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6/8/2014 CIO - Cinco mitos sobre segurança cibernética
http://cio.com.br/gestao/2014/08/01/cinco-mitos-sobre-seguranca-cibernetica/IDGNoticiaPrint_view 1/2
http://www.cio.com.br
GESTÃO
Cinco mitos sobre segurança cibernética
(http://cio.com.br/gestao/2014/08/01/cinco-mitos-sobre-seguranca-cibernetica)
Luís Delphim *
Publicada em 01 de agosto de 2014 às 07h10
Entendê-los pode diminuir as chances de sua empresa se tornar a próxima vítima
Em questões relacionadas à segurança cibernética, a maioria dos consumidores não consegue
distinguir que empresas seriam mais seguras mediante um eventual ataque. Por isso, quem geralmente
arca com os custos vinculados a esses ataques não são os usuários, mas as empresas.
De acordo com uma pesquisa recente sobre segurança, aproximadamente 40% dos norte-americanos
afirmaram que não deixariam de utilizar cartões de crédito ou de realizar negócios com um determinado
banco ou loja que utilizam normalmente mediante uma falha de segurança envolvendo seus dados
pessoais.
É por isso que as empresas em geral estão muito mais preocupadas do que os consumidores com
relação a esse tema. Recentes falhas na segurança com dados de cartões de crédito causaram
demissões, processos, perda de clientes e danos de imagem a diversas organizações. As instituições
financeiras estão atentas a essas questões para que possam proteger seus ativos, clientes e
reputação.
Tendo em vista esse cenário, este é um bom momento para acabar com cinco mitos relacionados à
segurança digital.
Mito Nº 1 - Segurança é uma tarefa exclusiva do diretor de segurança (ou Chief Information
Security Officer) e sua equipe. Não importa os recursos ou dinheiro empregados por uma instituição
para mantê-la segura se a segurança não for parte integral do trabalho de todos os colaboradores.
Existem medidas de proteção fundamentais que devem ser incorporadas à mentalidade e à rotina de
todos, desde um recrutador verificando as referências de um candidato, uma financiadora fazendo uma
varredura nos documentos do cliente em seu smartphone até o CEO em reunião com analistas.
Mito Nº 2 - Controles de segurança em excesso irritam os clientes. A segurança eficaz implica
ajustar os critérios de acordo com as necessidades, e as mesmas variam, desde uma simples
verificação de identidade simples para situações de baixo risco, até verificações rigorosas (e rápidas!)
para transações de grandes volumes ou de alto risco, nas quais os clientes esperam encontrar uma
proteção robusta. Um diretor precisa transferir eletronicamente o pagamento da folha da empresa? 
Uma carta de crédito para um novo cliente na Ásia? Ou uma simples consulta de saldo em conta por um
cliente antigo? Segurança eficiente significa aumentar ou reduzir a cautela conforme necessário.
Mito Nº 3 - Para melhorar a segurança, fortaleça-a no perímetro. Sem contradizer o valor de um
perímetro de alta segurança. Muitas vezes, isso deixa claro que existe algo valioso do outro lado.
Muitas organizações preferem simplesmente ocultar suas informações relevantes, permitindo que
apenas usuários devidamente autorizados possam ter acesso a transações e outras atividades críticas.
Se os criminosos cibernéticos não veem nada ao invés de enxergar um muro, não haverá motivos para
se tentar uma invasão.
Mito Nº 4 - Quanto menos a segurança for discutida, melhor. É comum ouvir opiniões como: “Supõe-
se que os bancos são seguros. Então por que chamar a atenção de criminosos cibernéticos?"
Montadoras de carros pensavam assim sobre acidentes automotivos até que a situação alcançou um
nível extremamente crítico e soluções foram criadas. Agora, a segurança é a característica que muitos
buscam em uma marca. Quanto mais notícias sobre a ocorrência de crimes cibernéticos os seus clientes
terem acesso (60% disseram que escolheriam outra marca no caso de uma falha), mais tranquilos eles
ficarão ao verem que segurança é algo valorizado por sua marca.
Mito Nº 5 - Resolva a segurança isoladamente e você estará seguro. É comum que muitos
especialistas avaliem a segurança a cada sistema, a cada dispositivo, aplicação ou armazenamento de
dados. No entanto, criminosos cibernéticos são muito hábeis em explorar as conexões entre estes
itens. Sendo assim, muitos diretores de segurança estão adotando uma visão empresarial com
respostas holísticas que conectam todos os pontos sensíveis expostos ao crime cibernético:
http://www.cio.com.br/
http://www.cio.com.br/
http://www.unisyssecurityindex.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Chief_information_security_officer
6/8/2014 CIO - Cinco mitos sobre segurança cibernética
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transferências eletrônicas, mobilidade/ BYOD, online banking, caixas eletrônicos, contratação e
credenciamento de funcionários, credenciamento de fornecedores, entre outros.
(*) Luís Delphim é Vice-presidente de Service Delivery da Unisys Brasil
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