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Noções em Mecânica Básica 
Introdução 
 O condutor deve conhecer o funcionamento do seu veículo e 
seus equipamentos, especialmente os de segurança, além de ter 
noções básicas de mecânica. 
 De uma maneira geral, os veículos são constituídos pelos mesmos 
elementos. Têm-se, em todos os tipos, um chassi ou um monobloco, 
que são os suportes do veículo; uma cobertura para conduzir os 
passageiros ou a carga, que se chama carroceria; um conjunto 
motopropulsor constituído por um motor; e transmissão de movimento, 
que é capaz de criar a energia para deslocar o veículo. 
 Outros elementos com certas funções básicas são: todo veículo 
deve ter um sistema de direção, que é capaz de fazê-lo deslocar-se 
para onde se deseja; deve possuir um sistema de suspensão para não 
transmitir aos passageiros ou às cargas as oscilações do veículo, 
quando passar em terreno irregular. 
 Existem mais elementos ainda, que serão apresentados à medida 
que o assunto for se desenvolvendo. Estudaremos rodas e pneus, 
sistema de freios, câmbio, e assim por diante. 
 
Motor de combustão interna 
 Nos motores de combustão interna, 
a transformação de energia é resultante da 
queima de uma mistura de ar/combustível no 
interior da câmara de combustão. 
 Responsável por transformar energia 
em movimento, é o motor que gera os 
cavalos (cv = cavalo-vapor) e o torque (a 
força de tração). 
Seus principais componentes são: 
o cárter (reservatório de óleo), bloco (que 
abriga o virabrequim e os pistões), cabeçote (parte superior e sede da 
câmara de combustão), válvulas, eixo do comando de válvulas e seus 
outros assistentes, como velas e bicos injetores. 
1. Comando de válvulas: gerencia 
as válvulas de admissão e escape, 
determinando o momento e o tempo 
necessário para a admissão da 
mistura ar-combustível; 
2. Correia dentada: sincroniza os 
movimentos do virabrequim com os 
do comando de válvulas; 
3. Câmara de combustão: onde 
ocorre a queima de mistura ar-
combustível do cilindro; 
4. Virabrequim: conhecido como árvore de manivelas, é girado pelo 
deslocamento do pistão; 
5. Mancais: chamadas de bronzinas, servem de apoio e redução do 
atrito das bielas em movimento do motor; 
6. Biela: tem a função de ligar o pistão ao virabrequim; 
7. Pistão: sobe e desce dentro do cilindro durante a entrada e a 
queima da mistura ar-combustível e a descarga dos gases de 
exaustão; 
8. Volante do motor: funciona como um reservatório de energia 
cinética e torna a rotação do virabrequim mais suave; 
9. Cárter: reservatório de óleo do motor. 
 
 Os motores de combustão interna empregam como combustível 
gasolina e o etanol misturados a quantidades de ar filtrado, mistura 
essa que é transformada em uma espécie de aerossol pelo 
carburador. Os motores modernos usam sistemas eletrônicos que 
regulam com precisão a quantidade e o teor da mistura que é 
Cuidados básicos: atenção para a correia dentada. Verifique se ela 
está bem esticada e não está desgastada, ressecada ou quebradiça. 
Em geral, a troca deve ser feita entre 40 e 50 mil quilômetros. 
Siga as orientações do fabricante sobre revisões e troca de 
peças na quilometragem correta. 
 
introduzida nos cilindros, conhecidos por injeção eletrônica. O número 
de cilindros que compõem um motor é variável, sendo que as 
configurações mais comuns apresentam 3, 4, 5, 6 e 12 cilindros. 
 
Veículo equipado com motor flex 
 O veículo flex está equipado com um motor que tem a capacidade 
de ser reabastecido e funcionar 
com mais de um tipo de 
combustível, misturados no 
mesmo tanque e queimados na 
câmara de combustão 
simultaneamente. Ao ser 
abastecido, um sensor detecta a 
mistura do combustível e ajusta a injeção de acordo com a mistura. 
Assim, pode-se usar tanto etanol quanto gasolina, ou uma mistura dos 
dois em qualquer proporção sem qualquer dano ao motor. 
 
Funcionamento do motor 
 Nos motores a álcool, gasolina ou flex, a produção do movimento 
começa pela queima de combustível nas câmaras de combustão. 
 Essas câmaras contém um cilindro, duas válvulas (uma de admissão 
e outra de escape) e uma vela de ignição. O pistão que se move no 
interior do cilindro é acoplado à biela, que se articula com o 
virabrequim. O virabrequim, ao girar, faz com que o movimento chegue 
às rodas através do sistema de transmissão do carro. 
 Os cilindros são aberturas no bloco do motor nas quais os pistões 
deslizam, subindo e descendo de acordo com a explosão e o 
movimento do virabrequim. 
 As ilustrações mostram um esquema do motor a "quatro tempos":
 
 
1º Primeiro tempo (admissão): a válvula de admissão se abre e uma 
mistura de combustível e ar é injetada no cilindro através da válvula de 
admissão, enquanto o virabrequim, que gira, empurra o pistão para 
baixo; 
2º Segundo tempo (compressão): a válvula de admissão se fecha; a 
mistura é comprimida à medida que o pistão se eleva e, antes que 
este chegue à parte superior, a vela se acende; 
3° Terceiro tempo (combustão e explosão): a mistura acende-se; os 
gases quentes, que se expandem, formados na explosão, produzem 
uma força que faz com que o pistão abaixe novamente, acionando o 
virabrequim; 
4° Quarto tempo (escape): a válvula de escape abre-se e os gases 
são expulsos pelo pistão, que se eleva. 
 
Sistema de alimentação 
 O sistema de alimentação fornece a mistura de ar e combustível 
para o motor na quantidade e no momento adequados. A mistura 
gasosa é formada no carburador ou, nos motores atuais, calculada 
pela injeção eletrônica. 
 O sistema baseia-se em um microprocessador que faz todo o 
gerenciamento do motor, controlando o seu funcionamento da forma 
mais adequada possível. Esse sistema veio a substituir os 
convencionais sistemas de alimentação por carburador e ignição 
eletrônica transistorizada. Isso significa que o sistema cuida de todo o 
processo térmico do motor, como a preparação da mistura 
ar/combustível, a sua queima e a exaustão dos gases. 
 Para que isso seja possível, o microprocessador deve processar as 
informações de diversas condições do motor, como sua temperatura, a 
temperatura do ar admitido, a pressão interna do coletor de admissão, 
a rotação, etc. Tais sinais, depois de processados, servem para 
controlar diversos dispositivos que atuarão no sistema de marcha 
lenta, no avanço da ignição, na injeção de combustível, etc. 
 
1. Tanque de combustível. 
4. Filtro de combustível. 
2. Tanque de combustível. 
5. Bicos injetores. 
3. Bomba de combustível. 
6. Filtro de ar. 
 
 A válvula de purga do cânister, 
como é conhecida, é um reservatório que contém carvão ativado, 
responsável pela absorção do vapor de combustível e filtragem, 
liberando ar limpo na atmosfera. 
 O vapor adsorvido no carvão ativado é reutilizado pelo motor. 
 Quando defeituoso, pode provocar graves defeitos no sistema de 
injeção, levando em alguns casos a uma retífica desnecessária de 
motor. Em alguns veículos a válvula fica localizada abaixo 
do para-lama, atrás do para barro. No caso dos primeiros sinais de 
problemas no cânister, procure uma oficina especializada em injeção 
eletrônica. 
 
Cuidados básicos: a cada 40 mil quilômetros deve-se limpar os bicos 
de injeção eletrônica porque a sujeira presente no combustível pode 
entupir o sistema, aumentando o consumo e piorando o desempenho 
do motor; 
 O filtro de combustível impede que partículas que estejam no tanque 
do carro tais como ferrugem, pó, água ou sujeira cheguem à bomba de 
combustível e ao bico injetor, preservando a sua vida útil. 
 Sua troca é recomendada entre 10 e 15 mil quilômetros. O filtro de 
combustível vencido ou danificado compromete a bomba de 
combustível e deixa o sistema de injeção sujo. Isso gera falhas, afeta o 
rendimento do veículo e aumenta o consumo de combustível. 
 O filtro de ar tem a função de separar e eliminar todas as partículasexistentes no ar aspirado pelo motor. Os filtros devem ser trocados a 
cada 10 mil quilômetros, pois sua utilização correta aumenta 
consideravelmente a vida útil do motor e diminui o consumo do 
combustível. 
 
Sistema de arrefecimento 
 Todos os motores de veículos são 
máquinas geradoras de calor (motores de 
combustão interna), portanto foi criado o 
sistema de arrefecimento para controlar 
essa quantidade de calor. Fazem parte 
do sistema de arrefecimento: 
1. Radiador: componente destinado a 
efetuar a troca do calor da água aquecida 
pelo motor para o ar ambiente e, com 
isso, manter a temperatura do motor 
dentro do previsto pelo fabricante. 
2. Líquido de arrefecimento: é destinado a elevar o ponto de 
ebulição e congelamento da água, além de lubrificar e proteger contra 
a corrosão. 
3. Bomba d'água: faz circular o líquido de arrefecimento entre o motor 
e o radiador. 
4. Mangueiras: interligam o motor com o radiador e o reservatório de 
expansão. 
5. Válvula termostática: controla o fluxo do líquido do arrefecimento e 
a temperatura do motor. 
6. Ventilador (ventoinha): é uma hélice destinada a aumentar o fluxo 
de ar e, assim, resfriar o líquido de arrefecimento no radiador. 
7. Interruptor térmico da ventoinha (cebolinha): interruptor de 
corrente elétrica sensível à temperatura. É usado para controlar o 
funcionamento da ventoinha. 
8. Reservatório de expansão: recipiente suplementar destinado a 
recolher o excesso de volume de água que se dilatou ao esquentar. 
 O reservatório indica se a quantidade de 
água existente no radiador e no restante do 
sistema de arrefecimento (mangueiras e 
bomba d'água) é suficiente. O recipiente tem 
duas marcas ("min" e "máx" ou simplesmente 
duas setas) e o nível de água deve estar entre 
elas ou próximo do máximo, nunca acima 
deste nem abaixo do mínimo. 
 Se o marcador de temperatura do painel (termômetro) mostrar que 
há superaquecimento, pare o carro imediatamente. Abra o capô e 
espere o motor esfriar por 15 minutos. 
Usando um pano, abra com cuidado a tampa do reservatório de água 
do radiador para verificar se está vazio. Se estiver, ligue o carro e só 
então coloque água. Depois disso, verifique se há vazamento em 
alguma mangueira do radiador ou se a correia da bomba de água está 
frouxa. Essas são as causas possíveis do superaquecimento. Se 
estiver tudo em ordem, ligue o motor novamente e espere aquecer até 
atingir aproximadamente 90 graus centígrados (verifique no marcador 
de temperatura no painel). Observe se a ventoinha entra em ação. Se 
ela não funcionar, desligue o motor. Pode ser que o sensor, um fusível 
ou ainda a ventoinha esteja queimados. 
 
Sistema de lubrificação 
 As numerosas peças que 
constituem 
a mecânica interna do motor 
precisa de um sistema de 
distribuição de óleo que assegure 
sua lubrificação. 
 O sistema de lubrificação é 
composto por bomba de óleo, 
cárter, filtro de óleo, 
tubulação, galerias no bloco e cabeçote, tudo para que circule óleo 
constantemente nas peças móveis do motor. 
 O óleo do motor é mantido limpo pelo filtro de óleo, que retém as 
impurezas e contaminantes sendo assim, é necessário substituí-lo nas 
trocas de óleo, para garantir que continue filtrando adequadamente o 
óleo que circula pelo motor. 
 O óleo do motor tem como função lubrificar e reduzir a um mínimo o 
atrito e o calor gerados, mantendo a temperatura das partes móveis do 
motor dentro dos limites toleráveis, evitando desgastes prematuros 
dessas partes. 
 O óleo é retirado do cárter pela bomba, levado para o alto do motor e 
despejado sobre as peças móveis, como pistões e virabrequim. 
 
Verificação do nível do óleo do motor: 
• Verifique o nível do óleo do cárter 
uma vez por semana com o veículo 
em uma superfície plana e, de 
preferência, com o motor frio; 
• Puxe a vareta do óleo e retire-a. 
Limpe-a completamente e introduza-
a totalmente, retire-a novamente e 
verifique o nível de óleo, que deve 
estar entre as marcas mínimo e 
máximo da vareta; 
• Adicione óleo somente se o nível 
atingir a marca mínima ou se estiver abaixo dela; 
• O nível de óleo não deverá ficar acima da marca máxima da vareta; 
• Localizada no painel de instrumentos do veículo, a luz indicadora de 
pressão do óleo do motor (manômetro) deve acender ao ligar a ignição 
e apagar ao dar partida do motor; 
• Se a luz acender com o veículo em movimento, estacione 
imediatamente e desligue o motor, pois poderá ter 
havido uma interrupção no funcionamento do sistema de 
lubrificação, podendo causar travamento do motor. 
 
 
Sistema de escapamento 
 O sistema de escapamento 
tem a função de conduzir, sem 
perigo para os ocupantes, os 
gases quentes do motor até a 
atmosfera, além de reduzir o 
ruído provocado pela expulsão 
desses gases por meio do 
silencioso. 
 
1. Tubo coletor: conectado ao motor, é destinado a coletar os gases 
queimados e encaminhá-los aos demais componentes do sistema de 
escapamento; 
2. Catalisador: item obrigatório nos veículos, tem como função 
principal transformar por meio de reação química os gases nocivos em 
elementos não contaminantes; 
3. Silencioso intermediário: é responsável pela primeira redução do 
nível sonoro, velocidade, temperatura e pressão dos gases; 
4. Silencioso traseiro: redução final dos níveis de ruídos. 
 
Verifique periodicamente: vazamento de gases, desgastes dos 
acessórios, peças danificadas e ferrugem. Componentes com 
vazamento podem causar ruídos anormais e apresentar riscos à 
segurança. Para prolongar a vida útil do catalisador, evite entrar em 
poças de água profundas e procure desviar de pedras maiores, que 
podem causar estragos. 
Fumaça saindo do escapamento nunca é bom sinal. Através da cor 
da fumaça, é possível verificar e interpretar onde está o problema do 
veículo: 
• Fumaça Branca: indica que, possivelmente, o líquido de 
arrefecimento do radiador está sendo queimado na câmara de 
combustão, geralmente quando alguma junta do motor está danificada, 
queimada ou rompida. Quando isso acontece, o nível do líquido de 
arrefecimento diminui. 
Atenção: caso a presença da fumaça branca ocorra apenas no 
momento em que o motor é ligado ou em dias mais frios, é apenas um 
sinal de condensação do ar, comum em carros a etanol. 
• Fumaça Preta: ocorre quando o carburador ou a injeção eletrônica 
estão desregulados, o motor apresenta alguma irregularidade de 
funcionamento, isso quer dizer que o motor injeta mais combustível na 
câmara de combustão do que é capaz de queimar. Esse combustível 
em excesso é expelido no escapamento e só é queimado do lado de 
fora pelo calor do próprio escape, resultando na fumaça preta. 
Atenção: a fumaça preta sempre vem acompanhada de alto consumo 
de combustível; 
•Fumaça Azul: indica que pode ter óleo do motor sendo queimado na 
câmara de combustão. Isso diminui a lubrificação e pode danificar 
seriamente o motor. Geralmente a incidência deste tipo de fumaça 
ocorre por conta de alguma folga gerada por desgaste ou quebra nos 
anéis dos pistões. 
Atenção: o nível de óleo baixando rapidamente é um sintoma da 
fumaça azul. 
 
Sistema elétrico 
 O sistema elétrico controla a alimentação dos componentes elétricos 
e eletrônicos, como luzes, ar condicionado, computador de bordo e 
vidros elétricos. 
 Esse sistema é também responsável pela partida do veículo. 
 Os principais componentes do sistema elétrico são: bateria, chave 
de ignição, distribuidor, vela e bobina. 
 
• Bateria: fonte de energia do carro. 
É um acumulador de eletricidade. Aciona o motor 
de arranque (que dá partida ao motor) e é 
responsável por manter todo o sistema elétrico do 
veículo em funcionamento. 
Existem dois tipos de bateria. A chamada bateria 
selada, sem manutenção, que dispensa o adicionamento de água, e a 
bateria com manutenção, à qual se deve acrescentar água destilada 
sempreque o nível estiver baixo. Evite deixar as luzes acesas ou o 
rádio funcionando com o motor desligado, pois pode descarregar a 
bateria. 
 
 
• Chave de ignição: a chave abre todas as portas e tampas do 
veículo, destrava a direção, liga a ignição e dá partida 
ao motor de arranque. Nunca dê partidas contínuas 
no motor por mais de 10 segundos. Se o motor não 
entrar em funcionamento na primeira tentativa, 
desligue a chave, espere 5 segundos e dê partida 
novamente. 
Não insista se o motor não der partida após algumas tentativas. 
Procure descobrir a causa antes de acionar a partida novamente. 
 
 
Distribuidor e bobina de ignição 
• Distribuidor: o distribuidor é o componente do 
sistema de ignição encarregado de distribuir corrente 
elétrica de alta tensão produzida pela bobina para as 
velas. 
Se a tampa do distribuidor estiver trincada, o carro 
não funcionará. Quando isso acontece, a distribuição 
de energia para as velas fica prejudicada, 
ocasionando fuga de corrente elétrica. A solução é trocar a tampa. 
• Ignição eletrônica: a ignição eletrônica calcula o momento do ponto 
de ignição. Substitui os distribuidores convencionais 
por mapas eletrônicos, com resultado mais eficiente 
que a ignição convencional. 
• Bobina de ignição: componente elétrico do sistema 
de ignição destinado a transformar corrente de baixa 
tensão, de 6 ou 12 volts, em alta, de até 30.000 volts, 
pelo processo de indução. A corrente é distribuída para 
as velas de ignição por meio do distribuidor. 
 
 
 Quando ocorre o superaquecimento da bobina, pode ser um sinal de 
desgaste da peça. 
Ela para de produzir corrente e o carro não liga. O jeito é esperar que 
esfrie. Para acelerar o processo, desligue a chave, abra o capô e 
coloque um pano molhado sobre a bobina. Esperando cerca de 10 
minutos, o carro volta a ligar. Trata-se de uma solução de emergência. 
Assim que puder, passe em um autoelétrico e troque a peça. 
 
Vela de ignição 
 É a unidade responsável por provocar a ignição 
da mistura ar/combustível dentro do cilindro e, em 
consequência, sua explosão. 
O eletrodo que gera a faísca trabalha em 
temperaturas que vão de 400 a 800 graus 
centígrados. O lado externo da vela é recoberto com 
material cerâmico que age como uma capa protetora do eletrodo 
central. Ainda que alguns modelos tenham configuração diferente, em 
geral cada cilindro tem uma vela. 
 Como os eletrodos se desgastam por efeito da faísca, a vela tem 
vida útil pré-determinada determinada pelo fabricante do motor, 
substitua as velas de acordo com suas instruções. 
 
Motor de arranque ou motor de partida 
 É o equipamento que transforma a energia 
elétrica da bateria em energia mecânica, 
transmitida ao motor para o início do seu 
funcionamento. 
Ao ligar o carro, o motor de partida faz girar uma 
roda dentada instalada no volante do motor para 
que este entre em funcionamento. Sendo assim 
fica inoperante após esse período, permanecendo parado mesmo 
enquanto o motor do automóvel estiver em funcionamento. 
 
 
 
 
Alternador 
 Acionado por uma correia ligada ao motor, o 
alternador é um gerador de corrente elétrica que 
carrega a bateria e alimenta o sistema elétrico 
com o motor em funcionamento. 
 Se a luz de carga de bateria estiver acesa no 
painel de instrumentos do veículo, pode ser uma 
indicação de que a correia que liga o alternador 
está sem tensão ou se rompeu. 
 
Fusíveis 
 Os fusíveis compõem um dispositivo de 
proteção a curto circuitos no sistema 
elétrico. 
 Se o farol não acende e a lâmpada não 
está queimada, então a causa geralmente 
deve ser o fusível. Confira no manual do veículo a localização do 
compartimento de fusíveis. 
A seguir, verifique qual deles é o responsável pelos faróis, retire-o e 
substitua-o por um novo. Os queimados apresentam a fina lâmina 
interna rompida. 
 Não improvise com fusíveis de amperagem diferente ou outro tipo de 
material (arame, papel aluminizado). Isso pode causar sérios danos ao 
sistema elétrico do automóvel, além de proporcionar risco de curto-
circuito e até mesmo incêndio. 
 
Luzes 
 A segurança no trânsito passa pelo bom funcionamento das luzes de 
iluminação e de sinalização do veículo. 
Verificar as luzes de sinalização 
externa (faróis, lanternas, luzes de 
seta, marcha a ré, freios e também 
a das placas) é uma obrigação diária. 
 Buracos e depressões nas cidades 
e nas estradas fazem com que os faróis 
percam a regulagem de fábrica em até 3 meses. 
A boa regulagem propicia o aproveitamento total do facho luminoso do 
veículo, tornando o dirigir mais confortável e evitando o ofuscamento 
da visão de outros motoristas, o que garante a segurança. 
 
Painel de instrumentos 
 Os painéis de instrumentos possuem indicadores que registram 
quantidades e valores, geralmente através de um ponteiro ou painel 
digital indicando um determinado valor numa escala. Sensores 
espalhados pelo veículo verificam as condições de funcionamento de 
diversos itens, como:
 
 
1. Velocímetro: velocidade desenvolvida pelo veículo. 
2. Tacômetro: contagiro. 
3. Termômetro: temperatura do líquido de arrefecimento. 
4. Indicador de nível de combustível. 
5. Luzes de aviso. 
6. Indicador de sinal (seta). 
7. Hodômetro: medidor de distância percorrida parcial e total. 
8. Luzes do câmbio (veículos com câmbio automático): 
 P- Estacionado; 
 R- Ré; 
 N- Neutro ou ponto morto; 
 D- Dirigir; 
 S- Esportivo (usado para ultrapassagens e retomada de velocidade); 
 L- Reduzida (usado em subidas íngremes ou descidas). 
Quando uma das luzes de advertência acende no painel é sinal de que 
algo não funciona bem. É necessário identificar o sistema 
correspondente à luz acesa com base no manual de proprietário. 
 
 
Lembre-se: alguns símbolos apresentados na tabela do painel de 
instrumentos podem variar de acordo com a marca e o modelo de 
veículo. Automóveis mais sofisticados possuem indicadores com 
informações mais refinadas, algumas até calculadas por computador 
de bordo em painel LCD. 
 
Sistema de transmissão 
 O sistema de transmissão tem 
 a função de transferir a 
potência do motor para as rodas 
motrizes do veículo. 
Os principais componentes do 
sistema de transmissão são: a 
embreagem, a caixa de 
mudanças, o eixo cardã e o diferencial. 
Veículos com câmbio automático não possuem embreagem. 
 
1. Embreagem: é um dispositivo mecânico constituído basicamente 
de duas peças, o platô e o disco, montados entre o motor e a caixa de 
mudanças (câmbio) que, quando acoplada, transmite a rotação do 
motor à caixa de câmbio, que envia o torque ao diferencial e às rodas. 
Acionada por um pedal, a embreagem tem a função secundária de 
permitir trocas de marchas com facilidade. 
 
2. Caixa de mudanças: também conhecida como câmbio, é um 
conjunto mecânico do sistema de transmissão que dispõe de vários 
conjuntos de engrenagens, de diferentes relações, selecionáveis pelo 
motorista. O câmbio possibilita ao automóvel ter aptidão para subidas 
íngremes e trafegar em alta velocidade, com melhor aproveitamento 
em todas as velocidades. 
 
3. Câmbio manual: câmbio em que as diferentes marchas precisam 
ser obrigatoriamente escolhidas pelo motorista mediante ação manual 
de uma alavanca, conjugado com desacoplamento/ acoplamento da 
 
Combustível 
Luz do comparti- 
mento de 
 passageiros 
Limpador de 
pára-brisa 
Sistema de 
injeção 
eletrônica 
Luz alta Fluído de limpeza 
vidro traseiro 
 
Carga de bateria 
Luz baixa Fluído de limpeza 
pára-brisa 
Temperatura 
do motor 
 
Luz de posição 
Desembaçador vidro 
traseiro 
Nível do óleo 
(manômetro) 
 
Faróis de neblina 
Distribuição de 
ar pára-brisa 
 
Sistema de freio 
Luzes de seta 
Ventilação 
Sistema de freio 
antiblocante (ABS) 
 
Luz de alerta 
 
Ar condicionado 
 
Portaentreaberta 
 
Buzina 
Distribuição de ar 
assoalho 
 
Cinto de segurança 
Trava ou 
Destrava todas 
as portas 
Distribuição de ar 
frontal 
Air bag Trava tampa 
traseira 
Distribuição de ar 
frontais e assoalho 
Manutenção 
programada 
Trava tampa 
dianteira 
Distribuição de ar 
assoalho e para-brisa 
 
Tomada 12 V 
Limpador do 
vidro traseiro 
Circulação de ar 
embreagem. Já o câmbio automático é o tipo de câmbio que dispensa 
a embreagem e seu pedal. As trocas de marchas são realizadas 
automaticamente por um conversor de torque. 
 
4. Eixo cardã: utilizado por veículos com motor dianteiro e tração 
traseira, o eixo cardã tem como função estabelecer a ligação entre 
esses dois elementos. 
5. Diferencial: formado por várias engrenagens, permite que as rodas 
de um mesmo eixo se movimentem a velocidades diferentes como, por 
exemplo, em uma curva, quando a roda interna percorre uma distância 
menor que a externa. Reduz também as rotações provenientes do 
câmbio, que serão transferidas às rodas. 
 
6. Junta homocinética: é usada para unir o eixo da roda com o da 
tração, nos carros que possuem tração dianteira. Sua articulação 
angular permite a movimentação das rodas de maneira uniforme. 
 
Sistema de direção 
 É um mecanismo ligado à caixa de direção, acoplando braços e 
terminais que possibilitam o esterçamento 
(movimento das rodas). 
 Basicamente, o sistema de direção é 
composto por: 
1. Volante. 
4. Caixa da direção 
2. Coluna de direção. 
3. Eixo da coluna. 
5. Barras de direção 
Com o desenvolvimento de novas tecnologias, atualmente existem 
diversos modelos de sistema de direção: 
• Convencional: não possui assistência hidráulica, o motorista faz 
todo o esforço para a direção virar de um lado a outro. 
• Hidráulica: a direção fica mais leve graças a uma bomba que faz 
circular o óleo dentro da caixa de direção. Essa lubrificação auxilia o 
motorista na hora das manobras. A bomba que toca o óleo é 
impulsionada pela força do motor. Ou seja, só funciona com o carro 
ligado. 
• Eletrohidráulica: também conhecida como direção elétrica, tem o 
funcionamento semelhante ao da direção hidráulica. Ou seja, a direção 
fica mais leve graças ao óleo tocado por uma bomba. 
A diferença é que essa bomba é acionada por um motor elétrico e não 
pelo motor do carro. Isso evita a perda de potência do carro. 
• Elétrica: não há óleo no sistema de direção. Junto à caixa de direção 
está fixado um motor elétrico que auxilia os braços da direção a 
ficarem mais leves. Ele é muito mais prático, pois elimina o óleo, 
mangueiras, correias e polias. O único problema que pode ocorrer é 
pane no sistema elétrico. Se isso acontecer, porém, a direção ficará 
pesada, mas não irá travar. O motorista seguirá com o controle do 
carro. 
 
Todos esses sistemas precisam de manutenção periódica, 
acompanhamento do nível de óleo e troca do fluído nos prazos 
recomendados pelo fabricante. 
 
Sistema de suspensão 
 A suspensão compreende todos 
os órgãos mecânicos que unem as 
rodas à estrutura principal do 
automóvel. Seu papel é evitar que 
as irregularidades do solo sejam 
transmitidas ao veículo e a seus 
ocupantes. 
Basicamente, a suspensão é composta por: 
 1. Molas: as molas são os principais componentes elásticos do 
carro, sustentando seu peso, estando ele em uso ou não. Elas 
absorvem as irregularidades do terreno, controlam a altura do veículo 
e atuam sobre o alinhamento e o equilíbrio da suspensão. 
 2. Componentes de apoio (braço da suspensão): os componentes 
de apoio são dispositivos como tensores e braços triangulares, ou 
oscilantes, exercendo papéis importantes na suspensão dos carros. 
São eles o suportem de molas e amortecedores, fixando o conjunto à 
carroceria ou ao chassi. 
 3. Amortecedor: o amortecedor é um dos elementos principais da 
suspensão. É ele que controla a ação das molas, mantendo a 
aderência do carro ao solo. Se não estiverem atuando corretamente, 
comprometem a estabilidade, o conforto e a segurança. 
 A suspensão de um carro, juntamente com o sistema de freios, faz 
parte do que se chama sistema de segurança do veículo. Exige ao 
menos uma revisão periódica para verificação de eventuais danos 
gerados pelas condições não muito propícias de nossas vias. 
 Normalmente, os sintomas mais comuns são ruídos e má 
estabilidade do veículo, que aparecem quando se está dirigindo. 
 
Resolução n° 916/22- CONTRAN- Art. 8° Os veículos que sofrerem 
alterações no sistema de suspensão ficam obrigados a atender 
aos seguintes limites e exigências: 
 1. Veículos com Peso Bruto Total (PBT) até 3.500 kg: 
 a) o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável; 
 b) a altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou 
igual 
 a 100 mm, medidos verticalmente do solo ao ponto mais baixo da 
 carroceria ou chassi; e 
 c) o conjunto de rodas e pneus não poderá tocar parte alguma do 
 veículo quando submetido ao teste de esterçamento. 
 § 1º Os veículos que tiverem sua suspensão modificada, em 
 qualquer condição de uso, devem ter inseridos no campo das 
 observações do CRLV-e a altura livre do solo. 
 § 2° Não se aplicam as disposições deste artigo aos veículos de 2 
 ou 3 rodas e aos quadriciclos. 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema de freios 
 É o sistema que tem como 
objetivo parar ou diminuir a 
velocidade de um veículo. 
 O funcionamento do freio 
 baseia-se no atrito entre o 
elemento fixo na estrutura do 
veículo (sapatas ou pinças) 
e outro elemento que gira com as rodas (tambores ou discos). 
O atrito dessas peças produz a força que imobiliza o carro. A maioria 
dos carros tem freio a tambor nas rodas traseiras e freio a disco nas 
rodas dianteiras. Em todos os carros, há dois sistemas de freios que 
funcionam de maneira independente: o freio de pedal e o freio de mão. 
O freio de mão geralmente tem acionamento mecânico e exerce sua 
ação apenas nas rodas traseiras. 
Funções dos principais componentes do sistema de freios: 
 1. Hidrovácuo: também conhecido como servofreio. Utiliza o vácuo 
do coletor de admissão do motor para multiplicar a força exercida no 
pedal, reduzindo assim, o esforço do motorista. 
 2. Fluido: é responsável por transmitir a pressão que faz acionar as 
lonas (no freio a tambor) ou as pastilhas (no freio a disco). 
 3. Tambor: peça que fica presa ao cubo da roda. No seu interior há 
duas sapatas semicirculares, revestidas de lona. Quando acionadas, 
as sapatas se expandem e friccionam a parede interna do tambor, 
fazendo com que a roda pare de girar. 
 4. Disco: peça de ferro fundido que acompanha o movimento da 
roda. O disco é envolvido por uma parte fixa, a pinça, dentro da qual 
há duas pastilhas, recobertas por um material de atrito. Quando se 
pisa no pedal do freio, o circuito hidráulico aciona as pastilhas, que 
comprimem o disco, proporcionando a frenagem. 
 5. Cilindro mestre: controla e converte em pressão hidráulica a 
força aplicada ao pedal. Essa pressão é transferida para o resto do 
sistema de maneira uniforme, equilibrando a reação nas quatro rodas. 
⚠ quando for necessário acionar o pedal de freio várias vezes 
para ele funcionar, cheque o nível de fluido de freio e faça uma 
revisão no sistema, pois pode haver vazamento. 
 
Sistema de freio ABS 
O ABS é um sistema de freios inteligente que 
evita que as rodas travem quando o freio é 
acionado em uma situação de emergência, ao 
tentar evitar uma colisão, por exemplo. Desde 
janeiro de 2014 é obrigatório todos os veículos 
saírem de fábrica equipados com ABS, segundo o CONTRAN 
(Conselho Nacional de Trânsito). 
 O ABS proporciona uma frenagem mais segura em menor espaço, 
mantendo o carro em trajetória retilínea sem que os pneus percam a 
aderência com o solo. 
 Trepidações no pedal são normais no sistema com ABS. Mesmo 
com o pedal tremendoem decorrência da variação de pressão dos 
freios para que estes não travem, deve-se mantê-lo pressionado, sem 
medo. 
 
Sistema de rodagem 
 O sistema de rodagem é formado pelo conjunto de rodas, pneus e 
válvulas de segurança. A velocidade instantânea 
desenvolvida pelo sistema de rodagem é 
indicada pelo velocímetro, que se localiza no 
painel de instrumentos na linha de visão do 
condutor. 
 1. Carcaça de lonas. 
 2. Banda de rodagem. 
 3. Talões. 
 4. Roda. 
 
• Roda- Estrutura rígida circular central que conta com um aro, o qual 
liga o cubo do veículo ao pneu. Cuidado: uma roda trincada representa 
um risco potencial de sinistro de trânsito, estando o veículo em 
velocidade. 
• Pneu: é o pneu que liga o veículo ao solo, sendo composto por 
banda de rodagem, carcaça de lonas e talões. 
 
A pressão dos pneus deve ser verificada semanalmente ou antes de 
viajar, seguindo a indicação do manual do proprietário. Lembre-se de 
que os pneus devem estar frios, ou seja, não devem ter rodado mais 
do que 3 quilômetros. Acima dessa distância, o atrito dos pneus com o 
solo aquece o ar interno, que se expande e distorce a calibragem. Não 
se esqueça de checar também a pressão do estepe. O uso da 
tampinha na válvula de ar de cada pneu é fundamental para evitar que 
o bico receba impurezas. 
• Desgaste dos pneus: o limite legal é de 1,6 milímetros de 
profundidade dos sulcos, de acordo com resolução do CONTRAN. 
Abaixo dessa medida o pneu é considerado "careca", compromete a 
segurança, e o veículo pode ser apreendido. O momento ideal para a 
troca dos pneus é quando a marca de desgaste, o triângulo ou as 
letras TWI impressas na lateral deles são atingidas. 
Lembre-se que a baixa calibragem dos pneus reduz a sua vida útil. 
• Ângulo camber: consiste na inclinação das rodas do veículo 
levando-se em consideração o plano horizontal do eixo. A cambagem 
é negativa quando a parte superior das rodas se inclina para den-tro, 
deixando a parte de cima dos pneus mais próxima uma da outra, 
desgastando a parte interna do pneu, e é positiva quando as rodas 
ficam mais próximas umas das outras na parte de baixo, onde tocam o 
solo e desgastam a parte externa do pneu. O ideal é que se 
mantenham no ângulo nulo. 
• Ângulo caster: é definido com base na linha vertical que passa pelo 
centro da roda do carro, adotando o ponto de vista do perfil. É o 
responsável pela segurança e estabilidade da direção, o que permite 
dirigir em linha reta com o mínimo de esforço. No entanto, se o ângulo 
de caster estiver além do normal, a direção torna-se mais pesada. 
• Rodízio de pneus: é um recurso para igualar o desgaste dos pneus 
e fazer com que os mesmos durem mais. É extremamente importante 
porque os pneus do carro não se desgastam uniformemente, os da 
frente tem vida útil menor que os de trás, pois são submetidos a 
esforços provocados pelo sistema de direção e da tração. 
Recomenda-se o rodízio a cada 10 mil quilômetros, porém esse prazo 
depende muito do desgaste que o pneu pode sofrer justamente pelas 
vias onde o automóvel circula. 
⚠ Faça sempre inspeções visuais para conferir o desgaste e o 
estado dos pneus e determinar o momento certo de fazer o 
rodízio. 
 
 
Estrutura dos veículos 
 A carroceria é a parte do automóvel 
destinada a passageiros e bagagem 
e que compreende todos os painéis 
externos, como teto, tampas, portas, 
para-lamas e para-choques. 
 Pode ser montado sobre chassi ou 
ser estrutura monobloco, incorporando 
carroceria e chassi. 
 A maioria dos carros não tem mais o 
chassi propriamente dito. O que eles possuem, na verdade, é uma 
carroceria monobloco em que o assoalho do veículo já é incorporado 
ao restante da lataria. 
 Atualmente, o chassi só é usado em pesos pesados. O assoalho 
separado do resto da carroceria, que deu origem ao termo chassi, 
virou raridade. Apoiado nas longarinas, aumenta a resistência da peça, 
por isso equipa caminhões, vans e picapes. 
 A carroceria é projetada com uma seção central resistente para 
transportar os passageiros com segurança e fornecer pontos de 
fixação rígidos para o sistema de suspensão, motor e para-choques. 
 Nas partes frontal e traseira há zonas projetadas para absorver 
energia em caso de um impacto forte e, dessa maneira, proteger os 
passageiros, reduzindo a sua desaceleração. 
 Barras de proteção: montadas no interior das portas dos veículos, as 
barras de proteção têm como função principal proteger a região da 
bacia dos ocupantes, isso porque numa batida o impacto irá se 
concentrar na altura do assento. As barras de proteção são bastante 
eficientes, pois absorvem a batida e redistribuem-na por toda a 
carroceria. 
 
 
Air bag 
 O air bag, conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um 
componente de segurança instalado em alguns 
modelos de veículos que funciona de forma 
simples: quando o veículo sofre um grande 
impacto, vários sensores dispostos em partes 
estratégicas do veículo são acionados, emitindo 
sinais para uma unidade de controle que aciona 
o air bag mais adequado, sendo muito eficaz na 
proteção dos ocupantes do veículo em uma colisão grave. 
 Por ter um acionamento muito rápido, o air bag, se não tomado 
algumas medidas de segurança, pode agravar lesões em uma colisão 
ou até levar à morte: 
 • Não dirigir muito próximo ao volante. 
 • Não posicionar o banco muito próximo do painel de instrumentos 
do veículo. 
 • Sempre manter os braços na posição correta no volante. 
 • Jamais transportar crianças próximas ao air bag, principalmente se 
estiverem na cadeirinha. 
 • Jamais colocar os pés no painel do veículo. 
 • Não deixar objetos no colo ou na boca. 
 • Crianças e animais não devem ficar entre o motorista ou 
passageiro e o air bag. 
⚠ Desde janeiro de 2014 todos os veículos devem sair de fábrica 
com o sistema air bag assim como determina o CONTRAN 
(Conselho Nacional de Trânsito). 
 
Motocicletas 
 As motocicletas se classificam conforme a 
capacidade de cilindrada, expressa em 
centímetros cúbicos. Assim, existem 
modelos de várias potências e tamanhos, 
desde os menores, de 50cc, até os maiores, 
potentes máquinas de 1400 cc ou mais. O 
motor pode ter de 1 a 6 cilindros. 
 Os garfos dianteiro e traseiro que seguram as rodas são equipados 
com molas hidráulicas que amortecem os choques, aumentando a 
segurança e a aderência ao solo. 
 Os dispositivos de controle ficam em posições relativamente 
padronizadas, permitindo fácil manipulação. 
 Na extremidade esquerda do guidão situa-se a alavanca da 
embreagem e na direita estão a alavanca do freio da roda dianteira e a 
manopla de aceleração. 
 O piloto aciona os freios traseiros com o pé direito. Os comutadores 
do farol e das lanternas sinalizadoras também são colocadas no 
guidão, ao alcance do dedo polegar. 
 O painel de instrumentos, geralmente parecido com o dos 
automóveis, conta com velocímetro, contagiros, luzes de alerta e uma 
luz testemunha, que avisa quando a caixa de mudanças (câmbio) está 
em ponto morto (desengrenado). Dá-se a partida no motor acionando 
um pedal ligado à caixa de transmissão; alguns modelos são 
equipados com partida elétrica, o que dispensa o uso do pedal de 
partida. Quanto às marchas, em geral, cinco à frente são selecionadas 
movimentando-se um pedal localizado frontalmente ao apoio do pé 
esquerdo. 
 A transmissão do movimento do motor para a roda traseira é feita 
por uma corrente. 
 
Inspeção diária na motocicleta 
 Fazer uma vistoria na motocicleta 
diariamente antes de utilizá-la é 
fundamental para garantir uma 
pilotagem segura, principalmente 
antes de viagens. Em alguns 
percursos, nem sempre há 
assistência mecânica, por isso, é 
importante que a moto esteja em 
condições ideais de funcionamento 
antes de sair de casa. Com o motor em funcionamento você deve ficar 
atento e verificar ruídosestranhos, vazamentos ou parafusos soltos. 
• Corrente: para que o sistema de 
corrente, coroa e pinhão não seja 
prejudicado após a utilização em 
estradas de terra, ele deve ser lavado e 
lubrificado. Caso esteja solto ou 
tensionado, basta ajustar a folga de 
acordo com as especificações descritas 
no manual do proprietário. 
• Pneus e rodas: usar pneus em perfeitas condições garante um 
deslocamento seguro. 
Portanto, antes da pilotagem é aconselhável 
conferir se a calibragem está de acordo com 
as especificações do manual do proprietário. 
 Por exemplo, se for trafegar com garupa, 
o pneu traseiro deve receber pressão maior, 
especificada no manual do proprietário, para 
compensar o peso extra. Outra dica é observar a presença de objetos 
presos, como cacos de vidro e pedras, e se algum raio da roda está 
quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar. 
• Comandos e cabos: as folgas dos pedais 
dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da 
alavanca da embreagem, devem estar 
reguladas com a medida média de 20 mm. 
Também é importante fazer o check-up da 
regulagem e a lubrificação dos cabos de 
embreagem, do acelerador e do sistema de 
freios. 
• Freios: o sistema de freio precisa estar 
devidamente regulado e lubrificado. Se o freio for hidráulico, deve-se 
ainda verificar semanalmente o nível do fluido, que, se estiver abaixo 
do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento ou desgaste 
excessivo da pastilha. 
 
 
 
 
• Luzes e parte elétrica: durante a inspeção, é 
importante observar se todas as luzes (de freio, 
piscas, lanterna, farol e painel) estão 
funcionando. 
Qualquer problema em um desses 
equipamentos é considerado infração média, segundo o Código 
de Trânsito Brasileiro, com penalidade de multa. 
 
• Óleo e combustível: para manter o bom funcionamento do motor, é 
recomendada a verificação diária do nível do 
óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do 
nível recomendado, deve-se preencher ou efetuar 
a troca completa, conforme a 
necessidade, sempre seguindo os procedimentos 
descritos no manual do proprietário. Lembre-se 
também de verificar o nível do líquido de 
arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada de 
sistema de arrefecimento líquido. É importante, 
ainda, verificar se o combustível está chegando normalmente ao 
carburador. Para isso, é necessário desapertar o parafuso de 
drenagem. 
Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e a limpeza do 
filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação do motor, eles devem 
ser limpos ou substituídos de acordo com a tabela de manutenção do 
manual do proprietário. 
 Para ter certeza de uma viagem segura é importante que todos 
esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta sejam 
observados e que o motociclista leve consigo um kit extra, composto 
de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, lâmpada de farol e 
lanterna traseira para o caso de qualquer imprevisto. 
 
Freio ABS e CBS em motocicletas 
 O ABS evita o travamento das rodas em 
frenagens bruscas e facilita a parada sem que 
a roda traseira levante. Já o CBS, sistema de 
frenagem combinada das rodas, distribui a 
força de frenagem entre as duas rodas e 
diminui a distância que a moto leva para parar, 
garantindo uma desaceleração rápida e segura. O CBS consiste no 
acionamento automático parcial do disco dianteiro quando só o 
traseiro é solicitado, prática muito comum entre motociclistas, 
especialmente os recém-habilitados. 
 
Equipamentos obrigatórios 
 De acordo com a Resolução n° 993/23- CONTRAN (Conselho 
Nacional de Trânsito), para circular em vias públicas, os veículos 
deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados a 
seguir, a serem constatados pela fiscalização em condições de 
funcionamento. 
I. Veículos automotores e ônibus elétricos: 
 • Para-choques, dianteiros e traseiros. 
 • Protetores das rodas traseiras em caminhões. 
 • Espelhos retrovisores, interno e externo. 
 • Limpador de para-brisa. 
 • Lavador de para-brisa. 
 • Pala interna de proteção contra o sol (para-sol) para o condutor. 
 • Faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela. 
 • Luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou amarela. 
 • Lanternas de posição traseiras de cor vermelha. 
 • Lanternas de freio de cor vermelha. 
 • Lanternas indicadoras de direção dianteiras de cor âmbar e 
 traseiras de cor âmbar ou vermelha. 
 • Lanterna de marcha a ré de cor branca. 
 • Retrorrefletores (catadióptrico) traseiros de cor vermelha. 
 • Lanterna de iluminação da placa traseira de cor branca. 
 • Velocímetro e buzina. 
 • Freios de estacionamento e de serviço, com comandos 
 independentes. 
 • Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança. 
 • Dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência, 
 independentemente do sistema de iluminação do veículo. 
 • Extintor de incêndio (facultativo para automóveis, utilitários, 
 camionetas e caminhonetes). 
 • Registrador de velocidade e tempo, nos veículos de transporte e 
 condução de escolares, nos de transporte de passageiros com mais 
 de 10 lugares e nos de carga com capacidade máxima de tração 
 superior a 19 t. 
 • Cinto de segurança para todos os ocupantes. 
 • Dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles 
 dotados de motor a combustão. 
 • Roda sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou sem 
câmara de ar, conforme o caso. 
 • Macaco compatível com peso e carga. 
 • Chave de roda. 
 • Chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção 
 de calotas. 
 • Lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos, quando 
 suas dimensões o exigirem. 
 • Cinto de segurança para árvore de transmissão em veículos de 
 transporte coletivo e de carga. 
 
II. Motonetas, motocicletas e triciclos: 
 • Espelhos retrovisores, em ambos os lados. 
 • Farol dianteiro, de cor branca ou amarela. 
 • Lanterna, de cor vermelha, na parte traseira. 
 • Lanterna de freio, de cor vermelha. 
 • Iluminação da placa traseira. 
 • Indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiro e 
 traseiro. 
 • Velocímetro e buzina. 
 • Pneus que ofereçam condições de segurança. 
 • Dispositivos destinado ao controle de ruído do motor. 
 
III. Veículos de propulsão humana ou tração animal: 
 • Freios. 
 • Luz Branca ou amarela dianteira e luz vermelha traseira ou 
 catadióptricos nas mesmas cores. 
 • Campainha, sinalização noturna lateral e nos pedais e espelho 
 retrovisor do lado esquerdo nas bicicletas. 
 
IV. Os veículos automotores produzidos a partir de 1° de janeiro 
de 1999 deverão ser dotados dos seguintes equipamentos 
obrigatórios: 
 • Espelhos retrovisores externos, em ambos os lados. 
 • Registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, para 
 os veículos de carga, com peso bruto total superior a 4536 kg. 
 • Encosto de cabeça, em todos os assentos dos automóveis, exceto 
 nos assentos centrais. 
 • Cinto de segurança graduável e de três pontos em todos os 
 assentos dos automóveis. Nos assentos centrais, o cinto poderá ser 
 do tipo subabdominal. 
 • Os ônibus e micro-ônibus poderão utilizar cinto subabdominal 
para os passageiros. 
 
Extintor de incêndio 
Resolução n° 919/22- CONTRAN (Conselho Nacional 
de Trânsito): é facultativa, por opção do proprietário, a 
instalação do extintor de incêndio para automóveis, 
utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de 
cabine fechada. 
 
É obrigatório o uso do extintor de incêndio para 
caminhão, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e 
para todo veículo utilizado no transporte coletivo de 
passageiros. 
 Os veículos automotores obrigados a utilizar o extintor de incêndio 
só poderão circular equipados com extintor com carga de pó ABC.

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