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1- Com base no livro Crime e costume na Sociedade Selvagem, de Malinowski, como você explicaria o funcionamento da organização sociojurídica em sociedades como a trobriandesa, descrita por esse autor?
2- Quais são os elementos prototípicos da justiça de tipo vindicativo, e em que sentido eles contrastam com aqueles que definem a justiça retributiva (ou civil-penal)?
3- Que elementos distinguem os paradigmas normativo e processual, que protagonizam o desenvolvimento teórico da Antropologia Jurídica?
4- Como as organizações informais devem ser concebidas em relação à lei estatal, seguindo a teoria antropológica? Ilustre com um exemplo específico.
5- Interprete o seguinte parágrafo sobre o julgamento do chamado caso La Cocha (caso nº0731-10-EP, Tribunal Constitucional do Equador), à luz dos limites ou problemáticas encontrados no reconhecimento pleno das justiças dos povos indígenas em muitos Estados:
“A noção de responsabilidade, que na justiça comum é individual e subjetiva, adquire uma dimensão coletiva na justiça indígena”. Nesse sentido, a responsabilidade por um ato não pode ser atribuída apenas à pessoa que realiza diretamente a ação, mas se estende àqueles que os acompanham, ajudam ou incentivam, e se estende até mesmo à família do perpetrador ou perpetradores, por falharem em sua tarefa de socialização ou cultivo das virtudes comunitárias, sem que isso seja equivalente às noções de “infrator”, “cúmplice” ou “encobridor” que a lei penal define e que estão ausentes no sistema de justiça indígena, como se pode ver pelos dados incluídos nos relatórios técnicos especializados. Esta Corte acredita, e assim declara, que a justiça indígena do povo kichwa panzaleo não julga ou pune a afetação da vida, como um direito legal protegido e subjetivo, mas sim assume, julga e pune na medida em que gera um conflito múltiplo entre as famílias e na comunidade, que deve ser resolvido para restaurar a harmonia da comunidade; nesse sentido, o ataque à vida considerada individualmente não é julgado. Portanto, esta Corte confirma que a justiça indígena, ao julgar casos de morte, não se pronuncia sobre a afetação ao bem jurídico vida, como um fim em si mesmo, mas com base nos efeitos que esse fato causa na vida da comunidade”.
6- Em que se fundamenta a posição crítica ou cética de muitos/as antropólogos/as em relação aos direitos humanos?
7- Aponte as principais questões, dificuldades e desafios enfrentados pelas perícias antropológicas -e especialmente a defesa cultural.
8- Comente as principais características de uma concepção antropológica do pluralismo jurídico e os problemas mais frequentes que ocorrem em contextos de interlegalidade.
9- Como as diferentes abordagens do feminismo contribuíram para aprofundar a crítica ao funcionamento da justiça estatal e do direito positivista?
10- Como as diferentes abordagens do feminismo contribuíram para aprofundar a crítica ao funcionamento da justiça estatal e do direito positivista?
ATENÇÃO: INCLUIR REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA EM TODAS AS QUESTÕES