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Condicionamento Operante Experimento 1 – Treinamento para o uso do alimentador ou comedouro Dia: 16 /05 /2017 Horário de Início: 19:26 Horário de Término:20:23 Essa primeira sessão do condicionamento operante, consiste em oferecer uma pelota de alimento sempre que o Sniff se aproximar bem do comedouro, apresentando o comportamento alvo. O objetivo do experimento é adquirir uma associação entre a comida e som. “Quando o Sniff é treinado para pressionar a barra, ele aprende que a barra é o dispositivo cuja manipulação causa o som que sinaliza a presença de uma pelota de alimento no comedouro.”(Alloway, 2006, p 192) Ainda de acordo com Alloway (2006), a associação som-alimento, estabelece um pré-requisito para treinar o Sniff a ter qualquer condicionamento importante. Pode perceber no gráfico abaixo que o objetivo do experimento foi alcançado. A barra sound food no gráfico demonstra a resposta aprendida pelo Sniff, ou seja, logramos a associação entre o som e a barra do comedouro, que passou a pressiona-la sozinho. O experimento durou cerca de 57 minutos. Experimento 2 – Modelagem para treinar o Sniff a pressionar a barra Dia: 18 /05 /2017 Horário de Início: 14:46 Horário de Término: 15:11 Esse experimento da continuidade ao anterior, onde o Sniff adquiriu uma associação som-alimento, porém neste utilizaremos a técnica de modelagem, que segundo Alloway (2006) “é o nome técnico para um procedimento usado a fim de treinar um animal para fazer algo reforçando aproximações sucessivas de comportamento-alvo.” O objetivo do experimento é através da modelagem condicionar o Sniff pressionar a barra após ouvir o som. Analisando o gráfico abaixo e a folha de dados que encontra-se nos anexos, podemos concluir que o objetivo do experimento foi atingindo. No inicio do experimento o Sniff pressionou a barra poucas vezes, mas com o decorrer o do processo ele pressionava por diversas vezes seguidas a barra. Aos 23 minutos do experimento, o Sniff pressionou a barra por nove vezes seguidas, concluído o mecanismo de modelagem, atingindo então o objetivo do experimento. No gráfico abaixo, podemos perceber o aumento da frequência em que o Sniff pressiona a barra. Nos primeiros cinco minutos de experimento, a barra foi pressionada pelo Sniff entre duas e quatro vezes por minuto, já nos últimos cinco minutos, o Sniff apertou a barra entre oito e quatorze vezes, sendo que no ultimo minuto foram nove vezes consecutivas em sucessão rápida, concluindo assim o experimento com êxito. Experimento 3 – Extinção Dia: 18 /05 /2017 Horário de Início: 15: 58 Horário de Término: 16:20 No experimento anterior o Sniff foi treinado para pressionar a barra, através do processo de modelagem. Nesse exercício é retirado o reforçador primário (o alimento) e o reforçador secundário (o som do alimentador), com o objetivo de extinguir o comportamento de pressionar a barra. A primeira reação do Sniff é o aumento da frequência de apertos na barra, que de acordo com Alloway (2006, p 210) “é denominada um jorro de respostas de extinção e ocorre comumente quando um animal passa da condição de reforço continuo para a de extinção”. O número de vezes que o Sniff pressiona a barra diminui com o decorrer do experimento até ele não pressionar a barra no máximo duas vezes em um período de cinco minutos, demonstrada no gráfico abaixo. Nesse outro gráfico podemos analisar a diminuição da associação barra-som. O experimento durou cerca de 21 minutos. Nos primeiros cinco minutos a frequência em que o Sniff pressionava a barra variava entre nenhuma e vinte e seis vezes por minuto, já nos cinco minutos finais não pressionou nenhuma vez a barra, atingindo o objetivo do exercício. Experimento 4 – Extinção com reforço secundário ativo Dia: 18 /05 /2017 e 23/05/2017 Duração: 1 hora e 52 minutos Nesse experimento o objetivo é o mesmo do anterior (extinção-padrão), o Sniff não recebe mais alimento quando pressiona a barra, porém o som do alimentador continua sendo emitida cada vez que a barra é pressionada. Em termos mais técnicos, nesse experimento é retirado o reforçador primário e mantido o reforçador secundário. O experimento durou uma hora e cinquenta e dois minutos, cujo objetivo era o Sniff pressionar até duas vezes a barra em um período de cinco minutos. Analisando os gráficos abaixo e as folhas de dados que encontram-se nos anexos, podemos analisar que a frequência em que a barra era pressionada variava. Nos primeiros dezoito minutos de experimento, a frequência variava em proporção inconstante entre quatro e vinte e quatro. Já nos dez minutos seguinte a frequência dos apertos na barra foi mantendo um equilíbrio entre oito e onze. O número de vezes que o Sniff pressionou a barra foi diminuindo no decorrer dos minutos seguintes, chegando a não pressionar nenhuma vez por dois minutos consecutivos. Após cinquenta e quatro minutos de experimento, a frequência começou aumentar variar de forma considerável novamente, entre uma e onze vezes, e as vezes nenhuma vez a barra foi pressionada. O exercício atingiu seu objetivo quando o Sniff pressionou somente duas vezes a barra em um período de cinco minutos. Comparando os resultados desse experimento com os do anterior, é possível concluir que o tempo necessário para a extinção foi muito maior nesse exercício, devido a presença do reforçador secundário, já que no anterior ambos reforçadores foram retirados. Experimento 5 - Recuperação Espontânea Dia: 30/05/2017 Horário de Início: 15:05 Horário de Término: 15:16 O experimento assemelha-se a recuperação espontânea clássica, em que readquirimos o comportamento do Sniff após a extinção. Foi simulado um descanso, onde o Sniff foi retirado por 24 horas do compartimento onde vive e então retorna câmara operante para uma segunda sessão de extinção (Alloway, 2006, p 2016). O exercício durou 10 minutos. Podemos analisar de acordo com o gráfico e abaixo e a folha de dados anexada, que nos primeiros cinco minutos do experimento, a frequência que o Sniff pressionava a barra variava entre uma e quatorze vezes, já nos cinco minutos finais a frequência diminuiu consideravelmente, variando entre nenhuma e duas vezes que a barra foi pressionada. No inicio do experimento, o Sniff recupera parcialmente a sua resposta de pressões a barra que havia sido extinta, entretanto, pode-se observar que o numero de vezes que o Sniff pressiona a barra no final do experimento será menor e leva menos tempo para atingir o objetivo, que a primeira sessão de extinção. Experimento 6 – Efeito de uma único punição suave Dia: 30/05/2017 Horário de Início: 15:31 Horário de Término: 15:47 Nesse experimento, o Sniff recebeu um choque na primeira vez que pressionar a barra e saltou no ar em uma altura media. Apresentou mudanças no comportamento como inquietude, susto e medo, ficando afastada da barra por aproximadamente dois minutos. Somente no terceiro minuto que voltou a pressionar a barra novamente por dezoito vezes em apenas um minuto. A frequência que pressionou a barra foi diminuindo com o decorrer do experimento. O objetivo do experimento foi atingindo quando o Sniff pressionou no máximo duas vezes em um período de cinco minutos. Portanto, uma única punição suave não é bastante para que seja extinto um comportamento, porém diminui a frequência que o comportamento se apresenta. image6.png image7.png image8.png image9.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png