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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA FÍSICO-QUÍMICA EXPERIMENTAL APLICADA A FARMÁCIA PROFESSORA DOUTORA DAUCI PINHEIRO RODRIGUES Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes. (Paulo Freire) VERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE QUÍMICA LABORATÓRIO DE:________________________________ PROFESSOR (a): ________________________________ ALUNO (a):_____________________________________ CURSO:____________________ MAT:________________ TÍTULO E Nº DO EXPERIMENTO:___________________________________ DATA DO EXPERIMENTO:____\____\_____ RECEBIDO EM:____\____\____ POR: __________ AVALIAÇÃO PREPARAÇÃO:______________ RELATÓRIO:_________________ PROVA:_____________________ NOTA GLOBAL:________(_____________) RUBRICA DO (a) PROFESSOR (a)_____________ SUMÁRIO 7 EXPERIMENTOS 1 7.1 DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS POR PICNOMETRIA E DENSIMETRIA 1 7.2 DIFUSÃO GASOSA 8 7.3 DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE VISCOSIDADE UTILIZANDO UM VISCOSÍMETRO DE OSTWALD 14 7.4 VISCOSIDADE DE UM LÍQUIDO 21 7.5 TENSÃO SUPERFICIAL 30 7.6 REFRATOMETRIA 40 7.7 DETERMINAÇÃO DA ORDEM DE REAÇÃO ENTRE TIOSSULFATO DE SÓDIO E ÁCIDO CLORÍDRICO – MÉTODO DE VELOCIDADE INICIAL 54 7.8 EQUILÍBRIO DE MISTURA DE LÍQUIDOS DE SISTEMA TERNÁRIO 62 7.9 TERMODINÂMICA DA SOLUBILIDADE 69 7.10 DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DE DISSOCIAÇÃO DE UM ELETRÓLITO FRACO UTILIZANDO A TITULAÇÃO POTENCIOMÉTRICA 73 7.11 DETERMINAÇÃO DO VALOR DA CONDUTIVIDADE MOLAR EM DILUIÇÃO INFINITA DE ELETRÓLITOS FORTES 80 6.12 REFERÊNCIAS 82 PREFÁCIO A parte experimental do componente curricular físico-química destina-se a estudantes do curso de farmácia generalista. Os experimentos foram elaborados pressupondo-se que o estudante já possua experiência no trabalho com vidrarias, equipamentos comuns e está familiarizado com o procedimento adequado dentro de um laboratório de química. Os experimentos propostos nesta disciplina buscam solidificar e complementar os conhecimentos adquiridos na parte teórica desta disciplina, e introduzindo o aluno a novos métodos, técnicas e equipamentos. Além disso, almeja-se que o aluno desenvolva e amplie sua capacidade de compreensão de fenômenos, aplicação da metodologia científica, bem como de apresentação de dados e de análise crítica dos conteúdos e resultados experimentais. Para elaboração das práticas foram consultadas várias referências, as quais se encontram listadas no final do manual. É de grande relevância que o estudante recorra às mesmas para maior compreensão dos experimentos realizados. O aluno ainda poderá recorrer à internet, que sem dúvida é uma ferramenta útil, mas selecione os sites consultados com base na seriedade das informações científicas que eles contêm. Serão tratados alguns tópicos como; segurança e instruções gerais para o trabalho em laboratório, mostrando os cuidados habituais que devem ser observados quando se desenvolvem trabalhos em laboratórios, como também normas internas para limpeza de vidrarias, além das instruções gerais para a realização dos experimentos e confecções de relatórios. A finalidade deste manual é oferecer ao aluno do curso de físico-química experimental um roteiro que possibilite o desenvolvimento de cada experimento da disciplina e posterior tratamento dos dados. 1 SEGURANÇA E INSTRUÇÕES GERAIS PARA O TRABALHO EM LABORATÓRIO 1.1 SEGURANÇA NO LABORATÓRIO A segurança no laboratório é uma responsabilidade que deve ser assumida por professores, monitores e alunos. No recinto do laboratório não é permitida brincadeiras que possam provocar danos para si ou outras pessoas. Apesar disso, os laboratórios de química não são necessariamente lugares perigosos, embora muitos dos perigos estejam associados a eles. Embora não seja possível enumerar todas as causas de possíveis acidentes no laboratório, existem alguns cuidados que são básicos e que, se observados, ajudam a evitá-los: É proibido comer, beber ou fumar no laboratório. Evitar trabalhar sozinho no laboratório, a presença de outras pessoas será sempre uma valiosa ajuda em caso de acidentes. Conservar sempre limpos os equipamentos, vidrarias e sua bancada de trabalho. Evitar derramar líquidos, mas se o fizer, limpe o local imediatamente. Lavar as mãos freqüentemente durante o trabalho prático, especialmente se algum reagente químico for respingado. Ao final do trabalho, antes de deixar o laboratório, lave as mãos. Leia com atenção os rótulos dos frascos de reagentes químicos para evitar pegar o frasco errado. Certificar de que o reagente contido no frasco é exatamente o citado no roteiro experimental. Nunca torne a colocar no frasco o reagente não utilizado. Não coloque objeto algum nos frascos de reagentes, exceto o conta-gotas de que alguns são providos. Evitar contato físico com qualquer tipo de reagente químico. Tenha cuidado ao manusear substâncias corrosivas como ácidos e bases. A diluição de ácidos concentrados deve ser feita adicionando-se o ácido lentamente, com agitação constante, sobre a água – com essa metodologia adequada o calor gerado no processo de mistura, é absorvido e dissipado no meio. Nunca proceda ao contrário. Nunca deixar frascos contendo reagentes químicos inflamáveis próximos a chamas. Não deixar nenhuma substância sendo aquecida por longo tempo sem supervisão. Não jogar nenhum material sólido dentro das pias ou ralos. O material inútil deve ser descartável de maneira apropriada. Quanto for testar o produto químico pelo odor, não coloque o frasco sobre o nariz, desloque os vapores que desprendem do frasco com a mão para a sua direção. Usar a capela para experiência que envolve o uso com liberação de gases tóxicos ou corrosivos. Não aqueça tubos de ensaio com a extremidade aberta para si mesmo ou para alguém próximo. Sempre que possível o aquecimento deve ser feito na capela. Não deixar recipiente quente em lugares que possam ser pegos inadvertidamente. Lembre- se que o vidro quente tem a mesma aparência do vidro frio. Não pipetar de maneira alguma, nem mesmo água destilada, líquidos corrosivos ou venenosos, por sucção com a boca. Usar sempre pêras de sucção, pipetadores elétricos ou automáticos. O bico de bunsen deve permanecer aceso somente quando estiver sendo utilizado 1.2 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVOS Luvas descartáveis de látex Óculos de segurança Jaleco e calça comprida Calçados fechados Máscara com filtro adequado (gases e vapores) Capela 1.3 EQUIPAMENTO DE EMERÊNCIA Chuveiro Lava olhos Extintor de incêndio 2 NORMAS INTERNAS PARA LIMPEZA DE VIDRARIAS 2.1 Objetivo Padronizar o procedimento de limpeza de vidrarias. A lavagem de vidrarias dependendo do tipo de substância utilizada produzirá vapores tóxicos quando os diversos produtos químicos entram em contato com a água. Portanto, faz-se necessário que o local seja bastante ventilado e a pia de lavagem seja dotada de captor de vapores, além do uso, pelo operador, de luvas antiderrapantes, óculos e/ou máscara de proteção semifacial, caso os gases sejam nocivos à saúde 2.2 Procedimento 2.2.1 Bureta Deve ser lavada internamente com água destilada, em triplicata, antes de qualquer procedimento e no fim deste. 2.2.2 Balão Volumétrico e Picnômetro de vidro Devem ser lavados com água e detergente neutro.menor que o peso da gota ideal. A razão disto torna-se evidente quando o processo de formação da gota é observado mais de perto. A Figura 5.4 ilustra o que realmente acontece. Figura 5.4 - Fotografia de alta velocidade de uma gota caindo A gota de massa ideal mi se desprende do tubo no instante imediatamente após seu peso P se iguala as forças de tensão superficial Fγ que sustentam a gota. Fγ = P = mi g (5.1) As forças de tensão Fγ que mantém a gota ligada ao resto do liquido é dado pelo produto da circunferência que do orifício por onde a gota ira se formar pela tensão superficial do líquido, uma propriedade inerente a cada liquido de tal forma que: 33 Fγ = 2 π r γ (5.2) A partir das expressões (5.1) e (5.2) temos que o peso da gota é proporcional ao raio do tubo r e a tensão superficial do líquido γ. Esta é a denominada lei de Tate, onde a força de tensão superficial máxima aplicada, quando α= 90 °, dá o peso máximo de uma gota de líquido com uma dada tensão superficial. No equilíbrio (seu peso se iguala a TS que a segura). mi g = 2 π r γ γ = mi g/2 π r (5.3) Onde: mi= massa de uma gota ideal r = raio do tubo (externo se o líquido molhar o tubo) g = aceleração da gravidade. Contudo, devido ao fato da gota não se romper justo no extremo do tubo e sim, mais abaixo de menor diâmetro, existe um fator de contração de forma que a massa real da gota m difere da massa ideal da gota através da expressão m = mi f. O fator f é chamado de coeficiente de contração e é determinado experimentalmente. Na prática, o peso da gota obtido, é sempre menor que o peso da gota ideal. A razão disto torna-se evidente, quando o processo de formação da gota é observado mais de perto. A Figura 5.3 ilustra o que realmente acontece. Observa-se na Figura 5.4 que somente a porção mais externa da gota é que alcança a posição de instabilidade e cai. Perto de 40% do líquido que forma a gota permanece ligado ao tubo. Levando em consideração o fator de contração f podemos escrever a lei de Tate para a massa verdadeira da gota como: O fator de correção f é uma função do raio do tubo e do volume da gota. Estes valores são apresentados nos quadros 5.1 e 5.2. . Quadro 5.1- Fator de correção para o método do peso da gota (5.4) 34 Quadro 5.2- Massa de uma gota de água que se desprende de tubos de diferentes diâmetros Stalagnômetro de Trawbe Quando se deixa escoar muito lentamente um líquido através de um tubp de vidro delgado com uma das extremidades achatadas (Stalagnometro de Trawbe) formam-se gotas que aumentam progressivamente de peso e tamanho até o momento em que se desprende e cai, como mostra Figura abaixo. À medida que se começa a aplicar a pressão sobre o líquido, o raio da gota é grande, temos a posição Figura 5.5 (a). À medida que a gota cresce, o raio diminui no início até atingir um mínimo, ponto em que a gota é um hemisfério com raio igual ao do pequeno tubo (b). Qualquer aumento posterior de pressão fará perder a gota, que se expandirá e se Figura 5.5- Formação de uma gota Figura 5.6- Forças que atuam na gota 35 Tensão superficial= Peso (no momento da queda)↔ γ2 = mg↔ Ύ = onde m é massa da gota e r é o raio da gota, 2 r é o perímetro da circunferência. OBJETIVO DO EXPERIMENTO Calcular a tensão superficial através do uso método do peso da gota. SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada Álcool etílico 95% P.A Acetona MATERIAIS UTILIZADOS Beckers de 50 mL; Balança analítica Bureta Pipeta graduada Stalagnômetro de Trawbe Termômetro Capela Luvas de PVC Óculos de proteção EPI Máscara de proteção respiratória PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL MÉTODO DO PESO DA GOTA USO DA PIPETA Inicialmente, lavar a pipeta com a água destilada. Conservar o instrumento na posição vertical em um suporte. Colocar um volume não definido de água destilada na pipeta e deixar pingar 20 gotas para um becker seco. Pesar na balança analítica a massa das 20 gotas de água. Fazer este 36 procedimento duas vezes e tirar a média das massas. Repetir todo o procedimento acima com as soluções de NaCl e etanólicas nas diferentes concentrações. USO DA BURETA Inicialmente, lavar a bureta com a água destilada. Conservar o instrumento na posição vertical em um suporte. Colocar um volume não definido de água destilada na bureta e deixar pingar 20 gotas para um becker seco. Pesar na balança analítica a massa ds 20 gotas de água. Fazer este procedimento duas vezes e tirar a média das massas. Repetir todo o procedimento acima com soluções de NaCl e etanólicas nas diferentes concentrações. USO DO STALAGNÔMETRO DE TRAWBE Antes de iniciar a experiência, lave o estalagnômetro com a substância a ser usada. Anotar a temperatura ambiente. Conservar o estalagnômetro na posição vertical. Pipetar a quantidade da substância necessária para atingir a marca superior do stalagnômetro. Soltar uma gota e depois contar os traços, repetir três vezes. Deixar escoar a substância de S até A e contar o número de gotas formadas. Inicialmente utilizar a água. Repetir este procedimento três vezes. Repetir os itens acima com as outras substâncias (álcool etílico e acetona). Após a prática lavar o estalagnômetro com água e deixar secar. DADOS Temperatura Ambiente Inicial_______________ Temperatura Ambiente Final________________ Água, uma gota vale: ______,_______, ______ divisões. Álcool etílico, uma gota vale ______, _______, ______ divisões. Acetona, uma gota vale _____, _______, ______ divisões. 37 Quadro 5,3- Anotação experimental (ESTALAGNÔMETRO) Substância 1ª Medição 2ª Medição 3ª Medição Água Álcool Etílico Acetona USO DA PIPETA Quadro 5. 4-Anotação experimental (PIPETA) Solução (%) Massa de 20 gotas (1ª medição) Massa de 20 gotas (2ª medição) Média das massas(g) Massa de 1 gota (dinas/cm) Água destilada Solução NaCl 5 SoluçãoNaCl 40 Álcool 40 Álcool PA USO DA BURETA Quadro 5. 5-Anotação experimental (BURETA) Solução (%) Massa de 20 gotas (1ª medição) Massa de 20 gotas (2ª medição) Média das massas(g) Massa de 1 gota (dinas/cm) Água destilada Solução NaCl 5 SoluçãoNaCl 40 Álcool 40 Álcool PA 38 CÁLCULO PIPETA E BURETA Pelas relações abaixo se pode calcular a tensão superficial para outros líquidos usando pipeta e bureta para os líquidos, utilizando a tensão da água calculada pela equação de Tate. k m k m k m benzeno benzeno álcool álcool água água ;; Onde é a tensão superficial das substâncias utilizadas, m é a massa correspondente a 20 gotas da substância e k é uma constante. Para se calcular a tensão superficial das substâncias utilizadas, pode-se utilizar a água destilada como uma substância de referência. Tomando um exemplo o álcool: Utilizar para as demais soluções, com exceção da água. Para o álcool: água álcoolágua álcool álcool álcool água água m m mm Utilizar a equação de Tate (5.4) apenas para água, as demais soluções utilizar a equação acima. Cálculo para o Estalagnômetro de Truwbe Para o estalagnômetro de Trawbe (Figura 5.2) utiliza-se a relação abaixo, considerando a água destilada como substância de referência. Assim: 21 12 2 1 n n Onde 1 e 2 são as tensões superficiais dos líquidos 1 e 2 e 1n e 2n são os números de gotas formados e 1 e 2 são as densidadesdos respectivos líquidos. (5.4) 39 APLICAÇÕES DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1- Como um tensoativos quebra a tensão superficial? 2- O que são micelas? Faça uma ilustração. 3- Como são constituídos e como se classificam os surfactantes? Dê exemplos. 4- Agentes emulsificantes são capazes de impedir que os componentes (disperso e dispersante) de uma emulsão se separem. Caseína do leite, detergente e gema de ovo são agentes emulsificadores. Justifique e explique como funciona. 5- Defina molhabilidade e ângulo de contato. Representar a molhabilidade pelo ângulo entre o contorno da gota e a interface sólido/líquido. 6 - Segundo os dados obtidos, calcule: a) Fração de gotas para cada determinação. b) O número total de gotas. 7-Calcular a tensão superficial das soluções utilizadas na prática. 8- Comparar os valores obtidos,com os valores da Tabela 5.1, para a tensão da água, do álcool PA e da acetona, utilizando a pipeta e a bureta, fazendo comentários. 9- Dê sugestões interessantes sobre a prática, que possa contribuir para as experiências futuras. 10- Calcule as velocidades V e Vo para os líquidos estuadados. Tabela 5. 1 - Tensão superficial de alguns líquidos em função da temperatura TENSÃO SUPERFICIAL (dina/cm) Temperatura (°C) Água Álcool etílico Benzeno Acetona 10 - 23,61 30,22 - 20 72,75 22,75 28,85 23,70 25 71,97 - - 23,00 30 71,18 21,80 - 40 PRÉ-RELATÓRIO SOBRE SOBRE TENSÃO SUPERFICIAL 1-Distinga entre as forças coesivas e adesivas. O que significa um líquido molhar um sólido? Que relação existe entre as forças adesivas e coesivas para que um líquido molhe um sólido? Exemplifique alguns fenômenos de líquido molhar e não molhar um sólido. 2-Defina tensão superficial e tensão interfacial. Por que a gota de um líquido tem a forma esférica? 3-Apresente as possíveis unidades que a tensão superficial pode ser expressa. 4-Descreva outros métodos para a medida de tensão superficial. Faça ilustrações. 5-Como agem as substâncias tensoativas? 6-Quais são os fatores que influenciam a tensão superficial? Explique cada fator. 7-Conceituar e Exemplificar: Solução verdadeira. Solução Coloidal. Suspensão. e Emulsão. 8 O que significa o termo lipofílica? 7.6 EXPERIMENTO Nº 06: REFRATOMETRIA TÓPICOS IMPORTANTES Fenômeno da refração Ângulo limite de incidência Polarizabilidade. INTRODUÇÃO A refração é o desvio de direção que sofre uma radiação ondulatória, quando passa de um meio para outro, no qual sua velocidade de propagação é diferente. A intensidade do desvio é proporcional à velocidade da luz nos dois meios, e esta velocidade também é função das densidades óticas dos dois meios. A intensidade com que o raio é refratado depende da concentração relativa de átomos e do seu arranjo no interior das moléculas. Daí pode-se ressaltar a velocidade do feixe em um meio material é sempre menor que no vácuo O índice de refração (n) é determinado no refratômetro (a medida de quanto à luz se desvia), sendo matematicamente definido como a relação entre a velocidade da luz no vácuo e sua velocidade na substância (Equação 6.1). Ele também pode ser definido como a razão entre os ângulos de incidência e de refração, em relação à normal, de um raio luminoso, que atravessa a superfície de separação de dois meios. 41 ni = = ( ) (6.1) Na prática, determina-se a refração em relação ao ar e à substância, em lugar de em relação ao vácuo e à substância, visto que isso não apresenta influência significativa nos valores observados. O índice de refração absoluto no vácuo é igual a 1. Em qualquer outro meio o índice de refração absoluto é maior que 1. O índice de refração é inversamente proporcional a velocidade de propagação da luz, ou seja, quanto maior for o índice de refração de um meio, menor será a velocidade de propagação da luz nesse meio. O meio que tem maior índice de refração tem maior refringência e vice-versa. Refringência, portanto, é a medida do índice de refração absoluto. O índice de refração varia com a natureza química da substância, com comprimento de onda, com temperatura e com a quantidade de sólidos dissolvidos em uma solução. É necessário especificar as condições de temperatura e comprimento de onda utilizada ( n t ). Os índices de refração são geralmente formulados em função da linha D da luz de sódio de comprimento de onda de 589,3 nm, à temperatura de 20 o C ± 0,5 o C ( nD 20 ). O índice de refração da água (tomando o ar como padrão), medido com a luz do sódio a 20 o C, é expresso como nD 20 = 1,33299, enquanto que uma solução aquosa contendo 205 de sacarose, em peso, apresenta um índice de refração de nD 20 = 1,36384. É importante ressaltar que se pode determinar o teor de sólidos dissolvidos em uma solução por refratometria. Por outro lado, quando se misturam dois líquidos puros, o índice de refração da solução resultante depende, de forma linear, quando se utilizam as refrações molares de cada componente. O índice de refração é usado, dentre outras aplicações, para determinar a concentração de soluções, identificar compostos químicos, suas estruturas moleculares bem como suas purezas. O uso mais comum é determinar a concentração de açúcar em um fluido, também conhecido por índice de Brix, em frutas, doces preparados, mel e outros alimentos. Nos modelos mais comuns, uma gota do fluido a analisar, por exemplo uma gota de sumo de laranja, é colocada sobre o prisma do aparelho, mudando o índice de refração, em função da concentração de um soluto presente no mesmo, no exemplo o açúcar da fruta. É usado também para medir a concentração de proteínas ou a salinidade no sangue. Tem ainda variado uso na industria, para medir líquidos anti-congelantes e outros fluidos industriais. A refração específica (r) de uma substância pode ser calculada mediante o emprego da fórmula de Lorentz e Lorenz, derivada das teorias eletromagnética e ondulatória da luz: dn n r 1 2 1 2 2 (cm 3 /g) (6.2) Refraçção molar (R): R = r.M (cm 3 ) (6.3) n = índice de refração da solução; d = densidade da solução; M = massa molar da substância. 42 Esta propriedade é aditiva e constitutiva. POLARIZABILIDADE Ao se colocar uma substância em um campo elétrico, o grau de orientação de suas moléculas dependerá da intensidade do campo e do meio físico no qual se encontram. A este se denomina polarização permanente. A polarização eletrônica deve-se ao deslocamento da nuvem de elétrons e a polarização atômica ao deslocamento do núcleo, a combinação destas é denominada de polarização induzida. Desta forma, a refração molar nos fornece uma medida do grau de polarizabilidade. A refração molar de uma substância está diretamente ligada ao índice de refração e é igual à polarizabilidade da mesma Ângulo Crítico ou Ângulo Limite Considerando-se uma situação em que o feixe incidente esteja num meio mais refringente (índice de refração maior) e encontre uma interface que separe este meio de outro menos refringente. A situação acima é esquematizada na Figura 6.1. Figura 6.1 - Esquema ilustrativo de uma interface que separa dois meios com n1>n2 e um feixe incidente num meio material mais refringente Pela lei de Snell- Descarte (Equação 6.4), temos que o raio incidente será refratado para o meio n1 com um ângulo de refração em relação à normal. n1senөi = n2 senөr (6.4) Agora, se aumentado o ângulo de incidência (θi) verificamos que o ângulo de refração (θr) também aumenta através da relação (6.4). Continuando a aumentar o θi = θc chegamos numa situação limite para o ângulo de refração onde θr = 90° (Figura 6.2). Nesta configuração temos a situaçãoem que o raio refratado sai tangenciando a superfície de separação. O ângulo θc é chamado de ângulo crítico. E, obtemos a seguinte relação substituindo θr = 90° na Equação 6. 4. 43 O ângulo crítico é o maior ângulo de incidência capaz de produzir refração. Para ângulo maior que o ângulo crítico, não ocorre mais a refração e sim ocorre a reflexão total, isto é, o raio incidente é totalmente refletido. É importante notar que para se aplicar a propriedade do ângulo limite devemos ir de um meio mais refringente para um meio menos refringente. Exemplo, do prisma para a nossa amostra. O prisma tem um alto índice de refração. A Equação 6.5 representa o fundamento da leitura do refratômetro, onde o n1 é o índice de refração do prisma (valor conhecido), senθc (seno do ângulo limite) será observado no refratômetro. O valor do produto n1. senθc é transformado numa escala, assim o valor do índice de refração da amostra, n2, é observado no equipamento. Figura 6.2 – Esquema de três raios incidentes com ângulos de incidência diferentes. Na Figura 6.2 é mostrada uma situação em que o raio refratado sai tangenciando a interface AB. Também se pode observar que para ângulos өi > өc o raio sofrerá reflexão total. E para ângulos өi 290ºC Temperatura de auto-ignição > 650°C 47 EFEITOS POTENCIAIS DO CLOROFÓRMIO Á SAÚDE Ingestão: Causas queimaduras severas na boca e garganta, dor no tórax e vômito. Quantidades grandes podem causar sintomas semelhantes aos causados pela inalação. Inalação: Atua como um anestésico relativamente potente. Irrita área respiratória afeta o sistema nervoso central e causa enxaqueca, sonolência, vertigem. Exposição a concentrações mais altas pode resultar em inconsciência e morte. Pode causar desordens sangüíneas. Exposição prolongada pode conduzir a morte devido ao batimento irregular do coração e desordens de fígadoe rim. Contato com a pele: Causa irritação à pele, sendo os sintomas mais freqüentes vermelhidão, coceira e dor. Pode ser absorvido pela pele. Contato com os olhos: Causa irritação, vermelhidão e dor. Exposição crônica: Contato prolongado ou repetido com a pele pode causar dano para o sistema nervoso, coração, fígado e rins. Contato com líquido pode causar irritação crônica de pele como rachaduras e ressecamento e dermatite subseqüente. Clorofórmio é suspeito de ser um carcinógeno humano. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO CLOROFÓRMIO INALAÇÃO: Remover o indivíduo exposto ao ar livre. Se não estiver respirando, fizer respiração artificial. Se respirar com dificuldade, dê oxigênio. Procure ajuda médica. CONTATO COM A PELE: Lave imediatamente em água corrente por, pelo menos, 15 minutos. Remova a roupa contaminada e os sapatos. Procure ajuda médica. Lave as roupas e os sapatos antes de reutilizá-los. CONTATO COM OS OLHOS: Lave imediatamente com água corrente por, pelo menos, 15 minutos, abrindo e fechando ocasionalmente as pálpebras. Procure ajuda médica imediatamente. INGESTÃO: Não induza o vômito. Nunca dê algo pela boca para uma pessoa inconsciente. AVISO: PERIGO! Pode ser fatal se for aspirado ou inalado. Causa irritação à pele, olhos e trato respiratório. Afeta Sistema Nervoso Central, rins, Sistema Cardiovascular e fígado. Pode causar câncer dependendo do nível e duração de exposição. 48 PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO HEXANO Cor= Incolor Estado físico= Líquido límpido Temperatura de fusão= -96ºC Temperatura de ebulição=68ºC Temperatura de auto-ignição= 225ºC Ponto de fulgor= -35ºC Viscosidade= 0,45 cSt (T=25ºC) EFEITOS POTENCIAIS DO HEXANO Á SAÚDE Inalação: Pode provocar irritação das vias aéreas superiores com tosse úmida (secreção mucosa). Contato com a pele: Irritante. Contado com os olhos: Pode causar irritação, principalmente em contato com o hexano na forma líquida. Toxicidade crônica: Ingestão: Pode causar vômitos e diarréia, além de efeitos narcotizantes se ingerido. Contato com a pele: Dermatite por ressecamento. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO HEXANO INALAÇÃO: Remover a vítima para local arejado. Se a vítima não estiver respirando, aplicar respiração artificial. Se a vítima estiver respirando, mas com dificuldade, administrar oxigênio a uma vazão de 10 a 15 litros/min. Procurar assistência médica imediatamente levando o rótulo sempre que possível. CONTATO COM A PELE: Remover sapatos e roupas contaminadas. Lavar a pele com água e sabão abundantemente por pelo menos 20 minutos, preferencialmente sob chuveiro de emergência. Encaminhar ao médico de posse do rótulo, quando possível. CONTATO COM OS OLHOS: Lavar com água corrente abundantemente, pelo menos por 20 minutos. Procurar assistência médica imediatamente, levando o rótulo do produto, sempre que possível. 49 INGESTÃO: Não provocar vômitos. Se a vítima estiver consciente, lavar sua boca com água limpa em abundância e faze-la ingerir água. Encaminhar a um médico levando o rótulo do produto quando possível. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO PROPANOL Fórmula Química= C3H8O Massa molar= 60,10 g/mol. Aspecto: Líquido límpido, incolor Odor: próprio Ponto de fusão: - 127ºC Ponto de ebulição: 97ºC Ponto de fulgor: 23ºC Temperatura de auto-ignição=412ºC Densidade relativa= 0,8 (T=20ºC) EFEITOS POTENCIAIS DO PROPANOL Á SAÚDE 1. Inalação: Pode provocar depressão do sistema nervoso central (SNC). Pode causar sonolência e vertigem. 2. Contato com a pele: Causa irritação moderada à pele. 3. Contado com os olhos: Causa irritação ocular séria. 4. Ingestão: Pode ser nocivo se ingerido. Pode provocar depressão do sistema nervoso central (SNC). Irritante para a boca, a garganta e o estômago. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO PROPANOL INALAÇÃO: Remover para local ventilado. Caso não se sinta bem, procurar um médico. CONTATO COM A PELE: Lavar com bastante água. Retirar as roupas contaminadas. CONTATO COM OS OLHOS: Lavar com bastante água, por 15 minutos. Procurar um oftalmologista. INGESTÃO: Beber muita água, evitar o vômito. Perigo de aspiração! Consultar um médico. Administração posterior: carvão ativado (20-40 g, numa suspensão a 10%). AÇÕES QUE DEVEM SER EVITADAS: Não ofereça nada por via oral a uma pessoa inconsciente. 50 PROTEÇÃO PARA O PRESTADOR DE SOCORROS: Óculos de segurança, bota de PVC, avental de napa, luvas de nitrilo e máscaras semifacial para vapores químicos. NOTAS PARA O MÉDICO: Tratamento sintomático. Não há antídoto específico. Direcionar o tratamento de acordo com os sintomas e condições clínicas do paciente. MATERIAIS UTILIZADOS Refratômetro de ABBE Micropipeta Beckers de 50 mL Lenço de papel Termômetro Luvas apropriadas Capela Óculos de proteção PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1- Abra o conjunto de prisma (prisma inferior e superior), com o botão menor da direita deixar o conjunto de prisma bem plano. Em seguida limpar bem as superfícies com papel macio umedecido com éter ou metano, seque-os bem. Não toque as superfícies com outros objetos. 2- Faz-se primeira a calibração com água destilada. Com uma micro-pipeta, coloca-se algumas gotas do líquido (no prisma inferior) sem tocá-lo com a pipeta e fecha-se rapidamente, a fim de evitar a evaporação. Leia a temperatura. 3- Colocar na posição e olhando no ocular do lado direito, procurar a faixa colorida, que é a incidência de luz, girando o botão da esquerda para os lados direito e esquerdo, até encontrar a faixa colorida. Focalize o espelho de maneira que a janela mais próxima do conjunto seja bem iluminada, para melhorar a incidência de luz. (Pode-se acrescentar mais líquido quando não der para ver direito a faixa colorida). 4- Adaptar o telescópio até que as linhas cruzadas estejam em foco. 6 - Quando a faixa preta (escura) começar a aparecer, no botão do lado direito, tente tirar o colorido, adaptando bem os espelhos, e gire os prismas com o botão giratório até a fronteira luz-escuro coincidir com a intercessão das linhas cruzadas (Figura 6.2). 51 7- A imagem da fronteira luz-escuro pode ser melhorada e as cores eliminadas, quando se gira o compensador. A área clara deverá estar na parte superior do campo. 8 - Leia índice de refração diretamente na escala. Pode-se ler na escala até 0,0001 unidades. Então, depois de medir o índice de refração para a água, seguidamente mede-se o índice de refração para os outros líquidos. APLICAÇÃO DOS RESULTADOS DOS EXPERIMENTAIS 1- Calcule a refração molar e específica para todas as soluções, e apenas refração específica para as soluções aquosas de sacarose. 2-Dividindo a refração do tetracloreto de carbono por 4 , teremos a refração da ligação C-Cl. Com este dado, calcule as contribuições das ligações: a) C-H, b) C-C e c) C=O, d) C-OH a partir das refrações molares de clorofórmio, hexano normal e acetona, também determine O-H da água. Importante: A refração molar é uma função das ligações químicas de uma molécula, então: [R] = ∑ 3-Compare os índices de refração e refração molar medidos experimentalmente com os obtidos da literatura. 4-Faça um breve relato sobre ângulo crítico. 5- Seja um raio luminoso incidindo em um prisma, meio que possui alto índice de refração. Faça um desenho das seguintes situações: a)Se um ângulo de incidência for ˂ parte da luz será refletida e outra parte será refratada. b) Se um ângulo de incidência , o raio tangenciará a separação entre os meios. c) Se um ângulo de incidência todos os raios serão refletidos. 5-Porque é possível utilizar o refratômetro de ABBE com a luz branca? 6- Quais as funções do prisma inferior (superfícierugosa) e dos prismas de Amici? 7- Por meio das unidades da refração molar, dê o significado físico desta grandeza. 8-Discuta o experimento de uma forma crítica, ou seja, observe os pontos fracos do experimento e a partir daí dê sugestões para corrigi-los. 9- Citar aplicações práticas dos conceitos estudados nesta experiência. 52 Os índices de refração da água e do tetracloreto de carbono e etanol são dados pelas seguintes equações: H2O: nD t = 1,3325 - 1,1.10 -4 (t-25) CCl4: nD t = 1,4576 - 5,5.10 -4 (t-25) Etanol: nD t = 1,3584 - 4,1.10 -4 (t-25) Onde nD t é o índice de refração para a linha D do sódio à t o C. Pesquisar no Handbook (dado experimental para referência) o valor do índice de refração para as outras substâncias. Para líquidos o refratômetro de Abbe trabalha em uma faixa de índice (para o equipamento do laboratório 1,300SÓDIO Á SAÚDE Periculosidade: Substância não perigosa. Não ingerir. Evitar o contato com os olhos. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO TIOSSULFATO DE SÓDIO APÓS INALAÇÃO: Exposição ao ar fresco. APÓS CONTATO COM A PELE: Lavar em água corrente. APÓS CONTATO COM OS OLHOS: Enxaguar com água. INGESTÃO: Grandes quantidades, em caso de mal-estar, consultar um médico. MATERIAIS UTILIZADOS Pipetas volumétricas de 10, 25 e 5 mL Proveta de 50 e 10 mL Beckers de 100 e 1000 mL Cronômetro Máscara Termômetro Luvas apropriadas Capela Óculos 58 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Procedimento 1 – Determinação da ordem da reação em relação ao tiossulfato. Para cada uma das combinações indicadas na tabela 7.1, adicione em um Becker de 100 mL os seguintes volumes Tabela 7.1 - Concentrações dos íons tiossulfato em solução aquosa Combinações Na2S2O3 (0,3M) H2O 1 25 mL - 2 20 mL 5 mL 3 15 mL 10 mL 4 7,5 mL 17,5 mL 5 5 mL 20 mL 1. Coloque o Becker contendo a combinação sobre uma fita preta que servirá de indicador do tempo para que se forme uma quantidade determinada de enxofre. 2. Em uma proveta de 5 mL coloque 5 mL de ácido clorídrico 2M. 3. Adicione o ácido ao Becker contendo a solução e imediatamente comece a contagem do tempo, agitando continuamente a solução, até que a fita preta se torne invisível, olhando de cima para baixo. Neste instante, marque o tempo final com o cronômetro. 4. Repita o mesmo procedimento para as demais combinações anotando os tempos correspondentes. Procedimento 2 – Determinação da ordem da reação em relação ao ácido. Para cada uma das combinações indicadas na tabela 7.2 adicione um Becker de 100 mL nos volumes indicados. Tabela 7. 2 - Concentrações dos íons hidrogênio em solução aquosa Combinações HCl (0,3M) H2O I 10 mL - II 7 mL 3 mL III 5 mL 5 mL 1. Adicione à combinação (I), 20 mL de solução 1M de Na2S2O3 e imediatamente inicie a contagem do tempo. 59 2. Marque o tempo necessário para que a fita preta se torne invisível, o que corresponde ao tempo final. 3. Repita o mesmo procedimento para as demais combinações anotando os tempos correspondentes. Procedimento 3 – determinação da ordem da reação em relação ao tiossulfato a uma temperatura inferior a do procedimento 1 1. Prepare em um Becker de 1000 mL um banho de água e gelo, adicionando gelo aos poucos até alcançar a temperatura no intervalo de 10ºC e 15°C. Esta temperatura deverá se mantida constante durante todas as medidas; para isto adicione pequenas porções de gelo sempre que a temperatura aumentar. 2. Coloque o Becker com a combinação (I) da Tabela (1) e a proveta contendo 5 mL de ácido clorídrico 2 M no banho de gelo até que ambos atinjam a temperatura desejada. 3. Adicione o ácido à solução e imediatamente inicie a contagem do tempo até que a visibilidade da fita preta desapareça indicando o final da reação. 4. Repita o mesmo procedimento para as combinações (III) e (V) da tabela (7.1), anotando os tempos correspondentes APLICAÇÃO DOS RESULTADOS 1. Qual o tipo de reação estudada? 2. Escrever a equação diferencial de velocidade da reação. 3. Determinar graficamente a ordem da reação com relação ao S2O3 2 e ao H + . 4. Calcular a ordem da reação global. 5. Determinar a constante de velocidade para as temperaturas utilizadas nos procedimentos 1 e 3, usando a equação (9). 6. Determinar o valor de k médio para cada temperatura. 7. Determinar a energia de ativação utilizando a equação (7.11) e graficamente através do gráfico de log k versus 1/T. 8. Explique a influência da temperatura sobre a velocidade de reação (teoria cinética) e comprove na experiência que você realizou. 9. Explique por que se mantém constante uma das concentrações durante a experiência? 10. A energia de ativação é uma grandeza experimental? Como podemos determiná-la? 60 Quadro 7.1: Anotação dos tempos de reação . Combinações Tempo de Reação (seg) Procedimento 1 Temperatura ( ) Procedimento 2 Temperatura ( ) Procedimento 3 Temperatura ( ) 1 2 3 4 5 Quadro 7.2 Procedimento1 realizado na Temperatura_____ Combinações Tempo de Reação, t (seg) ln 1/t [Na2S2O3] = [A]0 ln [A]0 1 2 3 4 5 Quadro 7.3 Procedimento2 realizado na Temperatura_____ Combinações Tempo de Reação, t (seg) ln 1/t [H + ] = [B]0 ln [B]0 1 2 3 Quadro 7. 4 Procedimento 3 na Temperatura_10°C___ Combinações Tempo de Reação, t (seg) ln 1/t 1 3 5 61 ROTEIRO PARA REALIZAÇÃO DOS CÁLCULOS DO EXPERIMENTO: Procedimento 1- Reagente limitante: S2O3 = Cálculo da concentração de S2O3 = em cada combinação ([A]o): M1V1=M2V2. Cálculo para encontrar ln [A]o. Cálculo para encontrar ln 1/t. Construir o gráfico ln1/t versus ln [A]o. Cálculo da ordem de reação com relação ao tiossulfato Procedimento 2 – Reagente limitante: Ácido clorídrico [H + ]. Cálculo da concentração do ácido em cada combinação ([B] o): M1V1=M2V2. Cálculo para encontrar ln [B]o. Cálculo para encontrar ln 1/t. Construir o gráfico ln 1/t versus ln [B]o. Cálculo da ordem em relação ao ácido. Cálculo da ordem de reação global: m + n = ordem global. Cálculo para determinar a constante de velocidade (K) para as temperaturas dos 1º e 3º procedimentos usando a equação (7.9). ln(1/t) =lnK‟ + Α ln[A]o – ln C, como K‟ = k [B] β o, aplicando logaritmo e substituindo na equação (7.9) obtemos: lnK = ln1/Δt – βln[B]o - αln[A]o + lnΔc onde, [B] = [H + ] e [A]o = [S2O3 = ] No procedimento 1 a concentração do ácido [B] o é constante, calculada mediante a fórmula: M1V1=M2V2 a concentração inicial é 2 M. O valor de C é constante e igual a 0,14. Cálculo de K para a temperatura do procedimento 1 (temperatura ambiente). Cálculo de K médio para T = 25ºC (temperatura ambiente). Cálculo de K para a temperatura do procedimento 3. Usam-se as mesmas ordens de reação utilizadas no cálculo para a T= 25ºC. Cálculo do K médio a temperatura do procedimento 3. Cálculo da energia de ativação a partir da equação (7.11). 62 PRÉ-RELATÓRIO SOBRE CINÉTICA QUÍMICA Faça uma distinção clara entre velocidade de reação, equação de velocidade e constante de velocidade. Diga corretamente o que é uma lei de velocidade. O que entende por ordem de uma reação? Citar e discutir alguns fatores que alteram a velocidade de uma reação. Quais os métodos de tratamento de dados cinéticos experimentais? Comente sobre eles. Comente sobre a dependência da velocidade de reação com a temperatura. O que é energia de ativação? 7.8 EXPERIMENTO Nº 08: EQUILÍBRIO DE MISTURA DE LÍQUIDOS DE SISTEMA TERNÁRIO TÓPICOS IMPORTANTES: 1 – Regra das fases de Gibbs 2 – Diagramas de fase para sistemas de três componentes. INTRODUÇÃO Através de considerações termodinâmicas, Gibbs (8.1) deduziu uma relação entre o número de fases (P) que podem coexistir em equilíbrio em um dado sistema, o número mínimo de componentes (C) que podem ser usados para formar o sistema e os graus de liberdade, o número mínimo de espécies independentes necessários para definir a composição de todas as fases presentes no sistema. A relação pode ser apresentada sob a forma da equação: F+P= C+2, denominada de regra das fases de Gibbs. Esta equação é um dos resultados mais elegantes da termodinâmica química. A definição é fácil de aplicar quando as espécies presentes num sistema não reagem, pois simplesmente contamos o número total de espécies químicas presentes. Por exemplo, a água pura é um sistema com um componente (C = 1) e uma mistura de etanol e água é um sistema com dois componentes(C = 2). O número de graus de liberdade, F, de um sistema, é o número 143 de variáveis intensivas (como a pressão, a temperatura ou as frações molares) que podem variar independentemente sem perturbar o número de fases em equilíbrio. Para um sistema com um componente, como a água pura, fixamos C = l e a regra das fases se reduz a F = 3 - P. Quando só uma fase esta presente, F = 2, o que implica que p e T podem variar independentemente. Em outras palavras, um sistema com uma única fase é representado por uma região, num diagrama de fase. Quando duas fases estão em equilíbrio F = 1, indicando que a pressão não pode variar livremente se nós fixamos a temperatura. 63 Diagrama ternário É conveniente visualizar um sistema ternário utilizando um diagrama triangular, chamado de diagrama ternário ou diagrama de Stokes e Roozeboom. Este diagrama é, geometricamente, um triângulo equilátero e define, por exemplo, as composições em porcentagem em massa (% m/m) do sistema ou em fração molar. A maneira mais conveniente de representar a composição de um sistema de três componentes, à pressão e temperatura constante, é através de um diagrama plano, representado por um triângulo eqüilátero. Os vértices do triângulo eqüilátero. Os vértices do triângulo eqüilátero correspondem aos componentes puros A, B e C. Nos lados que unem os vértices se colocam as composições dos sistemas binários formados pelas substâncias que se encontram nos vértices adjacentes do triângulo. Todos os pontos dispostos no interior do triângulo representam a composição dos sistemas de três componentes. A porcentagem de cada um componente no sistema será tanto maior quanto mais perto estiver o ponto em questão ao vértice correspondente. Existem dois métodos de determinação da composição do sistema de três componentes. No primeiro, se torna como 100% (ou 1) a altura do triângulo equilátero. Este método se baseia em que a soma das longitudes, das perpendiculares baixas de qualquer ponto situado no interior do triângulo até seus lados é uma constante e igual à altura deste triângulo. A porcentagem de cada componente se determina pela distância desde o ponto que refere-se a composição do sistema em questão (M) até o lado oposto ao vértice que corresponde ao componente puro. Na figura (1.a) o segmento MA corresponde a porcentagem do componente A, o segmento MB, a percentagem do componente B e o segmento Mc a do componente C. No segundo método, tomamos os vértices do triângulo eqüilátero como sendo 100% (ou 1) a porcentagem de cada uma das três substâncias puras. Os lados opostos representam 0%. Então a porcentagem de A numa mistura representada como sendo a distância a partir do lado oposto em direção ao vértice A, a porcentagem de B como sendo a distância entre um e outro lado e o vértice B. Uma vez fixadas as porcentagens de duas substâncias, a terceira, está automaticamente determinada. É importante definir as escalas sobre os lados observando um mesmo sentido giratório. Por exemplo, AC corresponderá a uma escala de 0 a 100% para o componente C, CB para o componente B e BA para o componente A, nessas condições, uma paralela e um lado qualquer representa uma linha de composições constantes do componente oposto ao lado em questão, sendo a composição lida na escala correspondente ao componente. Conseqüentemente para representar uma mistura M(Fig.1-b) de 60% de A, 30% de B e 10% C, procura-se a interseção; por exemplo, de linha paralela BC de composição constante 60% em A, e da linha paralela de AC de uma composição constante de 30% em B. Verifica-se que linha paralela a AB de composição constante 10% C passa por M. 64 . Considere-se um sistema constituído de três líquidos, A, B e C. a miscibilidade recíproca de líquidos depende de sua natureza e da temperatura, podendo-se distinguir três casos conforme se tenha um par, dois pares ou três pares de líquidos parcialmente miscíveis. O experimento realizado tratará do primeiro caso, supor que os pares (A+B) e (A+C) sejam completamente miscíveis, enquanto o par (B+C) é parcialmente miscível (Figura 21-3). A= álcool, B = benzeno = clorofórmio e C= água. Uma mistura binária (B+C), de composição x vai produzir duas camadas de composição b e c, a primeira rica em B a segunda rica em C na proporção de xc/xb. Adicionando certa quantidade do líquido A ao sistema, o ponto representativo do sistema global desloca-se de x para x‟ na direção do vértice A (ver 21.3). Ao mesmo tempo, como o líquido A dissolve-se nas duas camadas, a composição destas passa para b‟ e c‟ e a inclinação da linha b‟c‟ indica que A é mais solúvel na camada c do que na b. Adições posteriores de A alteram a composição das soluções conjugadas, assim como a proporção em que se encontram presentes: x” só restam traços da fase rica em B, permanecendo, contudo, a fase rica em C. Acima de x‟‟ até A, o sistema é homogêneo. 65 Como as linhas de junção não são paralelas, o ponto em que as duas soluções conjugadas possuem a mesma composição não se situa no máximo da curva binodal mas está deslocado para um dos lados no ponto k, chamado ponto crítico de miscibilidade isotérmica. Partindo de uma mistura (B+C) de composição 0, adição de A desloca a composição global ao longo da reta 0 k, enquanto as composições das soluções conjugadas convergem para um valor comum em k. Neste ponto, as duas camadas coalecem numa única solução homogênea. A situação em k é diversa da verificada em x”, onde o sistema tornou-se homogêneo como conseqüência do desaparecimento de uma fase, permanecendo a outra (Figura 21.3). Como se pode verificar no diagrama da Figura 21.3, a adição de um componente (A) aumenta a miscibilidade recíproca de dois outros (B+C) sempre que o componente adicionado for solúvel em ambos. Um diagrama trifásico pode ser experimentalmente obtido preparando-se inicialmente misturas conhecidas de dois líquidos pouco miscíveis. Em seguida, adiciona-se um terceiro líquido até que a turbidez desapareça, isto pode ser mostrado pelo ponto x ” representado na curva binodal na Figura 21.3. Assim se misturarmos água e benzeno, obteremos duas camadas, a seguir das quais representam uma solução saturada com água e benzeno na temperatura da experiência,(pequeníssima porcentagem) a camada superior é a solução saturada de benzeno e em água. O terceiro líquido pode ser álcool etílico, a acetona, o ácido acético e outros que ao serem misturados se dissolverão tanto no benzeno como na água. Em geral, um acréscimo de temperatura aumenta a miscibilidade recíproca dos líquidos e reduz assim a área difásica limitada pela curva binodal. A curva binodal separa a zona de miscibilidade parcial dos componentes B e C (abaixo da binodal), da zona de miscibilidade total (acima da binodal). Ver Figura 21.3. O sistema ternário representado na Figura 21.3 é do tipo I (uma só zona de miscibilidade parcial). Existem sistemas com duas ou três zonas de miscibilidade parcial. A separação é normalmente mais fácil para os sistemas tipo I. Por vezes, variando a temperatura, pode passar-se de um sistema tipo III a um tipo II ou tipo I. OBJETIVO DO EXPERIMENTO Realizar um estudo sobre um sistema heterogêneo através da construção do diagrama de solubilidade para o sistema ternário água-benzeno-álcool etílico, obtendo a linha de solubilidade das misturas na temperatura ambiente. SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada Benzeno Álcool etílico 66 PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO BENZENO Fórmula química= C6H6 13. Massa molar= 78,12 g/mol 14. Descrição física=líquido incolor 15. Odor= aromático 16. Densidade absoluta= 0,879 g/mL 17. Ponto fusão= 5,5º C 18. Ponto ebulição= 80,1º C EFEITOS POTENCIAIS DO BENZENO Á SAÚDE Ingestão: Perigoso ou fatal se o líquido atingir os pulmões. Inalação: Pode causar câncer. Causa desordenssangüíneas como anemia. Sintomas incluem dor de cabeça, tonturas, sonolência e náusea, podendo levar a inconsciência, convulsão e morte. Contato com a pele: Causa leve irritação à pele e dermatoses. Perigoso quando absorvido pela pele. Contato com os olhos: Causa leve irritação. Exposição crônica: A exposição repetida ou prolongada pode causar irritação na pele. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO BENZENO INALAÇÃO: Remover o indivíduo ao ar livre. Se não estiver respirando, fazer respiração artificial. Se respirar com dificuldade, dê oxigênio. Procure ajuda médica CONTATO COM A PELE: Lave imediatamente em água corrente e sabão por, pelo menos, 15 minutos. Remova a roupa contaminada e os sapatos. Procure ajuda médica. Lave as roupas e os sapatos antes de reutilizá-los. CONTATO COM OS OLHOS: Lave imediatamente com água corrente por, pelo menos, 15 minutos, abrindo e fechando as pálpebras. Procure ajuda médica. INGESTÃO: Não induza o vômito. Dê grandes Quantidades de água. Nunca dê algo pela boca para uma pessoa inconsciente. Procure um médico imediatamente. AVISO: Perigo! Sempre que possível substitua o benzeno por um solvente menos tóxico como tolueno ou xileno. Extremamente inflamável. Causa irritação à pele e olhos. Se 67 inalado pode causar dores de cabeça, tonturas, sonolência e náusea, podendo levar a inconsciência. Perigoso ou fatal se afetar os pulmões. Pode causar câncer. MATERIAIS UTILIZADOS Pipetas de 5 mL e 1mL Tubos de ensaio Suporte de madeira para tubos de ensaio Bureta Luvas de PVC de cano longo Máscara Óculos PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Com o auxílio de uma bureta adicionar em cada tubo de ensaio, (de acordo com as quantidades de benzeno e água destilada apresentadas no Quadro 8.1, gota a gota quantidades crescentes de álcool etílico até que se obtenha uma fase única, ou ausência do aspecto leitoso. Anotar no Quadro 8.1 o volume de álcool gasto em cada tubo. Quadro 8.1- Anotação experimental Tubos H2O v (mL) C6H6 V (mL) C2H5OH V (mL) 1 0,5 2,5 2 1,0 2,5 3 2,0 2,5 4 3,0 2,5 5 5,0 2,5 6 5 0,3 7 5,0 0,5 8 0,3 5,0 9 0,5 5.0 Temperatura Ambiente Inicial__________________ Temperatura Ambiente Final___________________ 68 APLICAÇÕES DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1- O que significa o aparecimento da turbidez ao adicionar álcool etílico na mistura água + benzeno? 2-Qual a função do álcool etílico? No sistema estudado trata-se de um equilíbrio físico ou químico? E por que. 3-Calcular a composição da cada solução nos pontos em que a turvação desaparece, em percentagem em massa (composição mássica ou molar). 4-Num triângulo eqüilátero colocar os pontos representativos de cada mistura. Traçar a curva binodal do sistema estudado. 4-Identificar claramente, as fases de cada uma das regiões do diagrama. 5-O sistema estudado trata de três líquidos constituídos de um par de líquido parcialmente miscível. Quais são os pares de líquidos completamente miscíveis e o par parcialmente miscível? 6-Discuta o experimento de uma forma crítica, ou seja, observe os pontos fracos do experimento e a partir daí dê sugestões para corrigi-los. PRÉ-RELATÓRIO SOBRE EQUILÍBRIO DE MISTURA DE LÍQUIDOS DE SISTEMA TERNÁRIO 1- Definir fase de um sistema? 2- O que vem a ser componente de um sistema? 3-Qual a expressão matemática da regra das fases de Gibbs? Dê o significado de cada grandeza da fórmula, inclusive do número 2. 4-Qual o significado físico da variância de um sistema? 5-Quais são as variáveis da regra das fases? Todas são independentes? 6- Escrever a expressão da regra das fases para um sistema ternário, a temperatura e pressão constantes quando: a) O sistema apresenta uma fase. b) Duas fases c) Três fases. 69 7-Para uma mistura ternária, determinar a composição de cada componente representado no diagrama abaixo pelo ponto P. 7.9 EXPERIMENTO 09:TERMODINÂMICA DA SOLUBILIDADE TÓPICOS IMPORTANTES Solubilidade, Entalpia de solução e Espontaneidade INTRODUÇÃO Nesta experiência várias funções termodinâmicas (ΔH, ΔS e ΔG), serão calculadas para um simples processo de dissolução, mostrado abaixo: KNO3 (s) + H2O (l) ═ K + (aq.) + NO3 - (aq.) A constante de equilíbrio para o processo é: K =[K + ] [NO3 - ]= s.s = s 2 (9.1) Onde s é a solubilidade do sal em mol por litro. Considera-se que o sistema se encontra em equilíbrio quando o sólido está em contato com a solução saturada, ou seja, justamente quando os primeiros cristais são formados. A solubilidade do composto será medida para seis ou sete temperaturas num intervalo de 40-60ºC. Estes valores serão, então, usados para calcular as variáveis termodinâmicas, utilizando as Equações (9.2, 9.3, e 9.4,): ΔG 0 = - RTlnK (9.2) ΔG 0 = ΔH 0 – TΔS 0 (9.3) lnK = - - (9.4) 70 Existem duas hipóteses simplificadoras neste tratamento (1) as atividades dos íons e a força iônica não são consideradas; (2) as temperaturas nas quais os cristais tornam-se visíveis são, provavelmente menores que a de equilíbrio. OBJETIVO DO EXPERIMENTO Calcular a constante de equilíbrio para o processo de dissolução de um sal e utilizar no cálculo da energia livre de Gibbs (ΔG), a partir da qual determinar a entalpia (ΔH) e a entropia (ΔS) deste processo. SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada Nitrato de potássio (KNO3) PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO NITRATO DE POTÁSSIO Estado físico = Sólido, pérola. Cor =Branca Odor =Inodoro. Ponto de fusão =337ºC Ponto de ebulição = 400°C(a 1 atm) Densidade absoluta= 2, 109 g/cm 3 (T= 16°C) Solubilidade = 38,3 g de sal/ 100 g de H2O EFEITOS POTENCIAIS DO NITRATO DE POTÁSSIO Á SAÚDE Não apresenta perigos especiais para a saúde e para o meio ambiente. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZAR NITRATO DE POTÁSSIO INALAÇÃO: Procurar ar fresco. Remover a pessoa afetada para local arejado e aguardar socorro médico. CONTATO COM A PELE: Lavar com água em abundância por no mínimo 15 minutos. CONTATO COM OS OLHOS: Enxaguar com água em abundância por no mínimo 15 minutos. INGESTÃO: Se a pessoa estiver consciente, enxaguar a boca com água em abundância. Procurar socorro médico. Provocar vômito. Procurar atendimento médico na presença de sintomas. 71 MATERIAIS UTILIZADOS Termômetro Pipeta Tubo de ensaio Vidro de relógio Bastão de vidro Pisseta Becker Placa aquecedora Óculos Luvas de PVC PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1- Pesar 20 g de nitrato de potássio, KNO3 e transferir para um tubo de ensaio. 2- Adicionar 15 mL de água destilada e aqueça o tubo com a mistura em um banho de água, agitando, até a completa dissolução de KNO3. 3- Determine e registre o volume da solução de KNO3. Isto pode ser feito enchendo outro tubo de ensaio, igual ao anterior, com água até o volume em ambos os tubos se tornarem iguais. Meça o volume da água do segundo tubo com uma proveta e anote no Quadro 9.1. 4- Insira um termômetro na solução. Remova o tubo com a solução do banho de água e deixe- o esfriar agitando suavemente a solução. Registre a temperatura de aparecimento dos primeiros cristais no Quadro 9.1. Supõe-se que nesta temperatura o sistema encontra-se em equilíbrio e é possível calcular a concentração dos íons. 5- Adicione 5 mL de água à solução e aqueça a mistura até a completa dissolução. Determine o volume da solução como antes e anote. 6- Resfrie e registre a temperatura de aparecimento dos primeiros cristais. 7- Repita o ciclo mais 4 vezes adicionando sempre 5 mL de água. 72 0 Quadro 9.1- temperatura decristalização e volume da solução Sal (KNO3) Tcrist. (ºC) Volume (mL) I T1= V1= II T2= V2= III T3= V3 = IV T4= V4= V T5= V5= APLICAÇÃO DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1 – Utilizando a equação (9.1); calcule Kps para cada temperatura. 2 – Utilizando a equação (9.2), calcule ΔG 0 para cada temperatura. 3 – Faça um gráfico de lnKps versus 1/T e determine ΔH 0 para o processo, a partir da inclinação da reta (ver Equação 9.4). 4 – Com os valores de ΔG 0 e ΔH 0 , calcule ΔS 0 para cada temperatura. Vide equação (9.3) 5 – Compare seus resultados com os da literatura e comente. 6- Discuta o experimento de uma forma crítica, ou seja, observe os pontos fracos do experimento e a partir daí dê sugestões para corrigi-los. 7- Explique corretamente o que significa o aparecimento dos primeiro cristais? 8- Diga-me corretamente o que entende por constante de equilíbrio, especificamente Kps. 9- O processo de dissolução estudado é endotérmico ou exotérmico? É espontâneo? Por quê? Dados do HANDBOOK OF CHEMISTRY NEW YORK 1968 PARA O NaNO3 e KNO3 em T = 298ºC determinados experimentalmente de acordo com o ciclo de BORN-HABER. Para NaNO3: Solubilidade: 91,2 g de sal/ 100 g de H2O, ΔH O sol./Kj mol -1 = 20,5, ΔH O rede/Kj mol -1 = 755 -TΔsolu.S O /Kjmol -1 =- 26,9 e Δsolu.G o /Kj mol -1 = - 6,4. Para o KNO3: Solubilidade: 38,3 g de sal/ 100 g de H2O, ΔH O sol./Kj mol -1 =34,9 ΔH O rede/Kj mol -1 = 678 - TΔsolu.S O /Kjmol -1 =-34,5 Δsolu.G o /Kj mol -1 =0,40 73 ΔH(solução) = ΔH(rede) + ΔH(hidratação) PRÉ-RELATÓRIO SOBRE EQUILÍBRIO TERMODINÂMICA DA SOLUBILIDADE 1- O que entende por solubilidade? E Kps? 2- Identifique as funções termodinâmicas que serão determinadas no experimento e faça um breve relato das mesmas. 3- Quais as propriedades físico-químicas dos nitratos que a tornam totalmente solúveis em água? Explique. 4- Que significa dizer que um íon está hidratado? Qual o significado do termo solvatação? 5- Diferenciar hidratação de solvatação. 7.10 EXPERIMENTO Nº 10: DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DE DISSOCIAÇÃO DE UM ELETRÓLITO FRACO UTILIZANDO A TITULAÇÃO POTENCIOMÉTRICA TÓPICOS IMPORTANTES 1- Equilíbrios Ácido-base 2- Potenciometria 3- Atividade e coeficiente de atividade INTRODUÇÃO A constante de dissociação de um ácido fraco pode ser determinada por um potenciômetro em uma célula que contém dois elétrodos e uma solução. O método envolve a titulação de um ácido fraco com uma base forte. A variação do pH da solução é observada durante a titulação. Esta variação é devida a mudança do potencial de um elétrodo de Calomelano como elétrodo de referência. Considere a solução, na situação inicial; (a) Moles do mono-ácido fraco HA e na qual são adicionados, (b) moles de uma mono-base MOH. A reação do ácido com a base pode ser representada por: HA + M + OH - ↔ M + + A - + H2O A força de um ácido ou de uma base fraca, em um solvente como a água, pode ser expressa pela respectiva constante de ionização. O critério não se aplica, entretanto, a ácidos e bases fortes porque estes se encontram totalmente ionizados em solução aquosa (α ≈ 1). Uma parte do ácido remanescente se dissocia segundo a reação: HA + H2O ↔ H3O + + A - (ionização do ácido fraco) Uma parte do sal se hidrolisa: A - + H2O ↔ HA + OH - 74 A solução contém moléculas não-dissociáveis de HA, íons H3O + , íons OH - , íons M + e íons A - . Para entendimento da demonstração da equação da determinação do pH neste experimento é importante lembrar que a solução deve ser neutra eletricamente, isto é, a soma das cargas positivas e negativas deve dar valores iguais. Constante de equilíbrio de um ácido fraco é: K = Onde a é atividade dos íons. A atividade da água líquida pura é igual à unidade e pouco se altera em soluções diluídas. A constante de equilíbrio se converte então na chamada constante de ionização, que só depende do ácido e da temperatura: Ka = Por simplicidade, H3O + foi substituído por H + . A atividade é uma unidade de concentração que leva em consideração as atrações eletrostáticas existentes entre os íons de uma solução. Sabendo que atividade = molalidade(m) x coeficiente de atividade (у), substituindoo valor de atividade na equação acima, obtemos: Ka = aH+ . Sabe-se que a molalidade se define pela relação entre o n° de moles do soluto pela massa do solvente em quilogramas. Agora multiplicando o numerador e o denominador pela massa do solvente, obtemos: Ka =aH+ . , Partindo da equação acima e tendo os valores de nA e nHA, além de outra definições, pode-se chegar: aH+ =Ka . Sabendo que, pH = log e aplicando logaritmo a equação acima, teremos: pH= pKa + log Em soluções bem diluída, pode-se admitir que os coeficientes de atividades aproxima do valor unitário e a equação acima toma a forma: 75 Quando a solução é neutralizada pela metade: então teremos: pH = pKa, Por definição, pKa=- logKa, então a partir da equação acima pode-se determinar a constantes de dissociação, mediante: K dissociação = 10 -pH OBJETIVO DO EXPERIMENTO Determinar a constante de dissociação do acido acético, utilizando o método da titulação potenciométrica. SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada Solução de ácido acético 0,05M. Solução de hidróxido de sódio 0,5M. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO ÁCIDO ACÉTICO Fórmula Química: CH3COOH Massa molar= 60,10 g/mol. Descrição física: líquido claro e incolor Odor pungente de vinagre Massa molar: 60,05 g/mol Densidade absoluta: 1,053 g/mL Ponto fusão: 16,6°C Ponto ebulição: 118°C 76 EFEITOS POTENCIAIS DO ÁCIDO ACÉTICO Á SAÚDE Inalação: Pode causar irritação nas mucosas do nariz, garganta, pulmão e dificuldade na respiração. Ingestão: A ingestão pode causar graves ferimentos e levar à morte. Os sintomas são dor de garganta, vômito e diarréia. A ingestão de 1 mL resulta em perfuração do esôfago. Contato com a pele: Causa sérios problemas de pele. Os sintomas incluem vermelhidão, dor e queimaduras. Contato com os olhos: A solução pode causar sérios ferimentos seguidos de perda de visão. A exposição ao vapor pode causar intensa lacrimação e irritação nos olhos. Exposição crônica: Exposição repetida e prolongada pode causar manchas na pele, desgaste e exposição dos dentes, inflamação crônica do nariz, garganta e brônquios. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO ÁCIDO ACÉTICO INALAÇÃO: Remover o indivíduo ao ar livre. Se não estiver respirando, fazer respiração artificial. Se respirar com dificuldade, dê oxigênio. Procure ajuda médica. INGESTÃO: NÃO INDUZA O VÔMITO! Se possível, dê grandes quantidades de água ou leite. Nunca dê algo pela boca para uma pessoa inconsciente. Procure um médico imediatamente. CONTATO COM A PELE: Lave imediatamente em água corrente por, pelo menos, 15 minutos. Remova a roupa contaminada e os sapatos. Lave as roupas e os sapatos antes de reutilizá-los. Procure ajuda médica. CONTATO COM OS OLHOS: Lave imediatamente com água corrente por, pelo menos, 15 minutos, abrindo e fechando as pálpebras. Procure ajuda médica imediatamente. AVISO: Corrosivo! O líquido causa graves queimaduras por todo o corpo. Se for ingerido pode ser fatal. Nocivo se for inalado. A inalação do vapor pode causar problemas no pulmão e dentes. O líquido e o vapor são inflamáveis. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO HIDRÓXIDO DE SÓDIO Estado físico: Sólido. Cor: Branca Odor: Inodoro. pH:12 a 13 em solução aquosa a 0,05% 77 Ponto de fusão: 318°C Ponto de ebulição: 1388°C EFEITOS POTENCIAIS DO HIDRÓXIDO DE SÓDIO Á SAÚDE Inalação: Exposição do produto na forma de pó, vapor ou neblina pode causar queimaduras nas vias respiratórias. Contato prolongado pode causar pneumonia química. Ingestão: Pode causar destruição e severas queimaduras e completa perfuração dos tecidos das membranas mucosas da boca, garganta e estomago. Contato com a pele: O contato pode causar destruição e queimadura dos tecidos da pele. Contato com os olhos: O contato pode causar severos danos, incluindo queimaduras e cegueira. A severidade dos efeitos depende da concentração do produto e de quanto tempo, após a exposição, os olhos forem lavados. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO HIDRÓXIDO DE SÓDIO INALAÇÃO: Remover a vítima local para arejado. Havendo parada respiratória, administrar respiração artificial e se houver dificuldade de respiração introduzir oxigênio. INGESTÃO: Não induzir ao vomito, fazer a diluição fornecendo a vítima grandes quantidades de água. Procurar um médico imediatamente disponibilizando-o esta ficha. CONTATO COM A PELE: Lavar a área atingida com água abundante e sabão por 15 minutos. Remover e descartar roupas e sapatos contaminados. Providenciar socorro médico imediatamente. CONTATO COM OS OLHOS: Lavar os olhos imediatamente com água abundante ou soro fisiológico por 15 minutos, levantando o olhar e pálpebras superiores mantendo os olhos sempre abertos. MATERIAIS UTILIZADOS PH metro: WTW, pH 330i (eletrodo de Calomelano). Bureta de 50 mL. Suporte para bureta. Becker de 200 mL. Luvas apropriadas Capela 78 Óculos de segurança PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1. Antes do inicio do experimento, o medidor de pH deve ser calibrado com a solução tampão de pH conhecido. 2. Lave bem o eletrodo com água destilada. 3. A solução de ácido acético (100 mL) será adicionada ao Becker de 250 ml. 4. Os eletrodos são imersos na solução. 5. Coloque a solução de hidróxido de sódio na bureta numa posição que seja fácil de titular no becker (zerar a bureta) e o valor do pH da solução será lido (sendo este primeiro valor correspondente ao volume zero de NaOH).(Tabela 10.1) 6. Adicione a base em pequenas quantidades de 0,5 ml em 0,5 ml ao Becker e a cada adição da base, medir o pH, e nas regiões críticas que são aquelas de neutralização e meia neutralização, adicione 0,2 ml (perto do ponto de neutralização) Um pequeno desvio nas medições do pH provoca grande inexatidão no valor da constante de dissociação. 7. A solução deverá ser bem agitada e espere um pouco depois de cada adição de base, antes de ler o pH. 8. Depois de passar o ponto de neutralização, continue a titulação cada vez adicionando (0,2 mL) de base, até o momento de o pH ficar constante. Tabela 10.1: Anotação experimental Volume de NaOH (ml) pH Volume de NaOH (ml) pH 0,0 6,4 0,5 6,6 1,0 6,8 1,5 7,0 2,0 7,5 2,5 8,0 3,0 8,5 3,5 9,0 4,0 9,5 4,5 10,0 5,0 10,5 5,5 6,0 6,2 11,0 11,5 12,0 K(literatura) = 1,8 x 10 -5 M. 79 APLICAÇÃO DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1. Na prática realizada identifique o tipo de titulação estudada? 2. Explique em que consiste a meia titulação. 3. Quais os métodos existentes para detectar o ponto de equivalência. E como se detecta? E qual o método utilizado na prática? 4. Como podemos determinar a constante de dissociação pelo método potencimétrico? 5. Por que em uma titulação de ácido fraco com uma base forte o valor do pH no ponto de equivalência é superior a 7. 6. Escreva a reação de neutralização e a de hidrólise. 7. Que informações se podem obter através de uma curva de titulação? 8. Qual a finalidade da construção dos dois gráficos (volume de NaOH versus dpH/dV e volume da base versus o pH). 9. A solução é básica ou ácida. Por quê? 10. Porque devemos agitar a solução. 11. Plotar os gráficos: a) pH versus volume da base e b) dpH/dV (variação do pH), versus volume da base. 12. Utilizando os gráficos acima determine o valor do pH no ponto de meia titulação . 13. Calcular a constante de dissociação do ácido e comparar com o valor da literatura. 14. Calcular pKa da solução. PRÉ-RELATÓRIO SOBRE DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DE DISSOCIAÇÃO DE UM ELETRÓLITO FRACO 1. Diga corretamente o que significa pH. 2. O que é uma titulação? 3. Como se executa uma titulação? 4. O que é titulado e titulante? 5. Na prática a ser realizada identifique o tipo de titulação a ser estudada. 6. Explique o que é um ponto de equivalência. 7. Que são eletrólitos? 8. Faça a distinção entre eletrólitos fortes e fracos. 9. O que é atividade e coeficiente de atividade. 10. Como se pode determinar a constante de dissociação pelo método potencimétrico. 11. Qual é a finalidade do experimento. 80 7.11 EXPERIMENTO Nº 11:DETERMINAÇÃO DO VALOR DA CONDUTIVIDADE MOLAR EM DILUIÇÃO INFINITA DE ELETRÓLITOS FORTES TÓPICOS IMPORTANTES 1. Condutância das soluções iônicas; condutividade 2. Condutância equivalente à diluição infinita: lei de Kohlraush INTRODUÇÃO O mecanismo da condução de corrente elétrica em soluções eletrolíticas difere da dos metais. Nos metais a corrente é composta unicamente de „elétrons livres‟, já nos líquidos a condução é feita por íons (condutores iônicos). A medida da condutividade requer o uso da corrente alternada a fim de eliminar os efeitos da eletrólise, que ocasionam modificações na composição da solução, contudo a freqüência deverá situar-se entre certos limites, para conseguirmos leituras otimizadas. Pela 2 a lei de Ohm, temos: “A resistência de um condutor é diretamente proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à área da secção transversal, à temperatura constante”. R= (11.1) R = resistência (ohm , ) = resistência específica (ohm.cm) l = comprimento do condutor (cm) A = área do condutor (cm 2 ) A condutância, C, de um condutor é definida como sendo o inverso de sua resistência, isto é: l A l A1 R 1 C (11.2) C = condutância (ohm -1 ou mho,) k = condutividade ou condutância específica (mho/cm) igual a 1/. No sistema SI (sistema internacional), o símbolo para condutância é S (siemens) e a unidade de condutividade é siemes por metro (Sm -1 ), onde 1S = 1 -1 . A relação é denominada constante da célula. A condutividade, , de uma solução eletrolítica, é, portanto, a medida da habilidade de seus íons em transportar corrente elétrica. Na prática, a condutividade é obtida através da constante da célula, l/A, a qual é determinada indiretamente pela medida da resistência, R, da célula quando imersa em uma solução de condutividade conhecida. A medição de condutividade eletrolítica é um importante parâmetro para o controle da pureza da água e é 81 amplamente realizada em laboratórios de análises químicas, nas áreas de saúde, industrial, biotecnologia, controle e proteção ambiental, entre outras. A condutividade de uma solução é proporcional a concentração do íon, a magnitude de sua carga e a mobilidade deste. Deste modo é conveniente só comparar a condutividade de soluções que contenham o mesmo número de cargas. Pode-se obter isto, dividindo-se a condutividade pela concentração da solução em moles por litro. Assim, c 1000 (mho.cm 2 .mol -1 ) (11.3) Onde, c é a concentração da solução em mol por litro e é a condutância molar, a qual aumenta com a diluição da solução e alcança um valor máximo à diluição infinita 0, condutância molar à diluição infinita. A condutividade aumenta com a temperatura. Para equipamentos que não possuam o sistema de compensação automática de temperatura, a condutividade deve ser determinada a 25°C, que é a temperatura de referência. Para soluçõesPode ser utilizada uma escova para limpar as paredes, desde que tenha cerdas macias. 2.2 3 Pipeta Lavar com água corrente, sem o uso de detergente instante após seu uso para evitar incrustação. Finalizar com algumas guinchadas de água destilada. As demais vidrarias lavar com água e detergente neutro com auxílio de uma esponja macia e no final lavar com água destilada. Em caso de incrustações proceder da seguinte forma: Recomenda-se o uso de solução 5% de KOH ou NaOH em álcool etílico ou isopropílico. Deve-se proceder da seguinte maneira: → Deixar a vidraria de molho na solução de KOH ou NaOH em álcool, por 5 minutos. → Lavar abundantemente em água corrente. → Enxaguar com solução de HCl 0,01 M. → Finalizar a lavagem com água destilada e deixar secar. Observação: O uso de soluções sulfocrômicas não é recomendado para limpeza de vidrarias. Importante: Todas as vidrarias podem ser secas em estufa em temperatura (máxima de 100ºC), exceto balões de todo o tipo, provetas, pipetas, buretas, funis de bromo e condensadores, pois o aquecimento e posterior resfriamento deformará o vidro, comprometendo suas medidas iniciais. 3 INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DOS EXPERIMWENTOS As experiências de físico-química demorarão em geral mais de duas horas. O aluno deverá chegar ao laboratório na hora marcada, porém é tolerado um atraso de quinze minutos. Usar um caderno de capa dura e páginas numeradas como seu livro de anotações pessoais. Esse caderno deverá conter todas as informações pertinentes ao experimento. O relatório deve ser entregue impreterivelmente até uma semana após a realização do experimento, no início da próxima prática. O atraso na entrega do relatório resultará na retirada de 0,5 pontos da nota final do relatório por dia de atraso, salvo casos muito bem justificados. No caso de ausência o aluno poderá recuperar somente uma prática, e esta deverá ser realizada no fim do semestre. As apostilas contendo instruções referentes à experiência a ser realizada pelo aluno devem ser estudadas em casa antes de realizá-las. Ainda deverá ser feito por parte do aluno um estudo teórico completo a respeito do experimento a ser realizado, tomando como referências os livros indicados. No início de cada experiência serão feitos argüições para verificação da capacidade do aluno. O aluno não poderá mudar de turma sem a consulta prévia do professor ou professores das turmas envolvidas e devidamente autorizadas. Serão fornecidos horários para retirar quaisquer dúvidas a cerca das experiências realizadas. O aluno será aprovado por média, se após correção de todos os relatórios e avaliações conseguir média sete; caso contrário, fará prova final escrita, constando de questões a cerca de todas as experiências realizadas. Dois ou mais relatórios iguais terão nota zero. 4 INSTRUÇÕES PARA CONFECÇÃO DO RELATÓRIO O relatório deve conter os seguintes itens: a) Título do experimento Data em que ele foi realizado, nome e do aluno e do professor. Utilize a folha de rosto. b) Introdução: Uma breve introdução cujo objetivo é o de situar o tema do experimento. A introdução deve ser completa e concisa, contendo uma breve fundamentação teórica, necessária ao entendimento da discussão dos resultados obtidos no experimento. Não pode ser uma cópia de textos do manual de práticas. Para escrevê-la use as referências que foram sugeridas na apostila, ou outras que você encontre na literatura. Enfim faça uma descrição de toda a teoria necessária ao entendimento da prática e da discussão dos resultados. c) Objetivo: Texto curto indicando as metas a serem alcançadas. O objetivo do trabalho deve aparecer no último parágrafo da introdução, podendo ficar separado desta para maior destaque. d) Parte experimental Deve conter uma descrição simplificada do procedimento seguido (incluindo-se modificações que tenham sido feitas), de uma descrição dos materiais, instrumentos e reagentes utilizados, sempre na forma de texto. Não deve ser uma cópia do texto experimental deste manual. Usar o pretérito perfeito do verbo. Por exemplo: pesou-se, colocou-se. Não deve conter resultados ou discussão dos mesmos. e) Resultados e discussão: Esta é a parte mais importante do relatório. Você deve apresentar da forma mais clara e completa possível os resultados obtidos no experimento, acompanhados de uma análise crítica dos mesmos, com base nos conceitos físico-químicos envolvidos. Finalmente discutir suposições, aproximações, consistência das leituras, erros sistemáticos e aleatórios, limitações dos aparelhos e equipamentos, comportamentos anormais, sugestões para melhoramento do experimento. Sempre comparar os dados obtidos com os disponíveis na literatura. Pode-se apresentar textos de autores citados na revisão bibliográfica, para corroborar ou justificar os resultados obtidos e métodos utilizados. A discussão é a parte do relatório que exige maior maturidade do aluno. É importante incluir todo o tipo de resultado obtido: observações visuais, dados numéricos (como volumes medidos, massas pesadas, tempos decorridos, temperaturas e outros), dados instrumentais e também todos os cálculos efetuados. Os dados devem ser organizados na forma de Tabelas e Gráficos. (Os gráficos sempre ilustram muito melhor os resultados do que as Tabelas; dê preferência a eles). Procure sempre expressar os resultados com os algarismos que são significativos. Tanto Tabelas como Gráficos devem possuir sempre um título e um número e estes devem ser citados no texto. O título deve ser claro e auto-explicativo, isto é, se alguém olhar apenas o Gráfico ou Tabela de seu relatório, deve ter uma boa idéia do que eles estão mostrando, apenas lendo os seus títulos. Títulos de Tabelas e Figuras são escritos acima das mesmas antes do texto, com sua descrição. Ao designar Figura x, Tabela y e Equação z, use sempre letras maiúsculas. f) Conclusão: Faça uma síntese pessoal sobre as conclusões alcançadas com o seu trabalho. Enumere os resultados mais significativos do trabalho. Comprovar se a finalidade do experimento foi alcançada. Finalizar com a sua opinião própria sobre a experiência realizada. Caso não seja possível tirar nenhuma conclusão, não às invente. g) Referências: Listar bibliografias consultadas para elaboração do relatório, utilizando as normas recomendadas pela ABNT. As referências podem ser: livros ou periódicos (revistas e jornais científicos). Um exemplo de normas para citação das referências pode ser encontrado na revista Química Nova. Observação: Você deve usar preferencialmente as referências indicadas no manual. Referencias de páginas eletrônicas também podem ser usadas, mas não podem ser a principal fonte de consulta e muito menos superar em número as referências publicadas de livros e artigos. Um cuidado especial deve ser tomado no uso da internet, pois grande parte do material disponível de domínio público não é confiável e contem informações incorretas. Na dúvida, peça a opinião do professor sobre a homepage a ser consultada. h) Apêndices: Elemento opcional é o texto ou o documento elaborado pelo próprio autor, com a finalidade de complementar seu trabalho. O termo APÊNDICE deve ser escrito em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Identifica-se por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. i)Anexos: Elemento opcional destina-se à inclusão de materiais não elaborados pelo próprio autor, como cópias de artigos. O termo ANEXO deve ser escrito em letras maiúsculas, centralizado e em negrito. Identifica-se por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. 5 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO: O aluno será avaliado através de três critérios: a) Pré – relatório: refere-se a perguntasdiluídas de eletrólitos fortes, vale a relação de Kohlraush: cb0 (11.4) Onde b é uma constante. Esta relação mostra uma dependência linear entre e c e pode ser utilizada para a determinação de 0. Os valores de o para eletrólitos fortes são obtidos por extrapolação, para valores de diluição infinita, da condutância molar versos a raiz quadrada da concentração. A condutância molar à diluição infinita de um eletrólito não é a condutância molar do solvente puro, é a condutância molar da solução quando os íons são afastados um do outro no infinito, e por isso não tem interação, são íons livres. SUBTÂNCIAS USADAS KCl 0,1 mol/L Água destilada MATERIAIS UTILIZADOS Condutivímetro Beckers Pipetas volumétricas; Balões volumétricos Pipetas graduadas PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1. Antes de todas as medições, a célula de condutividade deve ser lavada com água destilada. 2. Meça a condutividade da água destilada. 3. Prepare, por diluição, as seguintes soluções do eletrólito em estudo: 0,1; 0,08; 0,06; 0,04; 0,02; 0,01 e 0,005 mol/L. Meça, para cada uma delas, a condutividade começando da mais diluída. 4. Anote os resultados obtidos no quadro de respostas. 82 APLICAÇÃO DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1. Calcule para cada concentração a condutância molar (utilizando a equação (2) 2. Como varia a condutância molar com a concentração nos eletrólitos fortes? E por quê? 3. Construa os gráficos de em função de c e versus c, determine 0, por extrapolação; discuta os gráficos segundo Kohlrausch e se fosse para um eletrólito fraco, como seria o comportamento do gráfico? 4. Compare seus resultados com os da literatura e discuta. 5. O que significa condutância equivalente limite? 6. O que entende por água de condutância? 7. Dê as unidades partindo das expressões matemáticas para resistência, condutância, resistividade, condutividade e condutância molar. Quadro 11.1 Dados Experimentais Concentração c (mol/L) Condutividade medida (mS/cm) Condutividade específica do KCl (mS/cm) = medido - água Condutância molar (S cm 2 /mol) c 0,10 0,080 0,060 0,040 0,020 0,010 0,0050 REFERÊNCIAS ATKINS, P. W. Físico-Química, v.. I, II e III. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1999. ADAMSON, A.W.Physical Chemistry of Surfaces. John Wiley & Sons, 4ª edição. BACCAN, N.; de ANDRADE, J. C.; GODINHO, O. E. 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SHOEMAKER, D. P., GARLAND, C.W., WILBER, J. W. Experimental Physical Chemistry, 7a ed. (2003), Hill. SHAW, D. J. Química dos colóides e de superfícies. Editora Edgard Blucher, cap.4.de fixação relacionadas a cada prática realizada. Serão entregues ao aluno com uma semana de antecedência, as quais devidamente respondidas deverão ser entregues ao professor no dia do experimento. b) Relatório referente a cada experimento c) Prova escrita- Será realizada avaliações sobre as práticas 6 AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO ITEM PONTUAÇÃO Capa, Objetivo e Referências. 10% Introdução 20% Materiais e métodos 10% Resultados e discussão 40% Conclusões 20% 6.1 AVALIAÇÃO FINAL Nota final= Nota do pré-relatório (média) x 0,1+ Nota do relatório (média) x 0,4+ Nota da prova escrita x 0, 5 1 7. EXPERIMENTOS EXPERIMENTO Nº 01: DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE DE LÍQUIDOS POR PICNOMETRIA E DENSIMETRIA INTRODUÇÃO Uma das características mais importantes do estudo de líquidos é a sua massa especifica. Essa grandeza exprime a relação entre a sua massa e o volume que ela ocupa numa temperatura. Tem como unidade de medida g/cm 3 , mas é mais freqüentemente expressa em g/mL. Ao contrário de grandezas como a massa ou o comprimento, designamos a densidade como grandeza derivada, pois é definida através de outras grandezas. Quando aquecidos os corpos se dilatam. A densidade da substância da qual eles se compõem torna-se, portanto, menor. A massa específica é uma grandeza intensiva, isto é, não muda, por exemplo, ao dobrarmos o tamanho do sistema. Ela depende ponto a ponto do material. Caso a amostra seja homogênea, seu valor é o mesmo para todos os pontos do sistema. A massa específica é função do tipo de substância, temperatura, concentração da solução e pressão. Visto ser característica de cada substância, a densidade pode ser utilizada para avaliar a pureza e identificar uma substância. A pureza de uma amostra é significativamente alterada pela presença de contaminantes. A massa específica de líquidos pode ser determinada por medidas da massa do líquido que ocupa um volume conhecido (método do picnômetro) e por métodos de flutuação baseados no princípio de Arquimedes. Como já visto a densidade absoluta depende da temperatura e essa dependência, se expressa pela seguinte equação: )1(0 T -densidade do liquido na temperatura (t). 0 - densidade do liquido em ºC ß- coeficiente de dilatação cúbica. Verifica-se por outro lado que a densidade das soluções é também função de sua concentração. Desta forma, se os componentes de uma solução qualquer se misturam sem que haja variação de volume, ou seja, se o volume da solução for rigorosamente igual à soma dos volumes de seus componentes, a densidade é linear. A densidade apresenta variações periódicas com o número atômico, mas essas variações não são regulares, já que a relação entre as propriedades físicas e a configuração eletrônica não é direta. A densidade depende da massa dos átomos ou moléculas individuais e do volume efetivo ocupado pelas mesmas, seja no sólido, no líquido ou no gás. Se uma dada substância, em qualquer estado físico, apresenta massa molecular cinco vezes maior que outra nas mesmas condições de temperatura, pressão e outras coordenadas, a densidade da primeira será cinco vezes maior que a da segunda. Um método relativamente simples para medir a densidade de líquidos é o do picnômetro, que é um frasco de vidro especial, de baixo coeficiente de dilatação com a boca esmerilhada e uma saída para o escoamento do excesso de líquido. Alguns tipos contêm uma marca de referência. Esta marca indica o volume útil “V” do instrumento, o qual pode ser 10, 25, 50 ou 100 ml. Picnônetros de melhor qualidade dispõem de um termômetro na própria 2 tampa para a medida da temperatura do líquido. A mudança na temperatura altera a massa específica e a densidade de um corpo devido à variação de volume. Outra maneira que se tem de determinar a densidade dos líquidos é a de se fazer uso de certos instrumentos denominados densímetros. Estes instrumentos permitem determinar a densidade sem que seja necessário o auxílio da balança. Os densímetros utilizam a noção de empuxo, que se baseiam na medição do volume imerso do instrumento quando este flutua livremente no líquido, isto é, quando é estabelecido o equilíbrio entre o seu peso e o empuxo que atua na sua parte imersa. Para se obter melhores resultados as soluções devem estar homogeneizadas e o densímetro deve estar limpo e seco, pois resíduos na superfície do mesmo acarretam erros de leitura. Jamais colocar etiqueta de identificação em densímetros, pois as mesmas acarretarão erros de leitura nos instrumentos devido à alteração da massa do densímetro . Quando a temperatura da solução for diferente da especificada no densímetro utilizar uma correção. O limite de erro recomendado para densímetros é uma divisão de escalas e pode-se utilizar correções baseadas nos erros indicados no certificado de calibração. A vantagem do densímetro com relação ao picnômetro é que é um aparelho calibrado de tal forma a se conseguir uma leitura direta, enquanto que no picnômetro necessita-se da utilização da balança. Então, pode-se ressaltar que o densímetro é o mais utilizado, embora seja menos preciso do que o picnômetro. OBJETIVO DO EXPERIMENTO Calcular a densidade das soluções etanólicas e de sacarose nas diferentes concentrações usando os métodos do picnômetro e densímetro. SUBSTÂNCIAS USADAS: Água destilada Soluções: etanólicas nas concentrações (20. 40, 60, 70 e 80% em (v/v) e sacarose (10, 20, 30 e 40% em (m/v) PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO ETANOL (CH3CH2OH) Ponto de Ebulição: 78,4°C Ponto de Fulgor: 13,0°C Limite de Inflamabilidade (% volume no ar) Ponto de auto-ignição: 363 °C Pureza: 98% Massa específica: 0,79 g/cm 3 EFEITOS POTENCIAIS DO ETANOL PARA A SAÚDE Inalação: Causa irritação às vias respiratórias. Em altas concentrações, causa problemas no sistema nervoso central, dor de cabeça, inconsciência e coma. Pode causar efeitos narcóticos. Ingestão: Causa irritações gástricas, vômito e diarréia. Pode causar inconsciência, coma e morte. Contato com a pele: Causa dermatoses e irritações moderadas. 3 Contato com os olhos: Causa severa irritação nos olhos. Pode causar conjuntivite e problemas na córnea. Exposição crônica: A exposição contínua à concentrações elevadas pode provocar irritação nas vias respiratórias, olhos, dor de cabeça, vertigens, náuseas e sonolência, podendo causar, em alguns casos, a perda total da consciência. Causa efeitos mutagênicos e fetais. AVISO: Líquido inflamável! Causa irritação no trato respiratório e no trato digestivo. Pode causar depressão no sistema nervoso central. Pode causar problemas no fígado, rim e coração. Órgão alvo: rins, coração, fígado e sistema nervoso central. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS PARA O ETANOL INALAÇÃO: Remover o indivíduo ao ar livre. Se não estiver respirando, fazer respiração artificial. Se respirar com dificuldade, dê oxigênio. Procure ajuda médica. INGESTÃO: INDUZA O VÔMITO! Dê de 2 a 4 copos de água ou leite se a pessoa estiver consciente. Nunca dê algo pela boca para uma pessoa inconsciente. CONTATO COM A PELE: Lave imediatamente com água corrente e sabão. Remova a roupa contaminada e os sapatos. Procure ajuda médica. Lave as roupas e os sapatos antes de reutilizá-los. CONTATO COM OS OLHOS: Lave imediatamente com água corrente por, pelo menos, 15 minutos, abrindo e fechando ocasionalmente as pálpebras. Procure ajuda médica imediatamente. MATERIAIS UTILIZADOS Balança analítica Picnômetros de 25 mL Becker de 100 mL Proveta Pipeta: Balões volumétricos de 100 mL Densímetro Termômetro Luvas de borracha Óculos de segurança PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Picnômetro 1) Lavar o picnômetro com água, secar e pesar com exatidão de 0,01g.2) Encher o picnômetro com água destilada, secar à sua superfície externa e pesá-lo novamente com a mesma exatidão. 4 3) Repetir o procedimento 2 para as soluções etanólicas e sacararose nas concentrações indicada pelo professor. 4) Anotar as temperaturas no início e final do experimento. Cuidados importantes: Não tocar no picnômetro com a mão (usar papel absorvente). Eliminar as bolhas. Lavar bem o picnômetro na troca de líquidos, usando na última etapa da lavagem o líquido da pesagem seguinte. Secar o picnômetro externamente, sem tocar na parte superior. Densímetro Para utilizar o densímetro procede-se da seguinte maneira: 1) Colocar o líquido a ser analisado em uma proveta. O diâmetro da proveta deverá ser pelo menos três vezes maior que o bulbo do densímetro. 2) Medir a temperatura do líquido com um termômetro adequado. 3) Segure o densímetro pela extremidade superior da sua haste e mergulhe no líquido tanto quanto possível, evitando tocar o líquido com os dedos que sustenta o densímetro. 4) Dê um giro rápido no densímetro, implicando em sua liberação. 5) Aguarde até que o aparelho atinja o equilíbrio e faça a leitura em sua escala, tomando por base a superfície do líquido. CÁLCULOS Para os cálculos efetuados no relatório para obtenção das densidades absolutas das soluções pelo método do picnômetro, serão utilizadas as equações: dabsoluta(solução) = msolução V(picnômetro) V(picnômetro) = mH20 H20 em T°C 5 DADOS Temperatura Ambiente Inicial_______________ Temperatura Ambiente Final________________ Quadro 1-Anotação dos dados da solução etanólica Método picnômetro Método densímetro Picn. Conc. de álcool)(%) Vazio (g) Cheio de água (g) Cheio de solução(g) Massa de água(g) Volume (mL) Massa da solução(g) Densidade Absoluta (g.cm -3 ) Densidade Absoluta (g.cm -3 P1 20 P2 40 P3 60 P4 70 P5 80 P6 PA Quadro .2- Anotação dos dados da solução de sacarose Método picnômetro Método densímetro Pic. Conc. (%) sacarose Vazio (g) Cheio de água (g) Cheio de solução(g) Massa de água(g) Volume (mL) Massa da solução(g) Densidade Absoluta (g.cm -3 ) Densidade Absoluta (g.cm -3 P1 10 P2 20 P3 30 P4 40 6 Tabela – 1 Massa específica da água em diversas temperaturas T (em °C) (em g/cm 3 ) T (em °C) (em g/cm 3 ) 10 0,999700 20 0,998203 11 0,999605 21 0,997992 12 0,999498 22 0,997770 13 0,999377 23 0,997538 14 0,999244 24 0,997296 15 0,999099 25 0,997044 16 0,998943 26 0,996783 17 0,998774 27 0,996512 18 0,998595 28 0,996232 19 0,998405 29 0,995944 Tabela 2 – Massa específica das soluções de álcool etílico em função da concentração e temperatura Solução (%) Densidade (g\cm 3 ) Temperatura ºC Álcool 20 Álcool 40 Álcool 60 Álcool 50 Álcool 80 O,96997 0,93518 0,89113 0,91315 0,89334 20 Álcool 20 Álcool 40 Álcool 60 Álcool 80 0,96639 0,93148 0,88931 0,83911 25 Álcool 20 Álcool 40 Álcool 60 Álcool 80 0,96395 0,92770 0,88278 0,83473 30 7 APLICAÇÃO DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1– Explique porque o clorofórmio é mais denso do que diclorometano. 2 - O que diz a teoria; quem é mais preciso o método do picnômetro ou do densímetro? O experimento realizado confirma? Explique? 3 - Quais as utilidades de determinar a massa específica dos materiais? 4 – Calcular a massa específica das soluções que você usou com o método do picnômetro e depois determinar a densidade relativa destas soluções. 5- Construir um gráfico que contenha as densidades na ordenada e as concentrações na abscissa para os dois métodos empregados. 6–Compare as massas especificas (densidade absoluta) do álcool etílico nas concentrações conhecidas, com as que você encontrará na bibliografia. a) pelo método do picnômetro b) pelo método do densímetro PRÉ-RELATÓRIO SOBRE MASSA ESPECÍFICA E DENSIDADE DE LÍQUIDOS 1 – Defina densidade absoluta e relativa. 2-Qual a unidade de massa específica no sistema internacional e qual unidade geralmente utilizada no estudo de soluções aquosas? 3 – A massa específica é uma propriedade extensiva ou intensiva, por quê? 4- Qual a importância de se determinar a massa específica de uma substância? 5 – Quais os fatores que afetam a densidade das soluções? 6 – Quais as soluções usadas na experiência? 7 – Quais os métodos usados na prática para determinar a densidade das soluções. 8 – O gelo não afunda na água, mas afunda no álcool? Por quê? 9 – Em que princípio se baseia o desenvolvimento dos densímetros? Enunciar. 10 - Como varia a massa específica dos líquidos com relação à pressão e a temperatura? 11) Descreva, com suas palavras, como se utiliza um picnômetro. 8 7.2 EXPERIMENTO Nº 02 :DIFUSÃO DE GASES TÓPICOS IMPORTANTES 1- Teoria Cinética 2- Lei de Graham INTRODUÇÃO Uma das mais importantes propriedades físicas de um gás é sua habilidade em preencher uniformemente todo o espaço onde é confinado. Se um recipiente contendo um gás com odor particularmente forte (gás sulfídrico, por exemplo) é aberto em um canto de uma sala, o odor será brevemente detectado pela sala toda. Este é um exemplo da difusão gasosa, a mistura de um gás (sulfídrico) com outro (o ar da sala), devido ao rápido e desordenado movimento das moléculas dos gases. Estabelecido uma comunicação entre dois vasos contendo gases diferentes, decorrido certo intervalo de tempo, esses gases acabam se misturando nos dois recipientes. Uma observação deste tipo foi registrada por Dalton (1801) ao estabelecer comunicação por um longo tubo vertical entre um frasco cheio com gás carbônico (CO2) e outro cheio com hidrogênio (H2), colocado acima do primeiro; depois de algumas horas constatou que os gases haviam se misturado uniformemente nos dois frascos. Esse fenômeno de mistura espontânea de gases chama-se difusão. O fenômeno de difusão de um gás obedece a Lei de (Graham), e as equações da Lei de Tomas Graham, podem também ser usadas na difusão gasosa. A separação dos isótopos, por exemplo: 235 U de 238 U é baseado num processo elaborado a base de difusão. O hexafluoreto do Urânio gasoso (UF6) difunde-se através de milhares de paredes porosas até que ocorra, um enriquecimento satisfatório de 235 U. A difusão explica a expansão dos perfumes e dos fenômônios, estes últimos sendo os sinais químicos que os animais trocam entre si e o ar. Difusão: É o movimento espontâneo entre partículas, resultando em mistura homogênea. Efusão: É a passagem de partículas através de pequenos orifícios. Lei de Graham: “A velocidade de difusão e efusão gasosa é inversamente proporcional à raiz quadrada de sua densidade”, como mostra a equação: Quando dois gases se encontram nas mesmas condições T de P a equação pode ficar desta forma. OBJETIVO DO EXPERIMENTO Comprovar a lei de Graham. SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada HCl ácido clorídrico concentrado NH4OH hidróxido de amônia concentrado 9 PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO ÁCIDO CLORÍDRICO (HCl) Pode ser fracamente amarelado se estiver contaminado com ferro, cloro ou matéria orgânica. Odor pungente forte. Massa molecular: 36,46 g/mol Densidade: 1, 194 g/ml a -26ºC Ponto ebulição: -84,8°C Forma azeotrópico com 20%HCl: 108,58C EFEITOS POTENCIAIS DO ÁCIDO CLORÍDRICO PARA A SAÚDE Por ingestão: A ingestão deste composto provoca severa corrosão da boca e trato gastrointestinal com vômitos, hematemese, diarréia, colapso circulatório emorte. Por inalação: irritação do trato respiratório superior. Contato com a pele: causa irritação. Contato com os olhos: causa severa irritação. Pode causar cegueira. Exposição crônica: A exposição prolongada e repetida causa dermatite, conjuntivite, gastrite, fotosensibilização, erosão dos dentes, e sangramento do nariz, e gengiva. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS PARA O ÁCIDO CLORÍDRICO CONTATO COM A PELE: Retire as roupas contaminadas e lave a pele, imediatamente com água. Neutralize com solução de trietanolamina a 5%. Se aparecerem sintomas como vermelhidão ou bolhas, leve a vítima para o hospital. INALAÇÃO: Saia da área contaminada. Leve a vítima para um local arejado. Se a vítima apresentar dificuldade respiratória ministre oxigênio e leve imediatamente para o hospital. Para entrar no ambiente contaminado proteja-se com máscara GA. CONTATO COM OS OLHOS: Cheque se a vítima tem lentes de contacto e remova- as. Lave com água durante 20 a 30 minutos no lava-olhos. IMEDIATAMENTE transporte a vítima para o hospital. INGESTÃO: NÃO INDUZA O VÔMITO. Reagentes corrosivos destroem as membranas da boca, garganta e esôfago e podem ser aspirados para os pulmões da vítima durante o vômito, aumentando os problemas médicos. Se a vítima estiver consciente e sem convulsões ministre 1 ou 2 copos de água para diluir o reagente e IMEDIATAMENTE leve 10 para o hospital. Se a vítima estiver inconsciente ou em convulsão, não ministre nenhum líquido, deixando a cabeça de lado abaixo do corpo. NÃO INDUZA O VÔMITO. IMEDIATAMENTE TRANSPORTE A VÍTIMA PARA O HOSPITAL. PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DO HIDRÓXIDO DE AMÔNIA (NH4OH) Estado físico: Líquido Cor: Incolor Odor: Picante e fortemente penetrante Temperaturas específicas ou faixas de temperatura nas quais ocorrem mudanças de estado físico: Ponto de ebulição: 33°C Ponto de fusão: - 58 °C Temperatura de decomposição: 132,4 °C Limites de explosividade: LEI: (limite de explosividade inferior): 16 % volume LES: (limite de explosividade superior): 25 % volume Densidade absoluta: 0,91 g/cm 3 IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS DO HIDRÓXIDO DE AMÔNIA (NH4OH) O Hidróxido de Amônio é tóxico por inalação (gases de Amônia) e tem efeito cáustico quando em contato com o corpo. Efeitos agudos: A inalação pode causar queimaduras na mucosa nasal, faringe e laringe, tosse, dor no peito, espasmo brônquico com dificuldade respira tória e edema pulmonar. O Hidróxido de Amônio quando em contato com a pele pode produzir necrose dos tecidos e profundas queimaduras. O contato com os olhos causa lacrimejamento, conjuntivites e irritação e ulceração da córnea que podem resultar em cegueira temporária ou permanente. Efeitos crônicos: O contato prolongado ou repetido com a pele pode causar dermatite. Pode ocorrer bronquite crônica na exposição inalatória crônica. Notas para o médico: A rápida penetração da Amônia líquida nos tecidos dos olhos pode provocar perfuração da córnea, catarata tardia, glaucoma, irite e atrofia da retina. Acidentes por inalação de gases irritantes requerem observação médica para a prevenção de edema pulmonar de instalação tardia, até 48 horas após a inalação. Pode ocorrer pneumonite química aguda na inalação de amônia em concentrações elevadas, mesmo em curtas exposições. 11 MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS PARA O HIDRÓXIDO DE AMÔNIA (NH4OH) Inalação: Remova o acidentado para área não contaminada e arejada e administre oxigênio, se disponível. Aplique manobras de ressuscitação em caso de parada cardiorrespiratória. Em caso de respiração boca a boca pode haver queimadura química na pessoa que está atendendo. Encaminhe imediatamente ao hospital mais próximo. Contato com a pele: Retire rapidamente as roupas e calçados contaminados e lave as partes atingidas com água corrente em abundância durante 15 minutos. Não esfregue o local. Contato com os olhos: O atendimento imediato é fundamental. Os primeiros 10 segundos são críticos para evitar cegueira. Lave os olhos com água corrente durante 15 minutos, levantando as pálpebras para permitir a máxima remoção do produto. Após estes cuidados, encaminhe imediatamente ao médico oftalmologista. Ingestão: Devido às características físicas da Amônia, os acidentes por ingestão são pouco prováveis, podendo ocorrer, entretanto, queimaduras na boca, faringe, esôfago e estômago. Nunca dê nada pela boca a pessoas inconscientes ou em estado convulsivo. O acidentado consciente e alerta pode ingerir água ou leite. Não provocar vômitos. Se os vômitos ocorrerem espontaneamente, a vítima deverá ser deitada de lado para prevenir a aspiração pulmonar. Encaminhar ao médico informando as características do produto. MATERIAIS UTILIZADOS Tubo de vidro ± 75 cm de comprimento por 2,0 cm de diâmetro Bancada de madeira Cronômetro Escala ou régua graduada de 75 cm Pipetas graduadas Parede porosa de algodão Termômetro Capela Máscara com filtro para amônia Luvas de PVC Óculos de segurança Roupas de PVC 12 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1 - Monte o esquema da figura, o qual consiste em um tubo de vidro limpo e seco, onde estão adaptadas duas rolhas, identificadas com o produto químico que será utilizado. 2 - Retirem as rolhas e coloque uma mexa de algodão em cada uma delas (parede porosa). 3 - Embeba cada rolha, segundo suas identificações. Por Ex. rolha (A) com hidróxido de amônia e a (B) com ácido clorídrico concentrado (cuidado com os vapores). 4- Adapte simultaneamente a rolhas nas respectivas extremidades do tubo. Inicia a contagem do tempo, até o momento em que aparecer no tubo um pequeno anel branco. 5 - Com o auxílio de urna escala ou uma régua graduada, meça a distância percorrida pelos gases NH3 e HCl e anote. 6 - Tome outro tubo limpo e seco e repita todo o procedimento. Figura 2.1-Esquema do equipamento utilizado no experimento DADOS Temperatura Ambiente Inicial_______________ Temperatura Ambiente Final________________ Quadro 2.1 Anotação experimental Tempo para formação do anel t1 = t2 = tm = Distância percorrida pelo Gás NH3 d1 = d2 = dm NH3 = Distância percorrida pelo gás HCl d1 = d2 = dm HCl = Obs:______________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 13 APLICAÇÃO DOSA RESULTADOS EXPERIMENTAIS 01) Calcule a velocidade de difusão dos gases NH3 e HCl. 02) Conhecendo-se as velocidades de difusão dos gases do ítem anterior e as velocidades de difusão da Tabela 2.1, construa os gráficos: a) Velocidade x massa molar b) log(v) x log (massa molar) Tabela 2. 1- Velocidade de difusão de alguns gases Gases Velocidade de Difusão cm/100 seg H2 31 He 22 N2 8,3 Cl2 5,2 NH3 HCl 03) Escreva a reação da experiência. De que é formado o anel branco que se formou e o que significa o seu aparecimento. 04) Compare os dados obtidos pela lei de Graham com os teóricos. 05) Justificar os gráficos. 06) O experimento comprova a lei de Graham? Por quê? 07) Um balão, de material permeável às variedades alotrópicas do oxigênio, é cheio com ozônio e colocado em um ambiente de oxigênio à mesma pressão e igual temperatura do balão. Responda, justificando sumariamente: o balão se expandirá ou se contrairá? Dado: (MM) O=16g/mol. 08) Numa sala fechada, foram abertos ao mesmo tempo três frascos que continham, respectivamente, NH3(g), SO2(g) e H2S(g). Uma pessoa que estava na sala, a igual distância dos três frascos, sentirá o odor destes gases em que ordem? Dadas as Massas Molares em g/mol: NH3=17; H2S=34 e SO2=64. 09) Discuta o experimento de uma forma crítica, ouseja, observe os pontos fracos do experimento e a partir daí dê sugestões para corrigi-los. 14 PRÉ-RELATÓRIO SOBRE DIFUSÃO GASOSA 1 – Diga corretamente o que entende por difusão e efusão. E o que é urânio enriquecido? E como é o processo de obtenção? Quais as aplicações deste urânio? 2 – Citar alguns tipos de paredes porosas? 3. O pote de barro é um material poroso. Explicar porque a temperatura da água armazenada neste pote é menor quando comparada à temperatura da que é armazenada em outro tipo de recipiente. 4 - Em que lei física está baseada o princípio da difusão gasosa Deduzir esta lei em função da densidade e da massa molar do gás. 5 – Por que os gases são difusíveis e expansíveis? Explique. 6 – Em termos qualitativos, por que as moléculas de gases com baixo massa molecular se difundem mais rápido do que as moléculas de gases com elevadas massa molares, à mesma temperatura. 7 – Enuncie a Lei de Graham em palavras e sob forma de expressão matemática. 7 – Qual é a finalidade da prática? 7.3 EXPERIMENTO Nº 03: DETERMINAÇÃO DO COEFICINTE DE VISCOSIDADE UTILIZANDO UM VISCOSÍMETRO DE OSTWALD. TÓPICOS IMPORTANTES 1- Teoria Cinética 2- Mecânica dos Fluidos INTRODUÇÃO É necessário que as moléculas em movimento “se esfreguem” uma nas outras, ou seja, existe uma força de cisalhamento entre elas. O resultado líquido desse processo de fricção é uma força de atrito entre essas moléculas e, portanto, o aparecimento da viscosidade. Essa força de atrito é comumente chamada de força viscosa. A viscosidade é então uma grandeza física muito utilizada como parte da caracterização de um fluido. Os fluidos ditos simples são também denominados de fluidos Newtonianos e segue a equação 3.1. Os fluidos não-newtonianos não segue esta equação. 15 Onde; , A tensão de cisalhamento é dada pela forca aplicada tangencialmente a superfície do fluido (no limite entre duas camadas) por unidade de área. A viscosidade é uma propriedade física dos fluidos. Na indústria dos automóveis é importante saber como varia a viscosidade de um determinado óleo com a temperatura e com o seu tempo de utilização, na indústria alimentar a utilização de óleos alimentares requer um estudo desta propriedade com a temperatura, nos produtos de uso médico/hospitalar que estão sujeitos a variações significativas de temperatura, o valor da viscosidade pode indiciar que o produto não se encontra em condições de ser usado, na Engenharia, a utilização de fluidos requer quase sempre o conhecimento da viscosidade. O estudo do escoamento ou deformação dos fluidos, sob efeito da pressão, é denominado de reologia. Dadas às condições descritas acima, vamos nos concentrar no regime de escoamento de fluidos denominado de laminar, lamelar ou escoamento no regime de Poiseuille. A partir disso, é nosso objetivo aqui encontrar uma relação entre grandezas para a determinação da viscosidade de fluidos. Como ilustra a Fig.3.1, nesse regime laminar, a velocidade de escoamento do fluido é máxima no centro do duto e decresce de forma monotônica e quase parabolicamente em direção às paredes do tubo, onde exibe velocidade nula. Figura 3.1 – Desenho esquemático de modelo um fluido mostrando um escoamento laminar de um líquido e a velocidade máxima no centro de um tubo cilíndrico de raio R O método de Poiseuille é o mais prático, no qual é empregado um aparelho conhecido como viscosímetro de Ostwald (Figura 3.2). O método consiste em medir o intervalo de tempo necessário para que um volume conhecido de líquido escoe através de um capilar, de comprimento e raio conhecido, sob a ação da gravidade. Mediante procedimentos teóricos, Poiseuille determinou que a viscosidade do líquido fosse dada por: (3.2) p = pressão hidrostática sobre o líquido (proporcional à densidade do líquido) ; (Eq. 3.1) 16 t = tempo de escoamento, em segundos (s); r = raio do capilar, em centímetros; (cm) L = comprimento do capilar, em centímetros (cm); V = volume do líquido, em centímetros cúbicos (cm 3 ). Figura 3.2 – Viscosímetro de Ostwald O viscosímetro de Ostwald (Figura 3.2) permite uma determinação simples do coeficiente de viscosidade a partir de uma substância padrão. A determinação da viscosidade absoluta envolve certa dificuldade, portanto, em geral prefere-se a determinação da relação entre as viscosidades de dois líquidos. Neste caso as medidas de viscosidade são feitas por comparação entre o tempo de vazão de um líquido de viscosidade conhecida, geralmente a água, e do líquido cuja viscosidade se deseja determinar. A partir da equação (3.2) aplicada ao líquido de viscosidade desconhecida e ao líquido padrão, obtém-se a equação (3.3), a qual nos permite determinar a viscosidade relativa do líquido. Em que: η, ρ e t são respectivamente, coeficiente de viscosidade dinâmica, massa específica e tempo de escoamento. A variação da viscosidade de um líquido com a temperatura pode ser expressa pelas equações de Arrhenius: A= constante E= energia necessária para deslocar o volume que fica cumulado entre os meniscos, através do capilar. T= temperatura em Kelvin e R= constante dos gases OBJETIVO DO EXPERIMENTO Calcular a viscosidade do álcool etílico, acetona e das soluções e de sacarose, em diferentes concentrações, a temperatura ambiente. Usando a água destilada como substância de referência. Usando para tanto, o viscosímetro de Ostwald e o método de Poiseuille. (Eq. 3.3) 17 SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada Soluções etanólicas e de sacarose Álcool etílico e Acetona PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DA ACETONA (PROPANONA) Estado físico: Líquido. Forma: Límpido. Cor: Incolor. Odor: Agradável. Temperaturas específicas nas quais ocorrem mudanças de estado físico: Ponto de ebulição: 56,29 ºC a 760 mmHg Faixa de destilação: 55,6 – 56,6 a 760 mmHg Ponto de fulgor: -18 ºC (vaso fechado) e -9 ºC (vaso aberto). Temperatura de auto-ignição: 538 ºC. Limites de explosividade Inferior (LEI): 2,6% (v/v) Superior (LES): 12,8% (v/v) Pressão de vapor: 26,7 kPa a 22,7 ºC. Densidade absoluta: 0 ,7899 g/cm 3 EFEITOS POTENCIAIS DA ACETONA À SAÚDE Ingestão: Pode provocar depressão do sistema nervoso central, quando ingerido em altas concentrações. Inalação: Moderadamente tóxico e severamente irritante para o trato respiratório. Pode causar depressão do sistema nervoso central, quando inalado em altas concentrações, pode provocar inconsciência, tem ação narcótica e pode causar depressão do sistema nervoso central. Pode causar sonolência, dor de cabeça, irritação nasal e da garganta e vertigem. Pele: Moderadamente tóxico e severamente irritante para a pele e mucosa. Desengordura a pele, favorecendo o desenvolvimento de dermatites e infecções secundárias. Olhos: Moderadamente tóxico e severamente irritante para os olhos. 18 Muito volátil e muito inflamável. Os vapores misturam-se rapidamente com o ar e formam facilmente misturas explosivas. Inflama-se ao contato com chama nua, calor ou faíscas. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZADO A ACETONA INALAÇÃO: Remova a vítima para local fresco e arejado. Se não estiver respirando fazer respiração artificial. Se estiver com dificuldade em respirar, administrar oxigênio. Procurar auxílio médico. CONTATO COM A PELE: Lavar imediatamente o local atingido com água corrente e sabão por pelo menos 15 minutos. Procurar auxílio médico se a irritação persistir. CONTATO COM OS OLHOS: Enxaguar os olhos com água limpa por pelo menos 15 minutos, levantando as pálpebras algumas vezes, para eliminar quaisquerresíduos do material. Procurar um oftalmologista. INGESTÃO: Não induzir o vômito. Se a vítima estiver consciente, dar água para beber. Procurar auxílio de um médico. Nunca dê nada via oral a uma pessoa inconsciente. Nas operações de resgate utilizar equipamento autônomo de proteção respiratória. O tratamento emergencial assim como o tratamento médico após superexposição deve ser direcionado ao controle do quadro completo dos sintomas e às condições clínicas do paciente. Tratamento sintomático. Não há antídotos específicos. MATERIAIS UTILIZADOS Viscosímetro de Ostwald Pipetas de 10 mL Beckers de 50 mL Termômetro Cronômetro Balança analítica Termômetro Balão volumétrico de 100 mL Luvas de PVC Óculos de segurança 19 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1-Antes de iniciar a experiência lave o viscosímetro com a substância a ser utilizada. 2-Controle bem para que em cada experiência o viscosímetro fique na mesma posição vertical. 3-Pipete 10 ml de água destilada no viscosímetro pelo braço mais largo. 4-Meça a temperatura. 5-Deixe subir o líquido no braço capilar, até o nível chegar acima da marca A. (Para tanto use a sucção). 6-Deixe abaixar o nível de água e meça com o cronômetro o tempo que o líquido escoa de A até B. 7-Repita a experiência pelo menos duas vezes. 8-Repita os itens de 1 a 7 com as soluções. CÁLCULO Para os cálculos que serão efetivados no relatório, serão utilizadas as equações abaixo como também a Tabela 1 do experimento 01: A temperatura em ºC e a viscosidade da água é será calculada utilizando a Equação (3.4) e a viscosidade relativa utilizando a Equação (3.3). η = H2O = Poise (3.4) QUADRO DE DADOS Temperatura Ambiente Inicial_______________ Temperatura Ambiente Final________________ Quadro 3.1 Anotação dos dados experimentais Água Conc. de sacarose (10%) Conc. sacarose (20%) Conc. sacarose (30%) Conc. sacarose (40%) Álcool PA Acetona PA Tempo escoamento (t1) Tempo escoamento (t2) Tempo escoamento (t3) 20 APLICAÇÃO DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1 – Citar alguns métodos de medida de viscosidade. E dizer qual o método empregado na experiência. Explique porque usou 10 ml em todas as determinações. 2-Faça um modelo teórico mostrando um escoamento laminar de um líquido e a velocidade máxima no centro. 3- A viscosidade determinada pelo viscosímetro de Ostwald é absoluta ou relativa? E por quê? 4- Qual a influência da temperatura sobre a viscosidade de um fluido (líquido e gás). Explicar de acordo com equação: 5-Que dados são necessários para calcular a viscosidade do líquido utilizando o viscosímetro de Ostwald. 6- Comentar a determinação da viscosidade por meio do viscosímetro de Ostwald. 7– Discuta o efeito de modificação da estrutura molecular sobre a viscosidade dos líquidos. 8 - Calcular a viscosidade da água destilada. 9 – Calcule as viscosidades dinâmica, relativa e cinemática das soluções de sacarose nas diferentes concentrações e do álcool etílico e da acetona. 10 Conhecendo-se os valores da viscosidade relativa e densidade absoluta (prática 1) das soluções de sacarose, construa um gráfico com viscosidade na ordenada e densidade na abscissa. 11 – Comparar o resultado obtido para a viscosidade dinâmica e comentar o erro obtido para o álcool e a acetona (Tabela 3.1). Tabela 3.1- Viscosidade de alguns líquidos (centipoise) Temperatura (ºC) 20 25 30 Álcool etílico 1,200 1,003 Acetona 0,345 0,316 0,295 21 PRÉ-RELATÓRIO SOBRE SOBRE COEFICIENTE DE VISCOSIDADE 1– Defina viscosidade de Líquidos. 2-Como são chamados os aparelhos usados para medir a viscosidade de um líquido. Citar alguns exemplos. 3-Quais os líquidos usados na experiência e que tipo de viscosímetro será usado. 4-Qual é a substância tomada como referência e por que fazer 3 medidas de viscosidade para cada líquido. 5– Dê a equação de Poiseuille, explique cada termo da equação. A partir desta equação, obtenha a expressão para calcular a viscosidade relativa de um líquido. 6–Distinguir viscosidade, dinâmica, relativa e cinemática. Citar suas unidades do SI e C. G. S. 7– Qual é a finalidade do experimento? 7.4 EXPERIMENTO Nº 04: DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE DINÂMICA DE LÍQUIDOS PELO MÉTODO DE STOKES. INTRODUÇÃO George Gabriel Stokes foi um físico britânico, que nasceu em 1819, em Sligo, Irlanda, e que faleceu em 1903. Estudou em Dublin e em Bristol, antes de entrar para a Universidade de Cambridge em 1837, onde ficou conhecido por ser um dos principais estudiosos de viscosidade e densidade, além de seus trabalhos sobre dinâmica dos fluidos, que lhe permitiram enunciar a lei conhecida pelo seu nome, Lei de Stokes, a qual determina o movimento de uma pequena esfera através de fluidos de diferentes viscosidades e densidades. A viscosidade é uma quantidade que descreve a resistência de um fluido ao escoamento. Os fluidos resistem tanto aos objetos que se movem neles, como também ao movimento de diferentes camadas do próprio fluido. O movimento de um corpo em um meio viscoso é influenciado pela ação de uma força viscosa, Fv proporcional à velocidade, v, conhecida como lei de Stokes. No caso de esferas em velocidades baixas, essa forca viscosa (forca de arraste), em modulo, é expressa pela equação [4.1]. Para uma esfera de raio r esta força de atrito é segundo a lei de Stokes: Fat v Fat = 6πηrVo (4.1) é o coeficiente de viscosidade dinâmica do meio (N s/m 2 ), r é o raio da esfera e vo é a velocidade de queda da esfera. Se uma esfera de densidade maior que a de um líquido for solta na superfície do mesmo, no instante inicial a velocidade é zero, mas a força resultante acelera a esfera de forma que sua velocidade vai aumentando. A lei de Stokes é valida apenas para fluidos em regimes laminar. Um fluxo laminar é definido como uma condição onde as partículas do fluido se movem em caminhos suaves em formas de laminas ou linhas. 0 é a velocidade da esfera, (M. R. U) e η é o coeficiente de viscosidade. 22 Repare que esta expressão é válida para uma extensão infinita de fluido. Quando essa condição não é satisfeita, a resistência será maior, uma vez que as paredes do recipiente, no qual se dá o movimento da esfera, vão também condicionar o seu movimento. Considerando que o movimento ocorre numa proveta de diâmetro R (Figura 4.1), é necessário introduzir uma correção de Ladenburg (1 + 2,4 r/R) na expressão (4.1). A relação entre V à velocidade contínua numa proveta com raio R, e Vo a velocidade numa proveta com raio infinito é dado por: V0 = V(1 + 2,4(r/R) (4.2) r é o raio da esfera e R é o Raio da proveta. Vo é a velocidade corrigida. Fig. 4.1. Forças que atuam numa esfera em um meio viscoso e gráfico da velocidade limite em função do tempo de queda. Viscosímetro de Höppler adaptado Dos inúmeros métodos para determinar a viscosidade de um líquido aplicamos neste experimento o método de Stokes baseado na lei de Stokes. Figura 4.2- Viscosímetro de Stokes(Hoppler real) Determinação da viscosidade Vejamos agora o que acontece quando um corpo esférico de massa específica ρs cai no interior de um líquido de massa específica ρL e coeficiente de viscosidade η. As três forças que atuam sobre a esfera são: P- peso da esfera Fe- empuxo do líquido sobre a esfera Fat - força de resistência do fluido ao movimento P e Fe são forças constantes, mas Fat depende da V (velocidade). 23 Durante um intervalo de tempo inicial a partir do momento em que a esfera é abandonada, ІFІ vai aumentando com a velocidade, de modo que existe um ponto no qual as três se anulam.A partir daí o movimento da esfera passa a ser uniforme, sendo a sua velocidade designada por velocidade limite. Pode-se verificar que a velocidade aumenta não uniformemente com o tempo e atinge um valor limite (vL), que ocorre quando a força resultante for nula. As três forças que atuam sobre (força peso, empuxo e a força de atrito) a esfera estão representadas na Fig. 4.1. No momento que a velocidade passa a ser constante, a forca resultante é zero e com isso pode-se escrever: Fat + Fe –P= ma ( velocidade constante), teremos: Fat + Fe – mg=0 P= Fat + Fe ou seja: Fat= P-Fe (4.3) A força peso é dada pelo produto da massa pela aceleração da gravidade g. Pode-se escrever que a massa é o produto da densidade absoluta do material ρe pelo volume da esfera de raio r P = ρe( 4/3) π r 3 g (4.4) A força de empuxo é simplesmente o peso do líquido deslocado pelo volume da esfera (princípio de Arquimedes). É importante lembrar que o volume da esfera é (4/3) π r 3 , então temos: Fe = ρf ( 4/3) π r 3 g (4.5) onde ρf é a densidade absoluta do líquido. Então quando as forças se anulam, e substituindo as eqs. 4.1, 4.4 e 4.5 em 4.3 obtêm: Vo= (4.6) η=Viscosidade absoluta. É necessário corrigir Vo uma vez que será utilizada proveta com raio finito, utilizando a equação (4.2). V= (o movimento da esfera é retilíneo e uniforme) x= é a distância entre os pontos referentes da descida das esferas. t=tempo médio. A expressão 4.6 é utilizada para a obtenção experimental do valor da viscosidade dinâmica (μ) em laboratório, através da medição da velocidade limite. Assim, ao medir o tempo de queda, t, em regime de Stokes, de um corpo esférico, no interior de uma proveta, entre dois pontos distanciados de L, a viscosidade poderá ser determinada, sendo que o experimento deve ser sempre feito com uma esfera que apresenta densidade maior do que a do fluido. 24 A velocidade da esfera será influenciada pela proximidade das paredes da proveta. Por isso é recomendável deixar cair à esfera no centro da proveta. A unidade de viscosidade no sistema internacional de Newton. s/m 2 ou kg/(metro.segundo). Esta última unidade (kg/(m.s)) pode ser também ser escrita como Pa s (Pascal.segundo). No sistema CGS a unidade de viscosidade dinâmica é conhecida como poise P (P = g/(cm·s). Sendo assim, 1 Pa·s = 1 kg/(m·s) = 10 P. A unidade Poise identifica a chamada viscosidade absoluta ou viscosidade dinâmica e, em geral, é expressa com o prefixo centi, ou seja, um centipoise (cP) é um milipascal segundo (mPa·s) em unidades SI. Por outro lado, na dinâmica de fluidos, ). Na indústria utiliza-se com frequência a viscosidade cinemática, que é a razão entre a viscosidade dinâmica η e a densidade ρ, isto é: v = η / ρ. A unidade da viscosidade cinemática no sistema C.G.S. é o Stokes, sendo 1 Stokes (St) = 1 cm 2 / s. η. é a viscosidade absoluta e ρ é a densidade do fluido (dada em kg/m 3 ). A unidade da viscosidade (v) cinemática no sistema C.G.S. é o Stokes, sendo 1 Stokes (St) = 1 cm 2 / s. A viscosidade de um líquido depende muito da temperatura, ou seja, ela decresce significativamente com o acréscimo da temperatura. Tipicamente, a água, a temperatura de 20 C, apresenta valor de viscosidade de ~ 1x10 -3 Pa.s, a glicerina pura, na mesma temperatura, tem viscosidade de 1,41 Pa.s(1,490 Cp), valor este que decresce apreciavelmente para 0,612 Pa.s (1,261Cp)ao redor de 30 C. Ainda pode-se determinar viscosidade relativa pela equação 4.7 ds = densidade da bola (g/cm3). d1 e d2= densidades dos líquido (g/cm3). t = tempo de queda da bola (seg). OBJETIVO DO EXPERIMENTO O objetivo deste experimento é determinar a viscosidade e velocidade limite de dois líquidos, neste caso, detergente e glicerina, através do método de Stokes que consiste em observar a queda de um sólido em meio viscoso. Observar a velocidade com que as esferas de vidro descem através do meio viscoso. SUBSTÂNCIAS USADAS Água destilada Glicerina Detergente GLICERINA - Nome químico: glicerol - Fórmula química: C3H5(OH)3 (4.7) 25 PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DA GLICERINA Descrição física: líquido claro e viscoso Odor: inodoro Massa molecular: 92,09 g/mol pH: neutro ao papel tornassol Ponto fusão: 18°C Ponto ebulição: 290°C Massa específica: 1,26 g/cm 3 EFEITOS POTENCIAIS DA GLICERINA PARA SAÚDE 1- Por inalação: devido à baixa pressão de vapor, a inalação de vapores à temperatura ambiente é improvável. Pode causar irritação das vias respiratórias. 2- Por ingestão: Pode causar náuseas, dor de cabeça, diarreia. 3- Contato com a pele: Pode causar irritação. 4- Contato com os olhos: Pode causar irritação. 5- Por exposição crônica: Pode causar danos nos rins. 6- Agravamento de condições pré-existentes: pessoas com problemas de pele, olhos, fígado e rins são mais sensíveis a esta substância. MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUANDO UTILIZAR A GLICERINA INALAÇÃO: Saia da área contaminada. Leve a vítima para um local arejado. Se a vítima apresentar dificuldade respiratória leve imediatamente para o hospital. INGESTÃO: INDUZA O VÔMITO. Se a vítima estiver inconsciente ou em convulsão, não ministre nenhum líquido. Imediatamente transporte a vítima para o hospital. CONTATO COM A PELE: Retire as roupas contaminadas e lave imediatamente com água. Se aparecerem sintomas como vermelhidão ou irritação, leve a vítima para o hospital. CONTATO COM OS OLHOS: Lave com água durante 20 a 30 minutos nos lava- olhos. Transporte a vítima para o hospital, se aparecer vermelhidão ou irritação nos olhos. 26 MATERIAIS UTILIZADOS Esferas de vidro Régua Becker de 50 mL Termômetro Cronômetro Balança analítica Proveta de 2000 mL Balão volumétrico de 100 mL Capela Máscara Luvas de PVC Óculos de proteção PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1-Primeiro momento: Colher os dados para calcular a massa específica dos líquidos. 2-Segundo momento: Limpar cuidadosamente 20 esferas, tirando-lhe a gordura que eventualmente tenham, usando algodão e álcool. Colher os dados para calcular a massa especifica da esfera. 3-Terceiro momento: Colher os dados para calcular a viscosidade absoluta dos líquidos. 3.1 Medir a distância entre os pontos marcados na proveta e o seu diâmetro interno com auxílio de um paquímetro. 3.2 A notar temperatura inicial. 3.3 Colocar uma esfera de vidro na superfície do detergente e no centro da proveta e deixe-a cair. Use o cronômetro para determinar em que tempo a esfera percorre o trajeto. Determine o tempo médio da queda das esferas tm. As esferas devem seguir o eixo central da proveta, isto é, não devem tocar nas paredes da proveta (assim minimiza a perturbação do movimento da esfera pelas paredes da proveta). Constará que existe uma região na proveta onde a esfera se desloca com velocidade constante. 3.4 Repetir a experiência com as outras nove esferas. 27 3.5 Repetir a experiência com as outras dez esferas para a glicerina. 3.6 Anotar a temperatura final. 3.7 Com a equação (4.5) calcular a viscosidade absoluta dos líquidos. DADOS DETERGENTE (Líquido A) Temperatura Ambiente Inicial__________________ Temperatura Ambiente Final___________________ Distância entre os pontos marcados na proveta:_________________ ________________________ Quadro 4.1- Tempo de queda da esfera no detergente Esfera Tempo (segundos) 1 2 3 4 5 Média GLICERINA (Liquido B) Temperatura Ambiente Inicial__________________ Temperatura Ambiente Final___________________ Distância entre os pontos marcados na proveta:_________________ ________________________ Quadro 4.2 - - Tempo de queda daesfera na glicerina Esfera Tempo (segundos) 1 2 3 4 5 Média 28 Tabela 4.2-Dados coletados para a viscosidade da glicerina pelos viscosímetros Visco Basic Plus L e Visco Basic Plus R Spindles RPM %(deformação) η (cP) L2 100 L2 50 R2 100 R2 50 Tabela 4.3 -Dados coletados para a viscosidade do detergente pelos viscosímetros Visco Basic Plus L e Visco Basic Plus R Spindles η(cP)BPLP %(deformação) η (cP) L2 L2 R2 R2 APLICAÇÃO DOS RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1- Qual a lei usada no experimento para determinar a viscosidade dos líquidos. Dizer se ambos são newtonianos ou não. Especificar e explicar. 2- Deduzir a equação para determinação experimental da viscosidade absoluta, através da medição da velocidade limite corrigida. 3 – Porque soltar a esfera de vidro no centro do viscosímetro. 4 Qual e o comportamento do movimento da esfera após um certo tempo em que ele flui pelo liquido. 5 Explique por que um liquido apresenta maior viscosidade do que o outro em termos de forcas intermoleculares. 6-Para identificar três líquidos – de densidades 0,8,1,0 e 1,2 – o analista dispõe de uma pequena bola de densidade 1,0. Conforme as posições das bolas apresentadas no desenho a seguir, indique quais dos líquidos são mais densos e, menos densos nas provetas de 1 a 3. 29 7 – Calcular o raio médio das esferas. 8-. Calcular a velocidade terminal corrigida em (cm/s) e velocidade medida (cm/s) dos líquidos estudados 9 – A constante gravitacional “g” varia com a altura e a latitude. Com auxílio das Tabelas I e II. Calcular a constante gravitacional de Campina Grande. 10 – Calcular a viscosidade (absoluta e cinemática) a velocidade limite, velocidade limite corrigida em (cm/s) dos líquidos estudados pelo método Stokes. 11) medir a viscosidade absoluta dos líquidos estudados utilizando os Viscosímetros de marca VISCO BASIC PLUS L(Tabela4.2) e VISCO BASIC PLUS R(Tabela 4.3). 12 – Comparar os resultados das viscosidades obtidas (método de Stokes) para a glicerina e detergente com os valores das viscosidades obtidas pelos Viscosímetros de marca VISCO BASIC PLUS L e VISCO BASIC PLUS R, fazendo comentários. 1 cP= 10 -2 P ou 1 P = 100 cP. Tabela 4.4- Variação da Constante Gravitacional com a Latitude LATITUDE (grau) cm\s 2 0 978,039 5 978,078 10 978,195 15 978,384 20 978,641 25 978,960 30 979,329 31 979,407 32 979,487 33 979,569 Tabela 4.5- Correção da Constante Gravitacional com a Altura Altura (m) Correção (cm\s 2 ) 200 0,0617 300 0,0926 400 0,1234 500 0,1543 600 0,1852 700 0,2160 800 0,2469 900 0,2777 30 PRÉ-RELATÓRIO SOBRE VISCOSIDADE DE UM LÍQUIDO 1- Qual o princípio do método utilizado na prática. 2- O que entende por velocidade terminal? 3- Diferencie fluidos Newtonianos de não-Newtonianos. Dê exemplos. 4- O que entende por tensão de cisalhamento e taxa de deformação? 5- Dê o significado dos termos: ductibilidade, espalhabilidade, elasticidade e fluidez e exemplos que ilustrem quando entramos em contato, no dia-a-dia, com essas propriedades. 6- Qual é a finalidade do experimento? 7.5 EXPERIMENTO Nº 05:TENSÃO SUPERFICIAL TÓPICOS IMPORTANTES 1-Energia de Superfície 2- Forças Atrativas: coesivas e adesivas INTRODUÇÃO Todos os líquidos apresentam uma verdadeira tendência a diminuir sua superfície livre, a qual se comporta de forma parecida a como o faz uma membrana elástica. Dita propriedade é devida à existência de forças tangenciais à superfície ou forças de tensão, pelo que se lhe denomina tensão superficial. As moléculas na superfície de um líquido estão sujeitas a fortes forças de atração das moléculas interiores. A resultante dessas forças, - cuja direção é a mesma de plano tangente à superfície (em qualquer ponto desta) - atua de maneira a que a superfície líquida seja a menor possível. A grandeza desta força, atuando perpendicularmente (por unidade de comprimento) ao plano na superfície é dita tensão superficial γ. A tensão superficial é um fenômeno relacionado à interface de contato entre um líquido e o gás onde ele se encontra. A superfície ou interface onde a tensão existe está situada entre o líquido e seu vapor saturado no ar, normalmente a pressão atmosférica (Figura 5.1). Termodinámicamente a tensão superficial é um fenômeno de superfície e é a tendência de um líquido a diminuir sua superfície até que sua energia de superfície potencial é mínima, condição necessária para que o equilíbrio seja estável. Como a esfera apresenta uma área mínima para um volume dado, então pela ação da tensão superficial, a tendência de uma porção de um líquido leva a formar uma esfera ou a que se produza uma superfície curva ou menisco quando está em contato um líquido com um recipiente. 31 Figura 5. 1 - Distribuição de forças nas moléculas de água A origem da tensão superficial está nas forças intermoleculares do líquido que faz com que se crie uma espécie de membrana elástica na sua superfície. A tensão superficial depende da natureza do líquido (Quanto mais volátil o líquido menor será a tensão superficial, e quanto maior à pressão de vapor menor será a tensão superficial), da pureza e temperatura em que se encontra. Alguns aditivos modificam fortemente a tensão superficial de um líquido. O exemplo mais comum é o dos detergentes que diminuem muito a tensão superficial da água em que são dissolvidos. Com isso, diminui-se a tendência de formar gotas, fazendo com que as moléculas da água tenham maior contato com as fibras dos tecidos. Dessa forma, a sujeira do tecido é mais facilmente deslocada pela água e dissolvida em forma de emulsão. Nesta prática permite o estudante refletir sobre líquidos que molham e não molham um sólido. A molhabilidade se explica pela diferença entre as forças de atração moleculares do líquido entre si (força de coesão) e as forças de atração do líquido pelo sólido em contato com o líquido (forças de adesão). O angulo de contato θ é o angulo formado por uma gota de líquido na fronteira de três fases (líquido, gás e sólido). Está incluído na interseção entre o plano tangente à superfície do líquido e o plano tangente à superfície do sólido. O ângulo de contato é uma medida quantitativa do molhamento de um sólido por um líquido. Se as forças de coesão forem menores que as adesivas, o ângulo de contato será Φ > 90° e, por outro lado, se Φ