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A vida e obra de Luís de Camões Explorando 'Os Lusíadas' e seus cânticosVIDA DE LUÍS DE CAMÕESBIOGRAFIA RESUMIDA Luís de Camões (c. 1524-1580) foi um poeta e soldado português, célebre por seu poema épico Os Lusíadas, que narra feitos da navegação portuguesa, e por sua obra lírica. Sua vida foi marcada por aventuras como soldado e navegador na Índia e África, onde perdeu um olho em batalha e sobreviveu a um naufrágio, salvando manuscrito de sua obra-prima. Apesar de ter recebido uma pensão do rei D. Sebastião após a publicação de Os Lusíadas em 1572, viveu e morreu na pobreza em Lisboa, em 10 de junho de 1580, data que é celebrada como Dia de Portugal.CONTEXTO HISTÓRICO contexto histórico de Luís de Camões é do Século de Ouro português e do Renascimento europeu (século XVI), um período de expansão marítima, conquistas ultramarinas e intensa atividade cultural e intelectual, marcado pela transição da Idade Média para a Idade Moderna. A sua vida foi entrelaçada com as aventuras militares em diversas campanhas na Índia, Macau e outras paragens do Oriente, onde perdeu um olho em batalha, e, regressado a Portugal, publicou a sua obra-prima, Os Lusíadas.IMPACTO NA LITERATURA impacto de Luís de Camões na literatura é colossal, consolidando a língua portuguesa através da sua obra "Os Lusíadas", que se tornou um símbolo da identidade nacional e do Classicismo europeu, e eternizando temáticas universais como amor e sofrimento em seus sonetos. Ele é considerado um dos maiores poetas em língua portuguesa, com uma obra que serviu como referência filológica e linguística, influenciando escritores e intelectuais por séculos.INTRODUÇÃO A 'OS LUSIADASOrigem e publicação Camões começou a escrever a obra durante suas viagens pelo Oriente, principalmente OS enquanto esteve na Índia. título vem de LVSIADAS "Lusos", antigos habitantes da Lusitânia, ou de Luis de Ca- seja, portugueses. COM PRIVILEGIO REAL. Foi publicada pela primeira vez em Lisboa, Impreffos em Lisboa, com licença da em 1572, com apoio do rei D. Sebastião. A Inquifição, do Ordina- em de Antonio primeira edição é chamada de edição princeps e marcou a consagração de Camões como maior poeta da língua por tuguesa.TEMAS PRINCIPAIS Os Lusíadas exalta heroísmo dos portugueses, a viagem de Vasco da Gama, orgulho nacional e descobrimentos. Mistura história com mitologia e traz também críticas sociais e reflexões sobre amor e destino.ESTRUTURA DO A estrutura de "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões é composta por dez cantos, 1.102 estrofes e 8.816 versos, todos em oitavas decassilabas, seguindo esquema rímico A obra divide-se em três partes principais: uma introdução (proposição, invocação e dedicatória), a narração da viagem de Vasco da Gama às Índias, e um epílogo.OS CÂNTICOS 'OS LUSIADAS'CÂNTICO I No canto 1 de Os Lusíadas, após a Proposição (a declaração do tema do poema), a Invocação é a parte em que Camões pede às ninfas do rio Tejo (as ninfas Tágides, que ele próprio inventa) que inspirem com uma "fúria grande e sonorosa" para que possa cantar feitos dos heróis portugueses de maneira digna e em estilo elevado.CÂNTICO II No Canto II de Os Lusíadas, após a partida da frota portuguesa de Moçambique, Baco, com auxílio de um piloto, engana a armada e a desvia para Mombaça, onde rei local, influenciado pelo deus, arma uma emboscada para a destruir. Vénus, protetora dos portugueses, intervém e salva-os da armadilha, orientando-os para Melinde. Chegando a Melinde, Vasco da Gama e a frota são bem recebidos pelo rei, que, impressionado com navegadores, pede que este lhe conte a história de Portugal, que dá início à narração da história do país.CÂNTICO III Canto III de Os Lusíadas narra episódio da morte de Inês de Castro, uma história de amor e tragédia que envolve rei D. Pedro e a sua amada, Inês, e como sua morte foi ordenada pelo rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro. O episódio é contado por Vasco da Gama aos marinheiros como forma de relembrar a história de Portugal e exaltar a figura de D. Pedro, que vingou a morte de Inês após ascender ao trono.CÂNTICO IV Canto IV de Os Lusíadas narra momento da partida de Vasco da Gama, com discurso do Velho do Restelo que critica a ambição dos navegadores e prevê desgraça para Portugal. Em seguida, há um flashback da luta contra Castelianos, onde D. João I lidera a defesa do país na Batalha de Aljubarrota, demonstrando a vitória e a bravura de Portugal.DE TRECHOSTRECHOS: le II Canto I: As armas e barões assinalados, / Que da ocidental praia Lusitana, / Por mares nunca de antes navegados, / Passaram ainda além da Taprobana, / Em perigos e guerras esforçados, / Mais do que prometia a força humana, / E entre gente remota edificaram / Novo reino, que tanto sublimaram. Canto II: Já neste tempo lúcido Planeta / Que as horas vai do dia distinguindo, / Chegava à desejada e lenta meta, / A luz celeste às gentes encobrindo.TRECHOS: III, IV e V Canto III: Agora tu, Calíope, me ensina, / que contou ao Rei ilustre Gama; / Inspira imortal canto e voz divina, / Para que seja sua glória tanta. Canto IV: Despois de procelosa tempestade, / Nocturna sombra e sibilante vento, / Traz a manhã serena claridade / Ao triste e desolado mar sedento. Canto V: Estas sentenças tais velho honrado / Vociferando estava, quando abrimos / As asas ao sereno e sossegado / Vento que as velas nossas abrimos.TRECHOS: VI, VII e VIII Canto VI: Não sabia em que modo festejasse / Rei Pagão fortes navegantes, / Pera que as amizades alcançasse, / Com festins e com manjares requintados. Canto VII: Já se viam chegados junto à terra, / Que desejada já de tantos fora, / Que entre as correntes Indicas se encerra, / E a grande terra da Índia agora. Canto VIII: Na primeira figura se detinha, / O Catual que vira estar pintada, / Que por divisa um ramo na mão tinha, / Mostrando que era gente desarmada.TRECHOS: IXeX Canto IX: Tiveram longamente na cidade, / Sem vender-se, a fazenda dous feitores, / Que Infiéis, por manha e falsidade, / Não querem dar mar aos navegadores. Canto X: Mas já claro amador da Larisseia, / Adúltera inclinava animais, / Lá pera grande lago que rodeia, / E mais que mundo tem de animais.OBRIGADO!