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DEGRADAÇÃO DAS
ESTRUTURAS DE CONCRETO
Por ser um fenômeno complexo, com uma série 
de variáveis envolvidas no processo, a patologia 
oriunda da corrosão se torna difícil de ser 
reparada efetivamente. A recuperação do 
concreto armado pode levar a um certo 
r e j u v e n e s c i m e n t o d a e s t r u t u r a , m a s 
normalmente não trata das causas primárias do 
problema. As circunstâncias que levaram à 
degradação inicial frequentemente sobrevivem 
em regiões adjacentes, podendo se revelar 
outras problemáticas em algum momento 
futuro. As tratativas de corrosão em estruturas 
de concreto armado são contínuas, ou seja, é 
reparado um elemento e, passado certo tempo, 
A ocorrência de manifestações patológicas 
precoces nas estruturas de concreto armado é 
alta, afetando todos os segmentos da 
construção civil, desde obras de arte até 
edificações residenciais e comerciais (DAL 
MOLIN et al., 2016). A corrosão das armaduras é 
h o j e u m a d a s p r i n c i p a i s c a u s a s d e 
manifestações patológicas nas estruturas de 
concreto armado em todo o mundo (MEHTA; 
MONTEIRO, 2014). Essa patologia oferece risco 
à segurança dos usuários das estruturas, além 
de consumir elevados recursos financeiros para 
sua mitigação (pode chegar a 5% do PIB de um 
país desenvolvido) (KOCH et al., 2002). Dados de 
uma vistoria em 145 viadutos da cidade de São 
Paulo, realizada na década de 1980, pela Divisão 
de Obras de Arte da Prefeitura, já apontavam 22 
viadutos classificados como de alto risco e 18 
como de risco médio, sendo que 58% do total já 
apresentava problemas de corrosão de 
armaduras. Os recentes acontecimentos nos 
viadutos das Marginais Pinheiros e Tietê 
reforçam a gravidade do problema. 
Os sintomas dos problemas de corrosão 
normalmente ficam visíveis após vários anos da 
estrutura em uso, o que pode ocorrer de 10 a 15 
anos depois da sua construção (RIBEIRO, 2018). 
Em casos raros, os problemas de corrosão se 
manifestam antes de dois anos de uso da 
estrutura. Por essa razão, existe uma 
dificuldade dos nossos profissionais da 
construção entenderem e adotarem medidas 
efetivas de proteção para garantir uma 
durabilidade superior ainda na fase de projeto. 
outro elemento apresenta sinais de corrosão. 
Esse é um dos motivos pelos quais os reparos 
em estruturas corroídas têm incidência e custo 
elevados e, como são corretivos, não mitigam o 
surgimento de patologia futura.
A armadura embutida no concreto intacto se 
encontra protegida da corrosão em razão da 
alta alcalinidade da água presente nos poros 
deste material (GENTIL, 2011). O pH elevado – 
entre 12,7 e 13,8 – favorece a formação de uma 
camada de óxido passivante, compacta e 
aderente sobre a superfície da armadura, que a 
protege indefinidamente de qualquer sinal de 
corrosão, desde que o concreto de cobrimento 
preserve sua integridade (WOLYNEC, 2013). 
A despassivação da armadura pode ocorrer pela 
redução do pH do concreto por carbonatação ou 
pela penetração de íons cloreto (Cl-) na matriz 
do concreto (GENTIL, 2011; RIBEIRO, 2018). A 
corrosão desencadeada pela carbonatação 
ocorre naturalmente em qualquer tipo de 
atmosfera (principalmente em ambientes 
urbanos), enquanto a corrosão por Cl- ocorre 
em ambiente marinho (ARAUJO; PANOSSIAN, 
2010) ou quando há a incorporação de cloretos à 
mistura do concreto. 
Quando a corrosão da armadura ocorre, o dano 
ao concreto é subsequente. O produto de 
corrosão do aço-carbono é volumoso e 
precipita na interface entre o aço e o concreto, 
o que gera tensões que podem causar a 
fissuração do concreto (GENTIL, 2011). 
O processo de corrosão da armadura embutida 
em concreto está fundamentado nos princípios 
da corrosão eletroquímica, em que a armadura 
funciona como um eletrodo misto, sobre a qual 
ocorrem reações anódicas e catódicas, sendo a 
solução contida nos poros do concreto o 
eletrólito (GENTIL, 2011; RIBEIRO, 2018). 
A Figura 1 ilustra, de modo simplificado, a célula 
de corrosão formada em concreto carbonatado 
(com redução do pH).
MAURÍCIO SILVEIRA MARTINS
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Figura 1 - Célula de corrosão simplificada em concreto carbonatado
Figura 2 - Fissuras e desplacamentos do revestimento e do concreto em pilar principal de 
edificação residencial em São Paulo.
De uma forma simplificada, o processo da corrosão das 
armaduras no concreto é caracterizado por duas fases. 
As fissuras se propagam usualmente da barra até a 
superfície externa adjacente mais próxima da estrutura, 
que pode ser a aresta de um pilar ou de uma viga, 
conforme pode ser visto na Figura 2, a seguir.
A primeira fase, chamada de iniciação, refere-se à 
penetração dos agentes agressivos que modificam o 
concreto ao redor da armadura (carbonatação e 
penetração de cloretos). A segunda fase, chamada de 
propagação, refere-se ao processo de corrosão do aço-
carbono em si e seu desenvolvimento no concreto 
armado. A Figura 3 ilustra as duas etapas mencionadas.
Fonte: adaptado de Gentil (2011).
Fonte: elaborado pelo autor.
Ânodo: Cátodo
O uso do vergalhão cortado e dobrado, produzido 
industrialmente com alta precisão dimensional, 
garante o atendimento às especificações do projeto 
quanto ao cobrimento e à montagem das armaduras 
em geral. Contar com elementos adicionais 
industrializados, como telas eletrossoldadas e 
treliças, também propicia uma elevada qualidade 
dimensional e rigidez na montagem da estrutura, além 
dos ganhos de produtividade das equipes de armação.
Durabilidade das estruturas: responsabilidade de 
todos, desde o projeto até o uso da estrutura, com 
sua correta manutenção!
GERDAU
Engenheiro Maurício Silveira Martins
Dúvidas? Conte conosco!
Fonte: Gerdau.
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Figura 3 – Processos de corrosão no concreto armado e suas etapas.
Construir estruturas de concreto armado duráveis 
depende de uma série de cuidados, desde a etapa do 
p r o j e t o a t é s u a e x e c u ç ã o , p a s s a n d o p o r 
especificação de materiais, detalhamento de 
projeto, resistências, cobrimento de concreto e 
armaduras adequadas. 
Na etapa de execução, optar por materiais de 
qualidade e processos industrializados, como 
concreto usinado e vergalhão cortado e dobrado, 
tem papel fundamental para atendermos as 
especificações de projeto.
Fonte: Araujo et al. (2017).
Figura 4 - Corte e dobra industrial.
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/gerdau /gerdau /gerdau /GerdauSA@gerdau
www.gerdau.com.br
Ao utilizar matéria-prima reciclada na confecção deste 
folder, contribuímos com o desenvolvimento sustentável 
da sociedade. “Reciclamos sem fim” é uma iniciativa que 
nos mobiliza e está presente em nosso dia a dia.
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GENTIL, V. Corrosão. 6ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 
2011. 
REFERÊNCIAS:
DAL MOLIN, D. C. C. et al. Contribuição à Previsão da 
Vida Útil de Estruturas de Concreto. In: Avaliação de 
Desempenho de Tecnologias Construtivas 
Inovadoras: Materiais e Sustentabilidade. [s.l.] 
Editora Scienza, 2016. p. 223-270. 
ARAUJO, A. de et al. Corrosão do aço-carbono em 
concreto armado. COTEQ 2017. Anais... Rio de 
Janeiro: 14ª Conferência sobre Tecnologia de 
Equipamentos, 2017
ARAUJO, A. DE; PANOSSIAN, Z. Durabilidade de 
estruturas de concreto em ambiente marinho: 
estudo de caso. (Abraco, Ed.) Intercorr. Anais... 
Fortaleza: Intercorr 2010, 2010 RIBEIRO, D. V. (COORDENADOR) Corrosão e 
Degradação em Estruturas de Concreto Armado: 
Teoria, Controle e Métodos de Análise. 2° ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2018. 
WOLYNEC, S. Técnicas Eletroquímicas em 
Corrosão 1ª Edição ed. São Paulo:EDUSP - Editora 
da Universidade de São Paulo, 2013. 
KOCH, G. H. et al. Corrosion Cost and Preventive 
Strategies in the United States. Washington - DC: 
Federal Highway Administrationa, 2002. 
MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M. Concreto: 
microestrutura, propriedades e materiais. 2ª ed. 
São Paulo: IBRACON, 2014. 
	Página 1
	Página 2
	Página 3
	Página 4

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