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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA AMAZÔNIA 
CURSO DE DIREITO 
DISCIPLINA: DIREITO: PROFISSÃO E CARREIRA NA ERA DIGITAL 
 
 Inclusão digital na área jurídica; 
 Liberdade de expressão no ambiente online e os Direitos Fundamentais; 
 Revolução da informação. Sociedade da Informação e Era da Informação. 
 
A inclusão digital como direito fundamental 
 
1. O início da internet 
 
Com o surgimento da internet e novos meios de comunicação, o ser humano avançou 
muito tecnologicamente em um curto espaço de tempo. Em 1866, o primeiro cabo 
intercontinental foi instalado para o tráfego de telegrafia e, posteriormente, surgiram os 
cabos para telefonia e transmissão de dados. Em um lapso de 100 anos, o primeiro satélite 
artificial, Sputnik, foi lançado; a primeira transmissão ao vivo aconteceu, via satélite, 
entre Estados Unidos da América e Europa; o primeiro computador foi construído. 
Grandes mudanças aconteceram em diversas áreas com a facilidade de acesso à 
informação e ao conhecimento. Estar conectado aos outros é uma necessidade básica dos 
seres humanos desde o início de sua existência como espécie. Nos diferenciamos de 
outros seres vivos pela nossa complexa capacidade de raciocinar. O ser humano, através 
da inteligência, é capaz de criar realidades e conceitos intangíveis, como o tempo, a 
verdade, a moralidade e a virtude. Conceitos que foram criados há muito tempo e são 
transmitidos entre gerações através da comunicação até os dias de hoje. 
 
A internet surgiu a partir das pesquisas militares durante a Guerra Fria, que ocorreu entre 
1947 e 1991. A disputa entre os dois grandes blocos ideológicos, União Soviética e 
Estados Unidos, que exerciam um enorme controle e influência no resto do mundo, 
resultou na inovação na área tecnológica. Era imprescindível que se inventassem um meio 
de proteger informações sigilosas. Qualquer vazamento poderia ser o motivo que 
resultasse na derrota de uma das superpotências. Desta forma, o objetivo era criar um 
modelo de troca e compartilhamento de informações que permitisse a descentralização 
delas. Em 1969, foi criada então a ARPANET – Rede da Agência para Projetos de 
Pesquisa Avançada, uma rede de computadores que era utilizada para transmissão de 
dados militares sigilosos e interligação dos departamentos de pesquisa nos Estados 
Unidos. 
 
A partir desse momento, todos os anos, novos computadores se juntavam à rede. A 
finalidade militar deixou de ser a principal. Em 2001, o número de hosts na rede mundial 
ultrapassou 15 milhões. Aos poucos a internet chegava à casa das pessoas ao redor do 
mundo. A rede de computadores começou a ser utilizada para comércio, bancos, 
prestadores de serviços. A facilidade de se comunicar permitiu que negócios ocorressem 
totalmente através da internet. Uma informação compartilhada por uma pessoa em 
qualquer lugar do mundo poderia ser vista por qualquer um que tivesse acesso à rede 
mundial de computadores. 
 
O avanço tecnológico contribuiu para que a informação e a transmissão de conhecimento 
se difundissem muito rapidamente. Com a internet, surgiram cursos universitários 
transmitidos online, museus virtuais, diversos sites que armazenam todos os tipos de 
informações como o Wikipedia e até ferramentas de visualização do globo terrestre como 
o Google Earth. Ao ponto de que hoje é possível, através da ferramenta Google Maps, 
simular um passeio por praticamente qualquer rua ou estrada do mundo. 
 
 
 
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Esse desenvolvimento só foi possível porque a cada nova pessoa que é atingida pelas 
novas tecnologias, a difusão de informação aumenta exponencialmente. A globalização e 
a democratização da informação permitiram que um conjunto de pessoas que 
provavelmente nunca teriam qualquer tipo de contato, pudessem trabalhar de forma 
homogênea para desenvolver e criar conjuntamente. 
 
Com o conhecimento difundido, é muito mais fácil e rápido que uma nova tecnologia que 
é criada do zero seja aprimorada e melhorada. Isto porque o desenvolvimento feito de 
maneira aberta e de domínio público permitem a contribuição de muitas pessoas. Desta 
forma, o avanço dos meios de comunicação acaba resultando no próprio avanço da 
tecnologia de informação e comunicação. 
 
Ocorre que, o avanço exponencial da internet não foi possível desde o primeiro momento. 
Isto porque inicialmente, com sua finalidade militar e por seu custo elevado, o acesso era 
muito restrito. Com o passar do tempo e com o surgimento de novas tecnologias e projetos 
para difusão da internet, o acesso à internet tomou proporções inimagináveis. A criação 
do World Wide Web, mais conhecida como “WWW”, tornou possível que a navegação 
na internet ocorresse de maneira gratuita. Nesse mesmo sentido, o projeto GNU permitiu 
que softwares fossem disponibilizados sem qualquer tipo de oneração. Esse ambiente 
proporcionou a democratização da informação e conhecimento, que foram 
imprescindíveis para a globalização e evolução da tecnologia e de diversas áreas. 
 
2. O acesso à informação através da internet e a inclusão digital 
 
A internet permite que qualquer pessoa que tenha acesso à rede mundial de computadores 
possa acessar um universo de informações sobre qualquer assunto. Aliada à digitalização 
dos conteúdos de texto, áudio, vídeo, as pessoas podem ter acesso à informação até 
mesmo de forma offline. As músicas podem ser ouvidas em aparelhos celulares, 
computadores e armazenadas nos dispositivos. Os textos são acessados na internet a todo 
momento e livros inteiros podem ser lidos através de e-books. Os vídeos, que antes só 
eram acessados através do cinema e televisões, hoje podem ser vistos em qualquer celular. 
 
Nesse sentido surgiu o conceito da inclusão digital. Apesar de ser algo muito recente, o 
termo é derivado do conceito de inclusão social, que começou a ser utilizado após a 
Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. A inclusão social tem como 
objetivo a universalização de direito formais e materiais. Ao longo dos anos novos grupos 
que eram excluídos através de práticas sociais, culturais e históricas, reivindicaram essa 
luta, como por exemplo os negros, índios, mulheres, comunidade LGBT etc. 
 
A inclusão digital é também uma luta social frente a necessidade humana de se inserir nas 
possibilidades das tecnologias de informação e comunicação. Uma pessoa que é excluída 
desse universo digital sofre grandes impedimentos e consequências em diversos âmbitos, 
como educação e comunicação, tendo em vista que tecnologias de informação e 
comunicação são imprescindíveis para as demandas da sociedade atual. Tudo ao nosso 
redor tem influência das novas tecnologias, desde grandes reuniões envolvendo os líderes 
mundiais, até o comércio de um pequeno produtor rural. Todos nós estamos interligados 
através dessa grande rede de informações. 
 
É inegável que se trata de um ambiente complexo e o acesso à informação as vezes não é 
tão simples como na teoria. A infraestrutura de telecomunicações, por exemplo, é 
 
 
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imprescindível para as tecnologias de informação e comunicação. Para países com grande 
território, o investimento para essa infraestrutura é bem alto, mas que pode ser feito de 
forma gradativa até atingir totalidade da população. O acesso a celulares e produtos de 
informática pela população mais pobre, muitas vezes não ocorre em decorrência, por 
exemplo, da alta tributação sobre o mercado das telecomunicações, a fiscalização 
concorrencial ineficiente e o custo dos produtos, que a cada ano estão mais caros. Desta 
forma, conclui-se que o principal fato que gera a exclusão digital da população é o 
econômico, impedindo a estes o acesso aos bens da tecnologia da informação e 
comunicação. 
 
Astecnologias de informação e comunicação se tornaram, portanto, um novo aspecto da 
vida do ser humano. É uma necessidade que antes não era vista pelo Direito e que hoje 
não pode ser ignorada porque se trata de algo fundamental na vida de qualquer pessoa. A 
inclusão digital deve abarcar desde instituições do governo até o pequeno produtor rural 
no interior do país. É claro que a forma de acabar com a exclusão digital, é diferente para 
uma pessoa que mora na periferia na região Sudeste e para outra que mora na região Norte 
do país. São abordagens e processos que demandam análises e soluções diferentes. 
 
A Organização das Nações Unidas (ONU) já estipulou como uma das metas do milênio 
que os países devem usar projetos de infraestrutura como oportunidades para aprendizado 
tecnológico; adotar novas tecnologias e associá-las à qualidade de seu sistema de ensino 
superior; promover empreendimentos na área de ciência, tecnologia e inovação. 
 
O acesso à informação e aos meios digitais são valores sociais que devem ser 
recepcionados pelo Direito, é uma forma de potencializar a capacidade do ser humano de 
se expressar, de produzir, de difundir conhecimento. 
 
O Direito deve sempre se atualizar com as novas demandas sociais e culturais, e com a 
evolução tecnológica da informação e comunicação não deve ser diferente. Garantir a 
inclusão digital é permitir que cada um de nós possamos cada vez estar mais perto de 
realçar outros direitos do nosso cotidiano, como a liberdade, igualdade, dignidade, 
liberdade de expressão etc. A inclusão digital como direito fundamental é uma 
necessidade histórica, é o reflexo da evolução social. Os fenômenos da tecnologia afetam 
nossa percepção do mundo, influenciam nas interações sociais, no nosso desenvolvimento 
como espécie. Desta forma, é imperioso que o Direito tutele a inclusão digital como um 
valor inerente ao ser humano. 
 
 
 
 
 
 
Liberdade de Expressão e Internet: Tutela jurídica no espaço virtual 
 
1. Introdução 
 
O objetivo do estudo é exteriorizar os direitos fundamentais inerentes à liberdade de 
expressão e comunicação, alinhado as novas tecnologias que se utilizam por intermédio 
da internet. 
 
 
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A internet, portanto, é a temática principal de análise em conjunto com os novos 
paradigmas que a legislação deve se sustentar. Seguidamente serão abordados os 
principais marcos históricos legislativos que se sucederam para efetivação da liberdade 
de expressão no ambiente cibernético, demonstrando a necessidade da tutela jurídica 
em acompanhar a evolução da sociedade, à fim de amparar os anseios de seus cidadãos. 
 
2. BREVE HISTÓRICO DA EVOLUÇÃO DA INTERNET 
 
Por volta de 1958, os Estados Unidos da América em meio ao caos da Guerra-fria, 
lançava o projeto denominado de “Defence Advanced Research Projects Agency” 
(DARPA). O projeto tinha como finalidade alcançar novas tecnologias à fim de trazer 
maior proteção ao Estado norte-americano, diante do inimigo socialista. 
 
Em 1969, a DARPA apresentou uma rede de comunicação inovadora para auxiliar nas 
investigações científicas de defesa. Essa rede foi denominada de “Advanced Reaserch 
Projects Network” (ARPANet). Por não possuir um servidor central, mas sim, vários 
servidores, essa nova rede foi concebida para que se houvesse um ataque ou mesmo o 
mau funcionamento de um destes, ela não viesse a deixar de funcionar. 
 
Segundo Zampier (2017), a tecnologia da ARPANet, passou a ser utilizada, 
paulatinamente, pelas universidades e outras grandes organizações, e, a partir da década 
de oitenta do século XX, recebeu a denominação de internet. 
 
Em 1991, uma equipe de estudiosos comandada por TIM Berners-Lee e Robert Cailliau 
inventou a chamada World Wide Web (www). A tecnologia seria capaz de compartilhar 
documentos científicos com o mundo todo, através da internet, utilizando-se de 
um modem. (ZAMPIER, 2017). 
 
 "Nesta www seriam inseridos diversos blocos de informação, com textos, figuras, 
gráficos, som, vídeo, sendo que todos esses blocos estariam ligados por hyperlinks. 
Com o lançamento do primeiro navegador, o Mosaico, permitiu-se visualizar as 
páginas da web, como se conhece hoje, por meio do sistema de janelas. Seu sucessor, 
o “Netscape”, aliado à expansão das vendas dos computadores pessoais, fomentou o 
crescimento exponencial da internet em pouquíssimo tempo. (ZAMPIER, 2017, p.17)." 
 
No Brasil, as redes iniciaram-se, também, nas grandes universidades dos Estados do 
Rio de Janeiro e São Paulo, remontando-se ao ano de 1988. Posteriormente, alcançou o 
ambiente doméstico, devido a forte influência do Governo, no que tange a redução de 
impostos, ampliação do financiamento e a queda do dólar. (PAESANI, 2008) 
 
3. Conceito e características da internet 
 
Após a breve análise acerca da evolução histórica e tecnológica da internet, é possível 
traçar um conceito e esmiuçar suas principais características. 
 
Valendo-se de uma conceituação externada pela Suprema Corte Norte- Americana, 
Hugo Alfredo Vaninneti afirma que “A internet é uma rede internacional de 
computadores interconectados, que permite a comunicação de dezenas de milhões de 
 
 
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pessoas, assim como, o acesso a uma imensa quantidade de todo mundo.” 
(VANINETTI, 2014, p.27 apud ZAMPIER, 2017, p.24). 
 
Em outras palavras, a tecnologia de internet é uma rede mundial de computadores que 
conecta milhões de equipamentos de computação em todo o mundo. A maior parte 
desses equipamentos é formada por computadores tradicionais, por estações de trabalho 
com sistema Unix e pelos chamados servidores de armazenamento e transmitem 
informações e mensagens por e-mail. (KUROSE e ROSS, 2010). 
 
Nas lições dos autores ARAÚJO e ALMEIDA, apresentam a definição de internet como 
uma rede de computadores e outras redes menores interligados ou conectadas entre si, 
em escala mundial através de um protocolo comum chamado TCP/IP 
(TransmissionControlProtocol/Internet Protocol). 
 
Na legislação brasileira vigente, precisamente, após a edição do Marco Civil da 
Internet (Lei 12.965/2014), tem-se como definição legal em seu art. 5º: 
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se: 
 
"I – internet: o sistema construído do conjunto de protocolos lógicos, estruturado em 
escala mundial para uso público e irrestrito, com a finalidade de possibilitar a 
comunicação de dados entre terminais por meio de diferentes redes. (BRASIL, 2014)." 
 
4. Características da Internet 
 
Quanto às mais diversas características da rede mundial de computadores, evidenciam-
se: 
 
a) Caráter público e universal: o uso da internet é indiscriminalizado, ou seja, 
qualquer cidadão pode ter acesso à internet, basta ter um aparelho eletrônico que 
permita a conexão na rede. Conforme prevê o art. 4º do Marco Civil Brasileiro, 
estabelecendo que o direito de acesso à Internet é de todos.(ZAMPIER, 2017). 
 
b) Globalização: a internet contribuiu para a aproximação entre as diversas sociedades 
e nações ao redor do mundo. Não é submetida a espaços geográficos, ou seja, tem como 
atribuição o envio e o recebimento de dados de forma célere, sem se preocupar com as 
distâncias. Caracteriza-se por ser um território apátrida, ou seja, que não tem 
nacionalidade. (ZAMPIER, 2017) 
 
c) Adéspota: não possui um proprietário, nem um organismo central ou governo que 
regulamente. Mas somente grupos econômicos que a regulamenta, a fim de definir 
conceitos, direitos, deveres e responsabilidades no âmbito do seu território. (ZAMPIER, 
2017) 
 
d) Interatividade: a internet é capaz de proporcionar a interatividade entre as pessoas 
por escritas, imagens e troca de áudios, seja por meio de sala de bate papo ouaplicativos 
de trocas de mensagens.(ZAMPIER, 2017). 
 
De fato, a evolução dos meios tecnológicos alinhados as complexas redes de internet 
contribuiu, veementemente, para a comunicação em massa e principalmente aos 
princípios basilares de uma democracia, visto que alterou a forma das pessoas se 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/27363899/artigo-5-da-lei-n-12965-de-23-de-abril-de-2014
 
 
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comunicarem, contribuiu para o acesso indiscriminalizado de informações e 
proporcionou maior engajamento político e social . Assim, reforça Paesini: 
 
[...] Os meios de comunicação de massa, potenciados por novas tecnologias, rompem 
fronteiras culturais, políticas, religiosas e econômicas. [...] O setor de comunicação 
em massa é hoje uma das áreas em que mais se afirmam os novos direitos fundamentais 
do povo em sua essência comunitária. (PAESANI, 2008, p.1). 
 
É neste tocante, que o presente artigo se orienta, ponderando acerca da influência das 
novas tecnologias, frente à liberdade de expressão e a efetivação da democracia. 
 
5. Liberdade de expressão no ambiente virtual e a evolução legislativa 
 
O Brasil, após o período da Ditadura Militar (1964-1985), sucedeu-se a instituição de 
uma nova Constituição Federal, pautada democraticamente em tutelas inerentes aos 
direitos fundamentais, tais como: os relativos à liberdade de expressão e comunicação. 
 
Neste novo modelo de Constituição o direito de liberdade de expressão e comunicação 
equivaleu-se como um dos mais imprescindíveis dos direitos. A liberdade de expressão 
é o direito de qualquer cidadão de se manifestar, emitir opiniões, ideias e pensamentos 
sem medo de represália ou censura por parte do Estado ou outros integrantes da 
sociedade. 
 
No período que se remeteu a origem da nova Carta Magna brasileira, inauguravam-se 
os primeiros meios tecnológicos que se consumavam de forma a facilitar a liberdade de 
expressão no ambiente virtual. O legislador consciente dos novos paradigmas que 
estavam por vir, assegurou ao longo de seus artigos tutelas acerca da manifestação de 
pensamento sob qualquer forma de processo ou veículo. Ou seja, o cidadão poderia 
utilizar das novas ferramentas virtuais para se comunicar à medida que se sucedem os 
artigos a seguir. 
 
No capítulo V em que compete ao título de Comunicação Social, precisamente no 
Art. 220 da Constituição Federal prevê: 
 
Art. 220. “A manifestação do pensamento a criação, a expressão e a informação, sob 
qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição”. 
 
Nota-se a preocupação do constituinte em dar ênfase aos meios que serão utilizados 
para assegurar a ampla liberdade de expressão. Na atualidade são inúmeros os 
equipamentos utilizados como meio de comunicação, tais como os Smartphones, 
Tablets, Notebooks e alguns relógios digitais que são conectados ao sistema de internet. 
 
Logo no início dos artigos da Constituição Federal, previsto no Título II, Dos Direitos 
e Deveres Individuais e Coletivos é previsto no inciso IV a livre manifestação do 
pensamento, sendo vedado o anonimato. 
 
Art. 5º, IV – "é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato." 
 
Nesse ínterim, compreende-se que a liberdade de expressão não é um direito absoluto, 
por vezes, sujeita a limites que se não observados darão ensejo a responsabilidade civil 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10646742/artigo-220-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
 
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e criminal. Os limites relativos o uso da internet serão abordados mais à frente neste 
artigo. 
 
Complementa o inciso X do artigo 5º no que tange a violabilidade de intimidade e vida 
privada. 
 
Art. 5º X - “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente 
de sua violação.” 
 
Logo, a manifestação de pensamento é livre desde que não viole direitos de intimidade 
e honra em relação à terceiros, violando estes direitos poderá acarretar em danos morais 
e materiais. Portanto, “toda liberdade, por mais ampla que seja, encontra limites, que 
servem para garantir o desenvolvimento ordenado da sociedade e dos direitos 
fundamentais de qualquer sujeito, e este princípio se aplica também ao direito à 
liberdade de informação” (PAESINI, 2008, p. 8). 
 
Com o advento popularizado da internet, engajado aos seus componentes de 
comunicação social, como o Facebook, Whatsapp, Instragram, Twitter e afins, 
coadjuvaram para a evolução de novas formas de liberdade de expressão. O centro de 
discussões e pensamentos passou a ser por intermédio dos ambientes virtuais, bastando 
o usuário estar munido de um Smartphone conectado à rede. Os Smartphones por serem 
equipamentos “de bolso”, contribuiram de tal maneira que qualquer indivíduo pode 
assumir o papel da televisão ou do jornal, emitindo informações que se tornarão 
disponíveis para o mundo todo. (Hartmann, 2007). 
 
Paesini (2008) relata que a internet tornou a sociedade efetivamente transparente, 
possibilitando qualquer pessoa o acesso indiscriminarizado a uma quantidade máxima 
de informações em relação a qualquer aspecto da vida social. Fomentando o 
engajamento social e políticos daqueles que a utiliza. 
 
Por ter se tornado um Estado Democrático de Direito, o Brasil arreliou-se em dar maior 
efetividade à liberdade de expressão e acompanhar o desenvolvimento social e 
tecnológico que o ambiente global demandava. 
 
Diante deste contexto de transformação, mostrou-se necessário constituir alguns 
mecanismos legislativos que trouxessem direitos e deveres aos novos paradigmas de 
comunicação relacionados à internet. Dentre esses novos mecanismos, apresentam-se 
em destaque: Lei Carolina Dieckmann e Marco Civil da Internet. 
 
6. Mecanismos legislativos relacionados à Internet. 
 
I - LEI CAROLINA DIECKMANN 
 
No dia 04 de maio de 2012, a atriz Carolina Dieckmann, na época dos fatos com 36 
anos de idade, foi vítima de divulgação de 36 imagens suas de cunho íntimo. 
Rapidamente as imagens foram divulgadas na internet, causando uma vasta repercussão 
e várias discussões. Em apenas cinco dias do ocorrido, a ONG Safernet constou que as 
imagens tiveram cerca de 8 milhões de acessos únicos. (ROMANI, 2012). 
 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
 
 
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Após o ocorrido foi decretada a Lei 12.737 de 30 de novembro de 2012, pela então 
Presidente Dilma Rousseff. A lei tinha como finalidade acrescentar no Código Penal os 
artigos 154-A e 154-B que prevê a invasão de disposto informático, conforme leitura a 
seguir: 
 
Art. 154-A – Invadir dispositivo alheio, conectado ou não à rede de computadores, 
mediante violaçãoindevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar 
ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do dispositivo ou 
instalar vulnerabilidade para obter vantagens ilícitas. Pena – detenção, de 3 (três) 
meses a 1 (um) ano ou multa. 
 
Art. 154-B – Nos crimes definidos no art. 154-A, somente se procede mediante 
representação, salvo se o crime é cometido contra a administração pública direta ou 
indireta de qualquer dos Poderes da União, Estados ou Distrito Federal ou Municípios 
ou contra empresas concessionárias de serviços públicos. 
 
No tocante, nota-se que os principais crimes cometidos contra a atriz foram inerentes a 
privacidade e a intimidade, haja vista a divulgação de imagens e troca de mensagens de 
cunho privado. Além disso, vale a Constituição Federal de 1988 já resguardava 
proteção a vida privada e a intimidade, assegurando a sua inviolabilidade, como dispõe, 
no art. 5º - X: 
 
Art. 5º - X “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente 
de sua violação”. 
 
É importante destacar o resguardo, ou em outras palavras, o direito de personalidade, 
objetivando-se no amparo legal da personalidade humana diante de novas tecnologias 
que venham a surgir, conforme reforça Paesini. 
 
"O direito à privacidade ou direito ao resguardo tem como fundamento a defesa da 
personalidade humana contra injunções ou intromissões alheias. Esse direito vem 
assumindo, aos poucos, maior relevo, com a expansão das novas técnicas de 
comunicação, que colocam o homem numa exposição permanente." (p.33). 
 
Deste modo, vale ressaltar a importância da legislação frente ao acompanhamento dos 
crimes informáticos. 
 
II - MARCO CIVIL DA INTERNET 
 
A Lei Federal nº 12.965 de 23 de abril de 2014, intitulado como Marco Civil da 
Internet é a lei regulamentadora do uso da internet do Brasil, se estabelece através de 
princípios, garantias, direitos e deveres para seus os usuários, do mesmo modo que dita 
o desempenho por parte do Estado. 
 
O projeto foi apresentou na Câmara dos Deputados em 2009, posteriormente no Senado 
Federal em 23 de abril 2014 e logo depois sancionado pela então presidente Dilma 
Rousseff. Os assuntos que merecem destaques são aqueles atinentes à neutralidade da 
rede, assim como, a liberdade de expressão que é dada na importância deste presente 
artigo. Por conseguinte, a neutralidade da rede é tratada no inciso IV, do artigo 3º, e no 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033783/lei-12737-12
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033702/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641516/artigo-5-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730704/inciso-x-do-artigo-5-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
 
 
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Capítulo III, da Lei Federal, ao passo que liberdade de expressão é tratada nos artigos 
2º, 3º, 8º,do referido diploma legal. (Pontieri, 2018). Portanto, vale esmiuçar os demais 
artigos citados, mas antes se faz necessário entender o que é neutralidade da rede. 
 
"Neutralidade da rede é o termo usado para definir o princípio de que todo conteúdo 
na internet deve ser tratado igualmente. A banda larga que você paga pode ser usada 
para acessar qualquer site, aplicativo ou serviço sem cobranças especiais com base no 
conteúdo. Hoje a neutralidade da rede, garante que você pague apenas pelo acesso e 
pela velocidade da sua Internet, mas não pelo conteúdo, que é livre para qualquer 
usuário. (CARVALHO, 2017)." 
 
Consequentemente, no artigo 3º, inciso IV, fundamenta-se para efeitos desta lei da 
seguinte forma: 
 
Art. 3º - “A disciplina do uso da internet no Brasil tem os seguintes princípios: IV - 
preservação e garantia da neutralidade da rede. 
 
No que tange, aos princípios da liberdade de expressão previstos no Marco Civil da 
Internet, merece destaque: 
 
Art. 2º - “A disciplina de uso da internet no Brasil tem como fundamento o respeito à 
liberdade de expressão”. No mais, complementa-se o artigo 8º”. 
 
Art. 8º - “A garantia do direito à privacidade e à liberdade de expressão nas 
comunicações é condição para o pleno exercício do direito de acesso à Internet”. 
 
Por conseguinte, infere-se diante da importância do Marco Civil, da seguinte maneira: 
 
"O Marco Civil da Internet traz princípios fundamentais para garantir que a Internet 
não seja apropriada por interesses comerciais e que não sirva de instrumento para a 
discriminação social, o carceamento da livre manifestação do pensamento e para o 
desrespeito à garantia da privacidade. O Marco assegura a preservação dos princípios 
da Internet livre e aberta, protege os direitos daqueles que utilizam a rede e assegura 
os instrumentos necessários para que prestadores de serviços de telecomunicações 
realizem o gerenciamento de seus serviços e redes preservando o princípio da 
neutralidade. (OLIVEIRA, 2013)." 
 
Além da temática que foram tratadas anteriormente, o presente artigo obriga- se em 
estender-se sobre os crimes virtuais. Pois bem, a liberdade de expressão e os crimes no 
ambiente virtual acabam se entrelaçando, a final de contas do outro lado da tela esta um 
sujeito que é capaz de cometer qualquer ilícito para se privilegiar. 
 
III - CRIMES CIBERNÉTICOS 
 
Crimes cibernéticos são aqueles praticados em ambientes virtuais, tais crimes podem 
ser classificados de duas maneiras seja por crimes próprios e impróprios (Bernando, 
2016). Como remete a seguir: 
 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/117197216/lei-12965-14
 
 
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"Os crimes virtuais próprios são aqueles que o sujeito ativo utiliza o sistema 
informático do sujeito passivo, no qual o computador como sistema tecnológico é usado 
como objeto e meio para a execução do crime." 
 
Nessa categoria de crimes está não só a invasão de dados não autorizados, mas toda a 
interferência em dados informatizados. Tem-se como exemplo, a invasão de dados 
armazenados em computador seja no intuito de modificar, alterar, inserir dados falsos, 
ou seja, que atinjam diretamente o software ou hardware do computador e só podem 
ser concretizados pelo computador ou contra ele e seus periféricos. (BERNARDO, 
2016). 
 
Para alguns doutrinadores, como Marco Túlio Viana, crimes virtuais próprios são 
aqueles em que o bem jurídico protegido pela norma penal é a inviolabilidade das 
informações automatizada (dados). (VIANA, 2003 apud CARNEIRO, 2012). 
 
Carneiro (2012) conceitua os crimes virtuais impróprios da seguinte maneira: 
 
"Os crimes virtuais impróprios são aqueles realizados com a utilização do computador, 
ou seja, por meio da máquina que é utilizada como instrumento para a realização de 
condutas ilícitas que atinge todo o bem jurídico já tutelado, crimes, portanto, que já 
tipificados que são realizados agora com a utilização do computador em rede, 
utilizando o sistema de informática seus componentes como mais um meio para a 
realização do crime, e se difere quanto à essencialidade do computador para a 
concretização do ato ilícito que pode se dar de outras formas e não necessariamente 
pelainformática para chegar ao fim desejado como no caso de crimes como: pedofilia." 
 
São vários os modelos de crimes praticados na internet, os que mais se destacam são: 
crimes contra a honra (injúria, calúnia ou difamação), crimes contra a propriedade 
intelectual, extorsões, pedofilia, estelionato, fraude com cartão de crédito e Fake News 
e etc. (Justiça, 2008). A fim de promover a defesa e a plena democracia no ambiente 
virtual o legislador vem empregando novos dispositivos no Código Penal. Portanto, faz 
jus adentrar e esmiuçarmos principais crimes cometidos em ambiente virtual no Brasil. 
 
IV - CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL 
 
A propriedade intelectual engloba tudo aquilo que se oriunda da inteligência humana, 
independentemente dos escopos por ela visados (artístico, empresarial, educacional e 
etc.). (Ramos, 2005). Em outras palavras, pode se dizer que são crimes caracterizados 
ao ser exercido do plágio. 
 
De acordo com o Código Penal brasileiro previsto no parágrafo 1º do artigo 184: 
 
“Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou 
indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução 
ou fonograma, sem autorização expressa do autor,do artista intérprete ou executante, 
do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente." 
 
Violar direitos de autor é crime. Assim sendo, pouco nos importa o campo onde o crime 
ocorreu – seja no “mundo material”, seja no “mundo virtual”. (Filho & Castro, 2005). 
Havendo violação de direito autoral, aplica-se a norma do art. 184. 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033702/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033702/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10614958/par%C3%A1grafo-1-artigo-184-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10615003/artigo-184-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/92175/lei-de-direitos-autorais-lei-9610-98
 
 
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A Constituição Federal ressaltou, por intermédio do inc. XXVII que os autores tem o 
direito exclusivo em suas obras. Conforme a seguir: 
 
XXVI –"aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou 
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar." 
 
É de se observar, portanto, que crimes contra a propriedade virtual, seja por cópia, 
divulgação e demais uso indevido relacionados a obras artísticas, contam com o aparato 
tanto da Constituição Federal, quanto do Código Penal. 
 
V - FAKE NEWS 
 
As Fake News são notícias falsas divulgadas na internet, através das redes sociais. As 
notícias possuem informações irreais que apelam para o emocional do leitor. (Lorraine, 
s.d.) Em outras palavras, as Fake News são informações publicadas por veículos de 
comunicação como se fossem noticias verdadeiras. Geralmente feito com o intuito de 
contrariar um ponto de vista ou prejudicas pessoas ou um determinado grupo, 
comumente praticados em oposição a figuras públicas. 
 
Conforme definição de Lusa (2018) as Fake News na tradução literal do inglês significa 
“notícias falsas”, embora esta definição, para os jornalistas, seja uma contradição: se 
for mentira ou falsificada (outro significado de “fake”), não é notícia. Em alternativa, 
pode também dizer “informações falsificadas”, conceito que remete para manipulação. 
 
O poder de persuasão das Fake News é maior em relações as populações com o menor 
índice de escolaridade que dependem das redes para obter informações. (LORRAINE, 
s.d). 
 
O surgimento das Fake News se deu inicialmente em 2016 nos Estados Unidos da 
América, durante a corrida presidencial. Na época Hillary Clinton foi atacada 
pelas Fake News de forma intensa pelos eleitores de Donald Trump. (Lorraine, s.d). 
Toda via, as Fake News estiverem presente ao longo da história da humanidade, o que 
mudou foi à nomenclatura, o meio utilizado que nos dias atuais se remetem a internet, 
e a forma persuasiva que o material adquiriu. 
 
Nas redes sociais são encontrados perfis falsos que tem a intenção de interagir com 
outras pessoas para dar maior veracidade aos fatos irreais. A partir de então, os perfis 
começam a divulgar notícias, incentivando seus seguidores a praticar o mesmo. 
(LORRAINE, s.d). 
 
Para se conseguir identificar se a notícia é verdadeira ou não, foram criados vários sites, 
entre eles o Bellimgcat, o CrowdTangle, para política americana, e a agência Lupa, no 
Brasil. 
 
As consequências da divulgação das Fake News são inúmeras. Fazer o 
compartilhamento de fotos falsas, ou publicações duvidosas trazem um risco para a 
qualidade da democracia, assim como para a saúde pública. 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033702/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40
 
 
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7. CONCLUSÃO 
 
As constantes evoluções das sociedades exigem a criação de novos paradigmas 
relacionados aos direitos humanos e fundamentais. Nos dias atuais, o uso da internet é 
primordial e deve ser tratada com um direito fundamental, em razão de oferecer 
liberdade de expressão e comunicação instantânea. 
 
Vale destacar que a internet além de promover a liberdade de expressão, promove maior 
engajamento social, político, dando subsídio aos princípios atinentes à democracia. 
 
A liberdade de expressão é fundamental para que sejam permitidos a livre manifestação 
de pensamento e a livre comunicação na internet. Com essa permissão é garantido a 
preservação de princípios relacionados da dignidade da pessoa humana. Além disto, a 
internet é considerada uma conquista tecnológica da humanidade por promover alto 
fluxo de trocas de informação, contribuindo valorosamente para um Estado 
democrático. 
 
Em contrapartida, o Estado deve gerir mecanismos que combatam o seu mau uso, seja 
pelos crimes cometidos atinentes a honra do indivíduo, seja por divulgação de Fake 
News, seja por estelionato ou pedofilia no ambiente virtual. Desta maneira, toda 
liberdade, por mais ampla que seja, deve ser impostos limites que sirvam para garantir 
o desenvolvimento ordenado das sociedades. O processo democrático das novas 
tecnologias deve estar profundamente comprometido com as medidas em que a 
quantidade e qualidade da informação são transmitidas e pelo número de usuários que 
tem acesso. Afinal de contas, a reprodução de informações incorretas acarreta uma série 
de agravos sociais e políticos. 
 
Por fim, é importante ressaltar que o Estado tem o condão de qualificar e esclarecer 
interpretações das normas que relacionam as novas necessidades. O Brasil já possui 
experiência, basta ver, a lei do Marco Civil que está em vigor que busca a 
instrumentalização e concretização dos novos direitos. 
 
A ERA DA INFORMAÇÃO 
 
A Era da Informação trata-se de um período inaugurado no final do século XX referente 
à dinamização dos fluxos informacionais pelo mundo. 
 
A Era da Informação ou era digital são termos frequentemente utilizados para designar 
os avanços tecnológicos advindos da Terceira Revolução Industrial e que reverberaram 
na difusão de um ciberespaço, um meio de comunicação instrumentalizado pela 
informática e pela internet. 
 
Essa expressão também é uma forma de observar os avanços das técnicas atuais de 
transformação da sociedade em comparação a outras anteriores. Fala-se, por exemplo, 
que aera digital emerge como uma substituição à era industrial que, por sua vez, emergiu 
outrora em substituição à era da agricultura. Assim, ao menos em tese, estaríamos 
passando por um terceiro ciclo de renovações de ideias, ações e pensamentos que 
marcaram a história da humanidade. 
 
 
 
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Podemos compreender, portanto, que a era da informação nada mais é do que mais uma 
dentre as várias evoluções que as transformações sobre as técnicas produziram, desde a 
invenção das técnicas agrícolas em tempos remotos. Sendo assim, trata-se também de 
uma nova forma de se produzir e transformar o espaço geográfico, as paisagens, os 
lugares e o território. 
 
A particularidade mais notória da atual era da informação é, sem dúvidas, a ampliação da 
capacidade de armazenamento e memorização de informações, dados e formas de 
conhecimentos. A integração mundial é uma outra marca, haja vista que, via internet, 
pessoas do mundo inteiro estão interligadas, compartilhando informações, divulgando 
impressões e difundindo formas de cultura e saberes. 
 
Para esse processo de formação e integração espacial ocasionado pelas técnicas digitais, 
bem como à maneira que ele modifica o espaço, é dado o nome de meio técnico-científico 
informacional. Nele, a velocidade dos fluxos econômicos, sociais, culturais, linguísticos, 
dentre outros, amplia-se em ritmo exponencial, deflagrando uma sucessão de novas 
revoluções a cada instante. 
 
Tais avanços nas comunicações alcançaram um nível de integração inimaginável em 
outros tempos. Um exemplo desse processo é a onda de protestos e revoltas que se iniciou 
em 2011 na chamada Primavera Árabe, em que ações organizadas pela população para 
a derrubada de ditadores e governantes foram arquitetadas através das redes sociais e 
divulgadas mundo afora também por técnicas avançadas e cada vez mais velozes de 
informações. 
 
No entanto, algumas posições mais céticas a respeito dessa ampliação na difusão das 
informações afirmam que não há uma plena democracia no mundo digital, ao contrário 
do pensamento de muitos. Afirma-se que os dados disponíveis na internet, por exemplo, 
nem sempre são confiáveis e reproduzem a lógica da cultura de massas mantida por outras 
mídias, como a TV e o Rádio. Assim, por mais que as pessoas possuam uma maior 
capacidade técnica de ampliar as fronteiras de seus saberes, isso não necessariamente 
acontece em função da hierarquia nessa ordem de produção de informações, em que 
conhecimentos alternativos são relegados a dimensões periféricas. 
Controvérsias à parte, o que se pode concluir, com certeza, é que na era da informação 
manifesta-se também uma era da interação, ou seja, as pessoas, além de meras receptoras 
de dados e informações, passam também a contribuir e produzir novas ideias e ações. 
Assim, considera-se que o espaço geográfico encontra-se cada vez mais integrado às 
inovações tecnológicas e informacionais, tornando-se delas dependente. 
 
A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO 
 
A revolução da informação refere-se às alterações sociais, econômicas e políticas 
decorrentes do surgimento de novos meios de transmissão da informação. 
 
Contexto histórico 
 
No meado do século XX, o mundo sofreu forte influência devido à conjunção de todas 
as ciências, que começaram a fundir-se, iniciando um período de rotação dos usos e 
costumes, giros desenfreados para todos. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncias
 
 
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A física, química, matemática, medicina, biologia, geografia, história, literatura, enfim, 
todos os ramos do conhecimento humano, sofreram mudanças radicais com novas 
descobertas ou fusões de conhecimentos antigos agregados a novos dispositivos recém 
inventados. 
 
O surgimento de todas essas novidades, especificamente a partir da década de 1970, (com 
grande concentração nos EUA), é atribuído a uma dinâmica específica 
de difusão e sinergia tecnológicas, decorrentes dos progressos alcançados nas duas 
décadas anteriores. Além disso, houve influência de aspectos institucionais, econômicos 
e culturais. 
 
Na década de 1980, em um processo autônomo de reestruturação do sistema 
capitalista (neoliberalismo), o nível tecnológico alcançado exerceu papel fundamental na 
reestruturação econômica-organizacional. O desenvolvimento dessas tecnologias 
contribuiu para a formação de meios de inovação, dentro dos quais as aplicações 
interagem em processo de "tentativa e erro", exigindo a concentração espacial dos núcleos 
tecnológicos de empresas e instituições, com uma rede auxiliar de fornecedores e capital 
de risco como apoio. Assim, fica consolidado o sistema 
das transnacionais/multinacionais. 
 
Bases 
 
Parece coerente dizer que conhecimentos científicos e tecnológicos, instituições 
adequadas, empresas e mão de obra qualificada são as bases da Era da Informação. Por 
outro lado, deve-se considerar que o ingrediente primordial não é um cenário cultural ou 
institucional específico, mas a sinergia de informações com a produção industrial e 
aplicações comerciais. Isso contradiz a ideia da possibilidade de inovação sem ocupação 
do espaço geográfico. 
 
É certo que foi o Estado - e não os "empreendedores de garagens" - quem deu início à 
revolução da tecnologia da informação, já que a interface entre os programas 
de macropesquisa promovidos pelos governos e a inovação descentralizada em uma 
cultura de criatividade tecnológica é que permitiu o florescimento das tecnologias da 
informação e comunicação globalizadas. 
 
Novos parâmetros 
 
Todo esse processo acabou por criar um novo paradigma, onde a informação é a matéria 
prima. A tecnologia passa, assim, a permear toda a atividade humana, aplicando sua 
lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações, circunstância que cresce 
exponencialmente. 
 
Uma vez que esse paradigma da informação é baseado na flexibilidade, permite não 
somente que processos, mas também organizações e instituições, se modifiquem 
fundamentalmente, tornando possível inverter as regras que as estruturam sem destruir a 
organização. Essa percepção deve ser tomada sem ideologias, pois a flexibilidade tanto 
pode ser libertadora como repressiva. 
 
Em todo caso, a tendência desse paradigma é a convergência de tecnologias específicas 
em um sistema integrado, resultante da lógica compartilhada na geração de informação. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%ADsica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADmica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Matem%C3%A1tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura
https://pt.wikipedia.org/wiki/EUA
https://pt.wikipedia.org/wiki/Difus%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinergia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_capitalista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_capitalista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transnacionais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Multinacionais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cient%C3%ADfico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnol%C3%B3gico
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3o_de_obra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_da_Informa%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o_geogr%C3%A1fico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estado
https://pt.wikipedia.org/wiki/Interface
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Macropesquisa&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologias
https://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flexibilidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ideologias
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B3gica
 
 
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Em síntese, o paradigma informacional evolui em direção a uma rede aberta de múltiplos 
acessos, cuja abrangência, complexidade e disposição em forma de rede são seus 
principais atributos. 
 
Em 1946 John Mauchly e John Eckert desenvolvem o primeiro computador eletrônico. 
Em 1952 Narinder Singh Kapany desenvolveu a fibra óptica. 
Em 1957 os soviéticos enviam o 1º satélite artificial, o Sputnik 1. 
Em 1975 surge o computador pessoal em sua forma mais primitiva, o Altair 8800. 
Em 1985 a Microsoft lança o Windows. 
Em 1983 surge o Projeto GNU e o conceito de software livre. 
Em 1989 159 mil computadores estão conectados à internet. 
Em 1990 entra em operação o telescópio Hubble. 
Em 1991 o Linux é anunciado por Linus Torvalds. 
Em 1994 começam a ser vendidos produtos transgênicos. 
Em 1997 ocorre a primeira experiência de clonagem, a da famosa ovelha Dolly. 
Em 1999 cerca de 56 milhões de computadores estão ligados à Internet em todo o mundo. 
 
A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO 
 
Sociedade da Informação é um termo que surgiu no século XX, no momento em que a 
tecnologia teve grandes avanços. Após o "boom" das telecomunicações e informática na 
década de 1970, a sociedade apresentou novas condições para o processamento de 
informação. 
 
Na década de 1990, os debates se aprofundam e surge o termo "sociedade do 
conhecimento" como uma alternativa ao termo "sociedade da informação". De toda 
forma, os tomadores de decisões em todo o mundo notaram que a informação estava 
desempenhando um papel cada vez mais central na vida social, cultural e política. 
 
Tendo como objetivo promover a inovação tecnológica, a sociedade da informação visa 
tornar os processos de comunicação mais ágeis e eficientes para auxiliar no 
desenvolvimento das organizações e instituições de ensino unindo pesquisa e informação. 
 
A informação assume atualmente uma importância crescente, sendo um diferencial de 
sucesso, pois o turbilhão de acontecimentos externos obriga as organizações a enfrentar 
novas situações, onde a informação torna-se fundamental para a descoberta e introdução 
de novas tecnologias, bem como para explorar as oportunidades. 
 
A sociedade da informação traz consigo certos benefícios culturais, sociais, econômicos 
e, acima de tudo, liberdade de expressão e comunicação. 
 
Surgida no contexto da pós-modernidade, a sociedade da informação é essencialmente 
informática e comunicacional, constituída principalmente pelos avanços da 
microeletrônica, optoeletrônica e multimídia. Adquirir, armazenar, processar e 
disseminar informações são as metas básicas do novo sistema. 
 
Os principais desafios à compreensão e à ação social e política apresentados pela chamada 
"sociedade da informação" dizem respeito a novas instabilidades e incertezas. Essas 
instabilidades criam, por um lado, insegurança ocupacional, econômica, financeira, 
política e social. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/1946
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Mauchly
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Eckert
https://pt.wikipedia.org/wiki/Computador
https://pt.wikipedia.org/wiki/1955
https://pt.wikipedia.org/wiki/Narinder_Singh_Kapany
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_%C3%B3ptica
https://pt.wikipedia.org/wiki/1957
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sovi%C3%A9ticos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sputnik_1
https://pt.wikipedia.org/wiki/1975
https://pt.wikipedia.org/wiki/Computador_pessoal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Altair_8800
https://pt.wikipedia.org/wiki/1985
https://pt.wikipedia.org/wiki/Microsoft
https://pt.wikipedia.org/wiki/Windows
https://pt.wikipedia.org/wiki/1983
https://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_GNU
https://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
https://pt.wikipedia.org/wiki/1989
https://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
https://pt.wikipedia.org/wiki/1990
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hubble
https://pt.wikipedia.org/wiki/1991
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linus_Torvalds
https://pt.wikipedia.org/wiki/1994
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transg%C3%AAnico
https://pt.wikipedia.org/wiki/1997
https://pt.wikipedia.org/wiki/Clonagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ovelha_Dolly
https://pt.wikipedia.org/wiki/1999
https://pt.wikipedia.org/wiki/Computador
 
 
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A internet democratizou a informação fazendo com que a sociedade se informe e participe 
das questões ambientais. A interação entre a sociedade e a tecnologia resulta em sites, 
como o da Avaaz, onde é possível observar a relação entre a sociedade e a tecnologia 
visando, assim, à proteção ambiental e a sustentabilidade. 
 
É comum o conceito de sociedade do conhecimento ser confundido com o conceito de 
sociedade de informação, porém a diferença é grande, porque não podemos dizer que 
informação seja conhecimento. Uma informação deve ser analisada, compreendida e 
depois validada ou pelo menos aceita como hipótese. 
 
O termo 'informação' é descrito como os dados estruturados, organizados e processados, 
apresentados dentro do contexto, o que o torna relevante e útil para a pessoa que o deseja. 
Dados significa fatos e números brutos relativos a pessoas, lugares ou qualquer outra 
coisa, que é expressa na forma de números, letras ou símbolos. 
 
Conhecimento significa a familiaridade e consciência de uma pessoa, lugar, eventos, 
ideias, questões, maneiras de fazer as coisas ou qualquer outra coisa, que é reunida através 
da aprendizagem, percepção ou descoberta. É o estado de conhecer algo com 
conhecimento através da compreensão de conceitos, estudo e experiência. 
 
Informação significa dados processados sobre alguém ou alguma coisa, enquanto o 
conhecimento refere-se a informações úteis obtidas através da aprendizagem e da 
experiência. 
 
A informação serve para divulgação/compartilhamento e assimilação de conhecimentos, 
emoções e intensões. A capacidade de processar informações e transmiti-la entre os seus 
semelhantes é o que distingue o homem dos outros seres habitantes da Terra. 
 
É extremamente importante ao gestor ter as informações necessárias sobre o que necessita 
decidir, diminuindo dessa forma a possibilidade de erros, e consequentemente, deixando 
a organização bastante competitiva. A informação na quantidade adequada reduz as 
incertezas geradas durante o processo decisório. 
 
A informação é responsável por diversas coisas na sociedade como religião, cultura, 
ciência, política, economia e muitos outros. A informação é uma das maiores formas de 
obtenção de conhecimento, através de dados e a tecnologia. Por conta dela, temos mais 
facilidade de aprendizado e tempo disponível. 
 
É desejável promover a sociedade da informação porque o novo paradigma oferece a 
perspectiva de avanços significativos para a vida individual e coletiva, elevando o 
patamar dos conhecimentos gerados e utilizados na sociedade, oferecendo o estímulo para 
constante aprendizagem e mudança, facilitando a salvaguarda da diversidade e 
deslocando o eixo da atividade econômica em direção mais condizente com o respeito ao 
meio ambiente. 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA AMAZÔNIA 
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BERNARDO, Felipe. Crimes cibernéticos o que diz nossa legislação. Disponível 
em: http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,crimes-ciberneticoseo-que-
dizanossa- legislacao,57045.html/. Acesso em 10 de out.2018. 
 
BRASIL, Cidadão Conectado. Lei n. 5.542, Brasília, DF, Senado Federal, 2005. 
BRASIL, Marco Civil da Internet. Lei 12.965/2014, Brasília, DF, Senado Federal, 
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BRASIL. Constituição da República de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. 
Disponível 
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituiçãocompilado.html/ Acesso em 10 
de out. 2018. 
 
CARNEIRO,Adeneele. Crimes virtuais: Elementos para a reflexão sobre o 
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em: http://www.ambito- jurídico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_i
d=11529/. Acesso em 09 de out, 2018. 
 
CARVALHO, Lucas. O que é neutralidade da rede e como ela pode te 
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA AMAZÔNIA 
CURSO DE DIREITO 
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