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( Co ntabilidade Geral ) A contabilidade é o processo sistemático de mediar a atividade econômica de uma empresa e fornecer informações úteis para subsidiar a tomada de decisões econômicas Objetivos da contabilidade: registrar ou traduzir os eventos econômicos para uma linguagem universal. Mensurar ou atribuir valor aos eventos econômicos traduzidos. Divulgá-los ou apresentá-los aos usuários da informação contábil Seja eles complexos ou triviais, esses eventos são processados reduzidos as suas partes elementares e ordenados de forma lógica Periodicamente, essas informações são resumidas em relatórios contábeis que contem as variações de riqueza ao longo do tempo. Eles podem ser utilizados pelos usuários para compreender a situação financeira da empresa e subsidiar a tomada de decisões Elaborado pelo comitê de pronunciamentos contábeis (CPC) o documento CPC 00 - estrutura conceitual para relatório financeiro é claro ao defini-los como provedores de financiamento para a entidade. Esses usuários, portanto são exaustivamente citados no documento em questão como investidores e credores existentes e em potencial. Alem disso o CPC versa sobre a condição secundaria de outros usuários, como os reguladores e o público em geral, em relação a investidores e credores Ainda que a divulgação da informação contábil esteja voltada a provedores de financiamento para a entidade, como investidores e credores, sua utilização como elemento de apoio a tomada de decisão não se limita a esses grupos Principais usuários da informação contábil e suas necessidades de informação *Credores: Sempre que houver uma obrigação, haverá um credor e um devedor. O devedor deve dar alguma coisa, fazer alguma ou deixar de fazer alguma coisa, como o próprio nome já diz, ele deve alguma coisa ao credor. O credor deve receber alguma coisa do devedor, pois há um débito do devedor para com ele. Um tipo adicional de usuário da informação contábil é representado pelos administradores da entidade. Contudo a adminstração não precisa se basear em relatórios financeiros para fins gerais, pois ela pode obter internamente as informações financeiras de que necessita, podendo recorrer, inclusive a analise gerenciais sob diferentes cenários e pressupostos que não se limitem as regras estritas da contabilidade financeira Tipos de contabilidade Essa divisão é um arranjo criado para contextualizar as diversas aplicações do setor, constituindo assim um misto de doutrina e pronunciamento Há quatro tipos de aplicações da contabilidade: •Financeiras: objeto de nosso material de estudo, a contabilidade financeira segue estritamente os pronunciamentos, sendo a responsável pela principal fonte de informações das empresas comerciais aos usuários externos •Pública: segue uma lógica similar à da contabilidade financeira, mas aplica-se aos entes públicos, como a união, os estados e os municípios ( Sete entidades: Associação de Companhias Abertas ( Abrasca ); Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais ( Apimec Nacional); Brasil, Bolsa, Balcão (B3); Conselho Federal de Contabilidade (CFC); Instituto dos Auditores Independentes do Brasil ( Ibracon ); Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras ( Fipecafi ); e entidades representativas de investidores do mercado de capitais. )•Gerencial: trata-se de uma versão das contabilidades financeiras e públicas voltada para usuários internos, não estando limitada as leis ou a outros regulamentos vinculantes. É uma reelaboração das informações contábeis originadas nessas duas contabilidades sob cenários e pressupostos definidos pela administração •Fiscal: ajuste aplicado na contabilidade financeira com o propósito de transformar o resultado contábil em fiscal, o que representa o fato gerador e a base de calculo de tributos sobre o lucro, como o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro liquido Base normativa da contabilidade Seus princípios representam a essência de doutrinas e teorias relativas a contabilidade de acordo com o entendimento predominante nos universos científico e profissional. Tais princípios reagem o fenômeno contábil e devem ser observados pelas entidades na aplicação da contabilidade financeira No Brasil os princípios de contabilidade são definidos pelo comitê de pronunciamentos contábeis (CPC) desde que houve a decisão de covergi-los aos padrões contábeis internacionais por meio da lei nº 11.638/17. A partir dai, o comitê foi encarregado de realizar a transições dos padrões contábeis emitidos pelo international accoutinga standardas board (IASB) para o ambiente domestico Criado pela resolução CFC nº1.055/05 o CPC tem como objetivo o estudo, o preparo e a emissão de documentos técnicos sobre procedimentos de contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando a centralização e a uniformização do seu processo de produção, levando em conta a convergência da contabilidade brasileira aos padrões internacionais O CPC possui catorze membros cada um das sete entidades que o formam pode nomear dois deles A partir dai a referencia para a elaboração de padrões contábeis passou a ser estabelecida no CPC 00- estrutura conceitual para relatório financeiro Produtos elaborados pelo CPC, os pronunciamentos técnicos, as orientações e as interpretações não tem valor normativo, pois o comitê não tem competência legal para tal Isso garante que a divulgação financeira será relevante para os investidores Os requisitos de reconhecimento e de mensuração serão baseados nas características qualitativas da informação contábil Dessa forma, para que eles se tornem obrigatórios, é necessário que os reguladores que detêm a competência normativa, os referende por meio de atos normativos De maneira geral, os reguladores referendam os pronunciamentos assim que o CPC os emite. A única excecao é i CMN. Este conselho referendou poucos pronunciamentos para o sistema financeiro nacional, como por exemplo o IRFS9 CPC 48, que trata de instrumentos financeiros O profundo efeito desse pronunciamento nas instuições dinanceiras e o risco que um convergencia precipitada poderia trazaer para a estabilidade financeira levaram a CMN e o banco central a estabelecer um cronograma de convergencia que estimasse os impactos dessa norma no sistma financeiro Alem dos CPCs as entidades comerciais que atuam no brasil estao sujeitas a outras normas que afeyam a contabilidade financeira, como por exemplo a lei nº6.404/76 lei das sociedades anonimas Profundamente alterada pela lei nº11.638/07, que instituiu a obrigatoriedae da convergencia as normas internacionais de contabilidadem a lei das sociedades anonimas aplica-se a sociedades por açoes de capital aberto ou fechado e empresas de grande porte, ainda que elas sejam constituidas na forma de sociedade de capital limitado A adoção das normas internacionais de contabilidade funciu os cpcs a base normativa aplicavel as empresas comerciais Sendo assim, oque existe atualmente são leis comerciais combinadas com os cpcs As organizações estao sujeitas a normatização emitida pelas proprias autoridades regulatorias do setor economico em que atuam Pressupostos básicos Os pressupostos básicos da informação contábil represem tam o ponto de partidada de qualquer desenvolvimento contabí, já que eles constituem a base dos critérios de reconhecimento e mensuração dos fenômenoas economicos Esses pressupostos são: •Continuidade: pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta tal circustanci. Decorre deste pressuposto que a entidade contabil continuara funcionando por tempo suficiente para cumprir seus compromissos existentes •Regime de competência: determina que os efeitos das transições e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente de recebimento ou pagamento. Em oposição aoregime de caixa, o de competencia desconsidera o efetivo recebimento e pagamento como determinantes do periodo ao qual as receitas e as despesas se referem. Seu pressuposto define o regime de apropriação de receitas e despesas da contabilidade e é a construção contábil mais relevante Tudo por alicerce esses pressupostos básicos, o CPC(2019) afirma que o ojetivo das desmonstrações financeiras é fornecer informações financeiras úteis para investidores e credores atuais e potenciais na tomada de decisões sobre o fornecimento de recursos para a entidade Tais decisões podem envolver: •Compra, venda ou manutenção de instrumentos de patrimonio e de divida •Concessão ou liquidação de emprestimos ou outras formas de creditos •Ecercício de fireito de votar ou influenciar de outro modo os atos da administração que afetam o uso dos recursos economicos da entidade Para que sejam uteis, as informações apresentadas devem ser relevantes e reprentar fielmente o que dizem apresentar. Por isso a relevancia e a representação fidedigma são caracteristicas qualitativas fundamentais da informação contabil util A relevancia e a representação fidedigma devem estar capacitadas, seja por seu valor preditivo ou confirmatório, para fazer a diferença nas decisões tomadas Características qualitativas da informação contábil Além das características qualitativas fundamentais da informação contábil, o CPC 2019 elenca outras qualitativas de melhoria que ampliam o seu escopo, sendo capaz de fornencer uma representação fidedigna Caracteristicas qualitativas de melhoria: •Comparabilidade: permite ao usuário a comparação entre as entidades, assim como aquela realizada em uma mesma entidade em períodos distintos, possibilitando a identificação e a compreensão de similaridade e diferença entre intens •Verificabilidade: ajuda a garantir aos usuários que as informações representem de forma fidedigna os fenômenos econômicos que pretendem representar. Verificabilidade significa que diferentes observadores bem informados e independentes podem chegar a um consenso de que uma representação específica é fidedigna (informação real de confiança) •Tempestividade: significa disponibilizar informações aos tomadores de decisão a tempo para elas serem capazes de influencias suas decisões •Compreensibilidade: decorre da adequada classificação, caracterização e apresentação de informações de modo claro e conciso O desafio do preparador da informação contábil é: maximizar as características qualitativas de melhoria tendo em mente o objetico de produzir uma informação útil. O exercício que ele não pode evitar é a busca constante de um equilíbrio entre as diversas caraterísticas qualitativas Conceito e definição de bens, direitos e obrigações O patrimônio é reconhecido como o objeto da contabilidade e pode ser representado pelo conjunto de bens, direitos e obrigações mensuradas em moeda corrente e pertencente a uma entidade contábil. Vamos entender o que são bens, direitos e obrigações! Bens São “coisas” capazes de satisfazer às necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica, das quais se tem o domínio e a posse. Podem ser classificados como: Materiais: Tangíveis Imateriais: Intangíveis Detalhando um pouco mais a classificação de bens, temos: Bens numerários: Representam os recursos financeiros em dinheiro. Exemplos: caixa ou bancos. Bens de consumo: São bens não duráveis, consumidos em certo espaço de tempo. Exemplos: material de limpeza e de escritório. Bens de transformação: Utilizados na fabricação de outros bens. Exemplo: madeira (fabricação de mesas e cadeiras). Bens de vendas: Já estão prontos e acabados (fabricados ou comprados prontos). Bens de renda: Ativos não destinados à atividade operacional, não são adquiridos com o intuito de vender, são fontes de recursos como outras receitas. Exemplo: terreno comprado para alugar. Bens de uso: Destinados à atividade operacional da entidade. Exemplos: veículos, móveis e utensílios. Direitos São valores que as empresas ainda irão receber de terceiros e decorrem em sua maioria da atividade operacional. Exemplos: duplicatas a receber, aluguéis a receber etc. Ferreira (2015) afirma que, em sentido contábil, direitos representam créditos oriundos das transações com terceiros. Em regra, os direitos são representados por títulos e documentos, e representam o dinheiro que será recebido em uma posterior cobrança. Obrigações São valores que a entidade comprometeu em eventos passados. As obrigações dividem-se em: Exigíveis: Como as duplicatas, os salários e os impostos a pagar. Não exigíveis: Como o retorno do capital investido. *Contabilidade é uma ciencia que estuda, identifica organiza a empresa em cima do financeiro da empresa ou a rotina, ela trabalha em cima dos dados e leva aos usuarios de uma forma simplificada O patrimonio é composto de bens, direitos e obrigações bens: tangiveis é o que podemos pegar, intangiveis o que não podemos pegar mas pode ser mensurado A finalidade é de fazer a gestão, o controle, a mensuração financeira e aos usuarios Os tipos de contabilidades são, financeira, de custo, gerencial, fiscal e publica Representação gráfica e equação fundamental do patrimônio São conceitos essenciais na contabilidade que ajudam a compreender a relação entre os elementos patrimoniais de uma entidade. Eles são parte essencial do sistema de contabilidade de partidas dobradas, que mantém o equilíbrio entre os ativos, passivos e o patrimônio líquido de uma organização. A representação gráfica do patrimônio é frequentemente exibida na forma de um retângulo denominado quadro patrimonial. Esse retângulo é dividido em duas partes: o lado esquerdo (ativo) e o lado direito (passivo e patrimônio líquido). •Lado esquerdo (ativo): Inclui todos os ativos da organização, como dinheiro, estoques, propriedades, equipamentos e outros recursos que a empresa possui. •Lado direito (passivo e patrimônio líquido): É dividido em duas partes. A primeira, o passivo, inclui as obrigações da empresa, como dívidas, empréstimos e contas a pagar. A segunda parte, o patrimônio líquido, representa os recursos líquidos da empresa, que são a diferença entre os ativos e os passivos. O patrimônio líquido também inclui o capital social e os lucros acumulados. Equação patrimônio líquido: Bens + Direitos = Obrigações Essa solução é uma representação matemática do princípio das partidas dobradas na contabilidade, em que cada transação tem um subsídio correspondente e um crédito, garantindo que o balanço esteja sempre equilibrado. Os ativos devem ser iguais à soma do passivo e do patrimônio líquido, garantindo assim o equilíbrio do patrimônio. Trata-se de uma descoberta fundamental para a elaboração de demonstrativos financeiros, sendo usada para garantir que os registros contábeis estejam corretos e que o patrimônio da empresa seja refletido em seus relatórios financeiros. Aspectos fundamentais de patrimônio, contas e plano de contas O patrimônio de uma entidade é uma combinação de elementos qualitativos e quantitativos que desempenham um papel muito importante na compreensão da saúde financeira e da posição econômica das entidades. A contabilidade possui dois aspectos fundamentais •Aspecto qualitativo: Refere-se ao tipo de bem, direito, obrigação, receita, custo e despesa, além da época (data) da ocorrência do evento. • Aspecto quantitativo Refere-se à avaliação monetária e às respectivas quantidades dessas ocorrências. O passo seguinte na compreensão da dinâmica contábil é o entendimento das contas ou rubricas contábeis. Elas são os elementos que refletem a tradução do evento econômico e acumulam os valores de sua mensuração. As contas ou rubricas contábeis serão sensibilizadas quantitativamente quando os eventos econômicos forem processados contabilmente. Dessa forma, é fundamental uma entidade possuir tantas contas quantas forem necessárias para expressar seu universo de possibilidades de eventos econômicos. Esse conjunto de contas é chamado de plano de contas, É uma relação lógica e ordenada de todasas contas que serão utilizadas na escrituração dos fatos ocorridos na empresa. Trata-se do conjunto de contas, diretrizes e normas que disciplina o uso das contas contábeis e uniformiza seus registros. •Elenco: Relação das contas, podendo ser apenas por código ou por título, ou ainda por ambos. • Função: Refere-se à finalidade de cada conta. • Funcionamento: Informa como a conta será movimentada: débito e crédito. Ele descreve a função e o uso de cada conta da empresa, estruturando e organizando, desse modo, a contabilidade dela. As contas agrupam-se em dois tipos distintos: as contas patrimoniais e as contas de resultado. O plano de contas a ser utilizado está estruturado por níveis de desdobramento, sendo eles classificados e codificados como segue a máscara do plano de contas: x . x . x . xx . xx . xxx Ativo: Código descrição 1 - Ativo 1.1 - Ativo circulante 1.1.1 - Caixa e equivalentes de caixa 1.1.1.1 - Caixa e equivalentes de caixa 1.1.1.1.01 - Caixa 1.1.1.1.02 - Fundo fixo de caixa 1.1.1.1.03 - Bancos conta movimento 1.1.2 - Créditos de curto prazo 1.1.2.1 - Créditos a receber 1.1.2.1.01 - Créditos do exercício 1.1.2.1.02 - Créditos de exercícios anteriores 1.1.3 - Demais créditos e valores de curto prazo 1.1.3.1 - Adiantamentos concedidos a pessoal e a terceiros 1.1.3.1.01 - Adiantamentos a pessoal 1.1.3.1.02 - Adiantamentos a terceiros 1.1.3.2 - Tributos e contribuições a recuperar 1.1.3.2.01 - Tributos e contribuições a recuperar 1.1.3.3 - Empréstimos concedidos 1.1.3.3.01 - Empréstimos concedidos 1.1.3.4 - Créditos por danos ao patrimônio 1.1.3.4.01 - Créditos por danos ao patrimônio 1.1.3.5 - Outros créditos e valores de curto prazo a receber 1.1.3.5.01 - Outros créditos e valores de curto prazo a receber 1.1.4 - Estoques 1.1.4.1 - Almoxarifado 1.1.4.1.01 - Almoxarifado 1.2 - Ativo não circulante 1.2.1 - Ativo realizável a longo prazo 1.2.1.1 - Créditos realizáveis a longo prazo 1.2.1.1.01 - Parcelamento de débitos 1.2.1.2 - Empréstimos concedidos 1.2.1.2.01 - Empréstimos concedidos 1.2.2 - Investimentos, imobilizado e intangível 1.2.2.1 - Investimentos 1.2.2.1.01 - Investimentos 1.2.2.2 - Imobilizado 1.2.2.2.01 - Bens móveis 1.2.2.2.02 - Bens imóveis 1.2.2.2.03 - Depreciação acumulada (-) 1.2.2.3 - Intangível 1.2.2.3.01 - Intangível 1.2.2.3.02 - Amortização acumulada (-) Passivo e patrimônio líquido Código descrição 2 - Passivo e patrimônio líquido 2.1 - Passivo circulante 2.1.1 - Obrigações trabalhistas e previdenciárias a pagar 2.1.1.1 - Pessoal a pagar 2.1.1.1.01 - Pessoal a pagar 2.1.1.2 - Encargos sociais a pagar 2.1.1.2.01 - Encargos sociais a pagar 2.1.2 - Obrigações de curto prazo 2.1.2.1 - Obrigações de curto prazo 2.1.2.1.01 - Obrigações fiscais de curto prazo 2.1.2.1.02 - Depósitos consignáveis 2.1.2.1.03 - Fornecedores 2.1.3 - Demais obrigações de curto prazo 2.1.3.1 - Contas a pagar 2.1.3.1.01 - Contas a pagar 2.1.3.2 - Outras obrigações 2.1.3.2.01 - Outras obrigações 2.1.4 - Provisões de curto prazo 2.1.4.1 - Provisões trabalhistas 2.1.4.1.01 - Provisões trabalhistas 2.1.5 - Empréstimos de curto prazo 2.1.5.1 - Empréstimos obtidos 2.1.5.1.01 - Empréstimos obtidos 2.1.6 - Valores de terceiros e/ou restituíveis 2.1.6.1 - Cauções 2.1.6.1.01 - Cauções 2.1.6.2 - Depósitos judiciais 2.1.6.2.01 - Depósitos judiciais 2.2 - Passivo não circulante 2.2.1 - Empréstimos de longo prazo 2.2.1.1 - Empréstimos obtidos 2.2.1.1.01 - Empréstimos obtidos 2.2.2 - Depósitos judiciais 2.2.2.1 - Depósitos judiciais 2.2.2.1.01 - Depósitos judiciais 2.2.3 - Provisões 2.2.3.1 - Provisões 2.2.3.1.01 - Provisões 2.3 - Patrimônio líquido 2.3.1 - Patrimônio líquido 2.3.1.1 - Patrimônio líquido 2.3.1.1.01 - Resultados acumulados 2.3.1.1.02 - Ajustes de exercícios anteriores Resultado do exercicio Código descrição 3.1 Receita de vendas 3.1.1- Receita bruta de vendas 3.1.1.1- Receita bruta de vendas 3.1.1.1.01 - Mercadorias 3.1.2 – Deduções da receita bruta 3.1.2.1 – Devoluções 3.1.2.1.01 – Devoluções sobre vendas 3.1.3 – Impostos sobre vendas 3.1.3.1 - Impostos 3.1.3.1.01 – ICMS 3.1.3.1.02 – ISS 3.1.3.1.03 – PIS 3.1.3.1.04 – Cofins 3.2 – Custos 3.2.1 – Custo das mercadorias 3.1.1.1 - Custo das mercadorias vendidas 3.1.1.1.01 - Custo das mercadorias vendidas 3.3 – Despesas 3.3.1 – Despesas operacionais 3.3.1.1 – Despesas comerciais 3.3.1.1.01 – Comissões de vendas 3.3.2.1 – Despesas administrativas 3.3.2.1.01 – Salários 3.3.3 – Receitas financeiras 3.3.3.1 – Receitas financeiras 3.3.3.1.01 – Receitas de aplicações financeiras Um plano de contas é composto por contas analíticas, aquelas contas de nível mais detalhado e específico no plano de contas. Elas representam categorias específicas de transações financeiras. Cada conta analítica geralmente corresponde a um tipo específico de transação ou ativo/passivo, e é usada para rastrear detalhadamente as atividades financeiras. Já as contas sintéticas, também conhecidas como contas de resumo ou contas-mãe, são contas de nível mais elevado na hierarquia do plano de contas e, geralmente, têm saldos agregados de várias contas analíticas que fazem parte do mesmo grupo ou categoria. Conforme destacamos, um sistema contábil possuirá tantas contas quantas forem necessárias para reconhecer os eventos econômicos praticados pela entidade, e cada empresa deverá elaborar com o contador um plano de contas personalizado antes de iniciar suas atividades. A Técnica Contábil Subsistemas de contas Reportam-se a grupos de contas dentro do plano de contas de uma organização, organizados de forma a representar categorias específicas de operações financeiras ou atividades. Subsistemas de contas: patrimonial e de resultado Trata-se de um grupo de contas contábeis responsável por registrar e acompanhar as contas que refletem a posição patrimonial da empresa, ou seja, os bens, direitos e obrigações da entidade em determinado momento. O subsistema de contas patrimoniais é essencial para a elaboração do balanço patrimonial, uma das projeções financeiras mais importantes, que apresenta a posição financeira da empresa. principais contas que fazem parte do subsistema de contas patrimoniais. Ativo Também conhecido como aplicações de recursos, é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual são esperados benefícios econômicos para ela. Passivo Também conhecido como origem de recursos passíveis de expressão em moeda, condiz com a obrigação presente da entidade derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos. Patrimônio líquido (PL) Corresponde às fontes de financiamento incorporadas à organização através de seus proprietários, ou por meio do lucro obtido no desenvolvimento das atividades. É o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos, correspondendo também à situação líquida (SL). O patrimônio líquido é afetado pelos elementos da dinâmica patrimonial, que registram os eventos decorrentes das atividades da organização, incluindo a busca pela geração de lucro. Ele representa o valor residual dos ativos após a dedução dos passivos e reflete a situação financeira líquida da empresa. São elementos da dinâmica patrimonial Receita É consequência de um aumento do ativo ou de uma redução do passivo. Obtida pela venda de produtos e serviços, representa a entrada de recursos para o ativo sob forma de dinheiro, direitos a receber e outros. Despesa É consequência de uma redução do ativo ou de um aumento do passivo. Abrange bens ou serviços consumidos nas atividades de apoio à geração de receitas. Custo Abrange bens e serviços consumidos para a obtenção de outros bens e serviços. Enquanto o subsistema de contas patrimoniais registra as contas relacionadas à posição patrimonial da empresa, o subsistema de contas de resultado lida com as contas relacionadas ao resultado financeiro (lucro ou prejuízo) geradas pelas atividades da organização. Origem e aplicação de recursos e a natureza das contas No que diz respeito à origem e aplicação de recursos, trata-se de uma análise financeiraque tem como objetivo identificar de onde vêm e para onde vão os recursos financeiros de uma organização em determinado período. Essa análise é útil para entender como uma entidade obtém seu financiamento e como utiliza esses recursos para atingir seus objetivos financeiros e operacionais. Origens de recursos Correspondem ao latim credere, empregado na Idade Média como uma abreviação da sentença “à confiança de”. Dessa maneira, as origens de recursos (ou passivos, patrimônio líquido e receitas) apresentam uma natureza credora. Aplicações de recursos Correspondem ao termo latino debere, que era utilizado na mesma época para abreviar a expressão “deve sua existência”. Dessa forma, as aplicações de recursos (ou ativos e despesas) apresentam uma natureza devedora. Para uma melhor visualização, o demonstrativo fornecerá uma visão clara de como é possível associar aos grupos de contas. Nosso passo seguinte será a definição da natureza das contas. A sensibilização delas é feita por meio de um mecanismo denominado lançamento. Ele obedece ao método das partidas dobradas, cuja premissa é: a todo débito (ou aplicação) corresponde um crédito (ou origem) de igual valor. O lançamento manifesta-se por meio de débitos e créditos que devem ser iguais. Para compreendermos melhor a dinâmica das contas e o lançamento contábil, é fundamental trazermos para essa discussão a natureza das contas. Lançamentos da mesma natureza da conta aumentam seu saldo e lançamentos de natureza oposta reduzem o saldo dela. Veja, na sequência, os tipos de contas, sua natureza e a dinâmica de funcionamento delas. Ativo (natureza devedora) Aumentam: Lançamentos a débito Diminuem: Lançamentos a crédito Passivo (natureza credora) Aumentam: Lançamentos a crédito Diminuem: Lancamentos a debito Patrimônio líquido (natureza credora) Aumentam: Lançamentos a crédito Diminuem: Lançamentos a débito Receita (natureza credora) Aumentam: Lançamentos a crédito Diminuem: Lançamentos a débito Despesa (natureza devedora) Aumentam: Lançamentos a débito Diminuem: Lançamentos a crédito Combinando as informações apresentadas até aqui, notamos que: A contabilidade é um sistema fechado. As origens igualam as aplicações, ou os débitos igualam os créditos. As contas se agrupam em dois grupos distintos: patrimoniais e de resultado. A natureza das contas indica como elas serão movimentadas. Podemos formular igualdades entre os diversos elementos da contabilidade que darão origem às suas equações fundamentais. Tomando as contas patrimoniais, vemos que: A equação fundamental da contabilidade configura apenas a expressão algébrica do balanço patrimonial. Situação líquida patrimonial O patrimônio líquido ou a situação líquida é a diferença entre ativos e passivos. Com um caráter abstrato, ele representa a riqueza líquida da entidade. A situação líquida vai indicar: •A riqueza da entidade. •Quanto, efetivamente, o titular do patrimônio possui de recursos próprios. •Quanto, ao final, o sócio recebe caso ocorra a liquidação da empresa. Exemplo: No encerramento das atividades de uma entidade, a realização dos ativos e, em seguida, a liquidação dos passivos teriam como resíduo o patrimônio líquido. Dependendo da composição dos ativos e passivos, o patrimônio líquido, como valor residual de ambos, pode assumir cinco estados distintos A > P - PL > 0: A entidade apresenta riqueza própria. A > P | P = 0 ➔ A = PL, PL > 0: A entidade não possui obrigações junto a terceiros. A = P - PL = 0: A entidade tem riqueza própria, pois todo o ativo dela é oriundo de obrigações junto a terceiros. A A | A = 0 ➔ PL = - P, PLfatos modificativos sao eventos internos que alteram os valores dos elementos patrimoniais, como ativos, passivos e patrimônio líquido. Os fatos modificativos podem ser classificados em tres categorias principais: 1. Fatos Permutativos: Sao eventos que alteram a composicao dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimonio liquido. Por exemplo, a compra de mercadorias a vista, que resulta em um aumento do ativo (estoque) e uma reducao do ativo (caixa ou conta bancaria), sem alterar o patrimonio líquido. 2. Fatos Aumentativos: Sao eventos que aumentam o patrimônio líquido da empresa, sem a necessidade de uma contrapartida de outro elemento patrimonial. Por exemplo, o reconhecimento de receitas ou a realizaçao de lucros acumulados. 3. Fatos Diminutivos: São eventos que diminuem o patrimônio líquido da empresa, sem a necessidade de uma contrapartida de outro elemento patrimonial. Por exemplo, o reconhecimento de despesas ou perdas. Fato misto ou composto: Um fato misto ou composto na contabilidade e um evento que possui caracteristicas tanto de um fato permutativo quanto de um fato modificativo. Em outras palavras, e um evento que resulta em mudanças nos elementos patrimoniais da empresa e tambem envolve transacoes com terceiros. Um exemplo comum de um fato misto e a venda de mercadorias a prazo. Nessecaso: 1. Ha uma transacao com terceiros (os clientes), o que caracteriza um fato permutativo. 2. Alem disso, a venda de mercadorias a prazo resulta em um aumento dos ativos (contas a receber) e uma diminuicao dos ativos (estoque), o que caracteriza um fato modificativo. Portanto, a venda de mercadorias a prazo e considerada um fato misto ou composto, pois envolve elementos de ambos os tipos de eventos contabeis. Os fatos mistos podem ser mais complexos de contabilizar e exigem uma analise cuidadosa para garantir que todas as transacoes e alteracoes nos elementos patrimoniais sejam adequadamente registradas nos livros contabeis da empresa. Regimes de contabilização Os regimes de contabilização são sistemas que determinam como transações financeiras e econômicas de uma entidade devem ser registradas, documentadas e apresentadas nas projeções financeiras. Existem três regimes de contabilidade reconhecidos e utilizados em todo o mundo: regime de caixa, regime de competência e regime misto. •Regime de caixa: as transações são registradas somente quando o dinheiro entra ou sai da empresa, ou seja, quando ocorre efetivamente o pagamento ou o recebimento do montante relacionado à operação. •Regime de competencia: Esse regime determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, não importando quando vai ser pago ou recebido, mas sim quando se consumou o fato gerador, ou seja, quando foi realizada a operação. Ao contrário do regime de caixa, que registra as transações com base no fluxo de caixa real (ou seja, quando o dinheiro é efetivamente recebido ou pago), o regime de competência registra as transações quando são incorridas, independentemente de quando o dinheiro é realmente recebido ou pago. Em outras palavras, no regime de competência, as receitas são registradas quando são ganhas e as despesas são registradas quando são incorridas, independentemente de quando o dinheiro é efetivamente trocado. Isso significa que as vendas são registradas quando o serviço é prestado ou o produto é entregue, mesmo que o pagamento do cliente não tenha sido feito ainda. Da mesma forma, as despesas são registradas quando os bens ou serviços são recebidos, mesmo que o pagamento ao fornecedor ainda não tenha sido efetuado. * O regime de competência é considerado o regime oficial da legislação brasileira para o envio da declaração de Imposto de Renda. *O regime de competencia reconhece as receitasa e despesas cconferme elas ocorrem, conforme o perdio de acontencimento desses fatos. Regime de caixa reconhece os pagamentos e recebimentos apenas quando você realmente paga ou recebe * Receitas: Sao os valores que uma empresa ganha com suas atividades operacionais. Isso pode incluir vendas de produtos, prestação de servicos, aluguéis recebidos, juros sobre investimentos, entre outros. As receitas sao geralmente consideradas como entradas de dinheiro para a empresa e contribuem para o aumento do lucro líquido. *Despesas: Sao os gastos incorridos pela empresa para gerar receitas e manter suas operacoes em funcionamento. Isso pode incluir custos com materiais, salarios dos funcionarios, despesas com aluguel, contas de servicos publicos, impostos, entre outros. As despesas sao deduzidas das receitas para determinar o lucro líquido da empresa. •Patrimonio liquido: é o valor residual dos ativos de uma empresa após a deduçao de todas as suas dividas e obrigaçoes. Ele e calculado pela fórmula: Patrimônio Líquido = Ativos Totais - Passivos Totais O total ativo e passivo são iguais porque, da mesma forma que existe um débito e um crédito que se igualam nas movimentações contábeis, o total ativo e passivo também devem se igualar. No Ativo, temos contas de Saldo Devedor e no Passivo temos Saldo Credor. •Regime misto: Esse regime que mescla os regimes de caixa e competência só pode ser adotado por entidades públicas, permissibilidade essa presente no art. 35 da Lei nº 4320/1964. De acordo com essa normativa, as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas são consideradas pertencentes ao exercício. Para essa norma, a movimentação da receita é registrada no caixa, enquanto as despesas são tratadas por competência, sendo consideradas pertencentes ao exercício no momento em que são empenhadas. Fórmulas dos lançamentos O lançamento contábil é o processo de transcrever um evento ou acontecimento que modifica a estrutura patrimonial de uma empresa para a linguagem contábil. Em outras palavras, é o ato de registrar uma transação financeira nos livros contábeis da empresa Informações obrigatórias presentes em um lançamento do livro diário, o primeiro a ser escriturado nos registros contábeis: •Local e data do registro. •Contas debitadas. •Contas creditadas. •Histórico da operação. •Valor da operação. Os lançamentos contábeis podem ser representados por quatro fórmulas distintas, sendo denominadas assim de acordo com a quantidade de contas envolvidas no processo. Metodo das partidas dobradas: todo deboito existe um cretido de mesmo valor •Lançamento de 1ª fórmula: é quando há débito e crédito de apenas uma conta, respectivamente. Esse lançamento contém 2 conta recebendo lançamento a débito, e uma conta recebendo lançamento a crédito. Envolve duas contas, debitos e creditos •Lançamento de 2ª fórmula Quando há débito de uma conta e crédito de mais de uma conta (duas ou mais). Exemplo: Refinanciamento de empréstimo no banco pelo valor de R$ 100.000; metade por meio de resgate de saldo em conta corrente e a outra por intermédio de emissão de nota promissória. Digamos que você tenha um fato contábil que gera um lançamento de 1000 reais a débito numa conta x, essas 2 ou mais contas que receberam o lançamento a crédito tem que totalizar 1000 reais porque o total dos lançamentos a crédito tem que ser igual ao total dos lançamentos do lançamento a débito tá claro então por exemplo pode ser o lançamento na primeira conta de 200 reais o lançamento na segunda conta de 800 reais lançamento a débito uma conta 1000 reais lançamento a crédito 2 contas 800 para uma 200 para outra totalizou 1000 reais ou seja total dos lançamentos a débito igual ao total dos lançamentos a crédito ao valor total •Lançamento de terceira formula: no mínimo 3 contas porque neste caso a gente tem mais de uma conta recebendo lançamento a débito conta x conta Y E uma conta recebendo um lançamento a crédito conta z, essas 2 ou mais contas que estão recebendo lançamento a débito tem que totalizar o mesmo valor que tá sendo lançado a crédito naquela conta z •Lançamento de quarta formula: mais de uma conta recebendo lançamento a débito e mais de uma conta recebendo lançamento a crédito o que que é importante nisso o total dos lançamentosa débito valor total tem que ser igual ao valor total dos lançamentos a crédito, eu posso ter 2 contas sendo debitadas para 2 sendo creditadas eu posso ter 3 contas sendo debitada para 2 sendo creditadas e por aí é é em diante método de partidas dobradas não pode se desconfigurar a gente tem que segui-lo e aí seja o lançamento de primeira segunda terceira ou quarta fórmula o que vai diferenciar é a quantidade de contas que está recebendo o lançamento em cada um desses formatos Livros contábeis: diário e razão Com papel fundamental na organização e na gestão financeira de empresas e organizações em todo o mundo, os livros contábeis são o registro formal e sistemático de todas as transações financeiras, receitas e despesas que uma entidade realiza ao longo do tempo. Existem vários tipos de livros contábeis, cada um com um propósito específico, incluindo os livros diário, razão, caixa, inventário e balancete. A escolha dos livros a serem mantidos depende do tamanho e da complexidade da organização, bem como dos requisitos regulatórios em vigor. Livro diário: Deve registrar todas as movimentações diárias de valor que possam modificar a situação patrimonial de uma empresa. Todas as operações devem ser lançadas nele em ordem cronológica, do primeiro ao último dia do ano, com individualização, clareza e referência aos documentos comprobatórios dos fatos. Livro razão: Também é um livro contábil obrigatório para as empresas. Sua finalidade é apresentar a movimentação analítica das contas escrituradas no livro diário e constantes no balanço da empresa. Por meio dele, é possível fazer o controle de forma individualizada e detalhada, além de manter os registros de todos os dados em aberto e contas a pagar ou a receber. Os livros diário e razão são, portanto, complementares. O livro diário mantém a escrituração de todas as operações realizadas pela entidade enquanto o livro razão toma esses registros e os classifica segundo cada conta envolvida. Exemplos: A empresa ABC realizou as seguintes operações: Constituição da empresa com aporte de capital em dinheiro no valor de R$ 100.000 em 01/01/X1. Aquisição de instalações por R$ 20.000, metade à vista, em 01/02/X1. Aquisição de máquinas e equipamentos à vista por R$ 10.000 em 01/03/X1. Aquisição de estoques a prazo por R$ 15.000 em 01/04/X1. Compra de veículos à vista por R$ 5.000 em 01/05/X1. Pagamento de fornecedores no valor de R$ 7.500 em 01/06/X1. O livro diário recebe toda a escrituração da companhia, conforme aponta esta tabela: O livro razão detalha o efeito de cada registro do livro diário nas contas envolvidas. O livro razão também pode ser apresentado na forma de razonetes. Note que a movimentação das contas nas duas representações obedece à natureza devedora ou credora. Exemplo 1: Bancos. Exemplo 2: Capital social. Exemplo 3: Instalações. Exemplo 4: Títulos a pagar. Exemplo 5: Máquinas a pagar. Exemplo 6: Estoques Exemplo 7: Fornecedores. Exemplo 8: Veículos. Lançamentos envolvendo contas de resultado As contas de resultado são responsáveis por capturar as transações que afetam diretamente o resultado financeiro da organização, ou seja, as receitas e despesas. O principal objetivo dessas contas é permitir que a empresa avalie seu lucro ou prejuízo durante um período contábil específico. Essas contas são temporárias e, portanto, fechadas no final do período contábil, transferindo o saldo resultante (lucro ou prejuízo) para a conta de resultado chamada lucros acumulados ou prejuízos acumulados, no balanço patrimonial. Para empresas de pequeno e médio porte, ou no caso das empresas de grande porte ou S/A de capital aberto, o lucro poderá ser destinado para reinvestimento, distribuição de dividendos ou reservas legais. Se for negativo, o valor entrará na conta Prejuízos acumulados. Essa transferência é parte do processo de encerramento contábil, que prepara a empresa para iniciar um novo período contábil com saldos zerados. Apuração do resultado do exercício (ARE) Essa apuração é um processo contábil que visa calcular o resultado de uma empresa em um período específico, seja ele mensal ou anual. Esse resultado, que pode ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo), é fundamental para avaliar o desempenho financeiro da empresa durante o período em questão. A ARE é, portanto, uma etapa importante na preparação das projeções financeiras, como o demonstrativo do resultado do exercício (DRE). Para efetuar a ARE, são empregados dois lançamentos, cuja contrapartida é registrada na rubrica apuração do resultado. 1º lançamento Encerra todas as contas de despesa, transferindo seus saldos para essa apuração. 2º lançamento Encerra todas as contas de receita, fazendo a mesma transferência Do confronto de receitas e despesas nessa apuração, obtém-se o resultado líquido do período: lucro ou prejuízo. A ARE é um procedimento realizado ao final de cada período contábil, de modo a encerrar as contas de resultado. Nesse processo, os mesmos valores originais de cada conta são lançados em contrapartida, e é verificado se prevalece um saldo devedor ou credor, assumindo respectivamente como prejuízo ou lucro no período. Devoluções, abatimentos e descontos condicionais e incondicionais Importantes na gestão financeira e contábil de uma empresa, devoluções, abatimentos e descontos desempenham papéis diversos nas transações comerciais. Vamos abordar brevemente cada um desses conceitos. Em qualquer cenário empresarial, as transações de compra e venda formam a espinha dorsal das operações financeiras. Contudo, diversos fatores podem influenciar e modificar essas transações, gerando impactos significativos nos registros contábeis. Esses fatores constituem elementos essenciais para a compreensão precisa da situação financeira de uma empresa. Veja fatos que modificam as transações de compras: Gastos necessários ao recebimento da mercadoria, como custo de embalagem e desembaraço aduaneiro, devem ser adicionados ao valor das compras. Custo do transporte deve ser adicionado ao valor das compras. Devoluções de compras devem ser deduzidas do valor das compras. Descontos incondicionais ou abatimentos obtidos devem ser deduzidos do valor das compras. Tributos não recuperáveis e incidentes sobre mercadorias devem ser adicionados ao valor das compras, a exemplo do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Confira, agora, fatos que modificam transações de vendas e devem ser deduzidos do valor das vendas: Devoluções de vendas e vendas anuladas. Descontos incondicionais concedidos ou abatimento sobre vendas. Impostos incidentes sobre vendas. Tributos incidentes sobre operações com mercadorias Tributos incidentes sobre operações com mercadorias Vamos aprender neste caso estamos falando de impostos cujo fator gerador deriva da compra ou venda de mercadorias e cujas alíquotas se relacionam ao preço de venda os principais tributos são: •ipi: imposto sobre produtos industrializados que é federal •PIS: programa de integração social também federal Cofins contribuição para financiamento da seguridade social também federal •ICMS: imposto sobre circulação de mercadorias que é estadual os impostos podem ser cumulativos e não cumulativos os cumulativos são aqueles que incidem em cascata ao longo de toda a cadeia de produção isso as alíquotas são calculadas sobre o valor de venda em cada etapa da cadeia de produção a extinta CPMF é um exemplo os não cumulativos também incidem em cascata ao longo de toda a cadeia de produção contudo cada etapa da cadeia de produção é tributada apenas pelo valor agregado e não pelo valor da venda a operacionalização contada dos impostos não cumulativos exige que a tributação incidente sobre a compra seja deduzida da tributação incidente sobre a venda de forma que A Entidade seja tributada apenas pela diferença equivalente ao valor agregado na etapa de produção Vamos entender algunsdesses fatores, começando pelas devoluções de compra e venda, que são transações comerciais em que mercadorias previamente adquiridas ou vendidas são retornadas. Devoluções Em razão de defeitos, insatisfação com o produto ou outros motivos, um cliente devolve mercadorias ou produtos adquiridos. As devoluções referem-se a essa prática. Essas respostas têm implicações diretas nas vendas e nos estoques da empresa, sendo registradores fundamentais dessas transações de maneira precisa para refletir especificamente sobre a realidade financeira. As devoluções de compras e vendas têm implicações nos registros contábeis, afetando contas a pagar ou receitas de vendas, pela dedução que ocorrerá pela devolução, e como estoques. Essas devoluções, comuns em ambientes comerciais, são tratadas de acordo com as políticas da empresa e regulamentações contábeis aplicáveis. Devolução de compra Refere-se ao retorno de mercadorias adquiridas de um fornecedor à empresa compradora. Imagine que uma loja de eletrônicos compra 100 unidades de um modelo de smartphone de um fornecedor por R$ 50,00 cada. Ao inspecionar as mercadorias, a loja descobre que 10 unidades estão com defeito e decide devolvê-las ao fornecedor. Considerando as operações sem os efeitos tributários, de modo a simplificar a compreensão do lançamento contábil neste momento do estudo, a loja registraria uma devolução de compra da seguinte forma: O lançamento contábil registra um débito em “Contas a pagar” e um crédito na conta “Estoques”, o que representa redução no saldo das obrigações exigíveis e no saldo do estoque da empresa, que, por consequência, reduz o total do ativo. Devolução de venda Refere-se ao retorno de mercadorias vendidas à empresa vendedora, geralmente em razão de defeitos ou insatisfação do cliente, além de outras razões. Para exemplificar, considere que uma loja vendeu 50 camisetas por R$ 30,00 cada, e o cliente retorna 5 camisetas por não estarem de acordo com suas expectativas. Considerando que o valor do custo unitário foi de R$ 10,00, observe como seria o lançamento contábil. O lançamento contábil registra débito em “Devoluções sobre vendas” (resultado) e em “Estoque de mercadorias” (patrimonial) e crédito em “Contas a receber” e em “Custo das mercadorias vendidas”, o que representa uma redução no valor das vendas brutas e no custo pela venda que foi deduzido na operação original. Além disso, diminuem também os direitos a receber da empresa. O saldo do estoque aumenta, uma vez que a mercadoria retornou a ele. Abatimentos As reduções no valor total de uma transação, que podem ser concedidas ao cliente por diversos motivos, como descontos por volume, negociações especiais ou condições comerciais específicas, correspondem aos abatimentos. Assim como as devoluções, eles influenciam diretamente a receita e desativam uma contabilização cuidadosa. É importante registrar corretamente os abatimentos para garantir a precisão das demonstrações financeiras. Abatimento na compra É um desconto concedido pelo fornecedor ao comprador como uma redução no valor total da compra. Imagine que uma empresa compra 100 unidades de um produto por R$ 1.000, e o fornecedor concorda em conceder um abatimento de 5% em razão do montante enviado superar a quantidade solicitada. O lançamento contábil seria algo como: Abatimento na venda É um desconto concedido pelo vendedor ao comprador como uma redução no valor total da venda. Suponha que uma loja vende 50 camisetas por R$ 500, e o cliente negocia um abatimento de 10%, em razão do atraso na entrega. Verifique como seria o lançamento contábil: O lançamento contábil registra débito na conta “Clientes” e na conta “Abatimentos sobre vendas”, além de um crédito na conta “Receita de vendas”, o que representa a geração de um direito a receber pela empresa em razão da venda, com o respectivo registro da receita pela venda, mas com uma redução dessa venda bruta pelo abatimento negociado em função do atraso. Descontos Classificados como condicionais ou incondicionais, os descontos são reduções no valor total da venda. Descontos incondicionais são acordados antes da venda e geralmente são incorporados ao preço de venda. Já os descontos condicionais dependem do cumprimento de certas condições depois da venda, como o pagamento em um prazo específico. O tratamento contábil desses descontos varia, sendo essencial distingui-los para uma contabilidade precisa. Desconto condicional na compra É um desconto que depende do cumprimento de condições específicas, como o pagamento antecipado, a compra em grande quantidade ou o atingimento de metas de vendas. Imagine que uma empresa comprou 100 unidades de um produto por R$ 1.000, com um desconto condicional de 10% para o pagamento efetuado em 10 dias. O lançamento contábil no ato do pagamento seria: Desconto incondicional na compra É um desconto concedido independentemente de qualquer condição. É conhecido como desconto à vista. Suponha que uma empresa compra 100 unidades de um produto por R$ 1.000, com um desconto incondicional de 5%. Veja como seria o lançamento contábil: Desconto condicional na venda Similar ao desconto condicional na compra, é um desconto oferecido ao cliente com base em condições específicas acordadas. Para exemplificar, imagine que uma loja vende 50 unidades de um produto por R$ 500, com um desconto condicional de 5% se o pagamento for efetuado em 7 dias. O lançamento contábil na data do pagamento seria: Desconto incondicional na venda É um desconto concedido independentemente de qualquer condição, conhecido como desconto à vista. Para exemplificar, suponha que uma loja vende 50 unidades de um produto por R$ 500, com um desconto incondicional de 10%. O lançamento contábil seria: Balanço Patrimonial simplificado Demonstrações contábeis Demonstrações contábeis de propósito geral, ou simplesmente demonstrações contábeis, têm como finalidade atender às necessidades informacionais de usuários externos que não estejam em condição de obter informações por si mesmos. Além do desempenho da entidade, essas demonstrações representam de forma estruturada a posição O propósito das demonstrações contábeis é proporcionar informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade, sendo útil aos usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. As demonstrações contábeis também têm como objetivo apresentar os resultados da administração em relação aos seus deveres e responsabilidades na gestão diligente dos recursos confiados a ela. Para atender a esse propósito, as demonstrações contábeis fornecem informações sobre a entidade relacionadas a: · Ativos. · Passivos. · Patrimônio líquido. · Receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas. · Alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e distribuições a eles. · Fluxos de caixa. Balanço patrimonial (BP) Trata-se de uma demonstração de estoque. Apresenta informações sobre aposição financeira da entidade em uma data específica, sendo uma demonstração obrigatória para todas as empresas. Demonstração do resultado do exercício (DRE) Trata-se de uma demonstração de fluxo. Apresenta informações sobre o desempenho da entidade, segundo o regime de competência, ao longo de um período específico, sendo uma demonstração obrigatória para todas as empresas. As informações apresentadas na DRE, juntamente com outras constantes das notas explicativas, ajudam os usuários das demonstrações contábeis a prever os futuros fluxos de caixa da entidade e, em particular, a época e o grau de certeza de sua geração. As demonstrações contábeis devem representar apropriadamente a posição financeira e patrimonial, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade. Para garantir uma apresentação adequada, é essencial a representação fiel dos efeitos das transações, eventos e condições, seguindo definições e critérios de reconhecimento para ativos, passivos, receitas e despesas, conforme estabelecido no CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro (2019). Presume-seque a aplicação dos pronunciamentos técnicos, interpretações e orientações do CPC, com divulgação adicional quando necessária, resulta em demonstrações contábeis que se enquadram como representação apropriada. O balanço patrimonial reporta em certa data a situação financeira e patrimonial da entidade, em termos de ativos e passivos, e os recursos aportados pelos sócios no negócio, o patrimônio líquido. Agora, analise o detalhamento de alguns importantes grupos patrimoniais. Ativos São recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e dos quais são esperados benefícios econômicos para a entidade. Os ativos podem ser resumidos objetivamente como bens e direitos. Entenda melhor! Bens Tangíveis: dinheiro, estoques, veículos, máquinas, instalações, terrenos etc. Intangíveis: marcas, patentes, softwares etc. Direitos Duplicatas a receber, aplicações financeiras, adiantamentos a fornecedores etc. Em ordem decrescente de liquidez, confira como os ativos podem ser classificados! Ativos circulantes Segundo o CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis (2011), os ativos circulantes são classificados como tal quando satisfazem a qualquer um dos seguintes critérios: Realizados, vendidos ou consumidos no decurso normal do ciclo operacional da entidade. Mantidos essencialmente com o propósito de serem negociados. Realizados até doze meses após a data do balanço. São caixa ou o equivalente de caixa. Ativos não circulantes Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulantes, inclusive os tangíveis, intangíveis e financeiros de natureza de longo prazo. De acordo com o CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis (2011), o ativo não circulante precisa ser subdividido em: · Realizável a longo prazo · Investimento · Imobilizado · Intangível Distinção entre ativo circulante e não circulante A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos circulantes e não circulantes, como grupos de contas separados no balanço patrimonial, exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação mais relevante. Quando essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser apresentados por ordem de liquidez. Caso a instituição desenvolva atividades que combinem a necessidade de apresentar os ativos, tanto segundo a ordenação circulantes e não circulantes quanto segundo a liquidez, a opção pela apresentação em base mista, ou seja, considerando ambas as opções, será a melhor maneira de comunicar a informação contábil. Passivos São obrigações presentes na entidade derivadas de eventos já ocorridos, cuja liquidação gere a expectativa de que ela irá resultar na saída de recursos. Veja como os passivos podem ser classificados! Passivos circulantes Segundo o CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis (2011), serão circulantes caso satisfaçam qualquer um dos seguintes critérios: · Sejam liquidados durante o ciclo operacional normal da entidade. · Sejam mantidos essencialmente para a finalidade de serem negociados. · Sejam liquidados no período de até doze meses após a data do balanço. Passivos não circulantes Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes. Em regra, trata-se daqueles em que o vencimento se dá após o término do exercício seguinte. Em geral, os exemplos de passivos circulantes e não circulantes são idênticos, à exceção do prazo de vencimento: · Contas a pagar · Empréstimos e financiamentos · Obrigações diversas · Contingências Patrimônio líquido (PL) Valor residual dos ativos da entidade depois da dedução de todos os seus passivos. O PL deve apresentar: · Capital social. · Reservas de capital. · Ajustes de avaliação patrimonial. · Reservas de lucros. · Ações ou quotas em tesouraria. · Prejuízos acumulados. · Lucros acumulados (legalmente admitidos). · Demais contas exigidas pelos pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC. A relação apresentada lista os itens que são suficientemente diferentes em sua natureza ou função, para assegurar uma apresentação individualizada no balanço patrimonial. A lista não é exaustiva e novas contas devem ser incluídas no balanço patrimonial sempre que o tamanho, a natureza ou a função de um item seja relevante na posição financeira da entidade. A nomenclatura das contas pode ser modificada de acordo com a natureza da entidade e de suas transações, no sentido de fornecer informação que seja relevante quanto à posição financeira e patrimonial da entidade. Outro aspecto que deve ser considerado é que não há padrões rígidos para a nomenclatura utilizada nas contas nem para sua agregação. As entidades são diferentes e essa diferença deve ser capturada pela disposição das informações no balanço, que devem ser ajustadas segundo as particularidades do segmento econômico em que atuam. Dessa forma, a comunicação da posição financeira da entidade será realizada com maior precisão. No caso das instituições financeiras, informações associadas à liquidez são de importância central. Além disso, a disposição dos ativos em ordem decrescente (ou crescente) de liquidez permite que o usuário da informação entenda rapidamente a situação da entidade. Para esse segmento econômico em especial, a disposição de ativos em circulantes e não circulantes não fornece a melhor informação possível. Conforme o CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis (2011), todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes. Alguns passivos circulantes, como contas a pagar comerciais, algumas apropriações por competência relativas a gastos com empregados e outros custos operacionais, são parte do capital circulante usado no ciclo operacional normal da entidade. Esses itens operacionais são classificados como passivos circulantes, mesmo que sejam liquidados em mais de doze meses após a data do balanço patrimonial. Exceções Outros passivos circulantes não são liquidados como parte do ciclo operacional normal, mas a sua liquidação está prevista para o período de até doze meses após a data do balanço, ou esses passivos estão essencialmente mantidos com a finalidade de serem negociados. Confira, na sequência, alguns itens significativos do balanço patrimonial. Contas a receber Contemplam as vendas a prazo de mercadorias, produtos e serviços da entidade. As contas a receber de clientes são apresentadas no balanço patrimonial. Impostos correntes Estão relacionados a impostos pagos antecipadamente ou recuperáveis em operações de compras. Os impostos correntes passivos compreendem valores devidos aos governos federal, estadual e municipal, relacionados principalmente com a tributação sobre receitas e lucros da entidade. Trata-se, em geral, de IR, CSLL, PIS, Cofins. Despesas antecipadas Compreendem: seguros e aluguéis pagos antecipadamente; pagamentos antecipados de serviços a fornecedores; adiantamentos concedidos a funcionários; e depósitos judiciais. Patrimônio líquido Representa os recursos investidos no negócio pelos proprietários e, normalmente, contempla os seguintes grupos de contas: capital social; reservas de capital; reservas de lucros; ajustes de avaliação patrimonial; ações em tesouraria. Outros passivos Representam os adiantamentos recebidos de clientes para entrega futura de bens e serviços. A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um relatório financeiro que apresenta receitas, despesas, lucros e prejuízos de uma empresa durante um período específico de tempo, geralmente um trimestre ou um ano fiscal. É uma das projeções financeiras mais importantes para avaliar o desempenho financeiro de uma empresa em um determinado período. A DRE segue uma estrutura básica que inclui: •Receitas operacionais: Incluem todas as receitas geradas pelas operações principais da empresa, como vendas de produtos ou serviços. Custo das mercadorias vendidas (CMV) ou custo dos serviços prestados (CSP): Refere-se aos custos associados à produção de bens vendidos ou serviços prestados. •Despesas operacionais: Inclui todas as despesas incorridas durante as operações comerciais,como despesas com vendas, despesas administrativas e despesas de marketing. •Receitas não operacionais: São receitas que não estão diretamente relacionadas às operações principais da empresa, como ganhos com investimentos ou vendas de ativos. •Despesas não operacionais: São despesas que não estão relacionadas às atividades principais da empresa, como perdas com investimentos ou despesas financeiras. Ao subtrair os custos e despesas das receitas, a empresa obtém o lucro operacional. Após isso, são aplicados os impostos sobre o lucro e outras despesas não operacionais para lucro ao líquido, que é o resultado final da empresa para o período em questão. A DRE é uma ferramenta fundamental para analistas financeiros, investidores e stakeholders avaliarem a saúde financeira e o desempenho operacional de uma empresa ao longo do tempo. Ela fornece insights sobre a eficiência operacional, a rentabilidade e a capacidade da empresa de gerar lucros. *Ativo intangível é um ativo identificável, sem substância física, controlado pela entidade e capaz de gerar benefícios econômicos futuros Sociedades e Empresas Individuais sociedade é o contrato em que 2 pessoas ou mais conjugam esforços ou recursos para um fim comum outra definição seria o contrato em que as pessoas se obrigam a contribuir reciprocamente com bens e serviços para o exercício de atividade econômica e a partilha dos resultados entre si. A lei número 10.406 de 2002 do código civil redefiniu a nomenclatura das sociedades e exigências de formalização a sociedade comercial passou a ser chamada de sociedade empresária e seus instrumentos de Constituição e alterações são registrados na junta comercial as antigas sociedades civis ser denominadas sociedades simples e são registradas em cartório firma individual passou a ser simplesmente empresário. Podemos classificar as sociedades em não personificadas e personificadas Não Personificadas: •sociedade comum: onde os sócios respondem solidária ilimitadamente pelas obrigações •sociedade irregular ou sociedade em conta de participação: onde um dos sócios é ostensivo que dirige o negócio que assume as responsabilidades e os outros sócios são participantes apenas investidores Personificadas: •sociedade empresária: que engloba a sociedade em nome coletivo em comandita simples sociedade limitada sociedade por ações e sociedade em comandita por ações às sociedades simples quem globais a sociedade simples pura sociedade em comandita simples sociedade limitada e cooperativas e Cooperativas: onde a responsabilidade dos sócios pode ser limitada ou ilimitada bom chegamos ao final bons Microempresa:menor ou igual a R$ 360 mil Pequena empresa:maior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões Média empresa:maior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões Grande empresa:maior que R$ 300 milhões image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image1.png image2.png image3.png image4.png