a qualidade de vida. TIPOS FUNÇÕES TRATAMENTO IMPORTÂNCIA SINTOMAS TIPOS DEFINIÇÃO A terapia cognitiva é um tipo de psicoterapia que se concentra na identificação e alteração de padrões de pensamento distorcidos ou negativos para melhorar a regulação emocional e as respostas comportamentais.FUNÇÕES TRATAMENTO COGNITIVO ESTRUTURA Avaliação: Identificação de padrões de pensamento negativos e seu impacto nas emoções e no comportamento. Definição de metas: Estabelecimento de objetivos para modificar distorções cognitivas específicas. Reestruturação cognitiva: Técnicas para questionar e substituir pensamentos negativos por pensamentos mais equilibrados. Desenvolvimento de habilidades: Ensino de habilidades para gerenciar e modificar padrões de pensamento e respostas emocionais. SINTOMAS Identifica distorções cognitivas: Ajuda os clientes a reconhecer e compreender padrões de pensamento distorcidos. Modifica pensamentos negativos: Transforma crenças desadaptativas em crenças mais realistas e positivas. Aprimora a regulação emocional: Aumenta a capacidade de gerenciar e regular as emoções por meio de mudanças no pensamento. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Combina técnicas cognitivas e comportamentais para abordar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais. Terapia Cognitiva (TC): Concentra-se principalmente na alteração de pensamentos e crenças desadaptativas para melhorar o bem-estar emocional. Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT): Integra práticas de mindfulness com a terapia cognitiva para prevenir recaídas na depressão. Pensamentos negativos persistentes, ansiedade e depressão, pensamentos autocríticos, dificuldade em lidar com o estresse. Reestruturação cognitiva: Identificar e questionar padrões de pensamento irracionais ou distorcidos. Experimentos comportamentais: Testando a validade de crenças negativas por meio de experimentos da vida real. Registros de pensamentos: Acompanhando pensamentos negativos e avaliando sua precisão. Terapia humanista é um psicológico abordagem que enfatiza crescimento pessoal, autorrealização, e o indivíduo potencial inerente para si mesmo melhoria e cumprimento. Promove o autoconhecimento: Ajuda os indivíduos a obterem uma compreensão mais profunda de si mesmos e de seus desejos. Incentiva o crescimento pessoal: Apoia os clientes em sua jornada rumo à autorrealização e à concretização de seu potencial. Aprimora a expressão emocional: Incentiva os clientes a expressarem e compreenderem plenamente suas emoções. Enfatiza a capacidade de crescimento e autoaperfeiçoamento do indivíduo. Proporciona um ambiente de apoio para a exploração de valores pessoais e a conquista da autorrealização. Concentra-se no desenvolvimento holístico, abordando os aspectos emocionais, cognitivos e existenciais do bem-estar. Terapia Centrada no Cliente (TCC): Desenvolvida por Carl Rogers, concentra-se em proporcionar um ambiente empático e livre de julgamentos para ajudar os clientes a alcançarem o crescimento pessoal. Terapia Gestalt: Desenvolvida por Fritz Perls, enfatiza a consciência, a experiência e a integração do ser como um todo para abordar sentimentos e comportamentos atuais. Terapia Existencial: Concentra-se em ajudar os clientes a encontrarem significado e propósito na vida, explorando questões existenciais como liberdade, responsabilidade e mortalidade. Baixa autoestima; falta de realização pessoal; sentimento de desconexão consigo mesmo ou com os outros; crises existenciais. Relação Empática: Criar uma relação terapêutica de apoio e sem julgamentos. Autoexploração: Incentivar os clientes a explorarem suas próprias experiências, valores e sentimentos. Crescimento Pessoal: Focar no desenvolvimento da autoconsciência e das forças pessoais. Autorrealização: Auxiliar os clientes a realizarem seu pleno potencial e alcançarem seus objetivos pessoais. TIPOS DEFINIÇÃO FUNÇÕES TRATAMENTO HUMANISTAS ESTRUTURA SINTOMAS A terapia biológica, também conhecida como psiquiatria biológica ou psicobiologia, é uma abordagem terapêutica que se concentra na compreensão e no tratamento de transtornos mentais por meio de fatores biológicos e fisiológicos, como o funcionamento do cérebro, desequilíbrios de neurotransmissores e genética. Medicação: Inclui medicamentos psicotrópicos como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor. Terapia Eletroconvulsiva (TEC): Procedimento que envolve estimulação elétrica do cérebro para tratar depressão grave e outros transtornos. Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMTr): Utiliza campos magnéticos para estimular células nervosas no cérebro e melhorar os sintomas da depressão. Neurofeedback: Técnica que treina indivíduos a regular a atividade cerebral por meio de feedback em tempo real. Escuta ativa: Oferecer escuta empática e sem julgamentos para compreender as experiências dos clientes. Exercícios de autoexploração: Atividades e discussões que incentivam a autodescoberta e o autoconhecimento. Técnicas da Gestalt: Técnicas como dramatização e o método da cadeira vazia para aprimorar a consciência e a integração. Exploração existencial: Discutir o significado da vida, as escolhas e as responsabilidades para ajudar os clientes a encontrar um propósito. Avaliação: Avalia os fatores biológicos que contribuem para as condições de saúde mental, incluindo exames de imagem cerebral e testes genéticos. Diagnóstico: Identifica as bases biológicas dos transtornos mentais. Plano de Tratamento: Desenvolve uma estratégia de tratamento baseada em fatores biológicos, incluindo medicamentos e outras intervenções. Monitoramento: Avalia regularmente a eficácia e os efeitos colaterais dos tratamentos biológicos. TIPOS DEFINIÇÃO TRATAMENTO BIOLÓGICO ESTRUTURA A psicologia do desenvolvimento é o estudo científico de como e por que os seres humanos mudam ao longo da vida, com foco no desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional desde a infância até a velhice. Proporciona uma compreensão biológica das condições de saúde mental, facilitando tratamentos direcionados. Oferece tratamentos eficazes para transtornos mentais graves e crônicos. Ajuda a abordar os fatores fisiológicos subjacentes que contribuem para os problemas de saúde mental, melhorando os resultados gerais do tratamento. Tratamento de desequilíbrios neuroquímicos: Corrige desequilíbrios em neurotransmissores ou outras substâncias químicas cerebrais. Modulação da atividade cerebral: Utiliza técnicas para alterar a função cerebral e melhorar os sintomas. Controle dos sintomas: Proporciona alívio dos sintomas de transtornos mentais por meios biológicos. Depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar, doenças neurológicas (ex.: doença de Parkinson) Desenvolvimento Cognitivo: Examina as mudanças no pensamento, na resolução de problemas e na capacidade de tomada de decisões. Desenvolvimento Emocional: Concentra-se em como as emoções evoluem e são reguladas ao longo da vida. Desenvolvimento Social: Estuda como os indivíduos formam relacionamentos e interagem em ambientes sociais. Desenvolvimento Físico: Explora as mudanças nas habilidades motoras, no crescimento físico e na saúde. Medicação: Prescreve medicamentos para regular a química cerebral e aliviar os sintomas. ECT: Administra impulsos elétricos controlados no cérebro para efeitos terapêuticos. rTMS: Utiliza campos magnéticos para estimular regiões cerebrais envolvidas na regulação do humor. Neurofeedback: Treina padrões de atividade cerebral para melhorar os resultados em saúde mental. FUNÇÃO DEFINIÇÃO TRATAMENTO IMPORTÂNCIA DESENVOLVIMENTO ESTRUTURA SINTOMAS Compreendendo os Padrões de Crescimento: Explora como os indivíduos se desenvolvem em vários domínios ao longo do tempo. Identificando Marcos do Desenvolvimento: Ajuda a acompanhar os estágios típicos do desenvolvimento para avaliar o progresso ou atrasos. Aprimorando o Desenvolvimento Socioemocional: Promove relacionamentos interpessoais saudáveis e o bem-estar emocional. Auxilia na identificação e no tratamento precoce de atrasos ou distúrbios do desenvolvimento. Oferece informações sobre como os indivíduos crescem, aprendem e se adaptam ao longo da vida. Orienta intervenções e estratégias de apoio para garantir um desenvolvimento saudável em todas as fases da vida. Infânciae infância: Período de rápido desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, que estabelece as bases para as fases posteriores. Adolescência: Fase crítica para a formação da identidade, o desenvolvimento social e a regulação emocional. Idade adulta: Crescimento contínuo nas áreas cognitiva, emocional e social, com mudanças nas responsabilidades e nos papéis sociais. Envelhecimento: Concentra-se no declínio cognitivo, na regulação emocional e nas mudanças físicas à medida que os indivíduos entram na terceira idade. Intervenções terapêuticas: Inclui terapia da fala, terapia ocupacional e aconselhamento para atrasos ou distúrbios do desenvolvimento. Apoio educacional: Estratégias de aprendizagem personalizadas e apoio para crianças com dificuldades de desenvolvimento. Orientação parental: Oferece aos pais ferramentas para incentivar o desenvolvimento saudável de seus filhos. Atraso na fala, nas habilidades motoras ou cognitivas; dificuldade de interação social ou regulação emocional; hiperatividade, desatenção ou impulsividade (como observado no TDAH); comportamentos do Transtorno do Espectro Autista (TEA), como ações repetitivas e dificuldades de comunicação. FUNÇÃO TRATAMENTO FUNÇÕES IMPORTÂNCIA SINTOMAS A fisiologia cerebral refere-se às estruturas e componentes físicos do cérebro, incluindo suas diversas regiões, lobos, neurônios e células de suporte. Abrange a organização das diferentes partes que trabalham juntas para controlar as funções corporais. Já a fisiologia cerebral estuda os aspectos funcionais do cérebro, explicando como essas estruturas operam, incluindo a transmissão neural, o processamento de sinais, a regulação das funções autonômicas e as atividades cognitivas superiores. Cérebro: Hemisférios esquerdo e direito com quatro lobos. Cerebelo: Localizado abaixo do cérebro, responsável pela coordenação motora. Tronco encefálico: Inclui mesencéfalo, ponte e bulbo. Neurônios: Comunicam-se por meio de sinapses utilizando neurotransmissores. Meninges: Dura-máter, aracnoide e pia-máter. Principais regiões do cérebro: Cérebro, Cerebelo, Tronco encefálico. Lobos: Frontal, Parietal, Temporal, Occipital. Outras estruturas: Tálamo, Hipotálamo, Gânglios da Base, Sistema Límbico. Neurônios e células da glia: Neurônios para sinalização; células da glia para suporte. Cérebro: A maior parte do cérebro, responsável por funções cerebrais superiores como raciocínio, resolução de problemas, memória e controle motor voluntário. É dividido em hemisférios esquerdo e direito. Lobo frontal: Associado à tomada de decisões, resolução de problemas, planejamento e atividade motora voluntária. Lobo parietal: Processa informações sensoriais do corpo, como tato, temperatura e dor. Lobo temporal: Envolvido no processamento de informações auditivas e fundamental para a memória e a compreensão da linguagem. Lobo occipital: Responsável principalmente pelo processamento visual. Cerebelo: Coordena movimentos motores finos, equilíbrio e postura. Garante movimentos físicos suaves e coordenados. Tronco encefálico: Inclui o mesencéfalo, a ponte e o bulbo. Controla funções automáticas como respiração, frequência cardíaca, pressão arterial e deglutição. ANATOMIA E FISIOLOGIA DO CÉREBRO DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA TIPOS Idade: A degeneração natural aumenta o risco de distúrbios neurológicos, como a demência. Genética: Histórico familiar de doenças como Parkinson ou Huntington. Trauma: Lesões na cabeça decorrentes de acidentes ou quedas aumentam o risco de disfunção cerebral. Infecções: Meningite ou encefalite podem causar inflamação no cérebro, levando a danos a longo prazo. Abuso de substâncias: Álcool, drogas ou substâncias tóxicas podem danificar as células cerebrais ao longo do tempo. Comprometimento cognitivo: perda de memória, dificuldade de raciocínio. Problemas motores: perda de coordenação, tremores, paralisia. Distúrbios sensoriais: perda de visão, audição ou tato. Disfunção autonômica: problemas respiratórios, cardíacos ou digestivos. Fatores de estilo de vida: Má alimentação, falta de exercícios e estresse crônico podem contribuir para o envelhecimento cerebral e o declínio cognitivo. Doenças crônicas: Condições como hipertensão, diabetes e doenças cardíacas podem afetar o fluxo sanguíneo para o cérebro, causando danos. O cérebro é o centro de controle do corpo, regulando não apenas funções básicas de sobrevivência, como frequência cardíaca, respiração e digestão, mas também processos de ordem superior, como pensamento, emoção e comportamento. É essencial para todos os movimentos voluntários e processos de tomada de decisão, permitindo que os indivíduos interajam e se adaptem ao seu ambiente. Neuroplasticidade: A capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões neurais possibilita o aprendizado e a recuperação de lesões, tornando-o um órgão dinâmico crucial para a sobrevivência e a adaptação. IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO SINTOMAS DE DISFUNÇÃO Doença mental refere- se a uma ampla gama de condições de saúde mental que afetam o humor, o pensamento, o comportamento e o bem-estar geral. Esses transtornos podem prejudicar significativamente a capacidade de um indivíduo de funcionar no dia a dia e manter relacionamentos saudáveis. Transtornos de Humor: Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Bipolar. Transtornos de Ansiedade: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico, Fobias. Transtornos Psicóticos: Esquizofrenia, Transtorno Esquizoafetivo. Transtornos de Personalidade: Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS). Transtornos Obsessivo-Compulsivos e Relacionados: Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Acumulação. Transtornos Relacionados a Trauma: Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Diagnóstico: Classifica as condições de saúde mental para tratamento direcionado. Auxilia na determinação da gravidade e duração dos transtornos mentais. Fornece uma base para o desenvolvimento de planos de tratamento (por exemplo, terapia, medicação). Origens: Ajuda a compreender as causas profundas dos transtornos mentais. Auxilia na prevenção, identificando populações de risco. Contribui para o desenvolvimento de intervenções baseadas na causa (por exemplo, terapia de trauma para o TEPT). Processo de diagnóstico: Entrevista clínica: Coleta de histórico detalhado do paciente e dos sintomas. Avaliações psicológicas: Utilização de ferramentas como os critérios do DSM-5 ou questionários (ex.: Inventário de Depressão de Beck). Exames médicos: Exames de sangue, exames de imagem cerebral (ex.: ressonância magnética) e outras avaliações para descartar causas médicas. Origens: Genética: Histórico familiar de transtornos mentais (por exemplo, risco aumentado de esquizofrenia em membros da família). Química cerebral: Desequilíbrios em neurotransmissores como serotonina e dopamina estão ligados a transtornos de humor e psicose. Fatores ambientais: Trauma, abuso, estresse crônico e abuso de substâncias como fatores contribuintes. DIAGNÓSTICO E ORIGENS DE DOENÇAS MENTAIS TIPOS DEFINIÇÃO ESTRUTURA FUNÇÕES Diagnóstico precoce: Auxilia no tratamento oportuno e na redução do impacto na vida diária. Tratamento eficaz: Melhora os resultados em saúde mental por meio de terapias e medicamentos direcionados. Prevenção de complicações: Previne o agravamento dos sintomas, o abuso de substâncias ou o suicídio. Alterações de humor: depressão, irritabilidade ou euforia. Comprometimento cognitivo: perda de memória, pensamento desorganizado. Alterações comportamentais: afastamento das atividades sociais, alterações nos padrões de sono ou alimentação. Psicose: alucinações, delírios. Ansiedade: preocupação ou medo persistentes. Reduz custos com saúde: O diagnóstico precoce e preciso pode reduzir as despesas com saúde a longo prazo, controlando a condição antes que ela se agrave. Promove a recuperação: O diagnóstico correto e a compreensão das origens da doença mental contribuem para uma recuperação e reabilitaçãoeficazes. Genética: Histórico familiar de doenças mentais aumenta o risco. Trauma: Abuso na infância, agressão sexual e presenciar violência são importantes fatores de risco. Uso de substâncias: O abuso de drogas e álcool pode desencadear ou agravar doenças mentais. Estresse crônico: Estressores persistentes na vida (por exemplo, perda de emprego, problemas de relacionamento). Condições médicas: Doenças crônicas, lesões cerebrais ou infecções podem aumentar o risco. Isolamento social: Falta de conexões ou relacionamentos sociais de apoio. FATORES DE RISCO IMPORTÂNCIA SINTOMAS DE DISFUNÇÃO Modulação de Neurotransmissores: Os medicamentos psicotrópicos atuam principalmente alterando os níveis de neurotransmissores como serotonina, dopamina, norepinefrina e GABA para regular o humor e o comportamento. Controle de Sintomas: Esses medicamentos ajudam a aliviar os sintomas de transtornos mentais como depressão, ansiedade, psicose e mania. Estabilização: Muitos medicamentos psicotrópicos proporcionam estabilização do humor, permitindo que os indivíduos funcionem de forma mais normal no dia a dia. Medicamentos que afetam o equilíbrio químico do cérebro e alteram o humor, a percepção, a cognição ou o comportamento. Esses medicamentos são usados principalmente para tratar transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia e transtorno bipolar. Antidepressivos: Utilizados para tratar depressão, ansiedade e transtornos relacionados. Exemplos: ISRSs (por exemplo, fluoxetina), SNRIs (por exemplo, venlafaxina), IMAOs (por exemplo, zolezina). Antipsicóticos: Tratam sintomas psicóticos como delírios e alucinações. Exemplos: Típicos (ex.: haloperidol), Atípicos (ex.: risperidona, olanzapina). Estabilizadores de humor: Utilizados para controlar as oscilações de humor, especialmente no transtorno bipolar. Exemplos: Lítio, valproato. Ansiolíticos: Tratam a ansiedade e os transtornos de pânico. Exemplos: Benzodiazepínicos (ex.: diazepam), agentes não benzodiazepínicos (ex.: buspirona). Estimulantes: Utilizados principalmente para o tratamento do TDAH e da narcolepsia. Exemplos: Anfetamina, metilfenidato. Composição química: Varia entre as classes, sendo que os ISRSs, os antipsicóticos e os estabilizadores de humor possuem estruturas moleculares diferentes que atuam em vias neurotransmissoras específicas. Receptores-alvo: Os fármacos psicotrópicos interagem com receptores específicos no cérebro (por exemplo, receptores de serotonina para os ISRSs, receptores de dopamina para os antipsicóticos). Metabolismo: A maioria dos fármacos psicotrópicos é metabolizada no fígado, e sua meia-vida determina por quanto tempo permanecem ativos no organismo. DROGAS PSICOTRÓPICAS TIPOS DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA Efeitos colaterais: Os medicamentos psicotrópicos podem causar uma série de efeitos colaterais, como ganho de peso, sonolência, disfunção sexual, tremores e problemas gastrointestinais. Dependência: Alguns medicamentos, particularmente benzodiazepínicos e estimulantes, apresentam risco de dependência e abuso. Abstinência: A interrupção abrupta de certos medicamentos psicotrópicos (por exemplo, ISRSs, benzodiazepínicos) pode levar a sintomas de abstinência, como tontura, insônia, irritabilidade e sintomas semelhantes aos da gripe. Interações medicamentosas: Os medicamentos psicotrópicos podem interagir com outros medicamentos, levando a efeitos adversos ou redução da eficácia. Condições médicas: Indivíduos com insuficiência hepática ou renal, doença cardiovascular ou outras condições podem apresentar maior risco de complicações. Depressão: Alívio da tristeza persistente, desesperança e falta de energia. Ansiedade: Redução da preocupação excessiva, ataques de pânico e sintomas físicos (por exemplo, palpitações cardíacas). Psicose: Diminuição de delírios, alucinações e pensamento desorganizado. Oscilações de humor: Estabilização das flutuações erráticas de humor no transtorno bipolar. Déficit de atenção: Melhora da concentração e redução da hiperatividade (para TDAH). Gestão da Saúde Mental: Os medicamentos psicotrópicos desempenham um papel crucial no tratamento de transtornos mentais graves que, de outra forma, prejudicariam o funcionamento diário. Controle dos Sintomas: Eficazes na redução de sintomas debilitantes, permitindo que os pacientes participem de terapia, mantenham relacionamentos sociais e trabalhem. Prevenção de Recaídas: O uso prolongado de medicamentos psicotrópicos pode prevenir recaídas em doenças mentais crônicas, como esquizofrenia ou transtorno bipolar. Melhora da Qualidade de Vida: Para muitas pessoas, esses medicamentos proporcionam uma melhor qualidade de vida, reduzindo os sintomas e melhorando o funcionamento geral. IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO SINTOMAS DE DISFUNÇÃO Medicamentos ansiolíticos: Reduz a ansiedade e a tensão excessivas atuando no sistema nervoso central, particularmente através do aumento da ação do GABA (ácido gama- aminobutírico), um neurotransmissor inibitório. Proporciona calma e alívio de crises de pânico ou ansiedade generalizada. Drogas hipnóticas: Induz e mantém o sono diminuindo a atividade cerebral ou afetando os ciclos de sono- vigília. Ajuda pessoas com insônia ou padrões de sono irregulares a terem um sono reparador. Medicamentos ansiolíticos: Benzodiazepínicos. Ansiolíticos não benzodiazepínicos: Exemplos: Buspirona. ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina): Exemplos: Sertralina, Fluoxetina. Drogas hipnóticas: Hipnóticos benzodiazepínicos: Hipnóticos não benzodiazepínicos (medicamentos Z): Exemplos: Zolpidem, Eszopiclona, Zaleplon. Agonistas do receptor de melatonina: Exemplo: Ramelteon. Anti-histamínicos: Exemplo: Difenidramina. Medicamentos ansiolíticos: Medicamentos usados para aliviar os sintomas de ansiedade, como preocupação excessiva, pânico ou tensão. Medicamentos hipnóticos: Medicamentos que induzem o sono e são usados principalmente para tratar insônia e outros distúrbios do sono. Benzodiazepínicos: Potencializam os efeitos do GABA, resultando em propriedades sedativas, relaxantes musculares e anticonvulsivantes. Possuem estrutura química semelhante à dos receptores GABA-A no cérebro. Antibióticos não benzodiazepínicos (fármacos Z): Ligam-se seletivamente aos receptores GABA-A, produzindo efeitos indutores do sono sem alguns dos efeitos colaterais dos benzodiazepínicos tradicionais. TIPOS DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA ANSIEDADES E HIPNÓTICAS Medicamentos ansiolíticos: Essenciais para o controle da ansiedade grave que prejudica o funcionamento diário e a qualidade de vida. Previnem o agravamento da ansiedade, levando a ataques de pânico ou isolamento social. Medicamentos hipnóticos: Importantes para melhorar a qualidade do sono, fundamental para a saúde mental e física. Essenciais na prevenção de distúrbios crônicos do sono, que podem agravar a ansiedade, a depressão e o comprometimento cognitivo. Medicamentos ansiolíticos: Dependência: Os benzodiazepínicos apresentam alto risco de dependência e tolerância quando usados a longo prazo. Abstinência: A interrupção abrupta do uso pode levar a ansiedade de rebote, insônia, tremores ou convulsões. Efeitos colaterais: Sonolência, tontura, confusão, problemas de memória e redução da coordenação motora. Drogas hipnóticas: Dependência: O uso prolongado de hipnóticos, especialmente os à base de benzodiazepínicos, pode levar à dependência física e psicológica. Sonolência diurna: Alguns medicamentos podem causar sonolência no dia seguinte. Sonambulismo ou atividades durante o sono: Certos hipnóticos (especialmente os da classe Z, como o zolpidem) têm sido associados ao sonambulismo ou à realização de atividades enquanto o paciente não está totalmente acordado. Medicamentos ansiolíticos: Aliviam sintomas como preocupação persistente, medo, inquietação, palpitações e ataques de pânico. Medicamentos hipnóticos: Induzem o sono, ajudam a adormecer mais rápido e reduzem os despertares noturnos, controlando assim a insônia e promovendo um sonoreparador. SINTOMAS IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO Regulação do humor: Os antidepressivos ajudam a equilibrar as substâncias químicas no cérebro que afetam o humor e as emoções. Alívio dos sintomas: Reduzem sintomas como tristeza, desesperança, fadiga e irritabilidade. Prevenção de recaídas: Ajudam a prevenir futuros episódios depressivos e a manter a estabilidade emocional. Medicamentos desenvolvidos para tratar os sintomas da depressão, influenciando a atividade dos neurotransmissores no cérebro, principalmente serotonina, norepinefrina e dopamina. Também são usados para ansiedade, transtorno obsessivo- compulsivo (TOC) e outras condições de saúde mental. Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS): Exemplos: Fluoxetina, Sertralina, Citalopram, Escitalopram. Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN): Exemplos: Venlafaxina, Duloxetina. Antidepressivos Tricíclicos (ADTs): Exemplos: Amitriptilina, Nortriptilina, Imipramina. Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs): Exemplos: Fenelzina, Tranilcipromina. Antidepressivos Atípicos: Exemplos: Bupropiona (afeta a dopamina e a noradrenalina), Mirtazapina (antagonista dos receptores de serotonina e noradrenalina). SSRIs e ISRNs: Normalmente consistem em uma estrutura molecular que tem como alvo os transportadores de serotonina ou de serotonina/noradrenalina para bloquear a recaptação. TCAs: Possuem uma estrutura química de três anéis que bloqueia a recaptação tanto de serotonina quanto de noradrenalina. IMAOs: Possuem uma estrutura única que inibe a enzima monoamina oxidase, responsável pela degradação de neurotransmissores. TIPOS DEFINIÇÃO FUNÇÕES MEDICAMENTOS ANTIDEPRESSIVOS ESTRUTURA Tratamento da Depressão: Os antidepressivos são fundamentais no tratamento da depressão moderada a grave, ajudando a melhorar o humor e a qualidade de vida. Transtornos de Ansiedade: Amplamente utilizados no tratamento de transtornos de ansiedade, proporcionando alívio dos sintomas físicos e emocionais. Estabilidade a Longo Prazo: Para episódios depressivos crônicos ou recorrentes, os antidepressivos ajudam a prevenir recaídas e a manter a estabilidade emocional. Melhora do Funcionamento: Ao aliviar os sintomas da depressão, os pacientes frequentemente experimentam maior produtividade, interação social e melhor funcionamento geral. Depressão: Tristeza persistente, falta de interesse em atividades, fadiga e sentimentos de inutilidade. Ansiedade: Reduz a preocupação excessiva e os sintomas de pânico, especialmente com ISRSs. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): Alivia pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Dor Crônica: Alguns antidepressivos, especialmente os ISRNs, são usados para tratar condições de dor crônica (por exemplo, fibromialgia). Efeitos colaterais: Os efeitos colaterais comuns incluem náuseas, ganho de peso, disfunção sexual e boca seca. Efeitos colaterais mais graves podem incluir a síndrome serotoninérgica (quando os níveis de serotonina ficam muito altos), especialmente com ISRSs e IMAOs. Sintomas de abstinência: A interrupção repentina do tratamento pode levar a sintomas de abstinência, como tontura, irritabilidade, insônia e sintomas semelhantes aos da gripe. Interações medicamentosas: Certos antidepressivos (por exemplo, IMAOs) podem ter interações perigosas com outros medicamentos, incluindo medicamentos de venda livre e suplementos alimentares. Pensamentos suicidas: Em alguns casos, particularmente em adultos jovens e adolescentes, os antidepressivos podem aumentar os pensamentos e comportamentos suicidas, especialmente no início do tratamento. SINTOMAS IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO Regulação do humor: Prevenir flutuações extremas de humor (episódios maníacos e depressivos). Estabilização: Manter a estabilidade do humor por longos períodos, reduzindo a frequência e a gravidade dos episódios de humor. Controle dos sintomas: Gerenciar episódios maníacos ou hipomaníacos agudos e sintomas depressivos no transtorno bipolar. Medicamentos usados para estabilizar as oscilações de humor, particularmente em condições como o transtorno bipolar, em que os indivíduos experimentam extremos de euforia (mania) e depressão (baixo astral). Esses medicamentos ajudam a prevenir episódios de humor e a manter o equilíbrio emocional. Lítio: Função: Um elemento natural que estabiliza o humor ao afetar os canais de sódio e os sistemas de neurotransmissores no cérebro. Exemplo: Carbonato de lítio. Anticonvulsivantes: Função: Originalmente usados para tratar convulsões, esses medicamentos também estabilizam o humor modulando a atividade elétrica no cérebro. Exemplos: Valproato (Depakote), Lamotrigina, Carbamazepina. Antipsicóticos atípicos: Função: Além de tratar sintomas psicóticos, esses medicamentos também possuem propriedades estabilizadoras de humor, particularmente no transtorno bipolar. Exemplos: Olanzapina, Quetiapina, Risperidona. Lítio: Um elemento químico simples (Li+), atravessa a barreira hematoencefálica e afeta múltiplos sistemas de neurotransmissores, incluindo serotonina e dopamina. Anticonvulsivantes: Esses medicamentos, como o valproato e a lamotrigina, possuem estruturas químicas mais complexas que inibem certas enzimas e modulam canais iônicos no cérebro para estabilizar o humor. Antipsicóticos atípicos: Esses medicamentos possuem diversas estruturas químicas, mas geralmente bloqueiam os receptores de dopamina e serotonina no cérebro, contribuindo para a estabilização do humor. TIPOS DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA ESTABILIZADORES DE HUMOR Transtorno Bipolar: Os estabilizadores de humor são essenciais para o controle do transtorno bipolar, prevenindo episódios maníacos e depressivos e melhorando os resultados a longo prazo. Prevenção de Recaídas: Eles ajudam a prevenir recaídas em episódios de humor, proporcionando estabilidade do humor a longo prazo. Qualidade de Vida: Ao controlar as oscilações de humor, esses medicamentos melhoram o funcionamento diário, os relacionamentos interpessoais e a qualidade de vida em geral. Mania: Euforia, aumento de energia, redução da necessidade de sono, hiperatividade, comportamento impulsivo e irritabilidade. Depressão: Tristeza persistente, baixa energia, fadiga, falta de interesse em atividades e sentimentos de desesperança. Episódios mistos: Sintomas concomitantes de mania e depressão. Efeitos colaterais: Lítio: Pode causar ganho de peso, tremores, problemas renais e problemas na tireoide. A toxicidade do lítio, caracterizada por confusão, tremores e insuficiência renal, é um risco sério e requer monitoramento regular dos níveis sanguíneos. Anticonvulsivantes: Os efeitos colaterais comuns incluem tontura, sonolência, náusea, ganho de peso e erupções cutâneas. A lamotrigina apresenta o risco de uma condição cutânea rara, porém grave, chamada síndrome de Stevens-Johnson. Antipsicóticos atípicos: Podem causar ganho de peso, diabetes, síndrome metabólica e sedação. Interações medicamentosas: Muitos estabilizadores de humor podem interagir com outros medicamentos, incluindo medicamentos de venda livre, antidepressivos e certos antibióticos. Uso prolongado: O uso prolongado de estabilizadores de humor requer monitoramento da função renal e tireoidiana (no caso do lítio) e da função hepática (para anticonvulsivantes como o valproato). SINTOMAS IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO Prevenção de convulsões: Reduz a probabilidade de atividade elétrica anormal no cérebro que leva a convulsões. Estabilização do humor: Utilizado no transtorno bipolar para estabilizar as oscilações de humor, afetando a atividade dos neurotransmissores e a sinalização cerebral. Controle da dor neuropática: Alivia a dor crônica causada por danos nos nervos. Bloqueadores de Canais de Sódio: Estabilizam os neurônios inibindo os canais de sódio dependentes de voltagem, prevenindo disparos repetitivos. Exemplos: Carbamazepina, Fenitoína, Lamotrigina. Bloqueadores de Canais de Cálcio: Inibem o influxo de íons de cálcio nos neurônios, o que ajuda a controlar a atividadeconvulsiva. Exemplos: Etosuximida, Gabapentina. Potencializadores de GABA: Potencializam a ação inibitória do GABA (ácido gama-aminobutírico), reduzindo a atividade neuronal excessiva. Exemplos: Valproato, Fenobarbital, Benzodiazepínicos. Inibidores de Glutamato: Reduzem o neurotransmissor excitatório glutamato para diminuir a atividade elétrica anormal. Exemplos: Topiramato, Felbamato. Bloqueadores de canais de sódio: geralmente possuem uma estrutura que interage com canais de sódio dependentes de voltagem, impedindo a propagação de sinais elétricos anormais. Potencializadores de GABA: incluem uma variedade de estruturas, desde moléculas simples como o valproato até compostos mais complexos como o fenobarbital, que potencializam a transmissão GABAérgica no cérebro. Medicamentos usados para prevenir ou reduzir a gravidade e a frequência de crises epilépticas em várias formas de epilepsia e outros distúrbios convulsivos. Também são usados como estabilizadores de humor no transtorno bipolar e para o tratamento da dor neuropática. TIPOS DEFINIÇÃO FUNÇÕES ESTRUTURA MEDICAMENTOS ANTICONVULSIVANTES Tratamento da Epilepsia: Os anticonvulsivantes são o tratamento de primeira linha para o controle de crises epilépticas e são essenciais para melhorar a qualidade de vida de pessoas com epilepsia. Transtornos de Humor: Certos anticonvulsivantes, como o valproato e a lamotrigina, são cruciais no tratamento do transtorno bipolar, reduzindo as oscilações de humor. Alívio da Dor Crônica: Esses medicamentos oferecem alívio significativo da dor neuropática, que pode ser difícil de controlar com analgésicos comuns. Crises epilépticas: Crises generalizadas e focais, incluindo crises tônico-clônicas, de ausência e mioclônicas. Alterações de humor: Particularmente no transtorno bipolar, os anticonvulsivantes ajudam a prevenir episódios maníacos e depressivos. Dor neuropática crônica: Alívio de condições de dor nos nervos, como neuropatia diabética ou neuralgia pós- herpética. Efeitos colaterais: Carbamazepina: Tontura, sonolência, visão turva e risco de reações cutâneas graves (Síndrome de Stevens- Johnson). Valproato: Ganho de peso, danos ao fígado, tremores e efeitos teratogênicos (prejudicial na gravidez). Lamotrigina: Risco de erupção cutânea grave, tontura e dor de cabeça. Gabapentina: Sonolência, tontura, ganho de peso e edema periférico. Interações medicamentosas: Alguns anticonvulsivantes podem interferir no metabolismo de outros medicamentos, como contraceptivos orais ou anticoagulantes. Riscos na gravidez: Alguns anticonvulsivantes, especialmente o valproato, podem aumentar o risco de defeitos congênitos se tomados durante a gravidez. Abstinência: A interrupção abrupta de anticonvulsivantes pode desencadear sintomas de abstinência ou aumentar a frequência das crises convulsivas; portanto, recomenda-se a redução gradual da dose. SINTOMAS IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO Distonia: Contrações musculares involuntárias, que levam a movimentos ou posturas anormais. Acatisia: Sensação de inquietação interna, que leva a movimentos constantes. Parkinsonismo: Sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson, incluindo tremores, rigidez muscular e lentidão dos movimentos. Discinesia tardia: Movimentos involuntários e repetitivos, particularmente da face, língua e membros. Pode tornar-se permanente mesmo após a suspensão da medicação. Sedação: Sonolência e letargia são comuns, especialmente em as fases iniciais do tratamento. Ganho de peso: Tanto os antipsicóticos típicos quanto os atípicos podem causar ganho de peso. causam ganho de peso significativo, particularmente os atípicos como Olanzapina e clozapina. Boca seca: Diminuição da produção de saliva, levando à secura. boca e desconforto. Visão turva: Visão temporariamente embaçada devido a efeitos anticolinérgicos de alguns medicamentos. Prisão de ventre: causada pela redução da motilidade gastrointestinal. Aumento do açúcar no sangue: Alguns antipsicóticos atípicos podem levar à resistência à insulina, aumentando o risco de diabetes. Dislipidemia: Aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, levando a um maior risco de doenças cardiovasculares. Síndrome metabólica: Uma combinação de ganho de peso, diabetes e dislipidemia, aumentando o risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. Os medicamentos antipsicóticos, usados principalmente para tratar esquizofrenia, transtorno bipolar e outros transtornos psicóticos, apresentam uma ampla gama de possíveis efeitos colaterais. Estes variam entre as duas classes principais: antipsicóticos típicos (de primeira geração) e atípicos (de segunda geração). DEFINIÇÃO EFEITOS COLATERAIS COMUNS EFEITOS COLATERAIS METABÓLICOS SINTOMAS EXTRAPIRAMIDAIS (SEP) EFEITOS COLATERAIS DOS ANTIPSICÓTICOS Disfunção erétil: redução da função sexual em homens. Diminuição da libido: perda do desejo sexual em homens e mulheres. Anorgasmia: dificuldade em atingir o orgasmo. Embotamento emocional: Redução da capacidade de resposta emocional e da motivação. Comprometimento cognitivo: Problemas de memória, atenção e funções executivas. Hiperprolactinemia: Níveis elevados de prolactina, levando a sintomas como: Aumento e sensibilidade mamária. Galactorreia (produção de leite). Irregularidades menstruais em mulheres. Disfunção sexual em homens e mulheres. Hipotensão ortostática: uma queda repentina da pressão arterial ao levantar-se, que pode causar tontura ou desmaio. Prolongamento do intervalo QT: um distúrbio do ritmo cardíaco que pode levar a arritmias e, em casos graves, morte súbita cardíaca. Isso é mais comum com medicamentos como a ziprasidona e o haloperidol. Rara, mas potencialmente fatal: uma reação grave caracterizada por febre alta, rigidez muscular, confusão e instabilidade autonômica (por exemplo, flutuações na pressão arterial). Requer atenção médica imediata. EFEITOS HORMONAIS EFEITOS COLATERAIS SEXUAIS: EFEITOS COLATERAIS CARDIOVASCULARES EFEITOS COGNITIVOS E EMOCIONAIS SÍNDROME MALIGNA NEUROLÉPTICA Medicamentos para a doença de Alzheimer: Medicamentos que visam melhorar os sintomas cognitivos ou retardar a progressão da doença de Alzheimer, atuando sobre neurotransmissores ou processos patológicos subjacentes. Inibidores da colinesterase: geralmente moléculas pequenas que bloqueiam a acetilcolinesterase, a enzima que degrada a acetilcolina. Antagonistas de NMDA: esses fármacos bloqueiam os receptores NMDA para impedir a superestimulação dos neurônios pelo glutamato. Fármacos direcionados à proteína beta-amiloide: anticorpos monoclonais que se ligam às placas amiloides e facilitam sua remoção do cérebro. Inibidores da colinesterase: Donepezil (Aricept): Aprovado para todos os estágios da doença de Alzheimer. Rivastigmina (Exelon): Aprovada para Alzheimer leve a moderado. Galantamina (Razadyne): Também utilizada para estágios leves a moderados. Antagonistas do receptor NMDA: Memantina (Namenda): Utilizada em casos de Alzheimer moderado a grave para reduzir os sintomas relacionados à superestimulação dos neurônios. Combinações de medicamentos: Namzaric: Uma combinação de donepezil e memantina, utilizada para Alzheimer moderado a grave. Medicamentos que têm como alvo a proteína beta-amiloide (classe mais recente): Exemplo: Aducanumab (Aduhelm): Aprovado para reduzir as placas amiloides no estágio inicial da doença de Alzheimer. Esta classe é relativamente nova e ainda está em estudo para avaliar seus benefícios a longo prazo. Melhoria cognitiva: Aprimorar a memória e as habilidades de raciocínio. Controle comportamental: Reduzir sintomas como agitação, depressão e alucinações. Retardar a progressão da doença: Visar retardar a deterioração das funções cognitivas. DEFINIÇÃO ESTRUTURA FUNÇÕES SINTOMAS EXTRAPIRAMIDAIS (SEP) MEDICAMENTOS PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER Inibidores da colinesterase: Efeitos colaterais comuns: Náuseas, vômitos, diarreia, cãibras musculares, fadiga e insônia. Efeitos colaterais graves: Bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) e sangramento gastrointestinal.Antagonistas do receptor NMDA: Efeitos colaterais comuns: Tontura, dor de cabeça, confusão e constipação. Efeitos colaterais graves: Alucinações e problemas cardiovasculares. Medicamentos que têm como alvo a proteína beta-amiloide: Efeitos colaterais: Inchaço cerebral (anormalidades de imagem relacionadas à amiloide ou ARIA), dor de cabeça e reações alérgicas. Fatores de risco: Esta classe de medicamentos ainda está sendo avaliada quanto à segurança e eficácia a longo prazo. Perda de memória: Melhora a memória de curto prazo e as funções cognitivas. Declínio cognitivo: Ajuda os pacientes a manterem a capacidade de realizar tarefas diárias. Sintomas comportamentais: Reduz a agitação, a agressividade, a depressão e os sintomas psicóticos, como alucinações e delírios. Controle dos sintomas: Embora esses medicamentos não curem o Alzheimer, proporcionam melhorias significativas nos sintomas cognitivos e comportamentais, aumentando a qualidade de vida dos pacientes. Retardo da progressão da doença: Esses medicamentos, especialmente as classes mais recentes, oferecem esperança de retardar a progressão da doença, principalmente se iniciados nos estágios iniciais. Funcionalidade do paciente: Ao melhorar a função cognitiva, esses medicamentos permitem que os pacientes mantenham sua independência por mais tempo e participem de atividades diárias. SINTOMAS IMPORTÂNCIA FATORES DE RISCO Definição: Cuidado prestado em regime de tempo parcial, em que os indivíduos recebem tratamento enquanto vivem em casa. Função: Os pacientes participam de sessões regulares de terapia (por exemplo, semanais ou quinzenais) com um profissional de saúde mental (psiquiatra, psicólogo, terapeuta). O tratamento inclui o acompanhamento medicamentoso e a terapia (por exemplo, terapia cognitivo-comportamental, terapia comportamental dialética). Importância: Indicado para indivíduos com transtornos mentais leves a moderados, como depressão, ansiedade ou TOC. Permite que os pacientes continuem trabalhando ou estudando enquanto recebem tratamento. Definição: Internação em uma unidade psiquiátrica onde os pacientes recebem cuidados 24 horas por dia. Função: Oferece cuidados intensivos e supervisão para indivíduos que vivenciam crises graves de saúde mental (por exemplo, ideação suicida, psicose grave ou comportamento perigoso). Concentra-se na estabilização, no manejo da medicação e na intervenção em crises. Importância: Essencial para indivíduos que representam um perigo para si mesmos ou para os outros e que não podem ser tratados com segurança em regime ambulatorial. Definição: Mais intensivos do que o atendimento ambulatorial padrão, esses programas oferecem tratamento estruturado, permitindo que os indivíduos continuem morando em casa. Função: Os pacientes recebem terapia várias vezes por semana, durante várias horas por dia. Os programas de tratamento intensivo ambulatorial (IOPs) e os programas de hospitalização parcial (PHPs) podem incluir terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar, além do acompanhamento medicamentoso. Importância: Indicados para indivíduos que precisam de mais suporte do que o oferecido pelo atendimento ambulatorial, mas não necessitam de internação hospitalar em tempo integral. Frequentemente utilizados para condições como depressão grave, transtorno bipolar, abuso de substâncias ou transtornos alimentares. AMBIENTE DE TRATAMENTO ATENDIMENTO HOSPITALAR PROGRAMAS INTENSIVOS DE TRATAMENTO AMBULATORIAL ATENDIMENTO AMBULATORIAL DE SAÚDE MENTAL Definição: Centros locais que oferecem uma gama de serviços de saúde mental, geralmente financiados pelo governo ou por organizações sem fins lucrativos. Função: Oferece terapia ambulatorial, serviços psiquiátricos, gestão de casos e intervenção em crises. Concentra-se em fornecer cuidados de saúde mental acessíveis a populações carentes. Importância: Essencial para indivíduos que podem não ter acesso a cuidados de saúde mental privados devido a limitações financeiras ou geográficas. Serve como uma rede de segurança para aqueles com doenças mentais graves que necessitam de cuidados e apoio contínuos. Definição: Instalações de curta duração, com funcionamento 24 horas, destinadas a estabilizar indivíduos em crise aguda de saúde mental. Função: Oferece intervenção e estabilização de emergência para indivíduos em risco de sofrer danos devido a sintomas graves de saúde mental. Os pacientes geralmente permanecem por alguns dias a uma semana, recebendo medicação, terapia e monitoramento. Importância: Visa prevenir a necessidade de internação hospitalar completa, estabilizando rapidamente indivíduos em crise. Oferece uma alternativa aos prontos-socorros para aqueles com necessidades urgentes de saúde mental. Definição: Instituições de cuidados de longa duração onde os indivíduos residem no local por um período prolongado enquanto recebem tratamento de saúde mental. Função: Oferece um ambiente estruturado para indivíduos com problemas graves de saúde mental ou transtornos por uso de substâncias. Inclui terapia intensiva, administração de medicamentos, treinamento em habilidades para a vida e apoio em uma comunidade terapêutica. Importância: Mais indicada para indivíduos com doenças mentais crônicas, problemas comportamentais graves ou aqueles em recuperação de dependência química que necessitam de apoio a longo prazo. Oferece um ambiente de vida acolhedor, auxiliando os pacientes no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e habilidades para a vida. UNIDADES DE ESTABILIZAÇÃO DE CRISES INSTITUIÇÕES DE TRATAMENTO RESIDENCIAL CENTROS COMUNITÁRIOS DE SAÚDE MENTAL Definição: Departamentos de emergência hospitalar que prestam atendimento imediato a indivíduos em crises de saúde mental. Função: Oferecem avaliação e intervenção de emergência para indivíduos que apresentam sofrimento intenso, ideação suicida ou psicose. Os pacientes podem ser estabilizados no pronto-socorro antes de serem transferidos para unidades de internação psiquiátrica ou de estabilização de crise. Importância: Atuam como o primeiro ponto de contato para muitos indivíduos em emergências de saúde mental. Fornecem intervenções que salvam vidas e conectam os pacientes aos níveis de atendimento apropriados. Definição: Tratamento de saúde mental realizado por meio de videochamadas, telefonemas ou plataformas online. Função: Oferece sessões de terapia e acompanhamento medicamentoso remotamente, permitindo que os pacientes acessem o atendimento de qualquer lugar. Pode ser utilizado tanto para consultas iniciais quanto para tratamento contínuo. Importância: Amplia o acesso ao atendimento, especialmente para indivíduos em áreas rurais ou com dificuldades de locomoção. Conveniente para pacientes que preferem o tratamento remoto devido a preocupações com a privacidade ou desafios logísticos. Definição: Programas habitacionais que oferecem apoio em saúde mental a indivíduos com doenças mentais crônicas que também se encontram em situação de sem-teto ou com moradia instável. Função: Combina moradia com serviços de apoio, como gestão de casos, treinamento em habilidades para a vida e acesso à terapia. Importância: Ajuda indivíduos com doenças mentais a manterem uma moradia estável enquanto recebem cuidados contínuos. Reduz as reinternações hospitalares e melhora a qualidade de vida, oferecendo um ambiente estável e recursos de saúde mental. SALAS DE EMERGÊNCIA SERVIÇOS DE TELEMEDICINA MORADIA DE APOIO Preferências Culturais para o Cuidado: Crenças culturais sobre cuidados de saúde e práticas de cura podem influenciar se os indivíduos buscam ajuda de profissionais de saúde mental, curandeiros tradicionais ou líderes religiosos. Alguns podem preferir abordagens espirituais ou holísticas ao tratamento psiquiátrico convencional. Barreiras de Acesso: Diferenças linguísticas, falta de serviços culturalmente sensíveis e desconfiança no sistema de saúde podem ser barreiras para indivíduos de diferentes origens culturais que buscam cuidados de saúde mental. Crenças culturais:Diferentes culturas têm visões variadas sobre o que constitui doença mental. Em algumas culturas, a doença mental é considerada um sinal de fraqueza ou falha moral, enquanto outras podem atribuí-la a forças sobrenaturais ou desequilíbrio espiritual. Exemplo: Em algumas culturas africanas e asiáticas, problemas de saúde mental podem ser vistos como resultado de feitiçaria ou possessão espiritual, levando as pessoas a procurar curandeiros tradicionais em vez de profissionais médicos. Estigma: O estigma em torno da saúde mental pode ser mais acentuado em certas culturas, desencorajando as pessoas a procurarem ajuda. Algumas culturas consideram as doenças mentais um tabu, o que aumenta o isolamento social e o atraso no diagnóstico. Variações Culturais: O contexto cultural pode influenciar a forma como os sintomas de doenças mentais são expressos e interpretados. Em algumas culturas, o sofrimento psicológico pode se manifestar por meio de sintomas físicos, como dores de cabeça ou fadiga, em vez de sintomas emocionais ou cognitivos. Exemplo: Nas culturas chinesa e latina, o sofrimento emocional pode ser descrito em termos de sintomas somáticos, como dor de estômago ou tontura, visto que os problemas de saúde mental nem sempre são discutidos abertamente. Diagnóstico Errado: A forma como os sintomas são expressos em diferentes culturas pode levar a diagnósticos errados se os profissionais de saúde não estiverem familiarizados com as expressões de sofrimento específicas de cada cultura. Os médicos podem ignorar fatores culturais e interpretar comportamentos de forma equivocada com base em critérios diagnósticos ocidentais. IMPLICAÇÕES CULTURAIS COMPORTAMENTO DE BUSCA DE AJUDA EXPRESSÃO DOS SINTOMAS PERCEPÇÃO DA DOENÇA MENTAL Importância da Competência Cultural: Os profissionais de saúde mental precisam ser culturalmente competentes para fornecer um atendimento eficaz. Isso envolve compreender o contexto cultural, os valores e os estilos de comunicação do paciente, bem como abordar quaisquer barreiras culturais ao tratamento. Adaptação das Intervenções: As intervenções em saúde mental devem ser adaptadas ao contexto cultural do paciente. Isso pode envolver o uso de metáforas culturalmente relevantes, a compreensão da dinâmica familiar ou o enfrentamento de estigmas específicos de cada cultura relacionados a doenças mentais. Sensibilidade Cultural no Diagnóstico: Profissionais de saúde mental devem considerar fatores culturais ao diagnosticar doenças mentais. Ferramentas diagnósticas ocidentais, como o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), podem não levar em conta adequadamente as variações culturais na apresentação dos sintomas ou no significado da doença mental. Tratamento Culturalmente Adequado: Abordagens de tratamento que funcionam em uma cultura podem não ser eficazes ou apropriadas em outra. Incorporar práticas, tradições e valores culturais ao tratamento pode melhorar os resultados. Disparidades socioeconômicas: Minorias culturais frequentemente enfrentam barreiras sistêmicas, como pobreza, acesso limitado a cuidados de saúde e educação, o que pode agravar problemas de saúde mental e limitar o acesso a tratamento. Exemplo: Imigrantes e refugiados podem apresentar taxas mais altas de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) ou depressão devido a experiências traumáticas, mas seu acesso a serviços de saúde mental pode ser dificultado por dificuldades econômicas ou falta de seguro saúde. Discriminação e racismo: Experiências de discriminação e racismo sistêmico podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais, particularmente depressão e ansiedade. Exemplo: Afro-americanos nos EUA vivenciam níveis mais altos de estresse e desafios de saúde mental devido à discriminação racial contínua, o que pode influenciar a prevalência e a expressão de problemas de saúde mental. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO IMPACTO DE FATORES SOCIAIS E ECONÔMICOS COMPETÊNCIA CULTURAL EM CUIDADOS DE SAÚDE MENTAL O estresse é a resposta do corpo a qualquer exigência ou desafio, seja físico, emocional ou mental. Efeitos a curto prazo: aumento da frequência cardíaca, liberação de adrenalina. Efeitos a longo prazo: hipertensão, doenças cardíacas, enfraquecimento do sistema imunológico, transtornos de saúde mental. Técnicas de relaxamento (respiração profunda, meditação). Exercícios físicos e atividades físicas. Gestão do tempo. Busca por apoio social. Ajuda profissional, se necessário. Pressão no trabalho, problemas financeiros, relacionamentos, problemas de saúde, grandes mudanças na vida Físicos: Dores de cabeça, tensão muscular, fadiga. Emocionais: Ansiedade, irritabilidade, depressão. Cognitivos: Dificuldade de concentração, pensamentos acelerados. Comportamentais: Distúrbios do sono, alterações no apetite. Estresse agudo: resposta imediata e de curto prazo a uma ameaça ou desafio específico. Estresse crônico: estresse de longa duração decorrente de problemas contínuos, como trabalho, relacionamentos ou saúde. Estresse agudo episódico: episódios frequentes de estresse agudo. Estresse traumático: estresse devido a um evento traumático. Traços de personalidade: Pessoas pessimistas, com baixa autoestima ou com pouca capacidade de lidar com problemas são mais propensas ao estresse. Fatores sociais: Falta de apoio social, isolamento ou circunstâncias de vida difíceis. Condições de saúde: Doenças crônicas e transtornos mentais (ansiedade, depressão) podem exacerbar o estresse. Ambiente: Viver em um ambiente de alto estresse, como áreas urbanas ou locais de trabalho com muita pressão. ESTRESSE TIPOS EFEITOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRATÉGIAS CAUSAS FATORES DE RISCO A esquizofrenia é um transtorno mental crônico caracterizado por distorções no pensamento, na percepção, nas emoções, na linguagem, no senso de identidade e no comportamento. Histórico familiar de esquizofrenia. Exposição pré-natal à desnutrição ou infecções. Trauma na primeira infância. Abuso de substâncias (especialmente durante a adolescência). Sintomas positivos: Alucinações, delírios, pensamento desorganizado. Sintomas negativos: Falta de emoção, redução do envolvimento social, apatia. Sintomas cognitivos: Comprometimento da memória, da atenção e das funções executivas. Anormalidades cerebrais: Ventrículos dilatados, redução da substância cinzenta e atividade cerebral anormal no córtex pré-frontal e no hipocampo. Desequilíbrios neuroquímicos: Disfunção nas vias da dopamina e do glutamato. Medicamentos: Antipsicóticos (p. ex., risperidona, olanzapina). Terapia: Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC), treinamento de habilidades sociais. Hospitalização: Em casos graves, para segurança e estabilização. Serviços de apoio: Treinamento vocacional, moradia assistida. Esquizofrenia Paranoide: Dominada por alucinações e delírios. Esquizofrenia Desorganizada: Discurso desorganizado, comportamento desorganizado e emoções inapropriadas. Esquizofrenia Catatônica: Imobilidade física ou movimentos excessivos. Esquizofrenia Indiferenciada: Sintomas que não se enquadram em outras categorias. Esquizofrenia Residual: Sintomas menos graves, porém persistentes. Genética: Histórico familiar aumenta o risco. Química cerebral: Desregulação da dopamina. Fatores ambientais: Estresse, exposição pré- natal a infecções, uso de drogas (ex.: cannabis). ESQUIZOFRENIA TIPOS DEFINIÇÃO SINTOMAS ESTRUTURA FATORES DE RISCO CAUSAS TRATAMENTO O transtorno bipolar é uma condição de saúde mental caracterizada por oscilações extremas de humor, incluindo episódios de mania (energia elevada) e depressão (baixa energia). Episódio maníaco: aumento energia, euforia, arriscado comportamento, irritabilidade, discurso rápido.. Episódio Depressivo: Fadiga, tristeza, desesperança, falta de interesse, distúrbios do sono. Histórico familiar de transtorno bipolar ou outras condições de saúde mental. Trauma ou abuso na primeira infância. Ambientes ou estilo de vida de alto estresse. Abuso de substâncias. Regiões cerebrais: Disfunção