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Passo a passo para o tratamento de feridas Guia prático M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Quem é Janaina Portugal? Assim como você, eu desde criança queria ser veterinária e em 2008 iniciei minha busca por esse sonho. Entrei na faculdade de Zootecnia sonhando com a transferência para medicina veterinária que aconteceu em 2010, formei pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 2015, tendo passado 1 ano da graduação em um intercâmbio na Itália, na Università di Bologna. Me especializei em clínica cirúrgica de pequenos animais pelo instituto Qualitas de pós graduação em 2016 e, também, realizei residência na mesma área pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) em2018. Em meados de 2020 fundei o Descomplicando a Cirurgia Vet (DCV), um canal que tem como objetivo levar o conhecimento da cirurgia ambulatorial para o clínico de pequenos animais, ajudando-os a salvar mais vidas no plantão. Em 2021 criei o método Segredos do Ambulatório Cirúrgico Vet (SACVet) que visa ajudar o médico veterinário a vencer os seus medos e inseguranças de realizarem qualquer cirurgia ambulatorial de pequenos animais e se tornarem #VETSEMMEDO. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Definição de feridas Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Ferida consiste em qualquer interrupção na continuidade da pele. Cicatrização: É um processo biológico que restaura a continuidade do tecido após uma lesão. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Classificação de feridas Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 As feridas podem ser classificadas de acordo com diversos fatores e saber essa classificação vai ser crucial para que você consiga planejar e realizar o melhor tratamento de feridas para o seu paciente. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 As classificações que temos das feridas são: • Etiologia: • Abrasão; • Avulsão; • Incisão; • Laceração; • Perfuração. • Tempo decorrido desde a origem; • Grau de contaminação: • Grau 1 → Limpas de 0 a 6h de duração, com mínima contaminação; • Grau II → Ferida de 6 a 12 h de duração com contaminação significativa; • Grau III → Feridas com 12 horas ou mais com intensa contaminação. • Feridas limpas; • Ferida contaminada limpa; • Ferida contaminada; • Ferida suja infectada; • Profundidade da lesão aos tecidos. Nas próximas páginas você verá alguns exemplos. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Cortante ou Incisa É o tipo mais comum de ferida encontrada na medicina veterinária e são causadas por forças cortantes que geralmente deslizam no sentido linear sobre os tecidos, como: faca, como na imagem, ou lâmina de bisturi. Em geral não causam danos extensos e tendem a ser: • Lineares; • Bordas e fundo da lesão regular; • Ausência de vestígios traumáticos ao redor; • Altamente hemorrágicas; • Comprimento maior que profundidade. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Perfurantes Essas feridas são produzidas através de pressão por objetos finos e pontiagudos que causam uma perfuração no tecido, como por exemplo: flechas, tiro e ponta de faca. São mais profundas do que extensas e podem se agravar ao acometerem órgãos internos, quando isso não ocorre os sangramentos tendem a ser discretos. Seu diâmetro é menor do que o agente causador e quando possui orifício de saída ele tende a ser irregular e de menor diâmetro do que o de entrada; Fonte: M.V. Janaina Portugal Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Avulsão Ocorre a laceração dos tecidos de suas inserções, tendo a separação dos tecidos e seus anexos de forma brutal. Comumente associado a traumas ou brigas. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Cortocontusas Causada por instrumentos com ponta cortante e ação contundente, como: machado, tesoura, unha e dentes. Possui forma variável dependendo da região acometida, da ponta do instrumento, sua força e peso. Além disso, tem características predominantemente cortantes quando causadas por objetos afiados e características contusas quando causadas por objetos não afiados. Normalmente estão associadas com lesões graves e com alcance profundo. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Como atender esse paciente? Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Primeira coisa que você deve entender é que ferida não consiste em um fenômeno isolado e que normalmente está associado com traumatismos. Logo, lembre-se que você está lidando com um paciente politraumatizado e que exige cuidados específicos. Por isso, a primeira coisa que você irá fazer é realizar o ABC do trauma e estabilizar esse paciente antes de manejar a ferida. Para que diminua as chances de hemorragia e contaminação da lesão você pode cobri-la temporariamente com uma compressa ou gaze estéril e, também pedir para o tutor cobrir com um pano limpo até a chegada ao atendimento. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 ABC do trauma De forma breve, o ABC do trauma consiste em um técnica criada para gerar agilidade e assegurar que nenhuma etapa seja esquecida no tratamento do paciente politraumatizado e ele visa tratar começando pelo que mata mais rápido para o que pode esperar. Desse modo, a sequência desse atendimento segue: • A → Airway (Vias aéreas); • B → Breathing (Respiração e ventilação) • C → Circulation (Circulação e hemorragia) • D → Disability (Estado neurológico) • E → Exposure ( Exposição) Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 E → Exposure (Exposição) É somente nesse momento, o último passo do ABC do trauma, que você irá analisar lesões externas, tais como: • Feridas; • Fraturas; • Proptose de bulbo ocular; • Exposições ósseas; • Evisceração. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 1° Ação Visto isso, ao chegar um paciente com uma ferida no seu plantão você deve seguir os seguintes passos: • Realizar o ABC do trauma e estabilizar o paciente; • Proteger a ferida enquanto realiza a estabilização; • Ao iniciar o manejo você deve classificar a ferida. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Classificações Contaminada Infeccionada Abrasão Laceração Avulsão Esmagamento Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 “Antes da batalha o planejamento é tudo. Assim que começa o tiroteio planos são inúteis” Dwight Eisenhwer Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 O planejamento do seu tratamento deve ser realizado no momento do primeiro atendimento, exatamente quando você iniciar o tratamento daquela lesão, entretanto, você deve analisar fatores como: • Possui fratura? • Tem exposição óssea? • Exposição de tendões? • Existe necrose? Qual a quantidade? • Tem a presença de tecido desvitalizado? Sujidades externas? • Qual o grau de contaminação? Com essa avaliação minuciosa da sua ferida você consegue planejar um tratamento inicial que pode e deve ser modificado no decorrer do seu tratamento. Conforme a cicatrização ocorrer você será capaz de alterar o produto tópico utilizado e também o método de tratamento. (Tipo de cicatrização escolhida) Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Passo a passo para o tratamento de feridas Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 O tratamento de feridas é constituído de 3 passos extremamente importantes. 1º) Consiste na limpeza da lesão que se divide em tricotomia e lavagem do ferimento; 2º) Você deve realizar o debridamento; 3º)Por último o curativo que você irá escolher o produto tópico ideal e a bandagem que melhor se adequa para aquele lesão e/ou região. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com- IP: 177.87.118.46 1° Passo - Limpeza Tricotomia ampla Lavagem Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 1° Passo – Tricotomia ampla A tricotomia consiste na remoção dos pêlos ao redor da lesão. Esse procedimento auxilia na inspeção da lesão e ao redor dela, permitindo verificar a sua profundidade, a vitalidade dos tecidos, presença de secreção ou necrose. Além de eliminar toda a sujidade ao redor permitir a limpeza e trocas de curativos mais fáceis. Para que os pelos não grudem na lesão no momento da tricotomia, o que dificultaria a sua retirada posteriormente, você deve proteger a lesão com gel de US ou gaze embebida com solução salina a 0,9% e ao terminar o procedimento remover o gel ou a gaze, com isso os pêlos serão removidos junto. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 FonteM.V. Janaina Portugal Observe como a tricotomia não fica restrita somente nas proximidades da lesão, ela se estende até regiões mais distantes da lesão. A tricotomia deve ser ampla. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Tricotomia deve se estender para além das bordas da ferida e não próximo dela. Ela auxilia na diminuição das sujidades e contaminação externa, além de facilitar a aplicação de produtos tópicos FonteM.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 FonteM.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 A falha na tricotomia dificulta a troca de curativo e aumenta as chances de infecção da ferida. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 1° Passo - Lavagem A lavagem da ferida deve ser realizada com alguma solução para limpeza, tais como: • Iodopovidona; • Clorexidina; • PHMB; • Peróxido de hidrogênio a 3%; • Cloreto de sódio a 0,9% (NaCl); • Solução de ringer lactato; • Água corrente; • Hipotônica; • Alcalina. • Líquido de Dakin. Na minha prática eu vejo ótimos resultados no uso de água corrente em conjunto com um desbridamento mais agressivo associado à escovação com escovinha de antissepsia. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Escovação em água corrente com uso de escova de antissepsia Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 As recomendações de lavagem seguem o protocolo com uso de uma seringa 20, 30 ou 60mL, acoplada a uma torneira de 3 vias com equipo com solução salina e o uso de agulha calibre 18 levando a uma pressão de 7-8 psi. A pressão do fluido não deve ser alta, pois pode levar a migração das bactérias para os tecidos mais profundos e nem muito baixa para que a limpeza não ocorra de forma eficiente. Em geral, eu realizo essa lavagem após o limpeza mais agressiva em água corrente Fonte: Fossum, 2015 Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Agentes antissépticos São usados na limpeza inicial da lesão, visando reduzir o número de bactérias e a infecção. Normalmente usa-se: • Clorexidina 0,05%: • Diluição de 1 parte em 40 partes de solução salina estéril; • Se liga à pele ao redor da lesão; • Ação antibacteriana residual; • Altas concentrações retarda a formação de tecido de granulação. • Iodopovidona 1%: • Diluição de 1 parte de iodo para 9 partes de solução salina; • Ação bactericida; • Fungicida; • Inativada na presença de pus, debris e sangue. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Usar somente no manejo inicial, posteriormente se torna prejudicial a cicatrização por serem citotóxicos. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 2° Passo - Desbridamento O desbridamento consiste em técnicas que visão a remoção de tecido necrosado ou danificado, corpo estranho, bactérias contaminantes. Permite que a ferida passe pelas fases normais do processo cicatricial de forma mais fácil e rápido. Ele pode ser seletivo ou não seletivo, ou seja, afetar somente o tecido alterado e as sujidades ou afetar também o tecido sadio. Pode ser realizado através de bandagens secas ou úmidas, onde no geral são mais dolorosas e menos seletivas, instrumental cirúrgico que leva a um desbridamento mais seletivo e menos doloroso pois o animal está em anestesia e também com o uso produtos tópicos como as colagenases. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Cirúrgico Autolítico Com bandagem (mecânico) Enzimático Biocirúrgico Tipos Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Paciente atropelado, sumiu e foi encontrado após 2 dias com presença de grande avulsão cutânea com intensa necrose e muita sujidade Fonte: M.V. Janaina Portugal Fonte: M.V. Janaina PortugalAnna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Ferida após o manejo inicial com tricotomia, escovação e lavagem. Podemos observar a presença de tecido desvitalizado. Fonte: M.V. Janaina Portugal Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Paciente encaminhado para o centro cirúrgico para realização de desbridamento mais delicado com instrumental Fonte: M.V. Janaina Portugal Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 3° e 4° Passo - Produto tópico e curativo No mercado existem diversos produtos disponíveis para a realização de curativos e muitos veterinários não sabem explorar essa gama de produtos e acabam replicando e repetindo o mesmo protocolo de tratamento em todas as feridas. Nesse momento você tem a função de escolher o melhor produto tópico que se adequa às características da ferida que você está tratando. Para que essa escolha seja eficiente e não comprometa o processo cicatricial, alguns pontos devem ser observados. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Como escolher o melhor produto tópico? Fase do processo cicatricial da ferida; Quantidade de exsudato; Localização e profundidade da lesão; Presença ou ausência de escara; Quantidade de necrose; Presença de infecção. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Ferida com presença de tecido desvitalizado, necrosado Cobertura que realize um debridamento químico na lesão. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Ferida com presença de infecção Cobertura com ação antibiótica Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Ferida exsudativa Cobertura que realize absorção Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Granulação Camada que promova hidratação e proteção da ferida. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Epitelização Camada que promova hidratação e proteção da ferida. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Para saber mais sobre produtos tópicos eu desenvolvi um e-book completo mostrando os principais produtos usados na rotina para que você tenha assertividade na escolha do protocolo ideal. Você nunca mais terá dúvidas em escolher o produto tópico ideal para atender o seu paciente Clique/Toque na imagem a baixo e adquira o seu. Quer aprender mais sobre produtos tópicos? Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 https://descomplicandoacirurgiavet.com/p-vprodutos-topicos/ 3° e 4° Passo – Produto tópico e curativo Após a escolha do produto ideal essa ferida deve ser fechada com um curativo, afinal de contas, ferida não tem pulmão. Ao manter uma ferida aberta você a expõe a traumas externos, contaminação, além do produto tópico não permanecer no local desejado. Sendo assim, você irá escolher o melhor tipo de bandagem para aquela lesão e aquela localidade. Além disso, você também precisa fornecer as recomendações para o tutor que irá cuidar desse ferimento em casa. Passando informações como de quanto em quanto tempo o curativo deve ser trocado, a importânciado uso de roupa cirúrgica ou colar elisabetano, qual o produto ele irá usar, os cuidados gerais com o curativo e etc. Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Bandagem Ela auxilia na manutenção do meio úmido, que é ideal para que ocorra o processo cicatricial, mantém o produto tópico em contato direto sobre a ferida e protege a lesão de traumas externos e de contaminantes. Fonte: M.V. Janaina Portugal Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Fonte: M.V. Janaina Portugal Ao seguir esse guia prático você conseguirá iniciar o tratamento de qualquer lesão que chegar no seu atendimento, tendo resultados incríveis como o dessa aluna do Segredos do Ambulatório Cirúrgico Vet (SACVet). Lesão grave em região vulvar de felino arisco de rua onde a eutanásia foi cogitada. Fonte: Aluna do SACVet Fonte: Aluna do SACVet Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Um manejo bem feito e a realização de um tratamento adequado salvaram a vida desse felino. Vet, agora é com você. Acredito que todo esse conteúdo ajudará no seu desenvolvimento profissional, mas lembre-se... Nenhuma teoria será tão boa quanto a prática... Então pratique muito. Para conteúdos complementares acompanhe minhas redes sociais e indique para seus amigos. Fonte: Aluna do SACVetFonte: Aluna do SACVet Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 Você conhece as nossas redes sociais? Lá você poderá se aprofundar ainda mais sobre o ambulatório cirúrgico vet. Só tocar/clicar nas imagens abaixo que você será redirecionada Anna Olívia - annaomt28@gmail.com - IP: 177.87.118.46 https://www.instagram.com/m.v.janainaportugal/ https://www.facebook.com/descomplicandoacirurgiavet https://t.me/DescomplicandoaCirurgiaVet https://www.youtube.com/channel/UCxhVWtYGmSfeGtGwjJJs_NQ Slide 1: Passo a passo para o tratamento de feridas Guia prático Slide 2: Quem é Janaina Portugal? Slide 3: Definição de feridas Slide 4 Slide 5: Classificação de feridas Slide 6: As feridas podem ser classificadas de acordo com diversos fatores e saber essa classificação vai ser crucial para que você consiga planejar e realizar o melhor tratamento de feridas para o seu paciente. Slide 7 Slide 8: Cortante ou Incisa Slide 9: Perfurantes Slide 10: Avulsão Slide 11: Cortocontusas Slide 12: Como atender esse paciente? Slide 13 Slide 14: ABC do trauma Slide 15: E Exposure (Exposição) Slide 16: 1° Ação Slide 17: Classificações Slide 18: “Antes da batalha o planejamento é tudo. Assim que começa o tiroteio planos são inúteis” Dwight Eisenhwer Slide 19 Slide 20: Passo a passo para o tratamento de feridas Slide 21 Slide 22: 1° Passo - Limpeza Slide 23: 1° Passo – Tricotomia ampla Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27: A falha na tricotomia dificulta a troca de curativo e aumenta as chances de infecção da ferida. Slide 28: 1° Passo - Lavagem Slide 29: Escovação em água corrente com uso de escova de antissepsia Slide 30 Slide 31: Agentes antissépticos Slide 32 Slide 33: 2° Passo - Desbridamento Slide 34: Tipos Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38: 3° e 4° Passo - Produto tópico e curativo Slide 39: Como escolher o melhor produto tópico? Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45: Quer aprender mais sobre produtos tópicos? Slide 46: 3° e 4° Passo – Produto tópico e curativo Slide 47: Bandagem Slide 48 Slide 49 Slide 50