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2025 Sustentabilidade Económico-Financeira na Gestão Estratégica Universidade Católica de Moçambique Faculdade de Economia e Gestão ÍNDICE Introdução Integração de práticas Environmental, Social and governance (ESG) na estratégia financeira Sustentabilidade como vector decompetitividade e crescimento económico Avaliação de investimentos sustentáveis e impactos no valor das organizações Indicadores de desempenho sustentável e criação de valor para Staheholders ÍNDICE Casos práticos de empresas sustentáveis Conclusões e Recomendações INTRODUÇÃO 01 1. INTRODUÇÃO A sustentabilidade económico-financeira tem assumido, nas últimas décadas, um papel determinante no campo da gestão estratégica. Numa conjuntura global marcada por incertezas económicas, degradação ambiental e crescente pressão social sobre as empresas, a integração de práticas sustentáveis tornou-se um requisito fundamental para a competitividade e a perenidade organizacional. A relevância do tema assenta na necessidade de conciliar o desempenho financeiro com a responsabilidade social e ambiental, promovendo um modelo de desenvolvimento que assegure a prosperidade presente sem comprometer as gerações futuras. Tal abordagem alinha-se com o conceito de Triple Bottom Line, que defende a criação de valor económico, social e ambiental de forma simultânea (Elkington, 1998). 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre a sustentabilidade económico-financeira na gestão estratégica, analisando de forma crítica as principais abordagens teóricas e evidências empíricas nesta área. Foram consideradas fontes académicas relevantes, nomeadamente artigos científicos, relatórios empresariais e estudos de caso de empresas reconhecidas internacionalmente, como Tesla, Unilever, Microsoft e Banco Europeu de Investimento. REVISÃO TEMÁTICA 02 Neste capitulo, irermos apresentar algumas abordagens literarias de alguns autores sobre a tematica a ser tratada no presente trabalho 2.Revisão Temática 2.1 Sustentabilidade como vector de competitividade e cesrcimento económico A sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência ética ou regulatória, tornando-se um elemento central de competitividade. De acordo com Porter e Kramer (2011), a criação de valor partilhado (shared value) — isto é, a integração de preocupações sociais e ambientais na lógica de negócio — constitui uma das principais fontes de crescimento económico sustentável. Empresas que adotam práticas sustentáveis conseguem reduzir custos operacionais, inovar em produtos e processos, atrair consumidores conscientes e consolidar a sua posição a longo prazo no mercado. 2.Revisão Temática 2.1 Sustentabilidade como vector de competitividade e cesrcimento económico Um exemplo paradigmático é a Tesla, que redefiniu a indústria automóvel ao priorizar a mobilidade elétrica, alinhando inovação tecnológica com a redução de emissões de carbono, tornando-se uma das empresas mais valiosas do setor 2.Revisão Temática 2.2 Integração de práticas ESG na estratégia financeira empresarial O conceito de Environmental, Social and Governance (ESG) representa um conjunto de critérios que avaliam o desempenho das organizações em três dimensões fundamentais: ambiental, social e de governança. Segundo Eccles, Ioannou e Serafeim (2014), empresas que integram práticas ESG nas suas estratégias conseguem atrair capital de investidores institucionais, reduzir riscos regulatórios e reputacionais, e fortalecer a sua imagem junto dos stakeholders O Banco Santander, por exemplo, emitiu obrigações verdes e criou linhas de crédito com taxas mais favoráveis para empresas que demonstram impacto positivo nos critérios ESG. Esta integração revela como a sustentabilidade se tornou um componente essencial da gestão financeira moderna. 2.Revisão Temática 2.3 Avaliação de investimentos sustentáveis e impacto no valor organizacional Clark, Feiner e Viehs (2015) demonstram que a sustentabilidade pode impulsionar o desempenho financeiro das empresas, sendo um fator de diferenciação e vantagem competitiva. A avaliação dos investimentos sustentáveis passa a incluir, para além de métricas financeiras tradicionais (rentabilidade, risco, ROI), indicadores de impacto ambiental e social. Empresas que investem em projetos sustentáveis tendem a ter maior acesso a financiamento internacional, redução de volatilidade e valorização de marca. A Unilever, por exemplo, criou a linha Sustainable Living Brands, responsável por mais de 50% do crescimento anual da empresa, evidenciando que a sustentabilidade pode ser simultaneamente ética e lucrativa. 2.Revisão Temática 2.4 Indicadores de desempenho sustentável e criação de valor para stakeholders A medição da sustentabilidade é feita através de Key Performance Indicators (KPIs) que refletem o Triple Bottom Line: económico, ambiental e social. Económicos: retorno sobre investimento verde, receitas provenientes de produtos sustentáveis, custos reduzidos de energia; Ambientais: pegada de carbono, consumo de energia renovável, taxa de reciclagem; Sociais: diversidade, retenção de talentos, programas de formação e inclusão; Governança: transparência em relatórios e políticas anticorrupção. 2.Revisão Temática 2.4 Indicadores de desempenho sustentável e criação de valor para stakeholders Tabela 1: Indicadores de desempenho sustentável Dimensão Indicadores Comuns Exemplo de Empresas Económica ROI verde, receitas sustentáveis, eficiência energética Unilever Ambiental Pegada de carbono, uso de energia renovável, reciclagem Tesla Social Diversidade, retenção de talentos, inclusão Microsoft Governança Transparência, políticas anticorrupção Banco Santander Fonte: Fonte: Elaboração própria com base no modelo Triple Bottom Line de Elkington (1998) e em Porter e Kramer (2011); Eccles, Ioannou e Serafeim (2014); Clark, Feiner e Viehs (2015). A Tabela acima ilustrada, apresenta de forma resumida o que foi abordado no ponto 2.4 acerca dos indicadores de desempenho sustentavel 2.Revisão Temática 2.4 Indicadores de desempenho sustentável e criação de valor para stakeholders A Microsoft é um exemplo relevante: a empresa comprometeu-se a ser carbon negative (Carbono Negativo) até 2030, publicando relatórios anuais com indicadores detalhados de desempenho, que servem de base à avaliação de investidores e stakeholders. Carbono negativo Microsoft – refere-se ao objective da empresa de remover mais dioxide de carbono (CO2) da atmosfera do que a empresa emite, alcancando um impacto liquid negative sobre o CO2 ate 2030 E, ate 2050, a Microsoft planeia remover todo o carbono que ja emitiu desde a sua fundacao em 1975. 03 @reallygreatsite Incentiva o consumo consciente e o reaproveitamento de materiais (garrafas, plástico, resíduos industriais) para transformar em novas peças de roupa sustentáveis.; Patagónia (Vestuário) Tesla (Automotivo) Aposta na mobilidade elétrica e inovação tecnológica, sendo uma referência global em carros elétricos e sustentáveis ( tecnologia de baterias avançadas, veículos com energia solar). 2.Revisão Temática 2.5 Casos práticos de empresas sustentáveis A PATAGONIA, pauta pela producao de Poliester reciclados, provenientes de garradas, plasticos. Algodao Organico, uso de algodao organico e regenerative para evitar o uso de pesticidas, A TESLA, no campo automotivo, pauta pela producao de motores eletricos de alta eficiencia energetica, com aceleracao superior e baixo consume Veiculos montados visando um Sistema automotivo ligado a uma rede energetica sustentavel 15 ; Banco Europeu de Investimento (Financeiro) Mozambique LNG (Energia) integra investimentos sociais e ambientais (Combate à malária, fornecimento de suprimentos em casos de emergência, como em Cabo Delgado nas comunidades locais, promovendo o desenvolvimento sustentável em África. Responsável por financiar projetos de energia limpa e eficiência energética. Atua com transparência, alinhado aos padrões da União Europeia, e é um dos principais impulsionadores do investimento verde no setor financeiro global. 2.Revisão Temática 2.5 Casos práticos de empresas sustentáveis A MOZAMBIQUE LNG, empresa inserida no sector energetico, tambem actua firmando acordos/parcerias com o Governo Mocambicano e a UNICEF, visando o acesso a documentos de identificacao e certidoes de Nascimento no Distrito de Palme, em Cabo Delgado.. Alem do fornecimento de mascaras cirurgicas para servicos de saude em Cabo Delgado 16 2.Revisão Temática 2.6 Comparação e Contraste A literatura revela uma convergência quanto à ideia de que a sustentabilidade e a competitividade empresarial são conceitos interdependentes. Porter e Kramer (2011) enfatizam a integração estratégica da responsabilidade social como motor de inovação, enquanto Eccles et al. (2014) demonstram empiricamente que práticas sustentáveis se traduzem em melhor desempenho organizacional a longo prazo. Por outro lado, autores como Clark, Feiner e Viehs (2015) destacam que o impacto financeiro da sustentabilidade não é uniforme em todas as indústrias, dependendo do contexto regulatório, da maturidade do mercado e da cultura corporativa. Essa divergência sugere que a sustentabilidade deve ser vista como um processo dinâmico, ajustado à realidade de cada organização. 2.Revisão Temática 2.6 Comparação e Contraste Empiricamente, verifica-se que empresas de setores distintos — como Tesla, Unilever e Microsoft — obtêm resultados positivos ao integrar objetivos económicos com metas ambientais e sociais. Contudo, organizações em economias emergentes, como a Mozambique LNG, enfrentam desafios adicionais relacionados com limitações de infraestrutura e políticas públicas menos consolidadas. Assim, a literatura aponta para um consenso geral quanto ao valor estratégico da sustentabilidade, embora as estratégias de implementação e os resultados variem conforme o setor e o contexto económico. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 03 3.1 Conclusões A revisão de literatura realizada demonstra que a sustentabilidade económico-financeira se consolidou como um imperativo estratégico para as organizações modernas. As empresas que alinham o crescimento económico com a responsabilidade social e ambiental não apenas asseguram a sua competitividade, como também criam valor duradouro para os seus stakeholders. A integração de práticas ESG, a utilização de indicadores de desempenho sustentáveis e a adoção de modelos de negócio baseados na criação de valor partilhado são elementos essenciais para o sucesso empresarial a longo prazo. Conclui-se que a sustentabilidade não é um custo, mas sim um investimento estratégico, capaz de gerar inovação, reputação, eficiência e resiliência organizacional. A presente pesquisa teve como objectivo principal analisar a influência do capital humano no crescimento económico de Moçambique 2000 a 2010, com o propósito de encontrar resposta sobre como o capital humano influenciou com o crescimento económico Estimou-se então um modelo de regressão baseado no Método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) tendo como variável explicada o crescimento económico (PIB) e como variáveis explicativas a taxa de matrículas escolares (TME), a taxa de desemprego (TD) e a taxa de mortalidade (TM 3.2 Recomedações 3.2.1 Gerais Integrar práticas ESG na estratégia financeira. Adotar indicadores de desempenho sustentável (económico, ambiental e social). Investir em inovação verde e transparência nos relatórios. Promover a formação e parcerias sustentáveis. A presente pesquisa teve como objectivo principal analisar a influência do capital humano no crescimento económico de Moçambique 2000 a 2010, com o propósito de encontrar resposta sobre como o capital humano influenciou com o crescimento económico Estimou-se então um modelo de regressão baseado no Método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) tendo como variável explicada o crescimento económico (PIB) e como variáveis explicativas a taxa de matrículas escolares (TME), a taxa de desemprego (TD) e a taxa de mortalidade (TM 3.2 Recomedações 3.2.2 Para Empresas Tesla: expandir infraestrutura elétrica e reciclagem de baterias. Unilever: reforçar cadeias sustentáveis e envolvimento comunitário. Microsoft: apostar em tecnologias verdes e inclusão digital. Banco Europeu de Investimento: ampliar Green Bonds e apoio a PMEs sustentáveis. A presente pesquisa teve como objectivo principal analisar a influência do capital humano no crescimento económico de Moçambique 2000 a 2010, com o propósito de encontrar resposta sobre como o capital humano influenciou com o crescimento económico Estimou-se então um modelo de regressão baseado no Método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) tendo como variável explicada o crescimento económico (PIB) e como variáveis explicativas a taxa de matrículas escolares (TME), a taxa de desemprego (TD) e a taxa de mortalidade (TM Referências Bibliográficas Clark, G. L., Feiner, A., & Viehs, M. (2015). From the Stockholder to the Stakeholder: How Sustainability Can Drive Financial Outperformance. University of Oxford, Smith School of Enterprise and the Environment. Recuperado de https://www.smithschool.ox.ac.uk/publications/reports/ESG-Report.pdf Eccles, R. G., Ioannou, I., & Serafeim, G. (2014). The Impact of Corporate Sustainability on Organizational Processes and Performance. Management Science, 60(11), 2835–2857. doi:10.1287/mnsc.2014.1984 Elkington, J. (1998). Cannibals with Forks: The Triple Bottom Line of 21st Century Business. Oxford: Capstone Publishing. Porter, M. E., & Kramer, M. R. (2011). Creating Shared Value. Harvard Business Review, 89(1–2), 62–77. Recuperado de https://hbr.org/2011/01/creating-shared-value Unilever. (2022). Sustainable Living Report. Recuperado de https://www.unilever.com/planet-and-society/sustainability-reporting-centre/ OBRIGADO/A! “HH “ Sustentabilidade não é moda, é uma necessidade. João Marcos image1.jpeg image2.png image3.svg image4.png image5.svg image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.svg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpg image15.jpg image16.png