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ECONOMIA PARA ENGENHARIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado(a) aluno(a)! 
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) desempenha um papel importante na 
economia brasileira, funcionando como a espinha dorsal da intermediação 
financeira e da circulação de recursos. Criado pela Lei nº 4.595, de 31 de dezembro 
de 1964, o SFN é composto por um conjunto de instituições e normas que regulam 
as atividades financeiras, assegurando a estabilidade e a eficiência do sistema. 
Nesta aula, vamos explorar os principais marcos normativos que moldaram o SFN, 
bem como a estrutura de coordenação regulatória e as entidades responsáveis pela 
supervisão desse sistema. 
A compreensão dos marcos normativos é fundamental para entender como 
as regras e diretrizes foram estabelecidas para garantir a transparência e a 
segurança nas operações financeiras. Além disso, a coordenação regulatória é 
essencial para promover uma atuação integrada entre as diversas autarquias que 
compõem o SFN, como o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar 
(PREVIC) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Essas entidades 
têm papéis distintos, mas complementares, na supervisão e na regulação do 
mercado financeiro. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
AULA 07 – 
SISTEMA FINANCEIRO 
NACIONAL 
PRINCIPAIS MARCOS 
NORMATIVOS DO SFN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 
Em relação à realidade brasileira, os princípios constitucionais da ordem 
econômica deram origem ao Estado Subsidiário. Conforme estabelecido no parágrafo 
único do artigo 170 e no caput do artigo 173 da Constituição Federal de 1988, a livre 
iniciativa é a regra para a exploração da atividade econômica, dispensando autorização 
prévia. A intervenção do Estado ocorre apenas em situações que exigem imperativos 
de segurança nacional ou relevantes interesses coletivos, conforme previsto em lei. 
Uma das evidências mais marcantes da emergência do Estado Regulador no 
Brasil é a adoção do modelo de agências públicas. Essas entidades estatais não-
majoritárias são responsáveis pela implementação de políticas públicas nos setores 
regulados e se caracterizam por sua natureza técnica. Isso exige a presença de 
profissionais altamente qualificados em suas áreas específicas, além de requerer 
independência e outros atributos essenciais para seu funcionamento eficaz (PAULA, 
2024). 
As autarquias especiais supervisoras do Sistema Financeiro Nacional (SFN) não 
foram elevadas à categoria de agências reguladoras. No entanto, essas entidades da 
Administração Pública Indireta desempenham funções que visam implementar políticas 
públicas em seus setores, as quais são formuladas pelos órgãos que a legislação 
designou para a função reguladora do SFN. Esses órgãos incluem o Conselho 
Monetário Nacional (CMN), o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o 
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
7.1 Principais marcos Normativos do SFN 
De acordo com o Relatório de Economia Bancária de 2022, a razão entre crédito 
e Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2022, subiu para 53,8%, em comparação aos 
52,6% registrados em 2021. Em junho de 2023, o patrimônio acumulado dos fundos de 
pensão e das entidades abertas de previdência complementar e seguradoras alcançou 
R$ 2,59 trilhões, representando um aumento de 5,3% em relação a dezembro de 2022. 
A receita anual do mercado segurador em 2022 foi de aproximadamente R$ 171 
bilhões, correspondente a 3,6% do PIB. No mesmo ano, a capitalização gerou uma 
receita em torno de R$ 28 bilhões, com um crescimento de 14,85% em relação ao ano 
 
 
anterior. Esses números expressivos dos segmentos do Sistema Financeiro Nacional 
(SFN) evidenciam a importância desses setores para a circulação de recursos, 
produção de riqueza e formação da poupança nacional. 
De acordo com o Relatório de Economia Bancária de 2022, a razão entre crédito 
e Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2022 subiu para 53,8%, em comparação aos 
52,6% registrados em 2021. Em junho de 2023, o patrimônio acumulado dos fundos de 
pensão e das entidades abertas de previdência complementar e seguradoras alcançou 
R$ 2,59 trilhões, representando um aumento de 5,3% em relação a dezembro de 2022. 
A receita anual do mercado segurador em 2022 foi de aproximadamente R$ 171 
bilhões, correspondente a 3,6% do PIB. No mesmo ano, a capitalização gerou uma 
receita em torno de R$ 28 bilhões, com um crescimento de 14,85% em relação ao ano 
anterior. Esses números expressivos dos segmentos do Sistema Financeiro Nacional 
(SFN) evidenciam a importância desses setores para a circulação de recursos, 
produção de riqueza e formação da poupança nacional. 
A estrutura atual do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é resultado de uma série 
de eventos que visaram criar as condições necessárias para a expansão econômica. A 
Lei nº 4.595/1964, que ainda está em vigor, organizou o SFN, que inicialmente 
compreendia as seguintes instituições, conforme o artigo 1º: (a) Conselho Monetário 
Nacional (CMN), (b) Banco Central do Brasil (BCB), (c) Banco do Brasil, (d) Banco 
Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) e (e) outras instituições financeiras, 
tanto públicas quanto privadas. A seguir, alguns dos principais marcos normativos 
infraconstitucionais que delineiam a evolução do SFN (BRASIL, 1964). 
• Decreto-Lei nº 1.186, de 3 de abril de 1939 (Posteriormente Revogado pelo 
decreto-lei nº 9.735, de 4 de setembro de 1946) : Nos termos do artigo 3º, é 
criado o IRB que tem por objeto regular os resseguros no país e desenvolver as 
operações de seguros em geral. 
• Decreto-Lei nº 7.293 de 02 de fevereiro de 1945: Nos termos do artigo 1º, é 
criada a Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC). 
• Lei nº 1.628, de 20 de junho de 1952: Nos termos do artigo 8º, é criado o Banco 
Nacional do Desenvolvimento Econômico, que também atuará, como agente do 
Governo, nas operações financeiras que se referirem ao reaparelhamento e ao 
fomento da economia nacional. 
• Lei nº 4.380, de 21 de agosto de 1964: Nos termos do artigo 16, é criado o Banco 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL%209.735-1946?OpenDocument
 
 
Nacional da Habitação, que integra o Sistema Financeiro, a quem cabe, 
conforme o inciso I do artigo 17, orientar, disciplinar e controlar o sistema 
financeiro da habitação. 
• Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964: Nos termos dos artigos 2º e 8º, é 
criado o Conselho Monetário Nacional e transformada a SUMOC no BCB. 
• Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965: Regulou o mercado de capitais que, a 
exemplo do mercado financeiro, seria disciplinado pelo CMN e fiscalizado pelo 
BCB. 
• Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966: Nos termos do artigo 8º, foi 
instituído o Sistema Nacional de Seguros Privados. Pelo artigo 32, foi criado o 
CNSP com função regulatória do mercado de seguros, dentre outras. Nos termos 
do artigo 42, o IRB passou a ter por finalidade a regulação do cosseguro, do 
resseguro e da retrocessão, bem como a promoção do desenvolvimento das 
operações de seguro, segundo as diretrizes do CNSP. 
• Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009: Nos termos do artigo 1º, cria a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC. 
• Decreto nº 7.123, de 3 de março de 2010: Dispõe sobre o Conselho Nacional de 
Previdência Complementar – CNPC e sobre a Câmara de Recursos da 
Previdência Complementar – CRPC. 
7.2 Organização do SFN 
De acordo com Jim Rossi e Jody Freeman (2012), ao classificar os tipos de 
delegação do Congresso dos EUA às agências, eles abordaram as "related 
jurisdictional assignments", que ocorrem quando funções são atribuídas a mais de uma 
agência com base em produtos ou atividades, mas visando o mesmo objetivo. Essas 
agênciasfazem parte de um sistema e, segundo os autores, teoricamente não há 
impedimentos para que atuem de forma independente (FREEMAN; ROSSI, 2012). No 
entanto, Freeman e Rossi estabelecem uma correlação direta entre a efetividade da 
atuação institucional de cada agência e a consistência necessária em suas diretrizes, 
levando em consideração o risco sistêmico envolvido. 
Além disso, o risco sistêmico se torna ainda mais grave diante do que os autores 
consideram uma fragmentação severa da delegação de atribuições, especialmente na 
 
 
ausência de uma agência responsável por funções que proporcionem uma visão 
abrangente do sistema. No entanto, é importante destacar que a fragmentação na 
delegação pode gerar disfuncionalidades que podem ser superadas por meio de uma 
coordenação regulatória eficaz (PAULA, 2024). 
Quando se trata do Sistema Financeiro Nacional (SFN), as autarquias especiais 
são partes integrantes de um todo com um propósito definido constitucionalmente. A 
organização do SFN é estruturada com base no setor regulado, centrando-se em 
atividades econômicas que facilitam a circulação de recursos e a geração de riqueza. 
O SFN é previsto no artigo 192 da Constituição Federal de 1988, que, conforme a 
redação dada pela Emenda Constitucional nº 40/2003, estabelece sua estrutura com o 
objetivo de promover o desenvolvimento equilibrado do País e atender aos interesses 
da coletividade, abrangendo as cooperativas de crédito, que serão reguladas por leis 
complementares. 
Antes da promulgação da Emenda Constitucional nº 40/2003, a redação do 
inciso II do artigo 192 especificava que, entre outros assuntos, caberia à Lei 
Complementar regulamentar a autorização e funcionamento dos estabelecimentos de 
seguro, previdência e capitalização, assim como do órgão fiscalizador oficial e do órgão 
oficial ressegurador, indicando que esses setores regulados estão incluídos no SFN. 
Pode-se dizer que o SFN engloba 3 blocos de setores regulados, a saber: 
• Moeda, crédito, capital e câmbio: compõem os mercados monetário, de crédito, 
de capital e de câmbio; 
• Seguros privados: composto pelos produtos de seguros privados, capitalização 
e previdência complementar aberta; e 
• Previdência fechada: composto pelos planos de previdência complementar 
fechada, conhecidos por fundos de pensão. 
A governança do SFN se estrutura em 3 níveis, são eles: normativo, supervisor 
e operador. 
Os órgãos normativos, em comum, possuem composição colegiada e atribuição 
de regulação dos seus respectivos setores regulados, conforme a previsão do inciso II 
do artigo 32 do Decreto-Lei nº 73/1966 relativo ao CNSP; do artigo 2º do Decreto-Lei 
nº 7.123/2010 quanto ao CNPC; e do inciso VIII do artigo 4º da Lei nº 4.595/1964 que 
trata do CMN. 
 
 
 
O BCB, a CVM, a PREVIC e a SUSEP são entidades de supervisão de natureza 
autárquica especial da esfera federal. Portanto, possuem personalidade jurídica própria 
e compõem a Administração Pública Federal Indireta. Os Ministérios aos quais estão 
relacionados fazem o controle finalístico ou tutela administrativa ou supervisão 
ministerial. 
O quadro a seguir denota que as entidades integrantes do nível de supervisão 
do SFN possuem funções similares que são exercidas sobre determinadas atividades 
econômico-financeiras relacionadas a setores regulados distintos, embora cada setor 
seja constitua parte do SFN. 
Quadro 1 – Base normativa da atuação das entidades de supervisão do SFN 
 
Fonte: Paula, 2024. 
No que diz respeito à supervisão, as entidades do Sistema Financeiro Nacional 
(SFN) desempenham atividades que, em determinadas circunstâncias, podem se 
tornar redundantes, complementares ou concorrentes. Uma coordenação regulatória 
eficaz entre essas entidades é fundamental para mitigar os efeitos da delegação de 
competências e aprimorar a eficiência dos órgãos, a efetividade do sistema e a 
responsabilidade de seus agentes públicos. Nesse sentido, nas seções seguintes, será 
abordada a coordenação regulatória no SFN, com foco em alguns dos mecanismos 
formais existentes. 
 
 
7.3 Coordenação regulatória e entidades de supervisão do SFN 
Ao analisar a governança regulatória no contexto brasileiro, Cunha (2018) fez 
contribuições significativas em relação aos problemas de primeira e segunda gerações. 
Os problemas de primeira geração estão relacionados à implementação do modelo de 
agências no país, cuja solução estava sendo desenvolvida com a promulgação da Lei 
das Agências Reguladoras, confirmada pela Lei nº 13.848, de 25 de junho de 2019. 
O prognóstico positivo da superação dos chamados problemas de primeira 
geração, foi justificado pelo mencionado autor pela incorporação das boas práticas de 
regulação, dentre outros fatores. Não obstante, Cunha identifica deficiências no papel 
dinâmico e sistêmico do sistema regulatório brasileiro, que consistem no seguinte: 
O papel dinâmico toca à capacidade do conhecimento regulatório e à expertise 
de suas instituições atuarem de modo mais sinérgico e intersetorial, 
alcançando atores e organizações a elas relacionadas, em especial de dentro 
do próprio aparato do Estado – assim, fluindo informação e propiciando maior 
coordenação governamental (CUNHA, 2018, p. 37). 
Os problemas de segunda geração estão relacionados a deficiências no 
planejamento e na coordenação. O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou a 
"qualidade da implementação e o alcance de metas e objetivos dos programas e ações 
governamentais" em auditorias operacionais realizadas para subsidiar a discussão do 
Projeto de Lei Orçamentária Anual, resultando no Relatório de Políticas e Programas 
de Governo de 2017 (Relatório TCU de 2017). Segundo esse relatório, os dois 
principais problemas estruturais das políticas públicas, em termos percentuais, eram: 
(i) planejamento e formulação (31%) e (ii) articulação e coordenação (14%). 
O Tribunal de Contas da União, realizou uma análise da coordenação de 
políticas públicas, conforme mencionado no Relatório TCU de 2017, que define essa 
coordenação como uma função relacionada à facilitação da coerência das políticas e 
programas governamentais e à coordenação produtiva entre as partes interessadas 
envolvidas no processo de política pública. Durante essa análise, o TCU identificou uma 
série de deficiências. Entre as falhas destacadas, estão: a) falta de integração na ação 
governamental; b) baixo nível de coordenação; c) ausência de coerência na atuação 
conjunta do governo; e d) arranjos institucionais inadequados. 
O Relatório de Políticas e Programas de Governo de 2018 do TCU (Relatório 
TCU de 2018), ao seu turno, ao avaliar a coordenação da implementação das políticas 
 
 
públicas, constatou que embora a coordenação seja fundamental para assegurar que 
os diferentes sistemas institucionais e gerenciais que formulam e implementam políticas 
públicas atuem de forma integrada, a aplicação desse componente de governança 
ainda é bastante limitada. A análise indicou que as deficiências de coordenação entre 
setores e/ou esferas de governo, bem como a falta de articulação entre os atores 
envolvidos, têm comprometido a coerência das ações. Isso resulta em iniciativas 
fragmentadas e desconectadas, que não conseguem oferecer soluções integradas e 
atender efetivamente às necessidades da população. 
O Relatório de Políticas e Programas de Governo de 2019 do TCU, analisou a 
integração e coordenação de políticas públicas, identificando falhas de coordenação 
em 47% das 17 políticas examinadas. Em 2020, o Relatório de Políticas e Programas 
de Governo do TCU, focou especificamente nas ações de controle realizadas pela 
Corte no contexto da covid-19, dentro do Programa Especial de Atuação para 
Enfrentamento da Crise da Covid-19 (TCU, 2020). 
Os resultados das auditorias do TCU, assim como os parâmetros e diretrizes 
relacionadas à articulação e coordenação na implementação das políticas públicas, 
oferecemuma referência importante para avaliar o nível de articulação e coordenação 
das autarquias especiais do SFN. 
Mecanismos formais de coordenação regulatória no SFN 
No âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), estão disponíveis os 
instrumentos de coordenação regulatória que são frequentemente mais reconhecidos 
pela doutrina, incluindo: consultas, celebração de acordos ou memorandos de 
entendimento, e elaboração normativa conjunta. Um quarto mecanismo de 
coordenação regulatória é a existência de uma estrutura dedicada à articulação ou 
coordenação (FREEMAN; ROSSI, 2012). 
7.4 Acordos ou Termos de Cooperação Técnica e/ou Convênios 
A pesquisa nos sites das autarquias especiais revelou a celebração de Acordos 
de Cooperação Técnica e/ou Convênios entre diversas entidades, incluindo a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) e a CVM; o Banco 
 
 
Central do Brasil (BCB) e a CVM; o BCB e a PREVIC; o BCB e o Sistema de Proteção 
ao Crédito (SPC); e o BCB e a SUSEP. Além disso, o Termo de Cooperação Técnica 
entre a SUSEP e a PREVIC foi obtido por meio de uma solicitação feita às entidades 
através da Fala. Assim, todas as combinações possíveis entre as autarquias do SFN 
estão representadas na forma de acordos bilaterais. No entanto, não encontramos um 
acordo que reúna todas as entidades de supervisão do SFN em nossa pesquisa nos 
sites dessas instituições, (embora isso não indique que tal documento não exista no 
momento da pesquisa realizada para esta aula). 
Convênio entre BCB e SUSEP 
O Convênio celebrado entre o Banco Central do Brasil (BCB) e a 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) em 14 de julho de 2005, teve como 
objetivo definir procedimentos para: (i) o intercâmbio de informações entre as 
entidades; (ii) a participação coordenada de fiscalização para instituições que fazem 
parte de conglomerados financeiros; (iii) permitir que os servidores de ambas as 
autarquias participem dos treinamentos oferecidos; e (iv) promover a transferência de 
tecnologia voltada para a fiscalização, conforme estabelecido na Cláusula Primeira. O 
objetivo geral é buscar ganhos de eficiência tanto para o BCB quanto para a SUSEP, 
sendo que cada aspecto do convênio possui objetivos específicos. 
Sobre a governança, o Convênio prevê a criação de comissão, com composição 
paritária de agentes públicos do BCB e da SUSEP, sendo 3 de cada entidade, a quem 
incumbe as seguintes atividades: 
• Decidir pela constituição de subcomissões, temporárias com o objetivo de 
desenvolver trabalhos específicos relacionados com o objeto deste Convênio; 
• Sugerir alterações nas rotinas utilizadas pelas partes convenentes que se façam 
necessárias à racionalização do fluxo de documentos e informações à 
transferência mútua de técnicas de fiscalização de tecnologia entre os dois 
órgãos; 
• Propor o estabelecimento de critérios e/ou orientações sobre assuntos 
relacionados com procedimentos, rotinas, técnicas e tecnologias na área de 
fiscalização, intercâmbio de informação e elaboração de normas; e 
• Resolver sobre questões omissas e/ou fatos que, de qualquer forma, sejam 
relevantes para o bom andamento desse convênio 
 
 
Convênio entre CVM e SUSEP 
De maneira semelhante ao Convênio estabelecido entre o Banco Central do 
Brasil (BCB) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), a Comissão de 
Valores Mobiliários (CVM) e a SUSEP firmaram um Convênio em 4 de abril de 2006, 
com o mesmo objetivo de promover ganhos de eficiência para ambas as entidades. 
Este convênio teve como objeto: (i) a definição de procedimentos para o intercâmbio 
de informações; (ii) a coordenação das ações relacionadas à fiscalização; e (iii) o 
estabelecimento de um sistema de consulta recíproca sobre normas de interesse 
comum (PAULA, 2024). 
Sobre a governança, o Convênio prevê a criação de comissão, com composição 
paritária de agentes públicos da CVM e da SUSEP, sendo 2 de cada entidade, a quem 
incumbe as seguintes atividades: 
• Decidir pela constituição de subcomissões, temporárias com o objetivo de 
desenvolver trabalhos específicos relacionados com o funcionamento do 
Sistema de Intercâmbio de Informações CVM/SUSEP e as programações 
coordenadas de supervisão; 
• Sugerir alterações nas rotinas utilizadas pelas partes convenentes que se façam 
necessárias à racionalização do fluxo de documentos e informações entre os 
dois órgãos; 
• Propor o estabelecimento de critérios e/ou orientações sobre assuntos 
relacionados com procedimentos ou rotinas na área de supervisão e intercâmbio 
de informações; e 
• Resolver sobre questões omissas e/ou fatos que, de qualquer forma, sejam 
relevantes para o bom andamento desse convênio.” 
Termo de Cooperação Técnica entre PREVIC e SUSEP 
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) e a 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) firmaram, em 19 de dezembro de 
2012, um Termo de Cooperação Técnica que se fundamenta na troca de informações 
e na coordenação das programações de fiscalização, visando principalmente o ganho 
de eficiência entre as entidades. Os §§ 3º e 4º do Termo preveem atividades conjuntas 
relacionadas à gestão do conhecimento dos quadros das duas autarquias, além da 
 
 
realização de estudos colaborativos com o intuito de aprimorar a normativa da 
previdência complementar. 
A operacionalização do Termo de Cooperação é responsabilidade de uma 
comissão composta por membros de ambas as autarquias. Embora o documento não 
especifique o número de integrantes, as responsabilidades atribuídas são semelhantes 
às previstas nos Convênios mencionados anteriormente. Diferentemente dos 
instrumentos anteriores, este Termo estabelece a realização de reuniões ordinárias, no 
mínimo, a cada trimestre. No entanto, não há previsão de que cabe a essa Comissão 
avaliar a implementação dos compromissos assumidos no Termo de Cooperação entre 
a PREVIC e a SUSEP (PAULA, 2024). 
Convênio entre BCB e CVM 
O Convênio firmado entre o BCB e a CVM, em 25 de abril de 2014, em suas 
considerações, elenca algumas das atribuições de cada autarquia, algumas das quais 
compartilhadas, e reconhece a importância da coordenação com os objetivos 
claramente definidos, a saber: 
[..]alcançar plenamente os objetivos de que tratam, precipuamente, o art. 3º da 
Lei 4.595, de 196482, e o art. 4º, da Lei nº 6.385, de 197683, bem como, o mais 
possível, coesão sistêmica de atuações, clareza, previsibilidade e segurança 
jurídica, redução do custo de observância no âmbito do sistema financeiro 
como um todo e, em última análise, a estabilidade financeira nos planos 
nacional e internacional” (BCB; CVM, 2014, p. 2). 
É evidente a importância da coordenação e articulação nas atuações do Banco 
Central do Brasil (BCB) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Nesse contexto, 
conforme estabelecido na Cláusula Primeira do Convênio firmado entre o BCB e a 
CVM, são definidos procedimentos para facilitar essa coordenação e articulação, além 
de promover a troca contínua de informações. O convênio também especifica 
procedimentos para consultas prévias entre as autarquias em relação a determinados 
assuntos e situações. Devido à sua relevância, os procedimentos e prazos 
estabelecidos visam à implementação das seguintes medidas: 
• Manifestação prévia, ou seja, consulta a ser realizada uma em relação a outra 
autarquia sobre assuntos afins especificados, incluindo edição de normas, que, 
em comum, têm potencial para gerar reflexos na atuação e nos regulados de 
ambas as entidades; 
 
 
• Previsão de decisões-conjuntas; 
• Intercâmbio de informações e manutenção do acesso sistêmico onde podem ser 
obtidas essas informações; 
• Solicitações de informações que podem ser formuladas pela autarquia aos 
supervisionados da sua congênere; 
• Atividades relacionadas à supervisãoe à fiscalização; 
• Racionalização de processos, procedimentos e exigências aos supervisionados 
com vistas à redução dos custos envolvidos, de natureza regulatória, 
administrativa e operacional; e 
• Cooperação para o desenvolvimento dos quadros de agentes públicos de ambas 
as entidades. 
A respeito da decisão-conjunta, o Convênio sob análise atuou na vanguarda da 
Administração Pública ao prever essa hipótese, antes mesmo de edição de sua 
previsão legal, que veio apenas com a edição da Lei nº 14.210, de 30 de setembro de 
2021. 
Convênio entre BCB e PREVIC 
O Convênio celebrado entre o Banco Central do Brasil (BCB) e a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) em 16 de fevereiro 
de 2016 é semelhante ao acordo firmado entre o BCB e a Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) em relação ao seu objetivo. No entanto, este convênio não prevê a 
tomada de decisões conjuntas nem a possibilidade de solicitações diretas aos 
supervisionados da outra autarquia. Em vez disso, ele abrange a possibilidade de 
compartilhamento de estudos técnicos, econômicos e atuariais, bem como análises 
setoriais realizadas individualmente pela autarquia ou por ela contratada, além da 
realização de estudos conjuntos nessa área. 
A Cláusula Segunda aborda a coordenação e articulação das atividades comuns, 
conjuntas ou correlatas, e estabelece como se dará a governança para a 
operacionalização do Convênio entre o Banco Central do Brasil (BCB) e a 
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC). De maneira geral, 
prevê a formação de uma comissão composta por um número variável de membros, 
entre 3 e 5, indicados pela Diretoria de cada entidade. Essa comissão será coordenada 
por um representante de cada autarquia, responsável por definir o calendário anual das 
 
 
reuniões para o ano seguinte. 
A redação da Cláusula Segunda sugere que existem iniciativas que ficam a 
critério dos coordenadores da Comissão, implicando que o andamento dos trabalhos 
depende da discricionariedade de seus líderes. 
Acordo de Cooperação Técnica entre CVM e PREVIC 
O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar 
(PREVIC) em 13 de março de 2018 é bastante semelhante ao Convênio estabelecido 
entre o Banco Central do Brasil (BCB) e a PREVIC, no que diz respeito ao seu objeto, 
governança e demais disposições. 
No entanto, ao contrário dos demais Acordos e Convênios que possuem prazo 
de vigência indeterminado, este Acordo estipula uma duração de 60 meses a partir da 
publicação de seu extrato no Diário Oficial, ocorrida em 22 de março de 2018, podendo 
ser prorrogado mediante acordo entre as autarquias. É importante ressaltar que, em 
pesquisa realizada nos sites das autarquias, não foi possível confirmar se a vigência do 
Acordo foi prorrogada, nem foi encontrado um novo instrumento firmado entre a CVM 
e a PREVIC. 
Elaboração normativa conjunta 
A pesquisa realizada nos repositórios normativos dos sites das autarquias 
especiais do Sistema Financeiro Nacional (SFN) revela que existe algum grau de 
elaboração normativa conjunta, como exemplificado pela Instrução Conjunta 
SUSEP/PREVIC nº 1, de 14 de novembro de 2014. No entanto, não é possível afirmar 
que todo o potencial para a normatização conjunta está sendo plenamente explorado 
por todas as entidades de supervisão do SFN. 
Consultas 
No que diz respeito às consultas, a premissa é que as entidades possam 
compartilhar dados e informações. Nesse contexto, existem diversos fundamentos 
normativos que estabelecem um sistema de troca de informações entre as autarquias 
especiais, especialmente no que se refere à atividade fiscalizatória. 
A Lei nº 6.385/1976, que regula o mercado de capitais e cria a Comissão de 
 
 
Valores Mobiliários (CVM), determina em seu artigo 28 (modificado pela Lei nº 10.303, 
de 31 de outubro de 2001) a manutenção do intercâmbio de informações relacionadas 
à fiscalização exercida nas áreas de competência de cada entidade no mercado de 
valores mobiliários. Isso inclui o Banco Central do Brasil (BCB), a CVM, a Secretaria de 
Previdência Complementar (SPC), a Secretaria da Receita Federal (SRF) e a 
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Importante ressaltar que não é 
permitido alegar sigilo das informações obtidas na fiscalização como justificativa para 
impedir esse compartilhamento. Vale mencionar que a Lei nº 6.385/1976 foi 
promulgada antes da criação da PREVIC. 
A PREVIC foi criada pela Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009, que, 
conforme o artigo 2º, estabelece a manutenção do intercâmbio permanente de 
informações e a disponibilidade da base de dados entre essa autarquia especial, o 
Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os órgãos 
de fiscalização da previdência complementar. O objetivo, conforme o §1º do mesmo 
artigo, é "garantir a supervisão contínua das operações realizadas dentro da 
competência de cada órgão", sem que se possa alegar sigilo das informações obtidas 
na fiscalização como justificativa para impedir esse compartilhamento. De acordo com 
o §2º, é assegurado o "fornecimento de informações, inclusive de forma contínua e 
sistematizada, pelos entes integrantes do sistema de registro e liquidação financeira de 
ativos autorizados pelo Banco Central do Brasil ou pela Comissão de Valores 
Mobiliários sobre ativos mantidos em conta de depósito em instituições ou entidades 
autorizadas a prestar esse serviço". 
COREMEC 
O Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, 
de Seguros, de Previdência e Capitalização (COREMEC) é um mecanismo de 
coordenação regulatória que atua como uma instância de articulação estratégica entre 
as autarquias responsáveis pela supervisão do Sistema Financeiro Nacional (SFN). 
O COREMEC, de caráter consultivo, foi criado pelo Decreto nº 5.685, de 25 de 
janeiro de 2006, e extinto pelo Decreto nº 10.087, de 5 de novembro de 2019. Contudo, 
foi recriado pelo Decreto nº 10.465, de 18 de agosto de 2020, no âmbito do então 
Ministério da Economia (atualmente Ministério da Fazenda). O Comitê é composto por 
representantes do Banco Central do Brasil (BCB), da Comissão de Valores Mobiliários 
 
 
(CVM), da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e da PREVIC (substituindo 
a SPC), com a finalidade de promover a coordenação e aprimorar a atuação das 
entidades reguladoras e supervisórias no SFN. 
Quanto à governança do COREMEC, destacamos: (i) a Presidência e a Vice-
Presidência serão exercidas, a cada período de um ano, por uma das entidades 
representadas no Comitê, em regime de rodízio; (ii) a Secretaria-Executiva é exercida 
pelo BCB; (iii) a periodicidade semestral das reuniões ordinárias e, em caráter 
extraordinário, a qualquer tempo, mediante convocação de seu Presidente ou da 
maioria de seus membros; (iv) o Colegiado delibera e aprova pelo quórum de maioria 
simples, desde que presente o equivalente à maioria absoluta dos membros. 
O nível de supervisão do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composto pelo 
Banco Central do Brasil (BCB), pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pela 
(PREVIC) e pela (SUSEP). Essa estrutura é descentralizada dentro da Administração 
Pública, o que torna essencial uma coordenação regulatória eficaz para otimizar o 
desempenho das atividades de cada autarquia, garantir a efetividade do sistema e 
permitir a prestação de contas pelos agentes públicos. Cada autarquia desempenha 
um papel na configuração institucional do SFN, possuindo objetivos tanto específicos 
quanto comuns, incluindo a manutenção da integridade e estabilidade do sistema. Os 
mecanismos formais de coordenação regulatória mencionados nesta seção são 
instrumentos já institucionalizados pelo SFN, evidenciando o reconhecimento da 
importância de uma atuação coordenada entre as entidades do sistema.Na próxima 
seção, será analisado se esses instrumentos estão sendo utilizados de maneira eficaz 
para promover o aprimoramento institucional do SFN. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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