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Escola Superior de Saúde do Alcoitão 
Rua Conde Barão - Alcoitão - 2649-506 ALCABIDECHE 
Tel- 351 21 460 74 50 Fax- 351 21 460 74 59 
E-mail: geral@essa.pt - www.essa.pt 
 
 
CURSO DE LICENCIATURA EM TERAPIA OCUPACIONAL 
 
 
 
 
 
Manual 
 
 
 
 
 
BEERY VMI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Validação e adaptação à língua portuguesa, realizada por Madeira (2008) 
 
 
O Beery-Buktenica 
Teste de Desenvolvimento de Integração Visuo-Motora 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para Crianças e Adultos 
 
 
 
 
 
5º Edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Keith E. Beery, PhD, and Natasha A. Beery, MA 
 
Adaptado para a versão Portuguesa por, Catarina Madeira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
Resumo 
 
O desenvolvimento do teste de integração visuo-motora (Beery TM VMI) é composto por uma 
sequência do desenvolvimento de formas geométricas para serem copiados com papel e 
lápis. O Beery VMI destina - se a avaliar de que modo os indivíduos podem integrar as suas 
capacidades visuais e motoras (coordenação olho-mão). O Beery VMI pode ser usado para 
identificar, através de um exame precoce, crianças que podem precisar de assistência 
especial para obterem serviços necessários, para testar a eficácia dos sistemas educativos e 
outras intervenções, e para o avanço da investigação. O Beery VMI é também uma valiosa 
ferramenta para avaliar a integração visuo-motora com adolescentes e adultos. 
 
Publicado pela primeira vez com o VMI em 1967, o teste é usado por todos os Estados 
Unidos e por outros países. Para evitar confusões com outros testes que tenham 
posteriormente adoptado o termo integração visuo-motora ou a sigla VMI, este teste é agora 
chamado Beery VMI. Investigações indicam que o Beery VMI é praticamente livre de 
culturas. Porque pessoas de diferentes origens têm, muitas vezes, diferentes graus de 
experiência com o alfabeto e os números, contudo no Beery VMI as formas geométricas são 
utilizadas em vez de letras ou formas numéricas. 
 
Amplamente considerado como o teste mais válido nesta área, foi submetido a diversos 
trabalhos de investigação, tendo sido padronizado cinco vezes entre 1964 e 2003, numa 
amostra superior a 11,000 crianças. Ficou padronizado em 2006 com 1,021 adultos. Ao 
contrário ou em oposição dos resultados de muitos outros testes, os resultados do Beery VMI 
mantiveram - se bastante estáveis ao longo do tempo e lugares nos Estados Unidos e, 
nomeadamente noutros países, o que sugere que é uma avaliação bastante básica das 
capacidades neuropsicológicas. 
 A quinta edição do Beery VMI é ainda mais fortemente focalizada do que as edições 
anteriores na educação da primeira infância. Ela foi expandida para incluir normas 
padronizadas para crianças de dois anos de idade, oferece 600 normas de etapas de 
desenvolvimento até aos seis anos de idade e introduz métodos de ensinamento visuo-motor 
para recém-nascidos até crianças que frequentam a pré-escola. Esta edição também fornece 
relatórios de actualização médica, neuropsicológica, internacional, e outros importantes 
avanços na utilização do Beery VMI nos últimos anos. 
 
 3 
Com a adição de normas para adultos, o Beery VMI tem um campo de testagem mais 
alargado que qualquer teste neste campo. Investigações independentes indicam que o teste 
tem promessas consideráveis como uma ferramenta para a identificação de Alzheimer's e 
outras formas de demência de adultos. 
 
A Forma Extensa do Beery VMI de 30-itens pode ser administrada individualmente ou em 
grupo em cerca de 10 a 15 minutos e pode ser usada com pessoas dos 2 aos 100 anos de 
idade. A Forma Abreviada de 21-itens é para crianças com idades entre os 2 e os 7 anos, a 
Forma Extensa é para crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 18 anos de idade, e 
a Forma para Adultos é para adultos entre os 19 aos 100 anos de idade. As instruções para 
crianças e adultos são as mesmas, excepto alguns dos itens anteriores que não são 
administrados para adultos. 
 
Existem também dois testes padronizados opcionais, o teste Beery VMI Percepção Visual e o 
teste Beery Coordenação Motora, que estão também disponíveis (para crianças e adultos) 
para aqueles que desejam estatisticamente comparar resultados do Beery VMI individual 
relativamente ao desempenho puro visual e motor. Os dois testes utilizam as mesmas formas 
de estímulo do Beery VMI, ao contrário de outros testes baterias visuo-motoras que 
equivocadamente compararam estímulos e tarefas menos relacionadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 4 
I. História e Perspectivas 
 
Durante o internato do autor com equipas multidisciplinares numa clínica psiquiátrica de 
aconselhamento de crianças, ele percebeu que as capacidades de cópia de formas 
geométricas das crianças estavam1 significativamente relacionada com os seus 
conhecimentos académicos. A relação recíproca entre alguns testes de cópia de formas e 
testes de prontidão no jardim de infância variavam entre aproximadamente .50 e .70 (124)1. 
Como se mostra no quadro 4-1 do relatório de estudos do National Research Council 
comparando várias línguas e outros factores como indicadores das dificuldades de leitura à 
entrada para a escola, “prontidão de leitura”, e “identificação de palavras”, ambas 
dependendo das capacidades visuais e visuo-motoras, tiveram maior relação (.56 e .52 
respectivamente) do que as capacidades linguísticas relatadas (206). À semelhança, as co-
relações entre a cópia de formas e a aquisição de leitura precoce geralmente varia entre 
aproximadamente .40 e .60 (130, 169, 181). Além disso, neurologistas, psiquiatras e 
psicólogos basearam frequentemente os seus diagnósticos em problemas emocionais e 
neurológicos pela forma como as crianças são capazes de copiar formas geométricas. Estas 
associações diagnósticas foram sendo feitas com base na experiência e no trabalho de Bender 
(21), Strauss e Kephart (215) e dos primeiros psicólogos como Werner (238) e Werthmer 
(239). 
 
Griffiths (81) e Kellog (103) tinham estudado extensivamente os desenhos espontâneos de 
crianças muito pequenas. As capacidades das crianças para copiarem algumas das formas 
mais primitivas, tais como um círculo ou um quadrado, tinham sido bem estudadas e 
documentadas pela normas Stanford-Binet de Terman (219), Gesel (75), e outros. Starr (212) 
tinha criado um teste que era útil para uma gama de idades limitadas. 
 
O Bender-Gestalt (21) tinha sido extensivamente usado desde que Lauretta Bender o 
desenvolveu em 1938, mas as suas formas foram originalmente criadas por Werthmeier 
(239) para experiências perceptuais, e o Bender tinha sido usado inicialmente com adultos. 
Koppitz descobriu e normalizou um sistema de contagem Bender para crianças, mas uma 
cadeia de contagem eficaz do Bender na altura foi apenas nas idades entre os cinco e os nove 
anos (114). Além disso, apenas duas das formas Werthmeier no Bender tinham 
características de desenvolvimento infantil adequadas à inclusão numa escala de 
 
1 Os números entre parêntesis referem-se à secção de Bibliografia e Referências deste manual 
(páginas 102-119). 
 5 
desenvolvimento. Mais importante, a veracidade e a validade do Bender são questionáveis 
(190). (Recentemente, o Bender original foi revisto por Brannigan e Decker (25) como 
Bender Gestalt II para incluir formas adicionais. Esta revisão será posteriormente comentada 
com base nas páginas 6 a 106 neste manual.) 
 
Entretanto, outros investigadores, sendo os mais dignos de nota Birch (22), Bruner (31), 
Hunt (98), Piaget (165) e Vereecken (231), desenvolveram teorias educacionais e provas 
para apoiar uma base sensorio-motora para o desenvolvimento da inteligência e aquisição. 
De acordo com o seu trabalho, níveisteriam sido desempenhadas adequadamente se a criança tivesse tido sucesso com a tarefa 
mais difícil de cópia directa nas tarefas 7,8 e 9. Se alguma das tarefas 7,8 ou 9 não fosse 
ultrapassada, as tarefas anteriores deviam ser administradas e pontuadas como indicado na 
página 19. 
 
 33 
“Tecto” 
Apesar de poder continuar a testar para além do nível de capacidade corrente de uma criança, 
pare de pontuar depois de três formas consecutivas não terem sido ultrapassadas. Esta regra 
básica aplica-se tanto se usar a administração individual ou em grupo do Beery VMI como se 
uma criança empreender ou não mais formas depois de três formas consecutivas não terem 
sido realizadas. 
 
Resultados e Registo 
As equivalências de idade para as pontuações não processadas do Beery VMI aparecem 
listadas no Apêndice C. Os examinadores individuais normalmente utilizam a folha de 
Registo e Pontuação e depois preenchem a capa (ver página 26) do folheto do teste. Os 
classificadores de grupos frequentemente utilizam apenas a capa para registar os resultados. 
 
Pontuação Precoce do Desenvolvimento 
 
Traços e rabiscos 
Tal como com as formas imitadas, as primeiras três tarefas do Beery VMI não necessitam ser 
administradas se a criança pontua um ponto em uma ou mais das formas copiadas. Se as 
primeiras três tarefas do Beery VMI forem administradas, elas serão pontuadas de acordo 
com o seguinte: 
 
1. Traçado por Imitação: um ponto por cada traço(s) ou rabisco(s) do formulário de teste 
Beery VMI que uma criança faça por imitação de um adulto. 
2. Traçado Espontâneo: um ponto por qualquer (quaisquer) traço(s) ou rabisco(s) no 
formulário de teste Beery VMI que uma criança faça em resposta a um pedido gestual 
e/ou verbal de um adulto – sem que o adulto tenha demonstrado à criança como imitá-lo. 
3. Traçado Contido: um ponto se nenhum do(s) traço(s) ou rabisco(s) da criança no 
formulário de teste Beery VMI for além dos limites do papel de 8.5” x 11”. 
 
 
 34 
 
 
Etapas de Desenvolvimento (Stepping Stones) 
As etapas da Integração Visuo-Motora fornecidos na página 22 do Forma Extensa do Beery 
VMI e na página 14 da Forma Abreviada são informativas e não são utilizadas para pontuar o 
teste Beery VMI, por si. No entanto, esta informação pode ser muito útil ao conferenciar com 
os pais e para a avaliação do progresso da criança. Ver Apêndice A para “etapas” adicionais 
no que diz respeito ao desenvolvimento moto grosso, motor fino, visual e visuo-motor. 
 
 35 
Em caso de Dúvida 
Mesmo os examinadores experientes revêem frequentemente as instruções e exemplos de 
Cotagem e de Não Cotação que seguem antes de pontuar de um item. Mas não fique 
obcecado com os detalhes. Olhe para cada produção como um todo no contexto dos critérios 
de pontuação e exemplos. Se esta ainda parece demasiado fechada a uma classificação, isto 
é, demasiado difícil de determinar, atribua-lhe uma Pontuação provisória. Lembre-se de que 
um diagnóstico não deve ser feito somente com base num único teste. 
 
Critérios de Pontuação para o Beery VMI Formas 4-30 
Páginas 39-92 da lista critérios de pontuação e informação suplementar de todos os itens do 
livro de apontamentos da Forma Extensa, Abreviada e do Adulto do Beery VMI.
 36 
Formas 4 & 7 Linha Vertical Normas Idade: 2-0 Imitar 
 2-10 Copiar 
Critérios de Pontuação 
 
Sobre ! da linha com menos de 30º de vertical 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 37 
Formas 4 & 7 Linha Horizontal Normas de Idade: 2-6 Imitar 
 3-0 Copiar 
Critérios de Pontuação 
 
Sobre ! da linha com menos de 30º de vertical 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 38 
Informação Suplementar 
 
Os mesmos critérios de pontuação são usados tanto para linhas imitadas como para copiadas. 
Ver páginas 15-31 para diferenças na administração do teste. 
 
Imitar Linha Vertical Normas de Idade 
Gesell (74): 40 % com 1-6 anos de idade e 79 % com 2-0 anos de idade têm sucesso…..1-9 
Gesell (75).............................................................................................................. . ……. 2-0 
Griffiths (81): desenho circular.............................................................................. …….. .2-0 
Cattell (35) ………………………………………………………......................................2-3 
Standford- Binet (form LM)……………………………………………………………….3-0 
 
As normas acima mencionadas são baseadas na reprodução das crianças de um traço vertical 
único. Contudo, no Beery VMI, linhas repetidas e orientadas verticalmente pelo examinador 
e criança são também aceitáveis. Umas normas de idade dos 2-0 foram previstas pela 
imitação do Beery VMI. A grande liberdade permitida pelo Beery VMI nesta forma foi eficaz 
na obtenção de respostas em crianças jovens ou tímidas. 
 
Copiar Linha vertical 
Baseado em dados de padronização de 2003, as normas de idade para copiar são dos 2-10. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 39 
Formas 6 & 9 Linha vertical Normas Idade: 2-9 Imitar 
 3-0 Copiar 
Critérios de Pontuação 
 
Sobre ! da linha com menos de 30º de vertical 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40 
Informação Suplementar 
 
Imitar Linha Horizontal Normas de Idade 
Griffiths (81): desenho horizontal............................................................................ ……..1-8 
Griffiths (81): traço horizontal…………………………………………………………….2-0 
Gesell (74): 41 % com 2-0 anos de idade e 95 % com 3-0 anos de idade têm sucesso…...2-6 
Gesell (75)....................................................................................................................... . 2-6 
Cattell (35) ………………………………………………………......................................2-6 
 
É difícil desconsiderar dados de Griffith, mas a imitação de linhas horizontais, ao contrário 
do rabisco horizontal espontâneo em 2-0, era raramente observado pelos autores do Beery 
VMI. 
 
Copiar linha horizontal 
É regularmente comum para crianças mais jovens de 3-0 fazer linhas verticais tentando 
copiar uma linha horizontal. O reverso, fazendo linhas horizontais tentando copiar uma linha 
vertical, é menos comum. Essas descobertas são além disso evidência que as linhas 
horizontais são mais difíceis de fazer do que as verticais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 41 
FORM 10 Cruz Vertical-Horizontal Normas de Idade: 4-1 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Duas linhas intersectadas Não: 
2. Todas as “pernas” pelo menos " de comprimento Não: 
 (Incluindo as extensões) 
3. Pelo menos 1/2 da cada linha nos 20 º de ângulo correcto. Não: 
 
Cotação 1 Não Cotação 
* Exemplos são reduzidos: Partes 
Originais foram passados em mais de 
1 /4 longos 
**Números referem-se a critérios de pontuação enumerados na 
parte superior da página 
 42 
Informação Suplementar 
Imitar Círculo Normas de Idade 
Griffiths (81): desenho circular.............................................................................. ……..1-11 
Gesell (74): 59 % com 2-0 anos de idade e 86 % com 3-0 anos de idade têm sucesso…...2-0 
Gesell (75)....................................................................................................................... . 2-0 
Cattell (35) ………………………………………………………......................................2-6 
A maior parte das experiências indicam que esta tarefa é executada bastante cedo. Contudo, 
os dados reunidos para este estudo sugerem que uma estimativa de idades dos 2-9 para o 
Beery VMI imitam o círculo. 
 
Copiar Círculo Normas de Idade 
Gesell (74).......................................................................................................................... .3-0 
Gesell (75).......................................................................................................................... .3-0 
Stanford-Binet (Forma LM)……………………………………………………………………… 3-0 
Merrill-Palmer ................................................................................................................... .3-3 
Bayley (7) ………………………………………………………………………………...3-4 
 
A estimativa do Beery VMI de 3-0 para copiar o círculo é de acordo com os resultados de 
outros investigadores. 
As crianças abaixo das idades 6-0 tendem a começar um círculo no fundo (isto é, perto dos 
seus corpos) e afastar-se deles, um comportamento que é compatível com a percepção típica 
que eles estão no centro do universo. A Direccionalidade é basicamente percebida como 
longe de mim ou em direcção a mim e não em termos de direita, esquerda, em cima, ou em 
abaixo. O centro esquerdo-direito da criança é a coluna vertebral, e o centro total parece ser a 
testa. As crianças acima da idade 6-0 normalmente começam perto do topo do círculo e 
fazem os movimentos iniciais em direcção aos seus corpos. 
Ao contrário da crença comum, as crianças entre as idades 3-0 e 6-0 tendem a fazer círculos 
mais pequenos do que as outras crianças. Contudo, as reproduções das crianças mais velhas 
são mais exactas no tamanho. 
 43 
Forma 11 Linha Obliqua Direita Normas de Idade: 4-4 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Uma só linha (Extensão OK) não: 
2. Pelo menos 1 / 2 da linha dentro de 110 º -160 º não: 
 
3. Nenhuma mudança abrupta de direcção não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 44 
Informação Suplementar 
 
Imitar Cruz Normas de Idade 
Gesell (74): 3% com idade 2-0 e 77% com idades 3-0 têm sucesso................................ .2-10 
Gesell (75).......................................................................................................................... .3-0 
 
Os autores não fizeram nenhum trabalho sistemático com a cruz imitada mas consideram 
uma estimativa demasiado baixa da tarefa; 3-3 é provavelmente mais fechada. 
 
Copiar Cruz Normas de Idade 
Gesell (74): 55% com idade 4-0 e 53% com idade 5-0 têm sucesso ……………………..4-0 
Gesell (75)...........................................................................................................................4-0 
Merrill-Palmer (1948) ……………………………………………………………………4-6 
A realização próspera desta forma é principalmente dependente da capacidade da criança de 
cruzar a linha vertical com uma linha horizontal contínua. Há alguma evidência para indicar 
o padrão de desenvolvimento seguinte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese Estadio Estadio Estadio Estadio 
 Tendencial A B C D 
 
 45 
As reproduções desta forma para crianças até à idade de 4-6 anos frequentemente expõem 
uma linha vertical forte e uma linha horizontal não tão segura. A segmentação (Etapa B) é 
definitivamente um traço imaturo que ocorre muitas vezes na linha horizontal. Pensa-se que 
este facto está relacionado com o fenómeno a que Kephart (104) se refere como cruzamento 
da linha média. Por comparação à coluna vertebral como a linha média do corpo, as 
crianças têm dificuldade em fazer um movimento suave para lá da linha média, 
provavelmente porque elas têm de inverter naquele ponto um movimento em direcção a si 
para um movimento contrário. A dificuldade é normalmente observada em actividades com 
uma grande escala espacial como trabalhos manuais mas podem ocorrer com adolescentes 
mesmo em trabalhos escritos a lápis. A inversão da leitura e escrita são muitas vezes 
baseados em problemas da linha média em idades mais velhas. 
De acordo com a discussão do problema por Kephart, os autores observaram que uma 
criança que segmenta a linha horizontal muitas vezes desenha o segmento esquerdo da 
esquerda para direita e o segmento direito da direita para esquerdo (ou a combinação 
inversa). 
 
O Vereecken (231) informou que uma criança que segmenta a linha horizontal desenhará 
até a linha média e para, ainda que depois o examinador tenha de manualmente guiar a mão 
da criança pela linha média várias vezes. Ele além disso observou que a capacidade de fazer 
estruturas verticais com blocos precede aquele de fazer estruturas horizontais semelhantes. 
 
 
 46 
Forma 12 Quadrado Normas de Idade; 4-6 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Quatro lados claramente definidos (ângulos não precisam de ser angular) não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 47 
Informação Suplementar 
 
Copiar Linha Obliqua Direita 
O Vereecken (231) citou um relatório de que a linha oblíqua direita não foi reproduzido até 
5-6 a 6-0 e que a linha oblíqua esquerda não foi reproduzida até 6-0 a 6-6. O Vereecken 
encontrou contudo que, muitas crianças com cinco anos de idade podem executar essas 
tarefas. Bender (21) sugeriu que as linhas oblíquas não fossem copiadas correctamente até a 
idade dos nove aos dez. 
Parece haver pouca questões de que os oblíquos desenvolvem depois do que as linhas 
verticais e horizontais e que o oblíquo direito precede do oblíquo esquerdo, pelo menos para 
individuais dextro. Contudo, os dados do Beery VMI mais extensos não apoiam estimativas 
precoces acerca de níveis de idade aos quais as linhas oblíquas são realizadas. 
Os dados presentes sugerem a seguinte progressão de desenvolvimento na realização de 
linhas oblíquas: 
 
 Síntese 
Tendencial Estadio A ou Estadio B ou Estadio C 
 48 
Muitos dos primeiros erros consistem em linhas horizontais direitas. O Vereecken (231) 
indicou que a execução das linhas oblíquas necessita de coordenação simultânea de 
movimentos verticais e horizontais. Os mais recentes êxitos mostram evidência de 
dificuldades com tal coordenação, com excursões em movimentos verticais ou horizontais 
simples, como na Estadio B acima desenhada. As crianças podem perceber a obliquidade e 
ter a capacidade motora de executar linhas oblíquas muito antes de que elas possam 
reproduzi-las. 
O cruzamento da linha média pode ser a base para produções da Estadio B. Isto pode ser 
verificado tendo a criança de copiar linhas oblíquas para a direita e esquerda da linha média. 
Em idades mais avançadas, movendo o livro de uma criança para a esquerda e/ou para a 
direita,por vezes, reduz as reversões à medida que a criança é ensinada a atravessar a linha 
média de uma forma fácil. 
 
 
 49 
Forma 13 Linha Obliqua Esquerda Normas de Idade: 4-7 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Uma só linha (Extensão ok) não: 
2. Pelo menos 1 / 2 da linha dentro de 110 º -160 º não: 
3. Nenhuma mudança abrupta de direcção não: 
 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 50 
Informação Suplementar 
 
Copiar Quadrado Normas de Idade 
Stanford-Binet (Forma L, LM)…………………………………………………………………...4-0 
Gesell (75).......................................................................................................................... .4-6 
Gesell (74): 53% com idade 5-0 têm sucesso ................................................................... .5-0 
Na maior parte das avaliações de cópias de lápis do quadrado, a atenção é focada aos 
ângulos de reprodução. Há boas razões para isto porque o quadrado é normalmente a 
primeira forma apresentada às crianças o qual requer que eles desenhem numa direcção, 
parem a linha numa área regularmente específica, e que continuem numa direcção diferente. 
O Kephart (88) reconheceu a importância desta capacidade de parar e modificar a direcção e 
observou que a sua ausência se associa muitas vezes com a patologia em crianças mais 
velhas. Contudo, os desvios em ângulos do quadrado também ocorrem frequentemente em 
todos os limites de idade da presente amostra para os autores considerá-los como critérios 
de êxito na forma. Parece que muitas das crianças antes de ter pelo menos seis anos de idade 
conseguem produzir quatro bons ângulos. De facto, os losangos parecem ser mais 
informativos da capacidade de parar-e-ir, já que tanto as voltas obtusas como as agudas são 
requeridas. 
Quatro-sidedness parece ser o melhor critério de êxito no quadrado. Empiricamente, este 
critério provém da mais simples e da mais fiável base para a pontuação. A experiência dos 
autores apoia o argumento de Vereecken (231) de que a percepção da relação espacial entre 
os lados do quadrado são estreitamente relacionado com a realização desta forma. 
 
 
 
 
 
 
 Síntese Estadio Estadio Estadio Estadio 
 Tendencial A B C D 
 51 
 Algumas crianças copiam um quadrado com a seguinte forma : . Tais construções 
indicam que essas crianças viram os ângulos e realizam algo que deve ser feito sobre eles. 
Contudo, apesar da capacidade de perceber e reproduzir as linhas verticais e horizontais 
direitas das quais o quadrado é composto, eles não foram capazes de organizar esses 
componentes. Se eles tivessem sido capazes de fazer assim, eles teriam desenhado pelo 
menos algo como isto . As crianças que organizam as linhas de tal maneira quase 
sempre vão completar os quatro ângulos . 
 
 
 
 52 
FORMA 14 Cruz Oblíqua Normas de Idades: 4-11 
Critérios de Pontuação 
 
1. Duas linhas intersectadas não: 
2. As linhas formam ângulos entre 20º e 70º e entre 110º e 160º e não: 
 entre 110º e 160º. 
3. As mais extensas de 4 “pernas” não ampliadas, não mais não: 
do que duas vezes maiores que as mais curtas (não incluindo as extensões) 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 53 
Informação Suplementar 
 
Copiar Linha Oblíqua esquerda 
Foi mencionado anteriormente que a reprodução da linha oblíqua direita frequentemente 
ocorre mais cedo do que a da linha oblíqua esquerda, sendo que alguns o estimam na 
totalidade de um ano. (Ver a discussão geral das oblíquas que acompanha a Forma 11.) 
Contudo, isto aplica-se mais aos indivíduos dextros do que aos indivíduos canhotos. Além 
disso, a diferença de idade na realização é contestável. Os dados dos autores indicam que o 
oblíquo esquerdo é executado, em média, dentro de três a seis meses depois do oblíquo 
direito. Esta diferença pode ser atribuída a dificuldades mecânicas e não a diferenças 
perceptuais. 
Indivíduos dextros normalmente têm uma visão completa da reprodução quando constroem o 
direito oblíquo. Contudo, quando reproduzem o oblíquo esquerdo, eles não podem ver onde 
apontar a linha porque as suas mãos e os pulsos obstruem a sua visão. 
 
 54 
FORMA 15 Triângulo Normas de Idades: 4-11 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Três lados claramente definidos não: 
2. Um ângulo mais elevado do que outro não: 
 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 55 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Amostras aleatórias em cada idade 
 
Imitar Cruz Normas de Idade 
Stanford-Binet (Forma M)…………………………………………………………………………3-6 
 
A Imitação da cruz oblíqua pode preencher a lacuna de idade entre o círculo copiado e a cruz 
horizontal-vertical copiada. O examinador que quer que a criança imite a cruz oblíqua deve 
esperar até que esta tenha concluído o Beery VMI. 
 
Cruz Copiada 
Alguns dos fenómenos em desenvolvimento observados nas primeiras formas aparecem 
aqui: 
1. As linhas verticais e horizontais são desenhadas antes das linhas oblíquas. 
2. O direito oblíquo é reproduzido antes do oblíquo esquerdo. 
3. Há dificuldade em cruzar a linha média. 
 
Observe que ambas as linhas oblíquas podem necessitar do cruzamento da linha média. A 
segmentação de cada uma ou ambas as linhas é frequentemente encontrada nas primeiras 
tentativas.
 
 Resumo 
Tendencial 
 56 
FORMA 16 Quadrado Aberto e Círculo Normas de Idade: 5-6 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Não mais do que 1/16”separação ou sobreposição das formas não: 
2. Sem grandes distorções do círculo ou quadrado aberto não: 
3. Altura do círculo e do quadrado dentro de 2 a 1 de proporção não 
4. O bisector do círculo que passa pelo ângulo do quadrado não 
 tem que se projectar dentro do quadrado. 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 57 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
 
Copiar Triângulo Normas de Idade 
Gesell (74): 40% em idade 5-0 e 95% em idade 6-0 têm sucesso …………………………5-3 
Gesell (75) ………………………………………………………………………………….5-0 
 
Esta forma emerge um tanto repentinamente. Como com o quadrado, a circularidade é a 
tendência principal que a criança deve superar. Contudo, o problema é mais difícil no caso 
do triângulo porque as linhas oblíquas devem ser coordenadas. 
Observe a coerência com a qual as formas horizontal-vertical precedem das formas oblíquas 
similares: vs , vs , e vs . 
Observe também que as formas fechadas seguem das formas abertas similares: vs. 
 e vs. . 
 
É altamente excepcional para a linha de base do triângulo partir mais do que poucos graus 
para a horizontal depois da idade de 7-0. 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 58 
FORMA 17 Três LinhasCruzadas Normas de Idade: 5-9 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Três linhas intersectadas não: 
2. A lacuna de intersecção não pode ter mais de 1/8” de altura não: 
3. Acima de 1/2 da linha horizontal dentro dos 15 º correctos não: 
4. Acima de metade das diagonais a mais de 10º da vertical não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 59 
Informação Suplementar 
 
Idade Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embora as etapas de desenvolvimento desta forma sejam difíceis de determinar, deve ser 
observado que a colocação dos círculos no ângulo direita mais baixa do quadrado aberto 
normalmente não ocorre antes da idade 5-0. 
Esta forma é uma de várias nas sequências que parece ampliar as dificuldades visuo- 
motoras. Os fracassos são normalmente óbvios. Mesmo as ilustrações de Não Cotagem na 
página oposta não reflectem totalmente o grau de distorção que é característico em crianças 
abaixo da idade 5-0 ou crianças mais velhas que têm problemas visuo-motores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Resumo 
Tendencial 
 60 
FORM 18 Setas Direccionais Normas de idade: 6-5 
 
Critérios de pontuação 
 
1. Ausência de pontas invertidas ou "flutuantes" (ver página 51) não: 
2. Pontas afiadas nas extremidades não: 
3. Nenhuma confusão direccional 
4. As 4 pernas mais longas não mais do que o dobro da diferença entre si não: 
5. Também se aplicam todos os critérios para a Forma 10 na página 44 não: 
 
Cotação 1 Não Cotação 
 
 
 
 
*Abertura ao abrigo 1/32 " permitida 
 61 
Informação Suplementar 
 
Idade Amostras aleatórias em cada idade 
A forma 17 diferencia-se da forma de Merrill-Palmer (norma de idade: 5-0), que tem 
ângulos iguais entre todas as linhas. Contudo, os sujeitos imaturos tendem a desenhar linhas 
horizontais em ambos os casos. 
A forma 17 está mais sujeita à segmentação no ponto central do que algumas outras formas 
de cruzamento. Ver Kephart (104) quanto ao problema da linha média. Observe que as 
crianças podem deslocar os seus corpos para a esquerda ou para a direito ao estímulo para 
evitar o problema. O deslocamento não deve ser permitido durante a prova. 
Cada um encontrará reproduções que expõem ângulos obtusos mais superiores e baixos 
dispersados por toda a variedade de idades 5-0 por l1-11. Contudo, não é aproximadamente 
antes de 13-0 que esta dimensão aparece com coerência. Estas reproduções mais tardias são 
caracterizadas por um maior bloqueio dos ângulos apropriados em relação ao que existe no 
estímulo. Em geral, os exageros desta forma são encontrados além do nível de idade ao qual 
uma dimensão da forma é realizada. Normalmente a criança está simplesmente a acentuar a 
consciência da dimensão.
 
 Síntese 
Tendencial 
 62 
FORMA 19 DUAS Dimensional Rings Normas de idade: 6-8 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Três círculos sobrepostos que mostram sete não: 
 aberturas. não: 
 A abertura triangular no centro deve aparecer. 
2. Um círculo claramente abaixo dos outros. 
(Posição pode ser verificada conectando 
os pontos intermédios do círculos para formar um triângulo. 
O lado menor do lado do triângulo deve afastar-se 20 º 
ou mais na horizontal). 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 63 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
2-0 
3-0 
4-0 
4-4 
4-6 
5-6 
6-5 
 
O facto de que os pontos, se fossem estendidos, formariam os lados de um quadrado 
inclinado é realizado só por algumas crianças, até nos grupos de maior idade. Os pontos são 
frequentemente mais agudos nas reproduções do que são no estímulo, onde eles são ângulos 
de 90º. 
 
Esta forma é particularmente valiosa como um indicador de uma criança jovem estar a 
desenvolver a direccionalidade. Contudo, ele apresenta um pouco de um problema de 
pontuação nas crianças mais velhas, que tendem a copiá-lo rapidamente porque isso está ao 
alcance do seu controle sem dificuldade. Os pontos flutuantes entre essas crianças são 
regularmente comuns como um resultado. Por isso, permita fazer pontos flutuantes de não 
mais do que 1/16 de uma polegada se a reprodução estiver de outra maneira bem e a criança 
tenha êxito em cada uma das três seguintes formas. 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Nenhuma resposta 
 
Linhas vertical-horizontal 
 
Algumas indicações de pontos 
 
Pontos em todos os fins 
 
Desenvolvimento de pontos em forma-V 
 
Melhor controlo de pontos 
 
Controlo adequado 
 
 
 64 
20 Triângulo Seis-Círculos Normas de Idades: 7-5 
 
 Critérios de Pontuação 
 
1. Seis Círculos não: 
2. A linha de referência, pelo menos, um outro lado "recto" 
 (ou seja, a linha pontilhada dos centros de dois não: 
 círculos exteriores têm, pelo menos, que tocar os limites 
 dos círculos entre eles) 
3. A linha de referência dentro de 10 º de horizontal não: 
4. Espaço entre círculos do mesmo lado não mais do que 2 a 1 não: 
 
Cotação 1 Não Contagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 65 
Informação Suplementar 
 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
3-0 
3-10 
4-6 
5-0 
6-0 
 
6-8 
8-0 
 
Nenhuma mudança é essencial observar além da idade 8-0. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Resposta mínima 
Grupo de círculos 
Duas ou mais uniões 
Melhor agrupamento 
Outros posicionamentos, mas 
sobreposição incompleta 
 
 
Reproduções essências 
 
Razoavelmente arredondadas e 
equilibradas 
 
 66 
FORMA 21 Círculo e Quadrado Normas de Idades: 7-5 
 
 Critérios de Pontuação 
1. Quadrado quatro-ângulos e um círculo não: 
2. Ângulos opostas dentro de 10 º dos verticais e horizontais não: 
3. O Quadrado “Toca” o círculo num ângulo fechado não: 
4. Lacuna não mais de 1/6 ou sobreposição de formas não: 
5. Contacto do ângulo dentro de metade 1/3 do círculo não: 
6. Alturas do círculo e do quadrado não mais do que 2 a 1 proporção não: 
 
Cotação 1Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 *Exemplos reduzidos. 
 As lacunas originais foram por cima de 1/16'. 
 
 67 
Informação Suplementar 
 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
3-0 
4-0 
4-6 
5-4 
 
6-0 
7-5 
12-0 
 
Os lados arredondados são o aspecto principal de pontuação porque são claramente uma 
tendência imatura. A localização precisa é normalmente adquirida pela construção dos 
círculos dos cantos, primeiro, e, em seguida, pela inserção dos restantes círculos entre os 
cantos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Pouca ou nenhuma resposta 
Dois ou mais círculos 
Forma fechada emergente 
Forma fechada, arredondadas ou 
curvas 
 
Triangularidade emergente 
Dois lados direitos 
Círculos e colocações precisas 
 
 68 
FORMA 22 Lozango Vertical Normas de Idade: 8-1 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Quatro bons cantos (abertura sob 1 / 16 ") não: 
2. Horizontal dentro de 170 º -190 º não: 
3. Não dog-ears (ver página seguinte) não: 
4. Menor lado, pelo menos, 2 / 3 do lado maior não: 
5. Ambos os ângulos agudos deve ser de 60 º ou menos não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 69 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
3-0 
4-0 
4-6 
5-0 
5-8 
 
6-4 
7-11 
 
A Forma 21 é um dos melhores exemplos da sequência do conceito de integração 
hierárquico de Werner's (238). O primeiro exemplo acima para a idade 5-0 podem 
apresentar-se como uma melhor reprodução do que o último exemplo a idade 5-8 ou o 
terceiro exemplo da idade 6-4. No entanto, a criança mais velha tem tentado acrescentar uma 
dimensão (inclinação do quadrado), que a criança mais jovem não tem. Até a dimensão 
adicional estar integrada, as reproduções não são tão nítidas como o exemplo 5-0, que é 
integrada a um nível inferior. As duas partes estão muitas vezes separadas por a criança que 
está a tentar integrar uma nova dimensão. No entanto, nesta forma e nas outras a separação 
das componentes pode indicar uma dificuldade generalizada em integrar partes num todo 
coeso. Neste último caso, a separação ocorre mesmo em formas que a criança controlou de 
outra forma. 
 
Como a Forma 16, esta forma parecem ampliar as dificuldades visuo-motoras nas crianças. 
As distorções para crianças com estas dificuldades estão aptas a ser a ser destacadas. 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
 
 
Uma ou duas formas circulares 
Duas formas fechadas, uma angular 
Quadrado ou plano horizontal 
 
Quadrado inclinado, frequentemente 
separado 
 
 
Desequilibrada, mas é fechada 
 
Equilibrada, toca a mediana do círculo 
 
 70 
FORMAS 23 Triângulos Inclinados Normas de Idade: 8-11 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Dois triângulos não: 
2. Dois ângulos do triângulo interno tocam claramente a média 1/3 
 dos lados exteriores dos triângulos. Terceiro ângulo dentro de 1/16" de não: 
 tocar limpa (pode um e outro debaixo ou sobreposição). 
3. O ângulo esquerdo do triângulo exterior dentro de 60 º a 120 º não: 
4. O lado direita do triângulo exterior inclina em 100 º ou mais não. 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 71 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
3-0 
 
 
4-0 
 
 
5-0 
 
 
5-8 
 
 
6-10 
 
 
8-1 
 
 
 
Na Stanford-Binet (Forma LM), o losango vertical foi considerada como uma tarefa 7-0. 
Deve notar-se que a parte superior e inferior dos ângulos (45 º) da Forma 22 são mais agudas 
do que as do losango Binet. Isto é a representação exacta relativamente a estes ângulos de 
45º que é o principal critério da Forma 22. Tal como acima demonstrado, a tendência 
imatura é para fazer ângulos agudos muito grandes. 
 
A dobra (dog-earing) é um comportamento que merece atenção. As crianças imaturas têm 
dificuldade transformar o ângulo; a dobra introduz uma linha extra e um ângulo extra para a 
forma. A criança madura (muitas vezes preenche à pressa o formulário que está dentro das 
suas capacidades) pode deslizar dentro e fora de um ângulo, introduzindo desse modo uma 
ligeira curva nas linhas perto do ponto, mas não acrescenta linhas e ângulos extras. Este 
comportamento não é penalizado, a menos que seja extremo. 
 
Imatura (Dog.-eared) Matura (Curva) 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Linhas verticais 
 
 
Reflexões da Vertical e rectas 
 
 
Forma fechada com ângulos 
 
 
Quadrado 
 
 
Definitivamente alongada 
 
 
Angularidade aceitável 
 
 72 
FORMA 24 Círculo de oito pontos Normas de Idade: 9-6 
 
 Critérios de Pontuação 
 
1. Oito pontos, círculos, ou traços não: 
2. Circularidade: não adjacentes três pontos caem numa linha recta não: 
3. Espaçamento: maior espaço entre quaisquer dois 
 pontos não mais do que duas vezes do espaço menor não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 73 
Informação Suplementar 
 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
 
4-0 
5-0 
6-0 
 
7-6 
 
8-11 
10-0 
12-0 
 
 
A tendência imatura é para produzir a forma interior flutuante. 
O declive correcto da forma e a representação exacta do ângulo de 90 º do triângulo exterior 
são observados antes das idades 8-0. No entanto, estes dois factores estão raramente 
coordenados antes das idades 8-7. 
A hipotenusa do triângulo exterior é geralmente muito curta em crianças até aos 12 anos, 
mas essa variável não demonstra confiança suficiente para ser incluído nos critérios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Só, formas fechadas 
Delimitada forma que flutua 
 
Dois triângulos, um ou vários 
ângulos a tocar os lados 
 
Todos os ângulos tocam-se ou 
sobrepõem-se 
 
Aceitável 
 
Poucas mudanças 
 
Declive e alongamento são 
integrados 
 
 74 
FORMA 25 Hexágono Wertheimer ´s Normas de Idade: 10-2 
 
Critérios de pontuação 
 
1. Todas as partes indicadas não: 
 (Um dos mais ângulo obtuso pode ser arredondado) 
2. Inexistência da evidência de confusão na direccionalidade dos ângulos não: 
3. Sobreposição claramente demonstrado, mas não extrema não: 
 
Cotação 1 Não Cotação 
 75 
InformaçãoSuplementar 
 Informação Suplementar 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
4-0 
5-0 
6-0 
7-0 
8-0 
9-6 
 
13-0 
 
Muitas crianças fazem completamente pontos circulares de idade dos oito até aos 15. Pontos 
grandes e preenchidos são comuns entre as idades dos cinco aos oito anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Enormes postos 
Relativamente círculo redondo 
 
Próximo pontos e formas; consciência 
alguns números 
 
 
Aceitável; correcto número de pontos 
 
Cuidadosa colocação de pontos 
 
 76 
FORMA 26 Losango Horizontal Normas de Idade: 10-11 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Quatro bons ângulos (abertura sob 1 / 6 ") não: 
2. Ambos os ângulos agudos 60 º ou menos não: 
3. Eixo horizontal dentro de 170 º a 190 º não: 
4. O lado menor com, pelo menos, 2/3 do lado maior não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 77 
Informação Suplementar 
 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
4-0 
4-4 
6-0 
6-6 
7-6 
8-6 
10-2 
12-0 
 
A organização espacial geral das formas é atingida cerca dos 6-0 anos de idade com gradual 
melhoria na coordenação das partes até 10-2 anos de idade, quando todas as partes estão 
praticamente organizadas. No entanto, os pontos de intersecção das formas nem sempre são 
precisos. A verdadeira ordem das formas como um todo coordenado não é consistentemente 
alcançada até à idade de 12 ou 13. 
 
Relativamente a esta e outras formas complexas, por vezes as crianças mais velhas esboçam 
com pontos. Esses comportamentos são aceitáveis, se não forem usados para corrigir erros. 
 
As distorções feitas pelas crianças mais velhas tendem a ser bastante óbvias. Uma das mais 
frequentes é a separação de duas figuras. 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Formas de plano único 
Uma ou duas formas fechadas 
 Tocando ou sobreposição 
 
 
 
Aceitável 
Razoavelmente limpo e exacta 
 
 78 
FORMA 27 Círculos Tridimensional Normas de Idade: 11-2 
 
 Critérios de Pontuação 
 
1. Três círculos completas, com linha dupla. não: 
2. Todos os círculos devem estar sobrepostos não: 
3. Pelo menos uma clara sobreposição a 3-D não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 79 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
4-0 
4-4 
5-4 
6-0 
6-6 
8-0 
9-0 
10-11 
 
 
Gesell indicou que 9% das crianças com cinco anos de idade e 61 % com seis anos de idade 
reproduzem adequadamente o losango horizontal. Os ângulos laterais (45 º) da Forma 26 são 
mais agudos do que os losangos de Gesell, que é responsável por uma grande parte da 
diferença de normas de idade entre as duas. 
 
A tendência para reproduzir um formato quadrado é ainda mais forte no losango horizontal 
do que é no losango vertical. Estes resultados empíricos talvez tenham a ver com a ilusão 
vertical-horizontal. 
 
Os critérios e os exemplos de Cotação / Não Cotação são semelhantes, tanto para o losango 
vertical e horizontal. No entanto, o losango horizontal tem uma pontuação menos rigorosa. 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Fechado, forma angular 
Plano quadrada ou rectangular 
Tentativas de rotação 
Quadrado rodado 
Alongamentos definidos 
 
 
 
Equilíbrio e angularidade regular 
 
 80 
FORMA 28 Cubo de Necker Normas de idade: 12-8 
 
 Critérios de Pontuação 
 
1. Correcto número de partes não: 
2. Correcta Orientação não: 
3. Não evidência de confusões não: 
 
Cotação 1 Não Contagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 81 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
4-3 
5-6 
 
6-8 
 
11-2 
 
 
 
 
As primeiras tentativas bem sucedidas normalmente resultam após a criança ter construído 
um círculo completo de dupla-linha com o segundo e o terceiro círculo toca no limite do 
primeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Vários círculos agrupados 
Razoável Agrupamento: círculos 
única-linha 
 
Duplo círculo e um melhor 
posicionamento 
 
Um ou mais sobreposição 
tridimensional 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ver os exemplos na página anterior 
 82 
FORMA 29 Caixa Afunilada Normas de Idades: 13-2 
 
Critérios de Pontuação 
 
1. Formar exteriormente um paralelograma (pode ser quadrado) não: 
2. A forma interior como rectângulo horizontal não: 
3. A forma interior claramente deslocada para a direita e para baixo não: 
 (linha diagonal inferior-direita menor) 
4. Nenhuma confusão ou distorção não: 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 83 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
4-0 
5-9 
 
7-0 
9-0 
 
10-0 
12-8 
 
 
Nas reproduções destas formas, é comum encontrar todos os aspectos da figura inversa, em 
vez de partes. Isto é, enquanto parte da percepção é preservada, mas a direccionalidade 
parece ser ignorada. Quando uma criança não se apercebe da cópia inversa como diferente 
do modelo, isto indica lapso de direccionalidade. A criança que realmente vê as coisas para 
trás também verá a cópia para trás e irá notar que é diferente do modelo. 
 
As reproduções destas formas, podem depender mais da análise cognitiva do que no caso de 
outras formas na sequência. Percebendo o cubo como dois quadrados que se sobrepõem num 
ângulo e que se juntam em ângulos correspondentes através de diagonais parece facilitar a 
sua reprodução. 
 
 
 
 
 
 
 
Síntese 
Tendencial 
 
Formas fechadas e únicas 
Linhas externas e internas 
rectangulares. 
 
Estrutura Parcial 
Bom começo, mas confusões 
angulares 
 
Quase adequado 
 
Adequado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ver os exemplos na página anterior 
 
 84 
FORMA 30 Estrela Tridimensional Normas de Idade: 13-2 
 
Critérios de População 
 
1. Todos os ângulos do triângulo ultrapassam lados opostos não: 
2. Um lado por cima e outro por baixo do mesmo triângulo 
3. Nenhum extrema distorção 
 
Cotação 1 Não Cotagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 85 
Informação suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento TendencialAmostras aleatórias em cada idade 
 
3-0 
4-0 
5-0 
 
5-7 
5-10 
 
 
7-0 
 
 
8-6 
 
9-0 
10-0 
11-0 
 
 
13-2 
 
14-6 
 
 
A tendência geral de desenvolvimento nem sempre é aditiva. Uma conquista relativamente 
cedo, como a rectangularidade da forma exterior pode desaparecer temporariamente durante 
a realização de um passo posterior, como a deslocação para baixo da forma interior. Quando 
o correcto posicionamento da forma interior é a primeira tentativa, o exterior tende a tornar-
se novamente de forma quadrada. Existe uma forte tendência para exagerar na nova 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
 
Desenhar 
Círculos ou quadrados 
Linhas directas 
 
Linhas diagonais 
Todas as peças expostas: tendem 
a ser quadradas e simétricas 
 
Um pouco neater; algumas 
formas rectangulares 
 
Forma de fora rectangular: 
forma do interior deslocação 
direita. 
 
Forma interior rectangular 
 
Poucas Mudanças 
 
Perto, especialmente em 
intersecções 
 
Deslocações para baixo da forma 
interior 
 
Quase total integração das 
proporções e espaço. 
 
 86 
conquista, por exemplo, a forma interior é frequentemente deslocado muito mais do que 
aquilo que é necessário. 
 87 
Resumo da Contagem 
Pontuadores experientes vão encontrar as informações nesta secção útil para relembrar dos critérios básicos de pontuação para Formulários 4-30. 
 
Resumo Pontuação 
Nº Forma Critérios Cotação Não Cotação 
4 
& 
7 
 
Sobre ! da linha com menos de 30º de vertical. 
 
 
5 
& 
8 
 
 
 
 
 
 
Sobre ! da linha com menos de 30º de Horizontal. 
 
 
6 
& 
9 
 
Altura / largura não superior a 2 a 1de proporção 
 
 
 
 10 
 1.Duas linhas intersectadas 
2. Todas as partes pelo menos 1/4” 
3. Pelo menos 1/2 da linha dentro de 20 º 
 
 
11 
 
 1. Única linha (extensões Ok) 
2. + ! dentro de 110º a 160º 
3. Não mudanças abruptas de direcção 
 
 
12 
 
 
Quatro lados claramente definidos 
 
 
13 
 
 1. Linha só (Extensão ok) 
2. ! + dentro de 20º a 70º 
3. Nenhuma mudança abrupta de direcção 
 
 
14 
 
 
 
 
1. Duas linhas intersectadas 
2. Ângulos entre 20º e 70º e entre 110º e 160º 
3. Nenhuma mudança abruta de direcção 
 
 
15 
 
1. Três lados claramente definidos 
2. Um ângulo mais elevado do que outros 
 
 
 
16 
 
 
1. Lacuna de 1/16” 3. Altura 2 a 1 de proporção 
2. Nenhumas distorções 4. Bisector Ok 
 
 
17 
 
 
1. Todas intersecções 3. Horizontal 15º 
2. Abertura 1/8” 4. Diagonais 10º 
 
 88 
Informação Suplementar 
 
 
 
Idade Desenvolvimento Tendencial Amostras aleatórias em cada idade 
 
4-6 
5-6 
8-0 
11-0 
13-8 
 
 
 
Um cuidado especial deve ser exercido em determinar se ambas as sobreposições 
subjacentes foram alcançadas no mesmo triângulo. É comum, mas inaceitável, se a 
totalidade ou parte de um triângulo está sobreposta sobre a outra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Síntese 
Tendencial 
 
Forma angular, fechada 
Triângulo, duas únicas linhas 
Triângulo, dupla linha 
Tridimensional mas inadequado 
 
Adequado 
 
 
 Ver exemplos na página anterior 
Resumo Pontuação 
Nº Forma Critérios Cotação Não Cotação 
 
18 
 1. Não inversão 3. Não multidireções 
2. Pontos pontiagudos 4. Longo 129 Muito Alto 2 
 120 – 129 Alto 7 
 110 – 119 Acima da média 16 
 90 – 109 Média 50 
 80 – 89 Abaixo da média 16 
 70 - 79 Baixo 7 
e abaixo desta média podem ser definidas por números de desvios standard, tais como 
“Muito Alto” como três desvios standard acima da média. 
De que forma é que as pontuações e os erros de medição standard (EMS) estão 
relacionados? Usando o Beery VMI como exemplo, se uma pontuação standard obtida é 
100, a verdadeira pontuação a nível estatístico pode, na verdade, estar algures entre 95 e 
105 para a maioria dos grupos etários porque o EMS para uma pontuação standard 
Beery VMI é de mais ou menos cinco pontos. Uma das vantagens das pontuações é que 
elas permitem comparações estatísticas válidas entre diferentes testes, incluindo 
 92 
resultados de testes do corrente Beery VMI com quaisquer sistemas de pontuações 
prévias. 
 
Pontuações Escalada 
As pontuações de escala têm as mesmas propriedades estatísticas que as pontuações 
standard à excepção de que elas têm uma média de 10 e um desvio standard de 3, o que 
as torna medidas (mais gerais) mais irregulares do que as pontuações standard. As 
pontuações de escala e as pontuações standard podem ser facilmente convertidas em 
medias de uma tabela tal como a do Apêndice D. Contudo, a maioria dos pais e 
indivíduos sem uma origem estatística não percebem facilmente as diferenças em 
pontuações de escala como o fazem com pontuações standard. 
 
Stanines, NCE’s e outras pontuações normalizadas 
Estas pontuações, como as pontuações de escala, são essencialmente o mesmo que as 
pontuações standard, mas têm médias e desvios standard diferentes. Cada uma tem as 
suas vantagens e desvantagens em relação à pesquisa e outros fins práticos. Os Stanines, 
por exemplo, têm uma média de 5 e um desvio standard de 2. Isto torna os stanines 
pontuações ainda mais irregulares (mais gerais) do que as pontuações de escala. 
 
Percentis 
Apesar de os percentis terem uma relação paralela com as pontuações standard e outras 
pontuações normalizadas que diferem significativamente. Percentis não são unidades de 
medição iguais. Isto é, a diferença entre o percentil 50 e 60 é muito mais pequena do 
que a diferença entre os percentis 70 e 80. Assim, os percentis não podem ser 
legitimamente adicionados, calculados na sua média, ou, por outro lado, tratados 
matematicamente como as pontuações standard. Ainda assim, os percentis são úteis 
para fins de comunicação com muitas pessoas porque eles estão relacionados. 
 
 
Equivalência de Idade e de Classificação 
Uma vez mais, deve ser realçado que apesar das equivalências de idade e cotação ainda 
serem de uso popular, elas devem ser usadas com precaução, ou até evitadas, de acordo 
com peritos e organizações profissionais de referência em testes (1). Uma vez que não 
são unidades de medição iguais, elas são facilmente mal interpretadas. A informação de 
 93 
equivalência de idade é fornecida no Apêndice B porque algumas instituições ainda 
exigem estas pontuações. 
 
 94 
Perfis 
Uma caixa de Perfil na capa do folheto de teste do Beery VMI, abaixo exposta, fornece 
um lugar adequado para registar e traduzir em gráfico as pontuações standard, os 
percentis, e outras equivalências de pontuação não processadas. Os resultados para os 
testes suplementares de Percepção Visual e a Coordenação Motora também podem 
registados aqui. Se desejar representar em gráfico os pontos fortes e fracos relativos de 
um aluno, talvez para fins de comunicação com o aluno ou os pais, este perfil pode ser 
útil. A capa do folheto facilita o preenchimento fácil e a rápida referência de pesquisa 
porque contém o nome e data de nascimento da criança. 
 
 
Um ponto forte individual, em comparação com os pontos fortes de uma população 
normativa, é indicado pela pontuação de um teste que está acima da média, e um ponto 
fraco é indicado por uma pontuação de teste abaixo da média. As escolas devem 
frequentemente definir a média como os 50% médios das pontuações entre os percentis 
25 e 75. Outra definição comum de média é um desvio standard abaixo ou acima da 
média, uma media de 68% da população normativa. Se esta última definição for 
utilizada, as pontuações standard entre 85 e 115 são a média para cada um dos testes de 
Beery VMI. Os equivalentes da pontuação standard para as pontuações não processadas 
 95 
do Beery VMI, de acordo com as idades cronológicas das crianças, são fornecidas no 
Apêndice C. 
 
Recorde que as pontuações de testes não são exactas. A verdadeira pontuação de um 
indivíduo pode recair dentro de um leque de pontuações que depende de um erro de 
medição standard (EMS) desse teste em particular. Consequentemente, se quiser 
comparar a pontuação de um teste de Beery VMI de um indivíduo com outra pontuação, 
tal como a pontuação de teste suplementar de Percepção Visual ou Coordenação Motora 
de Beery VMI, o EMS de cada teste deve ser levado em consideração. Por exemplo, se 
uma criança receber uma pontuação standard de 90 no Beery VMI e 100 na Percepção 
Visual, as duas pontuações não são provavelmente significativamente diferentes porque 
os seus EMS’s se sobrepõem. Se um EMS é adicionado ou subtraído a cada pontuação, 
a verdadeira pontuação Beery VMI seria entre 85 e 95 e a verdadeira Percepção Visual 
seria entre 94 e 106. As duas faixas sobrepõem-se entre 94 e 95, por isso não se pode ter 
certeza de que as duas pontuações são estatisticamente diferentes. 
Algumas baterias de testes fornecem uma pontuação composta, que é essencialmente 
uma média de todas as pontuações dos sub-testes que foram administrados. Uma 
pontuação composta não é fornecida pelo Beery VMI porque se acredita que tais 
pontuações são frequentemente de pouco significado porque elas tentam equilibrar 
conjuntamente vários processos ou capacidades diferentes. 
 
Possibilidade de Comparação das Pontuações 
As pontuações de quatro–pontos/itens do sistema de pontuação Beery VMI de 1989 
combinam quase na perfeição (.98) com o precoce sistema de pontuação de um-
ponto/item (9). E, como mencionado antes, tais pontuações podem ser validamente 
comparadas porque as pontuações standard permitem a comparação de pontuações até 
mesmo entre muitos testes diferentes. 
A mesma pontuação standard e outras tabelas de pontuações processadas se aplicam ao 
modelo de forma reduzida de 21-itens e ao modelo de forma extensa de 30-itens do 
Beery VMI. Contudo, para resultados válidos, a versão de 21-itens não deve ser usada 
com crianças com mais de 8 anos (0 meses). 
Pryzwansky e outros (43,173) não detectaram diferenças significativas nos resultados 
para as aplicações em grupo e individuais do Beery VMI. 
 
 
 96 
 97 
V. Procedimentos Normativos 
 
O foco do nosso tempo e outros recursos para a quinta edição do Beery VMI têm sido 
em identificar e fornecer os cerca de 600 “etapas” percursores para a integração visuo-
motora em lápis e papel (ver Apêndice A) e identificar meios significativos de ensinar 
estes percursores. 
 
Etapas de Desenvolvimento (Stepping Stones) 
Uma pesquisa literária foi feita para “etapas” no desenvolvimento motor grosso, fino, 
visual e visuo-motora, a partir da Academia Americana de Pediatria (196, 200) e outras 
listagens correntes (42, 61,69, 210, 223), e voltando ao Gesell (74) e mais atrás. Várias 
centenas de “etapas” das mais sólidas fontes de forma combinadas. Esta lista inicial foi 
gradualmente reduzida para cerca de 600 pela aplicação do seguinte critério: (1) pelo 
menos duas fontes de confiança relatavam uma idade-norma para um dado marco, (2) 
pelo menos uma destas fontes referia uma idade-norma nos últimos 10 anos, e (3) as 
normas da idade do desenvolvimento referidas pelas fontes encontravam-se no espaço 
de alguns meses uma da outra. Num certo número de casos, as idades-normas referidas 
eram idênticas. Noutros casos, os presentes autores designaram uma idade-norma as 
etapas do Beery VMI ou a media de todas as normas referidas para esse 
comportamento. O termo “Stepping Stones” (etapa) é preferidopelos autores porque 
parece implicar um ponto de vista que mais facilmente se transmite do que o termo 
“Milestone” (marco), que pode de forma errada sugerir a existência de uma cronologia 
de desenvolvimento mais fixa e universal. 
 
Resultados Cumulativos do Beery VMI 
Tanto os testes de pontuação de aquisição e inteligência mudaram nas últimas décadas. 
Contudo, as pontuações do Beery VMI permaneceram marcadamente estáveis ao longo 
do tempo. O Beery VMI foi normalizado nos Estados Unidos por cinco vezes durante 
um período de 40 anos num total de mais de 11,000 crianças sem mudanças virtuais 
numa média de pontuações brutas médias para as idades entre os 3 e os18 anos para as 
24 formas originais entre a primeira normalização em 1964 e a quinta normalização em 
2003. Além disso, tal como é referido de forma mais desenvolvida em Etnicidade na 
página 115 do manual da versão Americana, Os resultados do Beery VMI entre os 
grupos étnicos nos Estados Unidos e outros países não diferiram significativamente. 
 98 
Apesar de alguns sistemas de pontuação de certa forma diferentes terem sido usados no 
passado, os resultados entre várias edições combinaram quase perfeitamente. As normas 
da quarta edição combinaram .99 e de resto corresponderam estreitamente com as 
normas da terceira edição (142). Deste modo, os estudos prévios do Beery VMI para esta 
quinta edição ainda são aplicáveis e serão referidos aqui. 
Apesar disto parecer improvável que as normas do Beery VMI teriam mudado desde 
1995, uma quinta edição da normalização foi conduzida no Inverno de 2002 – 2003, 
incluindo a adição de três itens para cada um dos três testes para alargar as pontuações 
para baixo à idade de 3 anos. Uma correlação de .99 foi obtida entre a pontuação de 
1995 (ponto-27) e 2003 (ponto-30) para amostras aleatórias de dois – três, e quatro 
anos, de 50 crianças por grupo. As normas resultantes para esta quinta edição baseiam-
se numa amostra total de 2,512 crianças obtidas nas quartos maiores secções dos 
Estados Unidos, tal como é mais detalhadamente apresentado nas páginas seguintes. É 
pouco provável que outra normalização seja conduzida durante pelo menos10 anos. 
 
Selecção de Item e Formato 
Beery VMI 
Em 1961, na base de experiências clínicas e uma extensa revisão da literatura 
(informação), 72 formas geométricas foram inicialmente seleccionadas para estudo (8). 
As formas geométricas foram seleccionadas entre formas alfabéticas, numéricas e outras 
num esforço para minimizar as influências culturais e educativas. Cerca de 600 crianças 
entre as idades de 2 e 15 anos reproduziram as 72 formas com papel e lápis em vários 
formatos semelhantes ao corrente formato do Beery VMI. A análise de itens foi feita 
pelos resultados, novas formas forma construídas, formas antigas foram modificadas, e 
uma sequência revolucionária de 30 formas foi criada. O critério para a selecção foi (1) 
a forma tinha que encaixar numa escala de idade cronológica num ponto em que não 
havia forma estabelecida para essa idade, (2) a idade cronológica na qual ocorria a 
reprodução de uma forma tinha que ser relativamente nítida, (3) a idade cronológica em 
que ocorriam os subestádios de reprodução de uma forma tinha que ser bem definida e 
(4) não poderia haver uma grande diferença nas idades cronológicas em que rapazes e 
raparigas reproduziam uma forma. 
Estas 30 formas foram administradas a outras 600 crianças. Seguindo um critério de 
análise dos resultados da sequência de 30-items, 24 formas foram seleccionadas para a 
sequência final. Os critérios de selecção das 24 formas (27 itens) foram os mesmos que 
 99 
se utilizaram antes mas dois requisitos adicionais: (1) a sequência tinha que incluir de 
modo relativo mais formas apropriadas para o leque de idades pré-escolar e infantil para 
realçar a sua utilidade para uma precoce identificação da classificação, e (2) as normas 
de idade de desenvolvimento das formas individuais, identificadas pelos resultados de 
amostras actuais e prévias, tinham que estar a uma distância de quartos meses umas das 
outras. Em resumo, este era um procedimento de validação por comparação com outros 
modelos. Os aspectos que não eram estáveis de amostra para amostra foram eliminados. 
Provas de que a selecção de itens foi bem sucedida são apresentadas no item de análise 
de Rasch-Wright e outros índices referidos nas páginas 99-100 e as curves do 
crescimento evolutivo apresentadas nas páginas 107-108 do manual da versão 
Americana. 
Uma variedade de variáveis de formatos forma estudadas, incluindo o tamanho e 
localização das formas de estímulo em papel de vários tamanhos, orientações, densidade 
e cores. O papel branco tinha tendência para brilhar e permitia estímulos e linhas de 
resposta que apareciam, causando desta forma distracção e outras variáveis que não se 
controlam. Folhetos de teste que abriam da maneira tradicional de frente para trás eram 
facilmente rasgados porque as impressões dos lápis revelavam-se e criavam 
protuberâncias nas áreas de resposta da página seguinte. A orientação do papel também 
provou ser importante porque muitas formas eram mais difíceis de reproduzir sob certas 
orientações; as crianças frequentemente rodavam verticalmente as páginas para 
simplificar as tarefas. 
Tal rotação e outros problemas de localização eram causados pela impressão do 
estímulo no topo das páginas orientadas a 11” por 8.5”. O brilho e a transparência foram 
corrigidos pelo uso de um papel verde especial. As impressões do lápis em folhas por 
utilizar foram eliminadas pela simples inversão da ordem das páginas, de forma a que a 
criança pudesse começar na parte de trás da última página. 
 
Testes Suplementares 
A selecção dos itens para os testes suplementares de Percepção Visual e Coordenação 
Motora foi acelerada. As mesmas formas geométricas usadas no Beery VMI são usadas 
nos testes suplementares, que estabelecem, tanto quanto possível, comparações entre 
desempenhos em todos os três testes. Outras baterias de testes que tentam rivalizar com 
o Beery VMI têm usado formas geométricas para os seus testes de cópia de formas, mas 
 100 
têm usado estímulos e/ou tarefas bastante diferentes para os seus sub-testes visuais e 
motores. O que contamina a comparação de testes. 
Por razões práticas, o tamanho das formas geométricas nos dois testes suplementares 
tinha que variar do Beery VMI. Por exemplo, se as formas com o mesmo tamanho eram 
usadas no teste de Percepção Visual, seria necessário um folheto muito extenso. Apesar 
das formas de Percepção Visual serem consideravelmente mais pequenas que as do 
Beery VMI, a experiência tem demonstrado que até as crianças mais pequenas 
efectivamente lidam com elas a não ser que esteja presente um problema evidente. 
Como em qualquer avaliação visuo-motora, os examinadores devem estar atentos, e se 
possível avaliar, problemas visuais. 
Os tamanhos das formas de estímulo dos testes suplementares de Coordenação Motora 
são comparáveis aos do Beery VMI. No entanto, não é possível, ou pelo menos prático, 
elaborar um puro teste de coordenação motora para um teste como o Beery VMI. Uma 
componente visual para tal tarefa tem que estar presente. O objectivo prático é tornar a 
componente visual tão simples quanto possível. Assim, os exemplos de formas visuais, 
pontos, e orientações de direcção são fornecidos no teste complementar de 
Coordenação Motora. 
Para alargar num sentido descendente as anteriores padronizações até crianças de dois 
anos, a informação de pesquisa foi estudada para itens visuais, motores e visuo-motores 
apropriados para crianças de dois e três anos. Foi dirigida uma ligação de potenciais 
itens com crianças com uma média de idades entre um a três anos, 20 em cada grupo 
etário. Na base destes dados, foram seleccionados os três melhores itens para cada 
função (visual, motora e visuo-motora) para a normalização de 2003.101 
Anexos A. Etapas de Desenvolvimento do Beery VMI. 
 
 
O Beery VMI foi concebido para se concentrar na identificação precoce das 
dificuldades de desenvolvimento das crianças da pré-escola à primária. Os quadros A-1 
a A-4 listam a integração visuo-motora anterior às etapas do “papel e lápis” para 
crianças até aos seis anos. As etapas são apresentadas em quatro categorias: 
desenvolvimento motor grosso, desenvolvimento motor fino, desenvolvimento visual, e 
desenvolvimento visual-motor. As fontes e os critérios de selecção das etapas e das 
idades foram apresentados na página 98. 
 102 
 103 
 104 
 105 
Apêndice B. Equivalências de Idade da Pontuação 
“Bruta” do Beery VMI 
 
 Beery VMI de “pontuação bruta”, as idades mais baixas das quais 50% ou mais indivíduos 
da população estudada conseguiram uma determinada pontuação bruta, são listados na 
página seguinte. Informação de desenvolvimento adicional à idade é fornecida no 
Suplemento Informativo no Capítulo III dedicado à pontuação bruta individual Formas 
Beery VMI. Assim como qualquer tabela de equivalências de grau ou idade, as equivalências 
de idade Beery VMI devem ser utilizadas criteriosamente, para propósitos de comunicação 
informal. 
 
Percentagem e Pontuações padrão 
Percentagem e pontuações padrão são medidas mais confiáveis e mais válidas que os 
equivalentes de idade individuais e resultados de grupo (1,2,190,191,251). A utilização das 
pontuações padrão do Beery VMI é fortemente recomendada. As pontuações padrão para as 
pontuações brutas são fornecidas pelos níveis de idade cronologia no Apêndice C. As 
conversões do das pontuações padrão Beery VMI para NCE, resultados T, resultados 
escalados e percentagens são fornecidos no Apêndice D. 
 106 
 107 
Apêndice C. Pontuação “Bruta” para Pontuação Standard 
(Idades 2-0 até 18-11) do Beery VMI 
 
 108 
Apêndice D. Conversão da Pontuação Standard para 
Percentis e outras Escalas 
 
Pontuação Standard tem uma média de 100 e um desvio Standard de 15 para todos os 
grupos de idade e são baseadas na média de distribuição da Pontuação “Bruta”.mais altos de raciocínio e comportamento exigem 
integração entre entradas sensoriais e acção motora. Kephart (104), em particular, destacou a 
importância da integração. Uma criança pode ter capacidades visuais e motoras bem 
desenvolvidas, mas ser incapaz de integrar as duas. 
 
Na altura, nenhum dos testes de cópia de formas continha uma sequência de formas, da 
menos à mais complexa, que reflectisse um desenvolvimento normal. Portanto, em 1961, o 
autor do Beery VMI iniciou uma série de esforços experimentais e empíricos para identificar 
uma determinada sequência de formas. Uma apreciação do princípio e dos resultados destes 
estudos foi apresentada (8). Depois de se testar com muitas formas geométricas e formatos 
de testes com centenas de crianças, uma sequência de 24 formas, cada uma com uma idade 
de desenvolvimento e características de desenvolvimento distintas, foi estabelecido e 
padronizado em 1964 com crianças no Illinois. O teste foi inicialmente conhecido como 
Sequência de Formas de Desenvolvimento. Depois de um estudo mais desenvolvido, o teste 
foi publicado em 1967 como Beery-Buktenica Developmental Test of Visual-Motor 
Integration (VMI). 
 
O Beery VMI tem sido extensivamente usado em muitos países para fins educacionais, 
médicos e outros (5,29,64,72,101,105,129,135,186,229,235,245). (Uma apresentação mais 
alargada destes estudos será feita no capítulo VII.) O Beery VMI foi normatizado em várias 
ocasiões desde 1964, e resultados mais consistentes foram obtidos nos Estados Unidos e 
noutros locais. Nas idades da pré-escola e primeiro ciclo para as quais o Beery VMI foi 
inicialmente criado, as normas têm sido bastantes estáveis. As co-relações entre várias regras 
e os seus sistemas de contagem têm sido virtualmente perfeitas. Por exemplo, a co-relação 
entre um-ponto e quatro-pontos foi .99 (142). Além disso, pensou-se que as regras do Beery 
VMI eram apropriadas tanto para as aplicações em grupos como individuais quando a regra 
duradoura é seguida para terminar a contagem depois de três formas consecutivas não terem 
 6 
sido ultrapassadas (43, 173). Portanto, os estudos do Beery VMI, tornados prioritários em 
1995, são ainda relevantes e referidos mais tarde neste manual. 
 
Tem-se sugerido que, devido às contagens do teste de inteligência parecer crescente, talvez 
as normas do Beery VMI devam também aumentar com o tempo. O Beery VMI tem 
correlacionado moderadamente com testes de inteligência, partilhando, em média, cerca de 
25% da variação comum entre eles. Os dois tipos de testes têm algumas semelhanças, mas 
são diferentes. O Beery VMI foi criado para medir a integração visuo-motora, a coordenação 
do funcionamento visual e motor, e para reflectir diferenças de idade de desenvolvimento 
naquele campo. Assim, o Beery VMI correlaciona-se mais marcadamente com a idade 
cronológica, .80 a .90, do que com a inteligência. O Beery VMI surge como um índice mais 
sensível do que as medidas globais, tais como a inteligência, para pelo menos alguns 
problemas neurológicos no desenvolvimento infantil (5). Fisiologicamente, a integração 
visuo-motora parece ser mediada por pelo menos algumas áreas do cérebro além daquelas 
tanto para a inteligência geral (186) como para a percepção visual (78,184). O conceito de 
integração visuo-motora e a localização do seu sistema nervoso serão mais detalhadamente 
discutidos no capítulo II, e dados que apoiam este conceito são apresentados nos capítulos VI 
e VII. 
 
Serão válidas as hipóteses de teste e ensino que têm por vezes sido feitas acerca dos testes 
visuo-motores? Quando o Beery VMI foi inicialmente criado, muitos educadores de destaque 
imaginaram uma grande promessa de ajuda para as crianças com dificuldades pelo 
desenvolvimento de instrumentos para identificar pontos fortes e fracos como base de 
remediação, ou até prevenção, de muitos problemas de aprendizagem e comportamentais. 
Estes líderes e o autor do Beery VMI desejaram e assumiram como possível que as funções 
input-output adequadas, tais como a integração visuo-motora, eram pré-requisitos 
necessários ao sucesso na escola e que eles deviam ser solucionados quando não estavam 
presentes. Também assumiram que uma remediação bem sucedida das dificuldades 
permitiria aos estudantes ter mais sucesso. Esta visão não se tornou totalmente rentável. 
Contudo, na opinião do autor, a visão ainda encerra a promessa em algumas áreas (e não 
devemos atirar fora o bebé juntamente com a água do banho). Por exemplo, na extensão a 
que o Beery VMI diz respeito, há evidência significativa da sua validade de previsão para 
algumas formas de escola e outros sucessos, como será apresentado no capítulo VII. O 
conceito básico para uma prevenção precoce é sólido, como se atesta pelos excelentes 
 7 
resultados, incluindo as vantagens do Beery VMI, no Infant Health and Development 
Program (29) (programa de desenvolvimento e saúde infantil). 
 
Muitos concordariam que Piaget e outros demonstraram a considerável validade para a teoria 
das bases sensório-motoras para aquisição. Apesar de ser correntemente questionado o valor 
diferencial da instrução modalidade-específica sensório-motora, aspectos do conceito básico 
ainda encerram uma promessa considerável. Como indica a pesquisa de Lyon (133) e outros, 
o modelo psicolinguístico pode ser bastante útil para o ensino. 
 
Durante os anos 60 e 70, porém, muitos educadores pareciam olhar para as capacidades 
visuo-motoras e psicolinguísticas como músculos, alguns pensaram que se os exercitassem 
simplesmente traçando círculos, repetindo dígitos, e por aí fora, estas capacidades tornar-se-
iam mais fortes e transferir-se-iam automaticamente para tarefas académicas ou outras. 
Parece agora bastante mais claro que a transferência automática não ocorre como 
habitualmente. 
Como o autor destacou, a transferência deve ser ensinada. Por exemplo, traçar círculos e 
outras formas geométricas pode ser uma actividade de aprendizagem importante, 
dependendo das capacidades e necessidades presentes do indivíduo. Mas o estudante tem que 
progredir no traçado, cópia e escrita dos números reais, letras e outros estímulos específicos 
envolvidos em tarefas académicas, como destacado no capítulo VIII. 
 
Quando este princípio básico de transferência é mantido em mente como fundamental, o 
modelo psicolinguístico tem um valor prático considerável. Por exemplo, Gerarg e Junkala 
(73) demonstraram que a ortografia melhorou consideravelmente entre as crianças com 
dificuldades de aprendizagem quando os seus professores identificaram as dificuldades de 
recepção (input), associacionais e de produto (output) das crianças e se direccionaram para 
os pontos fracos, usando estímulos de escrita à mão. É necessária mais pesquisa do género. 
 
Imitações (Seguidores) 
Têm sido feitas várias tentativas para rivalizar com o VMI nos últimos anos, mas estas têm 
falhado seriamente. Os estímulos e as tarefas usados noutros sub-testes visuais e motores têm 
diferido significativamente dos usados nos seus testes visuo-motores. Por exemplo, a 
colocação de linguetas em quadros próprios para o efeito é uma tarefa motora, a larga escala, 
mas essa tarefa utiliza muitos estímulos e movimentos diferentes dos usados na tarefa visuo-
motora de copiar formas geométricas com um lápis. De forma idêntica, se um método de 
 8 
traçado ponto-a-ponto for usado para avaliar o desempenho motor, as formas usadas devem 
ser as mesmas usadas no teste visuo-motor. O uso de sub-testes muito diferentes para 
analisar componentes de um teste de núcleo é um procedimento que levanta muitas dúvidas. 
A combinação de tais sub-testes numa pontuação composta é também questionável. 
 
Um teste com um nome quase idêntico ao Beery VMI, o Teste de Integração Visuo-Motora 
(TIVM) foi publicado, baseado no sub-teste de Cópia TDPV-2 (Teste de Desenvolvimento da 
Percepção Visual-2) pelos mesmos autores (91).Tal como o manual do TDPV-2, o manual 
do TIVM afirma que uma co-relação de .95, adaptada para um decrescimento, foi obtida 
entre os dois testes, usando resultados de 49 crianças com uma media de idades de 9 anos. O 
manual também afirma que o ajuste de .95 sugere a equivalência do TIVM ao Beery VMI. 
Contudo, este ajuste não é adequado. Preda (171) descobriu com 103 crianças, também com 
uma média de idade de nove anos, que os resultados das pontuações standard daquela quarta 
edição do TIVM e o Beery VMI correlacionavam-se em apenas .33. usando r2 como medida, 
esta descoberta indica que o TIVM partilha apenas cerca de 10% da sua variação com o 
Beery VMI. Preda também descobriu que o Beery VMI tinha uma segurança interpontuação 
mais elevada do que o TIVM e que o Beery VMI se correlacionava a níveis mais altos do que 
o TIVM no que diz respeito à idade cronológica e ao conhecimento académico. Preda 
concluiu que o TIVM não substitui o Beery VMI e posteriormente confirmou essa descoberta 
com crianças italianas (170). Os autores do TIVM publicaram recentemente o FRTVMI 
(Teste da Linha Completa do VMI), que é o TIVM com algumas alterações, regras para 
crianças retiradas do TIVM de 1992 a 1995 e regras para adultos (até aos 74) recolhidas 
aproximadamente 10 anos mais tarde. O manual do FRTVMI declara uma correlação de .85 
entre este e o Beery VMI, usando pontuações standard de 20 crianças dos 5 aos 10 anos. 
Contudo, esta afirmação de uma correlação tão elevada é questionável no ponto de vista das 
descobertas de Preda (acima) entre os mesmos dois testes básicos. Ainda mais importante, o 
FRTVMI tem os mesmos defeitos fundamentais do TIVM sobre o qual é fundado. Como 
afirmou Salvia e Ysseldyke (190a) em relação ao TIVM, “A prova de segurança e validade é 
muito limitada” e “O VMI tem uma segurança e validade mais altas em comparação com 
outras medidas de competências perceptuais-motoras. 
 
O Bender-Gestalt II é outra tentativa recente para imitar o Beery VMI (25). Como foi 
anteriormente mencionado, Loretta Bender publicou o que é agora popularmente chamado de 
Bender em 1938, usando nove das formas geométricas que Wertheimer tinha criado para 
experiências de percepção com adultos (21). O Beery VMI foi criado em 1967, em larga 
 9 
medida por causa das imperfeições do Bender, incluindo o facto de ele ser demasiado difícil 
para jovens crianças e ter uma segurança e validade questionáveis. Ao construir a revisão do 
Bender-Gestalt II, Brannigan e Decker utilizaram as nove formas originais, a menos difícil 
das quais está no nível dos oito anos ou terceiro ano de escolaridade, e acrescentava quatro 
novas formas para serem usadas por crianças entre os quatro e os oito anos. Estes também 
acrescentaram três formas para adultos, que são ainda mais difíceis que as nove originais. A 
pontuação para o Bender-Gestalt II é mais parecida com a do Beery VMI do que a pontuação 
do Bender original e, também à semelhança do Beery VMI – foram acrescentados testes 
separados para a percepção visual e o controlo motor. Os autores referem-se ao Bender-
Gestalt II como um “teste de integração visuo-motora”, apesar de Bender não ter usado esse 
termo. (O termo integração visuo-motora foi introduzido e explicado pela primeira vez no 
manual e monografia do Beery VMI de 1967 e não foi usado por outros testes até o Beery 
VMI se tornar largamente conhecido). Os autores do Bender-Gestalt II sugerem que o teste 
pode ser usado para muitos fins, incluindo diagnósticos diferenciais de condições 
neurológicas e psicopatológicas e detecção de desenvolvimento infantil precoce. 
 
Apesar do Bender-Gestalt ser obviamente uma tentativa para servir como substituto do Beery 
VMI, consegue em pouco alcançar esse objectivo, especialmente para as crianças da pré-
escola até ao primeiro ciclo. Entre as suas falhas sérias encontram-se: 
• O Bender-Gestalt II fornece apenas quatro itens entre o leque de capacidade da média 
das crianças abaixo dos oito anos, comparado com os 20 itens do Beery VMI para 
esse leque de idades, mais importante para a identificação precoce e fins de 
prevenção. O Bender-Gestalt II permanece, então, demasiado difícil e frustrante para 
a média das crianças com menos de oito anos e muitas crianças mais velhas com 
dificuldades de aprendizagem ou outras. 
• O Bender-Gestalt II não fornece exemplos de desenvolvimento das crianças e outra 
informação sobre o desenvolvimento infantil nem sobre os seus itens do teste 
individual. O Beery VMI foi construído de forma desenvolvida e fornece numerosas 
ilustrações do desenvolvimento da criança e outra informação útil sobre a avaliação o 
desenvolvimento e ensino. 
• Os critérios de pontuação do Bender-Gestalt II não são específicos; as dúvidas na 
pontuação aumentam à medida que a dificuldade dos itens aumenta. 
• De acordo com o manual do Bender-Gestalt II ele correlaciona-se apenas num nível 
baixo de .22 - .29 com a leitura básica, usando informação incorrecta (a prática 
normal), por oposição a .58 do Beery VMI. 
 10 
• Não foram referidas correlações do Bender-Gestalt com os resultados de testes de 
prontidão. 
• Não existem informações de validade previsíveis para a aprendizagem ou algo mais. 
• Inexistência de informações sobre a influência dos géneros. 
• Inexistência de informação sobre a influência étnica. 
• Fraca correlação com o Beery VMI: apenas 30% de variação comum. 
• Testes de visão e motores muito fracos. Apenas 400 indivíduos foram usados para as 
normas que fornecem menos discriminação de idade e nenhumas contagens-padrão. 
• O Bender-Gestalt II demora mais tempo e manuseamento dos materiais por parte do 
examinador em relação ao Beery VMI. 
• O Bender-Gestalt II permite apenas administração individual, de forma que uma 
classificação preventiva eficiente com os grupos não é possível. 
• Este também não oferece uma orientação de educação nem materiais preventivos ou 
de remediação. 
 
 Outra falha séria nas baterias de testes visuo-motores além do Beery VMI é a exigência ou 
implicação de que algum ou todos os seus sub-testes podem ser dados por diferentes ordens. 
Um dado básico na testagem é que a ordem pela qual os testes relacionados são dados 
frequentemente afectam as pontuações. Se, durante a normatização, um conjunto de sub-
testes é administrado por uma certa ordem, qualquer alteração dessa ordem pode tornar 
desadequado o campo de utilização das normas. 
 
Uma série de tentativas de ensino e testes que não são de qualidade aceitável tem 
recentemente começado a utilizar o termo VMI. Uma vez que não queremos que o nosso 
trabalho seja confundido com eles, usamos agora Beery VMI em vez de VMI para identificar 
o nosso trabalho. 
 
O Beery VMI é, de longe, o que tem melhor pesquisa e tem o leque de idades mais eficiente 
(nascimento até fase adulta) de que qualquer instrumento tendo em vista a medição da 
“integração visuo-motora”. O Beery VMI tem crescido ao longo do tempo. Em 1967, apenas 
eram fornecidas normas de equivalência de idade, o que era prática comum com estes testes 
na altura. Mais tarde, a pesquisa revelou que as normas de equivalência de idade eram 
normalmente de muito menos validade e menos apropriadas que as pontuações 
standardizadas. O peso dos itens da pontuação era fornecida na normalização do Beery VMI 
de 1989 como um meio de aumentar a sensibilidade do teste às diferenças nas faixas etárias 
 11 
mais elevadas. A pontuação avaliada correlacionava-se quase perfeitamente (.98) com a 
pontuação originalmente não-avaliada e aumentou a sensibilidade do teste para crianças mais 
velhas. Porém, quando foram introduzidos os testes suplementares para a percepção visual e 
coordenação motora do Beery VMI, a pontuação original não-avaliada do Beery VMI foi de 
novo designada. A pontuação não-avaliada é mais fácil e de maior validade para comparar 
desempenhos nos testes suplementares entre si e o desempenhono próprio Beery VMI. Uma 
vez que os sistemas de pontuação anteriores do Beery VMI se têm correlacionado tão bem 
entre si, e porque até mesmo os testes muito diferentes podem ser comparados através das 
suas pontuações standard, os resultados dos sistemas de pontuação do Beery VMI de 2004 
podem ser comparados de forma válida com os resultados de todos os sistemas de pontuação 
anteriores do Beery VMI. Para ajudar através da prevenção, a identificação precoce e a 
remediação da demência e outros problemas relacionados com a idade entre os adultos, as 
normas do Beery VMI foram expandidas de forma a incluir o mais vasto leque de idades 
disponível para testes de integração visuo-motora: 2 a 100 anos. 
 
Um número importante de questões exige uma pesquisa mais alargada tendo em vista o 
desenvolvimento visuo-motor. Muitas crianças aprendem a compensar as fraquezas visuo-
motoras pelo uso de outras capacidades. E a que preço? Por exemplo, Rourke referiu que a 
personalidade das crianças é significativamente afectada pelas dificuldades de aprendizagem 
não-verbais (186). Estas crianças desenvolver-se-iam de forma mais completa, ou pelo 
menos mais fácil, se as suas fraquezas visuo-motoras fossem remediadas? Se sim, de que 
forma é que tais pontos fracos podem ser remediados com maior sucesso? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
II. Raciocínio e Perspectiva 
 
Este capítulo fornece (a) uma base de raciocínio para o Beery VMI, (b) um suporte básico do 
desenvolvimento visual, motor e visuo-motor, e (c) uma perspectiva do Beery VMI e dos 
seus testes visuais e motores suplementares. 
 
 
 
Raciocínio 
O antecedente é uma acepção operacional que é baseada no trabalho em biologia de 
Sherrington e no trabalho de outros em vários campos de estudo, incluindo as ciências 
sociais (254). Num sentido mais lato, esta suposição em decurso é a premissa e objectivo 
básicos do Beery VMI. Idealmente, um teste de integração visuo-motora ajudará algumas 
crianças a progredir de forma a integrar de forma mais completa todos os seus aspectos 
físicos, intelectuais, emocionais e espirituais no seu todo e entre si. 
 
Mais concretamente, o primeiro objectivo do Beery VMI é ajudar a identificar, através da 
detecção precoce, dificuldades significativas que algumas crianças têm em integrar, e 
coordenar, as suas capacidades visuo-percepcionais e motoras (movimentos dos dedos e 
mãos). Através da identificação precoce, espera-se que maiores dificuldades possam ser 
evitadas ou remediadas a partir de intervenções educacionais, médicas ou outras. No capítulo 
III, os autores do Beery VMI descrevem os métodos de ensino e os materiais que ajudam a 
prevenir e remediar problemas visuo-motores. Não se parte do princípio que a intervenção 
adequada para todas as crianças com pontuações fracas no Beery VMI é pô-las a desenhar 
círculos, quadrados e outras formas. Na verdade, muitas crianças podem ser melhor ajudadas 
pelo desenvolvimento de outras modalidades e/ou aprendizagem de processos, especialmente 
se as suas dificuldades visuo-motoras parecem resistentes ao desenvolvimento. Nalguns 
casos, pode ser que os resultados dos testes Beery VMI simplesmente ajudem a identificar a 
necessidade de fornecer serviços de vários tipos à criança que parece estar em risco, o qual é 
mais um dos seus objectivos importantes. O Beery VMI também pode ser útil ao servir o 
objectivo de avaliar a eficácia de quaisquer serviços educacionais, psicológicos e/ou médicos 
que sejam fornecidos. Além disto, pode servir uma variedade de fins de pesquisa básica em 
formas educacionais, neuropsicológicas e outras. 
 
Das amebas aos humanos e das crianças aos adultos, o desenvolvimento bem 
sucedido é caracterizado pela crescente articulação e integração das partes no todo. 
 
 13 
Além destes objectivos tidos em vista, a ideia, ou o que o Beery VMI tenta medir e a forma 
como mede essa ideia, necessita de ser definido. De forma a consegui-lo, seria útil ter mais 
informações de fundo sobre o desenvolvimento visual, motor, e visuo-motor. 
 
 
Desenvolvimento Visual, Motor e Visuo-Motor 
Quando o Beery VMI foi inicialmente publicado em 1967, ele foi acompanhado por uma 
monografia, Integração Visual-Motora, que fornecia informações mais detalhadas no 
desenvolvimento filogenético (inter-espécies) e ontogenético (espécies humanas) da 
integração da percepção visual, coordenação motora e visuo-motora que será fornecida nas 
seguintes páginas (8). Esta monografia também relata o trabalho experimental do autor, tal 
como os cálculos de ângulos das crianças. Os seguintes são breves selecções que ainda são 
válidas hoje em dia. 
 
Desenvolvimento Visual 
Filogenética. Todos os organismos são sensíveis à luz. Razoavelmente altos na escala 
filogenética, algumas formas marinhas têm marcas pigmentares combinatórias próximo do 
cérebro. A um nível mais elevado, a discriminação de padrão e tamanho torna-se possível. 
Em alguns vertebrados, os nervos ópticos cruzam-se para lados opostos do cérebro. Contudo, 
nos mamíferos, o lado direito de cada retina está ligado ao hemisfério direito do cérebro e a 
metade esquerda de cada retina está ligada ao hemisfério esquerdo, uma combinação que 
provavelmente contribui para a coordenação dos movimentos oculares. Nos primatas, os 
olhos estão localizados à frente. Esta localização permite uma visão alargada entre os 
campos de visão esquerdo e direito. Assim, a percepção profunda, a convergência e a 
perseguição visual são possíveis sem mover a cabeça. O resultado desta combinação é a 
visão bi-ocular. 
 
Ontogenética. Os olhos humanos desenvolvem-se fora da parte anterior do cérebro logo à 
primeira semana depois da fertilização. Os bebés nascidos dois meses prematuramente 
podem diferenciar a claridade da escuridão. Ao quarto mês após o nascimento, a maioria dos 
bebés pode seguir visualmente um objecto em movimento até certa altura. 
 
A percepção visual é provavelmente melhor definida como a interpretação do estímulo 
visual, a etapa intermédia entre a simples sensação e a percepção visual. Consequentemente, 
a percepção visual não é a intensidade ou sensação visual tal como não é a leitura ou outros 
 14 
sentidos cognitivos. Contudo, sensação, percepção e cognição todos se influenciam a vários 
níveis. 
 
As visões de Gestalt de que certas formas básicas, como o quadrado, são dadas pela 
experiência perceptivas são geralmente contrariadas hoje em dia. Várias combinações de 
limites entre claridade e escuridão são provavelmente aprendidas gradualmente e recordadas 
para formar percepções à medida que o sistema nervoso se desenvolve. Logo às 28 semanas, 
a maioria das crianças pode aprender a distinguir entre um círculo, uma cruz, um quadrado e 
um triângulo. (outras etapas de desenvolvimento são listados no Apêndice A.) 
 
A integração da parte no todo tem tido significado especial no desenvolvimento visuo-
percepcional (215). As partes da figura e do chão têm que diferenciadas e integradas no todo. 
Muitas pessoas com lesões cerebrais parecem aptas a analisar partes mas não conseguem 
integrar as partes no todo. O desenvolvimento normal de uma criança tem sido intensamente 
delineado como se observará. Primeiro, há um destaque do todo (pouca atenção aos detalhes) 
até aos três anos. O objectivo depois muda para partes aos quatro e cinco anos, detalhes aos 
seis, e para a integração de partes bem diferenciadas dentro do todo aos nove anos. Estas são 
um foco de difícil atenção. A análise e a síntese das partes e dos todos ocorrem 
provavelmente em todas as idades. 
 
Desenvolvimento Motor 
Filogenética. Muitos mamíferos possuem capacidade de manipulação, e a habilidade de 
agarrar e mover uma variedade de objectos está bem desenvolvida nos primatas. A oposição 
dos polegares, que permite a manipulação intrincada e precisa, é comum entre os primatas e 
é mais pronunciada nos humanos. 
 
Ontogenética.Há uma tendência do desenvolvimento da actividade generalizada à 
específica. A acção em massa é seguida pela diferenciação crescente e a consequente 
integração do movimento. O desenvolvimento também tende a evoluir na direcção céfalo-
caudal (de cima para baixo) e próximo-distal (espinal exterior). A actividade dos dedos é o 
último aperfeiçoamento ontogenético do complexo ombro-braço-mão. Os movimentos 
espontâneos do braço podem ser detectados ao terceiro mês de gestação. (Outros marcos de 
desenvolvimento tão precoce estão listados no Apêndice A.) A actividade das mãos tem sido 
 15 
associada às áreas a meio do córtex ao longo da fissura ventral. O cerebelo parece coordenar 
as acções dos vários músculos envolvidos num acto específico. 
 
Desenvolvimento Visuo-motor 
Filogenética. Das amabas aos humanos, o sistema nervoso parece ter evoluído na direcção 
da interacção aperfeiçoada entre as modalidades sensoriais e expressivas que estavam, em 
alguns casos, anteriormente separadas. Nos humanos adultos, as modalidades sensoriais e 
expressivas estão bem relacionadas e coordenadas, ou integradas. 
 
Ontogenética. A visuo-motora pode ser a primeira integração de resposta sensorial para o 
desenvolvimento. Kephart destaca a importância da integração (104). Ele apercebeu-se que 
uma criança pode ter as capacidades visuais e motoras bem desenvolvidas, mas ser incapaz 
de integrar as duas. Kephart especulou que a integração pode funcionar parcialmente ao nível 
do sub-cortex, talvez na medula espinal, algo semelhante a uma central telefónica. Se houver 
falha no desenvolvimento ou danos nestas áreas, o teste visuo-motor pode ser sensível a 
vários problemas de integração, e não apenas a dificuldades visuo-motoras. 
 
Vereeken referiu que, para copiar formas com um lápis, uma criança tem que estar primeiro 
visualmente consciente da localização e direcção (231). Esta consciência torna-se possível 
pelos movimentos voluntários do olho numa determinada direcção. A criança, depois, 
procede a uma realização construtiva da sua localização através dos movimentos do braço 
que correspondem aos movimentos dos olhos. As crianças são capazes de rabiscar linhas 
verticais, horizontais e circulares antes de serem capazes de as imitar porque rabiscar requer 
pouca ou nenhuma coordenação olho-mão. A imitação é provavelmente adquirida antes da 
cópia directa das mesmas formas porque, ao imitar, os movimentos do olhar são treinados 
enquanto a tarefa está a ser demonstrada. 
 
Vereeken reviu o trabalho de Piaget sobre o desenvolvimento da percepção e reprodução 
espacial (231). O nível espacial mais precoce é o topológico e ocorre durante os primeiros 
cinco anos. Durante o período topológico, a proximidade e separação, a característica de ser 
plano ou acidentado, a continuidade ou descontinuidade, e o fechamento ou delimitação de 
um objecto por outro são atributos espaciais que são apreendidos e reproduzidos. As 
dimensões espaciais “Euclidianas” são normalmente adquiridas entre os cinco e os dez anos. 
Isto inclui linhas de direcção, rectilíneas e curvilíneas, comprimentos e distâncias. A 
 16 
aquisição espacial “Projectiva” normalmente começa a desenvolver-se no período euclidiano 
e evolui em seguida. Nesta etapa, um objecto pode ser visto em relação a outros objectos ou 
de outros pontos de vista. 
 
Finalmente, é importante reconhecer que o desenvolvimento pode, nem sempre, ser linear. 
Frequentemente, o progresso é conseguido com esforço ou até pode envolver regressões 
temporárias. 
 
Mantendo em mente os estudos anteriores e outras teorias de desenvolvimento e pesquisa, o 
autor do Beery VMI preparou-se para ver se alguns testes de cópia de formas existentes eram 
adequados e, caso contrário, como é que poderia ser desenvolvida uma sequência de formas 
geométricas mais adequada. 
 
Agora, talvez, fosse uma boa altura para articular a construção que o Beery VMI tenciona 
medir e considerar até que ponto ele mede adequadamente essa construção. Ao fazer isso, 
alguma pesquisa será brevemente mencionada. Uma apresentação mais detalhada é fornecida 
nos Capítulos VI e VII. 
 
 
 
 
O Beery VMI é concebido para medir a separação no termo integração visuo-motora sob a 
premissa que o todo pode ser maior que a soma das partes e que as partes podem funcionar 
bem independentemente, mas não em combinação. 
 
Confiança/Segurança 
Um teste só pode ser válido se for seguro. Assim, poder-se-ia pôr a hipótese de que, se bem 
construído, o Beery VMI fornecerá uma segurança aceitável a nível interno, intercrítico e de 
nova testagem. Tal como é detalhado no Capítulo VI, o Beery VMI fornece tais 
características de confiança em níveis muito altos. 
 
Validade 
Em termos de validade, pode-se primeiro pôr a hipótese de que o Beery deva correlacionar-
se adequadamente com a idade cronológica. Como é mostrado no Capítulo VII, o Beery VMI 
A integração visuo-motora é o nível no qual a percepção e 
os movimentos dedos-mão estão bem coordenados. 
 
 17 
mede até níveis muito altos entre .80 e .90. Em segundo lugar, pode-se pôr a hipótese de que 
o Beery VMI deve correlacionar-se a níveis moderados, mas não muito altos, com bons testes 
visuo-perceptuais e com bons testes de boa coordenação motora para os dedos e mãos. Pode-
se igualmente pôr a hipótese de que o Beery VMI deve correlacionar-se em níveis muito altos 
com outros testes que tentam medir a integração visuo-motora. As relações anteriores têm 
sido demonstradas e aparecem detalhadas no Capítulo VII. A forma como foi idealizada a 
integração visuo-motora implica que os indivíduos com dificuldades educacionais, 
psicológicas e/ou médicas podem ter, em média, mais problemas com a integração do que os 
seus pares. Consequentemente, pode-se pôr a hipótese de que o Beery VMI, pelo menos num 
nível moderado, diferencia tais grupos. De acordo com o que é especificado no Capítulo VII, 
de modo geral, os grupos de crianças com várias incapacidades tiveram um desempenho 
inferior no Beery VMI em relação aos seus pares. O Beery VMI tem-se correlacionado em 
grande nível com os testes de integração automático-sequencial com os quais muitas crianças 
com distúrbios de aprendizagem têm revelado uma maior dificuldade. Este foi também 
referido como sendo uma medida eficaz para diferenciar subtipos de dificuldades de leitura. 
O Beery VMI tem-se correlacionado, frequentemente de uma forma mais significativa do que 
outros tipos de testes, com as dificuldades das crianças tais como intoxicação por chumbo e 
baixo peso à nascença e vários estudos neuro-psicológicos e médicos. 
 
Previsão/Prognóstico 
Poucos testes de percepção motora, além do Beery VMI têm apresentado evidência da sua 
capacidade para prever problemas académicos ou outros. Geralmente, os investigadores 
pensaram que o Beery VMI era um instrumento de previsão valioso quando usado em 
combinação com outras medidas. Este tem sido referido como um bom instrumento de 
previsão da capacidade de aprendizagem de crianças de baixos níveis sócio-económicos. 
Contudo, as correlações previsivas parecem diminuir à medida que as crianças sobem no 
nível de ensino, presumivelmente porque as exigências académicas, no que diz respeito às 
capacidades visuo-motoras decrescem, relativamente, e muitas crianças aprendem a 
compensar as fraquezas visuo-motoras usando outras capacidades. A questão continua a 
permanecer: estas crianças iriam progredir de forma mais completa e fácil se as suas 
fraquezas visuo-motoras fossem remediadas? E outra questão relacionada permanece: de que 
forma tais fraquezas podem ser remediadas? 
 
 
 18 
Influências (Bias) 
Uma forma muito importante de definir algo, como a construção da integração visuo-motora, 
é tornar claro o que ele não é. O Beery VMI não parece estar significativamente relacionado 
com o género, residência ou etnia, tal como é descrito no Capítulo VII. 
 
LocalizaçãoNeuro-psicológica 
Onde é que a integração visuo-motora tem origem no sistema nervoso? Os neurofisiologistas 
normalmente atribuem as funções visuo-motoras ao hemisfério direito do córtex motor 
oposto à mão dominante (94). Grafton e outros, com base no fluxo sanguíneo cerebral 
relativo, concluíram que é pouco provável que qualquer ponto no cérebro seja responsável 
por integrar a informação visual em suaves planos motor. Certamente, pareceu provável que 
esta conversão ocorreu simultaneamente nas áreas de associação motora e sensorial, no 
cerebelo e no núcleo do sub-cortex de uma forma dinâmica paralela (78). Nawrot e outros 
(153) descobriram que os distúrbios de movimentação visual estão associados a lesões 
acentuadas no cerebelo. Said e outros (188) descobriram que o desempenho do Beery VMI 
estava positivamente relacionado com o volume gray-matter do hemisfério direito entre as 
crianças com neurofibromatose. Baseado na extensa pesquisa de Halstead (88), Luria (132) e 
Reitan (177), Rourke postula um modelo no qual falhas de desenvolvimento ou rotura de 
várias ligações de white-matter neurológicos parecem propícias a criar dificuldades no 
desempenho da integração visuo-motora e/ou outras (186). Estas ligações incluem aquelas do 
lado direito ao lado esquerdo do cérebro (o corpus callosum em particular, da frente para trás 
(especialmente para novas tarefas), e de cima para baixo (córtex à haste do cérebro – o que 
liga a parte de baixo do cérebro à coluna vertebral). É necessária mais pesquisa sobre a 
localização. 
 
 19 
Perspectiva do Beery VMI e dos seus testes Suplementares 
 
 
O Beery VMI e os seus dois testes suplementares standard, Percepção Visual e Coordenação 
Motora, fornecem a bateria de detecção visuo-motora mais válida e económica para as 
idades pré-escolar e adulta. 
 
O Beery VMI é uma sequência de formas geométricas de desenvolvimento para serem 
imitadas ou copiadas com papel e lápis. O formulário Extenso de 30-itens do Beery VMI para 
as idades dos dois aos dezoito pode administrada em grupo ou individualmente em cerca de 
10 a 15 minutos. O Beery VMI também pode ser administrado a adultos (dos 19 aos 100 
anos) usando o Formulário de Adulto ou o Formulário Extenso. O Formulário Abreviado de 
21 itens está disponível para as idades dos dois aos sete anos; este formulário é normalmente 
administrado individualmente em menos de 10 minutos. Publicado pela primeira vez em 
1967, o Beery VMI é usado com crianças e apreciado nos Estados Unidos e noutros países. 
Os estudos indicam que, virtualmente, o Beery VMI não está influenciado pela cultura. Já 
que as crianças com diferentes proveniências frequentemente têm níveis de experiência de 
larga variação em relação aos alfabetos e números, as formas geométricas são mais usadas 
no Beery VMI do que as formas numéricas e as letras. 
 
O Beery VMI está construído para avaliar a extensão na qual os indivíduos conseguem 
integrar as suas capacidades visuo-motoras. Se uma criança tem um fraco desempenho no 
Beery VMI, isto pode ser porque ele ou ela tem capacidades de coordenação visuo-
percepcional e/ou motoras adequadas mas ainda não aprendeu a integrar, ou coordenar estes 
dois domínios. Por outro lado, é possível que as capacidades visuais e/ou motoras da crianças 
sejam deficientes. Consequentemente, os examinadores utilizam um Beery VMI seguido de 
uma avaliação das capacidades de percepção visual e motora. Este prosseguimento pode ser 
feito com uma avaliação clínica informal, conforme mencionado nas páginas 21-22. Ou, se 
um examinador desejar comparar a um nível mais formal e estatístico as capacidades visuais 
e motoras, podem ser administrados novos testes suplementares standard do Beery VMI 
(Percepção Visual e Coordenação Motora). Estes testes suplementares standardizados 
utilizam as mesmas formas de estímulo do Beery VMI, enquanto outras baterias de testes 
visuo-motores existentes tentam comparar estímulos e tarefas com menos relação. Os três 
testes foram standardizados pela mesma amostra nacional de 2,512 indivíduos e revelou 
confiança e validade. As pontuações standard são fornecidas em intervalos de dois e quatro 
meses. 
 20 
Tanto um como os dois testes suplementares standardizados pode ser administrado 
individualmente depois do Beery VMI. Se forem administrados os três testes standardizados, 
eles devem ser administrados pela mesma ordem pela qual foram normalizados de forma a 
produzir resultados válidos. A ordem válida de administração é a seguinte: (1) Beery VMI, 
(2) Percepção Visual e (3) Coordenação Motora. Uma comparação estatística dos resultados 
dos três testes pode ser feita de forma rápida e fácil com o perfil gráfico que é fornecido no 
folheto de teste do Beery VMI para este efeito. Os resultados dos três testes não são a média 
de uma pontuação composta como em algumas baterias. A combinação de medidas muito 
díspares não tem frequentemente sentido. 
 
No teste de Percepção Visual padronizado os primeiros três itens exigem que as crianças 
mais jovens identifiquem partes do seu próprio corpo, planos de imagens e partes de uma 
imagem. Para os restantes 27 itens, uma forma geométrica, que é exactamente a mesma de 
cada um dos estímulos, será escolhida de entre outras que não exactamente as mesmas do 
estímulo. Durante um período de três minutos, a tarefa é identificar a correspondência exacta 
dos 27 estímulos tanto quanto possível. Para tornar isto uma tarefa de percepção-visual tão 
pura quanto possível, as exigências motoras da tarefa são reduzidos ao mínimo, tendo a 
criança que indicar simplesmente as suas escolhas. Os estímulos no teste de Percepção 
Visual foram tornados mais pequenos do que os do teste Beery VMI porque, desta forma, isso 
exigiria um folheto de teste muito grande e dispendioso. Os testes-piloto dos estímulos foram 
feitos antes da normalização e foram considerados satisfatórios até mesmo para as crianças 
mais jovens que não tinham problemas de perspicácia visual. Os examinadores devem estar 
alerta para possíveis problemas visuais neste e em todos os testes que exigem uma boa 
perspicácia visual ao perto. Deve ser feita a orientação da Educadora de Infância ou a um 
especialista da visão se houver dúvida a cerca da visão da criança. 
No teste de Coordenação Motora standardizado, os primeiros três itens exigem que crianças 
muito jovens subam a uma cadeira, segurem num lápis com o polegar e os outros dedos, e 
segurem o papel à medida que o marcam. Para os restantes 27 itens a tarefa é simplesmente 
traçar as formas de estímulo com um lápis, sem sair das margens. Apesar da percepção 
visual não poder ser inteiramente eliminada em tais tarefas motoras, as exigências de 
percepção visual foram em grande parte reduzidas pelo fornecimento de exemplos, iniciando 
pontos e traçados como fortes orientações visuais para o desempenho motor exigido. O teste 
de Coordenação Motora demora cerca de cinco minutos a administrar. Os detalhes, no que 
diz respeito à administração e pontuação, são fornecidos no Capítulo III. 
 21 
Utilizações 
Os objectivos do Beery VMI e dos seus testes suplementares é (1) ajudar a identificar 
dificuldades significativas na integração visuo-motora, (2) obter os serviços necessários para 
os indivíduos que revelam estas dificuldades, (3) avaliar a eficácia dos programas educativos 
e outros e (4) servir como ferramenta de investigação. Espera-se que, pela detecção precoce 
com o Beery VMI, as crianças e adultos que possam precisar de ajuda suplementar na sua 
educação e outros aspectos do desenvolvimento seja identificada e referida a profissionais 
adequados para uma avaliação a ajuda mais detalhadas. 
 
Precauções 
Se o comportamento de uma criança ou adulto durante a testagem levar o examinador a 
suspeitar de um problema visual ou outro, este deve ser referido a uma educadora de 
infância, oftalmologista ou outro especialista. 
Um únicoteste ou pontuação não são suficientes para fazer um diagnóstico ou criar um 
plano de tratamento. A avaliação e planeamento em equipa é quase sempre o melhor. 
 
Qualificações do Utilizador 
Todos os materiais de teste oferecidos por Pearson Assessments são designados por um nível 
de qualificação. Consulte o catálogo Pearson Assessment corrente para obter informação 
adicional a cerca dos vários níveis de qualificação. Os utilizadores do Beery VMI devem 
fornecer credenciais que indiquem que têm o bacharelato em psicologia, educação, relações 
humanas ou recursos humanos, gestão, ou numa área muito similar. 
 
Para fins de pesquisa, classificação/filtragem, ou outros, o Beery VMI e os seus testes 
suplementares podem ser administrados e pontuados por quase todos os adultos inteligentes 
que estejam perfeitamente familiarizados com os materiais dos testes e que tenham tido 
experiência supervisionada com um examinador experiente. Contudo, para interpretar os 
resultados dos testes, estes testes exigem conhecimento educacional prévio e experiência de 
especialistas em psicologia, dificuldades de aprendizagem, ou profissões semelhantes. 
 
 
 
 
 22 
III. Administração e Pontuação 
 
 
O Beery VMI pode ser administrado de forma considerada válida, tanto como um teste de 
avaliação de grupo, como para fins de avaliação de indivíduos com crianças ou adultos. Os 
especialistas frequentemente formam professores de turmas para administrarem o Beery VMI 
como um instrumento de avaliação em classe, que simultaneamente estimula o ensino em 
colaboração e outras estratégias. 
 
Os testes de Percepção Visual e Coordenação Motora são fornecidos como um meio de 
estatisticamente avaliarem as contribuições visuais e motoras relacionadas com o 
desempenho do Beery VMI. Apesar dos testes de Percepção Visual e Coordenação Motora 
terem um forte potencial para testagem em grupo, presentemente eles são recomendados para 
a testagem em indivíduos que estão abaixo da média obtida no Beery VMI. 
 
Não é necessário administrar os três testes padronizados para estimar os factores visuais, 
motores e outros que podem afectar o desempenho do Beery VMI. Na verdade, os 
procedimentos clínicos da “Testagem de Limites” do Beery VMI (página 31) são fortemente 
recomendados para este fim. 
 
Se os testes de Percepção Visual e Coordenação Motora forem administrados, é 
extremamente importante que a sequência de testagem seja a seguinte: primeiro, o Beery 
VMI; depois, a Percepção Visual; em seguida, a Coordenação Motora. Como acontece com 
muitas baterias de testes, a exposição a um teste relacionado normalmente afecta o 
desempenho nos testes seguintes. Assim, as normas podem ser seriamente afectadas pela 
mudança da ordem dos testes. Readministrar o teste demasiado cedo pode produzir um efeito 
de treino. Geralmente falando, o intervalo entre o teste e a repetição deve ser de, pelo menos, 
um mês. A maioria dos clínicos opta por administrar o teste no Outono e depois na 
Primavera. 
 
As normas podem ser inválidas se as indicações para administrar testes não forem seguidas 
ou se os materiais de testagem originais não forem usados. Os materiais do Beery VMI foram 
cuidadosamente construídos para evitar o brilho, translucidez ou outros problemas. 
Certifique-se de que utiliza os folhetos de teste de 2004, que vêm com este manual. 
 
 
 23 
Administração - Crianças e Adultos 
 
O folheto da Forma Extensa é apropriado para todas as idades. Embora as instruções 
administrativas tenham sido escritas para crianças, não existe nenhuma necessidade de as 
modificar para adultos. A Forma Extensa tem todas as 24 formas do Beery VMI, incluindo os 
três primeiros que são simultaneamente, imitar e copiar directamente, e três tipos de 
marcação ou rascunho, para um total de 30 itens. A Forma Abreviada foi delineada para o 
uso com crianças entre os 2 aos 7 anos de idade. Esta é igual a forma completa, com 
excepção de que contém somente os primeiros 15 itens do Beery VMI para um total de 21 
itens cotados. A Forma para Adulto é projectada para adultos de idades entre os 19 aos 100. 
Esta é igual a forma completa, com excepção de que omite os itens 1-6, que são destinados a 
crianças com idades abaixo dos cinco. 
 
Normalmente, as crianças em idade pré-escolar devem ser testadas individualmente 
utilizando as instruções individuais na página 28-29. As crianças do Jardim-de-infância 
podem ser, muitas vezes, avaliadas como uma classe inteira, se dois ou mais adultos 
servirem como monitores. Dependendo da classe, às vezes é melhor testá-las em grupos de 
cerca de seis. As Crianças do primeiro ano ou superior podem ser testados com a classe 
inteira. As Crianças mais velhas, podem escrever o seu próprio nome, sexo, data de 
nascimento na capa do folheto de teste. Em todas as idades o monitor deve acompanhar, 
incentivar e corrigir delicadamente as posturas e erros processuais conforme seja necessário. 
 
Administração em Grupo (Forma Extensa e a Forma Abreviada para crianças). 
 
1. Cada criança deve ter um lápis nº 2 afiado, de preferência sem uma borracha. Um 
suave lápis primário ou uma caneta esferográfica também é permitida. 
 
2. Distribua o folheto do teste e diga: Por favor, não abram os vossos testes até que lhes 
peça para o fazer. A página do folheto com a mão a apontar para cima (última) deve 
ficar virada para si. 
 
3. É importante que o folheto de teste e o corpo de cada criança esteja centrado e 
enquadrado com a secretária durante a aplicação do teste. Deve demonstrar, referindo 
o seguinte: esta é a maneira como o seu folheto deve estar e quando concluir deixe-o 
sobre a mesa. Esta é a maneira como cada um se deve sentar. 
 24 
4. Deve demonstrar, dizendo: Agora abra o seu folheto girando a partir do topo, como 
este, para a página 4. A Página 4 tem formas no topo dos quadrados. Parecesse-se 
com este. Mostrar página 4 para a turma. 
 
5. Diga: Copie o que vê na parte superior de cada página. Faça o desenho de cada forma 
no espaço abaixo, como esta. Use o giz para mostrar como copiar formas, mas não 
utilizar qualquer uma das formas como exemplos reais de ensaio. Criar outras formas, 
usando traços com uma única linha. Demonstre que as linhas grossas como as 
imprimidas no folheto não são as pretendidas. 
 
6. Copiar as formas em ordem. Comece com o número 7, a linha vertical. Só quando 
perguntarem sobre o assunto é que se pode dizer, que as páginas e números antes são 
apenas para crianças muito jovens. 
 
7. Diga: Algumas das formas são muito fáceis, e outras são muito difíceis mesmo para 
adultos. 
 
8. Diga: Faça o seu melhor em ambos, quer nos fáceis e nos mais difíceis; Não avançar 
nenhuma. (Repita esta frases como necessária.) 
 
9. Diga: Lembre - apenas uma tentativa em cada forma e não pode apagar. 
 
10. O teste pode ser terminado depois de todos os membros do grupo parecerem não 
precisarem de mais tempo. Contudo, se o tempo e a energia o permitir, pode deixá-
los desenhar todas as formas. Aqueles que terminarem mais cedo podem desenhar, ler 
ou envolver - se em outras actividades de sua escolha. 
 
Administração Individual (Forma Extensa e a Forma Abreviada) para Crianças 
 
1. Muitos examinadores experientes que tencionam administrar uma variedade de testes 
a um indivíduo começará com o Beery VMI por duas razões principais. Bom 
Relacionamento: Quase todas as crianças apreciam fazer o Beery VMI, torna-se 
absorvente, e sentem - se bem sucedidas. Em geral, eles gostam de tentar os itens 
mais difíceis e querem fazer mais. Se não, isso pode ter um diagnóstico significativo. 
O tempo do Beery VMI é também um tempo para ficar quieto confortável com o 
 25 
examinador sem ter que usar muita linguagem verbal. Observação: Como as crianças 
desenham, o examinador tem uma boa oportunidade para se sentar e observar a 
atitude da criança, posição do corpo, movimentos, e outros comportamentospotencialmente importante. 
 
2. Alguns examinadores removem a capa do folheto de teste (página 1, 2, 15, e 16 da 
forma abreviada; pagina 1, 2, 23, e 24 da forma extensa), a fim de registar 
observações no decurso da examinação individual, usando a página 15 na forma 
abreviada ou a página 23 na forma extensa. 
 
3. A criança deve ter um lápis nº 2 afiado de preferência sem uma borracha, um lápis 
primário ou uma caneta esferográfica. Não é permitido apagar! 
 
4. Coloque o folheto de teste de face para baixo à frente da criança e enquadrado para a 
secretária ou mesa da criança. 
 
5. Mantenha ambos o folheto de teste e o corpo da criança centrados e enquadrado à 
mesa durante a sua realização. A posição diferente do folheto ou o corpo pode afectar 
grandemente a tarefa. 
 
6. Quando o examinador desenha é ele que segura no folheto. Quando a criança 
desenha, pede-se a ela para que segure no folheto. Se eventualmente a criança não for 
capaz de segurar o folheto, seguro-o o examinador. Manter o folheto direito e 
centrado com o corpo da criança. 
 
Crianças Individuais Abaixo da Idade Funcional dos Cinco Anos: 
Iniciar na tarefa 4, Página 2 (Forma Extensa e a Forma Abreviada) 
 
1. Relembrar a imitação do desenho de formas é normalmente mais fácil do que cópia 
directa. Se a criança tem menos de cinco anos ou se antecipar um nível funcional 
Beery VMI abaixo dos cinco anos de idade, abra o folheto na página 2 e diga: Olha 
para mim. Vou desenhar uma linha aqui. Se possível, sentar-se ao lado da criança. 
Em seguida, desenhe uma linha vertical de cima para baixo aproximadamente do 
mesmo tamanho, cerca de duas polegadas, tal como a caixa 7 na página 4. Aponte 
para à linha vertical que acabou de desenhar e, em seguida, para o espaço em branco 
abaixo dela. Diga: Faz um como esse. Faz aqui o teu. Se a criança não responder com 
 26 
sucesso, faça repetidamente linhas verticais para cima e para baixo em cima da sua 
primeira linha. Depois aponte para o espaço da criança e diga: Faz isso. Faz 
exactamente aqui. 
 
2. Conforme ou não, depois da ampla oportunidade, se a criança desenhar uma ou mais 
linhas verticais em imitação à sua, fazer repetidas linhas horizontais na parte superior 
central da caixa na página 2 e convidar a criança a imitá-lo no espaço abaixo do seu. 
Conforme ou não a resposta da criança, repita este procedimento com um círculo na 
parte superior direita da caixa na página 2. 
 
3. Se a criança pontua um ou mais pontos sobre o que precede imitação três tarefas, 
basta “saltar” as tarefas de rascunhar abaixo e avançar para a página 4 do folheto para 
as tarefas de copiar (ver instruções #10 abaixo). Mas, se a criança ainda não marcou o 
papel em todos até agora, tenta o desenho espontâneo ou tarefas de rascunho descritas 
abaixo. 
 
4. Desenho Espontâneo ou Rascunho: Vire a página 1 do folheto de teste. Aponte para a 
caixa em branco mais próxima para a criança e diga, Pode desenhar qualquer coisa 
que quer dentro desta caixa. Vá em frente. 
 
5. Se a criança rabisca ou faz qualquer outro tipo de marca (ou marcas), diga, Bom para 
ti! Agora, desenha isto (tenta outra vez na página 2). 
 
6. Se a criança não rascunhar ou traçar espontaneamente na página 1, passe ao próximo 
passo, Rabiscos por Imitação. 
 
7. Rabiscos por Imitação. Rascunhe para cima e para baixo na caixa em branco próximo 
de si, com cuidado para não rabiscar perto das linhas da caixa e diga, enquanto 
rabisca: Vamos rabiscar assim. É divertido! Faz os teus aqui (apontar para a caixa 
próxima da criança) e diga, Mantém-te na caixa - não sais foras das linhas! 
 
8. Se a criança rabiscar ou, por outro lado, fizer traços, tente novamente fazer imitação 
das duas linhas e um círculo na página 2 (siga instruções # 1 supra). 
 
9. Se a criança continuar a não rabiscar ou traçar aqui, termine a avaliação visuo-motora 
por agora e considere administrar a avaliação da Percepção Visual. 
 
 27 
 Crianças individuais acima da idade funcional de cinco anos de idade e adultos: 
Começar na tarefa 7, página 4 (Forma extensa e Forma abreviada) 
 
10. Se a criança tem cerca de cinco anos de idade ou é mais velha não antecipa um nível 
funcional Beery VMI abaixo dos cinco anos, abre o folheto de teste na página 4. 
Aposta para tarefa 7 (copiar a linha vertical) e depois para o espaço em branco 
abaixo desse. Diga: faça uma como esta. Faça aqui o seu correctamente. 
 
11. Encorajar a criança se necessário. No entanto, não trace o formulário com um dedo 
ou lápis, porque tais propostas prevêem importantes sinais. Não deixe que a criança 
traça a forma. Evite chamar o formulário pelo seu nome ou por um termo descritivo. 
 
12. Se a criança não compreende a tarefa de cópia directa ou não copia qualquer um dos 
itens 7, 8 ou 9 suficientemente bem para ganhar um ponto, ir até à página 2 do 
folheto de teste e siga instruções 1 até 9 acima para crianças abaixo da idade 
funcional de cinco anos. 
 
13. Se a criança responde por imitação ou qualquer um dos três itens imitação, volte a 
expor as primeiras três cópias impressas/escritas, itens 7 até 9, e permitir que a 
criança tente novamente copiar directamente a forma. (Se a criança não ganhar pelo 
menos um ponto em tarefas imitação, siga as instruções de rabiscos espontâneos e 
outras e outras instruções para crianças abaixo da idade funcional dos cinco anos). 
 
14. Tantas vezes quantas forem necessárias, aponta para um item e diga: Faz um como 
este. 
 
15. Permitir apenas uma tentativa por tarefas, com o apagamento. Permitir somente única 
linha enfartes, não espessadas ou ocas "linhas" para emular o grosso das linhas das 
cópias impressas. Depois da criança responder bem, diga: Boa. Continua a fazer o 
resto. Vira para a próxima página quando terminares este. 
 
16. Diga: Faz o teu melhor em ambos quer nos fáceis quer nos mais difíceis; não saltes 
nenhum. (Repita esta frase quantas vezes for necessário) 
 
17. Registe no teste as observações sem chamar muita a atenção da criança. A criança 
não deve estar com o tempo cronometrado. 
 
 28 
18. Teste pode ser terminado depois de três itens consecutivos em que a criança não 
ganhe pontos. Deseja muito continuar, no entanto, porque é muitas vezes informativa 
para ver como uma criança aborda os itens mais difíceis. Criança geralmente gostam 
de copiar e muitas vezes pedem para fazer ainda mais formas. 
 
19. Registe as pontuações da criança na página 23 (Forma Extensa) ou página 15 (Forma 
Abreviada) do folheto de teste. Contabilize todos os pontos não testados antes da 
primeira acção bem sucedida da criança, o "Basal" (ver a página 25). Por exemplo, se 
a criança conseguiu concretizar as Tarefas 7,8 e 9 (as tarefas de cópia directa) e, 
portanto, não foi testado as Tarefas de 1 a 6, um crédito de seis pontos para todos os 
itens testados. 
 
Testar os limites 
Sattler (191) e outros já sugeriram algumas excelentes maneiras para informalmente avaliar 
as possíveis causas de uma criança que tem pobre integração visuo–motora e / ou de uma 
criança que tem um potencial para aprendizagem de competências. Os seguintes 
procedimentos são sugeridos. 
 
Percepção visual. Depois o regular procedimento Beery VMI foi concluído, o regresso ao 
primeiro item em que a criança não se encontra com os critérios de pontuação do Beery VMI. 
Pergunta-se à criança para olhar para o estímulo e, em seguida, no seu ou sua tentativa de 
copiar o estímulo. Perguntar: Será que a forma que desenhaste se parece exactamente com a 
que tu copiaste (Pausa para responder.) Qual é a diferença? Note se a criança percebe ou não 
quaisquer diferenças que existam. 
 
Controlo motor. Pergunte à criança para traçar a forma estímulo com o seu lápis. Note a 
precisão da criança e a facilidade na detecção. 
 
Integração. Pergunte à criança para copiar a forma estímulo novamente numa folha de papel 
em branco. Observe se acriança está a melhorar a cópia. Se esse melhora, pergunta a criança 
porquê ele ou ela acha que melhorou. 
 
Imitação. Se a segunda tentativa não melhorar, sente-se ao lado da criança e pergunte - lhe 
para ver com atenção como copia o estímulo. Então dê outra oportunidade à criança para 
copiar. 
 
 29 
Orientação Motora. Se uma melhoria significativa ainda não foi observada, realiza e orienta 
a mão e o lápis da criança enquanto ela faz outra cópia. Depois, deixe a criança tentar 
novamente, sem a guiar. 
 
Verbalização do Examinador (professor). Se ainda não tiver ocorrido uma melhoria 
significativa, peça à criança para observar e escutar atentamente à medida que o examinador 
volta a copiar o estímulo e verbaliza o que está a fazer, incluindo seus pontos de partida, 
direcção(s) e as relações-chave espaciais que monitoriza. Depois, peça à criança para voltar a 
copiar o estímulo. 
 
Verbalização da Criança (aprendiz). Se ainda não tiver notado uma melhoria significativa, 
pergunta à criança para verbalizar o que esta a fazer e como copiar os estímulos. Então pede 
à criança para copiar o estímulo enquanto ele ou ela verbaliza as acções. 
 
Variações. Desenvolver e utilizar variações destes procedimentos de ensino e testagem 
sugeridos que parecem mais apropriadas para o indivíduo e a sua própria necessidade de 
análise. 
 
Retenção e Extensão da Aprendizagem. Utilizando alguns ou todos os procedimentos 
antecedentes, considere ensinar a criança a copiar adequadamente várias ou todas as formas 
do Beery VMI nos quais ele/ela não conseguiu descobrir o critério durante a primeira 
examinação. Cerca de duas semanas depois, repita o procedimento regular do Beery VMI 
com a criança para ver como a aprendizagem foi retida e/ou conduziu a outros estímulos. 
 
Esta verificação da retenção frequentemente revela quais as crianças que são naturalmente 
inexperientes nos esforços de integração visuo-motora. Estas crianças tendem a reter o que 
lhes foi ensinado. Outras crianças irão revelar o síndrome leaky bucket característico de 
muitas crianças com deficiências de aprendizagem. Estas crianças tendem a não reter ou 
desenvolver aprendizagens da integração motora a não ser que estas sejam fornecidas por 
claros indicadores cognitivos, tais como regras sobre como proceder e/ou desenvolver 
práticas e revisões de rotina. 
 
 30 
Pontuação/Contagem 
A contagem de resultados do Beery VMI é essencialmente a mesma que era na (quarta) 
edição de 1997 – um ponto para cada item imitado ou copiado até três falhas consecutivas. 
Para obter uma pontuação não processada, o número de itens que não alcançam sucesso total 
abaixo deste patamar três falhas consecutivas são subtraídas ao “tecto”. Por exemplo, se uma 
criança falhar os itens 5,8 e 11-13, a pontuação não processada é 13 – 5 =8. Estes critérios de 
contagem e procedimentos aplicam-se às formas Abreviada e Extensa dos testes de formas 
do Beery VMI. Foram acrescentados três itens adicionais para o nível pré-escolar. 
 
Marcação e Rabiscos 
Em resposta aos pedidos no âmbito das normas standardizadas dos dois anos, existe agora 
um total de 30 pontos de contagem por processar, por oposição aos 27 nas edições anteriores. 
Um ponto por item pode agora ser ganho de acordo com o seguinte: 
1. Marcação Imitada: Qualquer/quaisquer marca(s) ou rascunho(s) no formulário de 
teste do Beery VMI que uma criança faça por imitação de um adulto. 
2. Marcação Espontânea: Qualquer/quaisquer marca(s) ou rascunho(s) no formulário 
de teste do Beery VMI que uma criança faça em resposta a um pedido gestual e/ou 
verbal de um adulto – sem que o adulto tenha de demonstrar à criança para o imitar. 
3. Marcação Incluída/Contida: um ponto se nenhuma da(s) marca(s) ou rabisco(s) no 
formulário de teste do Beery VMI for além dos limites do papel de 8.5” X 11”. 
 
Formas Imitadas e Copiadas 
O critério de pontuação para as formas copiadas e imitadas, tal como o círculo, são 
exactamente as mesmas. Apenas as equivalências de idade diferem, como é mostrado na 
seguinte redução da folha de Gravação e Contagem, que aparece na página 23 no interior do 
folheto de teste Beery VMI. 
 
A folha de Gravação e Contagem (página 23 da Forma Extensa e página 15 da Forma 
Abreviada), mostrada na página 22, apresenta a listagem da “Norma de Idade” para cada 
forma, a idade na qual cerca de 50% das crianças se encontram nos critérios de 
desenvolvimento para cada forma. Muitos examinadores utilizam esta folha e os “Stepping 
Stones” suplementares (normas de idade do desenvolvimento) na folha de teste extra para 
ajudar os pais a compreenderem melhor o nível de desenvolvimento actual dos seus filhos. 
 
 31 
Critérios 
A pontuação do Beery VMI é baseada no critério de Não Contagem e os exemplos mostrados 
para cada uma das 24 formas nas páginas 39-92. Os critérios e exemplos derivam de um 
cuidadoso estudo da evolução de cada uma das formas de desenvolvimento, baseado em 
reproduções de milhares de crianças. Comentários de desenvolvimento e ilustrações de 
tendências para as formas podem ser encontrados nas páginas diante das páginas dos 
critérios de contagem. Note, por favor, que, se as formas copiadas ou imitadas por uma 
criança tocam ou saem ligeiramente fora da caixa, uma pontuação ou crédito deve ser dada 
se todos os outros critérios de pontuação para essa forma forem alcançados. 
 
Pontuadores experientes encontrarão informação do Resumo de Contagem nas páginas 90 e 
92 útil como um lembrete dos critérios básicos de pontuação. 
 
 
“Protactor” 
Um certo número das páginas dos critérios de contagem contém ilustrações para o uso de um 
“protactor”. Todos os níveis de “protactor” são lidos no sentido dos ponteiros do relógio com 
a base do “protactor” na horizontal. Estas ilustrações são vistas como ajudas para aprender a 
pontuar o Beery VMI; elas têm sido eficientes para este objectivo na universidade e noutros 
 32 
cenários. Os autores estão particularmente agradecidos a Lepkin e Pryzwansky (123) pela 
sua pesquisa neste sentido. 
Os pontuadores mais experientes irão precisar frequentemente de um “protactor” ou 
regulador para pontuar o Beery VMI. Na verdade, uma regra importantíssima a relembrar 
quando se pontua um formulário é se houver dúvida, pontue-o de acordo com os critérios. 
Alguns pontuadores tendem a ser demasiado rígidos. No geral, é melhor alcançar um bom 
sentido de desenvolvimento ou gestalt para a evolução de cada forma através do estudo das 
suas tendências de desenvolvimento do que focar-se em detalhes ou reproduções. 
 
Excepções 
Um examinador experiente desenvolverá um gestalt do comportamento de desenvolvimento 
de uma dada criança no Beery VMI. Por exemplo, é comum encontrar uma criança mais 
velha que de certa forma copia apressadamente as formas mais fáceis, não se importando em 
pôr as pintas nos i’s e os traços nos t’s porque as formas encontram-se correctas no ponto de 
vista da criança. Um examinador experiente tem em conta este comportamento ao pontuar. 
 
Ocasionalmente, uma criança faz uma segunda tentativa com uma forma. Contabiliza-se 
sempre a primeira forma das crianças com menos de 9 anos. Se, na verdade, não viu qual foi 
a primeira, ela pode frequentemente ser identificada pela comparação dos tamanhos das duas 
tentativas relativamente ao tamanho das tentativas únicas de outras formas pela criança. 
 
Aceite produções de crianças com cerca de nove anos que esboçam primeiro com linhas 
suaves e depois completam a forma com linhas mais escuras. 
 
Basal (Pausa/Repouso) 
As tarefas de riscar ou rabiscar na página 1 do folheto de teste Beery VMI e as formas 
imitadas na página 2 não são administradas durante a testagem em grupo ou à maioria das 
crianças com cerca de 6 anos durante a testagem individual. Como acontece com o período 
de pausa de qualquer teste, assuma que as tarefas de traçado ou rabisco e as formas imitadas

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