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Noções em Mecânica Básica
Introdução
O condutor deve conhecer o funcionamento do seu veículo e
seus equipamentos, especialmente os de segurança, além de ter
noções básicas de mecânica.
De uma maneira geral, os veículos são constituídos pelos mesmos
elementos. Têm-se, em todos os tipos, um chassi ou um monobloco,
que são os suportes do veículo; uma cobertura para conduzir os
passageiros ou a carga, que se chama carroceria; um conjunto
motopropulsor constituído por um motor; e transmissão de movimento,
que é capaz de criar a energia para deslocar o veículo.
Outros elementos com certas funções básicas são: todo veículo
deve ter um sistema de direção, que é capaz de fazê-lo deslocar-se
para onde se deseja; deve possuir um sistema de suspensão para não
transmitir aos passageiros ou às cargas as oscilações do veículo,
quando passar em terreno irregular.
Existem mais elementos ainda, que serão apresentados à medida
que o assunto for se desenvolvendo. Estudaremos rodas e pneus,
sistema de freios, câmbio, e assim por diante.
Motor de combustão interna
Nos motores de combustão interna,
a transformação de energia é resultante da
queima de uma mistura de ar/combustível no
interior da câmara de combustão.
Responsável por transformar energia
em movimento, é o motor que gera os
cavalos (cv = cavalo-vapor) e o torque (a
força de tração).
Seus principais componentes são:
o cárter (reservatório de óleo), bloco (que
abriga o virabrequim e os pistões), cabeçote (parte superior e sede da
câmara de combustão), válvulas, eixo do comando de válvulas e seus
outros assistentes, como velas e bicos injetores.
1. Comando de válvulas: gerencia
as válvulas de admissão e escape,
determinando o momento e o tempo
necessário para a admissão da
mistura ar-combustível;
2. Correia dentada: sincroniza os
movimentos do virabrequim com os
do comando de válvulas;
3. Câmara de combustão: onde
ocorre a queima de mistura ar-
combustível do cilindro;
4. Virabrequim: conhecido como árvore de manivelas, é girado pelo
deslocamento do pistão;
5. Mancais: chamadas de bronzinas, servem de apoio e redução do
atrito das bielas em movimento do motor;
6. Biela: tem a função de ligar o pistão ao virabrequim;
7. Pistão: sobe e desce dentro do cilindro durante a entrada e a
queima da mistura ar-combustível e a descarga dos gases de
exaustão;
8. Volante do motor: funciona como um reservatório de energia
cinética e torna a rotação do virabrequim mais suave;
9. Cárter: reservatório de óleo do motor.
Os motores de combustão interna empregam como combustível
gasolina e o etanol misturados a quantidades de ar filtrado, mistura
essa que é transformada em uma espécie de aerossol pelo
carburador. Os motores modernos usam sistemas eletrônicos que
regulam com precisão a quantidade e o teor da mistura que é
Cuidados básicos: atenção para a correia dentada. Verifique se ela
está bem esticada e não está desgastada, ressecada ou quebradiça.
Em geral, a troca deve ser feita entre 40 e 50 mil quilômetros.
Siga as orientações do fabricante sobre revisões e troca de
peças na quilometragem correta.
introduzida nos cilindros, conhecidos por injeção eletrônica. O número
de cilindros que compõem um motor é variável, sendo que as
configurações mais comuns apresentam 3, 4, 5, 6 e 12 cilindros.
Veículo equipado com motor flex
O veículo flex está equipado com um motor que tem a capacidade
de ser reabastecido e funcionar
com mais de um tipo de
combustível, misturados no
mesmo tanque e queimados na
câmara de combustão
simultaneamente. Ao ser
abastecido, um sensor detecta a
mistura do combustível e ajusta a injeção de acordo com a mistura.
Assim, pode-se usar tanto etanol quanto gasolina, ou uma mistura dos
dois em qualquer proporção sem qualquer dano ao motor.
Funcionamento do motor
Nos motores a álcool, gasolina ou flex, a produção do movimento
começa pela queima de combustível nas câmaras de combustão.
Essas câmaras contém um cilindro, duas válvulas (uma de admissão
e outra de escape) e uma vela de ignição. O pistão que se move no
interior do cilindro é acoplado à biela, que se articula com o
virabrequim. O virabrequim, ao girar, faz com que o movimento chegue
às rodas através do sistema de transmissão do carro.
Os cilindros são aberturas no bloco do motor nas quais os pistões
deslizam, subindo e descendo de acordo com a explosão e o
movimento do virabrequim.
As ilustrações mostram um esquema do motor a "quatro tempos":
1º Primeiro tempo (admissão): a válvula de admissão se abre e uma
mistura de combustível e ar é injetada no cilindro através da válvula de
admissão, enquanto o virabrequim, que gira, empurra o pistão para
baixo;
2º Segundo tempo (compressão): a válvula de admissão se fecha; a
mistura é comprimida à medida que o pistão se eleva e, antes que
este chegue à parte superior, a vela se acende;
3° Terceiro tempo (combustão e explosão): a mistura acende-se; os
gases quentes, que se expandem, formados na explosão, produzem
uma força que faz com que o pistão abaixe novamente, acionando o
virabrequim;
4° Quarto tempo (escape): a válvula de escape abre-se e os gases
são expulsos pelo pistão, que se eleva.
Sistema de alimentação
O sistema de alimentação fornece a mistura de ar e combustível
para o motor na quantidade e no momento adequados. A mistura
gasosa é formada no carburador ou, nos motores atuais, calculada
pela injeção eletrônica.
O sistema baseia-se em um microprocessador que faz todo o
gerenciamento do motor, controlando o seu funcionamento da forma
mais adequada possível. Esse sistema veio a substituir os
convencionais sistemas de alimentação por carburador e ignição
eletrônica transistorizada. Isso significa que o sistema cuida de todo o
processo térmico do motor, como a preparação da mistura
ar/combustível, a sua queima e a exaustão dos gases.
Para que isso seja possível, o microprocessador deve processar as
informações de diversas condições do motor, como sua temperatura, a
temperatura do ar admitido, a pressão interna do coletor de admissão,
a rotação, etc. Tais sinais, depois de processados, servem para
controlar diversos dispositivos que atuarão no sistema de marcha
lenta, no avanço da ignição, na injeção de combustível, etc.
1. Tanque de combustível.
4. Filtro de combustível.
2. Tanque de combustível.
5. Bicos injetores.
3. Bomba de combustível.
6. Filtro de ar.
A válvula de purga do cânister,
como é conhecida, é um reservatório que contém carvão ativado,
responsável pela absorção do vapor de combustível e filtragem,
liberando ar limpo na atmosfera.
O vapor adsorvido no carvão ativado é reutilizado pelo motor.
Quando defeituoso, pode provocar graves defeitos no sistema de
injeção, levando em alguns casos a uma retífica desnecessária de
motor. Em alguns veículos a válvula fica localizada abaixo
do para-lama, atrás do para barro. No caso dos primeiros sinais de
problemas no cânister, procure uma oficina especializada em injeção
eletrônica.
Cuidados básicos: a cada 40 mil quilômetros deve-se limpar os bicos
de injeção eletrônica porque a sujeira presente no combustível pode
entupir o sistema, aumentando o consumo e piorando o desempenho
do motor;
O filtro de combustível impede que partículas que estejam no tanque
do carro tais como ferrugem, pó, água ou sujeira cheguem à bomba de
combustível e ao bico injetor, preservando a sua vida útil.
Sua troca é recomendada entre 10 e 15 mil quilômetros. O filtro de
combustível vencido ou danificado compromete a bomba de
combustível e deixa o sistema de injeção sujo. Isso gera falhas, afeta o
rendimento do veículo e aumenta o consumo de combustível.
O filtro de ar tem a função de separar e eliminar todas as partículasexistentes no ar aspirado pelo motor. Os filtros devem ser trocados a
cada 10 mil quilômetros, pois sua utilização correta aumenta
consideravelmente a vida útil do motor e diminui o consumo do
combustível.
Sistema de arrefecimento
Todos os motores de veículos são
máquinas geradoras de calor (motores de
combustão interna), portanto foi criado o
sistema de arrefecimento para controlar
essa quantidade de calor. Fazem parte
do sistema de arrefecimento:
1. Radiador: componente destinado a
efetuar a troca do calor da água aquecida
pelo motor para o ar ambiente e, com
isso, manter a temperatura do motor
dentro do previsto pelo fabricante.
2. Líquido de arrefecimento: é destinado a elevar o ponto de
ebulição e congelamento da água, além de lubrificar e proteger contra
a corrosão.
3. Bomba d'água: faz circular o líquido de arrefecimento entre o motor
e o radiador.
4. Mangueiras: interligam o motor com o radiador e o reservatório de
expansão.
5. Válvula termostática: controla o fluxo do líquido do arrefecimento e
a temperatura do motor.
6. Ventilador (ventoinha): é uma hélice destinada a aumentar o fluxo
de ar e, assim, resfriar o líquido de arrefecimento no radiador.
7. Interruptor térmico da ventoinha (cebolinha): interruptor de
corrente elétrica sensível à temperatura. É usado para controlar o
funcionamento da ventoinha.
8. Reservatório de expansão: recipiente suplementar destinado a
recolher o excesso de volume de água que se dilatou ao esquentar.
O reservatório indica se a quantidade de
água existente no radiador e no restante do
sistema de arrefecimento (mangueiras e
bomba d'água) é suficiente. O recipiente tem
duas marcas ("min" e "máx" ou simplesmente
duas setas) e o nível de água deve estar entre
elas ou próximo do máximo, nunca acima
deste nem abaixo do mínimo.
Se o marcador de temperatura do painel (termômetro) mostrar que
há superaquecimento, pare o carro imediatamente. Abra o capô e
espere o motor esfriar por 15 minutos.
Usando um pano, abra com cuidado a tampa do reservatório de água
do radiador para verificar se está vazio. Se estiver, ligue o carro e só
então coloque água. Depois disso, verifique se há vazamento em
alguma mangueira do radiador ou se a correia da bomba de água está
frouxa. Essas são as causas possíveis do superaquecimento. Se
estiver tudo em ordem, ligue o motor novamente e espere aquecer até
atingir aproximadamente 90 graus centígrados (verifique no marcador
de temperatura no painel). Observe se a ventoinha entra em ação. Se
ela não funcionar, desligue o motor. Pode ser que o sensor, um fusível
ou ainda a ventoinha esteja queimados.
Sistema de lubrificação
As numerosas peças que
constituem
a mecânica interna do motor
precisa de um sistema de
distribuição de óleo que assegure
sua lubrificação.
O sistema de lubrificação é
composto por bomba de óleo,
cárter, filtro de óleo,
tubulação, galerias no bloco e cabeçote, tudo para que circule óleo
constantemente nas peças móveis do motor.
O óleo do motor é mantido limpo pelo filtro de óleo, que retém as
impurezas e contaminantes sendo assim, é necessário substituí-lo nas
trocas de óleo, para garantir que continue filtrando adequadamente o
óleo que circula pelo motor.
O óleo do motor tem como função lubrificar e reduzir a um mínimo o
atrito e o calor gerados, mantendo a temperatura das partes móveis do
motor dentro dos limites toleráveis, evitando desgastes prematuros
dessas partes.
O óleo é retirado do cárter pela bomba, levado para o alto do motor e
despejado sobre as peças móveis, como pistões e virabrequim.
Verificação do nível do óleo do motor:
• Verifique o nível do óleo do cárter
uma vez por semana com o veículo
em uma superfície plana e, de
preferência, com o motor frio;
• Puxe a vareta do óleo e retire-a.
Limpe-a completamente e introduza-
a totalmente, retire-a novamente e
verifique o nível de óleo, que deve
estar entre as marcas mínimo e
máximo da vareta;
• Adicione óleo somente se o nível
atingir a marca mínima ou se estiver abaixo dela;
• O nível de óleo não deverá ficar acima da marca máxima da vareta;
• Localizada no painel de instrumentos do veículo, a luz indicadora de
pressão do óleo do motor (manômetro) deve acender ao ligar a ignição
e apagar ao dar partida do motor;
• Se a luz acender com o veículo em movimento, estacione
imediatamente e desligue o motor, pois poderá ter
havido uma interrupção no funcionamento do sistema de
lubrificação, podendo causar travamento do motor.
Sistema de escapamento
O sistema de escapamento
tem a função de conduzir, sem
perigo para os ocupantes, os
gases quentes do motor até a
atmosfera, além de reduzir o
ruído provocado pela expulsão
desses gases por meio do
silencioso.
1. Tubo coletor: conectado ao motor, é destinado a coletar os gases
queimados e encaminhá-los aos demais componentes do sistema de
escapamento;
2. Catalisador: item obrigatório nos veículos, tem como função
principal transformar por meio de reação química os gases nocivos em
elementos não contaminantes;
3. Silencioso intermediário: é responsável pela primeira redução do
nível sonoro, velocidade, temperatura e pressão dos gases;
4. Silencioso traseiro: redução final dos níveis de ruídos.
Verifique periodicamente: vazamento de gases, desgastes dos
acessórios, peças danificadas e ferrugem. Componentes com
vazamento podem causar ruídos anormais e apresentar riscos à
segurança. Para prolongar a vida útil do catalisador, evite entrar em
poças de água profundas e procure desviar de pedras maiores, que
podem causar estragos.
Fumaça saindo do escapamento nunca é bom sinal. Através da cor
da fumaça, é possível verificar e interpretar onde está o problema do
veículo:
• Fumaça Branca: indica que, possivelmente, o líquido de
arrefecimento do radiador está sendo queimado na câmara de
combustão, geralmente quando alguma junta do motor está danificada,
queimada ou rompida. Quando isso acontece, o nível do líquido de
arrefecimento diminui.
Atenção: caso a presença da fumaça branca ocorra apenas no
momento em que o motor é ligado ou em dias mais frios, é apenas um
sinal de condensação do ar, comum em carros a etanol.
• Fumaça Preta: ocorre quando o carburador ou a injeção eletrônica
estão desregulados, o motor apresenta alguma irregularidade de
funcionamento, isso quer dizer que o motor injeta mais combustível na
câmara de combustão do que é capaz de queimar. Esse combustível
em excesso é expelido no escapamento e só é queimado do lado de
fora pelo calor do próprio escape, resultando na fumaça preta.
Atenção: a fumaça preta sempre vem acompanhada de alto consumo
de combustível;
•Fumaça Azul: indica que pode ter óleo do motor sendo queimado na
câmara de combustão. Isso diminui a lubrificação e pode danificar
seriamente o motor. Geralmente a incidência deste tipo de fumaça
ocorre por conta de alguma folga gerada por desgaste ou quebra nos
anéis dos pistões.
Atenção: o nível de óleo baixando rapidamente é um sintoma da
fumaça azul.
Sistema elétrico
O sistema elétrico controla a alimentação dos componentes elétricos
e eletrônicos, como luzes, ar condicionado, computador de bordo e
vidros elétricos.
Esse sistema é também responsável pela partida do veículo.
Os principais componentes do sistema elétrico são: bateria, chave
de ignição, distribuidor, vela e bobina.
• Bateria: fonte de energia do carro.
É um acumulador de eletricidade. Aciona o motor
de arranque (que dá partida ao motor) e é
responsável por manter todo o sistema elétrico do
veículo em funcionamento.
Existem dois tipos de bateria. A chamada bateria
selada, sem manutenção, que dispensa o adicionamento de água, e a
bateria com manutenção, à qual se deve acrescentar água destilada
sempreque o nível estiver baixo. Evite deixar as luzes acesas ou o
rádio funcionando com o motor desligado, pois pode descarregar a
bateria.
• Chave de ignição: a chave abre todas as portas e tampas do
veículo, destrava a direção, liga a ignição e dá partida
ao motor de arranque. Nunca dê partidas contínuas
no motor por mais de 10 segundos. Se o motor não
entrar em funcionamento na primeira tentativa,
desligue a chave, espere 5 segundos e dê partida
novamente.
Não insista se o motor não der partida após algumas tentativas.
Procure descobrir a causa antes de acionar a partida novamente.
Distribuidor e bobina de ignição
• Distribuidor: o distribuidor é o componente do
sistema de ignição encarregado de distribuir corrente
elétrica de alta tensão produzida pela bobina para as
velas.
Se a tampa do distribuidor estiver trincada, o carro
não funcionará. Quando isso acontece, a distribuição
de energia para as velas fica prejudicada,
ocasionando fuga de corrente elétrica. A solução é trocar a tampa.
• Ignição eletrônica: a ignição eletrônica calcula o momento do ponto
de ignição. Substitui os distribuidores convencionais
por mapas eletrônicos, com resultado mais eficiente
que a ignição convencional.
• Bobina de ignição: componente elétrico do sistema
de ignição destinado a transformar corrente de baixa
tensão, de 6 ou 12 volts, em alta, de até 30.000 volts,
pelo processo de indução. A corrente é distribuída para
as velas de ignição por meio do distribuidor.
Quando ocorre o superaquecimento da bobina, pode ser um sinal de
desgaste da peça.
Ela para de produzir corrente e o carro não liga. O jeito é esperar que
esfrie. Para acelerar o processo, desligue a chave, abra o capô e
coloque um pano molhado sobre a bobina. Esperando cerca de 10
minutos, o carro volta a ligar. Trata-se de uma solução de emergência.
Assim que puder, passe em um autoelétrico e troque a peça.
Vela de ignição
É a unidade responsável por provocar a ignição
da mistura ar/combustível dentro do cilindro e, em
consequência, sua explosão.
O eletrodo que gera a faísca trabalha em
temperaturas que vão de 400 a 800 graus
centígrados. O lado externo da vela é recoberto com
material cerâmico que age como uma capa protetora do eletrodo
central. Ainda que alguns modelos tenham configuração diferente, em
geral cada cilindro tem uma vela.
Como os eletrodos se desgastam por efeito da faísca, a vela tem
vida útil pré-determinada determinada pelo fabricante do motor,
substitua as velas de acordo com suas instruções.
Motor de arranque ou motor de partida
É o equipamento que transforma a energia
elétrica da bateria em energia mecânica,
transmitida ao motor para o início do seu
funcionamento.
Ao ligar o carro, o motor de partida faz girar uma
roda dentada instalada no volante do motor para
que este entre em funcionamento. Sendo assim
fica inoperante após esse período, permanecendo parado mesmo
enquanto o motor do automóvel estiver em funcionamento.
Alternador
Acionado por uma correia ligada ao motor, o
alternador é um gerador de corrente elétrica que
carrega a bateria e alimenta o sistema elétrico
com o motor em funcionamento.
Se a luz de carga de bateria estiver acesa no
painel de instrumentos do veículo, pode ser uma
indicação de que a correia que liga o alternador
está sem tensão ou se rompeu.
Fusíveis
Os fusíveis compõem um dispositivo de
proteção a curto circuitos no sistema
elétrico.
Se o farol não acende e a lâmpada não
está queimada, então a causa geralmente
deve ser o fusível. Confira no manual do veículo a localização do
compartimento de fusíveis.
A seguir, verifique qual deles é o responsável pelos faróis, retire-o e
substitua-o por um novo. Os queimados apresentam a fina lâmina
interna rompida.
Não improvise com fusíveis de amperagem diferente ou outro tipo de
material (arame, papel aluminizado). Isso pode causar sérios danos ao
sistema elétrico do automóvel, além de proporcionar risco de curto-
circuito e até mesmo incêndio.
Luzes
A segurança no trânsito passa pelo bom funcionamento das luzes de
iluminação e de sinalização do veículo.
Verificar as luzes de sinalização
externa (faróis, lanternas, luzes de
seta, marcha a ré, freios e também
a das placas) é uma obrigação diária.
Buracos e depressões nas cidades
e nas estradas fazem com que os faróis
percam a regulagem de fábrica em até 3 meses.
A boa regulagem propicia o aproveitamento total do facho luminoso do
veículo, tornando o dirigir mais confortável e evitando o ofuscamento
da visão de outros motoristas, o que garante a segurança.
Painel de instrumentos
Os painéis de instrumentos possuem indicadores que registram
quantidades e valores, geralmente através de um ponteiro ou painel
digital indicando um determinado valor numa escala. Sensores
espalhados pelo veículo verificam as condições de funcionamento de
diversos itens, como:
1. Velocímetro: velocidade desenvolvida pelo veículo.
2. Tacômetro: contagiro.
3. Termômetro: temperatura do líquido de arrefecimento.
4. Indicador de nível de combustível.
5. Luzes de aviso.
6. Indicador de sinal (seta).
7. Hodômetro: medidor de distância percorrida parcial e total.
8. Luzes do câmbio (veículos com câmbio automático):
P- Estacionado;
R- Ré;
N- Neutro ou ponto morto;
D- Dirigir;
S- Esportivo (usado para ultrapassagens e retomada de velocidade);
L- Reduzida (usado em subidas íngremes ou descidas).
Quando uma das luzes de advertência acende no painel é sinal de que
algo não funciona bem. É necessário identificar o sistema
correspondente à luz acesa com base no manual de proprietário.
Lembre-se: alguns símbolos apresentados na tabela do painel de
instrumentos podem variar de acordo com a marca e o modelo de
veículo. Automóveis mais sofisticados possuem indicadores com
informações mais refinadas, algumas até calculadas por computador
de bordo em painel LCD.
Sistema de transmissão
O sistema de transmissão tem
a função de transferir a
potência do motor para as rodas
motrizes do veículo.
Os principais componentes do
sistema de transmissão são: a
embreagem, a caixa de
mudanças, o eixo cardã e o diferencial.
Veículos com câmbio automático não possuem embreagem.
1. Embreagem: é um dispositivo mecânico constituído basicamente
de duas peças, o platô e o disco, montados entre o motor e a caixa de
mudanças (câmbio) que, quando acoplada, transmite a rotação do
motor à caixa de câmbio, que envia o torque ao diferencial e às rodas.
Acionada por um pedal, a embreagem tem a função secundária de
permitir trocas de marchas com facilidade.
2. Caixa de mudanças: também conhecida como câmbio, é um
conjunto mecânico do sistema de transmissão que dispõe de vários
conjuntos de engrenagens, de diferentes relações, selecionáveis pelo
motorista. O câmbio possibilita ao automóvel ter aptidão para subidas
íngremes e trafegar em alta velocidade, com melhor aproveitamento
em todas as velocidades.
3. Câmbio manual: câmbio em que as diferentes marchas precisam
ser obrigatoriamente escolhidas pelo motorista mediante ação manual
de uma alavanca, conjugado com desacoplamento/ acoplamento da
Combustível
Luz do comparti-
mento de
passageiros
Limpador de
pára-brisa
Sistema de
injeção
eletrônica
Luz alta Fluído de limpeza
vidro traseiro
Carga de bateria
Luz baixa Fluído de limpeza
pára-brisa
Temperatura
do motor
Luz de posição
Desembaçador vidro
traseiro
Nível do óleo
(manômetro)
Faróis de neblina
Distribuição de
ar pára-brisa
Sistema de freio
Luzes de seta
Ventilação
Sistema de freio
antiblocante (ABS)
Luz de alerta
Ar condicionado
Portaentreaberta
Buzina
Distribuição de ar
assoalho
Cinto de segurança
Trava ou
Destrava todas
as portas
Distribuição de ar
frontal
Air bag Trava tampa
traseira
Distribuição de ar
frontais e assoalho
Manutenção
programada
Trava tampa
dianteira
Distribuição de ar
assoalho e para-brisa
Tomada 12 V
Limpador do
vidro traseiro
Circulação de ar
embreagem. Já o câmbio automático é o tipo de câmbio que dispensa
a embreagem e seu pedal. As trocas de marchas são realizadas
automaticamente por um conversor de torque.
4. Eixo cardã: utilizado por veículos com motor dianteiro e tração
traseira, o eixo cardã tem como função estabelecer a ligação entre
esses dois elementos.
5. Diferencial: formado por várias engrenagens, permite que as rodas
de um mesmo eixo se movimentem a velocidades diferentes como, por
exemplo, em uma curva, quando a roda interna percorre uma distância
menor que a externa. Reduz também as rotações provenientes do
câmbio, que serão transferidas às rodas.
6. Junta homocinética: é usada para unir o eixo da roda com o da
tração, nos carros que possuem tração dianteira. Sua articulação
angular permite a movimentação das rodas de maneira uniforme.
Sistema de direção
É um mecanismo ligado à caixa de direção, acoplando braços e
terminais que possibilitam o esterçamento
(movimento das rodas).
Basicamente, o sistema de direção é
composto por:
1. Volante.
4. Caixa da direção
2. Coluna de direção.
3. Eixo da coluna.
5. Barras de direção
Com o desenvolvimento de novas tecnologias, atualmente existem
diversos modelos de sistema de direção:
• Convencional: não possui assistência hidráulica, o motorista faz
todo o esforço para a direção virar de um lado a outro.
• Hidráulica: a direção fica mais leve graças a uma bomba que faz
circular o óleo dentro da caixa de direção. Essa lubrificação auxilia o
motorista na hora das manobras. A bomba que toca o óleo é
impulsionada pela força do motor. Ou seja, só funciona com o carro
ligado.
• Eletrohidráulica: também conhecida como direção elétrica, tem o
funcionamento semelhante ao da direção hidráulica. Ou seja, a direção
fica mais leve graças ao óleo tocado por uma bomba.
A diferença é que essa bomba é acionada por um motor elétrico e não
pelo motor do carro. Isso evita a perda de potência do carro.
• Elétrica: não há óleo no sistema de direção. Junto à caixa de direção
está fixado um motor elétrico que auxilia os braços da direção a
ficarem mais leves. Ele é muito mais prático, pois elimina o óleo,
mangueiras, correias e polias. O único problema que pode ocorrer é
pane no sistema elétrico. Se isso acontecer, porém, a direção ficará
pesada, mas não irá travar. O motorista seguirá com o controle do
carro.
Todos esses sistemas precisam de manutenção periódica,
acompanhamento do nível de óleo e troca do fluído nos prazos
recomendados pelo fabricante.
Sistema de suspensão
A suspensão compreende todos
os órgãos mecânicos que unem as
rodas à estrutura principal do
automóvel. Seu papel é evitar que
as irregularidades do solo sejam
transmitidas ao veículo e a seus
ocupantes.
Basicamente, a suspensão é composta por:
1. Molas: as molas são os principais componentes elásticos do
carro, sustentando seu peso, estando ele em uso ou não. Elas
absorvem as irregularidades do terreno, controlam a altura do veículo
e atuam sobre o alinhamento e o equilíbrio da suspensão.
2. Componentes de apoio (braço da suspensão): os componentes
de apoio são dispositivos como tensores e braços triangulares, ou
oscilantes, exercendo papéis importantes na suspensão dos carros.
São eles o suportem de molas e amortecedores, fixando o conjunto à
carroceria ou ao chassi.
3. Amortecedor: o amortecedor é um dos elementos principais da
suspensão. É ele que controla a ação das molas, mantendo a
aderência do carro ao solo. Se não estiverem atuando corretamente,
comprometem a estabilidade, o conforto e a segurança.
A suspensão de um carro, juntamente com o sistema de freios, faz
parte do que se chama sistema de segurança do veículo. Exige ao
menos uma revisão periódica para verificação de eventuais danos
gerados pelas condições não muito propícias de nossas vias.
Normalmente, os sintomas mais comuns são ruídos e má
estabilidade do veículo, que aparecem quando se está dirigindo.
Resolução n° 916/22- CONTRAN- Art. 8° Os veículos que sofrerem
alterações no sistema de suspensão ficam obrigados a atender
aos seguintes limites e exigências:
1. Veículos com Peso Bruto Total (PBT) até 3.500 kg:
a) o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável;
b) a altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou
igual
a 100 mm, medidos verticalmente do solo ao ponto mais baixo da
carroceria ou chassi; e
c) o conjunto de rodas e pneus não poderá tocar parte alguma do
veículo quando submetido ao teste de esterçamento.
§ 1º Os veículos que tiverem sua suspensão modificada, em
qualquer condição de uso, devem ter inseridos no campo das
observações do CRLV-e a altura livre do solo.
§ 2° Não se aplicam as disposições deste artigo aos veículos de 2
ou 3 rodas e aos quadriciclos.
Sistema de freios
É o sistema que tem como
objetivo parar ou diminuir a
velocidade de um veículo.
O funcionamento do freio
baseia-se no atrito entre o
elemento fixo na estrutura do
veículo (sapatas ou pinças)
e outro elemento que gira com as rodas (tambores ou discos).
O atrito dessas peças produz a força que imobiliza o carro. A maioria
dos carros tem freio a tambor nas rodas traseiras e freio a disco nas
rodas dianteiras. Em todos os carros, há dois sistemas de freios que
funcionam de maneira independente: o freio de pedal e o freio de mão.
O freio de mão geralmente tem acionamento mecânico e exerce sua
ação apenas nas rodas traseiras.
Funções dos principais componentes do sistema de freios:
1. Hidrovácuo: também conhecido como servofreio. Utiliza o vácuo
do coletor de admissão do motor para multiplicar a força exercida no
pedal, reduzindo assim, o esforço do motorista.
2. Fluido: é responsável por transmitir a pressão que faz acionar as
lonas (no freio a tambor) ou as pastilhas (no freio a disco).
3. Tambor: peça que fica presa ao cubo da roda. No seu interior há
duas sapatas semicirculares, revestidas de lona. Quando acionadas,
as sapatas se expandem e friccionam a parede interna do tambor,
fazendo com que a roda pare de girar.
4. Disco: peça de ferro fundido que acompanha o movimento da
roda. O disco é envolvido por uma parte fixa, a pinça, dentro da qual
há duas pastilhas, recobertas por um material de atrito. Quando se
pisa no pedal do freio, o circuito hidráulico aciona as pastilhas, que
comprimem o disco, proporcionando a frenagem.
5. Cilindro mestre: controla e converte em pressão hidráulica a
força aplicada ao pedal. Essa pressão é transferida para o resto do
sistema de maneira uniforme, equilibrando a reação nas quatro rodas.
⚠ quando for necessário acionar o pedal de freio várias vezes
para ele funcionar, cheque o nível de fluido de freio e faça uma
revisão no sistema, pois pode haver vazamento.
Sistema de freio ABS
O ABS é um sistema de freios inteligente que
evita que as rodas travem quando o freio é
acionado em uma situação de emergência, ao
tentar evitar uma colisão, por exemplo. Desde
janeiro de 2014 é obrigatório todos os veículos
saírem de fábrica equipados com ABS, segundo o CONTRAN
(Conselho Nacional de Trânsito).
O ABS proporciona uma frenagem mais segura em menor espaço,
mantendo o carro em trajetória retilínea sem que os pneus percam a
aderência com o solo.
Trepidações no pedal são normais no sistema com ABS. Mesmo
com o pedal tremendoem decorrência da variação de pressão dos
freios para que estes não travem, deve-se mantê-lo pressionado, sem
medo.
Sistema de rodagem
O sistema de rodagem é formado pelo conjunto de rodas, pneus e
válvulas de segurança. A velocidade instantânea
desenvolvida pelo sistema de rodagem é
indicada pelo velocímetro, que se localiza no
painel de instrumentos na linha de visão do
condutor.
1. Carcaça de lonas.
2. Banda de rodagem.
3. Talões.
4. Roda.
• Roda- Estrutura rígida circular central que conta com um aro, o qual
liga o cubo do veículo ao pneu. Cuidado: uma roda trincada representa
um risco potencial de sinistro de trânsito, estando o veículo em
velocidade.
• Pneu: é o pneu que liga o veículo ao solo, sendo composto por
banda de rodagem, carcaça de lonas e talões.
A pressão dos pneus deve ser verificada semanalmente ou antes de
viajar, seguindo a indicação do manual do proprietário. Lembre-se de
que os pneus devem estar frios, ou seja, não devem ter rodado mais
do que 3 quilômetros. Acima dessa distância, o atrito dos pneus com o
solo aquece o ar interno, que se expande e distorce a calibragem. Não
se esqueça de checar também a pressão do estepe. O uso da
tampinha na válvula de ar de cada pneu é fundamental para evitar que
o bico receba impurezas.
• Desgaste dos pneus: o limite legal é de 1,6 milímetros de
profundidade dos sulcos, de acordo com resolução do CONTRAN.
Abaixo dessa medida o pneu é considerado "careca", compromete a
segurança, e o veículo pode ser apreendido. O momento ideal para a
troca dos pneus é quando a marca de desgaste, o triângulo ou as
letras TWI impressas na lateral deles são atingidas.
Lembre-se que a baixa calibragem dos pneus reduz a sua vida útil.
• Ângulo camber: consiste na inclinação das rodas do veículo
levando-se em consideração o plano horizontal do eixo. A cambagem
é negativa quando a parte superior das rodas se inclina para den-tro,
deixando a parte de cima dos pneus mais próxima uma da outra,
desgastando a parte interna do pneu, e é positiva quando as rodas
ficam mais próximas umas das outras na parte de baixo, onde tocam o
solo e desgastam a parte externa do pneu. O ideal é que se
mantenham no ângulo nulo.
• Ângulo caster: é definido com base na linha vertical que passa pelo
centro da roda do carro, adotando o ponto de vista do perfil. É o
responsável pela segurança e estabilidade da direção, o que permite
dirigir em linha reta com o mínimo de esforço. No entanto, se o ângulo
de caster estiver além do normal, a direção torna-se mais pesada.
• Rodízio de pneus: é um recurso para igualar o desgaste dos pneus
e fazer com que os mesmos durem mais. É extremamente importante
porque os pneus do carro não se desgastam uniformemente, os da
frente tem vida útil menor que os de trás, pois são submetidos a
esforços provocados pelo sistema de direção e da tração.
Recomenda-se o rodízio a cada 10 mil quilômetros, porém esse prazo
depende muito do desgaste que o pneu pode sofrer justamente pelas
vias onde o automóvel circula.
⚠ Faça sempre inspeções visuais para conferir o desgaste e o
estado dos pneus e determinar o momento certo de fazer o
rodízio.
Estrutura dos veículos
A carroceria é a parte do automóvel
destinada a passageiros e bagagem
e que compreende todos os painéis
externos, como teto, tampas, portas,
para-lamas e para-choques.
Pode ser montado sobre chassi ou
ser estrutura monobloco, incorporando
carroceria e chassi.
A maioria dos carros não tem mais o
chassi propriamente dito. O que eles possuem, na verdade, é uma
carroceria monobloco em que o assoalho do veículo já é incorporado
ao restante da lataria.
Atualmente, o chassi só é usado em pesos pesados. O assoalho
separado do resto da carroceria, que deu origem ao termo chassi,
virou raridade. Apoiado nas longarinas, aumenta a resistência da peça,
por isso equipa caminhões, vans e picapes.
A carroceria é projetada com uma seção central resistente para
transportar os passageiros com segurança e fornecer pontos de
fixação rígidos para o sistema de suspensão, motor e para-choques.
Nas partes frontal e traseira há zonas projetadas para absorver
energia em caso de um impacto forte e, dessa maneira, proteger os
passageiros, reduzindo a sua desaceleração.
Barras de proteção: montadas no interior das portas dos veículos, as
barras de proteção têm como função principal proteger a região da
bacia dos ocupantes, isso porque numa batida o impacto irá se
concentrar na altura do assento. As barras de proteção são bastante
eficientes, pois absorvem a batida e redistribuem-na por toda a
carroceria.
Air bag
O air bag, conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um
componente de segurança instalado em alguns
modelos de veículos que funciona de forma
simples: quando o veículo sofre um grande
impacto, vários sensores dispostos em partes
estratégicas do veículo são acionados, emitindo
sinais para uma unidade de controle que aciona
o air bag mais adequado, sendo muito eficaz na
proteção dos ocupantes do veículo em uma colisão grave.
Por ter um acionamento muito rápido, o air bag, se não tomado
algumas medidas de segurança, pode agravar lesões em uma colisão
ou até levar à morte:
• Não dirigir muito próximo ao volante.
• Não posicionar o banco muito próximo do painel de instrumentos
do veículo.
• Sempre manter os braços na posição correta no volante.
• Jamais transportar crianças próximas ao air bag, principalmente se
estiverem na cadeirinha.
• Jamais colocar os pés no painel do veículo.
• Não deixar objetos no colo ou na boca.
• Crianças e animais não devem ficar entre o motorista ou
passageiro e o air bag.
⚠ Desde janeiro de 2014 todos os veículos devem sair de fábrica
com o sistema air bag assim como determina o CONTRAN
(Conselho Nacional de Trânsito).
Motocicletas
As motocicletas se classificam conforme a
capacidade de cilindrada, expressa em
centímetros cúbicos. Assim, existem
modelos de várias potências e tamanhos,
desde os menores, de 50cc, até os maiores,
potentes máquinas de 1400 cc ou mais. O
motor pode ter de 1 a 6 cilindros.
Os garfos dianteiro e traseiro que seguram as rodas são equipados
com molas hidráulicas que amortecem os choques, aumentando a
segurança e a aderência ao solo.
Os dispositivos de controle ficam em posições relativamente
padronizadas, permitindo fácil manipulação.
Na extremidade esquerda do guidão situa-se a alavanca da
embreagem e na direita estão a alavanca do freio da roda dianteira e a
manopla de aceleração.
O piloto aciona os freios traseiros com o pé direito. Os comutadores
do farol e das lanternas sinalizadoras também são colocadas no
guidão, ao alcance do dedo polegar.
O painel de instrumentos, geralmente parecido com o dos
automóveis, conta com velocímetro, contagiros, luzes de alerta e uma
luz testemunha, que avisa quando a caixa de mudanças (câmbio) está
em ponto morto (desengrenado). Dá-se a partida no motor acionando
um pedal ligado à caixa de transmissão; alguns modelos são
equipados com partida elétrica, o que dispensa o uso do pedal de
partida. Quanto às marchas, em geral, cinco à frente são selecionadas
movimentando-se um pedal localizado frontalmente ao apoio do pé
esquerdo.
A transmissão do movimento do motor para a roda traseira é feita
por uma corrente.
Inspeção diária na motocicleta
Fazer uma vistoria na motocicleta
diariamente antes de utilizá-la é
fundamental para garantir uma
pilotagem segura, principalmente
antes de viagens. Em alguns
percursos, nem sempre há
assistência mecânica, por isso, é
importante que a moto esteja em
condições ideais de funcionamento
antes de sair de casa. Com o motor em funcionamento você deve ficar
atento e verificar ruídosestranhos, vazamentos ou parafusos soltos.
• Corrente: para que o sistema de
corrente, coroa e pinhão não seja
prejudicado após a utilização em
estradas de terra, ele deve ser lavado e
lubrificado. Caso esteja solto ou
tensionado, basta ajustar a folga de
acordo com as especificações descritas
no manual do proprietário.
• Pneus e rodas: usar pneus em perfeitas condições garante um
deslocamento seguro.
Portanto, antes da pilotagem é aconselhável
conferir se a calibragem está de acordo com
as especificações do manual do proprietário.
Por exemplo, se for trafegar com garupa,
o pneu traseiro deve receber pressão maior,
especificada no manual do proprietário, para
compensar o peso extra. Outra dica é observar a presença de objetos
presos, como cacos de vidro e pedras, e se algum raio da roda está
quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar.
• Comandos e cabos: as folgas dos pedais
dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da
alavanca da embreagem, devem estar
reguladas com a medida média de 20 mm.
Também é importante fazer o check-up da
regulagem e a lubrificação dos cabos de
embreagem, do acelerador e do sistema de
freios.
• Freios: o sistema de freio precisa estar
devidamente regulado e lubrificado. Se o freio for hidráulico, deve-se
ainda verificar semanalmente o nível do fluido, que, se estiver abaixo
do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento ou desgaste
excessivo da pastilha.
• Luzes e parte elétrica: durante a inspeção, é
importante observar se todas as luzes (de freio,
piscas, lanterna, farol e painel) estão
funcionando.
Qualquer problema em um desses
equipamentos é considerado infração média, segundo o Código
de Trânsito Brasileiro, com penalidade de multa.
• Óleo e combustível: para manter o bom funcionamento do motor, é
recomendada a verificação diária do nível do
óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do
nível recomendado, deve-se preencher ou efetuar
a troca completa, conforme a
necessidade, sempre seguindo os procedimentos
descritos no manual do proprietário. Lembre-se
também de verificar o nível do líquido de
arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada de
sistema de arrefecimento líquido. É importante,
ainda, verificar se o combustível está chegando normalmente ao
carburador. Para isso, é necessário desapertar o parafuso de
drenagem.
Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e a limpeza do
filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação do motor, eles devem
ser limpos ou substituídos de acordo com a tabela de manutenção do
manual do proprietário.
Para ter certeza de uma viagem segura é importante que todos
esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta sejam
observados e que o motociclista leve consigo um kit extra, composto
de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, lâmpada de farol e
lanterna traseira para o caso de qualquer imprevisto.
Freio ABS e CBS em motocicletas
O ABS evita o travamento das rodas em
frenagens bruscas e facilita a parada sem que
a roda traseira levante. Já o CBS, sistema de
frenagem combinada das rodas, distribui a
força de frenagem entre as duas rodas e
diminui a distância que a moto leva para parar,
garantindo uma desaceleração rápida e segura. O CBS consiste no
acionamento automático parcial do disco dianteiro quando só o
traseiro é solicitado, prática muito comum entre motociclistas,
especialmente os recém-habilitados.
Equipamentos obrigatórios
De acordo com a Resolução n° 993/23- CONTRAN (Conselho
Nacional de Trânsito), para circular em vias públicas, os veículos
deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados a
seguir, a serem constatados pela fiscalização em condições de
funcionamento.
I. Veículos automotores e ônibus elétricos:
• Para-choques, dianteiros e traseiros.
• Protetores das rodas traseiras em caminhões.
• Espelhos retrovisores, interno e externo.
• Limpador de para-brisa.
• Lavador de para-brisa.
• Pala interna de proteção contra o sol (para-sol) para o condutor.
• Faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela.
• Luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou amarela.
• Lanternas de posição traseiras de cor vermelha.
• Lanternas de freio de cor vermelha.
• Lanternas indicadoras de direção dianteiras de cor âmbar e
traseiras de cor âmbar ou vermelha.
• Lanterna de marcha a ré de cor branca.
• Retrorrefletores (catadióptrico) traseiros de cor vermelha.
• Lanterna de iluminação da placa traseira de cor branca.
• Velocímetro e buzina.
• Freios de estacionamento e de serviço, com comandos
independentes.
• Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança.
• Dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência,
independentemente do sistema de iluminação do veículo.
• Extintor de incêndio (facultativo para automóveis, utilitários,
camionetas e caminhonetes).
• Registrador de velocidade e tempo, nos veículos de transporte e
condução de escolares, nos de transporte de passageiros com mais
de 10 lugares e nos de carga com capacidade máxima de tração
superior a 19 t.
• Cinto de segurança para todos os ocupantes.
• Dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles
dotados de motor a combustão.
• Roda sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou sem
câmara de ar, conforme o caso.
• Macaco compatível com peso e carga.
• Chave de roda.
• Chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção
de calotas.
• Lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos, quando
suas dimensões o exigirem.
• Cinto de segurança para árvore de transmissão em veículos de
transporte coletivo e de carga.
II. Motonetas, motocicletas e triciclos:
• Espelhos retrovisores, em ambos os lados.
• Farol dianteiro, de cor branca ou amarela.
• Lanterna, de cor vermelha, na parte traseira.
• Lanterna de freio, de cor vermelha.
• Iluminação da placa traseira.
• Indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiro e
traseiro.
• Velocímetro e buzina.
• Pneus que ofereçam condições de segurança.
• Dispositivos destinado ao controle de ruído do motor.
III. Veículos de propulsão humana ou tração animal:
• Freios.
• Luz Branca ou amarela dianteira e luz vermelha traseira ou
catadióptricos nas mesmas cores.
• Campainha, sinalização noturna lateral e nos pedais e espelho
retrovisor do lado esquerdo nas bicicletas.
IV. Os veículos automotores produzidos a partir de 1° de janeiro
de 1999 deverão ser dotados dos seguintes equipamentos
obrigatórios:
• Espelhos retrovisores externos, em ambos os lados.
• Registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, para
os veículos de carga, com peso bruto total superior a 4536 kg.
• Encosto de cabeça, em todos os assentos dos automóveis, exceto
nos assentos centrais.
• Cinto de segurança graduável e de três pontos em todos os
assentos dos automóveis. Nos assentos centrais, o cinto poderá ser
do tipo subabdominal.
• Os ônibus e micro-ônibus poderão utilizar cinto subabdominal
para os passageiros.
Extintor de incêndio
Resolução n° 919/22- CONTRAN (Conselho Nacional
de Trânsito): é facultativa, por opção do proprietário, a
instalação do extintor de incêndio para automóveis,
utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de
cabine fechada.
É obrigatório o uso do extintor de incêndio para
caminhão, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e
para todo veículo utilizado no transporte coletivo de
passageiros.
Os veículos automotores obrigados a utilizar o extintor de incêndio
só poderão circular equipados com extintor com carga de pó ABC.