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Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir da aulo ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos Tribunais. Vamos continuar avançando sobre a teoria do D. Constitucional com um tema que vem caindo com maior frequência nas provas mais recentes que é tema da interpretação Constitucional especialmente dos princípios de interpretação Constitucional. Antigamente, esse tema não era cobrado para Tribunais e MPU, era considerado um tema muito avançado, mas em provas recentes (2010/2011) a interpretação Constitucional, os princípios Constitucionais vêm sendo cobrados, a parte do (veremos mais adiante) vem sendo cobrada. Então, não dá para candidato deixar de estudar essa parte teórica do D. Constitucional, pois é isso que diferenciará e deixará candidato à frente dos demais, que só estiverem estudando o texto da Constituição. 1. Princípios da Interpretação Constitucional Para estudar esse princípio é necessário entender que é a interpretação Constitucional. Interpretar é aclarar, é desvendar, é descortinar, é descobrir sentido de algo. Quando falamos em interpretação constitucional nós temos o desvendar/o descortinar das normas constitucionais, com princípios que são especificamente voltados para essa interpretação da Constituição, para essa interpretação das normas constitucionais. Princípios esses intitulados de princípios de interpretação constitucional. Na doutrina, os princípios de interpretação constitucional são muitos. Se você procurar em obras densas de Direito Constitucional vai encontrar mais de dez princípios de interpretação constitucional. Porém, os princípios de interpretação constitucional mais famosos são aqueles arrolados pelo professor e doutrinador português Gomes Canotilho. Esses princípios foram adotados pela doutrina e são os que mais aparecem nas provas para tribunais e MPU e em concursos de um modo geral. Iniciaremos a análise dos princípios de interpretação constitucional pelos princípios enunciados por Canotilho e, na sequência, veremos alguns outros princípios que também têm incidência nas provas, principalmente nas provas para Tribunais e das bancas da FCC e CESPE. Vamos agora a análise pontual de cada um dos princípios de interpretação Constitucional: tema dos princípios, para quem nunca avançou sobre a teoria do D. Constitucional, é um tema que parece complicado pelo alto grau de abstração. Isso é verdade. Então, para facilitar e simplificar a vida do aluno o professor trouxe uma tabela (vide no vídeo da aula) e ao lado de cada princípio está uma frase que sintetiza conteúdo de cada um desses princípios, e essas frases são as que normalmente aparecem nas alternativas das questões, são as frases mais importantes da definição de cada um dos princípios que nós vamos estudar. Portando, faremos 0 estudo da seguinte forma: identificar o princípio, a frase principal que o conceitua/define/delimita e depois iremos aprender como são os desdobramentos da aplicação de cada um desses www.cursoenfase.com.br 3Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir do aulo pelo professor em Recomenda-se a complementação do estudo em livros e no jurisprudência dos Tribunais. 1.1. Princípio da unidade da Constituição Frase de síntese: Busca evitar contradições na unidade de princípios e regras. A doutrina traz que as normas constitucionais são subdivididas entre princípios e regras. A diferença básica entre um princípio e uma regra é que um princípio determina ou estabelece uma finalidade a ser perseguida, enquanto a regra estabelece um comportamento a ser cumprido. 0 principio tem um grau maior de abstração enquanto a regra traz um grau maior de concretude. Dito isso, princípio da unidade da constituição faz ainda mais sentido, pois diz que devemos buscar evitar as contradições dessa unidade constitucional composta por normas que podem ser princípios e que podem ser regras. o exemplo que a doutrina costuma dar é que, no âmbito dos princípios constitucionais, dos valores constitucionais, nós nunca podemos dizer que um valor ou um princípio constitucional prevalece em qualquer caso sobre outro. Nós sempre precisamos fazer ponderações. Existem dois valores que colidem em muitos casos, que são os valores da intimidade e do acesso à informação. Temos um caso muito famoso que contrapõe a intimidade e acesso à informação e deixa muito claro sentido desse princípio da unidade da constituição: tivemos um caso, no Brasil, em que um programa de humor começou a perseguir uma atriz famosa. Essa atriz não quis participar da brincadeira do programa e não queria nem dar entrevista e nem conversar com os humoristas. Diante disso, os humoristas chegaram a uma situação limite de irem até a frente do prédio dessa atriz famosa, com um guindaste/escada de bombeiros e subirem próximos à sacada do apartamento da atriz para tentar falar com ela. Esse exemplo serve para explicar o princípio da unidade da constituição, porque aqui nós temos em conflito a intimidade da atriz com eventual acesso à informação que seria prestado por um canal de televisão via um programa de humor, que é conversar com uma pessoa pública, uma pessoa famosa que, em tese, teria sua intimidade menos resguardada do que uma pessoa que não é famosa. Vários são os doutrinadores que sustentam, principalmente fora do Brasil, que as pessoas famosas teriam direito à intimidade e vida privada com um menor grau de intensidade, uma vez que a vida delas já está exposta pelo trabalho que elas desempenham. Então, diante de uma situação como essa, precisamos pensar na unidade da constituição, nos princípios e nas regras previstos na Constituição Federal. Entre esses dois valores constitucionais consagrados que são a intimidade e o acesso à informação, qual deve preponderar nesse caso concreto? Nesse exemplo dado, a justiça deu uma ordem para que o programa não mais se aproximasse dessa atriz e ainda fixou uma indenização para ela, decorrente de um dano causado, essa exposição que ela foi submetida, a situação vexatória a que ela foi submetida. Foi feita uma ponderação e preservou-se a unidade da constituição, uma vez que eu ponderei entre dois valores que se tinha igualmente resguardados. Assim, esse é princípio da unidade da constituição que tem por objetivo evitar a www.cursoenfase.com.br 4Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE o presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a da ministrado pelo professor em Recomenda-se complementação do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos Tribunais. contradição entre princípios e regras. Mas, se esse princípio tem por objetivo evitar contradições, nessa situação do exemplo não tivemos uma contradição? Sim, tivemos uma contradição. E esse princípio então serve para que, se ele não resolveu essa contradição? Ele serve para orientar intérprete diante de situações problemáticas, diante de situações de contradição. Fazendo a orientação, nos mantemos a higidez, a validade, a eficácia de valores que são, aparentemente, antagônicos. Apenas em um caso concreto que eu vou fazer um valor preponderar sobre outro. Nesse caso concreto, a intimidade da atriz preponderou sobre eventual direito ou acesso à informação que poderia ser prestado pelo canal de televisão. Atenção: é necessário ficar atento, pois esse princípio se parece com outro, que será apresentado posteriormente, e o professor aconselha a se prestar atenção aos detalhes, para que candidato não caia em "pegadinhas" do examinador. 1.2. Princípio da conformidade, correção, exatidão funcional ou da justeza Frase de síntese: Busca impedir subversões ao esquema da Constituição, ou seja, impedir uma violação ao esquema de organização e funcionamento da Constituição. Atenção: vários exemplos trazidos pelo professor de aplicação dos princípios de interpretação constitucional podem aparecer nas provas abertas, discursivas, como tribunais aparece como estudo de caso. Então, deve-se ficar alerta aos exemplos, pois muito deles podem aparecer tanto nas questões objetivas quanto nas questões subjetivas. Um exemplo claro da aplicação desse princípio da conformidade é o ativismo judicial. Ativista é uma expressão que você, quase que automaticamente, relaciona às pessoas que defendem o meio ambiente, por exemplo, os ativistas do Green Peace (que é uma organização internacional de proteção ao meio ambiente), ou os ativistas dos direitos humanos (são aquelas pessoas que brigam, que lutam, que buscam a implementação de direitos). Assim, quando se fala em ativismo do Poder Judiciário ou ativismo judicial, estamos nos referindo a uma busca, a uma luta por efetivação de direitos, por parte do Poder Judiciário. Nisso já reside um grande problema: em tese, Judiciário tem apenas uma função de dizer o direito, de dar uma resposta para a sociedade diante de controvérsias, diante de embates. A partir do momento que eu qualifico Judiciário como ativista é como se eu atribuísse ao Judiciário uma falta de imparcialidade, porque Judiciário não tem que executar, não tem que ser ativista, não tem que implementar direitos. Ele tem só que julgar. Por outro lado, há quem diga que não podemos entender que o Judiciário deve permanecer neutro diante de eventuais violações à Constituição Federal, porque uma coisa é o Judiciário ser imparcial, não ter lado, outra coisa é Judiciário ser neutro, ignorar a realidade social. Imparcialidade é não ter lado, e ser neutro é ignorar a realidade social. A imparcialidade é um dever dos membros judiciários, é um princípio constitucional. A neutralidade não. juiz não é obrigado a ser neutro, o Judiciário não é obrigado a ser neutro. www.cursoenfase.com.br 5Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da ministrada pelo professor em complementação do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos Tribunais. Desta forma, o ativismo seria sustentado por essa ausência de neutralidade ou por uma não obrigação de neutralidade relacionada ao exercício da jurisdição. Há, no entanto, quem diga que quando o Poder Judiciário é ativista ele está sim violando a imparcialidade e, em muitos casos, ele se substitui a funções que deveriam ser desempenhadas por outros poderes especialmente pelo Poder Executivo. Nós sabemos que há uma falta de direitos básicos no nosso país. Direitos relacionados à saúde, à educação, à cultura. Em muitos casos, as pessoas não conseguem acessar direitos sociais, por exemplo: falta de vaga em creche. As pessoas não conseguem colocar seus filhos em creche e esse é um problema que se desdobra em outros, pois a pessoa que não consegue deixar seu filho na creche tem dificuldade para trabalhar ou para conseguir um bom trabalho. Hoje em dia, na maioria dos grandes municípios onde há falta de creche, só se consegue vaga entrando com ação judicial. As defensorias entram com as ações. Depois que se entra com a ação judicial, pedindo uma vaga em creche, que Judiciário faz? 0 Judiciário obriga Poder Executivo, Governo Municipal ou Estadual a arrumarem uma vaga para a criança que estava na ação, especialmente o Governo Municipal, pois tem a ver com competência educacional para essa situação; judiciário obriga o poder Executivo a implementar uma política pública. Essa situação é uma situação de ativismo judicial, em que parece que Judiciário, por meio dessa decisão, está se intrometendo em uma função que é do Executivo, que é a de implementar políticas, de executar serviços. Mas, o Judiciário só faz isso porque a Constituição garante o direito. Diante de uma situação que a Constituição garante o direito e o Executivo descumpre, o Judiciário manda aplicar a Constituição, o que, em tese, não seria uma situação de ativismo. o esquema organizatório-funcional da Constituição é aquele que diz que há separação de poderes: do Legislativo, do Executivo e do Judiciário. Nessa medida, ao ter uma postura ativista, Judiciário estaria se misturando nas funções que são do Poder Executivo, de modo que ele estaria realizando uma subversão ao esquema da organização e funcionamento dos poderes segundo determina a Constituição Federal. Estaria atrapalhando esquema de organização dos poderes determinados pela Constituição Federal. 1.3. Princípio da força normativa Apesar de ser um enunciado por Canotilho, também tem uma outra referência teórica que é da doutrina de Konrad Hesse, que fala sobre a força normativa da Constituição. Frase de síntese: Tem por objetivo extrair a aplicabilidade e eficácia de todas as normas constitucionais, e representa, ainda, uma exigência de respeito de todas as normas infraconstitucionais aos preceitos constitucionais. Ele tem uma dupla função: extrair a eficácia e a aplicabilidade de todas as normas e determinar que as normas que estão abaixo da Constituição têm que a respeitar. Esse princípio coloca em xeque a classificação das normas constitucionais que vimos na aula anterior (a classificação do professor José Afonso da Silva), porque essa classificação www.cursoenfase.com.br 6Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a da ministrada pelo professor em a complementação do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos Tribunais. diz que algumas normas têm eficácia limitada e princípio da força normativa diz diferente, diz que temos que tirar a eficácia e a aplicabilidade de todas as normas. Mas, que está correto, o princípio a classificação? As duas coisas estão certas. A doutrina está em constante evolução. Isso que faz o pensamento constitucional avançar. Ao mesmo tempo que se necessita conhecer a classificação do professor José Afonso da Silva, é preciso, também, saber que há um princípio (da força normativa) que coloca em xeque essa classificação. Esse princípio que tem dupla função extração da eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais e também dizer que as normas infraconstitucionais devem sempre estar de acordo com a Constituição e isso nos aproxima do sentido jurídico de Constituição que já vimos lá atrás. Sentido Jurídico de Hans Kelsen, que diz que a Constituição é a norma hipotética fundamental, é a norma mais importante, é paradigma máximo de validade do ordenamento jurídico. Observação: Os temas vão se encaixando, pois nenhum se constrói de forma isolada todos os sistemas vão se moldando em torno de um pensamento para a efetivação da Constituição. Um exemplo da aplicação do da força normativa da Constituição é o controle de constitucionalidade. controle de constitucionalidade é o mecanismo por meio do qual eu verifico se normas estão de acordo com a Constituição Federal. Tem-se como fazer um controle se determinadas normas, se determinados atos estão ou não de acordo com a Constituição Federal, porque objetivo é garantir que nenhuma norma do ordenamento viole a Constituição Federal. É preciso garantir a eficácia e a aplicabilidade das normas constitucionais. É preciso que garantir que a Constituição se mantenha sendo o mais alto de validade do ordenamento jurídico, paradigma máximo de validade da ordem jurídica. Por exemplo, se por acaso, cria-se uma norma municipal, um Código Penal municipal de direito penal, é possível que uma lei municipal estabeleça normas sobre crimes? Por mais que a intenção seja considerada boa, o município não pode criar uma lei estabelecendo normas sobre direito penal. Não pode dispor sobre direito penal, não pode criar crimes, porque a Constituição Federal diz que a competência para legislar sobre direito penal é privativa da União, ou seja, somente lei federal pode dispor sobre crime, sobre direito penal, de modo que uma lei municipal que traga essa matéria está violando a Constituição Federal, está violando a nossa norma máxima, nosso paradigma máximo de constitucionalidade. entra em cena o controle de constitucionalidade. É possível que se ajuíze uma ação diretamente no STF para questionar isso: a chamada Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Ou, é possível que alguém em um caso concreto, que se sinta prejudicado por esse Código Penal municipal questione a aplicação desse Código Penal Municipal para seu caso concreto, quando, então, estaremos diante do que se chama de controle difuso de constitucionalidade, que é aquele em que se faz uma verificação de compatibilidade entre uma norma e a Constituição Federal com base no caso concreto, com base em uma necessidade concreta. www.cursoenfase.com.br 7Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores da pelo professor em sala. Recomenda-se complementação do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos Assim, princípio da força normativa da Constituição tem essa dupla função: extrair a máxima eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais e também determinar respeito aos preceitos constitucionais por parte das normas infraconstitucionais. www.cursoenfase.com.br 8Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir aula ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se complementação do estudo em livros doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 1. Princípios da Interpretação Constitucional (continuação) 1.1 Princípio da máxima efetividade ou eficiência Esse princípio enuncia que se deve buscar a otimização de cada norma constitucional buscando-se efetividade prática. ATENÇÃO: não confundir com o princípio da força normativa! Enquanto o princípio da força normativa da Constituição fala em respeito a todas as normas constitucionais, princípio da máxima efetividade fala em otimização de cada norma. Fique atento, pois examinador tenta "pegar" o aluno com esta questão. Além disso, se estes conceitos não estiverem bem fixados, aluno tende a confundir o principio da unidade da constituição com a da força normativa (NÃO PENSAR "todas as normas = unidade da Unidade = Evitar contradições; Força normativa = Aplicabilidade e eficácia de todas as normas constitucionais; Máxima efetividade = Otimização de cada norma Tanto é que aqui não se tem "Constituição" no nome do principio. Ao passo que, no princípio da força normativa, muitas vezes, encontra-se a identificação desse como "princípio da força normativa da Não confundir o princípio da Unidade com princípio da força normativa com princípio da máxima efetividade ou eficiência. o princípio da máxima efetividade ou eficiência diz que deve-se otimizar cada norma buscando-se a efetividade prática. Um exemplo para explicar esse é relacionado a uma norma que já existiu na Constituição Federal e que não existe mais, mas que aplica muito bem esse princípio, ou uma violação a esse princípio, que era a norma prevista no artigo 192, da CF/88, que delimitava a aplicação de juros reais a 12% ao ano. Era uma delimitação estabelecida na Constituição Federal para contratos, negócios jurídicos, que não poderiam nunca passar os juros reais de 12% ao ano. Apesar de essa norma estar prevista na Constituição Federal, mesmo enquanto vigeu, e enquanto estava no ordenamento jurídico, esta norma nunca foi respeitada e era constantemente descumprida. Isso claramente demonstra que pode ser que uma determinada norma da Constituição seja descumprida independentemente de estar ou não em colisão com outra norma constitucional, pois não era caso de ponderação de valores, e sim o caso de uma norma, que estabelecia um preceito, que era constantemente descumprido. Resultou-se, então, na desistência da aplicação dessa norma, que foi retirada do ordenamento jurídico. Então, tem-se que buscar uma máxima efetividade ou uma máxima eficiência de todas as normas constitucionais. Outro exemplo de descumprimento desse princípio da máxima efetividade ou eficiência é a da norma constitucional que versa sobre o salário mínimo e tudo aquilo que ele deve atender: saúde, educação, moradia, etc. www.cursoenfase.com.br 2Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir do aula pelo professor em sala. Recomenda-se o complementação do estudo em livros doutrinários e no jurisprudência dos salário mínimo não consegue prover básico que as pessoas precisam. Então, a norma constitucional que determina que salário mínimo deve atender a uma série de direitos, é uma norma constantemente desrespeitada, mas o princípio da máxima efetividade ou da máxima eficiência diz que tem-se sempre que otimizar essa norma, para que ela tenha uma efetividade prática. Temos sempre que perseguir o que a norma diz e buscar a aplicação prática do preceito estabelecido pela norma constitucional. São dois bons exemplos de aplicação ou violão ao Princípio da Máxima Efetividade ou Eficiência. 1.2 Princípio da concordância prática ou da harmonização Determina que se deva buscar a harmonização de bens e valores jurídicos, evitando- se o sacrifício total de uns em razão de outros. ATENÇÃO: Mais uma vez, o examinador costuma mistura Princípio da Concordância Prática ou da Harmonização com Princípio da Unidade, por isso, não confunda. 0 da unidade pode-se misturar a outros princípios, então, frisando as palavras chaves destes princípios: Concordância prática ou harmonização = Harmonização de bens e valores; Unidade = Evitar contradições, princípios e regras (normas). A "unidade" tem por objetivo evitar contradição na unidade das normas. Por sua vez, a "concordância prática" a harmonização de bens e valores, não de normas. "Evitar contradições" e "harmonizar" são praticamente a mesma coisa, mas preste atenção nas palavras chaves citadas acima, pois para estas provas, é preciso saber o básico. Sobre o Princípio da Concordância Prática ou da Harmonização, já que se deve harmonizar os bens e valores jurídicos, evitando-se o sacrifício total de um, em razão do outro. primeiro exemplo é o de rodízio de automóveis que se contrapõe à liberdade de locomoção: Há em SP um rodízio de automóveis, baseado no número final da placa de ou seja, são cinco dias na semana, os dias são agrupados a cada dois dígitos, impedindo de trafegar em determinados horários por determinados lugares na cidade de São Paulo. A ideia é que esse rodízio ajude no tráfego de veículos, permitindo uma maior mobilidade. Além disso, tem a finalidade de poluir menos a cidade, por haver menos veículos automotores a combustão expelindo fumaça cinza na cidade. Esse exemplo traz claramente a necessidade de se harmonizar bens e valores jurídicos que estão em conflito. Há que não concorde com o rodízio de automóveis e chave de absurdo porque limita a liberdade de locomoção das pessoas. Outros, entretanto, dirão que não fere a liberdade de locomoção porque pode-se locomover por outros meios (transporte público, compartilhamento de automóveis, ciclovias, a pé). Ninguém está impedido de se locomover. Claramente, a situação é de que é preciso harmonizar bens e valores jurídicos que estão em conflito. Essa é a ideia do princípio da concordância prática ou da harmonização. 3Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir do pelo professor em sala. Recomenda-se o complementação do estudo em livros doutrinários e no jurisprudência dos salário mínimo não consegue prover o básico que as pessoas precisam. Então, a norma constitucional que determina que o salário mínimo deve atender a uma série de direitos, é uma norma constantemente desrespeitada, mas o princípio da máxima efetividade ou da máxima eficiência diz que tem-se sempre que otimizar essa norma, para que ela tenha uma efetividade prática. Temos sempre que perseguir o que a norma diz e buscar a aplicação prática do preceito estabelecido pela norma constitucional. São dois bons exemplos de aplicação ou violão ao Princípio da Máxima Efetividade ou Eficiência. 1.2 Princípio da concordância prática ou da harmonização Determina que se deva buscar a harmonização de bens e valores jurídicos, evitando- se o sacrifício total de uns em razão de outros. ATENÇÃO: Mais uma vez, o examinador costuma mistura Princípio da Concordância Prática ou da Harmonização com Princípio da Unidade, por isso, não confunda. da unidade pode-se misturar a outros princípios, então, frisando as palavras chaves destes princípios: Concordância prática ou harmonização = Harmonização de bens e valores; Unidade = Evitar contradições, princípios e regras (normas). A "unidade" tem por objetivo evitar contradição na unidade das normas. Por sua vez, a "concordância prática" a harmonização de bens e valores, não de normas. "Evitar contradições" e "harmonizar" são praticamente a mesma coisa, mas preste atenção nas palavras chaves citadas acima, pois para estas provas, é preciso saber o básico. Sobre o Princípio da Concordância Prática ou da Harmonização, já que se deve harmonizar os bens e valores jurídicos, evitando-se o sacrifício total de um, em razão do outro. o primeiro exemplo é de rodízio de automóveis que se contrapõe à liberdade de locomoção: Há em SP um rodízio de automóveis, baseado no número final da placa de ou seja, são cinco dias na semana, os dias são agrupados a cada dois dígitos, impedindo de trafegar em determinados horários por determinados lugares na cidade de São Paulo. A ideia é que esse rodízio ajude no tráfego de veículos, permitindo uma maior mobilidade. Além disso, tem a finalidade de poluir menos a cidade, por haver menos veículos automotores a combustão expelindo fumaça cinza na cidade. Esse exemplo traz claramente a necessidade de se harmonizar bens e valores jurídicos que estão em conflito. Há que não concorde com o rodízio de automóveis e chave de absurdo porque limita a liberdade de locomoção das pessoas. Outros, entretanto, dirão que não fere a liberdade de locomoção porque pode-se locomover por outros meios (transporte público, compartilhamento de automóveis, ciclovias, a pé). Ninguém está impedido de se locomover. Claramente, a situação é de que é preciso harmonizar bens e valores jurídicos que estão em conflito. Essa é a ideia do da concordância prática ou da harmonização. www.cursoenfase.com.br 3Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a ministrada pelo professor em complementação do estudo em livros doutrinários e na dos Tribunais. rodízio de veículos que contrapõe a liberdade de locomoção e o meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado, porque se limita a locomoção das pessoas parcialmente, ou aparentemente, em nome de um meio ambiente ecologicamente sadio e equilibrado, assim como na mobilidade urbana e do bom funcionamento da cidade. 1.3 Princípio do efeito integrador ou da eficácia integradora Diz que deve buscar a integração política e social do povo a partir de valores constitucionais e extraconstitucionais. Tem-se que buscar o bem do povo, não só a partir do que consta na Constituição Federal, tem-se, além disso, que levar em consideração os valores que estão norteando aquela sociedade. Exemplo: recentemente o STF se manifestou sobre a exclusão de candidato tatuado de concurso público e fez referência aos princípios da igualdade e da impessoalidade da Administração Pública. Contextualizando: Durante muito tempo os concursos públicos, notadamente de carreiras policiais, impediam e impedem até os dias de hoje que candidatos tatuados fossem aprovados. Recentemente, o STF decidiu que um edital não pode determinar a exclusão ou a possibilidade de exclusão, de um candidato pelo simples fato dele ter uma tatuagem. Trata-se de uma aplicação do do efeito integrador ou da eficácia integradora, pois denota que cabe ao indivíduo buscar como interpretação, uma integração política e social do povo, a partir de valores que estão na Constituição Federal e fora dela. Por muito tempo, a tatuagem foi considerada um símbolo de subversão, de pessoas que queriam estar contra sistema, contra a ordem das coisas. Hoje não; hoje a tatuagem é um elemento social e não há dúvidas com relação a isso, fazendo assim com que, hoje, a tatuagem seja um elemento de vida das pessoas. É um elemento extraconstitucional, de modo que, ao interpretar a situação em que um candidato era excluído de um concurso público porque o edital assim determinava a quem tivesse tatuagem, STF levou em consideração valores previstos na Constituição Federal e fora dela, atribuindo então, um efeito de eficácia integradora à Constituição. A integração do povo com as normas da sua Constituição. 0 STF não simplesmente reconheceu que a tatuagem é socialmente aceita, mas que isso decorre do constitucional da não discriminação e que também tem relação com 0 princípio da impessoalidade disposto no artigo 37 da CF/88, que é um dos princípios da Administração Pública. Então, o STF, ao mesmo tempo que trouxe elementos extraconstitucionais, englobou elementos constitucionais: além de reconhecer que a tatuagem hoje é um elemento social, aceita, que não representa subversão e que não deve limitar as pessoas em relação aos seus direitos, trouxe justificativas constitucionais. Interessante que, nesse julgado, STF não afirmou que ninguém pode ser excluído de um concurso por ter uma tatuagem, mas sim que ninguém pode ser excluído de um concurso, pelo simples fato de ter uma tatuagem, mas que a depender da tatuagem, até pode haver a exclusão. Por exemplo, se sujeito tem tatuado um símbolo nazista, ou uma www.cursoenfase.com.br 4Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir da ministrada pelo professor em Recomendo-se a complementação do estudo em livros e jurisprudência dos frase contra a polícia almejando entrar para uma carreira policial. Ou seja, STF considera fatores constitucionais, fatores extraconstitucionais, mas tem determinadas tatuagens que, não pelo fato de serem tatuagens, mas por trazerem mensagens ou conteúdos que ofendam as instituições ou que ofendam a Constituição Federal, vão sim impedir que a pessoa acesse o cargo público. Fica alerta para todos os candidatos e alunos que, em alguns casos sim, a tatuagem pode excluir um candidato pelo seu conteúdo. Agora, outros princípios de interpretação constitucional que não são os enunciados pelo Canotilho por isso uso de "outros". São princípios enunciados por outros doutrinadores, mas que são igualmente importantes para a interpretação constitucional. 1.4 Princípio da interpretação conforme Dispõe que se deve conferir a um texto normativo um sentido constitucional, preservando a sua validade. exemplo da aplicação desse princípio é a ADPF 54 e a antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo. Esse é um exemplo um tanto quanto complicado porque envolve pontos que não são jurídicos. A questão do feto anencéfalo ganhou os meios de comunicação e todo mundo comenta sobre essa questão, emitindo sua opinião sobre anencefalia. Tecnicamente, feto anencéfalo é um feto que tem um defeito de fechamento do tubo neural. Basicamente, é um defeito de fechamento da calota craniana. Segundo a maior parte dos pesquisadores, esse defeito de fechamento do tubo neural impede que o feto tenha um período razoável de sobrevida extra-uterina ou seja, de vida fora do útero materno, de modo que muitos consideram que um feto anencéfalo é, praticamente, um natimorto: ou morre antes de nascer ou morre segundos depois. Apesar de existirem relatos de fetos anencéfalos que viveram por meses, mas quem estuda esse tema mais a fundo afirma que esses casos de sobrevida por meses, ou até por anos, seriam casos de erros de diagnósticos tratar-se-iam de crianças que têm uma má formação cerebral, mas que não se confundem com a anencefalia. Várias mulheres que estavam grávidas de fetos anencéfalos quiseram antecipar o parto desses fetos ou, em outras palavras, de fazer uma manobra abortiva. As mães, manifestando esse desejo, provocavam equipes médicas a tomarem decisões complicadissimas, pois, a não ser que as mães procurassem uma clínica clandestina, na procura de hospitais, os profissionais de saúde se recusavam a fazer, uma vez que existe um crime previsto no Código Penal para os profissionais de saúde que realizam um aborto. o contra-argumento diz que, na verdade, essa situação de anencéfalo é uma situação muito especial, pois por não existir uma expectativa de sobrevida extra-uterina por tempo razoável, nem sequer poderia chamar essa manobra de manobra abortiva, e sim de antecipação terapêutica do parto de um feto anencéfalo. Essa questão foi muito polêmica e gerou tanta discussão, que levou caso ao STF para que, assim, STF se posicionasse acerca desse assunto. www.cursoenfase.com.br 5Direito Constitucional Prof. Paulo Lépore CURSO ENFASE presente constitui resumo por equipe de monitores a aula pelo professor em sola. Recomendo-se a complementação do estudo em livros doutrinários e dos Juridicamente, ajuizou-se uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, cujo pedido era para que o STF desse uma interpretação conforme a Constituição aos artigos do Código Penal, que diziam que os profissionais da saúde responderiam por aborto acaso realizassem a antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo. Em outras palavras, se o STF nada dissesse, era muito provável que os médicos pudessem ser processados criminalmente como autores de aborto a cada manobra de antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo que realizassem. Então, por meio da ADPF (ação do controle de constitucionalidade), buscou-se que STF, por meio de uma interpretação, de uma decisão baseada em interpretação, afirmasse que nenhuma conduta de antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo pode se enquadrar como crime de aborto porque, na verdade, feto anencéfalo não é uma forma de vida humana protegida segundo os ditames da Constituição Federal e as determinações do Código Penal. Em suma, o STF foi provocado a se pronunciar e se pronunciou da seguinte forma: decidiu STF no bojo da ADPF 54 "que as pessoas que realizarem antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo não poderão ser processadas criminalmente, pois estou dando uma interpretação, conforme a Constituição Federal para os dispositivos do Código Penal, para dizer que a situação envolvendo as antecipações de partos de anencéfalos não se enquadram nos tipos de aborto do Código Penal porque essas situações, se interpretadas conforme a Constituição, não estariam violando 0 direito à vida de ninguém. Isso porque o feto anencéfalo não se revestiria de proteção de vida humana". Concorde ou não, foi assim que decidiu o STF. É apenas um exemplo. Princípio da interpretação conforme à Constituição, ou seja, foi dada uma interpretação para aqueles casos de antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo para dizer que esses casos estão conforme a Constituição, não estão violando a Constituição porque não estão violando direito à vida. De modo que, se estão de acordo com a Constituição, não se enquadram como crimes previstos no Código Penal. Ou seja, que se confere a um texto normativo do código penal um sentido constitucional protegendo direito à vida. Os crimes de aborto protegem direito à vida. Esses tipos penais continuam valendo, mas não podem ser aplicados para os casos de antecipação terapêutica do parto de feto anencéfalo, pois esses casos não são relacionados com a proteção ao direito constitucional em relação à vida. o STF faz uma distinção entre as situações de anencefalias e os abortos realizados em outras situações. www.cursoenfase.com.br 6Direito Constitucional CURSO presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a da ENFASE pelo professor em sala. complementação do estudo em livros e no jurisprudência dos Tribunais. 1. Teoria da Constituição: Princípios de Interpretação Constitucional 1.1 Outros princípios de interpretação constitucional professor dá sequência à aula ressaltando que os "outros princípios" são aqueles que não se inserem na classificação do professor Canotilho. Princípio da Presunção (Relativa) de Constitucionalidade das Leis Todas as leis estão de acordo com a Constituição, até que se prove contrário da presunção). A segunda parte da assertiva determina que esse princípio traz uma presunção relativa, que é aquela que admite prova em contrário (presunção juris Exemplo: lei que altera o Código Penal pena de morte para o crime de estupro. Essa norma, assim que fosse editada, gozaria de presunção de constitucionalidade. Essa presunção somente seria ilidida após uma provocação no sentido de sua inconstitucionalidade, como em ações de controle abstrato ou concreto de constitucionalidade. da Razoabilidade ou da Proporcionalidade Devem sempre ser proferidas decisões racionais/ponderadas, notadamente na colisão de direitos fundamentais. Exemplo: legítima defesa de terceiro com meio excessivo. Um terceiro, especialista em artes maciais, observa uma tentativa de roubo na rua. É permitido e razoável que ele, ainda que causando lesão corporal no agente criminoso, atue para impedir a consumação do delito. Entretanto, não é razoável que, após ter impedido a consumação do crime, terceiro venha a quebrar pescoço do agente, provocando a sua morte. Nesse caso, terceiro responderá pelo excesso cometido. 0 indivíduo tem o direito de defender terceiros, de praticar uma legítima defesa em favor de um terceiro desde que seja com meios proporcionais razoáveis. o Estado tem devido processo legal para que seja imposta uma pena, mas veda a pena de morte. Existe uma colisão de direitos, pois há o direito ao patrimônio e a integridade física da pessoa que estava sendo assaltada, como também há a integridade física do assaltante. Dessa forma, foi razoável interferir sobre a integridade física do assaltante, por exemplo, quebrando o braço para desarmá-lo? Nesse caso, é até razoável. Agora, é razoável violar a vida do sujeito depois de ter sido eliminada a agressão ou iminência ao patrimônio de terceiro? Nessa situação, não é mais razoável, pois não é proporcional, adequado e necessário. A doutrina elenca três subprincípios do princípio da razoabilidade ou proporcionalidade: necessidade (era a única medida possível), adequação (dentre as medidas possíveis, a adotada era a melhor) e proporcionalidade em sentido estrito (entre ter praticado ato ou ter praticado ato nenhum, seria razoável a prática do ato. 2 www.cursoenfase.com.brDireito Constitucional CURSO presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir da ENFASE ministrada pelo professor em Recomenda-se a do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos 1.2 Questões de Prova 1) Analista Judiciário Área Judiciária TRE/AC 2010 FCC Sobre a interpretação das normas constitucionais, analise: I. 0 órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe esquema organizatório funcional estabelecido pelo legislador constituinte. texto de uma Constituição deve ser interpretado de forma a evitar contradições (antinormas) entre suas normas, e sobretudo, entre os princípios constitucionais estabelecidos. Os referidos princípios, conforme doutrina dominante, são denominados, respectivamente, como a) Da força normativa e da justeza. b) Do efeito integrador e da harmonização Da justeza e da unidade d) Da máxima efetividade e da unidade. e) Do efeito integrador e da forma normativa. Resposta: alternativa C. Comentário: A assertiva I é o princípio da conformidade ou da justeza. 0 judiciário não pode exercer função inerente ao executivo para não subverter esquema organizatório funcional estabelecido na Constituição. A assertiva é principio da unidade, que não se confunde com da força normativa (tudo deve ser extraído da Constituição) ou da máxima efetividade (otimizar cada norma da Constituição). objetivo do principio da unidade é evitar contradições. 2) Analista Judiciário Área Judiciária TRE/PE 2011 FCC No tocante à interpretação das normas constitucionais, Princípio da Força Normativa da Constituição determina que: a) A interpretação constitucional deve ser realizada de maneira a evitar contradições entre suas normas. entre as interpretações possíveis, deve ser adotada aquela que garanta maior eficácia, aplicabilidade e permanência das normas constitucionais. c) os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional não poderão chegar a uma posição que subverta o esquema organizatório funcional já estabelecido. 3 www.cursoenfase.com.brDireito Constitucional CURSO o presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores partir da ENFASE pelo professor em sala. Recomenda-se a do estudo em livros doutrinários e jurisprudência dos Tribunais. d) Na solução dos problemas jurídicos constitucionais, deverá ser dada maior primazia aos critérios favorecedores da integração política e social. e) a coordenação e combinação dos bens em conflito seja destinada a evitar sacrifício total de uns em relação aos outros. Resposta: alternativa B. Comentário: 0 Princípio da Força Normativa determina que deve sempre ser adotada a interpretação que garanta a máxima eficácia, aplicabilidade e permanência de todas as normas constitucionais, e não de apenas uma das normas da Constituição.