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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI PRÁTICA PROFISSIONAL BUJARU ELABORAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI FELIPE MARQUES SOEIRO PRÁTICA PEDAGÓGICA PROFISSIONAL BUJARU/PA 2026 Trabalho apresentado a disciplina Prática Profissional, do Centro Universitário FAVENI, no Curso de 2ª Licenciatura em Geografia, como pré-requisito para aprovação. 1. TÍTULO Regionalização no Brasil: uma abordagem lúdica aplicada aos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II. 2. APRESENTAÇÃO O presente trabalho busca apresentar a prática profissional pedagógica em Geografia, aplicada aos alunos do sétimo ano. Trazendo uma abordagem lúdica, através da elaboração de croquis, instigando os alunos a apresentar características econômicas, sociais e ambientais de cada região. Para elaborar essa prática foi necessário um arcabouço teórico da Geografia, buscando os principais temas: Região, Espaço Geográfico e Território. Para falar de região utilizaremos o conceito de Corrêa (2005) que destaca: “É a região que apresenta mais nítida divisão territorial do trabalho, originando áreas especializadas ou com forte tendência à especialização produtiva”.(CORRÊA, 2005, p. 203). Uma maneira de assimilar o que é espaço é proposta por Santos (1985) que diz: Consideramos o espaço como uma instância da sociedade, ao mesmo título que a instância econômica e a instância cultural- ideológica. Isso significa que, como a instância, ele contém e é contido pelas demais instâncias, assim como cada uma delas o contém e é por ele contida. A economia está no espaço, assim como o espaço está na economia. O mesmo se dá com o político-institucional e com o cultural-ideológico. Isso quer dizer que a essência do espaço é social. Nesse caso, o espaço não pode ser apenas formado pela coisas, os objetos geográficos ,naturais e artificiais, cujo conjunto nos dá a natureza. O espaço é tudo isso, mais a sociedade: cada fração da natureza abriga uma fração da sociedade atual. Assim, temos, paralelamente, de um lado, um conjunto de objetos geográficos distribuídos sobre um território, sua configuração geográfica ou sua configuração espacial e a maneira como esses objetos se dão aos nossos olhos, na sua continuidade visível, isto é, a paisagem; de outro lado, o que dá vida a esses objetos, seu princípio ativo, isto é, todos os processos sociais representativos de uma sociedade em um dado momento. (SANTOS,1985, p. 2) De acordo com a citação acima o espaço contém as mais diferentes instâncias, seja ela social, econômica, institucional que se manifestam de forma distinta na cidade e que em algum momento se encontram. Para falar sobre território vamos entender pela visão de Santos (1978). O território é imutável em seus limites, uma linha traçada em comum acordo ou pela força. Este território não tem forçosamente a mesma extensão através da história. Mas, em um dado momento, ele representa um dado fixo. (SANTOS,1978, p. 189). A partir dessas concepções teóricas, a prática pedagógica foi estruturada com atividades de elaboração de croquis, permitindo aos alunos relacionar conceitos teóricos com a realidade espacial brasileira. 3. OBJETIVOS O Objetivo geral Explicar de forma prática e lúdica como ocorreu a regionalização no Brasil, os critérios utilizados e as características de cada região, facilitando a compreensão dos alunos. Os objetivos específicos ● Compreender a importância da regionalização. ● Identificar as principais características regionais. ● Elaborar atividade pedagógica que integre a compreensão textual aos conteúdos geográficos. ● Debater sobre as regiões brasileiras. 4. METODOLOGIA A prática profissional foi desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa com caráter interventivo, buscando integrar teoria e prática no processo de ensino aprendizagem. Inicialmente, foi realizada uma pesquisa bibliográfica para fundamentar o planejamento das atividades utilizando autores da Geografia crítica e da Educação Geográfica. Em seguida, foi ministrada uma aula expositiva dialogada, na qual foram abordados os conceitos de região, espaço geográfico e regionalização do Brasil, com auxílio de mapas físicos e políticos, imagens e exemplos do cotidiano dos alunos. Essa etapa teve como objetivo diagnosticar os conhecimentos prévios dos estudantes e introduzir os conceitos fundamentais. Posteriormente, os alunos foram organizados em 5 grupos, sendo cada grupo responsável por uma das regiões brasileiras. Foram disponibilizados mapas impressos, apostilas com informações socioeconômicas e ambientais, além de materiais de desenhos como cartolina, lápis de cor e canetas hidrográficas. A atividade consistiu na elaboração de croquis regionais, no quais os alunos deveriam representar aspectos naturais, econômicos e sociais das regiões. Ao final, os grupos apresentaram seus croquis para a turma, explicando as características representadas. O professor mediou as discussões, problematizando estereótipos regionais e esclarecendo equívocos conceituais. Como instrumentos de registro da prática, foram utilizadas observações do professor em formação, registros escritos e análise dos trabalhos produzidos pelos alunos. A prática profissional pedagógica foi composta por 16 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Santo André localizada no arraial do Ipixuna, no município de Bujaru no estado do Pará. 5. CRONOGRAMA O que fazer? Quando Fazer? Datas: Responsáveis: Pesquisa bibliográfica 16 a 26 de janeiro de 2026 Felipe Marques Soeiro Abordagem em sala de aula sobre regionalização . 03 e 06 de fevereiro de 2026 Felipe Marques Soeiro Elaboração da apostila e separação dos materiais necessários. 09 de fevereiro de 2026 Felipe Marques Soeiro Execução da Prática pedagógica 10 e 11 de fevereiro de 2026 Felipe Marques Soeiro / Alunos. 6. RECURSOS NECESSÁRIOS Os recursos utilizados para a realização da prática pedagógica envolveram recursos humanos, como o professor em formação, professor regente e alunos; recursos materiais, como mapas, cartolinas, folhas A4, lápis de cor, canetas, cola e tesoura; recursos tecnológicos, como computador, impressora ; e recursos financeiros de baixo custo, provenientes do próprio professor em formação e da instituição escolar. 7. RESULTADOS ESPERADOS Espera-se que os alunos compreendam a regionalização do Brasil como uma construção social histórica, reconhecendo as desigualdades socioespaciais entre as regiões. Espera-se, ainda, que os estudante desenvolvam habilidades de representação espacial por meio da elaboração de croquis, ampliando sua capacidade de análise crítica do espaço geográfico. 8. REFERÊNCIAS CORRÊA, Roberto Lobato. A organização regional do espaço brasileiro. In: Trajetórias geográficas. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. p. 197- 210. SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985. SANTOS, Milton. Por uma geografia nova: da crítica da Geografia a uma Geografia Crítica. São Paulo: Hucitec, 1978. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO DE INTERVENÇÃO O Projeto de Intervenção foi desenvolvido no período de 16 de janeiro a 11 de fevereiro de 2026, contemplando as etapas de pesquisa, planejamento, organização dos materiais e aplicação da prática pedagógica junto aos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II. Inicialmente,realizou-se um estudo teórico acerca do conceito de regionalização, fundamentado em autores da Geografia crítica, com o objetivo de assegurar embasamento científico à prática docente. Posteriormente, iniciou-se a execução do projeto em sala de aula, apresentando aos estudantes o conceito de regionalização e sua importância para a compreensão das desigualdades e diversidades do espaço geográfico brasileiro. Durante a aula expositiva dialogada, foram abordadas as diferentes propostas de regionalização do Brasil, como a regionalização oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proposta dos “Três Brasis” de Milton Santos e os Complexos Regionais (ou regiões geoeconômicas). Optou-se por trabalhar, de forma mais aprofundada, a regionalização oficial do IBGE, por ser a mais utilizada nos livros didáticos e avaliações externas. Após a contextualização teórica, os alunos foram divididos em cinco grupos, ficando cada grupo responsável por uma das regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Com o auxílio do mapa político do Brasil, da apostila elaborada previamente e dos materiais disponibilizados, os estudantes confeccionaram croquis representando aspectos naturais, econômicos e sociais de cada região. A atividade possibilitou significativa participação dos alunos, estimulando o trabalho em equipe, a interpretação de informações geográficas e a representação espacial. Durante as apresentações dos grupos, observou- se que os estudantes conseguiram identificar características marcantes das regiões, como atividades econômicas predominantes, elementos naturais e aspectos culturais. O momento também foi oportuno para problematizar visões estereotipadas e reforçar que a regionalização é uma construção histórica e social. De modo geral, os resultados foram satisfatórios, pois os alunos demonstraram maior compreensão sobre o processo de regionalização do Brasil e ampliaram sua capacidade de análise crítica do espaço geográfico. Além disso, a produção dos croquis evidenciou o desenvolvimento da habilidade de representação cartográfica e organização de informações espaciais. Conclui-se que a utilização de metodologias ativas e lúdicas, aliadas a uma fundamentação teórica consistente, contribui significativamente para tornar o ensino de Geografia mais dinâmico, participativo e significativo para os alunos. A experiência foi enriquecedora e contribuiu significamente para a minha formação docente, reafirmando a importância do uso de metodologias ativas no ensino de Geografia.