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CURSO: FARMACIA 
 
ACADEMICAS: YANNA SILVA BERNARDO, 
KETHLLEN CAETANO DOS SANTOS, 
RAVILLA PATRICIA DE OLIVEIRA MOREIRA GODOY, 
LETÍCIA PEREIRA GANOZA. 
 
FIGURA 1- Pinus, pinho, grãos de pólen maduro, unidade integral. 
 
Os grãos de pólen maduros de Pinus (pinheiro) possuem características 
botânicas distintas que permitem sua dispersão pelo vento (polinização 
anemófila). 
• Formato e Estrutura Externa: São bissacados, o que significa que 
possuem dois sacos aeríferos laterais (asas) que auxiliam na flutuação e 
transporte pelo vento. A parede externa, chamada exina, é muito 
resistente, composta por esporopolenina, o que os ajuda a resistir à 
desidratação e a outros agentes, permitindo inclusive sua preservação 
como fósseis. 
• Conteúdo Celular Interno: Quando maduro, o grão de pólen contém 
quatro células no total: 
o Duas células protálicas. 
o Uma célula geradora (ou anteridial). 
o Uma célula do tubo. 
• Função Reprodutiva: A presença do tubo polínico é uma característica 
evolutiva importante das gimnospermas, como o pinheiro, que permite 
que a reprodução ocorra independentemente da água, possibilitando a 
conquista de ambientes terrestres mais secos. 
 
 
 As principais características botânicas e estruturais que você pode 
observar ou descrever sobre essa unidade integral: 
Característica Descrição 
Gênero Pinus (Gimnosperma) 
Tipo de Dispersão Anemófila (pelo vento) 
Unidade Mônade (grão isolado) 
Principais Componentes 2 Sacos aéreos + 1 corpo central 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 2 - Morchella, cogumelo comestível, frutificação com asco e ascóporo, 
seção transversal do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresenta um corte histológico transversal do corpo de frutificação 
(ascoma) de um cogumelo do gênero Morchella (conhecido como Morel)., aqui 
entramos no reino Fungi, especificamente no grupo dos Ascomycota. 
As principais características botânicas (ou micológicas) visíveis nesta seção são: 
1. Himênio (Camada Fértil) 
A borda externa, intensamente corada em roxo/rosa, representa o himênio. Esta 
é a camada funcional onde ocorre a reprodução sexuada. 
• Ascos: São células em forma de saco ou cilindro (que podem ser 
percebidas como pequenas projeções lineares na borda corada) que 
contêm os esporos. 
• Ascósporos: Dentro de cada asco, desenvolvem-se geralmente oito 
ascósporos. Eles são os propágulos de dispersão do fungo. 
• Paráfises: Entre os ascos, existem hifas estéreis chamadas paráfises, 
que ajudam na sustentação e proteção dos ascos. 
2. Trama ou Contexto (Tecido Estéril) 
A região interna, de coloração mais clara e aspecto granular/fibroso, é a trama. 
• É formada por um emaranhado de hifas (pseudoparênquima) que dá 
suporte estrutural ao corpo de frutificação. 
• Em Morchella, essa estrutura é frequentemente oca ou esponjosa, o que 
explica a leveza do cogumelo e a disposição dessas camadas em dobras 
ou alvéolos. 
3. Morfologia do Ascoma 
• O gênero Morchella produz um apotécio modificado. Diferente de um 
"chapéu" comum de cogumelo, ele apresenta cristas e cavidades 
(alvéolos). 
• Este corte transversal mostra uma dessas cristas, onde a camada fértil 
(himênio) reveste a superfície externa para maximizar a liberação de 
esporos no ar. 
Característica Descrição Micológica 
Gênero Morchella (Ascomycota) 
Tipo de Corpo Ascoma (Ascocarpo) do tipo apotécio complexo 
Estrutura de 
Reprodução 
Ascos contendo ascósporos 
Coloração 
Histológica 
Provavelmente Safranina ou Fucsina (destaca as 
paredes dos ascos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 3 – Psalliota, cogumelo,frutificação com ba´sdio e esporos, seção 
transversal de píleo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O corte histológico transversal das lamelas localizadas no píleo (chapéu) 
do cogumelo Psalliota (atualmente mais conhecido pelo gênero Agaricus, como 
o cogumelo-de-paris). 
Diferente da Morchella (que é um Ascomycota), este pertence ao grupo 
dos Basidiomycota. Abaixo estão as características botânicas e micológicas 
observadas: 
1. Himênio e Basídios (A Camada Fértil) 
A linha roxa intensa que contorna as estruturas alongadas é o himênio. 
• Basídios: São as células microscópicas em forma de clava localizadas 
nessa camada púrpura. Ao contrário dos ascos (sacos), os basídios 
produzem esporos externamente. 
• Basidiósporos: São os esporos produzidos na extremidade dos 
basídios. Em Agaricus, eles adquirem uma coloração escura 
(acastanhada a púrpura) quando maduros, o que explica a forte 
pigmentação observada na lâmina. 
2. Lamelas (Guelras) 
As estruturas em formato de "dedos" ou dobras que você vê atravessando o 
campo de visão são as lamelas. 
• Função: Elas aumentam drasticamente a área de superfície do 
cogumelo, permitindo a produção de milhões de esporos em um espaço 
reduzido. 
• Trama da Lamela: A parte central (azulada/clara) entre as camadas roxas 
é a trama, composta por hifas organizadas que dão sustentação estrutural 
à lamela. 
3. Organização do Píleo (Seção Transversal) 
O corte mostra como as lamelas se prendem à carne do chapéu 
(contexto). O espaço vazio entre as lamelas é essencial para que os esporos, 
após serem disparados pelos basídios, possam cair livremente e serem 
carregados pelas correntes de ar. 
Diferenças Chave (Basidiomycota vs. Ascomycota) 
Característica Psalliota (Basidiomycota) Morchella (Ascomycota) 
Estrutura Fértil Basídio (esporos externos) Asco (esporos internos/saco) 
Morfologia Lamelas sob o chapéu 
Alvéolos/Cavidades na 
superfície 
Disseminação 
Disparo ativo 
(balistósporos) 
Jato de pressão (ascosporos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 4- Lilium candidum, antera de lirio, com sacos de pólen e graos de pólen 
maturos, seção transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresenta um corte transversal da antera de um Lírio (Lilium 
candidum), uma estrutura clássica no estudo da botânica de Angiospermas. A 
imagem captura o momento em que a antera está madura, preparada para a 
liberação do pólen. 
Aqui estão as principais características botânicas e histológicas visíveis: 
1. Tecidos da Parede da Antera 
A parede que envolve os sacos polínicos é composta por camadas 
especializadas que garantem a proteção e a posterior liberação do pólen: 
• Epiderme: A camada mais externa e fina. 
• Endotécio: Camada logo abaixo da epiderme. Em anteras maduras, as 
células do endotécio desenvolvem espessamentos de lignina em suas 
paredes, que criam tensões mecânicas quando secam, auxiliando na 
abertura (deiscência) da antera. 
• Camadas Médias: Geralmente efêmeras, tendem a estar comprimidas 
ou ausentes na maturidade. 
2. Sacos Polínicos (Microsporângios) 
A imagem foca em um dos quatro sacos polínicos (lóculos) da antera. 
• Lóculo Polínico: É o espaço interno onde ocorre a microsporogênese. 
• Tapete (Tapetum): É a camada nutritiva mais interna que reveste o 
lóculo. Em uma antera madura como esta, o tapete geralmente já foi 
consumido pelos grãos de pólen em desenvolvimento para a formação da 
exina. 
3. Grãos de Pólen Maduros 
No centro do lóculo, observamos inúmeros grãos de pólen. 
• Morfologia: No lírio, os grãos de pólen são relativamente grandes e 
possuem uma parede externa espessa e ornamentada (exina), rica em 
esporopolenina. 
• Unidade: Eles aparecem como unidades individuais (mônades). 
• Estado: A coloração rosa intensa destaca o conteúdo celular e a 
complexidade da parede polínica. 
4. Estômio 
Embora a imagem esteja focada no lóculo, a região onde a parede da antera se 
rompe para liberar o pólen é chamada de estômio. O mecanismo de deiscência 
do lírio é geralmente longitudinal. 
 
Estrutura Função Botânica 
Antera Parte fértil do estame (Androceu) 
Endotécio Promove a deiscência (abertura) da antera 
Microsporângio Local de produção e armazenamento do pólen 
Grão de Pólen Gametófito masculino jovemFIGURA 5- Zea mays, milho, raiz de monocotiledônea, seção transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As principais características botânicas e histológicas visíveis nesta seção são: 
1. Cilindro Central (Estele) 
Diferente das eudicotiledôneas, as monocotiledôneas como o milho apresentam 
um cilindro central bem desenvolvido e organizado: 
• Xilema: As grandes cavidades circulares e claras (vasos de metaxilema) 
estão dispostas em um anel. Elas são responsáveis pelo transporte de 
água e sais minerais. 
• Floema: Localizado entre os polos de xilema (embora menos evidente 
sem coloração específica), transporta a seiva elaborada. 
• Medula Central: No centro da raiz, observa-se um parênquima medular 
(medula), uma característica marcante das raízes de monocotiledôneas 
que as diferencia das eudicotiledôneas (onde o xilema geralmente ocupa 
o centro em forma de cruz). 
2. Córtex (Parênquima Cortical) 
A vasta região de células arredondadas e de paredes finas que circunda o 
cilindro central é o córtex. 
• É composto por tecido parenquimático, cuja função principal é o 
armazenamento de substâncias e o preenchimento. 
• Nas monocotiledôneas, esse córtex é geralmente largo. 
3. Endoderme e Periciclo 
Embora difícil de distinguir individualmente sem maior aumento, a camada 
de células que delimita o cilindro central do córtex é a endoderme. Ela atua 
como um filtro seletivo para a entrada de substâncias nos vasos condutores 
através das estrias de Caspary. 
 
Característica Descrição na Raiz de Milho 
Tipo de Cilindro Poliarco (muitos polos de xilema e floema) 
Medula Presente e central 
Disposição Vascular Radial e alternada 
Classificação Raiz Primária de Monocotiledônea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 6 -Monocot and dicot flower buds, t.s. ons ame slide for comparison. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
corte transversal (T.S.) de botões florais de monocotiledônea e 
dicotiledônea (eudicotiledônea) no mesmo slide, permitindo uma comparação 
direta de suas simetrias e organizações verticiladas. 
Aqui estão as principais características botânicas que permitem diferenciá-los: 
1. Botão Floral de Monocotiledônea (Ex: Lírio) 
Nas monocotiledôneas, as peças florais seguem geralmente um padrão trímero 
(múltiplos de 3). 
• Perianto: Frequentemente organizado em dois verticilos de 3 peças 
(tépalas). 
• Androceu: Estames organizados em círculos de 3 ou 6. Na imagem, você 
pode observar as anteras com seus quatro sacos polínicos característicos 
dispostas de forma radial. 
• Gineceu: Geralmente apresenta um ovário tricarpelar (3 carpelos 
fundidos), resultando em 3 lóculos centrais onde os óvulos se 
desenvolvem. 
2. Botão Floral de Dicotiledônea (Eudicotiledônea) 
Nas eudicotiledôneas, o padrão é tipicamente tetrâmero ou pentâmero 
(múltiplos de 4 ou 5). 
• Cálice e Corola: Diferenciação clara entre sépalas e pétalas, organizadas 
em grupos de 4 ou 5. 
• Organização Vascular: Os feixes vasculares e a disposição dos órgãos 
tendem a ser mais complexos ou seguindo a simetria radial/bilateral 
baseada nesses números. 
Estrutura Observação Microscópica 
Anteras 
Estruturas lobadas contendo tecido esporigêneo ou grãos de 
pólen em formação (pontos escuros no interior). 
Ovário 
Região central com divisões (lóculos). Note a contagem de 
cavidades para identificar o grupo (3 para monocot, 4 ou 5 
para dicot). 
Sépalas/Pétalas 
Camadas mais externas que envolvem os órgãos 
reprodutores, agindo como proteção durante o 
desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 7- Helianthus, girassol, caule herbáceo dicotiledôneo típico, seção 
transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As características botânicas e histológicas visíveis são fundamentais para 
distinguir este grupo das monocotiledôneas (como o milho que vimos 
anteriormente): 
1. Organização dos Feixes Vasculares 
A característica mais marcante é a disposição dos feixes vasculares em um anel 
ordenado ao redor da medula. 
• Feixes Colaterais: Cada "conjunto" (feixe) contém o xilema e o floema. 
o Xilema (corado em rosa/roxo): Voltado para o centro do caule, 
responsável pelo transporte de água. 
o Floema (camada acima do xilema): Voltado para a periferia, 
responsável pelo transporte de seiva elaborada. 
• Câmbio Fascicular: Entre o xilema e o floema, existe uma fina camada 
de células meristemáticas que permitirá o crescimento em espessura 
(crescimento secundário) futuramente. 
2. Calotas de Esclerênquima (Fibras) 
Logo acima de cada feixe de floema, observa-se uma "calota" de tecido 
bem corado e denso. Trata-se do esclerênquima (fibras extraxilares), que 
fornece suporte mecânico e rigidez ao caule herbáceo, permitindo que o girassol 
cresça verticalmente. 
3. Diferenciação Regional 
• Epiderme: A camada única de células mais externa, que protege o caule. 
• Córtex: A região entre a epiderme e o anel de feixes vasculares, 
composta principalmente por parênquima e, às vezes, colênquima (nas 
quinas ou logo abaixo da epiderme) para sustentação flexível. 
• Medula Central: A grande área no centro do caule, composta por 
parênquima medular. Em caules mais velhos de girassol, essa medula 
pode se tornar oca. 
 
Estrutura Característica no Girassol (Helianthus) 
Arranjo Vascular Eustelo (feixes organizados em anel) 
Tipo de Feixe Colateral Aberto (possui câmbio) 
Sustentação Calotas de fibras de esclerênquima sobre o floema 
Medula Ampla e central 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 8- Lupinus tremoceiro, nódulo de radiculares com bactéria simbiótica, 
seção transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresenta um corte histológico transversal de um nódulo radicular de 
Tremoceiro (Lupinus), uma estrutura altamente especializada resultante da 
simbiose entre a planta (uma Leguminosa) e bactérias fixadoras de nitrogênio do 
gênero Rhizobium. 
As características botânicas e biológicas fundamentais observadas nesta seção 
são: 
1. Zona Infectada (Bacterióide) 
A região central, densamente preenchida e com coloração rosa/avermelhada 
intensa, é a zona onde as bactérias residem. 
• Bacterióides: Dentro das células do parênquima do nódulo, as bactérias 
se transformam em bacterióides, formas especializadas na fixação de 
nitrogênio. 
• Leg-hemoglobina: A cor rosada característica (mesmo em nódulos vivos) 
deve-se à presença da leg-hemoglobina, uma proteína que regula a 
concentração de oxigênio no nódulo, protegendo a enzima nitrogenase 
(responsável por converter o $N_2$ atmosférico em amônia), que é 
extremamente sensível ao oxigênio. 
2. Tecido Vascular do Nódulo 
Diferente da raiz principal, o nódulo desenvolve seu próprio sistema de vasos 
(visíveis como feixes laterais no corte): 
• Esses vasos conectam o nódulo ao cilindro central da raiz da planta. 
• Função: Transportam os compostos nitrogenados produzidos pelas 
bactérias para o restante da planta e fornecem carboidratos (energia) da 
fotossíntese para as bactérias. 
3. Córtex do Nódulo 
A camada externa de células mais claras e organizadas que envolve a zona 
infectada. 
• Atua como uma barreira física e química, auxiliando na manutenção do 
ambiente anaeróbico necessário para a fixação biológica de nitrogênio. 
 
Importância Biológica (Simbiose) 
Esta estrutura é um exemplo clássico de mutualismo: 
1. A Planta: Fornece abrigo e fotossintatos (açúcares) para as bactérias. 
2. As Bactérias: Convertem o nitrogênio gasoso ($N_2$), que a planta não 
consegue absorver do ar, em formas assimiláveis. Isso permite que o 
Lupinus cresça em solos pobres em nutrientes. 
 
Característica Descrição 
Hospedeiro Lupinus (Leguminosa) 
Simbionte Bactérias (ex: Bradyrhizobium lupini) 
Processo Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) 
Estrutura Visual Células parenquimáticas hipertrofiadas e infectadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 9- Mucor mucedo, mofo preto de pão, unidade integral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresenta a morfologiade um fungo do gênero Mucor, popularmente 
conhecido como o mofo preto do pão. Ele pertence ao grupo dos Zygomycota. 
O Mucor apresenta uma organização mais simples e filamentosa. Aqui estão as 
características micológicas visíveis: 
1. Esporângios (As estruturas globulares) 
As esferas amareladas e escuras espalhadas pelo campo de visão são os 
esporângios. 
• Função: São as unidades de reprodução assexuada. No interior de cada 
esfera, formam-se milhares de esporangiósporos. 
• Maturidade: Quando maduros, a parede do esporângio se rompe, 
liberando os esporos no ambiente para colonizar novas fontes de alimento 
(como o pão). 
2. Esporangióforos 
São as hifas verticais (os "pedúnculos") que sustentam os esporângios. Na 
imagem, eles aparecem como filamentos finos que se conectam às esferas. Sua 
função é elevar o esporângio acima do substrato para facilitar a dispersão dos 
esporos pelo vento. 
3. Micélio Filamentoso 
O emaranhado de fios ao fundo é o micélio, composto por hifas. 
• Cenocíticas: Uma característica botânica importante do Mucor é que 
suas hifas são cenocíticas, ou seja, não possuem septos (divisões 
celulares), formando um longo tubo contínuo com vários núcleos. 
• Função: O micélio penetra no alimento para secretar enzimas digestivas 
e absorver nutrientes. 
 
Estrutura Função Micológica 
Gênero Mucor (Zygomycota) 
Tipo de Reprodução Assexuada (por esporangiósporos) 
Hifas Cenocíticas (sem septos) 
Hábito Saprófito (decompositor de matéria orgânica) 
 
 
FIGURA 10 – Cladophora, uma alga verde com filamentos ramificados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta imagem mostra a morfologia microscópica da Cladophora, um 
gênero de alga verde (Chlorophyta) muito comum em ambientes de água doce 
e marinha. Ao contrário dos fungos e plantas superiores que analisamos 
anteriormente, esta é uma estrutura autotrófica filamentosa. 
Aqui estão as principais características botânicas e citológicas visíveis: 
1. Organização Filamentosa Ramificada 
A característica diagnóstica da Cladophora é o seu hábito de crescimento: 
• Filamentos Multicelulares: A alga é composta por cadeias de células 
cilíndricas conectadas de ponta a ponta. 
• Ramificação: Diferente de outras algas verdes como a Spirogyra (que é 
um filamento simples), a Cladophora apresenta ramificações laterais. 
Note na imagem como os filamentos se dividem, geralmente partindo da 
porção apical das células. 
2. Estrutura Celular (Citologia) 
• Parede Celular: É espessa e rígida, composta por celulose, o que dá aos 
filamentos uma textura áspera ao toque (característica do gênero). 
• Cloroplastos: As células contêm cloroplastos parietais (dispostos junto à 
parede) que formam uma rede ou retículo. É o que confere a cor 
esverdeada/amarelada visível na lâmina. 
• Multinucleação: Uma curiosidade botânica é que as células da 
Cladophora são frequentemente cenocíticas (possuem vários núcleos 
por compartimento celular). 
3. Aspectos Ecológicos 
• Fixação: Na natureza, esses filamentos possuem uma célula basal 
especializada chamada rizoide, que ancora a alga em pedras ou 
substratos submersos. 
• Indicador Ambiental: O crescimento excessivo de Cladophora pode ser 
um sinal de eutrofização (excesso de nutrientes como fósforo e nitrogênio 
na água). 
 
Atributo Descrição Botânica 
Filo Chlorophyta (Algas Verdes) 
Morfologia Filamentos ramificados 
Células Cilíndricas, longas e multinucleadas 
Pigmentos Clorofilas a e b 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 11- Aspidium (Dryopteris), samambaia, folha com soro, esporângio e 
esporos seção transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O corte histológico transversal da fronde (folha) de uma samambaia do 
gênero Dryopteris (anteriormente classificada como Aspidium). Esta seção é 
um exemplo clássico para o estudo das Pteridófitas, as primeiras plantas 
vasculares a desenvolverem tecidos condutores, mas que ainda se 
reproduzem via esporos. 
Aqui estão as principais características botânicas e reprodutivas visíveis: 
1. O Soro (Sorus) 
O conjunto circular de estruturas que se projeta da face inferior da folha é 
chamado de soro. Ele funciona como uma "unidade de produção" de esporos. 
• Localização: Nas samambaias, os soros ficam na face abaxial (inferior), o 
que ajuda a proteger os esporângios da luz solar direta e facilita a 
dispersão pelo vento. 
2. Esporângios e o Mecanismo de Disparo 
Dentro do soro, observamos várias cápsulas arredondadas: os esporângios. 
• Ânulo: Observe uma fileira de células com paredes mais espessas e 
escuras que contorna parte do esporângio. Ao secar, essa estrutura 
funciona como uma mola, rompendo a cápsula e catapultando os esporos 
para longe. 
• Pedicelo: Cada esporângio possui uma pequena haste que o fixa à folha. 
• Esporos: No interior das cápsulas, os pequenos grânulos são os esporos 
(n), resultantes de meiose. 
3. Indúsio (A Cobertura Protetora) 
Note uma estrutura membranosa (corada em rosa mais escuro) que recobre 
o conjunto de esporângios. Este é o indúsio. 
• Sua função é proteger os esporângios imaturos contra predadores e 
dessecação. Quando os esporos estão maduros, o indúsio geralmente 
murcha ou se retrai para permitir a liberação. 
4. Anatomia da Folha (Fronde) 
• Epiderme e Mesofilo: O tecido rosa alongado no topo da estrutura é o 
corpo da folha. É possível notar o parênquima clorofiliano, onde ocorre a 
fotossíntese. 
• Estômatos: Embora microscópicos, estão presentes na face inferior para 
permitir as trocas gasosas da planta. 
 
Resumo Técnico de Identificação 
Característica Descrição Botânica 
Gênero Dryopteris (Aspidium) 
Grupo 
Pteridophyta (Plantas Vasculares sem 
Sementes) 
Estrutura 
Reprodutiva 
Soro com indúsio e esporângios pedunculados 
Ciclo de Vida Alternância de gerações (Esporófito dominante)

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