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Aula 26 - Sanções Criminais em face do Perito II

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Gabriela

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Sanções Criminais
em Face do Perito
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
• Laudos periciais traduzem exercício de função pública, a qual
resulta submissão aos princípios constitucionais que presidem a
Administração Pública.
• Sempre que houver função pública em jogo, os princípios da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência,
entram em cena.
• Os(as) peritos(as) judiciais assumem voluntariamente elevados
deveres públicos, assimilando os rigores de uma relação de
sujeição especial mantida com o Estado.
• São auxiliares de encargo judicial e sempre são pessoas físicas. Daí
porque o fato de um perito ser um profissional que, mesmo não
integrando os quadros do Judiciário, não se exime das elevadas
obrigações públicas, inclusive da obediência ao dever de probidade
administrativa que emerge tanto da Carta Magna (art.37, par.4o),
quanto da legislação infraconstitucional (Lei 8.429/92).
• A tutela da probidade encontra respaldo constitucional direto no
art.37, parágrafo 4º, da Magna Carta, alcançando, inegavelmente,
os(as) peritos(as).
• O laudo pericial envolve a obediência a regras jurídicas
elementares, ligadas à interdição, à arbitrariedade dos
funcionários públicos, motivação e transparência.
• Tais normas repercutem nos deveres positivos e negativos dos
peritos. Trata-se de exigir desses profissionais certos deveres
públicos, marcadamente aqueles relacionados à probidade
administrativa, requisito geral de toda e qualquer função pública.
• Os(as) peritos(as), enquanto auxiliares do Judiciário, possuem
responsabilidades por seus erros, equívocos ou transgressões,
intencionais ou não. Cuida-se de agentes públicos para fins de
responsabilidade, podendo incorrer, inclusive, no cometimento
de crimes privativos de funcionários públicos.
• Laudos são impugnados diariamente, assim como são
desconsiderados. Nem por isso, obviamente, haverá
responsabilidade pessoal dos peritos.
• As condutas dos(as) peritos(as) podem oscilar, sutilmente, entre
categorias como a culpa, a culpa grave, o erro grosseiro, ou o dolo
administrativo, nas suas variadas modalidades, por isso, vê-se
claramente a complexidade dos conteúdos potenciais do conceito
de perito inidôneo, que perpassa regras, princípios e valores diversos
na legislação especializada do Código Processual Civil.
• Um laudo ilícito, confeccionado com desvio de poder, sem suporte
em regras técnicas e racionais, pode refletir o enriquecimento sem
justa causa de alguém, em desfavor do outro.
• Tanto o perito quanto o juiz responsável pela homologação
originária do laudo revestido de sinais de improbidade, podem
ser chamados à responsabilidade pelos canais competentes.
• Juízes que apreciam causas de enorme vulto econômico, com
auxiliares peritos na confecção de laudos técnicos, reclamam uma
incidência mais detalhada de monitoramento correcional. Isso,
porque tais autoridades tornam-se mais vulneráveis e expostas às
influências ostensivas ou sutis de segmentos poderosos.
• As áreas relativas a falências, cível, direito econômico, direito
tributário, entre outras muitas, podem merecer uma atenção
especial, devido a consideráveis interesses econômicos ou
políticos em jogo.
• O(a) Perito(a) é considerado funcionário público transitório.
• Juízes e peritos(as), como os demais agentes públicos brasileiros,
estão submetidos ao princípio constitucional da responsabilidade.
CÓDIGO PENAL
Falsidade Ideológica:
Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração
que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração
falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar
direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é
público, e reclusão de um a três anos, e multa, de quinhentos mil
réis a cinco contos de réis, se o documento é particular.
Parágrafo único - Se o agente é funcionário público, e comete o crime
prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de
assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.
Falso reconhecimento de firma ou letra
Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exercício de função
pública, firma ou letra que o não seja:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é
público; e de um a três anos, e multa, se o documento é particular.
Funcionário público
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais,
quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce
cargo, emprego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo,
emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para
empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a
execução de atividade típica da Administração Pública.
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos
crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em
comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da
administração direta, sociedade de economia mista, empresa
pública ou fundação instituída pelo poder público.
Falso testemunho ou falsa perícia – conforme Código Penal
Brasileiro
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como
testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo
judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é
praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter
prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou em
processo civil em que for parte entidade da administração pública
direta ou indireta.
§ 2º O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo
em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade.
Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra
vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete,
para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em
depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação:
Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa.
Parágrafo único. As penas aumentam-se de um sexto a um terço,
se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a
produzir efeito em processo penal ou em processo civil em que for
parte entidade da administração pública direta ou indireta.
Coação no curso do processo
Art. 344 - Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de
favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou
qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em
processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena
correspondente à violência.
Parágrafo único. A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até a
metade se o processo envolver crime contra a dignidade sexual.
Exploração de prestígio
Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade,
a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público,
funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.
Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente
alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a
qualquer das pessoas referidas neste artigo.
DOS PERITOS E INTÉRPRETES 
(CONFORME O CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL)
Art. 275. O perito, ainda quando não oficial, estará sujeito à
disciplina judiciária.
Art. 276. As partes não intervirão na nomeação do perito.
Art. 277. O perito nomeado pela autoridade será obrigado a aceitar
o encargo, sob pena de multa de cem a quinhentos mil-réis, salvo
escusa atendível.
Parágrafo único. Incorrerá na mesma multa o perito que, sem justa
causa, provada imediatamente:
a) deixar de acudir à intimação ou ao chamado da autoridade;
b) não comparecer no dia e local designados para o exame;
c) não der o laudo, ou concorrer para que a perícia não seja feita,
nos prazos estabelecidos.
Art. 278. No casode não-comparecimento do perito, sem justa
causa, a autoridade poderá determinar a sua condução.
Art. 279. Não poderão ser peritos:
I. os que estiverem sujeitos à interdição de direito mencionada
nos ns. I e IV do art. 69 do Código Penal;
(Interdição temporária de direitos (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 47 - As penas de interdição temporária de direitos
são: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I. proibição do exercício de cargo, função ou atividade
pública, bem como de mandato eletivo; (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II. proibição do exercício de profissão, atividade ou
ofício que dependam de habilitação especial, de
licença ou autorização do poder público;(Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III. suspensão de autorização ou de habilitação para
dirigir veículo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
IV. proibição de frequentar determinados lugares.
(Incluído pela Lei nº 9.714, de 1998)
V. proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou
exame públicos. (Incluído pela Lei nº 12.550, de
2011)
II. os que tiverem prestado depoimento no processo ou opinado
anteriormente sobre o objeto da perícia;
III. os analfabetos e os menores de 21 anos.
Art. 280. É extensivo aos peritos, no que Ihes for aplicável, o
disposto sobre suspeição dos juízes.
Art. 281. Os intérpretes são, para todos os efeitos, equiparados aos
peritos.
Obrigada!
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	Número do slide 2
	Considerações Iniciais
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	Número do slide 5
	Número do slide 6
	Número do slide 7
	CÓDIGO PENAL
	Número do slide 9
	Número do slide 10
	Número do slide 11
	Número do slide 12
	Número do slide 13
	Número do slide 14
	DOS PERITOS E INTÉRPRETES (conforme o Código de�Processo Penal)
	Número do slide 16
	Número do slide 17
	Número do slide 18
	Número do slide 19
	Número do slide 20
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