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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS Habeas CorpusHabeas Corpus Prof. Especialista: Matheus Nascimento Mestrando em Ciências da Sociedade-UFOPA Servidor Público Federal e Advogado Ex-assessor de Procurador da República - MPF/RS 2 Introdução Típico de direito de primeira geração, o HC visa a garantir o direito individual de locomoção, por meio de ordem exarada por órgão do Poder Judiciário, para que seja cessada a ameaça ou coação à liberdade de locomoção do indivíduo. Historicamente o HC foi a primeira garantia de direitos fundamentais concedida por “João Sem Terra” - Magna Carta de 1215 e formalizada posteriormente pelo Habeas Corpus Act, em 1679. No direito inglês, surgiu primeiramente na Magna Charta Libertatum, de 1215 e no direito brasileiro, surgiu pela 1ª vez na Constituição Federal de 1891, permanecendo nas demais constituições subsequentes. Ressalta-se, contudo, que, inicialmente, o HC visava proteger outros direitos distintos - e não apenas a locomoção, por meio da chamada Teoria Brasileira do habeas corpus. 3 Porém, com a EC n° 1 de 1926, restringiu-se o HC apenas à liberdade de locomoção. Ensina o professor Marcelo Novelino: Durante a Primeira República, com a introdução desse instituto no sistema constitucional pátrio, surgiu a denominada “doutrina brasileira do habeas corpus”, que tinha Rui Barbosa como seu principal expoente. Em face da ausência de outras garantias constitucionais na Carta de 1891, foi adotada uma interpretação ampla acerca do cabimento desse mandamus, utilizado em diversas situações de ameaça a direitos constitucionalmente assegurados – e não apenas à liberdade de locomoção – decorrentes de ilegalidades ou abusos de poder. À época, o Supremo Tribunal Federal adotou o entendimento de que a ação contemplava as situações em que a liberdade de ir e vir era meio para atingir outro direito. A partir da reforma constitucional de 1926, essa concepção foi superada e o habeas corpus passou a ser utilizado apenas em seu sentido clássico (NOVELINO, 2017, p. 438). 4 ● Previsão normativa: art. 5º, LXVIII, CF/88 e arts. 647 e ss do CPP. ● Art. 5º LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; ● Art. 647. Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar. 5 ● Características do HC: ✔ O HC possui natureza dúplice: Ação de natureza penal não condenatória e remédio constitucional; ✔ Possui autonomia própria; ✔ Pode ser impetrado sem que exista processo; ✔ Isento de custas; ✔ Não exige capacidade postulatória; ✔ Não exige formalidades; ✔ Admite concessão de pedido liminar; ✔ Exige violência ou coação + ilegalidade ou abuso de poder. • Modalidades - O HC pode ser: ● Repressivo (liberatório): Quando o indivíduo já tiver desrespeitado o seu direito de locomoção; ● Preventivo (salvo-conduto): Quando há apenas ameaça ao seu direito de locomoção. 6 ● O autor está preso no Centro de Detenção Provisória Pinheiros I, em São Paulo (SP). Na peça, ele conta que participou de uma rebelião em 2006 e estaria encarcerado irregularmente há nove anos por um crime já prescrito. Ele pede liberdade. ● Seguindo o protocolo, o papel higiênico foi fotocopiado e digitalizado, para então ser autuado. Logo após, foi distribuído para a presidência do STJ, que, no mesmo dia, decidiu a questão, não admitindo o habeas corpus e determinando a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Na decisão, o ministro Francisco Falcão destacou que o STJ não pode analisar habeas corpus cuja matéria ainda não foi objeto de decisão da corte de justiça estadual, sob pena de indevida supressão de instância. 7 ● O HC foi enviado à ouvidora da OAB/CE, Wanha Rocha, que encaminhou a peça ao STJ. No documento, o impetrante alega já ter direito ao sistema de progressão do regime semiaberto e pede que o benefício seja cumprido. No texto escrito nos lençóis, o detento ainda afirma que o TJ/CE não o teria intimado pessoalmente para julgamento de apelação, para que não fosse cumprida ordem de soltura emitida pelo STF. 8 ● Legitimidade ativa: Universal. Qualquer pessoa pode impetrar HC: ✔ Pessoa física ou jurídica (Objeto pessoa física) Posicionamento consolidado da jurisprudência (Primeira Corrente) ✔ Supremo Tribunal Federal (STF) O STF já firmou entendimento de que a pessoa jurídica não pode figurar como paciente em habeas corpus, pois ela jamais poderá sofrer violência ou coação à sua liberdade de locomoção — objeto efetivo do remédio constitucional. ✔ A pessoa jurídica não pode figurar como paciente de habeas corpus, pois jamais estará em jogo a sua liberdade de ir e vir, objeto que essa medida visa proteger. Com base nesse entendimento, a Turma, preliminarmente, em votação majoritária, deliberou quanto à exclusão da pessoa jurídica do presente writ, quer considerada a qualificação como impetrante, quer como paciente. Tratava-se, na espécie, de habeas corpus em que os impetrantes-pacientes, pessoas físicas e empresa, pleiteavam, por falta de justa causa, o trancamento de ação penal instaurada, em desfavor da empresa e dos sócios que a compõem, por suposta infração do art. 54, § 2º, V, da Lei 9.605/98. Sustentavam, para tanto, a ocorrência de bis in idem, ao argumento de que os pacientes teriam sido responsabilizados duplamente pelos mesmos fatos, uma vez que já integralmente cumprido termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público Estadual. Alegavam, ainda, a inexistência de prova da ação reputada delituosa e a falta de individualização das condutas atribuídas aos diretores. HC 92921/BA, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 19.8.2008. (HC-92921) 9 Segunda corrente ● Superior Tribunal de Justiça (STJ) A jurisprudência do STJ confirma esse entendimento e não conhece habeas corpus quando ele é impetrado apenas em favor de pessoa jurídica. No STJ, há decisões que apenas admitem a empresa como paciente quando pessoas físicas também estão no polo passivo da impetração (ou seja — só se houver um humano também envolvido no processo), mas isso é uma exceção muito restrita e não a regra geral. ● Nas palavras da própria Corte: tem-se admitido a pessoa jurídica como paciente, apenas nos casos de crimes ambientais, quando as pessoas físicas também se apresentam nesta qualidade, no mesmo pedido, por estarem a sofrer coação ilegal à sua liberdade de ir e vir (RHC 24933/RJ). De acordo com o STJ, se o HC é impetrado em favor dos réus pessoas física e jurídica, não haveria sentido não conhecer da impetração apenas quanto à pessoa jurídica uma vez que, se a pessoa física for excluída, não subsistirá também o processo para a pessoa jurídica (HC 147541 / RS). 10 ✔ Nacional ou estrangeira ✔ Independentemente de capacidade civil. (sem necessidade de representação) ✔ Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-PA Prova: 2012 - TJ-PA - Juiz O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa física ou jurídica, nacional ou estrangeira, ainda que analfabeta ou menor de idade, sendo necessária, nesse caso, a representação de advogado. Certo ou Errado? 11 ✔ MP pode impetrar HC ✔ Analfabeto (desde que o HC não seja apócrifo) ✔ Juiz de ofício CPP Art. 647-A. No âmbito de sua competência jurisdicional, qualquer autoridade judicial poderá expedir de ofício ordem de habeas corpus, individual ou coletivo, quando, no curso de qualquer processo judicial, verificar que, por violação ao ordenamento jurídico, alguém sofre ou se acha ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. (Incluído pela Lei nº 14.836, de 2024) ✔ Parágrafo único. A ordem de habeas corpus poderá ser concedida de ofício pelo juiz ou pelo tribunal em processo de competência originária ou recursal, ainda que não conhecidosa ação ou o recurso em que veiculado o pedido de cessação de coação ilegal. (Incluído pela Lei nº 1 4.836, de 2024) ● Obs.1: Exceção ao princípio da inércia jurisdicional: O Juiz de direito, o Desembargador, Ministros, Turma Recursal e o Tribunal poderão conceder habeas corpus de ofício, no exercício da função jurisdicional. ● Obs.2: Não exige capacidade postulatória do impetrante, de modo que a ação pode ser formulada sem advogado. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14836.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14836.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14836.htm#art2 12 ● Legitimidade passiva: autoridade ou mesmo um particular, desde que o constrangimento seja decorrente da função por ele exercida (ex: agente de hospital que ilegalmente impede a saída do paciente; clínicas psiquiátricas). ● IMPORTANTE Conforme ensina o professor Pedro Lenza, o autor da ação constitucional de habeas corpus recebe o nome de impetrante; o indivíduo em favor do qual se impetra, paciente (podendo ser o próprio impetrante), e a autoridade que pratica a ilegalidade ou abuso de poder, autoridade coatora ou impetrado. ● STF: A pessoa jurídica NÃO pode figurar como paciente de HC, pois jamais estará em jogo a liberdade de locomoção, ainda que se trate da possibilidade de apenação da pessoa jurídica por crimes ambientais. 13 ● HC e ofensa indireta STF Será cabível o HC não só contra ofensa direta, mas também contra ofensa indireta, reflexa ou potencial ou direito de locomoção, a exemplo do uso do HC para atacar a quebra de sigilo bancário em procedimento que possa resultar prisão ● Obs: Se a quebra de sigilo for determinada por autoridade fiscal, no curso de procedimento administrativo tributário, é incabível HC, pois em processo administrativo NÃO implica ofensa ao direito de locomoção. ● Mandado de Busca e Apreensão: A execução de mandados de busca e apreensão sem justa causa pode ser questionada por meio de habeas corpus, pois tais medidas podem resultar em processos criminais que, eventualmente, levem à restrição da liberdade do indivíduo. 14 ● Pressupostos ou condições para a concessão de HC Uma vez conhecido o habeas corpus somente deverá ser concedido em caso de réu preso ou na iminência de sê-lo, presentes as seguintes condições (STF. 1ª Turma. AgRg no HC 200.055, Rel. Min. Roberto Barroso): (1) Violação à jurisprudência consolidada do STF; (2) Violação clara à Constituição; ou (3) Teratologia na decisão impugnada, caracterizadora de absurdo jurídico. Excepcionalmente: Trancamento de Inquérito e Ação Penal! 15 Fonte: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/04102022-Sexta-Turma-determina-trancamento-de-inquerito-que-tramita- ha-mais-de-nove-anos.aspx?utm_source=chatgpt.com 16 17 ● Jurisprudências pertinentes: ✔ É cabível a concessão de salvo-conduto para o plantio e o transporte de Cannabis Sativa para fins exclusivamente terapêuticos, com base em receituário e laudo subscrito por profissional médico especializado, e chancelado pela Anvisa. STJ. 6ª Turma. Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 14/06/2022. (Info 742). ✔ Cabe habeas corpus para impugnar decisão judicial que determinou a retenção de passaporte. O acautelamento de passaporte é medida que limita a liberdade de locomoção, razão pela qual pode, no caso concreto, significar constrangimento ilegal e arbitrário, sendo o habeas corpus via processual adequada para essa análise. Isso vale não apenas para decisões criminais como também cíveis. STJ. 4ª Turma. RHC 97876-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 05/06/2018 (Info 631). STJ. 2ª Turma. HC 478.963-RS, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 14/05/2019. 18 ● O habeas corpus pode ser empregado para impugnar medidas cautelares de natureza criminal diversas da prisão. Isso porque, se descumprida a “medida alternativa”, é possível o estabelecimento da custódia, alcançando-se o direito de ir e vir. STF. 1ª Turma. HC 170735/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 30/6/2020 (Info 984). 19 Algumas hipóteses em que NÃO é possível o cabimento de HC: ● Impugnar decisões de plenário de qualquer das turmas do STF; ● Impugnar determinação e suspensão dos direitos políticos; ● Impugnar penalidade administrativa de caráter disciplinar; ● Impugnar decisão condenatória à pena de multa, ou relativa a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada (Súmula 693 STF); 20 ● Situação hipotética: O Ministério Público ajuizou ação penal contra João acusando-o da prática de determinado crime. O juiz recebeu a denúncia e determinou a citação do réu para responder a acusação. João apresentou resposta escrita alegando que não havia justa causa e que, portanto, ele deveria ser absolvido sumariamente. O magistrado, contudo, rejeitou o pedido de absolvição sumária e determinou o início da instrução penal. João ainda continuava inconformado. Existe algum recurso que ele possa interpor? Cabe algum recurso contra a decisão do juiz que rejeita o pedido de absolvição sumária? ● R: NÃO. Não existe recurso cabível na legislação para esse caso. Diante disso, a jurisprudência admite a impetração de habeas corpus sob o argumento de que existe risco à liberdade de locomoção. 21 ● HC coletivo: O STF admitiu a possibilidade de habeas corpus coletivo. O habeas corpus se presta a salvaguardar a liberdade. Assim, se o bem jurídico ofendido é o direito de ir e vir, quer pessoal, quer de um grupo determinado de pessoas, o instrumento processual para resgatá-lo é o habeas corpus, individual ou coletivo. A ideia de admitir a existência de habeas corpus coletivo está de acordo com a tradição jurídica nacional de conferir a maior amplitude possível ao remédio heroico (doutrina brasileira do habeas corpus). Apesar de não haver uma previsão expressa no ordenamento jurídico, existem dois dispositivos legais que, indiretamente, revelam a possibilidade de habeas corpus coletivo. Trata-se do art. 654, § 2º e do art. 580, ambos do CPP. 22 ● Diante da inexistência de regramento legal, o STF entendeu que se deve aplicar, por analogia, o art. 12 da Lei nº 13.300/2016, que trata sobre os legitimados para propor mandado de injunção coletivo. ● Assim, possuem legitimidade para impetrar habeas corpus coletivo: ✔ o partido político com representação no Congresso Nacional; ✔ a organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 (um) ano; ✔ a Defensoria Pública. STF. 2ª Turma.HC 143641/SP. Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/2/2018 (Info 891). 23 ● Competência ● Competência do STF, quando: art. 102, CF/88. ✔ O paciente for: Presidente da República, Vice-Presidente da República, membros do Congresso Nacional, Ministros do STF e Procurador Geral da República (art. 102, I, “b”); ✔ O paciente for: Ministros de Estado, Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, membros dos Tribunais Superiores, do TCU e chefes de missão diplomática de caráter permanente (art. 102, I, “c”); ✔ O coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam diretamente sujeitos à jurisdição do STF, ou se trate de crime sujeito à única instância (STF) – art. 102, I, “i”; ✔ O HC for decidido em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão (Nesse caso o STF julga em recurso ordinário) – art. 102, II, “a”. 24 ● Competência do STJ, quando: art. 105, CF/88. ✔ O coator ou paciente forem os mencionados na alínea “a”: Governador dos Estados e DF/ Desembargadores dos TJ dos Estados e DF/ Membros do Tribunal de Contas dos Estados e DF/ membros do TRF/ membros do TRE/ membros do TRT/ membros dos Conselhosou Tribunal de Contas do Município/ membros do MPU que oficiem perante tribunais (art. 105, I, “c”); ✔ O coator for tribunal sujeito à jurisdição do STJ ou for Ministro de Estado, Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral (art. 105, I, “c”); ✔ O HC for decidido em única ou última instância pelos TRF’s ou pelos Tribunais de Justiça dos Estados, DF ou Territórios, quando a decisão for denegatória. (Nesse caso o STJ julga em recurso ordinário) – art. 105, II, “a”. CUIDADO! Ministros de Estado e comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica: - Quando forem pacientes – competência do STF - Quando forem autoridades coatoras – competência do STJ 25 ● Competência dos TRFs, quando: art. 108, CF/88. ● A autoridade coatora for juiz federal(art. 108, I, “d”); ● Julgam, em grau de recurso, causas decididas pelos juízes federais ou estaduais no exercício da competência federal da área de jurisdição (art. 108, II). ● ● Competência dos juízes federais, quando: ● O HC for de matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição (art. 109, VII). ● ● Obs.1: O HC impetrado contra decisão de Turma Recursal dos Juizados Especiais será julgado pelo Tribunal de Justiça Estadual. O STF superou a Súmula 690! 26 Bibliografia SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Malheiros. LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Saraiva. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26