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PRODUÇÃO TEXTUAL 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Hugo Dorado 
 
 
 
2 
 
PRODUÇÃO TEXTUAL E REVISÃO ACADÊMICA: A BASE DA COMUNICAÇÃO 
CIENTÍFICA CLARA E EFICAZ 
A produção textual acadêmica representa, hoje, um dos pilares 
fundamentais da comunicação científica. No contexto universitário e da 
pesquisa, a capacidade de produzir textos claros, bem estruturados e 
logicamente organizados não apenas facilita a compreensão por parte do leitor, 
mas também assegura que as ideias e descobertas apresentadas sejam 
interpretadas de forma precisa e inequívoca. Um texto acadêmico de qualidade 
deve, portanto, ir além da simples transposição de conhecimento: ele deve 
construir uma argumentação consistente, demonstrar domínio sobre o objeto de 
estudo e contribuir para o avanço do debate científico. Nesse sentido, a clareza, 
a coesão, a coerência e a precisão não são apenas aspectos formais do texto, 
mas condições essenciais para que o trabalho acadêmico cumpra sua função de 
comunicar ciência. Como destacam Koch e Elias (2010), a construção de sentido 
em um texto depende justamente da articulação entre esses elementos, que 
asseguram a compreensão do leitor. 
 
CONVERSA INICIAL 
A produção textual no contexto científico exige planejamento, atenção à 
estrutura e rigor conceitual. Segundo Ilhesca (2012), cada parágrafo, cada frase 
e cada palavra desempenham papel estratégico na construção de sentido. Um 
texto acadêmico claro permite ao leitor compreender rapidamente o problema 
abordado, a metodologia utilizada, os resultados obtidos e as conclusões 
extraídas. Quando a escrita é confusa, prolixa ou desorganizada, mesmo o 
conteúdo mais relevante pode ser desvalorizado, comprometendo a 
comunicação científica e, consequentemente, o impacto do trabalho. Por isso, 
dominar técnicas de produção textual não se restringe à escrita de artigos, 
relatórios ou trabalhos acadêmicos: é um exercício constante de disciplina 
intelectual e precisão comunicativa. 
Nesse contexto, a revisão textual emerge como uma etapa indispensável 
do processo de escrita. A revisão não se limita à correção ortográfica ou 
gramatical, mas envolve uma análise crítica de diversos aspectos que 
determinam a eficácia do texto. Segundo Koch e Elias (2010), revisar implica 
refletir sobre a organização e a progressão do texto, indo além da simples 
 
 
3 
detecção de erros superficiais. Segundo Ilhesca (2012), um dos objetivos 
centrais da revisão é aprimorar a clareza: assegurar que as ideias sejam 
compreendidas de maneira direta, sem ambiguidades ou desvios interpretativos. 
Além disso, a revisão contribui para a coesão e coerência, garantindo que as 
frases e parágrafos se conectem de forma lógica, permitindo que a 
argumentação se desenvolva de maneira progressiva e estruturada. A concisão, 
outro ponto importante, evita repetições desnecessárias e excesso de 
informações que possam sobrecarregar o leitor, promovendo uma leitura mais 
fluida e eficiente. Por fim, a revisão também reforça a precisão científica, 
corrigindo dados incorretos, aprimorando citações e referências e assegurando 
que conceitos e termos técnicos sejam utilizados de forma adequada. 
A prática da revisão, portanto, não deve ser vista como uma etapa 
secundária ou opcional, mas como parte integrante do processo de produção 
textual. Segundo Ilhesca (2012), revisar implica adotar uma postura crítica diante 
do próprio texto, identificando pontos frágeis na argumentação, inconsistências 
conceituais ou problemas de organização. De acordo com Koch e Elias (2010), 
essa atitude reflexiva é constitutiva do processo de escrita, pois permite ao autor 
avaliar continuamente suas escolhas linguísticas e discursivas. Um texto 
revisado com atenção demonstra ao leitor rigor acadêmico, comprometimento 
com a qualidade e responsabilidade intelectual. Além disso, o hábito de revisar 
contribui para o desenvolvimento contínuo das habilidades de escrita, permitindo 
que o autor reconheça padrões de erro e aperfeiçoe gradualmente sua produção 
textual. 
Em síntese, a produção textual acadêmica clara e estruturada constitui a 
base da comunicação científica eficaz, enquanto a revisão textual funciona como 
instrumento de aprimoramento, garantindo que a clareza, coesão, concisão e 
precisão sejam atingidas. Portanto, iniciar um trabalho acadêmico com atenção 
à produção textual e à revisão é investir na eficácia da comunicação científica. 
Textos claros e bem estruturados transmitem confiança, reforçam argumentos e 
facilitam a disseminação do conhecimento. 
Em última análise, a prática constante de revisão fortalece o compromisso 
do autor com a ciência e contribui para a construção de um diálogo acadêmico 
mais sólido, compreensível e relevante. Reconhecer a revisão como etapa 
essencial é reconhecer que escrever bem é um processo de reflexão crítica, 
 
 
4 
aperfeiçoamento contínuo e responsabilidade intelectual, elementos 
indispensáveis para qualquer produção científica de qualidade. 
 
TEMA 1 – CRITÉRIOS DE ANÁLISE E REVISÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS 
A produção de textos acadêmicos exige, além do domínio do conteúdo, 
atenção rigorosa à forma e à organização das ideias. Para que um trabalho seja 
compreendido com precisão e considerado cientificamente sólido, é 
indispensável adotar critérios claros de análise e revisão textual. Esses critérios 
não apenas orientam a avaliação do texto, mas também constituem ferramentas 
práticas para aprimorar a clareza, a coesão, a concisão e a consistência da 
argumentação. Nesta perspectiva, a revisão textual deve ser encarada como um 
processo estratégico, que permite ao autor identificar pontos críticos, propor 
melhorias e consolidar um texto efetivamente comunicativo. 
O primeiro critério fundamental diz respeito ao atendimento ao que foi 
pedido. Todo texto acadêmico deve responder de forma precisa à questão ou 
ao objetivo proposto, seja em uma atividade de sala, um artigo científico ou um 
relatório de pesquisa. Esse critério implica verificar se o autor compreendeu 
corretamente a proposta, abordando todos os elementos solicitados e evitando 
digressões ou conteúdos irrelevantes. A revisão deve identificar lacunas, desvios 
ou excessos que comprometam o foco do texto, garantindo que cada seção 
contribua efetivamente para a resposta solicitada. 
O segundo critério refere-se à interpretação correta de dados e 
informações. Em textos acadêmicos, o uso de evidências é essencial para 
sustentar argumentos. Entretanto, é comum que dados, citações ou resultados 
sejam mal compreendidos ou apresentados de forma ambígua. Durante a 
revisão, deve-se conferir se as informações utilizadas foram corretamente 
interpretadas, se refletem com precisão a fonte original e se estão 
contextualizadas de acordo com a argumentação do autor. Por exemplo, ao 
discutir um gráfico de tendências populacionais, o autor deve verificar se a leitura 
dos dados corresponde à realidade apresentada e se a análise está alinhada 
com o objetivo do texto. A interpretação incorreta de informações compromete a 
credibilidade e a coerência científica do trabalho, tornando a revisão uma etapa 
indispensável. 
Outro critério central é a organização lógica e coerente das ideias. Um 
texto acadêmico deve apresentar uma progressão clara de pensamentos, 
 
 
5 
estruturando introdução, desenvolvimento e conclusão de maneira que cada 
parágrafo se conecte ao anterior e prepare o seguinte. Koch e Elias (2010) 
ressaltam que a coerência não é apenas um atributo do texto pronto, mas um 
efeito construído na interação entre autor e leitor. Segundo Ilhesca (2012), a 
coerência interna garante que a argumentação se desenrole de forma fluida, 
facilitando a compreensão e o engajamento do leitor. Estratégias práticas para 
avaliar a organização incluem a análise da sequência de tópicos, a identificação 
de saltos ou repetições, e a verificaçãode conexões entre conceitos. Durante a 
revisão, essa avaliação permite reorganizar parágrafos, ajustar transições e 
consolidar a lógica do raciocínio. 
O quarto critério envolve a eliminação de repetições e informações 
desnecessárias. A concisão é característica fundamental de um texto 
acadêmico eficiente. Repetições ou detalhes irrelevantes podem dispersar a 
atenção do leitor e enfraquecer a argumentação. A revisão deve identificar 
elementos redundantes e avaliar se cada frase e cada parágrafo contribuem 
efetivamente para a construção do argumento central. Por exemplo, a repetição 
de definições de conceitos já explicados anteriormente ou a inclusão de dados 
não relacionados ao objetivo da análise são elementos que podem ser cortados 
ou reorganizados. Essa prática não apenas aprimora a clareza do texto, mas 
também evidencia disciplina intelectual e domínio sobre o tema abordado. 
O quinto critério é o uso de linguagem adequada ao contexto 
acadêmico e científico. A escolha de vocabulário, termos técnicos, estilo e 
formalidade impacta diretamente na compreensão e na credibilidade do texto. 
Expressões coloquiais, jargões inadequados ou ambiguidades comprometem a 
comunicação científica. Durante a revisão, deve-se avaliar se os conceitos estão 
precisos, se a terminologia segue padrões acadêmicos e se o registro linguístico 
é compatível com o público-alvo. Além disso, a revisão permite identificar 
construções confusas, excesso de voz passiva ou períodos longos que possam 
dificultar a leitura, como veremos a seguir. 
A aplicação consistente desses critérios de análise e revisão tem impactos 
significativos na qualidade do texto acadêmico. Ela melhora a clareza, 
permitindo que o leitor compreenda rapidamente o objetivo, os argumentos e as 
conclusões do trabalho. Contribui para a coesão, garantindo que os elementos 
do texto estejam articulados de forma harmônica, e reforça a argumentação 
científica, ao assegurar que os dados e evidências sejam corretamente 
 
 
6 
interpretados e apresentados. Além disso, a prática sistemática de revisão 
desenvolve habilidades críticas no autor, aprimorando gradualmente sua 
capacidade de escrever textos claros, concisos e persuasivos. 
Em suma, compreender e aplicar criteriosamente os aspectos de 
atendimento ao solicitado, interpretação correta de informações, organização 
lógica das ideias, eliminação de repetições e uso adequado de linguagem 
constitui a base de uma revisão textual eficaz. Nessa linha, Koch e Elias (2010) 
lembram que a revisão é também um exercício de formação intelectual, porque 
ajuda o autor a reconhecer padrões de escrita e a desenvolver autonomia na 
produção acadêmica. Essas etapas não apenas elevam a qualidade do texto, 
mas também fortalecem o compromisso do autor com a precisão científica e a 
comunicação eficiente. Ao dominar essas práticas, estudantes e pesquisadores 
tornam-se mais capazes de produzir trabalhos consistentes, compreensíveis e 
impactantes no contexto acadêmico. 
No próximo tema da disciplina, esses critérios serão explorados a partir 
de uma prática de revisão textual, na qual teremos a oportunidade de aplicar 
os conceitos discutidos, identificar problemas reais em textos acadêmicos e 
propor melhorias concretas. Essa experiência permitirá consolidar a 
compreensão sobre cada critério, além de evidenciar como a revisão sistemática 
transforma um texto inicial em uma produção acadêmica clara, coerente e 
cientificamente robusta. 
 
TEMA 2 – PRÁTICAS DE REVISÃO TEXTUAL 
Nesta parte da aula, vamos trabalhar a revisão de uma resposta discursiva 
sobre dengue, mostrando como é possível transformar uma escrita inicial, que 
às vezes apresenta frases longas, ideias confusas ou termos vagos, em um texto 
claro, organizado e cientificamente preciso. A proposta é analisar a resposta 
discursiva, parágrafo por parágrafo. Assim é mais fácil acompanhar o raciocínio 
e entender como pensar criticamente sobre o próprio texto. 
A questão que vamos usar como base é a seguinte: 
 
 
7 
 
 
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Exame Nacional de Desempenho de 
Estudantes – ENADE 2023. Prova de Biomedicina. 
 
 
Com base no perfil laboratorial da dengue apresentado na imagem, 
responda: 
• Cite duas formas de transmissão da dengue. 
• Explique por que o IgG é o anticorpo mais indicado para indução por 
vacina. 
• Diferencie a relação IgM e IgG na infecção primária e na reinfecção. 
• Indique um teste laboratorial adequado para diagnóstico nos cinco 
primeiros dias da infecção primária e justifique. 
 
Para começar, vamos observar a primeira parte da resposta e refletir 
sobre como podemos torná-la mais clara. 
 
A dengue é uma doença que é transmitida principalmente pelo mosquito 
Aedes aegypti, que é um inseto bastante comum nas cidades e regiões 
urbanas e que quando está infectado pode transmitir para as pessoas 
através da sua picada, além disso outra forma é quando a mãe passa a 
doença para o bebê, que pode acontecer antes ou depois de nascer, e 
também existem casos de transfusão de sangue, mas que não é tão comum, 
mas pode acontecer e é grave. (Texto sem revisão) 
 
 
8 
 
Ao revisarmos, podemos separar e organizar melhor essas informações: 
 
A dengue é uma doença transmitida principalmente pelo mosquito Aedes 
aegypti, comum em áreas urbanas, que, quando infectado, pode transmitir 
o vírus às pessoas por meio da picada. Outra forma de transmissão ocorre 
da mãe para o bebê durante a gestação ou no momento do parto. Também 
há casos, menos frequentes, de transmissão por transfusão de sangue. 
(Texto revisado) 
 
Nesse aprimoramento, organizamos as informações em frases mais 
curtas e claras, eliminando repetições e expressões coloquiais. Além disso, 
passamos a apresentar primeiro a forma mais comum de transmissão 
(mosquito), depois a transmissão vertical (mãe-bebê), e por fim a menos 
frequente (transfusão de sangue). Isso ajuda o leitor a compreender cada ideia 
de forma sequencial e com precisão científica. 
Agora, vamos analisar o segundo parágrafo, que trata do anticorpo IgG e 
sua importância para a vacinação. 
 
O anticorpo IgG é o mais indicado no caso de uma vacina porque ele dura 
mais tempo no corpo e surge alguns dias depois que a pessoa já está com 
sintomas, podendo continuar para o resto da vida, o que ajuda a pessoa a 
ficar imune e não pegar de novo, já que ele protege contra a dengue. (Texto 
sem revisão) 
 
Observando esse texto, podemos torná-lo mais técnico e organizado: 
 
O anticorpo IgG é o mais indicado para ser induzido em uma vacina contra 
a dengue, pois permanece no organismo por longos períodos e surge, em 
média, entre 7 e 12 dias após o início dos sintomas, conferindo imunidade 
duradoura ao indivíduo. (Texto revisado) 
 
Aqui, substituímos expressões coloquiais por termos técnicos, incluímos 
dados temporais mais precisos e estruturamos o texto de forma lógica: primeiro 
a escolha do anticorpo, depois o tempo de surgimento, e finalmente a função 
imunológica. Esse tipo de ajuste garante maior clareza e rigor científico. 
Em seguida, analisamos o parágrafo sobre a relação entre IgM e IgG na 
infecção primária e na reinfecção. 
 
Na primeira vez que a pessoa tem dengue, o corpo vai produzir mais IgM e 
um pouco de IgG, mas na segunda vez já é diferente, pois o organismo já 
sabe se defender e então o IgG aparece antes e em maior quantidade; mas 
 
 
9 
ainda existe o IgM na reinfecção, só que o IgG vai ser mais importante 
porque ele é memória do corpo, e a pessoa já tem esse anticorpo. (Texto 
sem revisão) 
 
Podemos reorganizar as ideias e usar termos mais técnicos para maior 
precisão: 
 
Na infecção primária, a produção de IgM é predominante, enquanto o IgG 
aparece em menor quantidade. Na reinfecção, ocorre resposta mais rápida 
e intensa de IgG devido à presença de células de memória imunológica, 
embora o IgM também possa estar presente.(Texto revisado) 
 
Nessa revisão, explicamos de forma clara o comportamento dos 
anticorpos em diferentes fases da infecção. Utilizamos vocabulário técnico e 
organizamos a informação em sequência lógica: primeiro a infecção primária, 
depois a reinfecção. Isso deixa a argumentação mais científica e objetiva. 
 
Em seguida, analisamos o parágrafo sobre a relação entre IgM e IgG na 
infecção primária e na reinfecção. 
 
Na primeira vez que a pessoa tem dengue, o corpo vai produzir mais IgM e 
um pouco de IgG, mas na segunda vez já é diferente, pois o organismo já 
sabe se defender e então o IgG aparece antes e em maior quantidade; mas 
ainda existe o IgM na reinfecção, só que o IgG vai ser mais importante 
porque ele é memória do corpo, e a pessoa já tem esse anticorpo. (Texto 
sem revisão) 
 
Podemos reorganizar as ideias e usar termos mais técnicos para maior 
precisão: 
 
Na infecção primária, a produção de IgM é predominante, enquanto o IgG 
aparece em menor quantidade. Na reinfecção, ocorre resposta mais rápida 
e intensa de IgG devido à presença de células de memória imunológica, 
embora o IgM também possa estar presente. (Texto revisado) 
 
Nessa revisão, explicamos de forma clara o comportamento dos 
anticorpos em diferentes fases da infecção. Utilizamos vocabulário técnico e 
organizamos a informação em sequência lógica: primeiro a infecção primária, 
depois a reinfecção. Isso deixa a argumentação mais científica e objetiva. 
Com essa revisão, conseguimos perceber como um texto pode ganhar 
clareza e objetividade quando analisamos cada parágrafo à luz dos critérios de 
organização, precisão conceitual, coesão e adequação à questão proposta. Esse 
 
 
10 
exercício mostrou que revisar não significa apenas corrigir erros, mas também 
fortalecer a forma como as ideias são comunicadas, aproximando a resposta do 
padrão esperado em avaliações acadêmicas. Tendo visto isso passo a passo, é 
hora de colocar em prática: no próximo momento, vamos aplicar o mesmo 
processo ao último parágrafo da resposta discursiva sobre dengue, mas, dessa 
vez, a revisão será feita por vocês. 
 
NA PRÁTICA 
Chegou o momento de você aplicar o que discutimos até aqui! Nesta 
atividade, a proposta é revisar um parágrafo de resposta discursiva, utilizando 
os mesmos critérios que trabalhamos durante a aula. 
Lembre-se: a revisão é parte essencial da produção de textos 
acadêmicos. Ao analisar e reescrever, você exercita a clareza, a objetividade e 
a precisão científica. 
 
Texto para análise e revisão 
 
Para descobrir se a pessoa está com dengue nos primeiros dias é melhor 
fazer um exame para procurar o vírus diretamente, como a pesquisa de 
antígenos ou PCR, pois o IgM e o IgG ainda não vão estar altos o suficiente. 
Isso porque nos primeiros dias o corpo ainda não teve tempo de criar muitos 
anticorpos e por isso o exame de PCR ou de antígeno mostra a infecção 
com mais segurança. 
 
Critérios de análise 
• Conferir se a resposta atende ao que foi pedido. 
• Ver se os dados do gráfico foram bem interpretados. 
• Checar se as ideias estão organizadas. 
• Cortar repetições e informações desnecessárias. 
• Usar linguagem adequada para o contexto acadêmico e da área de 
conhecimento. 
 
Atividade 
Revise o texto apresentado, aplicando cada um dos critérios acima. O 
resultado deve ser um parágrafo mais claro, organizado e coerente, adequado 
ao contexto acadêmico. 
 
 
11 
Ao final, poste sua versão revisada no fórum da disciplina, correspondente 
à Aula 3. Esse espaço será utilizado para compartilharmos diferentes formas de 
escrever, trocarmos feedback e aprendermos uns com os outros. 
 
FINALIZANDO 
Ao longo desta aula, vimos que a produção textual acadêmica não se 
resume a escrever, mas envolve um processo de construção consciente e crítico. 
Identificamos critérios essenciais de análise e revisão, aplicamos esses 
princípios a exemplos concretos e, por fim, tivemos a oportunidade de exercitar 
a prática de reescrita. Esse percurso mostra que escrever bem exige disciplina, 
clareza e rigor, mas também disponibilidade para revisar e aprimorar 
continuamente. A revisão textual, como vimos, não é apenas uma etapa final, 
mas uma ferramenta de aprendizado que fortalece a argumentação, aprimora a 
precisão e dá solidez ao texto acadêmico. Ao incorporar esses hábitos à sua 
rotina de escrita, você não apenas melhora suas produções individuais, mas 
também contribui para a construção de uma comunicação científica mais clara, 
ética e relevante. 
 
REFERÊNCIAS 
 
ILHESCA, Daniela Duarte et al. Comunicação e expressão. 1. ed. Curitiba: 
Intersaberes, 2012. 
LOMBARDI, Roseli Ferreira. Oficina de textos em português. 1. ed. São Paulo, 
SP: Pearson, 2017. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. 
Acesso em: 29 set 2025. 
KOCH, Ingedore Grünfeld Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e 
escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo, SP: Contexto, 
2010. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 25 
set 2025. 
KOCH, Ingedore Grünfeld Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Escrever e 
argumentar. 1. ed. São Paulo: Contexto, 2016. E-book. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 29 set 2025.

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