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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AULA 1 Prof.ª Daiane Cristina de Freitas 2 EDUCAÇÃO AMBIENTAL A educação ambiental é mais complexa do que se pensa. Ela não se faz sozinha e é necessária a coletividade para alcançar os seus objetivos. CONVERSA INICIAL Nesta abordagem, vamos estudar a evolução da educação ambiental, a lei que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios e conceitos, além de entender a aplicação de projetos de educação ambiental como oportunidade de atuação na área. Mas antes de começarmos é importante que você entenda que a educação ambiental não é um tema apenas dos profissionais da área ambiental, mas sim de todas as áreas. Já parou para pensar nisso? No decorrer deste conteúdo, abordaremos o tema e diversos aspectos dele para você entender a educação ambiental como ferramenta de grande importância em qualquer área, mas principalmente sob a ótica da engenharia e tecnologia. A formação de profissionais da área de engenharia e tecnologia demanda uma abordagem integral que ultrapasse os limites técnicos das disciplinas tradicionais. Nesse contexto, a educação ambiental surge como um pilar essencial, capacitando futuros engenheiros e tecnólogos não apenas a compreenderem os desafios ambientais contemporâneos, mas também a desenvolverem soluções sustentáveis. TEMA 1 – EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL A educação ambiental evoluiu ao longo da história refletindo uma crescente conscientização sobre a dependência entre os seres humanos e o meio ambiente. Com isso, ao longo do tempo foram surgindo marcos históricos, cada um tendo um papel de extrema importância para a trajetória, o desenvolvimento e a valorização das questões ambientais. Um exemplo disso é o lançamento do livro Primavera silenciosa, escrito em 1962 por Rachel Carson. A obra fala sobre a utilização de pesticidas e agrotóxicos e seus impactos ao meio ambiente e à saúde. Outro ponto importante para a evolução da educação ambiental foi a realização do primeiro evento sobre o meio ambiente denominado Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em 1972 pela 3 Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), em Estocolmo (Suécia). A conferência foi motivada pelas várias discussões e pela percepção, por parte da comunidade internacional, dos problemas ambientais que já vinham sendo enfrentados na época, como os desastres ambientais. A sua realização foi essencial para voltar a atenção às questões ambientais. Por meio desse encontro foi possível auxiliar o desenvolvimento da consciência ambiental da sociedade e dos governantes. Também foi estabelecido o dia 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente e criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o PNUMA (Brasil, 2012). Mais tarde, em 1973, foi criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema), vinculada ao Ministério do Interior. Dessa forma iniciou-se a institucionalização da educação ambiental no Brasil, sendo a Sema responsável pela conscientização da sociedade brasileira sobre preservação da natureza para a manutenção e a melhoria da qualidade de vida (Watanabe, 2011). A conscientização ambiental também foi reforçada pela Lei Federal n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e determinou seus princípios, entre eles a educação ambiental, que, segundo o texto da lei, deve ser promovida em todos os níveis de ensino e nos diferentes setores da sociedade (Brasil, 1981). Seguindo para 1988, temos a Constituição Federal, que define, no art. 225, que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (Brasil, 1988). Ainda nesse artigo, no inciso VI, é definida a promoção da educação ambiental “em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente” (Brasil, 1988; Watanabe, 2011). Por fim, em 1999 temos a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) instituída pela Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999. A PNEA destacou a importância do desenvolvimento de ações e práticas educativas direcionadas à sensibilização e organização da coletividade sobre as questões ambientais e participação na defesa da qualidade ambiental. Ela ainda determinou como responsabilidade do poder público (federal, estadual e municipal) incentivar a participação das empresas não 4 governamentais (ONGs) na elaboração e execução de programas de educação ambiental (Brasil, 1999). Para exemplificar o exposto acima, vamos recapitular os marcos mais importantes para a evolução da educação ambiental, conforme a Figura 1 abaixo. Figura 1 – Marcos mais importantes para a evolução da educação ambiental Fonte: Freitas, 2023. Os marcos ressaltados no decorrer do texto representam os principais norteadores para a educação ambiental ser considerada importante. Ao longo do tempo outros acontecimentos foram fortalecendo cada vez mais a ideia. TEMA 2 – POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL (PNEA) A Política Nacional de Educação Ambiental foi instituída pela Lei n.9.795, de 27 de abril de 1999. Em seu art. 1º a lei conceitua a educação ambiental como os “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (Brasil, 1999). Essa lei ainda estabelece, em seu art. 2º, que a educação ambiental é um componente essencial da educação nacional em todos os níveis e modalidades 5 do processo educativo. Também são definidos os princípios básicos da educação ambiental: • I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo; • II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade; • III - o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade; • IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais; • V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo; • VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo; • VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais; • VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural. Esses princípios orientam a prática da educação ambiental em todos os seus aspectos, sendo importante entender sua abrangência e aplicação. Portanto, é essencial ressaltar os objetivos fundamentais da educação ambiental, dispostos no art. 5º da Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999: • I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos; • II - a garantia de democratização das informações ambientais; • III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; • IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo- se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania; • V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do país, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, 6 igualdade, solidariedade,democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade; • VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia; • VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade. Diante do exposto acima, é fundamental entender que a educação ambiental é um tema complexo por incluir diversos princípios e objetivos. Da mesma forma envolve diversos atores, como os representados na Figura 2 a seguir. O envolvimento dos diversos princípios, objetivos e atores reflete a necessidade de uma abordagem abrangente para enfrentar os desafios ambientais. Figura 2 – Representação dos diversos atores envolvidos na educação ambiental Crédito: Lightspring /Shutterstock. Entre os agentes da educação ambiental, podemos citar: • o indivíduo/cidadão, que neste caso é você mesmo, seu círculo familiar e de amizades, na maneira como age no seu cotidiano, em casa e no trabalho; • as instituições de ensino, que atuam por meio da oferta de conteúdos de educação ambiental nos currículos; • as agências governamentais, que são responsáveis pela formulação de políticas educacionais ambientais e pela implementação de programas ambientais de conscientização; https://www.shutterstock.com/g/lightspring 7 • as organizações não governamentais da área ambiental, que têm papel ativo em projetos e campanhas de conscientização e envolvimento da comunidade; • as comunidades locais, que são essenciais para se alcançar sucesso com a educação ambiental; • as empresas, que têm aumentado expressivamente o reconhecimento da importância da responsabilidade ambiental e envolvem colaboradores e comunidades locais em programas de educação ambiental. A interação entre esses atores é fundamental para promover uma compreensão mais ampla e uma ação mais eficaz em relação à educação ambiental e às questões ambientais como um todo. TEMA 3 – CONCEITOS APLICADOS Alguns conceitos fundamentais sustentam a prática e os objetivos da educação ambiental. Podemos citar os principais: • Interdependência: reconhece a interconexão e interdependência entre todos os elementos do meio ambiente, sejam eles seres vivos ou não vivos. Assim, as ações em uma parte do sistema podem ter impactos em outras partes; • Sustentabilidade: promove a ideia de que as ações humanas devem atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades. Esse conceito envolve o equilíbrio dos aspectos econômicos, sociais e ambientais; • Resiliência: refere-se à capacidade de sistemas naturais e sociais se adaptarem e se recuperarem de perturbações ou mudanças. Esse conceito é um componente importante, que está diretamente ligado à sustentabilidade; • Cidadania ambiental: envolve a compreensão de direitos e responsabilidades relacionados ao meio ambiente e incentiva a participação ativa na tomada de decisões e ações para a promoção de práticas sustentáveis; • Diversidade: valoriza a diversidade biológica, cultural e social, incluindo a diversidade de espécies, ecossistemas, culturas e perspectivas, 8 reconhecendo que a diversidade contribui para a resiliência e a riqueza do planeta; • Educação crítica: encoraja a reflexão crítica sobre questões ambientais, promovendo uma compreensão aprofundada dos problemas e capacitando as pessoas a questionarem e analisarem informações relacionadas ao meio ambiente; • Participação ativa: incentiva a participação ativa das pessoas na identificação, formulação e implementação de soluções para questões ambientais. Isso pode incluir ações individuais e coletivas; • Integrado e interdisciplinar: reconhece que as questões ambientais são complexas e interligadas, exigindo uma abordagem integrada que incorpore conhecimentos e perspectivas de diversas disciplinas; • Aprendizagem experiencial: enfatiza a importância de experiências práticas e vivenciais na aprendizagem ambiental, proporcionando aos participantes oportunidades para explorar o ambiente natural, realizar atividades práticas e desenvolver habilidades práticas; • Ética ambiental: aborda questões éticas relacionadas ao meio ambiente, incentivando a reflexão sobre as escolhas éticas individuais e coletivas que afetam o meio ambiente; • Justiça ambiental: destaca a importância de garantir que todos tenham acesso equitativo aos benefícios ambientais e estejam protegidos contra impactos ambientais negativos, independentemente de raça, classe social ou local de residência; • Empoderamento: busca capacitar as pessoas a agirem como agentes de mudança, dando-lhes as ferramentas, os conhecimentos e as habilidades necessárias para contribuir para a resolução de problemas ambientais. Todos os conceitos citados são utilizados em maior ou menor grau na prática da educação ambiental, firmando ainda mais a tal complexidade de que falamos no início do texto. Dessa forma, cabe ao profissional se atualizar e entender como se dá a aplicação de projetos de educação ambiental. Para isso veja no tópico a seguir quais itens devem ser levados em consideração para a elaboração de um projeto de educação ambiental. 9 TEMA 4 – COMO ELABORAR UM PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL? Ao elaborar um projeto relacionado à educação ambiental, é essencial compreender que não existe uma fórmula a ser aplicada a todos, mas sim que cada projeto é único devido às suas particularidades. Dessa forma, entender esse ponto já é um bom começo, pois possibilita flexibilidade e planejamento para alcançar o objetivo desejado. Veremos as principais etapas que podem estar presentes nos projetos relacionados à educação ambiental e aprofundaremos o entendimento de cada uma. A primeira etapa do projeto é o planejamento, que deve envolver o coletivo, ou seja, as pessoas que farão parte do projeto, pois serão as impactadas por ele, além do que serão o “combustível” para fazer “girar a engrenagem” da sua aplicação. Como uma subetapa, é preciso definir quais pessoas fazem parte desse coletivo, que vai depender principalmente do local e objetivo do projeto, por exemplo, em caso de realização do projeto em uma: • instituição de ensino, o coletivo serão os docentes, administrativos, direção, discentes e comunidade em geral; • indústria, o coletivo serão os colaboradores (operários, supervisores, coordenadores, gerentes e administrativo), alta direção e comunidade em geral. Para iniciar o planejamento, não é necessário reunir todos os envolvidos no primeiro momento, pois a ideia do projeto ainda está em desenvolvimento. Assim, é importante reunir os representantes de cada setor/área para entender a visão de cada um. Dessa forma, são apresentadas e discutidas as ideias, é feita a divisão de tarefas e prazos entre os envolvidos e assim vai progredindo com as subetapas (definição do objetivo, local de aplicação, resultado esperado) do planejamento e incluindo mais pessoas responsáveis pela sua aplicação. A segunda etapa é o diagnóstico. Aqui pode ser feito um levantamento dos problemas ambientais que afetam a comunidade, por meio de pesquisas, entrevistas e reuniões com a própria comunidade. A partir daí passamos para a terceira etapa, a tabulação dos dados levantados e a apresentação dos resultados para os envolvidos no planejamento. Com isso é possível escolher em conjunto qual o tema do projeto a ser desenvolvido e passar para a quarta etapa, que é detalhar o projeto. Mas você pode estar se perguntando: o que seria detalhar? 10 A etapa de detalhamento consiste em escrever o projeto propriamente dito, é o momento em que você e a equipe colocam no papel todas as informações relevantes para o desenvolvimento do projeto. Você pode utilizar alguns tópicos para descrever, por exemplo: • Título do projeto: a escolha do títulopode parecer uma tarefa simples, mas é importante lembrar que ele deve ser claro e estar relacionado com o tema escolhido; • Objetivo: pode ser dividido em geral e específico; deve iniciar com um verbo no infinitivo e representar o que se quer alcançar com o projeto; • Justificativa e público-alvo: neste tópico é necessário mostrar o problema que foi encontrado na etapa de diagnóstico e descrever a importância da realização do projeto, fazendo um paralelo com a definição das pessoas que serão impactadas (público-alvo); • Atividades: descrever quais atividades serão realizadas, o objetivo de cada uma, o responsável, os materiais necessários e o resultado esperado com a realização de cada atividade; • Cronograma: indicar em quanto tempo o projeto será realizado, relacionando-o com as atividades citadas no tópico anterior. Lembre-se que os prazos devem ser seguidos e, ser for necessária alguma mudança, deve ser alinhado com os responsáveis previamente; • Orçamento: a realização de qualquer projeto demanda custos, sendo assim é necessário destacar quais serão os insumos necessários para o desenvolvimento do projeto proposto. Também vale a pena citar se o projeto conta com parcerias para sua concretização. A quinta etapa é a aplicação do projeto na prática, em que são reproduzidas as ideias listadas e planejadas na etapa anterior. Essa etapa, então, é realmente o “colocar a mão na massa” e desenvolver o projeto em questão. É importante lembrar que não acaba por aqui, mas está apenas começando, pois esta é a etapa com maior tempo no cronograma por envolver todas as atividades a serem desenvolvidas. Ao seguir para a sexta etapa, elaboração do relatório final, é necessário evidenciar as ações desenvolvidas, os resultados alcançados, as conclusões, as oportunidades de melhoria e as ações futuras. Sem dúvida, esta é a parte mais importante, pois permite avaliar o que foi aplicado e reavaliar se algo poderia ser 11 melhor, caso tivesse sido desenvolvido de outra maneira. Dessa forma, o que vale aqui é o aprendizado para as próximas ações voltadas aos projetos na aplicação da educação ambiental. Por fim, vamos para sétima e última etapa: divulgação dos resultados. Aqui é importante que todos os envolvidos saibam quais foram os resultados alcançados com o projeto e quais as ações de melhoria que poderão ser realizadas. Lembre-se de que quanto mais ações de engajamento dos envolvidos, mais eles se dedicarão ao projeto e consequentemente estarão mais interessados na divulgação dos resultados. TEMA 5 – EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS Com o passar do tempo se tornou mais evidente a necessidade de atenção às questões ambientais, seja no setor público ou no setor privado, seja nas escolas ou nas indústrias. Muito se fala do desenvolvimento sustentável e de atitudes que podem auxiliar no equilíbrio entre as esferas social, ambiental e econômica, mas não é uma tarefa fácil, pois o que pode funcionar para uma empresa nem sempre se aplica às outras, uma vez que cada solução é única e depende das atividades desenvolvidas, dos colaboradores, do local de funcionamento, da comunidade local, entre outros fatores. De qualquer forma, a urgência para essa demanda retira o tema do campo das ações opcionais e passa a ser um compromisso das empresas para com o meio ambiente e as gerações atuais e futuras. O desenvolvimento de práticas voltadas à área ambiental é utilizado como estratégia competitiva entre as empresas, cujos clientes estão a cada dia mais atentos à preocupação ambiental também. Dentro desse contexto, a educação ambiental está em alta nos dias atuais, mas sua existência não é de hoje, afinal de contas a resolução que a instituiu, conforme vimos anteriormente, é de 1999. A atenção ao tema dentro das empresas é extremamente positiva, pois permite que os colaboradores entendam que são importantes para o processo e assim eles se tornam cada vez mais comprometidos e engajados com a empresa no desempenho de suas funções, além de aplicarem ações no seu cotidiano. Ainda é importante ressaltar que com o desenvolvimento de ações voltadas para a educação ambiental, além dos pontos citados, também é possível minimizar os impactos ambientais, reduzir riscos de acidentes ambientais e ter um bom relacionamento com a 12 comunidade local bem como com os clientes, os fornecedores e a sociedade em geral. A educação ambiental em uma empresa também pode ser chamada de educação ambiental corporativa e faz parte do Programa de Educação Ambiental (PEA), que pode ser implantado dentro da empresa. Como exemplo de ações para a educação ambiental e oportunidades de atuação na área, podemos citar: • Campanhas de conscientização, por meio de reuniões com as equipes, com pauta ambiental e elaboração/divulgação de material (escrito e/ou digital); • Cursos, workshops e palestras, para promover o entendimento e debate das questões ambientais; • Identificação de soluções para minimização de impactos ambientais causados pela empresa; • Plano de substituição de descartáveis; • Força-tarefa para a economia de água e luz; • Ações sociais voltadas à comunidade local; • Separação dos resíduos gerados; • Parcerias com ONGs que trabalham em prol do meio ambiente, entre outros. Além disso, para o envolvimento dos colaboradores em projetos de educação ambiental, também podem ser utilizados os conceitos dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) aliando cada projeto a um ou mais ODSs. Qualquer que seja a atividade, o colaborador precisa se sentir parte da ação, ao passo que pode contribuir com sugestões para oportunizar a melhoria das ações, assim concretizando os projetos de educação ambiental dentro da empresa. FINALIZANDO Chegamos ao fim do nosso tema de educação ambiental, mas lembre-se de que o assunto não para por aqui, pois agora você já entende do que se trata, sabe da importância no cotidiano e pode utilizar as ideias expostas no texto no decorrer das suas atividades, sejam elas pessoais ou profissionais. 13 REFERÊNCIAS BRASIL. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Diário Oficial da União, Brasília, 31 ago. 1981. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União, Brasília, 5 out. 1988. BRASIL. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999. Diário Oficial da União, Brasília, 27 abr. 1999. BRASIL. Rio+20: como chegamos até aqui. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: . Acesso em: 29 fev. 2024. WATANABE, C. B. Fundamentos teóricos e prática da educação ambiental. Curitiba: Instituto Federal do Paraná, 2011.