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Osteomielite: Conceitos e Tipos

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11
Andressa Cristina Sposato Louzada
Bruno Adelmo
Ramon Hallal
Vergilius José Furtado de Araujo Neto 
CIRURGIA V
OSTEOMIELITE
2
SUMÁRIO
OSTEOMIELITE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1. Conceito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2. Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3. Tipos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3.1. Osteomielite hematogênica aguda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3.2. Osteomielite crônica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Mapa mental . Osteomielite . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Bibliografia consultada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
3
OSTEOMIELITE
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Diferença entre a osteomielite aguda e crônica
 u Principal local de acometimento no osso
 u Patógenos
 u Formas de diagnóstico
 u Tratamento
1. CONCEITO
Osteomielite é uma infecção óssea causada por uma 
ou mais bactérias que pode comprometer apenas 
uma parte do osso ou envolver várias regiões, como 
a cortical, a esponjosa e o canal medular, e expandir 
até as partes moles adjacentes.
2. CLASSIFICAÇÃO
Existem diversas classificações para a osteomielite 
baseadas em critérios distintos, como a duração, 
o mecanismo de infecção e o tipo de resposta do 
paciente à infecção.
Quanto à duração dos sintomas, a osteomielite pode 
ser classificada como aguda, subaguda e crônica.
Quanto ao mecanismo, a osteomielite pode ser 
classificada como hematogênica ou por contigui-
dade (exógena).
Quanto à resposta do paciente, pode ser classificada 
como piogênica ou não piogênica.
3. TIPOS
3 .1 . OSTEOMIELITE 
HEMATOGÊNICA AGUDA
A osteomielite hematogênica aguda (OHA) é o tipo 
mais prevalente de infecção óssea e está mais 
associado às crianças, sendo o gênero masculino 
mais acometido para qualquer idade. Apesar de em 
muitos casos a causa exata da osteomielite não 
poder ser identificada, uma bacteremia comum 
da infância está relacionada a esses quadros, e a 
gravidade está associada a fatores, como desnu-
trição, doenças crônicas e imaturidade do sistema 
imunológico.
O local mais comumente acometido nas crianças 
é a metáfise dos ossos longos!
3 .1 .1 . Partes do osso
 BASES DA MEDICINA
Anatomicamente, o osso pode ser dividido em epífise 
proximal e distal, diáfise e metáfise (Figura 1). A determi-
nação da região metafisária em crianças dá-se próximo à 
placa de crescimento e, em adultos, está localizada entre 
a epífise e a diáfise, podendo ser limitada pelo traçado 
do quadrado de Heim (Figura 2).
importância/prevalência
Osteomielite Ortopedia
4
O quadrado de Heim é obtido em uma radiografia em 
AP do osso, onde é traçada uma linha na extensão 
da epífise e, a partir dessa medida, um quadrado 
pode ser estabelecido em direção à diáfise do osso. 
O limite da metáfise será o limite desse quadrado.
Figura 1. Partes do osso.
Fonte: Departamento de Ortopedia e Anestesiologia 
da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto1. 
Figura 2. Quadrado de Heim.
Fonte: Acervo Sanar.
3 .1 .2 . Metáfise
A metáfise está localizada entre a epífise e a diáfise 
do osso e é o onde está a fise, ou placa de cres-
cimento em crianças e adolescentes ainda com o 
esqueleto imaturo.
Figura 3. Metáfise.
Fonte: Acervo Sanar.
Osteomielite 
5
3 .1 .3 . Fise de crescimento
Estrutura provisória que é responsável pelo cres-
cimento longitudinal dos ossos longos. Apresenta 
fechamento variável com a idade e a localização.
Figura 4. Fise de crescimento.
Fonte: Acervo Sanar.
A capilarização dos vasos e a redução na velocidade 
do fluxo sanguíneo na metáfise são os fatores res-
ponsáveis pelo maior desenvolvimento bacteriano 
nesse local. Uma vez instalada a infecção, inicia-se 
um processo contínuo que pode envolver todas as 
camadas de tecidos até a epiderme. A proliferação 
bacteriana leva a uma reação inflamatória local, 
que pode causar isquemia e necrose óssea com 
consequente formação de abscesso. Se não tratada 
corretamente, há evolução do processo infeccioso e 
o aumento do abscesso, gerando aumento da pres-
são intramedular, levando à isquemia para o osso 
cortical adjacente e, então, o processo alastra-se 
para o periósteo e as partes moles, podendo chegar 
até a pele por uma fístula drenante.
Crianças menores de 2 anos e com faixa etária 
entre 8 e 12 anos são as mais acometidas pela 
OHA, e a gravidade das lesões está relacionada 
também com a idade do episódio. Para as crianças 
menores de 2 anos, há um fator agravante: alguns 
vasos sanguíneos cruzam a fise de crescimento e 
podem levar a infecção para dentro da articulação, 
estabelecendo um quadro de artrite séptica que 
compromete a epífise, o alinhamento e comprimento 
do osso. Nas crianças acima de 2 anos ainda com 
a fise de crescimento aberta, o bloqueio fisário 
está estabelecido, e a invasão da articulação só 
ocorre se a metáfise for anatomicamente articular, 
como ocorre com o quadril, úmero proximal, colo 
do rádio e a fíbula distal. No esqueleto maduro, a 
ocorrência da OHA é incomum, ocorrendo em casos 
de comprometimento do hospedeiro, contudo não 
são observados grandes abscessos, e e as fraturas 
patológicas podem acompanhar a evolução do 
quadro.
3 .1 .4 . Patógenos
O agente infeccioso mais comumente encontrado 
nas infecções ósseas é o Staphylococcus aureus. 
Para grupos específicos de pacientes, existem, 
contudo, outros agentes que devem ser levados 
em consideração. Usuários de drogas venosas são 
acometidos por Pseudomonas; paciente crônicos 
com acesso venoso prolongado são acometidos 
por fungos; Salmonella está associada a infecções 
em pacientes portadores de hemoglobinopatias, 
como a doença falciforme; recém-nascidos são 
acometidos por Steptococcus do grupo B; e entre 
6 meses e 4 anos, as infecções por Haemophilus 
influenzae podem ocorrer.
3 .1 .5 . Diagnóstico
Uma grande dificuldade para estabelecer-se o diag-
nóstico da OHA precocemente é a sua diversidade 
de apresentações clínicas, a depender das condições 
e da idade do hospedeiro. Em crianças, os achados 
clínicos podem ser muito pouco evidentes. Sintomas, 
como a dor e a sensibilidade local, geralmente acom-
panham o início da infecção, mas rebaixamento do 
estado geral, febre, mal-estar podem ou não estar 
presentes inicialmente.
Exames laboratoriais são fundamentais desde a 
suspeita e, apesar de a contagem de leucócitos 
muitas vezes ser em valores ordinários, os níveis 
de PCR (proteína C reativa) e VHS (velocidade de 
hemossedimentação) estarão elevados. A PCR é 
importante marcador de evolução da infecção e 
do tratamento.
Os exames de imagem utilizados para diagnóstico 
da OHA são a radiografia simples, cintilografia e 
ressonância nuclear magnética. Deve-se ter grande 
atenção à avaliação da radiografia simples, porque 
Osteomielite Ortopedia
6
as alterações radiográficas aparecem a partir da 
segunda semana de evolução da OHA (achados na 
radiografia). (DDX – osteomielite,sarcoma de Ewing, 
osteossarcoma, fratura por estresse). A cintilografia 
óssea com tecnécio 99 confirma o diagnóstico de 
24 a 48 horas após o início em 90-95% dos casos, 
e a ressonância nuclear magnética é fundamental 
para verificar a extensão da infecção nas partes 
moles adjacentes.
As hemoculturas são positivas em 50% dos casos, 
já a aspiração do abscesso geralmente é capaz 
de isolar o agente infeccioso com precisão. As 
amostras devem ser testadas em laboratório para 
cultura, coloração de gram e antibiograma para guiar 
o medicamento adequado para o agente isolado.
3 .1 .6 . Tratamento
O tratamento para OHA deve ser iniciado no menor 
tempo possível, para reduzir as chances de sequelas 
permanentes no osso e o antibiótico de escolha deve 
ser aquele com maior atividade bacteriana, menor 
toxicidade e custo. É frequente a associação de 
procedimentos cirúrgicos ao uso dos antibióticos, 
uma vez que tecidos necróticos inviabilizam a bio-
disponibilidade da medicação. Embora em alguns 
casos o uso de antibiótico isolado seja suficiente 
para debelar o quadro infeccioso, é comum o uso 
prolongado de antibióticos nos casos de falha do 
tratamento sem cirurgia associada. Para verificação 
de melhora dos pacientes, é importante realizar o 
acompanhamento dos níveis de PCR a cada 48 h.
De modo prático, áreas de osteomielite ainda sem 
a formação de um abscesso franco podem ser 
tratadas apenas com antibióticos e observadas 
nas 48 horas seguintes. Para os casos de falha 
dessa conduta ou em osteomielites com abscessos 
sequestrados, há indicação de tratamento cirúrgico. 
Existem 5 princípios postulados para guiar o trata-
mento das OHA:
1. Um antibiótico apropriado é eficaz antes da for-
mação de um abscesso.
2. Antibióticos não atuam em tecidos avasculares 
ou abscessos, exigindo, então, remoção cirúrgica.
3. Após cirurgia eficaz, os antibióticos devem pre-
venir sua nova formação e a regressão da lesão 
primária.
4. Procedimentos cirúrgicos não devem danificar 
osso isquêmico e tecidos moles.
5. Deve-se manter o uso de antibióticos após a 
cirurgia.
 DIA A DIA MÉDICO
OHA
 W histórico e exame físico;
 W testes laboratoriais: hemograma, PCR, VHS;
 W exames de imagem: radiografia simples, cintilografia, 
RNM;
 W aspiração/drenagem cirúrgica.
3 .2 . OSTEOMIELITE CRÔNICA
A osteomielite crônica (OC), geralmente, é uma 
consequência da osteomielite aguda não tratada 
ou tratada de forma incorreta. Além disso, é uma 
condição de difícil controle, e a erradicação completa 
pode apresentar episódios de exacerbação durante 
anos. É habitual que pacientes portadores de OC 
apresentem melhora dos sintomas sistêmicos, 
mas é evidente a presença de um ou vários focos 
de infecção no osso, com presença de abscessos. 
Esse foco infeccioso, chamado de sequestro ósseo, 
é circundado por osso esclerótico com débil vas-
cularização, periósteo espessado e partes moles 
adjacentes também com comprometimento vas-
cular, e é esse o principal fator que limita a ação 
local dos antibióticos. A solução completa para a 
OC é desbridamento cirúrgico extenso, podendo-se 
realizar ao extremo amputações, associado aos 
antibióticos.
3 .2 .1 . Classificação
Baseada em critérios fisiológicos e nas condições 
fisiológicas do hospedeiro da osteomielite e na 
anatomia óssea, Cierny e Mader desenvolveram um 
Osteomielite 
7
sistema de classificação que guia as condutas nos 
casos de OC. Os critérios fisiológicos do hospedeiro 
são categorizados em 3: A – hospedeiros com res-
posta normal à infecção e cirurgia; B – hospedeiros 
comprometidos e com reduzida capacidade de 
cicatrização; C – quando o resultado do tratamento 
é mais nocivo que o tratamento proposto. Os cri-
térios anatômicos correspondem à localização da 
lesão e são 4: tipo 1 – medular (no endósteo); tipo 
2 – superficial (limitada à superfície do osso); tipo 
3 – localizada (local, estável, bem demarcada); tipo 
4 – difusa (instável, requer reconstrução). A combi-
nação desses 2 critérios irá conduzir o tratamento 
para a OC, se simples, complexo, curativo, paliativo, 
poupador do membro ou por amputação.
3 .2 .2 . Diagnóstico
A associação do exame clínico, exames laboratoriais 
e de imagem auxlia no diagnóstico de OC, mas a 
biópsia é o exame considerado padrão-ouro nes-
ses casos. Durante o exame clínico, deve-se estar 
atento às condições da pele e dos tecidos moles, 
verificar áreas de sensibilidade, avaliar a estabili-
dade óssea e o sistema neurovascular localizado. 
Apesar de inespecíficos e sem correlação com a 
gravidade da OC, as taxas de PCR e VHS costumam 
apresentar-se elevadas, entretanto o leucograma 
entre 60-70% dos casos não está alterado. Os exa-
mes de imagem isoladamente não têm o poder 
de confirmar o diagnóstico da OC. Em associação 
aos anteriores, radiografias simples e tomografia 
computadorizada são úteis para delimitação das 
áreas da lesão/sequestro ósseo, e a ressonância 
nuclear magnética é especialmente útil para avalia-
ção das partes moles comprometidas, além de ter 
a capacidade de delimitar áreas de extensão das 
lesões na interface osso – tecido mole. Menos uti-
lizada, a fistulografia, estudo do trajeto das fístulas, 
pode guiar de forma eficaz o tratamento cirúrgico 
(Figura 5). Como descrito anteriormente, a biópsia 
com cultura e antibiograma é exame padrão-ouro 
para OC, e, frequentemente, os agentes mais iso-
lados são os Staphylococcus aureus ou agentes 
anaeróbios e bacilos gram-negativos.
Figura 5. Fistulografia.
Fonte: Acervo do autor(a).
3 .2 .3 . Tratamento
A abordagem terapêutica para a OC deve levar em 
consideração não apenas o estado e a gravidade 
da infecção, mas é fundamental estabelecer medi-
das de controle sistêmico das outras alterações 
de que o paciente seja portador, como o controle 
glicêmico, ajuste das funções renais e hepática, 
controle do tabagismo e outras. O procedimento 
cirúrgico deve ser estabelecido em quase totalidade 
dos casos de OC, devido à limitada ação isolada 
dos antibióticos, por meio da sequestrectomia e 
ressecção dos tecidos moles adjacentes que sejam 
inviáveis ou infectados. Entretanto é comum que a 
extensão do desbridamento seja tão grande que 
o osso se torne instável e susceptível a fraturas. 
Nesses casos, é necessário que haja a reconstrução 
óssea, que pode ser realizada por vários métodos 
escolhidos de acordo com a extensão da lesão, as 
características do paciente e experiência do cirurgião 
ortopedista e da equipe de apoio (cirurgião plástico, 
cirurgião vascular etc). O uso dos antibióticos deve 
ser estabelecido tão logo o procedimento cirúrgico 
seja realizado e, geralmente, por um período inicial 
de 6 semanas via venosa, e tão logo seja possível, 
escalonado para o uso oral guiado por cultura.
Osteomielite Ortopedia
8
Mapa mental. Osteomielite
Osteomielite
continua…
Classificação PatógenosConceito
Duração
Mecanismo
Resposta do hospedeiro
Infecção óssea bacteriana Staphylococcus aureus
Pseudomonas
Salmonella
Streptococcus do grupo B
Haemophilus influenzae
Fungos
Aguda Mais comum
Drogas injetáveis
Falciforme
Recém-nascidos
6 meses – 4 anos
Imunossupressos
Hematogênica
Piogênica
Crônica
Contiguidade
Não piogênica
Subaguda
Osteomielite 
9
Mapa mental. Osteomielite (continuação)
…continuação
Tipos
Crônica Hematogênica aguda
Classificação Mais prevalente
Diagnóstico
Meninos 8-12 anos
Bacteremia da 
infância associada
Tratamento
Metáfise
Tratamento
Diagnóstico
Cierry e Mader
Biópsia – padrão-ouro
Melhorar condições sistêmicas
Redução da 
velocidade de fluxo
Precoce
Com abscesso
Dor
Febre
Radiografia
Hemocultura
VHS
PCR
RNM
Nem sempre
Só depois de 
uma semana 
Cirúrgico + 
ATB venoso
Sim Não
Positivo em 50%Cirúrgico + 
ATB venosoATB oral
Cirúrgico + ATB venoso 
Sem abscesso
ATB oral 48 hReavaliaMelhora
Osteomielite Ortopedia
10
REFERÊNCIAS
1. Departamento de Ortopedia e Anestesiologia da Faculdade 
de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Tu-mores Ósseos. 
Princípiosde Diagnóstico e Tratamento. Apostila de Intro-
dução ao tema. [Internet]; 2012. [acesso em 25 ago. 2021]. 
Disponível em: http://roa.fmrp.usp.br/tumores_osseos.pdf.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Bruschini S. Ortopedia pediátrica. 2. ed. São Paulo: Atheneu; 
1998.
Bucholz RW, Court-Brown CM, Heckman JD, Tornetta III P. 
Fraturas em adultos de Rockwood & Green. 7. ed. Barueri, 
SP: Manole; 2013.
Canale ST, Beaty JH. Campbell: cirurgia ortopédica. 6. ed. 
Buenos Aires: Panamericana; 1981.
Cohen M. Tratado de Ortopedia. 1. ed. São Paulo: Roca; 2007.
Dandy DJ, Edwards DJ. Fundamentos em ortopedia e trau-
matologia: uma abordagem prática. 5. ed. Rio de Janeiro, 
RJ: Elsevier; 2011.
Evans RC. Exame físico ortopédico ilustrado. Barueri: Manole; 
2003.
Hebert S et al. Ortopedia e Traumatologia: princípios e prática. 
4. ed. Porto Alegre: Artmed; 2009.
Jónasson PS, Ekström L, Hansson HA, Sansone M, Karlsson 
J, Swärd L et al. Cyclical loading causes injury in and around 
the porcine proximal femoral physeal plate: proposed cause of 
the deve-lopment of cam deformity in young athletes. J. Exp 
Orthop [Internet]. 2015 [acesso em 11 jul. 2022] dec;2(16):6. 
Disponível em: doi:10.1186/s40634-015-0022-4.
Leite NM, Faloppa F. Propedêutica Ortopédica e Traumato-
logia. Porto Alegre: Artmed; 2013.
MSKrad. Classificações - Outros. [Internet]; 2021. [acesso 
em 25 ago. 2021]. Disponível em: https://www.mskrad.com.
br/outros-1.
Pés sem dor. Osso infantil – osso adulto. [Internet]; 2015. 
[acesso em 25 ago. 2021]. Disponível em: https://www.
pessemdor.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Osteo-
condrite-1.jpg.
The Korean Society for Chemotherapy, The Korean Society 
of Infectious Diseases, The Korean Ortho-paedic Associa-
tion. Clinical Guidelines for the Antimicrobial Treatment 
of Bone and Joint Infections in Korea. Infect Chemother. 
2014,Jun;46(2):125-138.
Osteomielite 
11
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CASSIANO ANTÔNIO DE MORAES – 
ES – 2021) – As infecções osteoarticulares na criança 
são potencialmente graves, pois podem acarretar 
sequelas ao osso em crescimento. Nas infecções 
osteoarticulares é correto afirmar:
	⮦ Na osteomielite hematogênica aguda a radio-
grafia, por ter um baixo custo, é um bom meio 
de se fazer o diagnóstico precoce. As primeiras 
alterações radiográficas aparecem já no 1º dia.
	⮧ O Staphylococcus aureus é o agente etiológico 
mais comum na osteomielite e na pioartrite em 
crianças e adolescentes.
	⮨ A artrite séptica compromete predominante-
mente as articulações dos membros superiores.
	⮩ Se o tratamento das infecções osteoarticula-
res for instituído precocemente pode ser feito 
via oral, com antibiótico de largo espectro, por 
15 dias.
Questão 2
(HOSPITAL ANGELINA CARON – PR – 2020) Sobre as “Infec-
ções Ósteo-Articulares”, a alternativa incorreta é:
	⮦ O germe mais frequente na osteomielite é Sta-
phylococcus aureus.
	⮧ Em adultos jovens, Neisseria gonorrhoeae é a 
etiologia mais comum da artrite séptica.
	⮨ A drenagem da artrite séptica é indicada na au-
sência de resposta à antibioticoterapia.
	⮩ A celularidade no líquido sinovial pode chegar 
a 250.000/microlitro, com mais de 90% de poli-
morfo-nuclear neutrófilos (PMNs).
	⮪ A dosagem de proteína C reativa pode auxiliar 
como marcador da resposta ao tratamento na 
osteomielite.
Questão 3
(INSTITUTO NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA – RJ 
– 2020) Nos pacientes portadores de anemia falci-
forme qual dos agentes abaixo deve ser lembrado, 
além do estafilococo, como possível etiologia de 
osteomielite?
	⮦ Estreptococo B.
	⮧ Listeria.
	⮨ Micoplasma.
	⮩ Herpes vírus.
	⮪ Salmonela.
Questão 4
(SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE GOIÁS, GO – 2020) Em 
uma radiografia da perna, foram observadas lesões 
na metáfise e na epífise distais da tíbia, com acha-
dos compatíveis com osteomielite aguda. Conside-
rando a localização da lesão, a idade do paciente 
é, mais provavelmente, de:
	⮦ Um mês.
	⮧ Dez anos.
	⮨ Quarenta anos.
	⮩ Oitenta anos.
Questão 5
(HOSPITAL DILSON GODINHO – MG – 2015) Após apresentar 
várias lesões compatíveis com piodermite, uma 
Osteomielite Ortopedia
12
criança de sete anos de idade, sexo masculino, re-
clama dor no joelho esquerdo. Ao exame, está com 
39°C, não consegue apoiar o mesmo pé no chão. 
Não há imitação ao movimento da articulação. A ve-
locidade de hemossedimentação é de 70 mm/1ª 
hora, e a proteína C reativa está positiva. Qual a 
hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento 
recomendado?
	⮦ Artrite piogênica; antibióticos.
	⮧ Osteomielite aguda; antibióticos.
	⮨ Doença de Osgood-Schlatter; antibiótico.
	⮩ Necrose avascular do fêmur proximal; imobili-
zação do membro afetado.
Questão 6
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO 
ALEGRE – RS – 2011) Assinale a alternativa que preen-
che a lacuna abaixo CORRETAMENTE: Paciente 
adulto com sequela de osteomielite de fêmur rece-
beu diagnóstico de doença crônica. A presença de 
____________ caracteriza uma osteomielite crônica.
	⮦ Fístula ativa.
	⮧ Sequestro ósseo.
	⮨ Fístula inativa.
	⮩ Celulite na região comprometida.
	⮪ Quadro infeccioso sistêmico.
Questão 7
(HOSPITAL PITANGUEIRAS – SP – 2010) Todas as afirmativas 
abaixo são incorretas, exceto:
	⮦ A necrose asséptica da cabeça do fêmur (legg-
-perthes) geralmente ocorre após os 12 anos 
de idade.
	⮧ A epifisiólise proximal do fêmur nunca ocorre 
bilateralmente.
	⮨ A pseudoartrose congênita da tíbia deve ser tra-
tada com drogas que estimulem a osteogênese.
	⮩ O tratamento de escolha para a artrite piogê-
nica do quadril deve ser cirúrgico, através da 
artrotomia.
	⮪ O tratamento preferido para um paciente com 
osteomielite crônica do fêmur é antibioticote-
rapia sistêmica.
Questão 8
(CENTRO DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO – GO – 2011) A 
anemia falciforme é frequente em nosso meio e ca-
racterizada por doença hemolítica crônica e grave, 
resultante da destruição prematura dos eritrócitos. 
Relativamente a essa doença, indique a assertiva 
correta:
	⮦ A crise dolorosa deve ser tratada com a trans-
fusão sanguínea.
	⮧ Quando ocorre osteomielite, a salmonella é um 
agente etiológico importante a ser considerado.
	⮨ A dactilite ocorre por isquemia de partes moles 
de mãos e pés em geral em crianças menores 
de dois anos.
	⮩ A vacina contra pneumococo deve ser feita em 
crianças maiores de dois anos e confere ampla 
proteção contra esse agente.
	⮪ A crise de sequestro é mais comum após cinco 
anos de idade.
Questão 9
(INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA – GO – 2010) Escolar de 
9 anos apresenta claudicação e dor no membro infe-
rior direito há 1 semana. Refere que há dois dias foi 
medicado com penicilina benzatina intramuscular, 
aplicada em glúteo, para tratamento de piodermite. 
Ao exame: febril (38,3 graus); dor à compressão de 
coxa direita, sem manifestações articulares e au-
sência de sinal de Lasègue. RX de quadril e membro 
inferior direito normal. Hemograma: 18000 leucóci-
tos/mm (83% neutrófilos, 15% bastões). VHS 59 mm 
na primeira hora. O diagnóstico provável é:
	⮦ Artrite séptica.
	⮧ Osteomielite.
	⮨ Infarto ósseo.
	⮩ Sarcoma de Ewing.
	⮪ Artrite reumatoide juvenil.
Osteomielite 
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Questão 10
(UFPR – PR – 2008) Com relação à osteomielite hema-
togênica aguda, é INCORRETO afirmar:
	⮦ Ela é secundária a uma bacteremia. A bactere-
mia na infância está relacionada, entre outros 
motivos, a otite, faringite, sinusite e ao ato de 
escovar os dentes.
	⮧ O agente etiológico mais frequentemente isola-
do é o Staphylococcus aureus.
	⮨ Ela acomete principalmente a região diafisária 
dos ossos longos.
	⮩ O osso mais frequentemente acometido é o fê-
mur (27%) e depois a tíbia (22%).
	⮪ O traumatismo local é um fator predisponente 
para a infecção.
Osteomielite Ortopedia
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GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade: 
Alternativa A: INCORRETA. O diagnóstico precoce é 
clínico, e os achados radiográficos são aparentes 
a partir de 15 dias de evolução do quadro.
Alternativa B: CORRETA.
AlternativaC: INCORRETA. As articulações mais aco-
metidas são dos membros inferiores.
Alternativa D: INCORRETA. O tratamento deve ser es-
colhido de acordo com o quadro do paciente, e não 
apenas pelo tempo de evolução.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 2 dificuldade:  
 Y Dica do professor: As infecções osteoarticulares 
podem ser apresentadas como osteomielites, ar-
trite séptica, piomiosite e espondilodiscite, tendo 
manifestações e prognósticos variados.
Alternativa A: CORRETA. É correto afirmar que, na os-
teomielite, o germe mais frequente é o S. aureus, 
sendo este um germe que coloniza a pele com fre-
quência, incluindo também região de fossas nasais, 
o que facilita sua disseminação quando há porta 
de entrada, como feridas ou depressão do sistema 
imunológico.
Alternativa B: CORRETA. A artrite séptica é a infecção 
no líquido e nos tecidos de uma articulação, geral-
mente causada por bactérias, mas, ocasionalmen-
te, por vírus ou fungos. Bactérias, vírus ou fungos 
podem espalhar-se por meio da corrente sanguínea 
ou de uma infecção nas proximidades em uma arti-
culação, causando infecção. Dos agentes etiológi-
cos, o Staphylococcus aureus e a Neisseria gonor-
rhoeae são as bactérias mais comuns, sendo que, 
em jovens, o segundo agente tem maior incidência.
Alternativa C: INCORRETA. O tratamento com drena-
gem ainda na fase aguda apresenta melhores resul-
tados quanto mais cedo for drenada a articulação, 
podendo chegar a 100% do resultado se realizado 
antes do 3º dia de evolução. Logo, não há indica-
ção de esperar a resposta com antibioticoterapia, 
e sim realizar em consonância.
Alternativa D: CORRETA. Sobre a celularidade, é cor-
reto afirmar que há importante elevação, essen-
cialmente dos polimorfonucleares, estas que são 
células inflamatórias de fase aguda.
Alternativa E: CORRETA. A dosagem seriada da PCR 
pode ser usada no acompanhamento do tratamen-
to da osteomielite em conjunto com critérios clíni-
cos. A proteína c-reactiva, ou CRP, é uma proteína 
plasmática reagente de fase aguda produzida pelo 
fígado. É um dos membros da família de proteínas 
pentraxina.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 3 dificuldade:   
 Y Dica do professor: A doença falciforme é uma he-
moglobinopatia decorrente da mutação no gene 
que produz a hemoglobina A, originando a hemo-
globina S. O paciente apresenta-se com anemia e 
pode ter episódios de oclusão de vasos, levando a 
infartos teciduais. Em infecções osteoarticulares, 
os agentes mais comuns são salmonela (represen-
tando cerca de 57% dos casos) casos; portanto, 
correta a alternativa E.
 ✔ resposta: ⮪
Osteomielite 
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Questão 4 dificuldade:   
 Y Dica do professor: Questão que lhe obriga a co-
nhecer alguns conceitos anatômicos e epidemio-
lógicos. As osteomielites acometem em mais de 
80% dos casos indivíduos com menos de 17 anos, 
sendo uma infecção mais comum na infância (o que 
já afasta as alternativas C, 40 anos, e D, 80 anos). 
Para acertar a alternativa, vamos basear-nos no 
referencial anatômico adotado pelo autor da ques-
tão, a epífise da tíbia. A ossificação da epífise tibial 
costuma ocorrer após os 4 a 6 meses de idade, não 
sendo possível visualizá-la na radiografia em indiví-
duos com menos de 6 meses de idade (o que exclui 
a alternativa A, 1 mês). Juntando esses 2 fatos, a 
melhor resposta para a questão é a letra B, 10 anos.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 5 dificuldade:  
 Y Dica do professor: Quadros infecciosos no siste-
ma musculoesquelético após infecções em outros 
sistemas podem acontecer, sobretudo em indiví-
duos com insuficiência imunológica, como idosos 
e crianças. Nesse caso, há uma infecção ativa que 
causa dor articular e febre, contudo a articulação 
apresenta mobilidade, afastando a possibilidade 
inicial de artrite séptica; portanto, deve-se firmar o 
diagnóstico de osteomielite aguda e iniciar o trata-
mento com antibióticos.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 6 dificuldade:  
 Y Dica do professor: O processo evolutivo de uma 
osteomielite aguda não tratada ou tratada de forma 
equivocada leva progressivamente à destruição ós-
sea e ao acúmulo de exsudato intraósseo. Durante 
esse processo, o osso necrosado separa-se do teci-
do vitalizado adjacente e e torna-se circundado por 
um tecido inflamatório subagudo, caracterizando 
o sequestro ósseo, que é característica marcante 
da osteomielite crônica.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 7 dificuldade:  
 Y Dica do professor: Por seu alto poder destrutivo 
intrarticular, o tratamento da artrite séptica deve 
ser instituído no menor espaço de tempo possível. 
Está indicada nesses casos artrotomia e limpeza 
da articulação acometida.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 8 dificuldade:  
 Y Dica do professor: O agente etiológico da osteo-
mielite mais frequente, na população em geral, é o 
Staphylococcus aureus, entretanto existem outros 
agentes mais frequentes, a depender do quadro 
basal do doente. No caso de indivíduos portadores 
de anemia falciforme, o agente mais frequente é a 
Salmonella. Para os casos de pacientes diabéticos, 
portadores de mal perfurante plantar, a Pseudomo-
nas é o agente mais frequentemente envolvido com 
o processo infeccioso.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 9 dificuldade:  
 Y Dica do professor: Quadro de dor em membro in-
ferior após infecção, dor à movimentação e leuco-
citose aponta para osteomielite. Nesse caso, não 
existe bloqueio articular, o que nos faz afastar a 
possibilidade de artrite séptica.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 10 dificuldade:  
 Y Dica do professor: A osteomielite hematogênica é 
causada por microrganismos que invadem o osso 
no cenário da bacteremia. Ocorre mais comumente 
em crianças. Entre os adultos, é mais frequente no 
sexo masculino. Os fatores de risco para osteomie-
lite hematogênica incluem endocardite, presença 
de dispositivos intravasculares, ou equipamentos 
ortopédicos, uso de drogas injetáveis, hemodiáli-
se e doença falciforme. É geralmente monomicro-
biana, e o S. aureus é, de longe, o organismo mais 
comumente isolado. O acometimento vertebral é a 
forma mais comum de osteomielite hematogênica 
Osteomielite Ortopedia
16
em adultos, e, quando na periferia, a sua localiza-
ção preferencial é nas metáfises de ossos longos, 
como o fêmur e a tíbia, por serem regiões ricamente 
vascularizadas.
 ✔ resposta: ⮨
	Osteomielite 
	 Conceito
	 Classificação
	 Tipos
	 Osteomielite hematogênica aguda 
	 Osteomielite crônica 
	Mapa mental. Osteomielite
	Referências
	Bibliografia consultada 
	Questões comentadas

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