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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL 
CURSO DE PSICOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Claudia Cristina Menger de Oliveira 
Rejane da Rosa Brum 
Taís Ventura de Araújo 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA NO BRASIL E NO RIO GRANDE DO SUL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CANOAS 
2021 
 
Claudia Cristina Menger de Oliveira 
Rejane da Rosa Brum 
Taís Ventura de Araújo 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA DA PSICOLOGIA NO BRASIL E NO RIO GRANDE DO SUL 
 
 
 
Trabalho apresentado à disciplina: História 
da Psicologia, da Universidade Luterana 
do Brasil, no Curso de Psicologia, como 
requisito de avaliação. 
 
Professor: André Guirland Vieira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CANOAS 
2021 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................... Erro! Indicador não definido. 
2. FATOS MARCANTES ........................................................ Erro! Indicador não definido. 
2.2. INSTITUTO PSIQUIÁTRICO FORENSE ......................... Erro! Indicador não definido. 
3. IMAGENS...........................................................................................................................10 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................ 12 
REFERÊNCIAS ...................................................................... Erro! Indicador não definido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 Pesquisa realizada com o intuito de conhecer mais sobre a história da psicologia 
no Brasil e no Rio Grande do Sul. A Psicologia no momento da sua autonomização, 
da sua consolidação em território brasileiro e sua regulamentação, constituindo-se 
com profissão. 
 Abordando também a realidade do Instituto Psiquiátrico Forense Doutor Maurício 
Cardoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. FATOS MARCANTES DE CADA PERÍODO 
 
 Até o século XVIII, a Companhia de Jesus ocupava a função de aparato ideológico, 
como braço intelectual da metrópole, atuando, sobretudo, na catequização dos 
indígenas e na educação dos filhos dos colonos. 
1500 – 1808: 
• Religiosos, políticos, educadores, filósofos e moralistas foram os primeiros a abordar 
questões psicológicas no Brasil colonial. Abordando temas como emoções, sentidos, 
autoconhecimento, educação, personalidade, controle do comportamento, 
aprendizagem, influência paterna, educação feminina, trabalho, adaptação ao meio, 
processos psicológicos, práticas médicas, controle político, diferenças raciais e 
étnicas e persuasão de “selvagens”. 
• No século XVIII, com o Iluminismo, emergem novas concepções de conhecimento, 
que tiveram impacto sobre o entendimento dos fenômenos psicológicos. Destaca-se 
a figura do médico, agora substituto da figura do confessor, na cura dos males da 
alma. 
1808 – 1890: 
• Os saberes psicológicos, no século XIX, foram produzidos principalmente no interior 
da medicina e da educação; na medicina, em teses doutorais que os formandos do 
curso de medicina deveriam defender para obter o título de doutor e nas práticas dos 
hospícios. Grande parte dos assuntos psicológicos tratados referem-se à: paixões ou 
emoções, diagnóstico e tratamento das alucinações mentais, epilepsia, histeria. 
• A primeira tese que trata do fenômeno psicológico foi defendida por Manoel Ignacio 
de Figueiredo Jaime, em 1836, com o título: As paixões e afetos d’alma em geral e 
em particular sobre o amor, a amizade, a gratidão e o amor da pátria. A partir da 
década de 1840 foram criados os primeiros hospícios no Brasil, baseando-se na 
necessidade de oferecer tratamento adequado aos “loucos”, que até 1808 - 1890 
então viviam nas ruas, prisões e nas “casinhas de doudos” das Santas Casas de 
Misericórdia. 
• Na educação, conteúdos psicológicos que abordavam as faculdades psíquicas – 
inteligência, sensações e vontade - a aprendizagem e os métodos e instrumentos 
educativos são encontrados no ensino secundário e, sobretudo, nas Escolas Normais, 
com a crescente preocupação com o fenômeno psicológico. 
1890 – 1930: 
• Surge um projeto de nação, que almejava elevar o Brasil à modernidade, rumo ao 
desenvolvimento e ao progresso. A educação que, baseada no escolanovismo, busca 
na Psicologia a ciência que dará base para sua ação. São então criados os primeiros 
laboratórios da área nas Escolas Normais e em alguns hospícios, nos quais ampla 
gama de temas psicológicos foi estudada. 
• Então, gradativamente a Psicologia vai sendo reconhecida como uma ciência 
autônoma, ocupando um lugar significativo no âmbito do ensino, da pesquisa e da 
prática. 
 
1930 – 1962: A consolidação da psicologia 
• A Psicologia se consolida como uma ciência capaz de formular teorias, técnicas e 
práticas para orientar e integrar o processo de desenvolvimento demandado pela nova 
ordem política e social. 
• Consolidam-se os campos de atuação: educação, trabalho e clínica. Testes e métodos 
de avaliação psicológicos são utilizados nos serviços públicos de orientação infantil 
implantados em São Paulo e no Rio de Janeiro. 
• Os Serviços Nacionais da Indústria e do Comércio adotam abordagens psicológicas 
para a qualificação profissional. A Psicologia desvincula-se gradativamente da 
psiquiatria, ganhando status de disciplina independente nos cursos de pedagogia, 
ciências sociais e filosofia. 
• No plano institucional, psicólogos se organizam em associações que reivindicam a 
regulamentação da profissão. Nos anos 1950 uma sucessão de fatos amadurece a 
luta: o primeiro pedido de registro de um consultório de psicopedagogia no Ministério 
da Educação; o primeiro Congresso Brasileiro de Psicologia, em Curitiba; o primeiro 
anteprojeto sobre a formação e regulamentação da profissão, apresentado pela 
Associação Brasileira de Psicotécnica; a criação dos cursos de Psicologia na 
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e na PUC de São Paulo, Minas 
Gerais e Rio de Janeiro. 
• Em 1958 é apresentado o Projeto de Lei 3825 que dispõe sobre a regulamentação da 
profissão de psicologista. 
 
 
1962 – 1980: 
• A Lei 4119 de 27 de agosto de 1962 reconhece a profissão de psicólogo, fixa normas 
para a atuação profissional e estabelece um currículo mínimo para sua formação. Os 
campos de atuação são aqueles que se consolidaram como prática no período 
anterior: clínica, escolar-educacional e organização do trabalho. 
• A ditadura militar e as condições por ela imposta criam problemas para o 
desenvolvimento da profissão. A Lei 5692/71 retira a disciplina Psicologia do currículo 
do então ensino de 2º Grau. 
• A exclusão social é explicada com argumentos psicológicos. Alguns psicólogos 
apoiam práticas repressivas da época, encobrindo, ignorando ou justificando a 
violência do Estado. 
• Nessas condições, surgem práticas que procuram atender às demandas da maioria 
da população, até então alijada do acesso ao trabalho do psicólogo, como a psicologia 
comunitária e jurídica, entre outras práticas. 
• O Conselho Federal de Psicologia foi criado em 1971 durante o período mais duro da 
ditadura militar, sob o controle do Ministério do Trabalho. 
• O CFP oficializa em 1975 o primeiro Código de Ética Profissional, reformulado em 
1979. 
 
1980- 2012: 
 Com as liberdades democráticas restabelecidas no país, o Novo Código de Ética 
Profissional, de 1987, define as responsabilidades, direitos e deveres dos psicólogos 
de acordo com os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No ano 
seguinte, o Conselho Consultivo decide pela realização do Primeiro Congresso 
Nacional Unificado dos Psicólogos. Em pauta, o debate sobre a concepção 
corporativista e eleições diretas no CFP por meio de chapas com programa definido. 
A partir de 1989 é desencadeada uma sucessão de eventos fundamentais para os 
rumos da Psicologia brasileira: 
- O Movimento da Luta Antimanicomialno Brasil teve início em dezembro de 1987, 
durante o II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental. 
· O Congresso Nacional Unificado, novembro de 1989. 
 · Encontro Geral de Plenárias, 1991. 
· I Congresso Nacional Repensando a Psicologia, 1994, Campos do Jordão/SP. 
· II Congresso Nacional da Psicologia, O Psicólogo Vai Mostrar a sua Cara, Belo 
Horizonte, 1996. 
• Criada em 1997, a COMISSÃO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS – CNDH do 
Conselho Federal de Psicologia, expandiu-se para todos os Conselhos Regionais, 
ampliando e fundamentando um dos princípios que norteiam as ações dos Conselhos 
e, por conseguinte, do que se preconiza para a Psicologia e sua inserção na sociedade 
brasileira, como condição fundante da ação social inerente à sua atuação. 
 · III Congresso Nacional de Psicologia, Psicologia: Interfaces - Políticas Públicas - 
Globalização, Florianópolis, 1998. 
· I Mostra Nacional de Práticas em Psicologia: Psicologia e Compromisso Social, São 
Paulo, 2000. 
· IV Congresso Nacional de Psicologia Qualidade, Ética e Cidadania nos Serviços 
Profissionais: construindo o compromisso social da Psicologia, Brasília, 2001 
 · I Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão, São Paulo, na USP, 2002. 
· Criação da União Latino-Americana de Entidades de Psicologia, 2002. · V Congresso 
Nacional de Psicologia, Protagonismo Social da Psicologia, Brasília 2004. 
· VI Congresso Nacional de Psicologia - Do Discurso do Compromisso Social à 
Produção de Referências para a Prática: construindo o projeto coletivo da profissão, 
Brasília, 2007. 
· VII Congresso Nacional de Psicologia Psicologia e Compromisso com a Promoção 
de Direitos: um projeto ético-político para a profissão, Brasília, 2010. 
 
2.2 Instituto Psiquiátrico Forense Doutor Maurício Cardoso 
 A história do IPF começou em 1924 quando o governador da época, Borges de 
Medeiros, assinou o decreto regulando a assistência aos doentes mentais do Rio 
Grande do Sul. Já em 4 de abril de 1925, o decreto 3.454 cria o manicômio judiciário, 
que começou a funcionar seis meses depois. Até então, os que cometiam crimes eram 
presos na Casa de Correção. 
 O manicômio foi a segunda instituição do gênero no Brasil, que funcionava aos 
moldes do modelo inglês. Na época, o funcionamento se dava nas dependências do 
Hospital São Pedro e o órgão era subordinado à Secretaria de Estado dos Negócios 
do Interior e Exterior. 
 O Decreto de dezembro de 1937 deu nova organização à “Chefatura de Polícia”, no 
seu artigo 186, subordina a Assistência a Alienados ao Gabinete Médico-Legal. Essa 
transferência tirou do Manicômio a sua feição inicial de hospital judiciário, equiparando-
o a qualquer presídio de jurisdição policial, transformando o doente mental em 
condição de recluso. 
 O Manicômio Judiciário, numa segunda fase, inscreve na sua fachada, como patrono 
da casa, Maurício Cardoso, médico-legista e estudioso dos assuntos médico-forenses. 
No decreto número 17.010, de 14 de dezembro de 1964, a instituição passa a chamar-
se Instituto Psiquiátrico Forense Dr. Maurício Cardoso (IPF), ficando subordinado à 
Secretaria do Interior e Justiça. Com a criação da Superintendência dos Serviços 
Penitenciários (Susepe), ainda na década de 60, o Instituto passa a ser integrante do 
Departamento de Estabelecimentos Penais. 
 
 O IPF atualmente tem em torno de 181 reclusos, 50 deles com medida de segurança 
já extinta, mas não tem para onde ir. 
Porque muitas vezes o fato delituoso foi contra a família. E então eles não querem o 
paciente de volta e como não tem residências terapêuticos suficientes eles acabam 
ficando no IPF. Dos internos 60 % tem diagnóstico de esquizofrenia, 20% deficiência 
mental e 20% dependência de drogas. O homicídio é o crime mais comum. Do total 
43% estão envolvidos em homicídio e tentativas de homicídio. É seguida por lesões 
corporais, delitos sexuais, roubos e furtos. O prazo inicial da medida de segurança vai 
de um a três anos. Na prática, podem ficar o resto da vida nos institutos psiquiátricos 
forenses, dependendo do parecer médico. 
 O estado do IPF é crítico, estando impedido de receber novos pacientes, até que o 
governo do RS disponibilize serviços de limpeza e alimentação no local. A um ano 
atrás a instituição foi interditada por falta destas mesmas condições vergonhosa que 
se estende até hoje, na qual os pacientes estão tendo que limpar os pavilhões do IPF, 
na companhia de pessoal técnico (médicos e enfermeiras) e tendo de preparar a 
própria alimentação. 
 A decisão determinou ainda que o governador e o secretário de Segurança Pública, 
providenciem a contratação emergencial de empresas para a execução dos serviços 
nos próximos dias, Entre os exemplos constatados, está o local de triagem, espaço 
destinado a receber presos ou pacientes que se submetem a avaliações psiquiátricas, 
possui marca de fezes na parede e o mau cheiro é insuportável. A mesma situação se 
estende até os banheiros e alojamentos, restos de lixo se acumulam pelos cantos. 
 A dois anos atrás, exposição Beleza Marginalizada, um outro lado da loucura passou 
a colorir os corredores do Instituto Psiquiátrico Forense, 200 obras assinadas por 104 
artistas internos do IPF. A pintura é uma atividade complementar ao atendimento 
clínico e tem apresentado benefícios psíquicos visíveis, além de sociais e econômicos. 
O projeto já mostrou que pode ajudar na qualidade de vida de quem participa. 
 Auxilia no ordenamento da mente, atuando em importantes funções como: 
pensamento, percepção, afetividade, memória, linguagem, entre outros. Eles passam 
a aceitar a sua condição e a descobrir novas potencialidades. A ideia do projeto é 
trabalhar a inserção social dos internos, além de profissionalizar e gerar futuras rendas 
para quem participa. Todo o valor arrecado com a venda das telas fica com os internos. 
 
3. IMAGENS INSTITUTO FORENSE 
 
 
 
 
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ 
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ 
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A disciplina de História da Psicologia nos permitiu conhecer mais sobre a trajetória da 
psicologia, sobre autores importantes e diferentes contribuições. 
Cada aprendizado sobre os marcos na história nos permite desenvolver um 
conhecimento mais amplo e enriquecedor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Exposição 50 anos da psicologia no Brasil: A História da psicologia no Brasil./ 
Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região. - São Paulo: CRPSP, 2011. 
Ficha Catalográfica Elaborada por: Vera Lúcia R. dos Santos Bibliotecária - CRB 8ª 
Região 6198. 
 
Justiça impede Instituto Psiquiátrico Forense do RS de ter novos pacientes. G1 Globo, 
Porto Alegre, 7 de julho de 2016. Disponível em: Acesso em: 06/07/2021. 
 
Internos do Instituto Psiquiátrico Forense inauguram exposição de arte em Porto 
Alegre. G1 Globo, Porto Alegre, 05 de julho de 2019. Disponível em:Acesso 
em:06/07/2021.

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