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Aluno: Vítor Souza da Silva Matrícula: 20214020022 Polo: Duque de Caxias RELATÓRIO DA PRÁTICA II - CORPO HUMANO 1 TUTORA: GISELE RENAULT 2025/1 INTRODUÇÃO O sistema cardiovascular é responsável pela circulação sanguínea, promovendo o transporte de oxigênio, nutrientes e hormônios, bem como a remoção de resíduos metabólicos. Diversos fatores influenciam seu funcionamento, entre eles a frequência cardíaca (batimentos por minuto) e o débito cardíaco, que corresponde ao volume de sangue impulsionado pelo coração a cada minuto. O sangue circula por vasos como as veias, que conduzem o sangue de volta ao coração – processo conhecido como retorno venoso, essencial para o equilíbrio da circulação. O fluxo sanguíneo, mantido pelo batimento cardíaco e regulado pela pressão arterial, garante a irrigação dos tecidos. Essa pressão é controlada por mecanismos neurais, hormonais e renais. Já o sistema respiratório é responsável pelas trocas gasosas com o ambiente, suprindo o corpo com oxigênio (O₂) e eliminando o dióxido de carbono (CO₂), produto do metabolismo celular. A ventilação pulmonar depende da ação muscular e das variações de pressão no interior do tórax. Objetivos da Prática A atividade prática teve como propósito analisar como o sistema nervoso autônomo – simpático e parassimpático – influencia a frequência cardíaca, o débito cardíaco e a pressão arterial, considerando os ajustes necessários ao metabolismo de cada organismo. Também se buscou correlacionar o funcionamento do sistema respiratório com a anatomia envolvida, identificando os órgãos participantes do processo. Frequência Cardíaca Materiais e Métodos Foi analisada um voluntário saudável e fisicamente ativo, praticante regular de musculação e pilates. As frequências cardíacas foram medidas em repouso, logo após a realização de polichinelos e nos minutos seguintes ao término do exercício. Os valores registrados foram: repouso – 99 bpm; logo após o exercício– 137 bpm; 2 minutos após – 109 bpm; 4 minutos após – 104 bpm; e 6 minutos após – 94 bpm. Discussão Observou-se que o voluntário apresentou uma elevação adequada da frequência cardíaca durante o exercício, seguida por uma recuperação progressiva e eficiente nos minutos subsequentes. Esse comportamento indica boa resposta do sistema cardiovascular e uma atuação equilibrada dos sistemas nervosos simpático e parassimpático. A redução gradual da frequência cardíaca após o esforço demonstra boa capacidade de recuperação, característica comum em indivíduos com bom condicionamento físico. Portanto, os resultados sugerem que a prática regular de atividades como musculação e pilates contribui para a eficiência do controle cardíaco e para a saúde cardiovascular geral. Resultados Voluntário FC em repouso FC após exercício FC após 2 minutos FC após 4 minutos FC após 6 minutos A (23 anos) 99 bpm 137 bpm 109 bpm 104 bpm 94 bpm Débito Cardíaco Materiais e Métodos A aula utilizou slides explicativos e debate sobre o tema e os efeitos do exercício físico. Discussão O débito cardíaco representa o volume de sangue bombeado por minuto. A análise mostrou que o envelhecimento e o sedentarismo afetam o controle da frequência cardíaca, com diminuição da eficácia da regulação pelo sistema nervoso autônomo. O sistema simpático tem papel estimulante, enquanto o parassimpático exerce função inibitória sobre o débito cardíaco. Resultados Foi observado aumento da frequência cardíaca com o esforço físico, devido à ativação simpática, seguido de uma queda gradual durante a recuperação, controlada principalmente pela ação simpática reduzida. Retorno Venoso Materiais e Métodos Foi observada em vídeo, a atuação das válvulas venosas e o papel da contração muscular sobre o fluxo sanguíneo. Discussão Retorno venoso é o processo pelo qual o sangue, especialmente das partes mais baixas do corpo (como pernas e pés), volta ao coração contra a gravidade. Como a pressão nas veias é bem mais baixa do que nas artérias, esse processo precisa de ajuda para acontecer de forma eficiente. É esse o papel das válvulas venosas e das contrações dos músculos esqueléticos. As válvulas são estruturas em forma de “meia-lua”, que funcionam como portas unilaterais dentro das veias, especialmente nas veias das pernas. Elas se abrem para permitir que o sangue suba em direção ao coração e se fecham para evitar que ele desça de volta com a força da gravidade. Elas trabalham em conjunto com a contração dos músculos esqueléticos (como os das panturrilhas), que ao se contraírem “espremem” as veias e impulsionam o sangue para cima. Diferenças entre Veias e Artérias Característica Artérias Veias Função Levar o sangue do coração para os tecidos Levar o sangue dos tecidos de volta ao coração Pressão Alta Baixa Paredes Espessas, musculares e elásticas para suportar a pressão Mais finas e menos musculares, já que suportam menos pressão Presença de válvulas Não possuem válvulas (exceto na artéria pulmonar e aorta, com válvulas semilunares no coração) Possuem válvulas, especialmente nas pernas, para evitar o refluxo Diâmetro interno (lúmen) Menor Maior, para facilitar o fluxo sob baixa pressão Elasticidade Alta elasticidade, para ajudar a manter o fluxo pulsátil Pouca elasticidade Resultados Ficou evidente que cada contração muscular favorece a circulação, com atuação das válvulas para controlar o sentido do fluxo sanguíneo. Pressão Arterial Materiais e Métodos A pressão arterial foi aferida em diferentes posições corporais: deitada, sentada e em pé, nos braços da voluntária. Discussão O reflexo barorreceptor é um mecanismo de controle rápido da pressão arterial, feito por sensores chamados barorreceptores, localizados principalmente no seno carotídeo (no pescoço) e no arco aórtico (no tórax). Eles detectam o estiramento das paredes arteriais — ou seja, quanto mais o sangue pressiona essas paredes, mais eles percebem. Quando a pressão arterial sobe, os barorreceptores aumentam sua atividade, enviando sinais ao sistema nervoso central (bulbo, no tronco encefálico). A resposta é diminuir a frequência cardíaca e dilatar vasos, e a pressão cai. Quando a pressão arterial cai, os barorreceptores diminuem sua atividade, e o corpo reage aumentando o ritmo cardíaco e contraindo os vasos, assim pressão sobe. Esse é um reflexo autônomo e rápido, essencial para manter o fluxo sanguíneo constante, especialmente para o cérebro. Quando mudamos de posição — por exemplo, ao sair deitado e ficar em pé — a gravidade faz com que o sangue se acumule nas pernas, reduzindo temporariamente o retorno venoso e o volume de sangue que chega ao coração. Isso faz com que a pressão arterial caia rapidamente, mesmo que só por alguns segundos. Os barorreceptores percebem essa queda e ativam o reflexo: aumentam a frequência cardíaca e provocam vasoconstrição para manter a pressão. Esse ajuste evita tonturas ou desmaios ao levantar. Situação Pressão Arterial (mmHg) Braço esquerdo / sentada 10/6 BPM Braço esquerdo / sentada 11/7 BPM Braço esquerdo / sentado 10/6 BPM Braço esquerdo / sentada 14/8 BPM Braço esquerdo / sentado 11/8 BPM Braço esquerdo / sentada 13/9 BPM Situação Pressão Arterial (mmHg) Braço esquerdo / sentada 11/7 BPM Braço esquerdo / deitada 81 BPM Braço esquerdo / em pé 97 BPM Resultados Analisando os resultados dos seis voluntários sentados e de uma voluntária na posição sentada, deitada e em pé, percebemos o seguinte: posição sentada - o sangue começa a se concentrar um pouco mais nas partes inferiores, aumentando levemente a pressão; posição deitada - o sangue está mais distribuído, o retorno venoso é facilitado, então a pressão arterial costuma ser mais baixa; posição em pé - o corpo precisa se ajustar mais ativamente, e a pressão pode subir um pouco ou cair momentaneamente, dependendo da resposta do reflexo barorreceptor. Ou seja, a variação postural influencia a pressão arterial e a atuação dos barorreceptores. Fluxo Sanguíneo Materiais e Métodos Foi observadoatravés de vídeo, o fluxo sanguíneo na cauda de um peixe, sob situação de estresse. O peixe foi submetido a uma condição de estresse (tirado do aquário e colocado em água com gás para "desmaiar"). Em seguida, foi mantido vivo com hidratação periódica enquanto sua cauda era observada ao microscópio, onde é possível ver capilares, veias e artérias bem finos. Foi observado que o fluxo sanguíneo era unidirecional em cada vaso, ou seja, cada veia ou artéria transportava sangue sempre em uma só direção (como no corpo humano). Algumas veias levavam sangue em direção à ponta da cauda (provavelmente arteríolas), e outras traziam da ponta para o corpo (provavelmente vênulas). Discussão No corpo humano, o sangue também circula em um único sentido, garantido pelas válvulas nas veias (especialmente nos membros inferiores), que evitam refluxo, pelo coração como bomba central, e pelo controle de pressão entre artérias e veias. A velocidade do sangue varia com o tipo de vaso. Em artérias grandes, o sangue flui rápido, pois a área total de seção é menor. Em capilares, a área total é enorme (milhões de vasos), então o sangue flui mais lentamente, o que facilita as trocas gasosas e de nutrientes. Nas veias, o sangue volta mais devagar, auxiliado por válvulas e contração muscular. Analisando o experimento da prática, o estresse ativa o sistema nervoso simpático, atuando através de hormônios como o cortisol, provocando aumento da frequência cardíaca, vasoconstrição em alguns vasos periféricos (para redirecionar o sangue para órgãos vitais), e aumento da pressão arterial. Tudo isso altera o fluxo sanguíneo, tanto em peixes quanto em humanos. No peixe, o estresse pode ter causado vasoconstrição visível ou alterações no ritmo do fluxo, o que poderia ser notado no microscópio. Resultados A observação do fluxo sanguíneo na cauda do peixe permitiu visualizar de forma clara o comportamento unidirecional do sangue em vasos muito finos, algo difícil de observar diretamente em humanos. O experimento também reforça conceitos como a relação entre diâmetro dos vasos e velocidade do fluxo, e demonstra como o sistema circulatório reage a situações de estresse, tanto em peixes quanto em humanos, por meio de ajustes na pressão arterial, frequência cardíaca e calibre dos vasos. REFERÊNCIAS Canal Abisair Andrade de Castro. Vídeo para a Prática II de CH1: procedimento para visualizar o fluxo sanguíneo na cauda do peixinho. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=40rW00uoCOQ. Acesso em 05 de outubro de 2025. Canal Craig Smith. A Fish Tail. 63-125x. Amazing High Definition Microscopy Video! 1080P! YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=i_1yYzi9uUg. Acesso em 05 de outubro de 2025. Canal Abisair Andrade de Castro. Vídeo mostrando fluxo arterial e venoso. CH1. CEDERJ. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xI8FzFnt3dk. Acesso em 05 de outubro de 2025. SALLES, Adilson Dias. Corpo Humano I. v. 3 / Adilson Dias Sales et al. 2 ed. Rio de Janeiro. Fundação CECIERJ. 2005. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.