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Titulo: Ventilação não invasiva (VNI) para a evitar a Reintubação orotraqueal Data Elaboração: 17/03/2026 Data da Revisão: Numero da Revisão: Responsável pelo gerenciamento e/ou execução do processo e setor envolvido: Cargos Envolvidos Setor Envolvido Fisioterapeutas U.T.I. Adulto Enfermeiro (a) Pronto Socorro Técnico de Enfermagem Enfermarias Médico Conceito: A retirada do suporte ventilatório invasivo impõe alterações fisiológicas imediatas que podem sobrecarregar o sistema respiratório fragilizado pela a doença critica. Durante a ventilação mecânica, a pressão positiva continua mantem os alvéolos recrutados e reduz a pré carga e a pós carga cardíacas. No momento da extubação a perda súbita desta pressão e o reestabelecimento da pressão negativa intratorácica durante a inspiração espontânea aumenta a demanda de oxigênio pelo miocárdio. Em pacientes com reserva cardiovascular limitada pode levar ao edema pulmonar agudo. Do ponto respiratório pode levar a redução da capacidade funcional devido ao colapso de pequenos alvéolos e ao acumulo de secreções das vias aéreas superiores. A VNI mitiga esses efeitos ao fornecer uma pressão positiva final que mantem o recrutamento alveolar e melhora a complacência pulmonar, reduzindo o esforço necessário para cada incursão respiratório. Objetivo: Padronizar a utilização da ventilação não invasiva (VNI ) em pacientes após extubação com alto risco de falhas visando reduzir a incidência de reintubação , melhorar a ventilação alveolar , diminuir trabalho respiratório , reduzir tempo de internação em UTI e padronizar condutas da equipe multiprofissional. A Literatura técnica e as novas diretrizes da AMIB/SBPT 2024 indicam a VNI preventiva que e aquela iniciada imediatamente após a extubação programada em pacientes que não apresenta sinais de desconforto , mas que possuem alto risco de falha .o Objetivo e antecipar a fadiga e evitar a insuficiência respiratória, esta abordagem tem se mostrado os melhores resultados na redução da reintubação e mortalidade. Material Necessário: 1. Fonte de oxigênio; 2. Aparelho de CPAP, BIPAP ou Ventilador Mecânico; 3. Circuito contendo: uma traquéia; 4. Intermediário de O2 (conector) se BIPAP portátil; 6. Fluxômetro; 7. Máscara facial de VNI conforme o aparelho utilizado: Aparelho portátil (utilizar máscara com escape de ar), Ventilador mecânico (máscara sem escape de ar); 8. Cabresto para fixação; 9. Paramentação conforme exigência do isolamento (EPIs); 10. Placa de hidrocolóide (para proteger onde necessário evitando lesões); Passos Críticos: Responsável Descrição da Atividade Médico /Fisioterapeuta Critérios para definição dos pacientes com alto risco de falha de extubação: Idade maior que 65 anos; hipercapnia com PCO² maior que 45mmHg; patologias como DPOC ou patologia respiratória crônica; insuficiência cardíaca estável ; obesidade com IMC acima de 35; falha previa do TRE e ventilação mecânica prolongada e de difícil desmame., Fisioterapeutas Escolha da interface: selecionar a mascara conforme a anatomia facial ; priorizar orofacial ou facial total para evitar vazamentos Fisioterapeuta/ Medico Titulação de parâmetros: modalidade incrementar Ipap e Epap visando um volume corrente entre 6 a 8 ml/Kg; FR2024 Terceiro Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica ANVISA. Protocolo de prevenção de PAV e controle de LPP Anexo1 ANEXO 2 A pontuação HACOR é calculada pela soma dos pontos selecionados: Variável Pontos Frequência cardíaca , batimentos/minuto ≤120 0 ≥121 1 Uma cidose (pH) ≥7,35 0 7h30–7h34 2 7,25–7,29 3 5 Alto LITERATURA REFERÊNCIA ORIGINAL/PRIMÁRIA Duan J, Han X, Bai L, Zhou L, Huang S. Avaliação da frequência cardíaca, acidose, nível de consciência, oxigenação e frequência respiratória para prever falha na ventilação não invasiva em pacientes hipoxêmicos. Intensive Care Med. 2017;43(2):192-199. Histórico das Alterações Revisão Item Natureza das Alterações image4.png image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg