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UNIVERSIDADE UNIGRANRIO JÂNNARA SILVA BRITO ROCHA 0092183 TRIBUTOS Porto Velho, 2025 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................3 2 DESENVOLVIMENTO ............................................................................................... 4 2.1 Desenvolviment...............................................................................................5 2.2 Desenvolvimento.............................................................................................6 3 CONCLUSÃO..........................................................................................................7 REFERÊNCIAS............................................................................................................8 3 1 INTRODUÇÃO Compreender como funciona o sistema tributário brasileiro é fundamental para entender o financiamento e a gestão dos fundos públicos. Toda a estrutura é baseada na definição legal do que constitui um tributo. Conforme estabelecido pelo Código Tributário Nacional: "Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, ou cujo valor se possa exprimir, em moeda." (BRASIL, 1966, art. 3º) Mas ainda não chegamos a esse ponto; isso apenas cria um marco para identificar os sujeitos passivos. E é com base nisso que apreciamos quais tipos de tributos existem na prática legal e com que finalidade são impostos. Além das leis infraconstitucionais, a Constituição Federal estabelece os princípios tributários e as competências tributárias para cada entidade federativa. O artigo 145 da Constituição estabelece: "A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: impostos, taxas e contribuições de melhoria". A partir dessas provisões, é possível ver tanto quais entidades são responsáveis por impor um determinado tipo de tributo em qualquer momento específico, quanto onde esse tributo (como ICMS, IPI ou ISSQN) se encaixa no sistema do Brasil. 4 2 DESENVOLVIMENTO O Que É um Tributo? O conceito de tributo é formalmente definido no Art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN) como "toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada." Essa definição legal destaca as características essenciais do tributo: Prestação Pecuniária e Compulsória: O tributo é um pagamento em dinheiro (pecuniário) e de cumprimento obrigatório (compulsório), não dependendo da vontade do contribuinte. Não é Sanção por Ato Ilícito: Diferentemente de uma multa, o tributo não é uma punição. Ele incide sobre uma situação lícita, como a propriedade de um bem ou a obtenção de renda. Instituído em Lei: A criação ou aumento de qualquer tributo deve ser feita por meio de uma lei, garantindo a segurança jurídica e evitando a cobrança arbitrária, conforme o princípio da legalidade. Atividade Administrativa Vinculada: Uma vez que a lei que institui o tributo existe, a autoridade fiscal é obrigada a cobrá-lo, não tendo margem para discricionariedade. O Art. 145 da Constituição Federal (CF) complementa essa definição, ao conferir competência à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para instituir os tributos, listando as três principais espécies: impostos, taxas e contribuições de melhoria. Classificação e Exemplos de Espécies Tributárias Embora o CTN adote a chamada teoria tripartida (impostos, taxas e contribuições de melhoria), a Constituição Federal reconhece mais espécies tributárias, o que levou a doutrina a adotar a teoria pentapartida. a) Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria Impostos: São tributos não vinculados a uma contraprestação específica do Estado. O dinheiro arrecadado vai para o Tesouro e pode ser usado para qualquer serviço público. Exemplos: Imposto sobre a Renda (IR): Incide sobre a renda e os proventos de pessoas físicas e jurídicas. 5 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA): Cobrado anualmente sobre a propriedade de veículos. Taxas: São tributos vinculados a uma atividade específica do poder público. Elas podem ser cobradas em duas situações: Pelo exercício do Poder de Polícia: Para fiscalizar atividades de interesse público, como a Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos. Pela utilização de serviços públicos específicos e divisíveis: Como a Taxa de Coleta de Lixo ou a Taxa de Expedição de Documentos (RG, passaporte). Contribuições de Melhoria: Cobradas para custear uma obra pública que resulte em valorização de imóveis, como a construção de uma ponte ou a pavimentação de uma rua, que aumenta o valor dos terrenos próximos. b) Contribuições Especiais São tributos que possuem uma destinação específica. A CF, em seu Art. 149, lista as contribuições sociais, as de intervenção no domínio econômico (CIDE) e as de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Contribuições Sociais: Têm como finalidade o financiamento da seguridade social (saúde, previdência e assistência social). Exemplos: PIS, COFINS e as Contribuições Previdenciárias sobre a folha de salários. Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE): Destinam-se a regular ou incentivar setores econômicos. Um exemplo é a CIDE-Combustíveis, que visa regular o mercado de combustíveis. Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas: Têm o objetivo de custear a atuação de órgãos que fiscalizam e regulamentam o exercício de profissões, como a anuidade cobrada pelos conselhos profissionais (OAB, CRC, CRM). c) Empréstimos Compulsórios São tributos restituíveis, criados pela União por meio de Lei Complementar e apenas em situações excepcionais, como calamidade pública, guerra externa ou para financiar investimento público de caráter urgente. A principal diferença para os demais tributos é a obrigatoriedade de restituição ao contribuinte, após um período determinado. 6 Elementos Fundamentais dos Tributos Para que a obrigação tributária seja exigida, é necessário que seus elementos essenciais estejam presentes e devidamente definidos em lei: Fato Gerador: É a situação prevista em lei que, ao ocorrer, faz nascer a obrigação de pagar o tributo. É o elo entre a norma e a realidade. Por exemplo, o fato gerador do Imposto de Renda é auferir renda, e do IPTU é ser proprietário de um imóvel urbano. Base de Cálculo: É o valor ou a grandeza sobre a qual o percentual do tributo será aplicado. Por exemplo, a base de cálculo do IPVA é o valor venal do veículo. Alíquota: É o percentual (ou valor fixo) aplicado sobre a base de cálculo para determinar o montante a ser pago. No caso do IPVA, a alíquota varia entre os estados. Se a alíquota é de 4% e a base de cálculo é R$ 50.000,00, o valor a ser pago será R$ 2.000,00. Sujeito Ativo: É o ente federativo (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios) que tem a competência para instituir e cobrar o tributo. Sujeito Passivo: É a pessoa física ou jurídica que tem a obrigação de pagar o tributo. Ele pode ser o contribuinte (aquele que realiza o fato gerador) ou o responsável (terceiro legalmente obrigado a pagar). . 7 3 CONCLUSÃO A compreensão do conceito e da estrutura dos tributos, com base nos pilares do CTN e da CF, é fundamental para qualquer profissional de Contabilidade e para a sociedade como um todo. A complexidade do sistema tributário brasileiro não anula a lógica por trás de cada cobrança, que é sempre orientada pelos elementos essenciais e pela finalidade de cada espécie tributária.Ao entender a diferença entre um imposto, uma taxa ou uma contribuição, e como cada um é calculado, o profissional adquire uma base sólida para a gestão fiscal, garantindo o cumprimento das obrigações e a conformidade legal, enquanto o cidadão se torna mais consciente do seu papel na manutenção do Estado. 8 REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Brasília, DF: Diário Oficial da União,1966.