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Resumo do Estudo de Caso sobre Disfagia em Paciente com Doença de Alzheimer O estudo de caso apresentado envolve um paciente do sexo masculino, de 78 anos, com um histórico de doença de Alzheimer que se agravou ao longo de 10 anos. O paciente foi admitido na emergência devido a uma crise de hipertensão, e seu filho relatou que, nos últimos meses, ele começou a ter dificuldades para engolir os comprimidos do medicamento anti-hipertensivo. Para contornar essa situação, a família começou a triturar os comprimidos e administrá-los diluídos em água. A principal questão levantada é a causa da disfagia e como essa condição pode ter influenciado o controle da pressão arterial do paciente. A disfagia, que é a dificuldade de deglutição, é um sintoma que pode surgir em pacientes com doença de Alzheimer, especialmente nas fases moderada e avançada da demência. Essa condição ocorre devido a comprometimentos nas áreas do cérebro responsáveis pela coordenação e execução do ato de engolir. Embora a disfagia seja mais comum em estágios avançados da doença, ela pode se manifestar de forma leve em fases anteriores. As dificuldades de deglutição podem ser causadas por fatores neurológicos, mecânicos ou psicogênicos, e a sua presença pode complicar a administração de medicamentos, levando a falhas no tratamento e riscos de aspiração. A prática de triturar comprimidos ou abrir cápsulas para facilitar a administração oral pode ter implicações significativas na eficácia do tratamento. Essa modificação na forma farmacêutica pode alterar a velocidade e o grau de absorção do princípio ativo, resultando em diminuição da eficácia do medicamento e aumento dos efeitos adversos. Portanto, é crucial que cuidadores e profissionais de saúde estejam cientes das consequências dessa prática e busquem alternativas que garantam a segurança e a eficácia do tratamento. Estrutura e Função das Células Nervosas As células nervosas, que compõem o tecido nervoso, são fundamentais para o funcionamento do sistema nervoso, incluindo o encéfalo, a medula espinhal, gânglios e nervos. Existem dois tipos principais de células nervosas: os neurônios e as células gliais. Os neurônios, que são cerca de 86 bilhões no cérebro humano, são especializados na transmissão de impulsos nervosos. Essa transmissão ocorre através de um processo que envolve fenômenos químicos e elétricos, onde os sinais elétricos são gerados e transmitidos ao longo do neurônio, culminando em sinapses que permitem a comunicação entre neurônios. As células gliais, que representam mais de 80% do tecido nervoso, desempenham um papel crucial no suporte e na proteção dos neurônios. Elas não apenas fornecem nutrientes, mas também participam de processos importantes, como a modulação dos impulsos elétricos e a neurogênese, que é a formação de novos neurônios. As células gliais podem ser divididas em dois tipos principais: microglias e macroglias. As microglias atuam como células do sistema imunológico no tecido nervoso, realizando a fagocitose de restos celulares, enquanto as macroglias incluem astrócitos, oligodendrócitos e células de Schwann, cada uma com funções específicas que são essenciais para a saúde e a funcionalidade do sistema nervoso. Funções das Células Gliais Astrócitos : Compreendem cerca de metade do cérebro e estão envolvidos no metabolismo dos neurotransmissores, captação e funcionamento das sinapses. Oligodendrócitos : Participam da mielinização dos neurônios, formando a bainha de mielina que protege os axônios. Células de Schwann : Semelhantes aos oligodendrócitos, são responsáveis pela formação da bainha de mielina, enrolando-se em torno dos axônios. Essas células são vitais para a manutenção da integridade do sistema nervoso e para a facilitação da comunicação neuronal, o que é especialmente relevante em condições como a doença de Alzheimer, onde a degeneração neuronal pode afetar gravemente a função cognitiva e motora. Destaques O paciente de 78 anos apresenta disfagia, uma complicação comum na doença de Alzheimer, que pode afetar a administração de medicamentos. A disfagia é causada por comprometimentos nas áreas cerebrais responsáveis pela deglutição e pode levar a falhas no tratamento. A prática de triturar comprimidos pode alterar a eficácia dos medicamentos, aumentando o risco de efeitos adversos. As células nervosas são compostas por neurônios e células gliais, cada uma com funções essenciais para o sistema nervoso. As células gliais desempenham papéis críticos, incluindo suporte aos neurônios e participação na neurogênese.