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DIREITO CONSTITUCIONAL
AULA 07: CONTROLE DE 
CONSTITUCIONALIDADE
Prof. Eduardo dos Santos
Análise de Recepção x Controle de Constitucionalidade
Controle Difuso de Inconstitucionalidade
Controle Difuso: parâmetro e objeto
Parâmetro
i) toda norma da CF/88 (formal e material) pode ser parâmetro de controle de constitucionalidade, tendo como objeto
atos editados após a promulgação da CF/88.
ii) toda e qualquer norma da CF/88 pode ser parâmetro de análise de recepção, tendo como objeto atos editados antes a
promulgação da CF/88.
iii) toda e qualquer norma de Constituição Anterior pode ser parâmetro de controle de constitucionalidade, tendo como
objeto atos editados durante o período que essa Constituição pretérita ainda era vigente.
Objeto
i) Atos editados após a promulgação da Constituição de 1988, em face da CF/88, ensejando controle de
constitucionalidade.
ii) Atos editados antes da promulgação da Constituição de 1988, em face da CF/88, ensejando análise de recepção e não
controle de constitucionalidade.
iii) Atos editados antes da promulgação da Constituição de 1988, em face da Constituição que era vigente na época da
edição do ato, ensejando controle de constitucionalidade.
Controle Difuso: legitimidade e competência
Legitimidade: Abrange todos aqueles que integram a relação processual.
i) autor da ação;
ii) réu;
iii) terceiros intervenientes;
iv) Ministério Público;
v) qualquer juiz ou tribunal, de ofício, nas causas submetidas à sua apreciação.
Competência: Respeitadas as normas processuais de competência previamente estabelecidas,
o juiz ou tribunal competente para julgar a causa, será competente para exercer o controle de
constitucionalidade difuso.
Controle Difuso: procedimento
No 1º grau de jurisdição
Nos tribunais
Controle Difuso: cláusula de reserva de plenário
Declaração de Inconstitucionalidade pelos TRIBUNAIS: pleno/ógão especial –maioria absoluta
Deve ser observada:
• Quando ocorre o afastamento da norma, mesmo sem declaração de inconstitucionalidade
• Quando ocorre interpretação conforme à Constituição
Não precisa ser observada:
• Quando se declara que a norma é CONStitucional
• Quando há precedente do pleno do STF
• Quando há precedente do pleno/órgão especial do próprio tribunal
• Quando se trata de Análise de Recepção
Controle Difuso: procedimento nos tribunais
Controle Difuso: Efeitos das Decisões
Efeitos temporais: em regra, são ex tunc.
Excepcionalmente, admite-se a modulação de efeitos, podendo o STF conferir
efeitos ex nunc à decisão, ou mesmo determinar um outro marco temporal para o
início de seus efeitos.
Efeitos subjetivos: em regra, são intra partes.
Entretanto, o STF tem entendido que suas decisões proferidas em controle difuso de
constitucionalidade, quando reconhecida a repercussão geral, produzem efeitos
erga omnes (abstrativização dos efeitos) e vinculantes.
Controle Concentrado de Constitucionalidade
Controle Concentrado: Legitimados
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de
constitucionalidade:
I - o Presidente da República;
II - a Mesa do Senado Federal;
III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal;
VI - o Procurador-Geral da República;
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
Controle Concentrado: Legitimados e pertinência temática
Controle Concentrado: Legitimados e capacidade postulatória
Controle Concentrado: parâmetro e objeto
ADI
ADC
ADO
ADPF
Controle Concentrado: Decisão e Efeitos
Efeitos Temporais:
• Regra: ex tunc
• Exceção: modulação de efeitos (2/3 dos Ministos)
• Fundamentos: razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse
social.
Controle Concentrado: Decisão e Efeitos
Efeitos Pessoais ou Espaciais:
Regra: erga omnes e vinculantes
Quem está vinculado?
Quais partes da decisão vincula?
Controle Concentrado: celebração de acordo
• O STF admite a celebração de acordo no iter das ações de controle de constitucionalidade concentrado. Segundo o
Supremo é viável o acordo no âmbito de processo objetivo, desde que haja notável conflito intersubjetivo
subjacente (implícito), que comporte solução por autocomposição, pelo acordo apresentado para homologação.
• Embora a resolução da ação seja com resolução do mérito, ao homologar o acordo, o STF não chancela nenhuma
interpretação peculiar dada à lei, mas, pelo contrário, não obstante o ajuste veicule diversas teses jurídicas, a
homologação não as alcança, nem as legitima, abrangendo apenas as disposições patrimoniais firmadas no
âmbito de disponibilidade das partes. Portanto, a homologação apenas soluciona um incidente processual, para
dar maior efetividade à prestação jurisdicional.
• Ademais, o STF já afirmou que, mesmo sem previsão normativa expressa, as associações privadas também podem
fazer acordos nas ações coletivas, pois a existência de previsão explícita unicamente quanto aos entes públicos (art.
5º, §6º, Lei 7.347/85) não afasta a autonomia privada, inclusive quanto as suas faculdades processuais, tais como a
de firmar acordos.
• Assim, é possível concluir que conquanto se trate de ações do controle concentrado de constitucionalidade, tem-se
admitido a extinção dessas ações, com resolução do mérito, mediante homologação de transação entabulada
entre proponente da ação e amici curiae. Nesse caso, é possível transigir quanto a aspectos patrimoniais
subjacentes à questão constitucional.
Controle Concentrado: celebração de acordo
• O STF também já firmou entendimento de que a celebração de acordo em ação de
controle concentrado de constitucionalidade pode referir-se ao objeto da medida
cautelar, e não apenas ao objeto da decisão final.
• Nesse caso, o acordo não causa a extinção do processo, que segue para julgamento
de mérito.
1. As decisões do STF em controle incidental de constitucionalidade,
anteriores à instituição do regime de repercussão geral, não impactam
automaticamente a coisa julgada que se tenha formado, mesmo nas
relações jurídicas tributárias de trato sucessivo.
2. Já as decisões proferidas em ação direta ou em sede de repercussão
geral interrompem automaticamente os efeitos temporais das decisões
transitadas em julgado nas referidas relações, respeitadas a
irretroatividade, a anterioridade anual e a noventena ou a
anterioridade nonagesimal, conforme a natureza do tributo.
• STF. Plenário. RE 955227.
Efeitos temporais da coisa julgada nas relações 
jurídicas tributárias de trato sucessivo e decisões 
supervenientes do STF com efeitos erga omnes
Não se pode declarar a inconstitucionalidade formal da lei sob o 
argumento de que houve mero descumprimento das regras do 
regimento interno, sendo indispensável o desrespeito às normas 
constitucionais que tratam sobre o processo legislativo
Controle de Constitucionalidade e Processo Legislativo

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