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ATIVIDADES E RECURSOS TERAPÊUTICOS COTIDIANO AULA 8 – ADAPTAÇÕES NO CONTEXTO DAS ATIVIDADES COTIDIANAS Prezado (a) aluno (a), Nesta aula, abordaremos as adaptações no contexto das atividades cotidianas, incluindo a avaliação das atividades de vida diária (AVD), o espaço de lazer e recreação, atividades aquáticas e seu acesso, ambientes naturais para atividades de lazer, parques e praças, ecoturismo, e o papel das escolas na educação ambiental. Bons estudos! 8 AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA (AVD) A terapia ocupacional concentra-se principalmente na intervenção para tratar a disfunção ocupacional. Essa disfunção é manifesta na vida cotidiana do indivíduo como dificuldades na realização de atividades rotineiras, independentemente de serem causadas por limitações físicas, sociais, cognitivas ou outros fatores. Portanto, um dos elementos essenciais no processo terapêutico ocupacional é a ênfase nas atividades de vida diária, pois não apenas identificam a necessidade de intervenção, mas também servem como recursos terapêuticos, com o desempenho adequado nessas atividades sendo um marco tangível para a conclusão do tratamento. Conforme Cavalcanti; Galvão (2014), as diversas atividades que uma pessoa realiza ao longo de sua vida são consideradas áreas de ocupação no âmbito da prática da terapia ocupacional. As atividades de vida diária e as atividades instrumentais de vida diária são áreas de intervenção, juntamente com a educação, o trabalho, o brincar, o lazer e a participação social. As Atividades de Vida Diária (AVD) abrangem ações relacionadas ao autocuidado, como higiene pessoal, alimentação, vestuário, mobilidade e descanso. Essas atividades são cruciais para a independência e qualidade de vida, e podem ser afetadas por diversas condições de saúde. A terapia ocupacional frequentemente se concentra na melhoria e adaptação das AVD para indivíduos com diferentes necessidades. As Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD) são voltadas para a interação com o ambiente e geralmente são mais complexas e opcionais, podendo ser delegadas a outras pessoas. Essas atividades incluem cuidar de outras pessoas, cuidar de animais de estimação e tarefas domésticas, criar e cuidar de filhos, utilizar dispositivos de comunicação, como telefone e computador, mobilidade na comunidade, gerenciamento financeiro, cuidados de saúde, administração doméstica, preparação de refeições e limpeza, procedimentos de segurança e compras. Algumas atividades de vida diária são universais, como comer, enquanto outras são específicas, como o processo de colocar uma prótese. A vida cotidiana de qualquer indivíduo é composta por uma variedade de AVD e AIVD realizadas emcontextos diversos, como em casa, na escola, no trabalho, no hospital ou em instituições. Quando uma pessoa não consegue realizar essas tarefas de maneira independente e eficaz, temporária ou permanentemente, de acordo com suas normas culturais e valores pessoais, isso pode afetar sua autoestima, rotina, finanças, privacidade e a capacidade de desempenhar diferentes papéis sociais (CAVALCANTI; GALVÃO, 2014). À medida que a saúde é definida não apenas pela ausência de doença, outros critérios, como a qualidade de vida, têm se tornado cada vez mais importantes na avaliação do impacto das condições de saúde e das ações de promoção da saúde. A medida utilizada combina elementos da economia com medidas de qualidade de vida unidimensionais ou multidimensionais, permitindo que profissionais de várias áreas utilizem essa abordagem para diferentes objetivos, indo além do escopo original da terapia ocupacional. A terapia ocupacional tem como foco principal a intervenção para tratar a disfunção ocupacional, manifestada nas atividades cotidianas, independentemente das limitações físicas, sociais, cognitivas ou outros fatores. Neste contexto, é essencial destacar a importância dos Espaços e Equipamentos de Lazer como parte integrante das atividades de vida diária (AVD) e das atividades instrumentais de vida diária (AIVD). Os Espaços e Equipamentos de Lazer desempenham um papel significativo na promoção da independência e da qualidade de vida das pessoas. Eles são vitais para a realização de atividades de lazer e recreação, que também são consideradas áreas de ocupação no âmbito da prática da terapia ocupacional. A adaptação e acessibilidade desses espaços e equipamentos são fundamentais para garantir que todas as pessoas, independentemente de suas condições de saúde ou limitações funcionais, tenham a oportunidade de desfrutar do lazer de forma inclusiva. Por exemplo, tornar parques, áreas de recreação e instalações esportivas acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida é uma maneira importante de promover a participação de todos. Além disso, a terapia ocupacional também desempenha um papel crucial na avaliação das atividades de lazer em relação às AVD e AIVD. Isso significa que a capacidade de uma pessoa de participar em atividades de lazer, como esportes, jogos, passeios e outras formas de entretenimento, pode ser usada como uma medida prática para avaliar a sua limitação funcional e sua qualidade de vida. Portanto, ao incorporar o tema Espaços e Equipamentos de Lazer neste contexto, reconhecemos a importância de adaptar e tornar acessíveis esses espaços e equipamentos, bem como avaliar a capacidade das pessoas de participar em atividades de lazer como parte integrante do processo terapêutico ocupacional. Isso contribui para uma abordagem holística que considera a saúde, a funcionalidade e o bem-estar global das pessoas em sua vida cotidiana. 8.1 Espaço de lazer e recreação Espaços de lazer e recreação são áreas, instalações construídas ou ambientes naturais destinados ao uso das pessoas durante seu tempo livre. Esses locais oferecem uma variedade de atividades, programas e eventos de lazer para os frequentadores. Dependendo de suas características, esses espaços podem servir também para o ócio e a contemplação, ou as pessoas podem escolher participar de atividades de lazer por conta própria, sem necessariamente aderir à programação oferecida. Por exemplo, alguém pode fazer uma caminhada ou corrida em uma pista pública de atletismo como uma atividade de lazer independente. Exemplos de espaços de lazer incluem quadras esportivas, bibliotecas, lagos e lagoas, academias de ginástica, parques naturais, parques de diversões, cinemas, teatros, pistas de skate, piscinas, praças, danceterias, brinquedotecas, centros culturais, centros esportivos, clubes e escolas. Espaços de lazer e recreação são áreas, estruturas construídas ou ambientes naturais projetados para serem utilizados pelas pessoas durante seu tempo livre. Nesses locais, uma ampla gama de atividades, programas e eventos de lazer é desenvolvida e oferecida aos visitantes. Dependendo de suas características específicas, esses espaços de lazer também podem servir para o ócio e a contemplação, permitindo que as pessoas se envolvam em atividades de lazer por iniciativa própria, sem necessariamente seguir a programação oferecida. Por exemplo, alguém pode escolher realizar uma caminhada ou corrida em uma pista pública de atletismo como uma atividade de lazer independente. Exemplos de espaços de lazer incluem quadras esportivas, bibliotecas, lagos e lagoas, academias de ginástica, parques naturais, parques de diversões e temáticos, cinemas, teatros, pistas de skate, piscinas, praças, danceterias, brinquedotecas, centros culturais, centros esportivos, clubes e escolas de música, de artesanato, ateliês, entre outros. É comum também usar a expressão "equipamento de lazer" como sinônimo de "espaço de lazer", e os "equipamentos de lazer" podem serconsiderados como as instalações e/ou maquinário presentes em um local, como os brinquedos de um playground, como balanços e gangorras, por exemplo. (Figura 1) Figura 01 - Exemplo de um espaço de lazer: brinquedoteca. Fonte: Ribeiro, 2014 Atualmente, diversas questões estão sendo debatidas em relação aos espaços de lazer e recreação, incluindo a centralização desses locais, a escassez de áreas verdes, a falta de manutenção e as preocupações com a segurança, entre outros desafios. A centralização dos espaços de lazer, segundo Ribeiro (2014), é uma preocupação importante, uma vez que muitos deles estão localizados nas regiões centrais das cidades, o que pode criar dificuldades para as pessoas de classes sociais mais baixas, que muitas vezes enfrentam desafios financeiros para se deslocarem até essas áreas. É raro encontrar museus, teatros e cinemas em bairros mais afastados, o que limita o acesso a atividades culturais. Idealmente, os espaços de lazer, sejam públicos ou privados, deveriam estar distribuídos por toda a cidade, para atender a todos os habitantes, independentemente de sua classe social. Ainda conforme o autor, para abordar essa questão, o governo federal, por meio do Ministério da Cultura e do Esporte, tem buscado diminuir essa disparidade. Eles possibilitam que os municípios participem de projetos de criação de espaços de lazer, como os Centros de Artes e Esportes Unificados, que possuem três tamanhos diferentes segundo o porte da cidade. Esses centros permitem que os municípios construam espaços de lazer que atendam às diversas classes sociais e ofereçam atividades esportivas e artísticas para os moradores. Além disso, o Ministério do Esporte também promove a construção de Centros de Iniciação Esportiva e as chamadas Praças da Juventude. Essas praças funcionam como pontos de encontro para jovens e incluem espaços esportivos e de convívio, onde são realizadas atividades artísticas e de inclusão digital para todas as faixas etárias. Para obter esses espaços, os municípios precisam enviar projetos aos ministérios mencionados e cumprir todos os requisitos. Geralmente, esses locais são construídos nas periferias, visando atender às classes menos favorecidas da população (RIBEIRO, 2014). Alguns municípios brasileiros têm adotado a construção de escolas que incluem espaços públicos de lazer, para transformá-las em complexos não apenas educacionais, mas também como Centros Esportivos e Culturais durante os finais de semana. Um exemplo notável é a iniciativa dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) na cidade de São Paulo. Você já ouviu falar deles? Conforme Ribeiro (2014), os CEUs da cidade de São Paulo são reconhecidos por serem espaços públicos multifuncionais. Eles compreendem um Centro de Educação Infantil destinado a crianças de zero a três anos, uma Escola Municipal de Educação Infantil para alunos de quatro e cinco anos, bem como uma Escola Municipal de Ensino Fundamental. Além disso, oferecem a modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Essas unidades são equipadas com quadras poliesportivas, teatros, áreas de recreação infantil, piscinas, bibliotecas, tele centros e salas destinadas a oficinas, ateliês e reuniões. A cidade de São Paulo atualmente conta com 45 CEUs, além do Centro de Convivência Educativo e Cultural localizado na comunidade de Heliópolis. A programação oferecida nesses centros é variada e abrangente, visando atender a todas as faixas etárias da população e proporcionar aos moradores de bairros mais distantes o acesso a equipamentos públicos de lazer, cultura e tecnologia. Essa iniciativa tem desempenhado um papel fundamental na democratização do acesso a esses espaços. No que diz respeito às áreas verdes, a maioria das cidades não assegura a quantidade mínima recomendada para seus habitantes. Internacionalmente, existe a recomendação de disponibilizar no mínimo 10 metros quadrados por habitante. No Brasil, o Estatuto das Cidades, a Lei federal no 10.257/ 2001 que regulamenta o uso do solo, tanto em espaços públicos como privados numa cidade, incluindo áreas verdes e espaços de lazer. Essa legislação reconhece o lazer como um direito do cidadão e atribui aos governos municipais a responsabilidade de criar espaços de lazer e áreas verdes nas cidades (BRASIL, 2001). 8.2 Atividades aquáticas e possibilidades de acesso Conforme observamos, as atividades naturais são diversas em sua natureza. Algumas delas podem exigir um investimento financeiro considerável, uma vez que podem envolver despesas relacionadas ao aluguel ou compra de equipamentos e à contratação de aulas ou profissionais qualificados para orientar essas atividades. No entanto, é importante notar que muitas dessas atividades podem ser realizadas sem nenhum custo financeiro, o que contribui para democratizar o lazer em ambientes naturais. Nesse contexto, é relevante destacar que o lazer é um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal (BRASIL, 1988), e cabe ao Estado assegurar o acesso a ele para todos os cidadãos. Durante muito tempo, a população teve acesso a áreas abundantes para desfrutar momentos de lazer de forma segura e saudável. No entanto, os avanços industriais e o crescimento populacional das últimas décadas, especialmente a partir da década de 1970 no Brasil, provocaram mudanças geográficas que resultaram na redução dos espaços destinados ao lazer em ambientes naturais. Muitos espaços de lazer e parques naturais foram perdidos devido à urbanização, mas os recursos hídricos, como rios, lagos e praias, ainda proporcionam opções gratuitas para o lazer. Embora alguns desses locais estejam poluídos, muitos permanecem preservados e são procurados, especialmente no verão, para atividades recreacionais que aliviam o calor. 8.3 Ambientes e possibilidades das atividades de lazer na natureza Conforme estudado anteriormente, as possibilidades de desenvolver atividades de lazer na natureza são diversas. No entanto, o avanço da urbanização e os interesses do turismo e do setor imobiliário têm limitado o acesso àsatividades de lazer na natureza (ARAÚJO; VIANA, 2008). Apesar disso, mesmo em pequenas áreas urbanas onde a vegetação ainda predomina e abriga uma rica biodiversidade, é possível realizar atividades ao ar livre. Portanto, é crucial que os espaços destinados ao lazer sejam considerados nas discussões políticas durante a reestruturação urbana das cidades. Nesse contexto, esta seção destina-se a destacar algumas opções de atividades recreativas e de lazer na sociedade contemporânea, que podem ser desfrutadas em locais onde elementos naturais são preservados. 8.4 Zonas litorâneas As zonas costeiras oferecem vastas oportunidades para desfrutar de atividades de lazer. O espaço expansivo, a presença do oceano e, em alguns casos, as formações rochosas proporcionam uma variedade de atividades e esportes. Nestes ambientes, aqueles que buscam a tranquilidade de espaços pouco urbanizados podem desfrutar de horizontes abertos, permitindo a observação das ondas e da fauna marinha, raramente encontrada em áreas urbanas. Além disso, é possível praticar atividades físicas, aproveitando o terreno plano e águas calmas em algumas regiões litorâneas do Brasil. Caminhadas e corridas são populares no início e no final do dia. Também são comuns jogos de futebol, vôlei e outros esportes que requerem raquetes ou tacos nas praias. Nesse contexto, podemos observar um esforço tanto do Poder Público quanto de algumas empresas privadas em promover o uso das regiões litorâneas para a prática de atividades físicas e melhoria da qualidade de vida. Um exemplo disso é a criação de academias ao ar livre, localizadas próximas ao mar e de acesso gratuito para todos os cidadãos. Além disso, algumas prefeituras e instituições buscam aprimorar esses espaços,oferecendo opções de lazer para turistas e frequentadores locais, como o aluguel de materiais esportivos a preços acessíveis, incluindo bolas, bicicletas e pranchas de surf. Outra iniciativa comum do Poder Público é o investimento em calçadões à beira-mar, proporcionando agradáveis passeios e, ao mesmo tempo, desencorajando construções irregulares e o avanço da urbanização em direção ao litoral. 8.5 Parques e praças Apesar da crescente escassez de parques e praças em áreas urbanas ao longo dos anos, eles continuam sendo excelentes opções de lazer junto à natureza. Alguns desses locais não apenas oferecem a oportunidade de apreciar vegetações raras nas metrópoles, mas também permitem a contemplação de pequenos lagos, jardins botânicos e minizoológicos, proporcionando experiências de convívio com outras formas de vida do nosso planeta. Além disso, esses lugares refletem a forte relação entre lazer e atividades esportivas que fazem parte da cultura brasileira, tornando-os propícios para a prática de exercícios físicos, com a presença de quadras poliesportivas e equipamentos para atividades físicas. Desse modo, os parques e praças permanecem como opções de lazer de fácil acesso e preservam características naturais dentro das grandes cidades. Quando são amplos e afastados dos movimentos e ruídos urbanos, também oferecem a oportunidade de momentos de autoconhecimento, seja por meio de práticas meditativas ou atividades artísticas que promovem a paz interior (GONÇALVES; HERNANDEZ; RONCOLI, 2018). 8.6 Ecoturismo O lazer em áreas com vegetação e fauna nativas foi explorado por muitos anos, causando sérios problemas aos ecossistemas locais. Esses desafios persistem até hoje, com a degradação das florestas para a construção de empreendimentos, resultando em impactos negativos para a biodiversidade. Consequentemente, a crescente conscientização ambiental nas últimas décadas deu origem a uma ampliação de grupos e organizações dedicados à preservação da natureza. É dentro desse contexto que o ecoturismo tem se desenvolvido. O ecoturismo representa uma quebra com a abordagem de maximização de lucros adotada por empresas que atuam no setor turístico. Ele direciona suas atividades de modo a causar o mínimo impacto possível nos ambientes naturais das regiões visitadas. Para alcançar esse objetivo, diversas medidas de preservação são implementadas, tais como a limitação do acesso de visitantes em parques naturais, a proibição de alterações na paisagem natural e a aplicação de multas para aqueles que causam incêndios ou descartam resíduos prejudiciais à saúde da flora e fauna local. É importante destacar que segundo Gonçalves; Hernandez; Roncoli (2018), a mídia desempenha um papel significativo na promoção do ecoturismo no Brasil. As atividades ao ar livre e em contato com a natureza são apresentadas como uma maneira de alcançar uma melhor qualidade de vida. Como resultado, a conscientização da população tem contribuído para a preservação desses ambientes naturais. No Brasil, existem diversos destinos e agências que oferecem oportunidades de ecoturismo, e também é possível participar dessas atividades de forma independente, sem a necessidade de contratar serviços especializados. 8.7 Escolas e educação ambiental Conforme mencionado anteriormente, o interesse pela preservação ambiental tem crescido ao longo do tempo, também influenciando questões pedagógicas. Mesmo que muitas instituições educacionais tenham espaços limitados para atividades ao ar livre e, frequentemente, precisem recorrer a excursões em parques, praias e praças para desenvolver tais iniciativas, algumas escolas têm investido na criação de jardins sensoriais. Esses jardins são projetados para abrigar flores e outras plantas, proporcionando aos alunos a oportunidade de interagir com a natureza em momentos de lazer ou durante atividades direcionadas. Além disso, os jardins sensoriais estimulam os sentidos, como a visão e o olfato das crianças, promovendo uma maior sensibilidade e conexão com o ambiente natural. Portanto, observamos que as atividades de lazer em ambientes naturais são variadas e podem atender a diferentes preferências, desde aqueles que buscam relaxamento até aqueles que buscam aventura e desafios. Em relação à acessibilidade, é notável que o Brasil tem passado por mudanças ao longo dos anos. Embora haja muitas áreas disponíveis para o lazer, é fundamental que o Poder Público continue a desempenhar um papel importante na manutenção da democratização desses espaços, garantindo que o lazer seja um direito acessível a todos os cidadãos brasileiros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, Silvana Martins; VIANA, Raimundo Nonato Assunção. Esporte e Lazer na Cidade de São Luís do Maranhão: elementos para construção de uma política pública. São Luís: EDUFMA, 2008. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 09 out. 2023. BRASIL. Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília: 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm. Acesso em: 09 out. 2023. CAVALCANTI, Alessandra; GALVÃO, Cláudia. Terapia Ocupacional: Fundamentação & Prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. GONÇALVES, Patrick S.; HERNANDEZ, Salma S S.; RONCOLI, Rafael N. Recreação e lazer. Porto Alegre: Grupo A, 2018. RIBEIRO, Olívia Cristina F. Lazer e Recreação. 1. ed. São Paulo: Erica, 2014.