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Vídeoaula 2 Ciclo do capital de giro Ciclo do capital de giro é o período que a empresa leva entre comprar dos seus fornecedores e receber dos seus clientes. Um bom exemplo de boa gestão do capital de giro pode ser definido como: ganhar prazo para o pagamento dos seus fornecedores e antecipar os recebimentos dos seus clientes. É possível perceber que empresa que vende à prazo precisa de recursos para financiar seus clientes. A situação ideal é aquela em que é possível, todas as vezes, comercializar seus produtos ou serviços e receber em contrapartida o valor em dinheiro, mas realizar vendas a prazo é algo necessário e inevitável em momentos em que a situação financeira do cliente não é favorável. Além disso, toda empresa que mantém estoque de matéria-prima ou de mercadorias também precisa de recursos para financiá-la, por isso que, quando a empresa consegue prazos maiores para pagar os fornecedores, ela pode usar estes recursos para pagar outras despesas (impostos, energia elétrica, salários e outros gastos), isto é, significa que uma parte ou o total destas despesas é financiada pelos fornecedores de matérias-primas, mercadorias ou serviços. Seguindo a reflexão, perceba que a necessidade de controle que as empresas precisam ter com relação ao capital de giro basicamente representa uma necessidade de segurança. Sim, há uma necessidade de segurança, pois, como já foi mencionado, gestão financeira sempre irá focar em antecipar as receitas a receber e, em contrapartida, postergar os pagamentos das obrigações, o que automaticamente da mais segurança pra executar suas atividades, pois há mais folga em caixa. Qualquer negócio necessita de bons controles quanto ao capital de giro. Nesse sentido, podemos representar o capital de giro como sendo a diferença entre o montante de recursos aplicados no negócio, menos o total de recursos que a empresa consegue financiar de terceiros. Entre os principais exemplos de aplicação de capital de giro, temos contas a receber de clientes e estoques (matéria-prima, estoque de produtos acabados e estoque de mercadorias). Em contrapartida, como principais exemplos de financiamento de capital de giro, temos fornecedores de matéria-prima e de mercadorias, impostos a pagar, despesas a pagar (energia, salário, telefone, prestadores de serviços, etc.). Resumidamente, o capital de giro é utilizado para financiar a continuidade das aplicações de um negócio e pode ser usado na aquisição de estoque ou na quitação de despesas operacionais. Você já deve ter percebido que a gestão financeira é muito importante para qualquer negócio. Nesse sentido, gerir as finanças corretamente traz tranquilidade para pensar em novos investimentos, seja em inovação, produtos ou em melhorias na estrutura empresarial. Os controles financeiros são muitos úteis para decisões empresariais, e fazer esse acompanhamento é fundamental para o dia a dia da empresa. Pode-se dizer que as informações geradas em decorrência desses controles representam o primeiro estágio para a gestão do capital de giro do seu negócio. Nas empresas de pequeno porte, quando se consegue administrar o capital de giro de maneira eficiente, a maioria dos problemas de natureza financeira são resolvidos. As principais tarefas dos gestor financeiro são: 1. Elaborar orçamentos; 2. Realizar previsões financeiras; 3. Administrar fluxo de caixa; 4. Administrar o crédito; 5. Analisar investimentos; 6. Captar recursos; 7. Alocar recursos. Todas as tarefas citadas antes, fazem parte das funções de um gestor financeiro. Se elas forem bem executadas e tiverem um bom controle, a empresa pode desenvolver uma boa saúde financeira. Por exemplo, a tarefa de elaborar orçamentos é de vital importância para a gestão financeira. Muitos gestores acreditam que ter, por exemplo, R$ 25.000,00 de orçamento no ano significa autorização para gastar, mas não é bem assim. O fato de seu orçamento ser de R$ 25.000,00 não significa que você tenha que gastar tudo. O nível de qualidade na gestão de recursos é mais importante, portanto, se você conseguir fazer uma boa gestão com 2/3 deste valor, significa que haverá mais dinheiro sobrando no caixa da empresa. Nesse sentido o foco deve ser fazer mais com menos. Nesse contexto, devemos sempre olhar o mercado (político, econômico, ambiental, social, etc.) e as novas tendências que estão surgindo, para que possamos nos adaptar a ela. Somente assim é possível acertar nas previsões financeiras. Sendo assim, orçar que vai gastar 25 mil no ano no setor financeiro e acabar gastando 30 mil, significa que as previsões foram feitas de forma errada. Já falamos sobre a administração do capital de giro e que isso passa diretamente por uma administração do fluxo de caixa (entradas e saídas de valores), bem como passar pela boa administração dos créditos fornecidos aos clientes, fornecedores e parceiros de negócios. É preciso saber analisar e identificar oportunidades de negócios, como por exemplo, uma nova embalagem retornável que irá diminuir o custo de produção. Atividades de capacitação também é uma atividade que deve ser ponderada com cuidado pelos gestores, pois captar recursos significa fazer financiamentos, empréstimos bancários, fazer compras a prazo junto a fornecedores, etc. Nesse sentido, quanto mais dívidas de certo e longo prazo a empresa tiver, mais dificuldades ela terá para gerar um bom nível de capital de giro em seu fluxo de caixa. Por último, temos a alocação de recursos, que representa como a empresa invista o dinheiro que entra em caixa ou em conta bancária ou até mesmo o dinheiro recebido de investidores ou empréstimos. Se esta aplicação de recursos não gerar retorno sobre o investimento realizado no tempo esperado, ela poderá amargar fortes perdas financeiras, que podem até mesmo fechar o negócio.