Prévia do material em texto
Glioblastoma O papel da radioterapia na luta contra o tumor mais agressivo do sistema nervoso. Professor: Paulo Caldas Aluna: Hellen Esthéfany O que é o Glioblastoma? Glioblastoma é um tumor maligno do sistema nervoso Surge a partir das células da glia; É o glioma mais frequente e agressivo; Apresenta rápido crescimento e alta infiltração no tecido cerebral; Mantém células residuais mesmo após a central; cirurgia. Dor de cabeça progressiva Náuseas e vômitos Convulsões Fraqueza ou paralisia Alterações da fala Déficits cognitivos (memória e confusão) Alterações visuais Desequilíbrio e perda de coordenação Sintomas do Glioblastoma Informação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificado pela (OMS) como Astrocitoma grau IV; Mais comum em adultos, geralmente acima dos 55 anos; Raro em jovens e crianças; Acomete principalmente em áreas supratentoriais dos hemisférios cerebrais incluindo: Lobo frontal, lobo temporal e lobo parietal. O glioblastoma é mais frequente em homens do que em mulheres. Os mecanismos de reparo no DNA tornam-se menos eficiente com a idade; Glioblastoma: Uma Doença Associada ao Envelhecimento. O envelhecimento leva ao acúmulo de mutações genéticas ao longo da vida; O sistema imunológico perde parte da capacidade de eliminar células anormais; O ambiente celular do cérebro passa a favorecer o crescimento tumoral. Por que descobrir o Glioblastoma precocemente faz diferença? Segundo Chang JE, pesquisador da área de neuro- oncologia, a identificação precoce do glioblastoma: Permite ressecção cirúrgica mais ampla, reduzindo a carga tumoral inicial; Aumenta a eficácia da radioterapia e quimioterapia, especialmente quando iniciadas precocemente; Retarda a progressão da doença, prolongando a sobrevida; Preserva melhor a função neurológica, mantendo a qualidade de vida; Amplia as funções terapêuticas, incluindo protocolos combinados e ensaios clínicos. 1. Cirurgia: Tentativa de máxima ressecção tumoral, sem prejuízo funcional; 2. Radioterapia: Essencial para o tratamento após a cirurgia; 3. Quimioterapia: Uso de temozolomida. Tratamento Padrão Para o Glioblastoma Abordagem terapêutica atual (padrão): Cirurgia + Radioterapia + Temozolomida = O tratamento mais eficaz para o Glioblastoma ! A sobrevida no glioblastoma aumenta quando a radioterapia é aplicada após a cirurgia, tornando-se um pilar indispensável do tratamento. O Papel da Radioterapia Para o Tratamento do Glioblastoma Sem radioterapia, o glioblastoma avança rapidamente. Com radioterapia + quimioterapia, há controle real da doença e mais tempo de vida. No glioblastoma, a radioterapia não é opcional - é o que mantém o tumor sob controle e prolonga a vida. Segundo Yang et al. (2023), pesquisadores em radio- oncologia, demonstraram a importância da radioterapia no controle do tumor; sem ela, é impossível vencer a doença. Quando o Tempo Decide: Hipofracionamento na Radioterapia Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no glioblastoma o hipofracionamento existe porque cada semana conta. Ideia principal: Menos sessões, doses maiores, tratamento mais rápido. Por quê é a melhor opção? No glioblastoma, o tempo é curto e o paciente não pode esperar. Impacto real: Não desperdiça tempo de vida, mantém efeito terapêutico e reduz desgaste do paciente. Se o tumor avança rápido, o tratamento também precisa avançar rápido. Comparação entre Esquemas de Fracionamento em Radioterapia De acordo com Unkelbach et al. (2014), especialistas em planejamento radioterápico, a radioterapia no glioblastoma começa muito antes da primeira sessão. Depende de um planejamento radioterápico preciso. Exames de imagem (como ressonância magnética e tomografia) são usados para identificar o tumor e possíveis áreas de infiltração microscópica. Com base nessas informações, a equipe define: • o volume a ser irradiado • a dose de radiação • o número de sessões • a preservação das regiões cerebrais saudáveis Planejamento Radioterápico no Glioblastoma IGRT: O Mapa Preciso da Área a Ser Irradiada O que é IGRT? IGRT (Radioterapia Guiada por Imagem) é uma técnica avançada de radioterapia que utiliza exames de imagem realizados imediatamente antes de cada sessão de tratamento. Como funciona? • Imagens realizadas antes de cada sessão • Comparação com o planejamento inicial • Ajustes no posicionamento do paciente em tempo real “Na radioterapia moderna, cada milímetro importa.” Reprodutibilidade no Posicionamento No glioblastoma, cada milímetro importa. O tumor está cercado por áreas que controlam quem o paciente é: • A memória das suas histórias • A fala que permite se comunicar • Os movimentos que garantem independência Preservar é tão importante quanto tratar: Um pequeno erro diário pode significar: • Perda de funções cognitivas • Dificuldades motoras • Impacto permanente na qualidade de vida Na radioterapia, não tratamos apenas um tumor — protegemos a identidade, a autonomia e a vida do paciente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT): A radioterapia combate o glioblastoma principalmente causando danos ao DNA das células tumorais. Quando a radiação ionizante atinge as células, ela provoca quebras no DNA, especialmente quebras de dupla fita, que o tumor não consegue reparar corretamente. Isso interrompe o ciclo celular e pode levar à morte celular por apoptose ou falha na multiplicação. Dessa forma, a radioterapia reduz a capacidade de proliferação tumoral e contribui para o controle do glioblastoma. A Ciência por Trás da Radioterapia Estudos clínicos, incluindo o protocolo estabelecido por Roger Stupp oncologista e pesquisador demonstram alta taxa de recidiva no glioblastoma, ocorrendo em cerca de 80–90% dos pacientes mesmo após cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A dificuldade terapêutica está relacionada à natureza altamente invasiva do tumor, à capacidade de adaptação celular e aos mecanismos eficientes de reparo de dano ao DNA, que reduzem a efetividade da radiação. Além disso, a proximidade com áreas cerebrais funcionais restringe intervenções mais agressivas, tornando o equilíbrio entre tratar e preservar um grande desafio clínico. Resistência Tumoral a Radioterapia A resistência tumoral é o maior obstáculo ao sucesso terapêutico. A recidiva ocorre, na maioria dos casos, no mesmo local ou próximo ao tumor original. A recidiva ocorre, em média, entre 6-9 meses após o tratamento inicial. A sobrevida global média é de 12–18 meses após o diagnóstico. Após recidiva, não há consenso sobre o tratamento. As opções incluem reoperação, nova radioterapia e quimioterapia, mas todas são consideradas paliativas, não curativas. Retorno do Glioblastoma Após o Tratamento O maior desafio no tratamento do glioblastoma não é apenas remover o tumor, mas impedir seu retorno. O que a radiação pode causar no cérebro? • Inflamação do tecido cerebral • Alterações na substância branca • Mudanças nos vasos sanguíneos cerebrais Por que eles acontecem? • A radioterapia trata o tumor • Mas parte do cérebro saudável também recebe radiação Possíveis consequências a médio e longo prazo • Dificuldade de memória e atenção • Lentificação do raciocínio • Alterações vistas em exames de imagem. Efeitos Colaterais da Radioterapia no Sistema Nervoso Impacto do Glioblastoma na Qualidade de Vida Aspectos cognitivos • Dificuldades de memória e concentração • Redução da capacidade de planejamento • Necessidade de apoio para atividades diárias O que muda na vida do paciente? Aspectos funcionais • Limitações motoras e fadiga • Diminuição da independência • Maior necessidade de cuidados contínuos Aspectos emocionais e sociais • Ansiedade e alterações de humor • Mudanças nas relações familiares • Afastamento do trabalho e da vida social A Importância do Acompanhamento pós Tratamento Por que o acompanhamento é essencial?• O glioblastoma tem alto risco de recidiva, mesmo após tratamento completo. • O acompanhamento permite detectar alterações precocemente. Como é feito o acompanhamento? • Consultas clínicas regulares • Ressonância magnética periódica • Avaliação neurológica e cognitiva O que o acompanhamento permite? • Identificar recidiva tumoral • Diferenciar recidiva de efeitos da radioterapia • Ajustar condutas terapêuticas quando necessário Tempo de Vida Após o Diagnóstico de Glioblastoma • Cerca de 40–50% dos pacientes vivem até 1 ano; • Aproximadamente 15–20% alcançam 2 anos de sobrevida; • Menos de 10% sobrevivem por 5 anos ou mais. Taxa de sobrevida: • Idade e estado clínico do paciente; • Grau de remoção cirúrgica do tumor; • Resposta à radioterapia e quimioterapia; • Características biológicas do tumor. O que influencia o tempo de vida? Apesar dos avanços terapêuticos, o glioblastoma ainda apresenta prognóstico reservado, com tempo de vida limitado após o diagnóstico. Considerações Finais O glioblastoma é um dos maiores desafios da oncologia moderna. Agressivo. Infiltrativo. Resistente. Mesmo sem garantia de cura, a ciência avança com precisão e estratégia. Representa preservação de funções. Representa qualidade de vida. Representa cuidado. Cada milímetro planejado é uma escolha entre dano e proteção. A radioterapia não representa apenas controle tumoral: "Quando a cura ainda é um desafio, a precisão se torna a nossa forma mais nobre de cuidado.” Agradeço profundamente ao professor Paulo pela orientação, paciência e dedicação ao longo deste trabalho. Sua disponibilidade e apoio foram essenciais para o desenvolvimento deste estudo. Levo comigo não apenas o aprendizado acadêmico, mas também os ensinamentos que contribuíram significativamente para meu crescimento profissional e pessoal. Você inspira e transforma. Obrigada, professor.