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A “questão da terra” e a formação da sociedade nacional
Ligia Osório Silva
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400 anos de história a lei de terra (1850) é considerada a transição da forma de apropriação territorial da sociedade colonial para a moderna propriedade territorial.
Sesmaria: área de terra concedida a súditos portugueses.
As concessões de sesmarias eram feitas, devendo os sesmeiros cumprir determinadas obrigações; entre elas a de comprometer-se a cultivar a terra.
Transição
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Era um sistema que estimulava a grande propriedade produzindo para exportação com base no trabalho escravo.
Ex: Cana de Açucar
O sistema de sesmaria foi abolido em 1822.
Resolução 76
Grande propriedades
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Manda suspender a concessão de sesmarias futuras até a convocação da Assembléia Geral Constituinte.
Foi ouvida a Mesa do Desembargo do Paço sobre o requerimento em que Manoel José dos Reis pede ser conservado na posse das terras em que vive há mais de 20 anos com a sua numerosa família de filhos e netos, não sendo jamais as ditas terras compreendidas na medição de algumas sesmarias que se tenha concedido posteriormente.
Responde o Procurador da Coroa e Fazenda: Não é competente este meio.
Deve portanto instaurar o suplicante novo requerimento pedindo por sesmaria as terras de que trata, e de que se acha de posse; e assim se deve consultar.
Parece à Mesa o mesmo que ao Desembargador Procurador da Coroa e Fazenda, com que se conforma. Mas V. ª Real Resolverá o que houver por bem.
Rio de Janeiro, 8 de julho de 1822.
RESOLUÇÃO Nº 76 – REINO – DE CONSULTA DA MESA DO DESEMBARGO DO PAÇO DE 17 DE JULHO DE 1822
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Resolução 
Fique o suplicante na posse das terras que tem cultivado e suspenderam-se todas as sesmarias futuras até a convocação da Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa.
Paço, 17 de julho de 1822.
Com o rubrica de S.ª Real o Príncipe Regente.
José Bonifácio de Andrada e Silva.
Resolução

Já vinha sendo utilizada durante a Colônia e tolerada pelas autoridades. 
Era mais adaptada à agricultura móvel, predatória e rudimentar que se praticava. 
Aos poucos tornou-se a forma principal de apropriação territorial.
Posse
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Liberou o senhoriato rural do peso da burocracia lusitana.
Tendo participado ativamente da independência, o senhoriato foi responsável pela manutenção da base produtiva apoiada no trabalho escravo e na disponibilidade de terras.
Os escravos estavam excluídos do processo.
A agricultura rudimentar esgotava o solo tornando necessária a incorporação contínua de terras.
Independência

Estava relacionada a dois fatores:
Deveria representar um papel fundamental no processo de transição do trabalho escravo para o trabalho livre, aberto com a cessação do tráfico e, 
Ao mesmo tempo, dar ao Estado imperial o controle sobre as terras devolutas que desde o fim do regime de concessão de sesmarias vinham passando de forma livre e desordenada ao patrimônio particular.
Lei 1850

A questão era demarcar tais terras devolutas.
Demarcar e vender as terras devolutas e financiar a imigração de trabalhadores era, em síntese, a proposta implementada pela lei de 1850.
Para que o esquema funcionasse, era necessário o fim do apossamento.
Imigração

A recusa dos posseiros em demarcar suas terras e legalizar seus títulos impediu a implementação do projeto imperial de colonização com a pequena propriedade.
A questão da mão-de-obra foi resolvida sem a demarcação das terras devolutas.
Recusa

Nos últimos anos do império impôs-se, nessa matéria, o ponto de vista dos cafeicultores de São Paulo, no sentido da constituição de um amplo contingente de trabalhadores livres, por meio da imigração subsidiada. A regularização da propriedade rural permaneceu em suspenso.
Subsídios

Art. 18. O Governo fica autorizado a mandar vir annualmente á custa do Thesouro certo numero de colonos livres para serem empregados, pelo tempo que for marcado, em estabelecimentos agricolas, ou nos trabalhos dirigidos pela Administração publica, ou na formação de colonias nos logares em que estas mais convierem; tomando anticipadamente as medidas necessarias para que taes colonos achem emprego logo que desembarcarem.
Lei de Terras

Art. 19. O producto dos direitos de Chancellaria e da venda das terras, de que tratam os arts. 11 e 14 será exclusivamente applicado: 1°, á ulterior medição das terras devolutas e 2°, a importação de colonos livres, conforme o artigo precedente. (Venda de terra em hasta pública)
Art. 20. Emquanto o referido producto não for sufficiente para as despezas a que é destinado, o Governo exigirá annualmento os creditos necessarios para as mesmas despezas, ás quaes applicará desde já as sobras que existirem dos creditos anteriormente dados a favor da colonisação, e mais a somma de 200$000.
Lei de Terras

Art. 21. Fica o Governo autorizado a estabelecer, com o necessario Regulamento, uma Repartição especial que se denominará - Repartição Geral das Terras Publicas - e será encarregada de dirigir a medição, divisão, e descripção das terras devolutas, e sua conservação, de fiscalisar a venda e distribuição dellas, e de promover a colonisação nacional e estrangeira.
Lei de Terras

Em 1850, o filósofo alemão Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau obteve do Governo Provincial uma área de terras de duas léguas para estabelecer uma colônia agrícola, com imigrantes europeus.
No princípio, a Colônia era de propriedade do fundador, Dr. Blumenau. Em 1860 o Governo Imperial encampou o empreendimento e Dr. Blumenau foi mantido na direção até a elevação da colônia à categoria de município, em 1880.
Exemplo do investimento estatal

Federalismo
Art 64 - Pertencem aos Estados as minas e terras devolutas situadas nos seus respectivos territórios, cabendo à União somente a porção do território que for indispensável para a defesa das fronteiras, fortificações, construções militares e estradas de ferro federais.
1891

Estados decidiriam as questões terra e mão-de-obra. Data de validade das posses foi prorrogada e alteraram os prazos para revalidações de posses e sesmarias.
Apoio da Assembleia constituinte.
Adequação ao controle das oligarquias sobre o processo de passagem das terras devolutas para o domínio privado e de regularização da situação da propriedade territorial.
1891

A benevolência com a posse não significou democratização da terra.
O processo de passagem das terras devolutas para o domínio privado esteve especialmente vinculado a um fenômeno típico da Primeira República, o coronelismo.
Posse 

Controlando a vida municipal por meios que iam do paternalismo à violência, os coronéis, “fieis” as oligarquias que dominavam a política estadual, representavam um papel central no modo pelo qual as terras devolutas se incorporaram ao patrimônio privado.
Coronelismo

Nesse período, o campo foi palco de diversas formas de violência que estiveram, de um modo ou de outro, vinculada a questão da terra.
A violência exerceu-se fundamentalmente contra a população pobre do campo, os pequenos posseiros, agregados, ex-escravos e índios. 
Violência

Destino particularmente trágico tiveram as populações indígenas, das regiões próximas dos polos de desenvolvimento.
A Constituição de 1891 não garantiu aos índios a posse de seus territórios e a cobiça por suas terras motivou o extermínio de tribos inteiras.
Indígenas


O importante para adquirir a terra era se manter por longo tempo sobre as terras que pretendia legalizar.
Manter-se nelas não significava necessariamente cultivá-las, mas impedir que outros viessem a se instalar nela e/ou evitar ser expulso das terras pelas autoridades municipais ou estaduais zelosas pelo patrimônio público e escandalosamente parciais.
Metódos?
Posseiros

Para manterem-se nas terras, os fazendeiros-posseiros, contavam com recursos próprios (jagunços armados) e procuravam estar bem relacionados com as autoridades do estado.
Essa condição estava bem expressa no comportamento característico dos coronéis, que era ficar próximo do governo ser “situacionista”
Pequenos posseiros: situação instávelJagunços
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Se referem não somente, nem principalmente ao pequeno lavrador.
Mas sim do dono de grandes propriedades de terra.
E a acumulação de terra aconteceu durante todo o século XIX e XX.
Foi excluída da possibilidade da propriedade de terra para grande parte da população, assegurando para os donos da terra mão-de-obra barata e abundante.
Posseiros

Poucos sesmeiros e posseiros mediram e demarcaram suas terras.
As razões para essa atitude era que a agricultura predatória, esgotava rapidamente o solo e impelia os fazendeiros a incorporar incessantemente novas terras ao cultivo. 
No sul o Estado, indenizando geral, consegue fazer um projeto de pequenas propriedades com a venda de terras devolutas.
Poucos regularizavam a terra

Novo código civil
Regulamentação sairia do âmbito administrativo e deveria ir para o âmbito judicial no sentido de haver um registro público administrado pelo judiciário.
Seria possível usucapião de terras públicas? Segundo muitos: sim.
Via judicial com títulos expedidos pelo Estado. 
Disputa entre a lei 1850 e o novo código de 1916.
Na prática a posse de terras públicas continuou a imperar pois o estado não as havia demarcado, então o que o cidadão comprovasse que tinha posse era dele.
1916
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Os posseiros que não tivessem regularizado sua situação só poderia fazê-lo a partir de 1930, por via judicial (usucapião).
Proibiu o usucapião de bens públicos daquela data em diante mas isso foi inútil pois foi introduzido na constituição.
1930
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Embora sofrendo do mal crônico que afetou, desde o início, a legislação de terras brasileiras – a falta de clareza -, a consagração do usucapião das terras públicas significou a adaptação da legislação às características assumidas pela ocupação territorial desde os tempos coloniais.
1930
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Diferente dos EUA no Brasil a apropriação da terra não gerou grande aumento do território.
No Brasil de 1822 era povoada a linha do litoral, a ocupação da fronteira interna foi lenta.
Primeiro feitorias esparsamente distribuídas pela costa, que serviam de entrepostos comerciais para o comércio de pau-brasil com os indígenas.
Depois o Estado colonial queria dominar a rota do ouro.
Comparações
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No império o governo pretendeu guiar os rumos da colonização interna, mas isso acabou sendo feito a cargo da iniciativa privada.
Com a república, os estados deixaram o movimento de ocupação nas mãos da iniciativa privada. 
Ex: Café que deslocou a fronteira no Estado de São Paulo de modo expressivo para o interior.
Império e República
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Os processos de ocupação e apropriação territorial foram partes integrantes de ocupação e apropriação territorial forma partes integrantes do processo de consolidação do Estado nacional e da formação das classes.
O papel desempenhado pela iniciativa privada na ocupação territorial e a forma como as políticas governamentais na “questão da terra” foram adaptadas na prática, em razão da pressão exercida pelas camadas predominantes no campo.
Formação da propriedade
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