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DENSITOMETRIA Conhecendo o Densitômetro Densitometria óssea • Método simples, rápido e não invasivo • Dupla emissão de raios X; Baixa radiação • Técnica padrão: densitometria por DEXA (dual energy X-ray absorptiometry) Princípios físicos • Os equipamentos de densitometria óssea são baseados na medida da atenuação do feixe de radiação quando ele passa através do osso. • Nas energias usadas em equipamentos de densitometria óssea, a radiação interage com o tecido ósseo e o tecido mole do paciente principalmente por dois processos: efeito fotoelétrico e espalhamento Compton. • Em densitometria óssea, considera-se que somente dois materiais contribuem para a atenuação do feixe: o tecido mole (que inclui músculo, gordura, pele, vísceras, e ainda, os tecidos ósseos como colágeno e medula óssea) e o osso mineral. O feixe de radiação com intensidade inicial I0 é atenuado pelo tecido mole e pelo osso resultando em um feixe de intensidade I Principios fisicos • A máquina do exame de densitometria óssea envia um feixe fino de raios X de baixa dose com dois picos distintos de energia através dos ossos que estão sendo examinados. • Um pico é absorvido principalmente pelos tecidos moles e o outro pelo osso. • A quantidade de tecido mole pode ser subtraída do total e o que resta é a densidade mineral óssea de um paciente. Principios fisicos • O colimador pode apresentar um feixe único ou um leque de feixes; • No caso do feixe único ou PENCIL BEAM os movimentos são lineares de um lado para outro. • E no caso do leque de feixes ou FAN BEAM o movimento é único de varredura sobre o paciente, com menor tempo. • O formato do feixe pode ser do tipo pencil beam (feixe lápis) ou fan beam (feixe leque). Sítios de interesse • OSSO CORTICAL Compacto, denso e estruturado para suportar carga e resistir a movimentos de torção. (predomina em ossos longos e chatos) • OSSO TRABECULAR Preenche os espaços internos, estruturado para suportar cargas compressivas (vértebras e extremidades dos ossos longos) Composição óssea Coluna lombar Quadril e Fêmur Proximal Antebraço Distal Corpo Inteiro Sítio de interesse • A escolha desse sítio de interesse dependerá daquela região que apresente uma maior possibilidade de variação de massa óssea, sendo, por este motivo, a coluna em anteroposterior a primeira escolha. • Nos pacientes idosos não podemos confiar na BMD da coluna devido as mudanças degenerativas próprias da idade. Sítios de interesse • Em situações que a coluna lombar apresente condições técnicas inadequadas, o fêmur proximal poderá ser utilizado. • Neste contexto, ressalte-se que, as duas áreas de maior relevância para a realização da aquisição com o intuito de diagnosticar ou oferecer melhor acompanhamento, são a coluna lombar e o fêmur proximal. Sítios de interesse Uma vez obtida a imagem, regiões de interesse (ROI Region of Interest ) são selecionadas conforme a anatomia examinada e os valores de BMD são calculados, assim como os índices T score e Zscore. Esses valores são apresentados na forma de um relatório Procedimentos Questionário: Um exame bem sucedido de Densitometria Óssea leva em conta não só a aquisição em si, mas também o levantamento histórico do paciente. Assim, é importante que antes da aquisição o paciente responda um questionário. Procedimentos Orientações Pré Procedimento: • Checar o pedido médico • Verificar se a altura e peso do paciente estão dentro dos limites do equipamento; • Nunca realizar a densitometria óssea depois de exames com contrastes radiográficos. • O paciente não poderá tomar cálcio no dia do exame. • Para densitometria de corpo inteiro o paciente deve suspender a ingestão de água 3 horas antes do exame • Pacientes grávidas não devem realizar o procedimento • Conferir se o (a) paciente respondeu a todos os itens do questionário Procedimentos • Antecedente de histerectomia etc), o médico deverá ser consultado. As pacientes ooforectomizadas estão tecnicamente na menopausa. • Verificar se o (a) paciente tem exame anterior. Em caso positivo, o(a) paciente deverá entregar o exame anterior para comparação; • Pedir ao (à) paciente que tire os sapatos e qualquer tipo de metal que possa interferir no exame, tais como: fivelas, botões, sutiãs com aro metálico, roupas com zíperes, colchetes etc; • Identificar a etnia do paciente: branco, negro, asiático, etc.. • Posicionar corretamente o(a) paciente. Contraindicações: • Ingestão recente de meio de contraste oral; • Gravidez; • Exame recente de medicina nuclear; • Impossibilidade de se manter em posição decúbito dorsal na mesa de exames sem se movimentar durante tempo do exame. Alguns equipamentos têm a opção de modos de scan rápidos (fast scan) que reduzem o tempo de aquisição. EXAME • Paciente é posicionado em uma mesa, permanecendo deitado por cerca de 5 a 10 minutos • Não é necessário jejum • Roupas leves e confortáveis, sem metais • Duração total do exame = 20 minutos • Não ingerir o suplemento de cálcio no dia do exame • Se foi feito algum exame de medicina nuclear recente ou radiografia contrastada ( intervalo de semanas) POSICIONAMENTO INICIAL Posicionamento Coluna AP Puxar as pernas para ajudar a retificar a coluna Posicionamento Coluna AP a parte inferior das pernas apoiadas em um suporte que é fornecido com o equipamento Posicionamento Coluna AP • O apoio das pernas tem a finalidade de reduzir a lordose e alinhar os espaços entre os discos vertebrais com o feixe de raios X, melhorando a visualização da separação das vértebras individuais na imagem. https://clinicaimagemcatalao.com.br/exames/densitometria-ossea/ https://clinicaimagemcatalao.com.br/exames/densitometria-ossea/ Posicionamento coluna AP POSICIONAMENTO COLUNA AP • Durante a varredura, a imagem formada vai sendo mostrada no monitor do equipamento • O operador deve interromper a varredura se os pontos de referência anatômicos não estiverem aparecendo ou se a coluna estiver fora de centro. • Se isso ocorrer, o operador deve reposicionar o paciente e reiniciar a varredura. POSICIONAMENTO COLUNA AP • Terminada a aquisição, o software do equipamento identifica automaticamente as Regiões de Interesse (ROI´s) que serão analisadas e apresentará os valores para essas regiões. • Deve-se evitar alterar esses ROI ś, embora, em alguns casos, sejam necessários pequenos ajustes. • Se houve exame anterior do paciente, é importante que o operador verifique a imagem anterior para garantir que idênticas regiões de interesse (ROI ś) sejam avaliadas. POSICIONAMENTO COLUNA AP • Final da crista ilíaca bilateralmente; • Parte superior de L5; • L4 a L1 completamente; • Parte de T12 com o último par de arcos costais. COLUNA AP • Devem ser utilizadas todas as vértebras avaliáveis (L1, L2, L3 e L4); • Excluídas apenas uma ou duas vértebras que estejam afetadas por alterações morfológicas e estruturais ou de artefatos. Não é possível fazer o diagnóstico considerando-se apenas uma vértebra. • Se apenas uma vértebra lombar for avaliável, depois de excluídas as demais, o diagnóstico deverá basear- se em outro sítio esquelético válido. Quadril - Fêmur Proximal • O exame de Quadril (Fêmur Proximal) é um exame relativamente comum devido à alta mortalidade associada à fratura nessa região anatômica. • Na determinação do BMD do quadril, o correto posicionamento do paciente e, principalmente, dos membros inferiores, é de extrema importância para obter-se uma medida de alta precisão. Quadril - Fêmur Proximal • A rotação interna do Fêmur: Quadril - Fêmur Proximal • O suporte serve para garantir a rotação apropriada da perna e também a reprodutibilidade do posicionamento em exames futuros. • Não é somente o pé que deve ser rotacionado, mas toda a perna. Joelho apontar Levemente para dentro. EFEITO DA ROTAÇÃO FÊMUR PROXIMAL • O colo femoral e a região do fêmur total devem ser avaliadas. • Ambosos fêmures podem ser medidos. Não existem dados que justifiquem a utilização da média dos T- escores de ambos os fêmures para o diagnóstico. • As regiões de Ward e o trocânter não devem ser usados para diagnóstico. • Para monitoramento, a região de interesse fêmur total deve ser preferida. • Área quadrada que apresenta a menor densidade da região proximal do fêmur, com predomínio de osso trabecular. ANTEBRAÇO • SPA -Single Photon Absorptiometry • Historicamente, em 1963, o densitômetro SPA do antebraço foi reconhecido como a primeira técnica objetiva para quantificar a massa óssea. ANTEBRAÇO • Método barato, de fácil e de rápido manuseio, seguro, não-invasivo e portátil, possuir mínima taxa de exposição à radiação e não ocupar muito espaço físico; • Esta técnica logo se tornou indicada para investigar a baixa massa óssea em comunidades e em áreas rurais, cujo acesso a sistemas de saúde era difícil, e em instituições, cujos indivíduos tinham pouca capacidade de deambulação ANTEBRAÇO QUANDO UTILIZAR ANTEBRAÇO • Indisponibilidade de ambos os fêmures e coluna • Hiperparatireoidismo: pois a perda óssea tende a afetar predominantemente o osso cortical, que pode ser avaliado de forma sensível na parte mais estreita do rádio. • Antecedentes familiares de fratura de colles. ANTEBRAÇO • Uma das fraturas distais do rádio mais comuns é a fratura de Colles; • Escrita pela primeira vez em 1814 pelo cirurgião e anatomista irlandês Abraham Colles. • O fragmento fraturado do rádio desvia-se para cima. POSICIONAMENTO • Mede-se o antebraço do processo estilóide até o olécrano. • Paciente sentado ao lado da mesa • Costas eretas • Ombros alinhados • Suporte para evitar movimentação. POSICIONAMENTO • Membro não dominante • Pulso relaxado • Laser no centro do pulso POSICIONAMENTO • Membro centralizado • Retificado e paralelo • Presença dos ossos da mão REGIÕES DE INTERESSE ANTEBRAÇO Diagnóstico: Rádio 1/3 ou 33% Monitoramento: Rádio UD ou 33% CORPO TOTAL • Solicitado quando se pretende determinar o conteúdo mineral total do corpo. Esta informação pode ser útil para estudos de balanceamento de cálcio e estudos pediátricos. • Avalia também massa corporal. • Pediatria: Alguma doença ou uso de medicamento que levou a descalcificação. Software: Adulto – 20 a 100 anos Pediátrico – 5 a 19 anos POSICIONAMENTO • Deitado em posição supina na mesa de exames com todas as partes do corpo, incluindo os membros superiores, dentro do campo de varredura do equipamento. POSICIONAMENTO • Os pés estão ligeiramente virados para dentro e é aconselhável prende-los com uma fita para que não ocorra movimentação durante a varredura. • Mãos em pronação ou a 90º graus. CORPOTOTAL • Os valores de BMD médios são obtidos para todo o esqueleto assim como de algumas sub-regiões como crânio, braços, costelas, coluna lombar e torácica, pelve, abdome, tórax e membros inferiores. • A composição do tecido mole é quantificada em termos de gordura e tecido magro a partir de medidas em áreas que não contem osso. Mineralização óssea em crianças e adolescentes com diabetes melito tipo 1 • 23 pacientes portadores de diabetes melito tipo 1, com idade média de 10,9±2,9 anos. • A massa óssea foi avaliada em coluna lombar, através de densitometria óssea e expressa em desvio padrão da média para idade e sexo. • 39,1% dos pacientes apresentavam osteopenia. COLUNA LATERAL • O exame lateral da coluna lombar não deve ser usado para fins diagnósticos, embora possa ser útil no monitoramento. COLUNA LATERAL COLUNA LATERAL Cuidados gerais • Vestimenta adequada • Uso recente de contraste oral, endovenoso ou radioisótopo • Ingestão de comprimidos contendo cálcio Os valores de densidade na região proximal do fêmur, com incidências de colo femoral e ou fêmur total, ficam discrepantes em relação aos valores de coluna lombar. A avaliação combinada de dois sítios é o procedimento mais adequado para interpretação da densitometria óssea. O resultado do diagnóstico da densidade mineral óssea nessas pacientes com próteses glúteas seja realizado com base nas análises da coluna lombar e do terço médio do rádio. Contra-indicações • Gravidez:A mineralização óssea do feto irá interferir, escaneá-la seria expor o feto à radiação, mesmo que pequena • Impossibilidade de manter o paciente em decúbito dorsal. • Paciente com espessura excessiva na região de exame. Contra-indicações • Pacientes adultos com menos de 25kg ou mais de 120 kg podem causar resultados menos exatos • Paciente sem espessura mínima(dependendo do aparelho e modo de exame). Posição Oficial –Consenso ISCD • Diagnóstico de OSTEOPOROSE deve basear-se preferencialmente na análise de 2 sítios ósseos diferentes. • Devem ser avaliados a coluna lombar PA e o fêmur proximal em todos os pacientes. • O antebraço deve ser medido nas seguintes circunstâncias: Impossibilidade de estudar o fêmur e coluna, hiperparatireoidismo,pacientes muito obesos. Densitometria óssea periférica • Os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), para o diagnóstico da osteoporose e da osteopenia, não devem ser usados com métodos de medida de DMO periférica, com única exceção para o rádio 33%(1/3), medido por DXA. Interpretação da Densitometria Óssea • BMD Expresso em g/cm2 T-score Padrão de adultos jovens • A comparação da BMD do indivíduo com a média de uma população de adultos jovens. Z-score • Curva Ajustada para Idade, Sexo, Raça e Peso Z-score • Z-scorede causas secundárias de osteoporose e perda óssea. • Devem ser realizadas na mesma máquina, usando o mesmo modo de aquisição, software e análise, quando apropriado. Mudanças nesses parâmetros podem ser requeridas com o crescimento do indivíduo Medidas Seriadas • O período de intervalo entre exames deve ser determinado de acordo com a condição clínica de cada paciente. • Tipicamente, um ano após o início, ou mudança do tratamento, nova medida de DMO é apropriada. • Maiores intervalos deverão ser observados quando a eficácia terapêutica já estiver estabelecida. • Em condições associadas à perda óssea rápida, tal como o tratamento com glicocorticóides, exames mais freqüentes são apropriados. Avaliação de fraturas vertebrais VFA • Aquisição de imagem da coluna, realizada com o objetivo de detectar fraturas vertebrais. • Avalia de T4 a L4 com a densitometria. • Redução de altura em mais de 4 cm (altura aos 25 anos - altura atual) • Relato de fratura vertebral não documentada por método de imagem • Uso crônico de corticoide