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MÓDULO 1 - ASSISTÊNCIA SOCIAL E O TRABALHO SOCIOEDUCATIVO: FUNDAMENTOS DA ATUAÇÃO DO(A) EDUCADOR(A) SOCIAL NO SUAS9
Veja que seguir a perspectiva que visa a emancipação dos sujeitos 
é fundamental para o desenvolvimento e o conhecimento das 
funções do educador/orientador social. Daí que suas funções 
devem ser conhecidas e refletidas para seu aperfeiçoamento e 
atuação cotidiana. Ou seja, seu trabalho deve impactar na relação 
dos indivíduos consigo e nas relações familiares, comunitárias 
e sociais, no sentido de contribuir para o desenvolvimento de 
valores democráticos, humanos e cidadãos. 
Para isso, é fundamental compreender que os sujeitos, as famílias 
e os indivíduos não são meros objetos a serem manipulados 
pelos encaminhamentos e pelas orientações dadas por esse 
profissional. Esses sujeitos têm voz e interesses e devem ser 
identificados “[...] como um dos protagonistas do processo 
interativo e não como um receptor dos serviços estabelecidos 
previamente pelo poder público ou mesmo pelas organizações” 
(TORRES, 2009, p. 18).
Foto: © [Fizkes]/ Shutterstock.
Mas nem sempre foi assim. Vocês puderam ver que, 
historicamente, os sujeitos eram tratados, no âmbito das políticas 
sociais, como meros objetos de intervenção, não eram tidos 
como sujeitos ou protagonistas. Assim, não se enfrentavam 
as expressões da questão social e as desigualdades sociais e 
as situações de opressão. Apenas se “ajustavam” as famílias e 
indivíduos a modelos idealizados para o seu adestramento e bom 
comportamento, visando a disciplina, 
e não a reflexão e a transformação. A concepção emancipatória 
que tratamos aqui inverte a lógica anterior, e um dos seus 
principais ganhos no trabalho socioeducativo passa a ser que, no 
processo metodológico, o usuário é o sujeito reconhecido como 
protagonista dessa relação (TORRES, 2009, p. 18). 
“Salienta-se que, no decorrer do trabalho socioeducativo, 
o profissional vale-se, além dos conteúdos teóricos, de instrumentos 
e de técnicas para operacionalizar o seu fazer, proporcionando 
às famílias momentos de reflexão crítica sobre a realidade e 
possibilitando a transformação, ainda que processual, de seus 
processos de consciência.” (FAERMANN; NASCIMENTO, 
2016, p. 11).
Veja que a transformação dos processos de consciência é 
algo complexo e que o profissional que atua como educador/
orientador social contribui em direção a isso, mas não é o 
responsável por isso.

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