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Unidade 4
Educar Para A Diversidade
Aula 1
Educação E A Liberdade Religiosa
Educação e a liberdade religiosa
Educação e a liberdade
religiosa
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta jornada de estudos em educação e diversidade, temos
analisado e refletido até aqui sobre o contexto em que
estamos inseridos, para que possamos repensar nossos
hábitos de vida e práticas educacionais vivenciadas nas
escolas. Pretende-se desenvolver a competência de
conjecturar práticas educativas significativas, relevantes e
contextualizadas, pautadas na compreensão lógica e racional
da diversidade sociocultural. Com isso, espera-se que se
desenvolva uma abordagem holística para a educação a
partir de categorias teóricas e analíticas sobre a diversidade.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Nesta aula sobre educação e liberdade religiosa,
especificamente, você vai estudar sobre as questões legais
do respeito à liberdade religiosa e as relações com a escola e
a sociedade na qual estamos inseridos. Em seguida, você
está convidado a refletir sobre o direito à liberdade, escolha,
prática e expressão da religiosidade, percebendo a
importância da laicidade nas práticas educativas. Por fim,
você vai estudar a educação e o papel da prevenção e
combate às intolerâncias.
Para que possamos iniciar os estudos desta aula, propomos
algumas questões para problematização: quais as relações
entre educação, diversidade e religiosidades? Como
trabalhar a questão da religiosidade na escola? Qual o papel
da educação e da escola no combate às intolerâncias
religiosas? O que é laicidade na educação?
Veja que essas são algumas de muitas das problematizações
relacionadas à educação e liberdade religiosa. Você pode
perceber que já temos um bom começo com essas
problematizações propostas, mas recomendamos que você
aprofunde suas leituras a partir das referências indicadas
neste material, entre outras que você pode pesquisar e
julgar interessante. Pesquise por outros materiais na
Biblioteca Virtual ou na Minha Biblioteca que você tem
acesso. Bons estudos!
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Os estudos em educação e liberdades religiosas, cujo escopo
dos estudos consiste num modelo de educação para a
diversidade, é importante para a construção de uma
sociedade mais justa e solidária. Como anunciado, nesta
aula, você vai estudar primeiramente as questões legais do
respeito à liberdade religiosa. Em seguida, você vai refletir
sobre o direito à liberdade, escolha, prática e expressão da
religiosidade. Finalmente, veremos a educação e o papel da
prevenção e combate às intolerâncias.
Questões legais do respeito à liberdade religiosa
Vamos verificar como trabalhar a questão da religião e
compreender os aspectos legais do respeito à liberdade
religiosa. Em educação e diversidade, é preciso reconhecer o
exercício da religião como um direito, que determina que
todas as práticas devem ser respeitadas e incentivadas. Isso
deve ser compreendido em meio ao contexto democrático e
do direito à diferença, garantidos em nossa sociedade. 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Para entender as questões legais do respeito à diversidade
religiosa, é preciso definir religião e liberdade religiosa, e
perceber que “discorrer sobre a liberdade religiosa exige
uma definição de religião, algo que, como se verá, não é
tarefa fácil e pela etimologia, a palavra religião de origem
latina teria por significado religar, reeleger, no sentido de
religar o homem a sua divindade” (Coutinho, 2012, p. 176
apud Tenório, 2023, p. 33). Trata-se de questões ligadas ao
sagrado, a uma dimensão que liga o ser humano à sua
divindade.
Pensar nas religiões brasileiras é considerar a miscigenação
da população e da diversidade sociocultural com que nos
constituímos historicamente. A religião e as religiosidades,
são aspectos culturais que precisam ser observados a partir
de nossa formação social e cultural. Com isso, é preciso
analisar essas características quando pensamos nas relações
entre educação, diversidade e religiosidade no Brasil.
O Brasil é considerado um dos países mais religiosos do
mundo. Entretanto, é necessário perceber que nossa
formação nacional se caracteriza pela influência de vários
matizes religiosos, como o catolicismo oficial e o popular,
as religiões de matrizes africanas – como o candomblé e a
umbanda –, o protestantismo, os pentecostais, os
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
espíritas kardecistas, a teologia da libertação e os
católicos carismáticos (Oliveira; Costa, 2016, p. 307). 
Perceba a singularidade de nosso país, ou seja, a diversidade
sociocultural existente em relação às religiões da população
brasileira, marcada por uma vasta e diversa mistura étnico-
racial e cultural. Ademais, precisamos reconhecer que o
Brasil é um dos países mais religiosos do mundo.
Essas especificidades da cultura proporcionam ao mundo
um fenômeno interessante, o do sincretismo religioso. O
termo sincretismo se origina na Grécia Antiga e tem a ver
com as fusões culturais e religiosas de diferentes povos a
partir das relações sociais. O sincretismo está associado à
cultura da religião em nosso país. 
Um fenômeno social bastante interessante no Brasil é o
chamado sincretismo religioso. Este é o resultado do
contato social entre povos e grupos, resultando numa
espécie de “fusão” ou “amálgama” de determinadas
características distintas desses grupos, referentes a
elementos religiosos e culturais. É, portanto, a existência
comum de traços culturais e religiosos, originalmente
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
diferentes, que poderiam ser interpretados até como
incompatíveis ou antagônicos, mas que acabam se
apresentando como um só elemento novo e único
(Oliveira; Costa, 2016, p. 307). 
O sincretismo religioso no Brasil tem relação com a
formação social e econômica do colonialismo brasileiro e as
relações com os povos originários e a população escravizada
em nosso país. Como exemplos do sincretismo no Brasil,
podemos mencionar a Umbanda, religião de matriz africana
e afro-brasileira, que se utiliza da mistura de elementos do
catolicismo, do espiritismo e do candomblé. O catolicismo
popular é também um exemplo de sincretismo, como por
exemplo, o culto à Nossa Senhora dos Navegantes e
Iemanjá.
O fenômeno da religião e das relações culturais em nosso
país é um rico objeto de estudos para o desenvolvimento de
uma perspectiva que integre as relações entre educação,
diversidade e religiosidades. O sincretismo, por exemplo,
pode ser trabalhado nas escolas na forma de uma
interessante experiência didática que contemple essas
relações sociais e culturais.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Direito à liberdade, escolha, prática e expressão da
religiosidade
Estudar sobre religião e religiosidades é falar no direito à
liberdade, escolha, prática e expressão da religiosidade, que
pode ser feito na escola, de modo que o reconhecimento, a
valorização e o respeito à diferença social e cultural possam
ser amplamente disseminados na comunidade escolar e na
sociedade como um todo. No entanto, para se pensar no
papel das escolas, sobretudo as escolas públicas, é preciso
ter o cuidado para que uma determinada religião não se
torne hegemônica (dominante) perante as demais religiões,
manifestações e expressões culturais das religiosidades na
convivência escolar.
O exercício da laicidade do Estado e da escola indica que não
se deve apoiar nenhuma religião; no entanto, diante da
pluralidade religiosa com que se constitui a sociedade
brasileira, considerando a religião é algo extremamente
importante para a maioria dos brasileiros, a escola pode
oportunizar os estudos sobre religião de modo a valorizar as
identidades sociais e culturais – em que pode-se aproveitar
para trabalhar a questão do respeito e da tolerânciaem nosso país. Essa forma de
conhecer possui um elemento importante na forma que se
realiza no exame dos fenômenos sociais: o estranhamento e
a desnaturalização. Essa é uma contribuição do
conhecimento sociológico, bastante importante de ser
utilizado nas práticas em educação e diversidade.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
A mudança deve começar na postura e na qualidade de
espírito, de modo que nos ajude a usar a informação e a
desenvolver a razão com vistas a perceber, com lucidez, o
que está ocorrendo no mundo e o que pode estar
acontecendo dentro de nós mesmos (Mills, 1975). 
A imaginação sociológica capacita seu possuidor a
compreender o cenário histórico mais amplo, em termos
de seu significado para a vida íntima e para a carreira
exterior de numerosos indivíduos. Permite-lhe levar em
conta como os indivíduos, na agitação de sua existência
diária, adquirem frequentemente uma consciência falsa
de suas posições sociais. Dentro dessa agitação, busca-se
a estrutura da sociedade moderna, e dentro dessa
estrutura são formuladas as psicologias de diferentes
homens e mulheres. Através disso, a ansiedade pessoal
dos indivíduos é focalizada sobre fatos explícitos e a
indiferença do público se transforma em participação nas
questões públicas (Mills, 1975, p. 11-12). 
A imaginação sociológica, ou seja, a desnaturalização da
forma com que o conhecimento se constrói e se apresenta
na escola é um exercício que deve ser feito para se pensar
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
nos currículos, nos materiais didáticos e nos conteúdos que
devem ser trabalhados na escola. É justamente essa
capacidade que torna importante a presença da sociologia
no contexto da educação escolar, uma vez que essa ciência
estuda os comportamentos dos indivíduos e grupos sociais,
desnaturalizando, inclusive, suas relações e os papéis sociais
de instituições diversas, como a família, a escola e a
sociedade. 
Sabe-se que as narrativas presentes em boa parte do nosso
cotidiano são pertencentes aos interesses das classes
dominantes. E isso se verifica nas matrizes e nos currículos
escolares, ou seja, as narrativas dominantes estão presentes
a todo momento na escola. Você deve se lembrar do que
estudamos nas aulas anteriores, sobre Pierre Bourdieu e o
seu conceito de violência simbólica.
A correção de narrativas dominantes, especialmente nas
escolas, deve promover uma educação inclusa, sensível e
democrática. A educação para a diversidade, portanto, vai na
contramão de um modelo de reprodução da violência
simbólica, na qual estamos inseridos. Vimos em estudos
anteriores que devemos revisar os conteúdos e as estruturas
para que não se reproduzam as relações sociais de
dominação e de poder que, por sua vez, se relacionam ao
epistemicídio.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Os estudos em educação e diversidade nos ajudam a pensar
como a escola lida com a questão das diferenças culturais
nos sistemas de ensino, currículos e matrizes curriculares.
Quando pensamos na história da educação brasileira e nas
relações entre a diversidade e as políticas da diferença, é
preciso reconhecer os avanços, as rupturas e os retrocessos
ao longo do tempo.
A educação e a diversidade ajudam nesse processo. Para que
seja promovida uma educação crítica, na qual o
questionamento constante é o motor do conhecimento, as
bases normativas constituídas nas escolas e na sociedade
devem ser examinadas. Um exemplo é o questionamento de
gênero nas narrativas dos livros didáticos de história
(Meyrer; Karawejczyk, 2021).
Sabe-se que é preciso, diante dos estudantes, uma proposta
de reflexão sobre a realidade em que nos inserimos em suas
múltiplas dimensões, sejam elas culturais, políticas, sociais,
econômicas, entre outras. O processo de reflexão realiza-se
na capacidade de problematização das diversas formas de
desigualdades, a partir de ações efetivas para a correção de
narrativas dominantes.
A escola é, nesse sentido, a instituição pioneira nesse
processo, e deve partir dela a necessidade do exercício
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
reflexivo e crítico em todos os aspectos. É preciso repensar a
escola, em todas as suas dimensões, de modo a contribuir
com a desconstrução de estereótipos e preconceitos e a
inclusão de múltiplas perspectivas. Com isso, valoriza-se na
escola a diversidade cultural e identitária.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Currículo inclusivo, responsivo e epistemologias plurais
Para pensar um modelo de sociedade mais inclusivo,
democrático e justo, sabe-se da importância de desenvolver
nas escolas um currículo inclusivo, responsivo e com
epistemologias plurais, no qual sejam contempladas todas as
formas de diversidade e inclusão, as questões étnico-raciais,
de gênero, de pessoas com deficiência etc. É muito
importante o desenvolvimento de um currículo responsivo
na escola, que contemple a pluralidade das epistemologias
existentes, de modo a abarcar conhecimentos e saberes de
todos os povos que fazem parte da identidade sociocultural
brasileira.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
É preciso descolonizar o currículo da educação básica para
que sejam incluídas as diversidades de saberes e formas de
conhecimento que se originam a partir da cultura dos
estudantes. Perceba que repensar a escola envolve
reestruturar e reorganizar a instituição em seus aspectos
estruturais, formais e organizacionais.
Falamos em acessibilidade, em matrizes curriculares,
organização do currículo e disciplinas, entre outros
elementos importantes, para um ensino mais inclusivo, de
modo que se estabeleça a cultura da não violência. A
construção de um currículo inclusivo e responsivo, no qual
se verifica a flexibilidade curricular, leva à necessidade de
refletir sobre as mudanças nas políticas educacionais e a
relação destas com a educação inclusiva.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
[...] A ação pedagógica conduz o indivíduo para a vida em
sociedade, produzindo cultura e usufruindo dela. É certo
que as modificações em todos os âmbitos da sociedade
afloram as desigualdades, de modo a impulsionar
discussões sobre as exclusões e suas consequências e
lançar a semente do descontentamento e da
discriminação social, evidenciando-se pela necessidade
de mudanças nas políticas públicas (Minetto, 2021, p. 18).
Trabalhar as diversas epistemologias, formas de
conhecimento e outros saberes presentes na escola a partir
da influência cultural dos estudantes, e não valorizar apenas
uma perspectiva de conhecimento. É preciso respeitar toda a
diversidade epistemológica e a contribuição de vários povos
no processo de construção do conhecimento.
Verificamos, assim, o desenvolvimento da criticidade,
elemento essencial em educação e diversidade, com o qual
os fenômenos sociais são examinados, tendo como
premissa, a não naturalização dos fenômenos sociais
presentes em nossa realidade. Esse exercício deve se fazer
presente na elaboração de um currículo inclusivo, responsivo
e que valorize as epistemologias plurais.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
De modo geral, as práticas educativas de um ensino para a
diversidade têm como objetivo a construção de um
ambiente de aprendizado mais inclusivo, respeitoso e
enriquecedor, no qual a diversidade seja não apenas
reconhecida, mas celebrada e valorizada como um elemento
fundamental para o crescimento pessoal e social dos
estudantes. E isso é muito importante, pois, somente assim,
será possível a construção de uma escola mais acolhedora,
para que possamos contribuir com a construção de uma
sociedade mais justa e igualitária.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Buscou-se com esses estudos desenvolver uma abordagem
holística para a educação a partir de categorias teóricas e
analíticas sobre a diversidade. As práticas educativas e a
diversidade abordam conhecimentos e temas importantes
para pensar nos valores socioemocionais e afetivos a elas
relacionados.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Vamos retomar os questionamentos iniciais: de que modo é
possível proporcionar uma educação centrada no amore na
empatia? Quais narrativas dominantes estão presentes nas
escolas e nas relações sociais? Por que a revisão e a correção
de narrativas dominantes, e especialmente nas escolas, se
fazem necessárias? De que modo é possível desenvolver nas
escolas um currículo inclusivo, responsivo e com
epistemologias plurais? Qual a importância disso?
Você compreendeu que educar para a diversidade e suas
práticas diversas, inclusivas e democráticas corresponde a
uma educação centrada no amor e na empatia. O conceito
de imaginação sociológica é um interessante exercício para
os estudos em educação e diversidade, para que possa
haver a desnaturalização de todos os aspectos que
constituem as relações sociais. Você viu que amor e empatia
devem ser o “carro-chefe” de uma prática educativa voltada à
diversidade sociocultural em que nos inserimos. Deve haver
amor e empatia na escola para uma educação da
diversidade, que contribui para proporcionar ambientes
mais inclusivos, sensíveis e responsivos às necessidades
diversas de todos os estudantes, buscando abranger a
comunidade escolar e a sociedade como um todo, de acordo
com o que você estudou. Estamos falando de uma educação
mais humanizada, que se propõe a ouvir mais, e que se
coloca no lugar das pessoas, ou seja, ressalta-se o
partilhamento de um modelo de educação mais empática,
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
pautado no amor pelo conhecimento e no respeito às
diferenças e à diversidade social e cultural. 
Você estudou que as narrativas dominantes estão presentes
em nosso cotidiano, como, por exemplo, a partir de um
conjunto de conhecimentos coloniais centrais previstos em
matrizes e currículos escolares e reproduzidos nas relações
sociais. As narrativas dominantes estão presentes a todo
momento na escola, de acordo com o que se analisou a
partir do conceito de violência simbólica de Pierre Bourdieu.
Você percebeu a necessidade de corrigir as narrativas
dominantes, especialmente aquelas vivenciadas no cotidiano
das escolas, o que é necessário para que se promova uma
educação inclusiva, sensível e democrática. Você estudou
também que o processo de reflexão se realiza na capacidade
de problematização das diversas formas de desigualdades,
de modo a problematizá-la a partir de ações efetivas para a
correção de narrativas dominantes. 
Você pôde perceber que os estudos em educação e
diversidade ajudam a pensar sobre como a escola lida com a
questão das diferenças culturais nos sistemas de ensino,
currículos e matrizes curriculares. Nesse sentido, um modelo
de sociedade mais inclusivo, democrático e justo, requer o
desenvolvimento de um currículo inclusivo, responsivo e
com epistemologias plurais nas escolas. Você estudou que é
preciso descolonizar o currículo da educação básica para que
sejam incluídas as diversidades de saberes e as formas de
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
conhecimento que se originam a partir da cultura dos
estudantes.  
Sobre o currículo inclusivo, estamos falando sobre a
acessibilidade em matrizes curriculares, na organização do
currículo e disciplinas, entre outros elementos importantes,
para um ensino mais inclusivo, de modo que se estabeleça a
cultura da não violência, como você pôde perceber. A
construção de um currículo inclusivo e responsivo, no qual
se verifica a flexibilidade curricular, leva à necessidade de
refletir sobre as mudanças nas políticas educacionais e na
sua relação com o modelo de educação inclusiva. Enfim, você
estudou que é por meio da criticidade que os fenômenos
sociais são examinados, tendo como premissa a “não”
naturalização dos fenômenos sociais de nossa realidade, o
que deve estar presente na elaboração de um currículo
inclusivo, responsivo e que valorize as epistemologias
plurais.
 
 
Saiba mais
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Saiba mais
A educação centrada no amor e na empatia
Aprofunde seus estudos sobre as relações que envolvem
educação, empatia e solidariedade e as relações com
educação e diversidade por meio da leitura do Capítulo 2:
Valor da vida e valor do mundo: vida ética com os outros do
livro Empatia e solidariedade, de Cesar Augusto Erthal e
Paulo César Nodari. O livro está disponibilizado em nossa
Biblioteca Virtual.
Revisão e correção de narrativas dominantes
Para o aprofundamento dos seus estudos sobre o conceito
de gênero nas narrativas históricas dos livros didáticos de
história, recomendamos a leitura do Capítulo – Gênero nas
narrativas históricas dos livros didáticos de história: a
questão das identidades, de Paula Ungaretti Monteiro, no
livro Narrativas de gênero: as várias faces dos estudos de
gênero, de Marlise Regina Meyrer e Mônica Karawejczyk.
Esse livro está disponibilizado em nossa Biblioteca Virtual.
Currículo inclusivo, responsivo e epistemologias plurais
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/187847/pdf/0?code=taITARSXsgsJF3fCXeodYtXem+oVfKdBQUp0evzyTeMt8GcukBIpM6KJ15j8lYpE+8jAu/9xuSPOIJAjvCNEvA==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/193521/epub/0?code=ySAyy3zWrwdagQNcvCwco/dhGXVFNPlULx9STk+Ew0M3LLyU4bA4pkgDKd+54upnaAD28OpUthGRo/PvWK+tsg==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/193521/epub/0?code=ySAyy3zWrwdagQNcvCwco/dhGXVFNPlULx9STk+Ew0M3LLyU4bA4pkgDKd+54upnaAD28OpUthGRo/PvWK+tsg==
Para o aprofundamento dos estudos sobre o currículo
inclusivo, responsivo e as epistemologias plurais,
recomendamos a leitura do Capítulo 1 – Entendendo a
necessidade de mudanças, do livro Currículo na educação
inclusiva: entendendo esse desafio, de Maria de Fatima
Minetto. 
 
 
Referências
Referências
ERTHAL, C. A.; FABRI, M.; NODARI, P. C. Empatia e
solidariedade. 1. ed. Porto Alegre: Educs, 2019. 
MEYRER, M. R.; KARAWEJCZYK, M. Narrativas de gênero: as
várias faces dos estudos de gênero. 1. ed. Porto Alegre:
ediPUCRS, 2021. 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/187020/pdf/0?code=MSvn6HoJxKPQMVn6u3YR2OqdScvje7kgaFj6SAaW35Zh6+ykoTok7roWsil0NMC1JZuPlh8tUs58xKXNzPmoNA==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/187020/pdf/0?code=MSvn6HoJxKPQMVn6u3YR2OqdScvje7kgaFj6SAaW35Zh6+ykoTok7roWsil0NMC1JZuPlh8tUs58xKXNzPmoNA==
MILLS, C. W. A imaginação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar,
1975.
MINETTO, M. de F. Currículo na educação
inclusiva: entendendo esse desafio. 2. ed. Curitiba:
Intersaberes, 2021. 
OLIVEIRA, L. F. de; COSTA, R. C. R. da. Sociologia para jovens
do século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial
Novo Milênio, 2016.
PREVITALLI, I. M.; VIEIRA, H. E. S. Educação e diversidade.
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017.  
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
Videoaula de Encerramento
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
 
Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Educar para a diversidade é compreender a importância do
papel do educador na construção de uma sociedade mais
inclusiva, justa e igualitária, na qual se deve levar em
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
consideração todas as especificidades sociais e culturais da
sociedade brasileira. Dessa forma, conforme estudamos,
compete-nos conjecturar práticas educativas significativas,
relevantes e contextualizadas e pautadas na compreensão
lógica e racional da diversidade sociocultural, de acordo com
as reflexões trazidas nesta unidade. 
Educação e liberdade religiosa
Os estudos em educação e liberdade religiosa são essenciais
para uma educação inclusiva, plural e democrática. Em
educação e diversidade, é preciso reconhecer o exercício da
religião como um direito, o que leva à necessidade de
respeitar todas as religiões, para que as práticas culturais
diversas sejam realizadas. A singularidade de nosso país é
significativa nesses estudos, pois nos caracterizamos pela
diversidade sociocultural existente em relação às religiões da
população brasileira,marcada por uma vasta e diversa
mistura étnico-racial e cultural. O sincretismo, dessa forma, é
interessante ser trabalhado e explorado nas escolas, de
modo que as relações sociais e culturais em nosso país
sejam abordadas e preservadas.
Diante da pluralidade religiosa com que se constitui a
sociedade brasileira, de que a religião é algo extremamente
importante para a maioria dos brasileiros, a escola tem o
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
papel de oportunizar os estudos sobre religião, de modo a
valorizar as identidades sociais e culturais, aproveitando-se
disso para trabalhar a questão do respeito e da tolerância
religiosa e cultural. Isso contribui para a eliminação de
práticas de intolerância e de discriminação religiosa. O
componente curricular de Ensino Religioso, nesse sentido, é
um meio importante para trabalhar a prevenção e o
combate às intolerâncias nas escolas.
A cultura da paz e o aceite da diversidade das religiões é
fator indispensável para a promoção da diversidade social e
cultural e, consequentemente, o combate a todas as formas
de violência, especialmente as questões relacionadas à
religião na escola, fatores importantes para a
conscientização das pessoas, de modo a promover uma
cultura da tolerância.
A laicidade da educação escolar é competência de todas as
escolas, para que contribuam com a erradicação das
intolerâncias religiosas e de quaisquer outras formas de
discriminação ou de violência que possa haver com qualquer
religião e sua expressividade.
Educação intergeracional
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Pensar em educação intergeracional é pensar no etarismo,
compreendido como um marcador social da diferença. Esses
estudos são importantes em educação, diversidade e suas
interseccionalidades, pois a perspectiva do etarismo baseia-
se na discriminação, estereótipos e preconceitos
relacionados à idade. O acolhimento e a valorização de
estudantes de diferentes faixas etárias, para que a educação
possa contemplar a todos em uma abordagem relacionada à
educação intergeracional e inclusiva, se faz necessário no
atual contexto histórico em que nos inserimos. E a educação
tem um papel importante nesse processo. Essas medidas
podem acarretar no desenvolvimento de políticas públicas
educacionais e de desenvolvimento, contribuindo com a
diminuição das desigualdades educacionais e sociais
historicamente constituídas e verificadas em nosso país.
O Estado tem um papel importante no sentido de se
promoverem políticas públicas educacionais de acolhimento
de jovens e adultos que oportuniza a educação de jovens e
adultos em todas as modalidades de ensino da educação
básica, por isso a atuação conjunta entre escola, família e
sociedade, visando à promoção da educação, ao
acolhimento e à valorização de diferentes faixas etárias, para
que se possa contribuir com a criação de meios e
oportunidades para todos as pessoas, é necessária. Exige-
nos, dessa forma, um olhar diferenciado que contribua com
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
o acolhimento de todos no espaço escolar, que deve ser
praticado pelos educadores e pela escola de modo geral.
A educação de jovens e adultos, inserida no bojo dos
programas sociais de educação de adultos, objetiva oferecer
oportunidades educacionais para jovens, adultos e idosos na
retomada de seus estudos. A EJA pauta-se pela garantia da
educação básica, da qualificação profissional e das ações de
cidadania, além disso, deve possuir a flexibilidade de
horários e modalidades de ensino, assim como a inclusão de
temáticas relevantes para que o jovem, adulto ou idoso
possam se interessar pelo que está sendo proposto a
estudar. Enfim, as políticas públicas e os programas sociais
governamentais previstos para a EJA são importantes para a
construção de uma sociedade mais igualitária, essencial na
garantia e permanência da educação, compreendida como
um direito de todas as pessoas, contemplando todas as
faixas etárias para o exercício da educação.
Uma educação contextualizada, relevante e significativa
Uma educação contextualizada, relevante e significativa
exige dos educadores um olhar para que o conhecimento
das diferenças regionais, os aspectos de sua comunicação e
suas características sejam proporcionados, fazendo esse
trabalho de modo inclusivo e respeitoso em relação às
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
diversidades do povo brasileiro. A valorização da cultura
local é necessária e fundamental para que as identidades
sociais e culturais sejam reforçadas em nosso meio e
convivência social. A educação escolar tem esse papel
bastante importante no processo de conscientização. A
comunicação e as formas de diálogo acessível,
contemplando as especificidades da diversidade regional e
linguística, devem ser bem exploradas em sala de aula e na
escola como um todo. Isso leva à necessidade de trazer as
análises da vida social e rural brasileira a partir do cotidiano
das pessoas, da maneira com que as relações sociais e de
produção são realizadas no dia a dia.
A educação do campo corresponde a uma modalidade de
estudos adaptada às especificidades e características da
população do campo, e tem as suas especificidades em
relação aos modos de vida, demonstrando mais uma faceta
das formas da diversidade educacional, que é refletida pela
diversidade sociocultural com que nos constituímos
enquanto povo brasileiro. As práticas culturais devem ser
preservadas e valorizadas no processo educacional como um
todo e compreendendo as especificidades, preservando e
garantindo os direitos aos povos originários, populações do
campo, comunidades quilombolas, populações ribeirinhas,
assentadas, entre outras pessoas. A educação quilombola é
fundamental para que memórias das pessoas descendentes
de negros e indígenas escravizados, que resistiram, fugiram
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
e se constituíram nos quilombos no contexto da colonização,
lutando por direitos fundamentais do ser humano, como o
da liberdade, sejam preservadas. Por isso, a necessidade de
se valorizar as histórias dos povos quilombolas, de modo
que não haja apagamento das memórias coletivas. As
vivências, práticas e atividades na educação do campo e
quilombola são essenciais e se constituem enquanto
metodologias ativas. Nesse sentido, é importante trabalhar
de forma prática a educação do campo, uma vez que a vida
rural tem as suas especificidades, que podem ser mais bem
aproveitadas nas escolas que ofertam essa modalidade
educacional.
Reflita
De que modo é possível desenvolver uma educação contextualizada,
relevante e significativa com os estudantes em uma abordagem sobre a
diversidade regional e linguística? 
Práticas educativas e diversidade
Práticas educativas e diversidade constitui-se um conjunto
de ações voltadas à valorização da diversidade, da inclusão,
do estabelecimento de meios democráticos para pensar na
educação. O conceito de imaginação sociológica contribui
para a proposição de um exercício reflexivo pautado na
desnaturalização de todos os aspectos que constituem as
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
relações sociais. Amor e empatia devem estar presentes na
prática educativa voltada à diversidade sociocultural. Isso
contribui para proporcionar ambientes mais inclusivos,
sensíveis e responsivos ante as necessidades diversas de
todos os estudantes nas escolas, abrangendo a comunidade
escolar e a sociedade de modo geral. As narrativas
dominantes presentes em nosso cotidiano precisam ser
desconstruídas, e isso se verifica nas matrizes e nos
currículos escolares. Pode-se associar a esse fenômeno, o
conceito de violência simbólica de Pierre Bourdieu. A ideia é
a de que se possa corrigir narrativas dominantes,
especialmente aquelas vivenciadas no cotidiano das escolas.
Isso é necessário para uma educação mais inclusiva, sensível
e democrática. O processo de reflexão se realiza na
capacidade de problematização das diversas formas de
desigualdades, de modo a problematizá-las a partir de ações
efetivas para a correção de narrativas dominantes. Um
modelo de sociedade mais inclusivo,democrático e justo,
requer o desenvolvimento de um currículo inclusivo,
responsivo e com a presença de epistemologias plurais nas
escolas.
É necessário descolonizar o currículo da educação básica
para que sejam incluídas as diversidades de saberes e de
formas de conhecimento que se originam a partir da cultura
dos estudantes. Um currículo inclusivo, portanto, requer a
acessibilidade, a incorporação de saberes nas matrizes
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
curriculares, a reorganização do currículo e das disciplinas,
entre outros elementos importantes, de modo que se
estabeleça a cultura da não violência nas escolas. A
construção de um currículo inclusivo e responsivo, no qual
se verifica a flexibilidade curricular, leva a necessidade de se
refletir sobre as mudanças nas políticas educacionais e da
relação destas com o modelo de educação inclusiva e
contextualizada. A criticidade com que os fenômenos sociais
são examinados, tendo como premissa a não naturalização
dos fenômenos sociais, que devem se fazer presentes no
cotidiano da realidade escolar, contribui com a construção
de um currículo inclusivo, responsivo e que valorize as
epistemologias plurais.
Reflita
Por que se faz necessária a revisão e correção de narrativas
dominantes nos currículos da educação básica?
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Para o estudo de caso desta unidade, imagine-se como
professor de uma turma do 6º ano do ensino fundamental
de uma escola brasileira e que está propondo o
desenvolvimento de estudos sobre a questão da
religiosidade. Como uma outra escola qualquer de nosso
país, essa escola atende uma população bastante
diversificada social e culturalmente, composta por
estudantes de diferentes origens étnicas, culturais e
socioeconômicas. Nessa turma, em específico, há uma
grande variedade em relação à diversidade cultural e
religiosa, contendo estudantes de diversas matrizes
religiosas presentes no Brasil, ou seja: do catolicismo, do
candomblé, da umbanda, do protestantismo neopentecostal,
do espiritismo kardecista, da teologia da libertação e dos
carismáticos. 
Sabe-se que, para esse trabalho, é preciso levar em
consideração as características da turma. Trata-se de
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
crianças recém-chegadas ao ensino fundamental II, portanto,
geralmente são bastante agitadas e precisam aprender e
desenvolver muitos valores e normas relacionados à boa
convivência social. A escola vem tendo muitos desafios
relacionados à questão da diversidade social e cultural e isso
pode ser uma grande oportunidade para contribuir com o
combate ao preconceito, à discriminação e à intolerância a
partir das diferenças culturais entre as religiões. 
O reconhecimento das diferenças socioculturais e dos
direitos à prática religiosa em nosso país são fundamentais e
necessários para pensar em educação e diversidade nas
escolas. Além disso, deve-se ter em mente um modelo de
educação pautado no diálogo intercultural e laico. Afinal,
todas as culturas, incluindo as religiosidades, são elementos
importantes e devem ter suas práticas e manifestações
respeitadas e valorizadas no cotidiano das escolas. 
Como você pôde perceber, são muitos os desafios
relacionados a essas questões, sobretudo quando a
premissa consiste em educar para a diversidade. Diante de
tal contexto, você tem uma grande oportunidade para
promover uma educação democrática e inclusiva. Pensando
nisso, reflita sobre as questões a seguir: como você faria
para trabalhar os conteúdos sobre religião e religiosidades?
Quais as possibilidades de implementar na escola, a partir
dessa turma, práticas eficazes de reconhecimento e de
respeito à diversidade cultural e religiosa? Quais as
propostas de atividades para o desenvolvimento de
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
conteúdos com essa turma sobre o tema em questão? Como
promover um diálogo intercultural e inter-reliogoso?
Reflita
Antes de responder ao estudo de caso proposto, reflita
sobre este questionamento: por que educar para a
diversidade contribui com a formação crítica, humana e
cidadã? Se necessário, retome os estudos desta unidade!
Resolução do Estudo de Caso
Para que possamos resolver esse estudo de caso,
precisamos sempre nos lembrar de que os estudos em
educação e diversidade promovem um olhar para a
compreensão das identidades socioculturais e sua
diversidade. Isso envolve pensar também no âmbito das
religiosidades e suas relações com a educação, para que tal
exercício seja cada vez mais valorizado nas escolas. Inclusive,
deve-se levar em consideração que o brasileiro é um povo
bastante religioso.   
Lembre-se de que você está se colocando no lugar de um
professor de uma turma do 6º ano do ensino fundamental
de uma escola brasileira e que está propondo estudos sobre
a questão da religiosidade. Essa escola atende uma
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
população bastante diversificada social e culturalmente,
composta por estudantes de diferentes origens étnicas,
culturais e socioeconômicas. 
Respondendo às perguntas propostas:
Você pode promover na escola uma abordagem plural e
informativa, valorizando as diferenças religiosas. Isso pode
ser feito mediante o constante diálogo com os estudantes,
professores e demais atores das escolas. Durante os estudos
sobre a questão da religiosidade, você tem a oportunidade
de trazer conhecimentos sobre todas as religiões, de modo
que se proporcione o exercício da alteridade. 
Além disso, você pode incentivar que respeitem as crenças
individuais, especialmente se forem minorias nas escolas.
Nesse exercício, pode-se promover o diálogo e a
compreensão sobre a importância da diversidade social e
cultural de nosso país, portanto, um fator positivo. Em toda a
escola, você pode contribuir para a promoção do respeito,
da tolerância e da compreensão mútua entre todos,
propondo atividades interdisciplinares que envolvam todos
os estudantes e demais atores e setores da escola,
contribuindo para a construção de uma convivência
harmoniosa e inclusiva na escola. 
Você pode contribuir com a criação de um ambiente escolar
inclusivo, desenvolvendo e sistematizando um conjunto de
atividades interdisciplinares ao longo de todo o ano letivo.
Em suma, a ideia é que, com essas ações, sejam
desenvolvidas condições para a construção de um ambiente
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escolar mais inclusivo e acolhedor para todos,
independentemente da religião de cada um e das condições
ou vivências. 
Assimile
O mapa mental proposto faz um recorte da nossa unidade
de estudos, objetivando apresentar as características do
componente curricular de Ensino Religioso e as relações com
educação e diversidade.
Fonte: elaborada pelo autor.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
Curricular. Brasília, 2018.
CORTELLA, M. S.; RIOS, T. A. Vivemos mais! vivemos
bem?: por uma vida plena. 2. ed. Campinas, SP: 7 Mares,
2023. 
DUTRA, T. B. Em busca de autonomia: quilombolas e políticas
públicas. 1. ed. Jundiaí, SP: Paco e Littera, 2022.
ERTHAL, C. A.; FABRI, M.; NODARI, P. C. Empatia e
solidariedade. 1. ed. Porto Alegre: Educs, 2019. 
MEYRER, M. R.; KARAWEJCZYK, M. Narrativas de gênero: as
várias faces dos estudos de gênero. 1. ed. Porto Alegre:
ediPUCRS, 2021. 
MILLS, C. W. A imaginação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar,
1975.
MINETTO, M. de F. Currículo na educação
inclusiva: entendendo esse desafio. 2. ed. Curitiba:
Intersaberes, 2021. 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
OLIVEIRA, L. F. de; COSTA, R. C. R. da. Sociologia para jovens
do século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial
Novo Milênio, 2016.
PEREIRA, M. L. A construção do letramento na educação de
jovens e adultos. 1. ed. São Paulo: Autêntica, 2007. 
PREVITALLI, I. M.; VIEIRA, H. E. S. Educação e diversidade.
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017.
ROCHA, M. I. A.; MARTINS, A. A. Educação do campo: desafios
para a formação de professores. 1. ed. São Paulo: Autêntica,
2013.SANTOS, S. R. dos. Comunidades quilombolas: as lutas por
reconhecimento de direitos na esfera pública brasileira. 1.
ed. Porto Alegre: ediPUCRS, 2014. 
SILVA, A. N. O. (org.). Conhecimento e docência: caminhos
cruzados na educação de jovens e adultos. 1. ed. Jundiaí, SP:
Paco e Littera, 2021.
STIVAL, D. A educação do campo e o MST: trabalho e práticas
sociais com assentados da reforma agrária. 1. ed. São Paulo:
Vozes, 2022.  
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
TENÓRIO, R. J. M. Liberdade Religiosa e Discurso de Ódio.
Grupo Almedina: Portugal, 2023.
WILLMS, K. História e legislação do ensino religioso. 1. ed.
São Paulo: Contentus, 2020. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 17 dez. 2023.
 
 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADEreligiosa
e cultural.   
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Nos estudos sobre o direito à liberdade, escolha, prática e
expressão da religiosidade, pode-se ressaltar a legislação
que garante a liberdade religiosa para todos, na forma de
direito de culto, de proteção aos locais de culto e liturgias,
assim como a garantia à assistência religiosa. Na passagem a
seguir, estão descritos os direitos à liberdade religiosa,
garantidos pela Constituição Cidadã de 1988.
A Constituição Federal brasileira consagrou uma ampla
proteção à liberdade religiosa, prevendo em diversos
momentos garantias e direitos relativos à manifestação
da religião, seja em âmbito individual, coletivo,
institucional, público e privado. A primeira referência à
religião está no preâmbulo da Constituição Federal
brasileira, que faz expressa menção a Deus, como
protetor da promulgação da nova ordem constitucional.
Em seguida, no artigo 5a, incisos VI, VII e VIII tutelam a
liberdade religiosa, o direito de culto, a proteção aos
locais de culto e às liturgias; bem como garantem a
assistência religiosa, nas entidades civis e militares de
internação coletiva, além de estabelecerem o dever
fundamental do Estado de não privar de direitos uma
pessoa por motivos religiosos (Tenório, 2023, p. 40).  
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Perceba que a Constituição Federal brasileira proporciona a
ampla proteção à liberdade religiosa. No entanto, na
perspectiva dos estudos em educação e diversidade, cabe
ressaltar a importância do exercício do diálogo. O diálogo é
uma conversa entre duas ou mais pessoas, que trocam
ideias, com vistas a um entendimento e uma concordância
para conviverem uma com as outras, inclusive no campo
religioso. Diante disso, o diálogo busca a paz, o amor e a
fraternidade.
Em um mundo marcado pelo advento das novas tecnologias,
comunicações, migrações e trocas culturais, o diálogo entre
culturas diferentes se faz cada vez mais necessário para uma
convivência saudável e a sobrevivência de todas elas. O
diálogo entre as culturas, como se pode perceber, faz parte
da responsabilidade de um projeto de vida pela paz mundial.
Dessa maneira, o diálogo inter-religioso é fundamental para
a construção da paz e de um mundo melhor.
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Figura 1 | Cultura e diversidade religiosa – Registro de
bandeiras de oração budistas hasteadas no planalto tibetano
penduradas por budistas locais como forma de enviar suas
orações aos céus. Fonte: Wikimedia Commons.
Quando tratamos das religiões, o diálogo inter-religioso é
extremamente importante e benéfico para toda a sociedade,
de modo que a religião seja compreendida sob a perspectiva
da diversidade cultural. Por isso, a escola pode ser uma
instituição fundamental nesse processo. Como se percebe,
em religião não existe verdade absoluta, pois, se assim for,
ocorrerão práticas e formas de intolerância e de
discriminação de uma perspectiva religiosa em detrimento
de outra. O direito à liberdade religiosa, portanto, não
impede o exercício da liberdade individual das pessoas que
são diferentes. Isso tudo deve ser adotado do ponto de vista
da religião.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Siga em Frente...
Siga em Frente...
A educação e o papel da prevenção e combate às
intolerâncias
Para trabalhar a educação e o papel da prevenção e combate
às intolerâncias nas escolas, pode-se pensar no componente
curricular de Ensino Religioso. Pode-se perceber que “as
intolerâncias se manifestam de diversas maneiras e pode ser
imputada em relação a: religião, diferentes etnias, raças,
nacionalidades, times de futebol, partidos políticos,
estrangeiros e discriminações correlatas” (Previtalli; Vieira,
2017, p. 185-186).
Essa área do conhecimento, que se pauta na escola sob o
âmbito científico, aprofunda os conhecimentos sobre cultura
e diversidade para os estudantes, e investiga a manifestação
de fenômenos religiosos em diferentes culturas e sociedades
enquanto um dos bens simbólicos resultantes da busca
humana por respostas aos enigmas do mundo, da vida e da
morte (Brasil, 2018).
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Os fenômenos ligados ao campo da religião envolvem
distintos sentidos e significados de vida, “em torno dos quais
se organizaram cosmovisões, linguagens, saberes, crenças,
mitologias, narrativas, textos, símbolos, ritos, doutrinas,
tradições, movimentos, práticas e princípios éticos e morais”
(Brasil, 2018) e são, portanto, parte integrante do substrato
cultural da humanidade.
A intolerância religiosa no Brasil tem uma leitura peculiar.
Mesmo que a legislação nacional assegure a liberdade de
crença e de culto, a intolerância religiosa é uma realidade.
Embora haja denúncias de intolerância e discriminação
religiosa em relação às inúmeras religiões que se
apresentam no panorama nacional, são as religiões afro-
brasileiras os alvos mais comuns desse fenômeno. A
intolerância às religiões afro-brasileiras não é uma
novidade. Elas foram, durante toda sua história,
estigmatizadas como baixo espiritismo, feitiçaria, magia
negra e essas marcas ainda estão presentes no
imaginário brasileiro (Previtalli; Vieira, 2017, p. 185-186). 
Perceba que estabelecer uma cultura da paz no âmbito do
aceite da diversidade das religiões é fator indispensável e
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
contribui com o combate às intolerâncias culturais e
religiosas. Nesse sentido, sob o viés da laicidade da
educação escolar, compete às escolas contribuírem com a
erradicação das intolerâncias religiosas e de quaisquer
formas de discriminação ou de violência que possa haver
com qualquer religião e sua expressividade.
A disciplina de ensino religioso, nesse sentido, é muito
importante nesse processo, e isso se percebe nas
competências dessa área do conhecimento segundo a Base
Nacional Comum Curricular (BNCC).
Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos
religiosos a partir de pressupostos éticos e científicos,
sem privilégio de nenhuma crença ou convicção. Isso
implica abordar esses conhecimentos com base nas
diversas culturas e tradições religiosas, sem
desconsiderar a existência de filosofias seculares de vida.
[...] Por isso, a interculturalidade e a ética da alteridade
constituem fundamentos teóricos e pedagógicos do
Ensino Religioso, porque favorecem o reconhecimento e
respeito às histórias, memórias, crenças, convicções e
valores de diferentes culturas, tradições religiosas e
filosofias de vida. O Ensino Religioso busca construir, por
meio do estudo dos conhecimentos religiosos e das
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
filosofias de vida, atitudes de reconhecimento e respeito
às alteridades. Trata-se de um espaço de aprendizagens,
experiências pedagógicas, intercâmbios e diálogos
permanentes, que visam o acolhimento das identidades
culturais, religiosas ou não, na perspectiva da
interculturalidade, direitos humanos e cultura da paz. Tais
finalidades se articulam aos elementos da formação
integral dos estudantes, na medida em que fomentam a
aprendizagem da convivência democrática e cidadã,
princípio básico à vida em sociedade. Considerando esses
pressupostos, e em articulação com as competências
gerais da Educação Básica, a área de Ensino Religioso – e,
por consequência, o componente curricular de Ensino
Religioso –, devem garantir aos alunos o desenvolvimento
de competências específicas (Brasil, 2018, p. 436-437).   
Perceba a importância da área do ensino religioso para os
estudos em educação e diversidade e do diálogo como
exercício que deve prevalecer em todos os espaços
educativos, para que se conheça as diferentes culturas,
tradições religiosas e filosofias da vida. Assim como o
conceito de cultura, pode-se dizer que as religiões são
múltiplas e devem ser valorizadas e reconhecidas em sua
diferença.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Os projetos culturais e interdisciplinares e as relações com o
componente cultural de ensino religioso e a abordagem
interdisciplinar, envolvendo outros atores da escola, são
fundamentaisnesse processo educacional. A convivência
harmoniosa e a tolerância tornam-se, nesse sentido,
essenciais na construção da paz, pois é graças a ela que
muitos conflitos e crimes motivados pelo ódio ao diferente
podem ser evitados.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Em nossos resultados de aprendizagem, buscamos
desenvolver uma abordagem holística para a educação a
partir de categorias teóricas e analíticas sobre a diversidade.
As questões relacionadas à religiosidade e diversidade
religiosa são fundamentais nos estudos em educação e
diversidade.
Nesse sentido, vamos retomar algumas questões realizadas
em nossa problematização: quais as relações entre
educação, diversidade e religiosidades? Como trabalhar a
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
questão da religiosidade na escola? Qual o papel da
educação e da escola no combate às intolerâncias religiosas?
O que é laicidade na educação?
Em educação e diversidade, é preciso reconhecer o exercício
da religião como um direito a ser respeitado e praticado.
Para entender essa questão, você estudou a importância de
analisar as características da composição cultural religiosa
no Brasil, que é extremamente plural e sincrética.
Você pôde perceber que o fenômeno da religião e das
relações culturais em nosso país é um valioso objeto de
estudos para o desenvolvimento de uma perspectiva que
integre as relações entre educação, diversidade e
religiosidades. O sincretismo, dessa forma, é interessante de
ser trabalhado e ressaltado nas escolas, de modo que as
relações sociais e culturais em nosso país sejam abordadas e
preservadas.
A escola, nesse sentido, é o lugar propício para que o
reconhecimento, a valorização e o respeito à diferença social
e cultural sejam amplamente disseminados, na escola e para
além dela, ou seja, na comunidade escolar e na sociedade
como um todo. Assim, a escola deve oportunizar os estudos
sobre religião, de modo a valorizar as identidades sociais e
culturais, aproveitando-se disso para trabalhar a questão do
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
respeito e da tolerância religiosa. Isso contribui para a
eliminação de práticas de intolerância e de discriminação
religiosa.
O componente curricular de Ensino Religioso, nesse sentido,
é um meio importante para trabalhar a educação e o papel
da prevenção e combate às intolerâncias nas escolas,
estabelecer uma cultura da paz no âmbito do aceite da
diversidade das religiões, fator indispensável para a
promoção da diversidade social e cultural.
O exercício da laicidade do Estado e da escola promove a
imparcialidade da instituição em relação às questões
religiosas e pode-se aproveitar da discussão legal para
trabalhar a questão do respeito e da tolerância religiosa. É
competência de todas as escolas contribuir com a
erradicação das intolerâncias religiosas e de quaisquer
outras formas de discriminação ou de violência que possa
haver com qualquer religião e sua expressividade.
Saiba mais
Saiba mais
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Questões legais do respeito à liberdade religiosa
Para o aprofundamento dos estudos sobre as questões
legais do respeito à liberdade religiosa, recomendamos a
leitura do Capítulo 2 – Liberdade e discurso religioso na
Constituição Federal brasileira de 1988, do livro Liberdade
religiosa e discurso de ódio, de Ricardo Jorge Medeiros
Tenório. O livro está disponível em nossa Biblioteca Virtual.
Direito à liberdade, escolha, prática e expressão da
religiosidade
Para o aprofundamento dos estudos sobre os dados
relativos ao pertencimento religioso dos brasileiros,
recomendamos a leitura do texto As religiões no Brasil, de
Matheus Pestana. Os dados são resultados do Censo de
2010 do IBGE (2010) de 2009 e da pesquisa Datafolha
realizada em 2019. Você pode explorar outras informações
sobre religião que estão disponíveis na página Religião e
Poder.
Para ilustrar e ampliar suas reflexões, ouça a música
Procissão, de Gilberto Gil, na qual se apresenta uma reflexão
política sobre a condição social do nordestino e sua
religiosidade.
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788563920287/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788563920287/pageid/0
https://religiaoepoder.org.br/artigo/a-influencia-das-religioes-no-brasil/
A educação e o papel da prevenção e combate às
intolerâncias
Para o aprofundamento dos estudos sobre a educação e o
componente de ensino religioso, recomendamos a leitura
dos Capítulos 1 – Ensino religioso e 2 – O ensino religioso na
escola pública, do livro História e legislação do ensino
religioso, de Karin Willms. O livro está disponível em nossa
Biblioteca Virtual.
 
 
Referências
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
Curricular. Brasília, 2018.
OLIVEIRA, L. F. de; COSTA, R. C. R. da. Sociologia para jovens
do século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/191664/pdf/0?code=WWiynTtf8Y3XlLo+J4TemEBrOsMFKjUqE8CRFYwqE/ewLI+ZhfszkJIgDB9xQhzIeURWmi2vw4K3bA7jkzOpSA==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/191664/pdf/0?code=WWiynTtf8Y3XlLo+J4TemEBrOsMFKjUqE8CRFYwqE/ewLI+ZhfszkJIgDB9xQhzIeURWmi2vw4K3bA7jkzOpSA==
Novo Milênio, 2016.
PREVITALLI, I. M.; VIEIRA, H. E. S. Educação e diversidade.
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017.
TENÓRIO, R. J. M. Liberdade religiosa e discurso de ódio.
Portugal: Grupo Almedina, 2023.
WILLMS, K. História e legislação do ensino religioso. 1. ed.
São Paulo: Contentus, 2020. E-book. 
Aula 2
Educação Intergeracional
Educação intergeracional
Educação intergeracional
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Você está percebendo que educar para a diversidade
envolve primeiramente compreender a diversidade
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
sociocultural. Isso contribui para a sua valorização e
reconhecimento. Vamos adotar a mesma perspectiva para
tratar dos aspectos que envolvem a educação
intergeracional, ou seja, analisar o etarismo como marcador
social da diferença. Em seguida, você vai estudar sobre a
importância do acolhimento e da valorização de estudantes
de diferentes faixas etárias. Por fim, vai estudar os
programas sociais de educação de adultos.
Para os estudos sobre educação intergeracional, alguns
questionamentos iniciais se fazem necessários: etarismo é
um marcador social da diferença? De que modo podemos
acolher e valorizar estudantes de diferentes faixas etárias?
Qual o papel do Estado e das políticas públicas na educação
de jovens e adultos? O que é a modalidade de ensino EJA?
Pensar nessas questões, sob a ótica das desigualdades
sociais, é fundamental para o exercício reflexivo em
educação e diversidade. Aprofunde suas leituras e
conhecimentos a partir dos livros disponibilizados na Minha
Biblioteca e na Biblioteca Virtual. Bons estudos!
Vamos Começar!
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Vamos Começar!
Nos estudos em educação intergeracional e diversidade
vamos analisar práticas eficazes de promoção da diversidade
social e cultural. Como anunciado, primeiramente, você vai
estudar o etarismo como marcador social da diferença. Em
seguida, você vai estudar as questões relacionadas à
educação e às diferentes faixas etárias e pensar no
acolhimento, valorização e incentivo à continuidade dos
estudos, essenciais para o escopo do que estamos tratando
nesta aula. Por fim, você vai conhecer os programas sociais
de educação de adultos e verificar a sua importância para
uma educação igualitária e inclusiva.
Etarismo como marcador social da diferença
Um dos aspectos importantes nos estudos em educação e
diversidade tem a ver com a questão intergeracional. O
etarismo, nesse sentido, é compreendido como marcador
social da diferença, pois sebaseia na discriminação,
estereótipos e preconceitos relacionados à idade. Esses
aspectos negativos relacionados às questões
intergeracionais ocorrem tanto com pessoas mais idosas
quanto com pessoas mais jovens, sobretudo quando se
analisam os aspectos relacionados ao mercado de trabalho
ou ao atendimento em serviços públicos, por exemplo.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Nos estudos em educação e diversidade, parte-se do
entendimento de que a educação deve se estender a toda a
população brasileira, independentemente das características
das identidades socioculturais e/ou da faixa etária em que o
indivíduo se insere. Ou seja, trata-se de garantir a educação,
o ensino e a aprendizagem de conteúdos elementares para a
reprodução de uma vida social mais humanizada nas
diferentes etapas da vida.
Sabe-se que o fator geracional corresponde à diminuição da
quantidade de filhos por família, o que acarreta, a médio e
longo prazo, o envelhecimento da população. Isso levanta a
preocupação de se contemplar a oportunidade de estudos
para todos, mesmo para as pessoas que se encontram na
distorção da idade/série escolar. Essa área do conhecimento,
educação e diversidade, defende a constante busca pelo
aprender, independente da faixa etária, desde a infância até
a velhice, pois compreende-se que nunca é tarde para isso.
É justamente nesse sentido que a garantia do direito à
educação deve ser preservada pelo Estado e a sociedade
brasileira, como na oferta de modalidades geracionais de
ensino: educação básica, cursos técnicos, ensino superior,
entre outros. Deve-se também promover políticas públicas
educacionais e geracionais que incentivem a permanência
dos jovens na escola, de modo que essa dimensão tão
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
importante da vida não seja tolhida por circunstâncias
diversas.
É justamente nesse sentido que todos temos como
necessidade a conscientização a respeito das consequências
prejudiciais dos preconceitos e estereótipos baseados na
idade, para que se promova uma cultura que valorize as
contribuições diversas e se respeite as diferentes fases da
vida. Sabemos que é essencial desafiar as noções negativas
associadas à idade para criar uma sociedade mais inclusiva e
equitativa para todas as faixas etárias no âmbito da
educação. 
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Acolhimento e valorização de estudantes de diferentes faixas
etárias
Nas questões relacionadas à educação intergeracional, sabe-
se da importância do acolhimento e da valorização de
estudantes de diferentes faixas etárias, para que a educação
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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
contemple a todos, o que resulta na ampliação de políticas
públicas educacionais e de desenvolvimento, contribuindo
com a diminuição das desigualdades educacionais e sociais
verificadas em nosso país.
Percebe-se a importância do papel do Estado no sentido de
promover políticas públicas educacionais que acolham
jovens e adultos, como, por exemplo, a partir da modalidade
da educação de jovens e adultos (EJA). Perceba que, para
além das instituições e relações sociais, é preciso que todos
contribuam para uma cultura de que a educação e a
constante formação pessoal e profissional, mediante a
educação, seja alcançada e contemple estudantes de
diferentes faixas etárias. Analisando do ponto de vista das
interseccionalidades, pode-se perceber que essas reflexões
contribuem com o combate à discriminação etária e o
preconceito à idade.
A escola, a família e a sociedade têm, nesse sentido, um
papel primordial na promoção da educação, no acolhimento
e na valorização de diferentes faixas etárias, no sentido de
criar meios e oportunidades para dar continuidade aos
estudos, o que corrobora com a multiplicação (frutificação)
do conhecimento em larga escala.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Embora o preconceito etário e a discriminação por idade
costumem ser considerados como sinônimos, o fato é
que o primeiro remete essencialmente ao sistema de
atitudes, muitas vezes atribuídas por indivíduos e pela
sociedade a outros em função da idade, enquanto a
discriminação por idade descreve comportamentos que
favorecem pessoas de determinada idade (Goldani, 2010,
p. 428 apud Previtalli; Vieira, 2017, 191). 
Pode-se perceber nos estudos sobre o etarismo a maneira
com que estão presentes o preconceito etário e
discriminação por idade em nossa convivência social. É
preciso desnaturalizar essas práticas e perceber que a
educação é um direito de todos. Quando falamos das
relações intergeracionais nas famílias, Goldani chama a
atenção para o aumento da esperança de vida humana e “a
subsequente transferência de recursos materiais e
simbólicos entre avós, pais e filhos/netos, dos mais velhos
aos mais novos e dos mais novos aos mais velhos” (Goldani,
2010, p. 415 apud Previtalli; Vieira, 2017, p. 193).   
Com isso, percebe-se que as trocas entre gerações são
relevantes para as relações interpessoais e contribui com o
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
desenvolvimento de todas as pessoas. O senso comum,
muitas vezes, associa as pessoas idosas (mais velhas) a
valores negativos, o que se justifica em parte pela
valorização do jovem no mercado de trabalho e,
consequentemente, à desvalorização do idoso por ser
considerado menos produtivo, fora da idade do trabalho e
de menos consumidor. Isso se evidencia nas práticas
discriminatórias por idade observadas na sociedade.
Trata-se do preconceito supremo, da última
discriminação, da mais cruel rejeição e do terceiro maior
“-ismo”, após o racismo e o sexismo (Palmore, 2004).
Como o racismo, o preconceito etário depende da
estereotipagem. Sente-se o seu impacto destruidor em
três áreas principais: preconceito social, discriminação
nos locais de trabalho e tendenciosidade no sistema de
saúde (Butler, 1980 apud Previtalli; Vieira, 2017, p. 195). 
O preconceito etário está relacionado aos estereótipos
construídos do ponto de vista social, no mercado de trabalho
e no sistema de saúde. Os estudos relacionados ao etarismo
em educação e diversidade, nesse sentido, nos levam à
construção de um novo modelo de identidade do velho em
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
nossa sociedade. Isso pode culminar com a construção de
uma sociedade mais desenvolvida e inclusiva do ponto de
vista do etarismo.
Essa identidade vem sendo construída pelo idoso, não em
contraste com a do jovem, mas em contraste à identidade
estereotipada do velho. Assim, esse “novo” idoso procura se
desvincular de antigos estereótipos. A esperança é que uma
nova visão do idoso seja construída na educação, por meio
da revisão das imagens estereotipadas anteriores,
possibilitando um olhar sobre o idoso pautado na realidade
e em suas necessidades, não em preconceitos (Previtalli;
Vieira, 2017).
A nova visão sobre o idoso que os estudos sobre educação
intergeracional têm apontado trazem as possibilidades de
um sujeito que ainda é capaz e atuante na construção de sua
história pessoal, social e familiar. Essa postura permite a
elaboração de uma nova identidade, também atrelada à
constante busca pelo saber, pois, como vimos, da infância
até a velhice, sempre temos a possibilidade de aprender, de
conhecer algo novo.
Programas sociais de educação de adultos
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Como vimos, é preciso criar espaços de convivência e de
inclusão para todas as pessoas da sociedade, e isso nos leva
a priorizar a questão etária, de modo a refletir sobre o papel
da escola. A educação é compreendida, nesse sentido, como
um exercício de inclusão, de modo a proporcionar a inclusão
de pessoas nas diversas faixas etárias.
No âmbito do desenvolvimento social e político, entendemos
que o Estado tem um papel importante e necessário nesse
processo de educação de jovens e adultos, e por isso se deve
analisar o contexto histórico das políticas voltadas ao
etarismo no Brasil. Além disso, sabe-se que “os ‘benefícios’ e
pensões obtidos por meio das políticas públicas para o idoso
vão ter um forte impacto na vida econômica das famílias”
(Previtalli;Vieira, 2017, p. 193).
O Estado tem o dever de promover políticas públicas para a
educação de jovens e adultos em todos os níveis de ensino
da educação básica: alfabetização, ensino fundamental e
médio. Deve-se ofertar um currículo e metodologias de
ensino especial adaptado às condições dos estudantes que
estão nessa condição, e que muitas vezes pararam de
estudar por causa das necessidades do trabalho ou de
outras questões.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Figura 1 | Educação de jovens e adultos. Fonte: Wikimedia
Commons. 
Com isso, parte-se da perspectiva de que os educadores e a
escola, de modo geral, possam ter um olhar diferenciado
que contribua com o acolhimento de todos no espaço
escolar.  A educação de jovens e adultos (EJA) corresponde
aos programas sociais de educação de adultos e procura
oferecer oportunidades educacionais para jovens, adultos e
idosos retomarem seus estudos e concluir a etapa da
educação básica. Nesse sentido, deve-se proporcionar que a
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
EJA ofereça flexibilidade de horários e modalidades de
ensino, além da inclusão de temáticas relevantes para que o
jovem, adulto ou idoso se interessem pelo que está sendo
proposto a estudar.
O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem),
criado em 2005 pelo Governo Federal, é um programa do
governo brasileiro voltado à inclusão educacional, social e
profissional dos jovens entre 18 e 29 anos. O programa se
realiza por meio de parcerias entre prefeituras, governos
estaduais e instituições de ensino, tendo como objetivo
oferecer uma oportunidade de retomada dos estudos para
os jovens dessa faixa etária concluírem os estudos. A EJA tem
como características principais garantir a educação básica, a
qualificação profissional e as ações de cidadania.
A reprodução de uma sociedade mais inclusiva na questão
etária, de modo a incluir todas as pessoas,
independentemente da idade, perpassa questões
relacionadas à educação intergeracional. As políticas
públicas e os programas sociais governamentais previstos
para a EJA são essenciais na garantia e permanência da
educação, sendo compreendida como um direito de todas as
pessoas e contemplando todas as faixas etárias. No entanto,
ainda são muitos os desafios significativos que requerem
políticas públicas e esforços contínuos para sua melhoria.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Por isso, o Estado tem um papel fundamental no exercício
dessa demanda. Trata-se, portanto, de medidas de
conscientização social sobre a importância da continuidade
dos estudos. Sabe-se dos desafios importantes para que as
políticas públicas aloquem os estudantes formados na EJA no
mercado de trabalho. Por isso, é necessário continuar
lutando para a transformação de uma sociedade mais justa e
inclusiva.
Enfim, podemos perceber que a EJA desempenha um papel
fundamental na democratização do acesso à educação
básica para jovens e adultos, permitindo que pessoas dessa
faixa etária concluam seus estudos e possam,
posteriormente, buscar melhores oportunidades no
mercado de trabalho e na sociedade de modo geral. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Com o intuito de dar continuidade no desenvolvimento de
uma abordagem holística para a educação a partir de
categorias teóricas e analíticas sobre a diversidade, vimos
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
que questões relacionadas à educação intergeracional são
de suma importância nos estudos em educação e
diversidade. Para tanto, vamos retomar alguns dos
questionamentos iniciais: o etarismo é marcador social da
diferença? De que modo podemos acolher e valorizar
estudantes de diferentes faixas etárias? Qual o papel do
Estado e das políticas públicas na educação de jovens e
adultos? O que é a modalidade de ensino EJA?
Você viu que o etarismo é compreendido como um
marcador social da diferença, pois se baseia na
discriminação, estereótipos e preconceitos no que diz
respeito à idade, direcionados tanto a pessoas idosas quanto
a jovens, principalmente no contexto do mercado de
trabalho ou do atendimento em serviços públicos.  
Você estudou sobre a importância do acolhimento e da
valorização de estudantes de diferentes faixas etárias, para
que a educação possa contemplar a todos, em uma
abordagem relacionada à educação intergeracional. Isso
resulta, como você viu, na ampliação de políticas públicas
educacionais e de desenvolvimento, contribuindo com a
diminuição das desigualdades educacionais e sociais
historicamente verificadas em nosso país.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Além disso, você compreendeu a importância da escola, da
família e da sociedade na promoção da educação, no
acolhimento e na valorização de diferentes faixas etárias.
Isso pode contribuir com a criação de meios e oportunidades
para dar continuidade aos estudos, o que corrobora com a
multiplicação do conhecimento em larga escala. Exige-nos,
dessa forma, um olhar diferenciado que contribua com o
acolhimento de todos no espaço escolar, que deve ser
praticado pelos educadores e pela escola, de modo geral.
Você compreendeu a importância do papel do Estado no
sentido de promover políticas públicas educacionais que
acolham jovens e adultos, como por exemplo, a partir da
modalidade EJA. A educação de jovens e adultos consiste
numa categoria de ensino voltada ao público que não teve
acesso à educação formal ou não completou, ou abandonou,
por razões diversas, a escola na idade adequada. O Estado
tem o dever de promover políticas públicas para a educação
de jovens e adultos em todos os níveis de ensino da
educação básica: alfabetização, ensino fundamental e médio.
Para tanto, você acompanhou que deve ser proporcionada a
oferta de um currículo e metodologias de ensino especial,
adaptado às condições dos estudantes que estão nessa
condição e que muitas vezes pararam de estudar por conta
do trabalho ou outras questões.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Assim, são necessárias medidas de conscientização social
sobre a importância da continuidade dos estudos para todas
as faixas etárias. Por isso, as políticas públicas voltadas ao
atendimento educacional a diferentes faixas etárias devem
acompanhar essas mudanças.
A educação é um direito de todas as pessoas, contemplando
todas as faixas etárias.
 
 
Saiba mais
Saiba mais
Etarismo como marcador social da diferença
Para o aprofundamento dos estudos sobre o etarismo como
marcador social da diferença, recomendamos a leitura do
Capítulo 6: A ampliação do horizonte de vida do livro
Vivemos mais! vivemos bem?: por uma vida plena, de Mario
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/212527/epub/0?code=OWAj6NThn9svEbOd166xc/ZLEOTz1tre14kMaSoPEN5hMswQIqcD0/u0Bi1WWuRU9W0gZZUoNO8fI4GHl23MRg==
Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios. Sugerimos que
você leia também os demais capítulos da obra. O livro está
disponibilizado em nossa Biblioteca Virtual.  
Acolhimento e valorização de estudantes de diferentes faixas
etárias
Para aprofundar os seus estudos sobre o acolhimento e a
valorização de estudantes de diferentes faixas etárias,
recomendamos a leitura do Capítulo – Alfabetização de
jovens e adultos: uma abordagem do problema, do livro A
construção do letramento na educação de jovens e adultos,
de Marina Lúcia Pereira. O livro está disponibilizado em
Nossa Biblioteca Virtual.
Programas sociais de educação de adultos
Para aprofundar os seus estudos sobre os programas sociais
de educação de adultos, recomendamos a leitura do
Capítulo – A juvenilização na EJA: um exercício ético de
compreender a juventude que habita uma escola do EJA, de
Priscila de Andrade Oliveira Leal, que está no livro
Conhecimento e docência: caminhos cruzados na educação
de jovens e adultos, de Alessandra Nicodemos Oliveira Silva
(org.). 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/192385/epub/0?code=6k8jetErN4bF+DLQwMUW08pn2TVHC01rZgDYj4D8VFw/9sa5YUeT1g58gNzAiQ7LgcEXQFInf/AF9QAH+R2sFQ==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/192385/epub/0?code=6k8jetErN4bF+DLQwMUW08pn2TVHC01rZgDYj4D8VFw/9sa5YUeT1g58gNzAiQ7LgcEXQFInf/AF9QAH+R2sFQ==https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/206963/epub/0?code=ITWZWO3N35GguW8j+f/qCBwUhZzUVbWZ6SLjM8HIk0MS8wctjH6LAzqDIfKxwvawsHFZin46ZRGRITD2waERNQ==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/206963/epub/0?code=ITWZWO3N35GguW8j+f/qCBwUhZzUVbWZ6SLjM8HIk0MS8wctjH6LAzqDIfKxwvawsHFZin46ZRGRITD2waERNQ==
 
 
Referências
Referências
CORTELLA, M. S.; RIOS, A. A. Vivemos mais! vivemos
bem?: por uma vida plena. 2. ed. Campinas, SP: 7 Mares,
2023. 
OLIVEIRA, L. F. de; COSTA, R. C. R. da. Sociologia para jovens
do século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial
Novo Milênio, 2016.
PREVITALLI, I. M.; VIEIRA, H. E. S. Educação e diversidade.
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017.
PEREIRA, M. L. A construção do letramento na educação de
jovens e adultos. 1. ed. São Paulo: Autêntica, 2007. 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
SILVA, A. N. O. (org.). Conhecimento e docência: caminhos
cruzados na educação de jovens e adultos. 1. ed. Jundiaí, SP:
Paco e Littera, 2021. 
Aula 3
Uma Educação Contextualizada, Relevante E Significativa
Uma educação contextualizada, relevante e significativa
Uma educação
contextualizada, relevante e
significativa
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula sobre a educação para a diversidade, você vai se
debruçar nos estudos para uma educação contextualizada,
relevante e significativa. Dessa maneira, você vai refletir
sobre a diversidade regional e linguística e a importância de
se aprofundarem essas reflexões com todos os estudantes
das escolas. Você vai estudar nesta aula sobre educação do
campo e educação quilombola.
Diante disso, alguns questionamentos são necessários: qual
a importância da preservação da diversidade regional e
linguística? Por que se faz necessário trabalhar educação e
diversidade social e cultural brasileira a partir da região e da
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
língua das pessoas? O que é educação do campo? Como
podemos trabalhar a educação no campo? O que é educação
quilombola? Quais os desafios para a inclusão da diversidade
sociocultural em nosso país?
Perceba que essas são algumas de muitas das
problematizações pertinentes a uma educação
contextualizada, relevante e significativa. Isso nos leva a
buscar compreender a maneira como as populações do
campo e originárias se inserem na atual realidade
socioeconômica, que nos leva a pensar e trabalhar políticas
públicas educacionais de inclusão.
Você pode aprofundar os seus estudos a partir da leitura dos
livros e de outros materiais disponibilizados em nossa
Biblioteca. Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Como apresentado anteriormente, nesta aula que aborda
uma educação contextualizada, relevante e significativa, você
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
vai estudar primeiramente a diversidade regional e
linguística. Em seguida, você vai estudar a educação do
campo e, por fim, a educação quilombola. Perceba a
necessidade desses estudos para a promoção da diversidade
e da inclusão da população moradora do campo e em áreas
de preservação ambiental. 
Diversidade regional e linguística
Nesta aula, você vai estudar a diversidade regional e
linguística e a importância de sua valorização nas escolas de
todas as unidades federativas do país, sejam elas públicas ou
privadas, do campo ou da cidade. A diversidade sociocultural
e regional brasileira é fundamental no exercício de
compreensão da nossa identidade e isso deve ser trabalhado
com os estudantes de todas as séries e modalidades de
ensino.
Conhecer as culturas, as diferentes formas de vida, de
trabalho e de crença, entre outros elementos, é primordial e
muito contribui com o desenvolvimento de uma perspectiva
mais plural e diversificada. Portanto, os educadores devem
proporcionar o conhecimento das diferenças regionais, os
aspectos de sua comunicação e suas características, de
modo inclusivo e respeitoso em relação às diversidades do
povo brasileiro.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
A valorização da cultura local é fundamental para que as
identidades sociais e culturais sejam reforçadas em nosso
meio e convivência social, e a educação escolar tem esse
papel bastante importante no processo de conscientização
de todos, evitando-se, assim, formas discriminatórias e
preconceituosas relacionadas ao lugar onde as pessoas
moram.
Por isso a comunicação e as formas de diálogo acessível, e
que contemplam as especificidades da diversidade regional e
linguística, devem ser exploradas em sala de aula e na escola
como um todo. Trata-se, por exemplo, de trabalhar os
conhecimentos em literatura, ciência, arte, entre outros
campos do saber, de modo que esses conhecimentos sejam
atrelados às realidades regionais e culturais.
Isso ajuda bastante e aproxima ainda mais os estudantes
das formas diversas do conhecimento humano. Os
educadores e a escola podem abordar os temas de estudos
a partir do contexto e das condições da realidade em que as
pessoas se inserem.
A criticidade das ciências humanas e sociais, para que se
possa enxergar as contradições e os conflitos que permeiam
a vida das pessoas, é imprescindível no processo
educacional. Lembre-se da necessidade do constante
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
exercício de desnaturalização dos fenômenos sociais, e da
forma como eles se apresentam na realidade em que nos
inserimos.
O desenvolvimento de uma sociologia enraizada, de acordo
com a perspectiva do sociólogo José de Souza Martins, é
muito importante e se faz necessária nesse processo, ou
seja, um tipo de conhecimento que esteja voltado ao
contexto do lugar em que as pessoas se inserem e suas
características. Esses estudos apontam para a importância
das análises da vida social e rural brasileira a partir do
cotidiano, da maneira com que as relações sociais e de
produção são realizadas.
Como se pode perceber, um modelo de educação centrado
na contextualização e na relevância leva-nos a refletir sobre
as condições existenciais de vida da população moradora no
campo. Esse é o exercício imprescindível que deve
acompanhar a disciplina de educação e diversidade, que
busca compreender as condições plurais com que nos
constituímos enquanto povo brasileiro. 
 
 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
 
 
 
Siga em Frente...
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Educação do campo
A educação do campo corresponde a uma modalidade de
estudos adaptada às especificidades e características da
população do campo. Sabemos que são muitos os desafios a
serem enfrentados pelas populações moradoras dessas
regiões, e a necessidade de implementação de políticas
educacionais que contribuam e fomentem a inclusão
responsiva e contextualizada da população moradora do
campo.
Perceba a importância de trabalhar em todos os
componentes curriculares os cotidianos da vida rural junto
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
aos estudantes. Sabe-se da importância e da contribuição da
vida rural brasileira, para que se compreenda a cultura local,
a agricultura e as relações com a natureza e as práticas de
sustentabilidade. A cultura do campo tem as suas
especificidades em relação aos modos de vida, por isso, as
práticas culturais devem ser preservadas e valorizadas no
processo educacional.
As vivências e práticas de atividades no campo
correspondem à efetivação de metodologias ativas. Nesse
sentido, é importante trabalhar de forma prática a educação
do campo. A título de exemplo, gostaria de compartilhar a
atividade interdisciplinar de ciências, desenvolvida por uma
professora de uma escola do campo. Ela trabalhou com os
seus alunos do ensino fundamental II a semeadura, o plantio
e a germinação de crotalárea juncea em um canteiro no
quintal da escola. Essa prática de iniciação científica teve o
intuito de atrair libélulas, animais predadores naturais do
mosquito da dengue, sendo, portanto, umainteressante
ação de saúde pública realizada pela escola. Perceba que as
metodologias ativas correspondem às práticas
experimentais que podem se realizar no próprio campo. A
realização da vida é o próprio cotidiano do campo em si.
A vida no campo tem as suas especificidades, que podem ser
mais bem aproveitadas nas escolas que ofertam essa
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
modalidade educacional. A permanência dos estudantes nas
escolas do campo deve ser incentivada e respeitada por
todos e garantida pelo Estado. A formação da sociedade
brasileira e as determinações históricas que se
desenvolveram a partir das relações de classe, desde os
tempos do Brasil colonial, caracterizadas por uma relação de
exploração, deve ser contemplada no processo educacional.
É preciso problematizar essas questões a partir da crescente
concentração de riquezas pelas classes dominantes,
consequência dessas determinações históricas.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Figura 1 | O Lavrador de Café, Cândido Portinari (1934).
Fonte: Wikimedia Commons. 
A questão de terras e sua distribuição desigual mostram as
dificuldades de se estabelecerem condições sociais e
econômicas de igualdade em nosso país, especialmente para
a população do campo. Por isso, se faz necessária a
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
preservação de direitos e garantias aos povos originários, as
populações do campo, quilombolas, ribeirinhas, assentadas,
entre outras.
A educação no campo, portanto, demonstra mais uma faceta
das formas da diversidade educacional refletida pela
diversidade sociocultural com que nos constituímos
enquanto povo brasileiro, uma riqueza social.
Diante das contradições da realidade social que reproduzem
formas de desigualdades econômicas e que afetam
frontalmente as condições dos trabalhadores do campo, os
movimentos sociais são importantes nesse processo. No
campo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
(MTST) é resultado da organização dos trabalhadores do
campo em defesa da reforma agrária e por melhores
condições de vida.
O surgimento do MST é consequência de uma estrutura
agrária concentradora de terra que perpassa cinco
séculos da chegada dos portugueses, desde quando
perceberam que estavam em uma terra sem cercas e
imaginaram que tudo estivesse a seu dispor. A
concentração de terra no Brasil e a manutenção do
latifúndio começam aí, e a terra vai ficar na mão da
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
grande burguesia agrária. Esta concentração da terra no
Brasil se dá inicialmente através das capitanias
hereditárias, em seguida pelo roubo das terras indígenas
pelos brancos e consolidando através das sesmarias, em
seguida pelo roubo das terras indígenas pelos brancos e
se consolidando através das sesmarias com o ciclo da
cana e do café, que mesmo em épocas diferentes [...]
(Stival, 2022, [s. p.]).
Mesmo em épocas diferentes, o ciclo da cana e do café
tinham as mesmas características, no âmbito de uma
estrutura de poder e de divisão do trabalho. Posteriormente,
com a Lei de Terras, em 1850, diante do declínio do
escravismo, surge um “novo” modelo agrário exportador
estabelecendo o modelo de desenvolvimento do capital no
Brasil. Esse modelo se assemelha ao que Marx denominou
modelo de colonização sistemática.
O êxodo rural que ocorreu em nosso país nas décadas de
1960 e 1970 demonstrou as consequências das
desigualdades do campo, evidenciando a concentração de
poder econômico e político das classes dominantes. E o
Brasil chegou assim ao século XXI e aos dias de hoje, com
uma estrutura fundiária concentrada, caracterizada pela
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
coexistência de latifúndios e minifúndios, como aponta o
Censo Agropecuário do IBGE de 2017 (Stival, 2022).
Os movimentos sociais contribuem na pressão do Estado
para desenvolver políticas públicas voltadas ao atendimento
da população do campo. A garantia de recursos pelo Estado
para a manutenção da educação do campo é importante
para que se possa promover a educação, a inclusão e o
acesso ao conhecimento. O acesso à educação é para todos,
por isso a necessidade de se ampliarem as políticas públicas
educacionais para a população do campo.
Além disso, cabe ao Estado e aos Conselhos municipais
definirem políticas importantes para o desenvolvimento e a
distribuição de renda, em que a articulação com outros
programas e o incentivo à população do campo sejam meios
importantes de desenvolvimento social e econômico. O
Programa de Agricultura Familiar, por exemplo, é um
programa de apoio destinado à população do campo, que
traz renda e melhores condições de vida para a população. 
Educação quilombola
Sabe-se que são muitos os desafios para o incentivo e
inclusão da diversidade sociocultural em nosso país por
meio da educação, para que se ampliem as condições de
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
desenvolvimento social e econômico para a população
pertencente às comunidades quilombolas, resistentes e
remanescentes históricos da formação do Brasil.
Enquanto durou a escravidão no Brasil, os escravizados
nunca deixaram de resistir à privação da liberdade e à
violência. Entre as formas de resistência coletiva mais
organizadas e bem-sucedidas, estão a formação de
quilombos ou mocambos. Os quilombos eram
agrupamentos de escravizados que fugiam da dominação
colonial e seus membros eram chamados quilombolas.
Para as autoridades, os quilombos representavam uma
afronta e um mau exemplo. Por isso, deveriam ser
encontrados e destruídos, e seus líderes executados.
Entre todos os que existiram, o mais famoso foi Quilombo
dos Palmares, que chegou a ter uma população
aproximada de 30 mil pessoas e teve como um dos
líderes, Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra
(Dutra, 2022, [s. p.]). 
A partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, o
termo quilombo passou por um processo de ressignificação,
isto é, se antes era visto como estigma relacionado à herança
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
do cativeiro, aos escravizados e aos grupos de cativos
fugidos, o termo foi ressignificado positivamente no âmbito
das políticas públicas de ação afirmativa destinadas aos
afrodescendentes no Brasil e relacionadas ao campo da luta
política para garantir a permanência e a conquista do direito
étnico sobre a terra (Oliveira apud Dutra, 2022).
A educação quilombola é fundamental para que memórias
das pessoas descendentes de negros e indígenas
escravizados, que resistiram, fugiram (e se constituíram nos
quilombos) no contexto da colonização, lutando por direitos
fundamentais do ser humano, como o da liberdade, sejam
preservadas. É preciso que haja a valorização das histórias
dos povos quilombolas, e que não haja o apagamento das
memórias coletivas.
As diversas técnicas de manufaturas como as cestarias, as
artes, as pinturas corporais, também expressam a cultura
indígena e afro-brasileira. As reservas indígenas e os
territórios quilombolas têm suas composições
arquitetônicas próprias e possuem lugares que são
sagrados na cosmovisão do grupo. Da mesma forma os
índios e afro-brasileiros urbanos possuem, na cidade,
seus jeitos de ser que exprimem a vivência e identidades
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
dessas populações nos seus meios (Previtalli; Vieira, 2017,
p. 110). 
As artes, diversas técnicas e outros saberes importantes
devem estar previstos na educação quilombola. É preciso
respeitar e reconhecer a sua história, a cultura e as tradições
das comunidades como uma forma de conhecimento
importante e construtor da identidade brasileira. Os
conhecimentos tradicionais das comunidades quilombolas
devem ser reconhecidos e repassados a outras formas de
saberes, o que contribui por reforçar a identidade positiva. 
Enfim, perceba a importância de compreender as relações
entre educação e diversidade em uma abordagem
contextualizada, relevante e significativa para a população
do campo e da comunidade quilombola. Apesar de serem
muitos os desafios para a continuidade no avanço das
demandas da população quilombola, épreciso desenvolver
um olhar que inclua e acolha o outro, suas condições e a
todas as formas de vida social.
 
 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Em nossos resultados de aprendizagem, buscamos
desenvolver uma abordagem holística para a educação a
partir de categorias teóricas e analíticas sobre a diversidade.
As questões relacionadas à educação para a diversidade
exigem uma educação contextualizada, relevante e
significativa. Isso tudo faz parte dos estudos em educação e
diversidade. 
Agora, vamos retormar os questionamentos apresentados
no início da aula: qual a importância da preservação da
diversidade regional e linguística? Por que se faz necessário
trabalhar educação e diversidade social e cultural brasileira a
partir da região e da língua das pessoas? O que é educação
do campo? Como podemos trabalhar a educação no campo?
O que é educação quilombola? Que comentários podemos
fazer a respeito dos desafios para a inclusão da diversidade
sociocultural em nosso país? 
Vimos que os educadores devem proporcionar o
conhecimento das diferenças regionais, dos aspectos de sua
comunicação e suas características, fazendo esse trabalho de
modo inclusivo e respeitoso em relação às diversidades do
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
povo brasileiro. Conhecer a diversidade cultural, as
diferentes formas de vida, de trabalho e de crença, entre
outros, contribui com o desenvolvimento de uma
perspectiva mais plural e diversificada. 
Você percebeu a necessidade de valorizar a cultura local,
fundamental para que as identidades sociais e culturais
sejam reforçadas em nosso meio e convivência social. Nesse
sentido, você compreendeu que a educação escolar tem
esse papel bastante importante no processo de
conscientização de todos. A comunicação e as formas de
diálogo acessível, contemplando as especificidades da
diversidade regional e linguística, devem ser bem exploradas
em sala de aula e na escola. Esses conhecimentos devem ser
trabalhados relacionados às realidades regionais e culturais,
sendo que o objeto de estudos toma como ponto de partida
conhecimentos atrelados às especificidades locais,
valorizando a diversidade social e cultural da população
brasileira. Você compreendeu a importância das análises da
vida social e rural brasileira a partir do cotidiano das
pessoas, da maneira como as relações sociais e de produção
são realizadas no dia a dia. 
Como aprendemos, a educação do campo corresponde a
uma modalidade de estudos adaptada às especificidades e
características da população rural. Em muitas situações
cotidianas da escola, a educação do campo pode ser
trabalhada de maneira prática, de modo que experiências e
atividades diversas sejam aplicadas no dia a dia do processo
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
de ensino-aprendizagem. Esta modalidade de estudos tem
as suas especificidades em relação aos modos de vida e
demonstra mais uma faceta das formas da diversidade
educacional, que é refletida pela diversidade sociocultural
com que nos constituímos enquanto povo brasileiro. 
Você estudou sobre a educação quilombola e viu que é
fundamental que as memórias das pessoas descendentes de
negros e indígenas escravizados sejam preservadas. A
educação quilombola busca compreender as singularidades
do contexto da população brasileira remanescente das
comunidades dos quilombos, destacando as especificidades
de seus conhecimentos. Nesse sentido, você percebeu a
necessidade de valorizar as histórias dos povos quilombolas
e de não apagar as memórias coletivas. Também notou que
são muitos os desafios para a valorização da educação
quilombola em todas as regiões do país, de modo a destacar
e a reconhecer a nossa diversidade social e cultural, a partir
de uma perspectiva local. 
Enfim, você pôde perceber a importância das vivências
práticas e atividades na educação do campo e quilombola,
como a efetivação de metodologias ativas, usando suas
especificidades para melhorar o aprendizado e o
desenvolvimento intelectual dentro do contexto social e
comunitário do aluno. 
Saiba mais
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Saiba mais
Diversidade regional e linguística
Para aprofundar os seus estudos sobre a diversidade
regional e linguística e a educação do campo,
recomendamos a leitura do Capítulo – Formação de
professores para a educação do campo: projetos sociais em
disputa, do livro Educação do campo: desafios para a
formação de professores, de Maria Isabel Antunes Rocha e
Aracy Alves Martins. Se possível, leia os demais capítulos
desse livro também. Você pode acessá-lo na Biblioteca
Virtual. 
Educação do campo
Para o aprofundamento dos estudos sobre a educação do
campo e o MST, recomendamos a leitura do Capítulo 1 – A
história da luta pela terra, uma tradição dos movimentos
sociais, do livro A educação do campo e o MST: trabalho e
práticas sociais com assentados da reforma agrária, de David
Stival. Você encontra esse livro em nossa Biblioteca Virtual. 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/192517/epub/0?code=Y3sjQPC6G9DyC5bL0gmQGXpUB+4AY1A01EPo6D5MtS2rgMpKXHkENAAwLW+I1DzIbyK8AiwbLqhbWrAKf6XyTA==
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Educação quilombola
Para o aprofundamento dos estudos sobre a educação
quilombola, recomendamos a leitura do Capítulo – O olhar
do Estado sobre as comunidades quilombolas: reconhecer
ou integrar?, do livro Comunidades quilombolas: as lutas por
reconhecimento de direitos na esfera pública brasileira, de
Simone Ritta dos Santos. Você encontra esse livro na
Biblioteca Virtual.
 
 
Referências
Referências
DUTRA, T. B. Em busca de autonomia: quilombolas e políticas
públicas. 1. ed. Jundiaí, SP: Paco e Littera, 2022. E-book.
OLIVEIRA, L. F. de; COSTA, R. C. R. da. Sociologia para jovens
do século XXI: manual do professor. Rio de Janeiro: Imperial
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/52827/epub/0?code=nZ++LK2CdzgSKsiQnk6wrR/qIMKH14moIdJcPjiHQxAQu+WR6PhyAER6WoWcEa68ibZtJvPsXV+230fVHzZXYQ==
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Novo Milênio, 2016.
PREVITALLI, I. M.; VIEIRA, H. E. S. Educação e diversidade.
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017.
ROCHA, M. I. A.; MARTINS, A. A. Educação do campo: desafios
para a formação de professores. 1. ed. São Paulo: Autêntica,
2013. 
SANTOS, S. R. dos. Comunidades quilombolas: as lutas por
reconhecimento de direitos na esfera pública brasileira. 1.
ed. Porto Alegre: ediPUCRS, 2014. 
STIVAL, D. A educação do campo e o MST: trabalho e práticas
sociais com assentados da reforma agrária. 1. ed. São Paulo:
Vozes, 2022. E-book.
Aula 4
Práticas Educativas e Diversidade
Práticas educativas e diversidade
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Práticas educativas e
diversidade
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Esta aula é uma espécie de culminância de tudo o que se viu
sobre a diversidade sociocultural e a identidade populacional
brasileira, com todas as suas características, formas,
especificidades, e que deve ser contemplada na educação e
nos processos de ensino.
Falar em educação e diversidade é falar em educar para a
diversidade. Com isso, vamos finalizar esta trajetória
comentando sobre as práticas educativas e adiversidade. No
entanto, como você já deve ter se acostumado, vamos
propor alguns questionamentos e outras referências para a
continuidade e o aprofundamento dos estudos e reflexões
(Saiba Mais). Para pensar nas práticas educativas e
diversidade, deve-se refletir sobre um modelo de educação
centrada no amor e na empatia. Além disso, cabe uma
reflexão sobre a revisão e a correção de narrativas
dominantes em nossa comunicação e, por fim, pensar sobre
as possibilidades de um currículo inclusivo, responsivo e com
epistemologias plurais.
Reflita: de que modo é possível proporcionar uma educação
centrada no amor e na empatia? Quais narrativas
dominantes estão presentes nas escolas e nas relações
sociais? Por que a revisão e a correção de narrativas
dominantes, especialmente nas escolas, são necessárias? De
que modo é possível desenvolver nas escolas um currículo
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
inclusivo, responsivo e com epistemologias plurais? Qual a
importância disso?
Essas são algumas de muitas das problematizações
relacionadas às práticas educativas e à diversidade, o que
leva à constante necessidade de aprofundamento de
estudos e de conhecimento de outras reflexões na
perspectiva de outros pensadores sobre o tema da educação
e diversidade. Certamente, você deve estar lendo e
assistindo as referências que estamos indicando ao longo da
disciplina de educação e diversidade, entre outras, e deve ter
anotado uma série de referências bibliográficas para ler
posteriormente. Esperamos que você tenha bons estudos e
que os conhecimentos nos tornem pessoas melhores para
viver em sociedade. Desejamos felicidades e sucesso em sua
trajetória na vida. 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
 
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
A aula de práticas educativas e diversidade aborda
conhecimentos e temas importantes para pensar e realizar
um exercício de autoconhecimento sobre os valores
socioemocionais e afetivos. Como anunciado, vamos
começar essas reflexões sobre a educação centrada no amor
e na empatia. Em seguida, você vai compreender a
necessidade da revisão e correção de narrativas dominantes
presentes em nossa convivência em sociedade. Por fim, você
vai estudar uma proposta de currículo inclusivo, responsivo
que contempla as epistemologias plurais. 
A educação centrada no amor e na empatia
Falar em educar para a diversidade e suas práticas diversas,
inclusivas e democráticas é falar em educação centrada no
amor e na empatia. Nessas questões, parte-se da premissa
de que a educação se volta para o outro e, como sabemos,
suas identidades são também construídas a partir das
relações sociais. Educar é se envolver com o outro, no
âmbito de uma relação entre educador e estudante, ou seja,
é se envolver do ponto de vista de assumir um compromisso
voltado à educação e formação para o conhecimento.
No mundo existem e existiram muitas pessoas dedicadas a
um modelo de educação centrado no amor e na empatia.
Pode-se dizer que, ao longo de toda a disciplina, você se
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
deparou com muitos deles: Karl Marx, Simone de Beauvoir,
Florestan Fernandes, Paulo Freire, Pierre Bourdieu, entre
diversos outros autores e pensadores preocupados com a
educação e a mudança social.
Bell Hooks, pseudônimo de Gloria Jean Watkins, foi uma
professora, escritora e ativista norte-americana bastante
influente na participação pública em debates envolvendo as
questões relativas às pautas das mulheres e das
interseccionalidades de identidades. Defendia a educação
como ferramenta de transformação, para a compreensão e
igualdade do ponto de vista das relações étnico-raciais e a
desconstrução da cultura do patriarcado. Preocupava-se
com o diálogo e o empoderamento das mulheres, que
poderia ser realizado mediante o diálogo e através da
educação. 
Perceba o quanto a atribuição de sentido e significado nas
práticas educativas é importante para o trabalho do
educador. As questões e contradições, e qualquer forma de
desigualdade e de injustiça que estão presentes em nossa
realidade social, devem ser problematizadas nos diálogos
nas salas de aula, na escola, na comunidade e em qualquer
outra possibilidade em que se realizam as relações sociais.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Compreender (e valorizar) a diversidade sociocultural com
que nos constituímos historicamente a partir das relações
sociais aqui estabelecidas é uma premissa essencial para o
desempenho do trabalho docente. A educação, nesse
sentido, é uma prática de transformação de pessoas que,
munidas de conhecimento, podem mudar o mundo,
segundo Paulo Freire, no sentido de mudar para melhor.
A imaginação sociológica, que você conheceu em aulas
anteriores, pode ser um interessante exercício para os
estudos em educação e diversidade, para a desnaturalização
de todos os aspectos que constituem as relações sociais. Isso
deve ser aprofundado às voltas de um modelo de educação
para a diversidade e requer o comprometimento, a empatia
e a solidariedade social dos educadores e de todos os atores
sociais envolvidos no cotidiano das práticas educacionais.   
Quando se pensa a educação como condição de
possibilidade de constituição crítica dos sujeitos, parece
se estabelecer um clássico paradoxo entre os objetivos da
educação e a liberdade subjetiva. O fato é que não se
trata de buscar a extinção desse paradoxo, pois o objetivo
é estabelecer a educação como condição de possibilidade
de desenvolvimento subjetivo. Ou seja, a educação
poderá ter como horizonte os parâmetros para viabilizar
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
a formação subjetiva sob uma perspectiva múltipla e
diversa, que lhe permita maior autonomia. Para fazê-lo é
preciso problematizar as possibilidades de constituição
subjetiva, como fenômeno dinâmico, concatenando os
objetivos da educação com o desenvolvimento subjetivo
(Erthal et. al., 2019, p. 110).  
A educação, nesse sentido, é entendida como o
estabelecimento de condições para a possibilidade do
desenvolvimento subjetivo, sob uma perspectiva múltipla e
diversa, que lhe permita maior autonomia. Dito isso e
reconhecendo a importância da educação, passemos a
pensar no processo educacional e o seu desenvolvimento.
Lembrando que devemos sempre trabalhar a educação na
perspectiva da diversidade, da inclusão e da integração.
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
Figura 1 | Há sempre esperança – Girl with ballon, Banksy
Girl and Heart Baloon. Fonte: Wikimedia Commons.
Amor e empatia, nesse sentido, devem ser o “carro chefe” de
uma prática educativa voltada à diversidade sociocultural em
que nos inserimos. Isso leva a uma educação mais
humanizada, contextualizada e abrangente, além de
orientada para o atendimento das diferenças e
interseccionalidades múltiplas de nossa sociedade. 
A escola, portanto, na perspectiva da educação para a
diversidade e acompanhada de amor e de empatia, deve
proporcionar ambientes mais inclusivos, sensíveis e
responsivos às necessidades diversas de todos os
estudantes, buscando abranger a comunidade escolar e a
sociedade como um todo. O acolhimento, a escuta e
Disciplina
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE
quaisquer formas de entendimento mais humanizado do
outro, é importante no exercício cotidiano da escola. Você
deve se lembrar da importância de articular a família no
processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.
O conjunto dessas práticas proporciona o aprimoramento
social e emocional (inteligência socioemocional). Certamente,
essas ações contribuem no combate às discriminações e às
formas de intolerância, levando a uma sociedade mais justa
e igualitária. No entanto, para que isso seja possível, é
necessário revisar e corrigir narrativas dominantes postas
historicamente em nossa sociedade a partir das relações de
poder.
Revisão e correção de narrativas dominantes
Como se pôde perceber até aqui, o constante exercício do
pensamento crítico e as possibilidades da imaginação
sociológica contribuem para um pensar sobre todas as
estruturas e características com que está organizada a
estrutura da educação

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