Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

LENDAS AFRICANAS: A PRIMEIRA MÁSCARA As primeiras máscaras apareceram provavelmente na pré-história. Numa época em que reinavam os grandes carnívoros, o ser humano só podia contar com a colaboração do seu grupo, o domínio do fogo e uma mente criativa para sobreviver. Ao esconder-se atrás de uma máscara, ele escapava por um momento à dureza da vida cotidiana imaginando transformar-se num ser superior, dotado de poderes sobrenaturais: voava como um pássaro, era forte como um urso, invencível como um leão. Mitos e rituais eram criados, cantos e danças executados em volta da fogueira, na segurança do abrigo, reforçando os laços do grupo e preparando as novas gerações. A humanidade evoluiu e as máscaras também. Algumas das mais belas vêm de áreas rurais da África, onde o poder da tradição resiste. São culturas onde os jovens são iniciados para fazer parte de determinadas associações (de caçadores, lavradores, pescadores ou ferreiros, por exemplo) e instruídos segundo sua faixa etária pelos mais velhos. Cada associação tem seus rituais secretos e seus locais reservados onde são confeccionadas e guardadas as máscaras. Em certas ocasiões, como festejos ou funerais, as máscaras saem do recinto sagrado e se apresentam diante de toda a coletividade, com danças e músicas. Os mascarados têm o corpo totalmente coberto, para não serem reconhecidos. Existem também associações femininas secretas, com suas danças e rituais, porém costumam usar pinturas corporais para se mascarar. Com o crescimento das grandes cidades africanas que atraem a juventude em busca de trabalho e melhores condições de vida, a tradição oral está ameaçada e muitas vezes as saídas de máscaras nas aldeias servem para arrecadar dinheiro entretendo os turistas. Ainda assim, jovens africanos trabalhando na cidade ou até no exterior ajudam com dinheiro a manter vivas suas associações de mascarados, por entender que elas são parte integrante da sua cultura.

Mais conteúdos dessa disciplina