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Indicações dos Soros IV

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O soro fisiológico (NaCl 0,9%) é indicado para reposição volêmica, hidratação e 
diluição de medicamentos. O Ringer Lactato é ideal para desidratação grave, 
traumas e cirurgias, repondo eletrólitos e corrigindo acidose. O soro glicosado 
(5% ou 10%) fornece energia, sendo usado em hipoglicemias e jejuns 
prolongados. 
 
Principais Indicações e Características: 
 Soro Fisiológico (Cloreto de Sódio 0,9%): 
o Indicações: Reposição rápida de volume, tratamento de 
desidratação, hipotensão, limpeza de feridas e como veículo para 
medicações. 
o Uso específico: Preferencial em lesões encefálicas agudas. 
 Soro Ringer Lactato: 
o Indicações: Reposição de líquidos e eletrólitos (sódio, potássio, 
cálcio), desidratação severa, choque hipovolêmico, queimaduras 
e perdas sanguíneas/cirúrgicas. 
o Vantagem: Composição mais próxima ao plasma sanguíneo, 
ajudando a corrigir a acidose metabólica. 
 Soro Glicosado (5%, 10%): 
o Indicações: Fornecer aporte energético (calorias), tratar 
hipoglicemia e desidratação, especialmente quando há 
necessidade de glicose. 
o Uso comum: Manutenção em pacientes em jejum ou 
desnutridos. 
 Soro Glicofisiológico: 
o Indicações: Combina reposição de sódio e aporte energético, 
ideal para hidratação de manutenção com aporte calórico 
simultâneo 
 
 
 
 
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O omeprazol é um medicamento da classe dos inibidores da bomba de prótons (IBPs), 
amplamente utilizado para reduzir a acidez gástrica. 
Indicação 
É indicado para o tratamento de condições relacionadas ao excesso de ácido no estômago, 
como: 
 Úlceras gástricas e duodenais (benignas). 
 Esofagite de refluxo e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). 
 Síndrome de Zollinger-Ellison (produção excessiva de ácido por tumores). 
 Erradicação do Helicobacter pylori (em associação com antibióticos). 
 Profilaxia de aspiração gástrica durante anestesia geral em pacientes de risco. 
 
Mecanismo de Ação 
O omeprazol atua de forma seletiva inibindo a enzima H+/K+ ATPase (conhecida como bomba 
de prótons) nas células parietais do estômago. Ao bloquear essa "bomba", ele impede a etapa 
final da secreção de ácido clorídrico, reduzindo significativamente a acidez basal e a 
estimulada por alimentos. 
 
 
Potenciais Riscos 
Embora seguro para uso a curto prazo, o uso prolongado ou indiscriminado pode causar: 
 Deficiências Nutricionais: Menor absorção de vitamina B12, magnésio 
(hipomagnesemia), ferro e cálcio. 
 Riscos Ósseos: Maior probabilidade de fraturas devido à má absorção de cálcio. 
 Infecções: Aumento do risco de infecções intestinais, como por Clostridioides difficile, 
e alteração da microbiota (disbiose). 
 Mascaramento de Doenças: Pode ocultar sintomas de câncer gástrico, retardando o 
diagnóstico. 
 Efeitos Comuns: Cefaleia, diarreia, dor abdominal, náuseas e flatulência. 
Vias de Administração 
 Oral: Cápsulas com microgrânulos gastrorresistentes (que não devem ser mastigados) 
e comprimidos. 
 Intravenosa (IV): Indicada quando a via oral não é viável, como em pacientes 
gravemente enfermos ou com sangramentos ativos. 
 
 
Reconstituição (Via Intravenosa) 
A preparação para uso hospitalar geralmente segue estes passos: 
1. Diluente Específico: Utiliza-se o diluente que acompanha o frasco-ampola (geralmente 
10 ml de uma solução contendo polietilenoglicol e ácido cítrico). 
2. Procedimento: Injetar o diluente no frasco com o pó liófilo (40 mg) e agitar 
suavemente até a dissolução completa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A benzilpenicilina benzatina, amplamente conhecida no Brasil pelo nome comercial Benzetacil, 
é um antibiótico beta-lactâmico de longa ação, utilizado principalmente no tratamento de 
infecções bacterianas causadas por microrganismos sensíveis, como o Streptococcus 
pyogenes e Treponema pallidum. 
 
1. Indicações 
 Sífilis (primária, secundária e latente): Tratamento de escolha (dose de 2,4 milhões 
UI). 
 Infecções estreptocócicas: Faringite, amigdalite e infecções de pele/tecidos moles. 
 Profilaxia: Febre reumática (prevenção primária e secundária) e glomerulonefrite 
aguda. 
2. Mecanismo de Ação 
 Bactericida: A benzilpenicilina benzatina atua interferindo na síntese da parede celular 
bacteriana. 
 Ação: Liga-se a proteínas que se ligam à penicilina (PBPs) dentro da parede celular, 
inibindo o terceiro e último estágioda síntese da parede celular bacteriana, causando 
lise celular. 
 
 
3. Vias de Administração 
 Exclusivamente por via Intramuscular (IM): Nunca deve ser administrada por via 
intravenosa (IV) ou intra-arterial, pois pode causar embolia e morte. 
 Local de aplicação: Região ventro-glútea (preferencial) ou vasto lateral da coxa. 
 Técnica: Deve ser aplicada profundamente no músculo, preferencialmente com agulha 
30x7 ou 30x8 (para adultos) para evitar tecidos subcutâneos. 
 
 
4. Reconstituição e Aplicação 
 O produto geralmente vem na forma de suspensão pronta para uso ou pó para 
suspensão (que necessita reconstituição com água para injetáveis). 
 Importante: A suspensão é espessa (leitoso). Deve-se agitar bem a ampola antes da 
aplicação. 
 Volume: Para doses de 2,4 milhões UI, é recomendado dividir a aplicação em dois 
glúteos (1,2 milhão de UI em cada) para minimizar a dor. 
 
 
5. Riscos e Efeitos Colaterais 
 Choque Anafilático: Reação alérgica grave e fatal, embora rara, requer atenção 
médica imediata. 
 Hipersensibilidade: Erupções cutâneas, urticária, coceira. 
 Reação de Jarisch-Herxheimer: Febre, calafrios e dor no local da lesão (comum no 
tratamento da sífilis), devido à liberação de toxinas bacterianas após a morte dos 
microrganismos. 
 Dor local: A injeção é conhecida por ser dolorosa. 
 Contraindicação: Pacientes com histórico de alergia a penicilinas. 
 
 
 
 
 
A ceftriaxona é um antibiótico cefalosporínico de terceira geração, de amplo espectro, 
amplamente utilizado no ambiente hospitalar e ambulatorial devido à sua alta eficácia contra 
diversas bactérias gram-positivas e gram-negativas. 
1. Indicações 
A ceftriaxona é indicada para o tratamento de infecções graves causadas por microrganismos 
sensíveis, incluindo: 
 Sepse/Septicemia. 
 Meningite bacteriana. 
 Infecções intra-abdominais (peritonite, infecções do trato biliar). 
 Infecções ósseas e articulares. 
 Infecções da pele e tecidos moles. 
 Pneumonia bacteriana. 
 Infecções do trato urinário (complicadas e pielonefrite). 
 Gonorréia (infeções gonocócicas). 
 Profilaxia cirúrgica (prevenção de infecções pós-operatórias). 
 Borreliose de Lyme disseminada (estágios iniciais e tardios). 
 
 
 
2. Mecanismo de Ação 
A ceftriaxona é um agente bactericida (mata a bactéria). Ele age ligando-se às proteínas de 
ligação à penicilina (PBPs), inibindo a síntese da parede celular bacteriana. Isso causa o 
enfraquecimento e a lise (ruptura) da parede celular, levando à morte da bactéria. 
 
3. Vias de Administração 
Pode ser administrada por duas vias principais: 
 Endovenosa (EV/IV): Administração direta na veia ou por infusão. 
 Intramuscular (IM): Administração profunda no músculo. 
 
 
4. Reconstituição e Diluição 
O procedimento muda conforme a via de administração: 
 Via Intramuscular (IM): 
o Reconstitua 1g de ceftriaxona com 3,5 mL de lidocaína 1% (sem 
vasoconstrictor) para reduzir a dor local. 
o Recomenda-se não aplicar mais de 1g no mesmo local de injeção. 
 Via Endovenosa (IV): 
o Direta (Bolus): Reconstitua 500mg em 5 mL ou 1g em 10 mL de água para 
injetáveis (água destilada). Administrar lentamente (2 a 4 minutos). 
o Infusão: Reconstitua com água destilada e dilua em soluções compatíveis (SF 
0,9%, SG 5%) para correr em 30 a 60 minutos. 
 
 
5. Riscos e Precauções 
 Contraindicações: Hipersensibilidade a cefalosporinas ou penicilinas, e recém-nascidos 
com hiperbilirrubinemia ou que necessitem de tratamento com cálcio (risco de 
precipitação fatal). 
 Reações Adversas Comuns: Diarreia, náuseas, vômitos, erupções cutâneas, aumento 
das enzimas hepáticas (TGO/TGP) e, raramente, anemia hemolítica. 
 Interações Cálcio: Não deve ser misturada ou administrada simultaneamente com 
soluções que contenham cálcio (ex: nutrição parenteral, Ringer) na mesma equipe, 
pois pode precipitar. 
 
 
 
 
O ciprofloxacino é um antibiótico de amplo espectro da classe das fluoroquinolonas, 
amplamente utilizado para combater infecções bacterianas. Ele age matando as bactérias 
(bactericida). 
Indicações Principais: 
 Infecções do trato urinário (ITU): Complicadas e não complicadas, incluindo prostatite 
e pielonefrite. 
 Infecções gastrointestinais: Diarreias bacterianas e febre tifoide. 
 Infecções do trato respiratório: Pneumonias causadas por agentes específicos 
(Pseudomonas, Klebsiella, E. coli, entre outros). 
 Infecções de pele, tecidos moles, ossos e articulações (incluindo em diabéticos). 
 Otite externa. 
 Antraz (exposição por inalação). 
Mecanismo de Ação: 
O ciprofloxacino age interferindo no material genético da bactéria. Ele inibe as enzimas 
topoisomerase II (DNA girase) e topoisomerase IV, que são essenciais para a replicação, 
transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano. 
Fresenius Kabi +1 
Potenciais Riscos e Efeitos Colaterais: 
Drogasil +3 
 Musculoesqueléticos: Tendinite ou ruptura de tendão (especialmente em idosos ou 
usuários de corticoides). 
 Neurológicos: Tontura, cefaleia, neurotoxicidade, alterações do estado mental, 
alucinações e, raramente, convulsões. 
 Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dispepsia. 
 Reações de Hipersensibilidade: Erupções cutâneas, reações alérgicas graves (choque 
anafilático). 
 Fotossensibilidade: Sensibilidade à luz solar/UV. 
 Cardíacos: Prolongamento do intervalo QT (risco de arritmias). 
 Contraindicações: Gravidez, lactação e, geralmente, crianças/adolescentes (risco de 
lesão na cartilagem de crescimento). 
YouTube +4 
Vias de Administração: 
YouTube +1 
 Oral (Comprimidos): Geralmente 250 mg a 750 mg a cada 12 horas. 
 Intravenosa (Solução Injetável): 200 mg a 400 mg a cada 12 horas. 
Diluição e Administração (Intravenosa): 
 Apresentações: Disponível em frascos de 200 mg/100 mL e 400 mg/200 mL. 
 Administração: A infusão deve ser lenta, por no mínimo 60 minutos. 
 Via: Administração em veia de grande calibre para minimizar o desconforto e irritação 
venosa. 
 Diluição: Geralmente já vem pronto para uso, mas deve-se observar que a solução seja 
límpid 
 
 
 
A gentamicina é um antibiótico aminoglicosídeo de amplo espectro, amplamente utilizado 
para infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas e algumas Gram-positivas. É 
conhecida por ser bactericida, atuando na inibição da síntese proteica bacteriana. 
 
 
1. Indicação 
A gentamicina é indicada para infecções moderadas a graves, incluindo: 
 Sepse e Bacteremia: Incluindo sepse neonatal. 
 Infecções do Trato Geniturinário: Pielonefrite, prostatite e uretrite gonocócica (dose 
única). 
 Infecções Respiratórias: Pneumonia grave. 
 Infecções do Sistema Nervoso Central: Meningites. 
 Infecções de Pele e Partes Moles: Queimaduras e feridas infectadas. 
 Infecções Intra-abdominais: Incluindo peritonite. 
 Infecções Oculares: Conjuntivite grave. 
 
 
 
 
 
 
2. Mecanismo de Ação 
 Bactericida: A gentamicina liga-se de forma irreversível à subunidade 30S do 
ribossomo bacteriano. 
 Ação: Ela provoca a leitura incorreta do RNA mensageiro (mRNA), resultando na 
produção de proteínas anormais e morte da bactéria. 
 Dependência de Concentração: Sua eficácia está diretamente ligada à concentração 
(quanto maior a concentração, mais rápido ela mata). 
 
 
3. Potenciais Riscos (Reações Adversas e Contraindicações) 
 Nefrotoxicidade: Danos aos rins (aumento da creatinina, necrose tubular), geralmente 
reversíveis. 
 Ototoxicidade: Danos ao ouvido, podendo causar vertigem, zumbido e perda auditiva 
irreversível. 
 Bloqueio Neuromuscular: Pode causar fraqueza muscular, paralisia respiratória (raro, 
mas grave). 
 Contraindicações: Hipersensibilidade a aminoglicosídeos, gravidez e lactação. 
 Monitoramento: É crucial monitorar a função renal e os níveis plasmáticos do 
medicamento. 
 
 
4. Vias de Administração 
 Intramuscular(IM): Injeção profunda, geralmente na região glútea. 
 Intravenosa (IV): Infusão lenta, preferencialmente, ou injeção. 
 Tópica/Ocular: Colírios ou pomadas oftálmicas. 
 Inalatória: Nebulização. 
 
 
5. Diluição (Para Uso IV) 
Para administração intravenosa em adultos, a gentamicina deve ser diluída: 
 Soluções Diluentes: Solução de cloreto de sódio 0,9% (soro fisiológico) ou glicose 5%. 
 Volume: 50 mL a 200 mL de diluente. 
 Concentração: A concentração final da solução não deve exceder 1 mg/mL. 
 Tempo de Infusão: Deve ser infundida em um período de 30 minutos a 2 horas 
O Tazocin (piperacilina + tazobactam) é um antibiótico de amplo espectro, 
amplamente utilizado em ambiente hospitalar para infecções graves causadas 
por bactérias sensíveis, incluindo cepas produtoras de betalactamase. É uma 
associação de uma penicilina (piperacilina) com um inibidor de betalactamase 
(tazobactam). 
 
 
1. Indicação 
 
O Tazocin é indicado para o tratamento de infecções sistêmicas e/ou locais 
causadas por bactérias aeróbias e anaeróbias Gram-positivas e Gram-
negativas, tais como: 
 Pneumonia nosocomial (hospitalar) grave. 
 Infecções intra-abdominais (ex: peritonite, apendicite complicada). 
 Infecções de pele e tecidos moles. 
 Infecções ginecológicas (ex: endometrite). 
 Sepse. 
 Infecções urinárias complicadas (incluindo pielonefrite). 
 Neutropenia febril (em associação com outros antibióticos). 
+4 
2. Mecanismo de Ação 
 Piperacilina: É um antibiótico beta-lactâmico que atua inibindo a síntese 
da parede celular bacteriana, resultando em efeito bactericida (morte da 
bactéria). 
 Tazobactam: É um inibidor de betalactamases. Ele protege a 
piperacilina da degradação por certas enzimas (betalactamases) 
produzidas por bactérias resistentes, ampliando o espectro de ação. 
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3. Riscos e Efeitos Colaterais 
 Reações Comuns: Diarreia, náuseas, vômitos e reações no local da 
injeção. 
 Reações Graves/Riscos: Colite pseudomembranosa (proliferação 
de Clostridium difficile), reações alérgicas graves (anafilaxia), 
neutropenia/leucopenia (redução de células brancas), hipocalemia 
(baixo potássio) e nefrotoxicidade. 
 Neurológico: Convulsões podem ocorrer com altas doses, 
especialmente em pacientes com insuficiência renal. 
 Alerta de Sódio: Contém altas quantidades de sódio, exigindo cautela 
em pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca. 
 
4. Vias de Administração 
 Endovenosa (EV): Via principal, realizada através de infusão lenta (30 a 
60 minutos) ou infusão estendida (3 a 4 horas para otimizar o tempo 
acima da MIC). 
 Intramuscular (IM): Apenas para a apresentação de 2,25 g. 
 
 
5. Reconstituição e Diluição 
 
 
A reconstituição deve ser feita preferencialmente com Água para Injeção ou 
Soro Fisiológico (NaCl 0,9%). 
 
 Tazocin 2,25 g (2 g piperacilina / 0,25 g tazobactam): Adicionar 10 
mL de diluente. 
 Tazocin 4,5 g (4 g piperacilina / 0,5 g tazobactam): Adicionar 20 
mL de diluente. 
Consulta Remédios 
Procedimento: 
1. Adicionar o diluente e agitar até dissolver completamente. 
2. Após a dissolução (que pode levar até 30-40 min), a solução deve ser 
diluída adicionalmente (50 a 150 mL) para infusão EV. 
 
O meropenem é um antibiótico carbapenêmico de amplo espectro, utilizado 
principalmente em ambiente hospitalar para infecções bacterianas graves. Ele 
é reconhecido por sua alta eficácia contra bactérias Gram-positivas, Gram-
negativas e anaeróbias 
. 
1. Indicação 
O meropenem é indicado para o tratamento de infecções graves em pacientes 
hospitalizados (geralmente na UTI), incluindo: 
+2 
 Pneumonia grave e pneumonia nosocomial. 
 Infecções intra-abdominais complicadas. 
 Infecções ginecológicas, como inflamação pélvica grave. 
 Infecções complicadas da pele e tecidos moles. 
 Meningite bacteriana (especialmente em crianças com mais de 3 
meses). 
 Sepse. 
 Terapia empírica para infecções suspeitas em pacientes neutropênicos 
febris. 
2. Mecanismo de Ação 
O meropenem é um bactericida (mata a bactéria) que atua inibindo a síntese 
da parede celular bacteriana. 
 Ele se liga às Proteínas Ligantes de Penicilina (PBPs), interferindo na 
etapa de transpeptidação na formação do peptidoglicano. 
 Diferencia-se por sua alta estabilidade contra a maioria das beta-
lactamases (enzimas de resistência bacteriana). 
 Possui boa penetração na maioria das células bacterianas. 
3. Potenciais Riscos e Efeitos Colaterais 
Embora geralmente bem tolerado, os riscos incluem: 
 Gastrointestinais: Diarreia (pode ser grave em alguns casos), náuseas, 
vômitos e constipação. 
 Locais: Inflamação, dor ou flebite no local da injeção intravenosa. 
 Sistêmicos: Rash cutâneo (exantema). 
 Neurológicos: Dor de cabeça, parestesia e, raramente, convulsões. 
 Risco de Resistência: Uso indiscriminado pode aumentar a resistência 
bacteriana (como a bactérias produtoras de carbapenemase com MIC 
alto). 
 Contraindicações: Alergia conhecida ao meropenem ou a outros beta-
lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas). 
4. Reconstituição e Administração 
 
 
O meropenem é administrado por via intravenosa (IV). O pó deve ser 
reconstituído e, em seguida, diluído para infusão. 
 
 Reconstituição: O frasco de 1g geralmente é dissolvido em 10 mL de 
água para injeção ou cloreto de sódio 0,9%, resultando em uma 
concentração de 100 mg/mL. 
 Diluição (Infusão): A solução reconstituída deve ser diluída em soro 
fisiológico 0,9% (geralmente 100 mL). 
 Tempo de Infusão: Pode ser administrado em bolus (5 minutos) ou 
infusão rápida (15-30 minutos). Para infecções graves, recomenda-se 
infusão prolongada ou estendida (3 a 4 horas). 
 Estabilidade: A solução é estável por cerca de 4 horas à temperatura 
ambiente (15°C a 30°C) ou 24 horas sob refrigeração (2°C a 8°C) após 
diluição em soro fisiológico 
 
 
 
A vancomicina é um antibiótico glicopeptídeo de uso restrito hospitalar, potente 
contra bactérias Gram-positivas, incluindo cepas multirresistentes. É 
considerada um medicamento de reserva, crucial no tratamento de infecções 
graves. 
1. Indicações 
 Infecções Graves por Gram-positivos: Estafilococos (incluindo MRSA 
- Staphylococcus aureus resistente à meticilina e MRSE 
- Staphylococcus epidermidis resistente à meticilina), estreptococos e 
enterococos. 
 Endocardite: Infecções cardíacas. 
 Infecções de pele, tecidos moles, ossos (osteomielite) e trato 
respiratório inferior. 
 Septicemia: Infecções na corrente sanguínea. 
 Colite Pseudomembranosa/C. diff: A vancomicina por via oral é usada 
para tratar diarreia grave associada ao Clostridioides difficile. 
 Alergia à Penicilina: Alternativa segura para pacientes alérgicos a beta-
lactâmicos. 
2. Mecanismo de Ação 
 Ação Bactericida: Inibe a síntese da parede celular bacteriana. 
 Ligação Específica: Liga-se à terminação D-alanil-D-alanina da parede 
celular em formação, impedindo a polimerização dos peptidoglicanos 
(bloqueia a ação da enzima glicosiltransferase). 
 Resultado: Enfraquece a parede celular, levando à lise e morte 
bacteriana. 
3. Potenciais Riscos e Efeitos Colaterais 
 Nefrotoxicidade (Dano Renal): O principal efeito colateral, 
especialmente em altas doses, uso prolongado ou em combinação com 
outros fármacos nefrotóxicos (aminoglicosídeos, anfotericina B). 
 Síndrome do Homem Vermelho (Reação de Infusão): Causa rubor, 
coceira e erupção cutânea no rosto, pescoço e parte superior do corpo, 
devido à liberação de histamina por infusão muito rápida. 
 Ototoxicidade: Risco de perda auditiva ou zumbidos. 
 Flebite/Irritação local: Risco de inflamação na veia de infusão. 
 Reações de Hipersensibilidade: Erupções cutâneas graves (Síndrome 
de Stevens-Johnson). 
4. Reconstituição e Administração 
 Reconstituição (Pó Liofilizado): Diluir o frasco de 500 mg com 10 mL 
de água para injeção estéril (concentraçãode 50 mg/mL). 
 Diluição (Infusão IV): A solução reconstituída deve ser diluída em soro 
fisiológico (NaCl 0,9%) ou soro glicosado 5%. 
 Concentração Recomendada: A concentração final deve ser entre 2,5 
e 5 mg/mL (máximo de 10 mg/mL). 
 Tempo de Infusão: Deve ser infundida lentamente, em no mínimo 60 
minutos (ou 1 grama por hora) para evitar a Síndrome do Homem 
Vermelho. 
 Monitoramento: A "vancocinemia" (nível sérico do medicamento) deve 
ser monitorada para garantir eficácia e evitar toxicidade, sendo a área 
sob a curva (ASC/MIC) o melhor parâmetro. 
 
O diazepam é um benzodiazepínico de ação prolongada com propriedades ansiolíticas, 
sedativas, relaxantes musculares e anticonvulsivantes. 
Indicações 
 Ansiedade e Agitação: Alívio de curto prazo dos sintomas de ansiedade e estados de 
agitação aguda. 
 Distúrbios Epilépticos: Controle de crises convulsivas e status epilepticus. 
 Abstinência Alcoólica: Alívio dos sintomas de abstinência, como o delirium tremens. 
 Relaxamento Muscular: Coadjuvante no alívio de espasmos musculares causados por 
traumas locais ou patologias motoras. 
 Pré-anestesia: Sedação antes de procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos. 
Mecanismo de Ação 
O diazepam atua no Sistema Nervoso Central (SNC) potencializando a ação do ácido gama-
aminobutírico (GABA), o principal neurotransmissor inibitório. Ele se liga a receptores 
específicos (GABA-A), aumentando a entrada de íons cloreto nas células nervosas, o que reduz 
a excitabilidade neuronal e resulta em sedação e relaxamento. 
 
 
Potenciais Riscos e Efeitos Colaterais 
 Depressão do SNC: Sonolência excessiva, tontura, ataxia (falta de coordenação) e 
confusão mental. 
 Dependência e Tolerância: O uso prolongado pode levar à dependência física e 
psíquica; a interrupção abrupta pode causar crises de abstinência. 
 Risco Respiratório: Possibilidade de depressão respiratória, apneia e parada cardíaca, 
especialmente em idosos ou quando associado a outros depressores como o álcool. 
 Efeitos Paradoxais: Em alguns casos, pode causar agitação, irritabilidade ou 
alucinações. 
 
 
Vias de Administração 
1. Oral: Comprimidos ou gotas para tratamentos contínuos ou agudos. 
2. Intravenosa (IV): Utilizada em emergências (convulsões) ou sedação rápida; deve ser 
administrada de forma lenta (3 a 5 minutos). 
3. Intramuscular (IM): Menos recomendada para emergências devido à absorção lenta e 
errática, além de potencial irritação local pelo propilenoglicol. 
4. Retal: Alternativa em crises convulsivas quando o acesso venoso é impossível. 
 
 
Reconstituição e Diluição 
 Apresentação: Geralmente disponível em ampolas de 2 ml contendo 10 mg (5 mg/ml). 
 Puro vs. Diluído: Em crises convulsivas agudas, a administração costuma ser direta 
(pura) e lenta. Para infusões ou sedações graduais, pode ser diluído em Solução de 
Cloreto de Sódio 0,9% ou Glicose 5%. 
 Aspecto Visual: A diluição pode resultar em uma solução turva ou levemente 
opalescente (devido à precipitação dos solventes), o que é comum e não altera a 
eficácia, desde que misturado adequadamente antes da infusão. 
 
 
O midazolam é um benzodiazepínico de ação ultra-curta amplamente utilizado em ambientes 
hospitalares para sedação e indução anestésica. 
1. Indicação 
É indicado para adultos e crianças em diversas situações clínicas: 
 Sedação consciente: Antes e durante procedimentos diagnósticos ou terapêuticos (ex: 
endoscopias, biópsias). 
 Pré-medicação: Antes da indução anestésica para reduzir a ansiedade. 
 Indução anestésica: Como componente sedativo em combinação com outros agentes. 
 Sedação em UTI: Para pacientes em ventilação mecânica. 
 Crises convulsivas: Tratamento de estados epilépticos graves. 
 
2. Mecanismo de Ação 
Atua como um modulador alostérico positivo dos receptores de ácido gama-aminobutírico 
tipo A (GABA-A) no sistema nervoso central. Ao se ligar a esses receptores, aumenta a 
afinidade do GABA pelo receptor, facilitando a abertura dos canais de cloreto. Isso causa uma 
hiperpolarização neuronal, resultando em efeitos sedativos, ansiolíticos, hipnóticos e 
anticonvulsivantes. 
3. Vias de Administração 
O fármaco é versátil, podendo ser administrado por várias vias, dependendo da necessidade 
clínica: 
200.199.142.163 +2 
 Intravenosa (IV): Principal via para sedação rápida e em UTI. 
 Intramuscular (IM): Comum para pré-medicação. 
 Oral: Utilizada principalmente em pediatria como pré-anestésico. 
 Retal: Alternativa em crianças para pré-medicação. 
 Intranasal e Bucal: Frequentemente usadas em emergências pediátricas para controle 
de convulsões. 
4. Diluição e Preparo 
A solução injetável de midazolam é compatível com os seguintes diluentes comuns: 
Portal Saude Direta +1 
 Cloreto de sódio 0,9% (Soro Fisiológico). 
 Glicose 5% ou 10% (Soro Glicosado). 
 Solução de Ringer ou Ringer Lactato. 
 Proporção recomendada: Geralmente diluído em uma razão de 15 mg de midazolam 
para 100 a 1000 mL da solução de infusão escolhida. 
Portal Saude Direta +2 
5. Potenciais Riscos e Efeitos Adversos 
O uso de midazolam exige monitoramento rigoroso devido a riscos cardiorrespiratórios: 
 Depressão respiratória: Pode levar a apneia, hipóxia e parada respiratória, 
especialmente se associado a opioides. 
 Hipotensão: Queda da pressão arterial e flutuações na frequência cardíaca. 
 Amnésia anterógrada: Perda temporária de memória após a administração. 
 Reações paradoxais: Agitação, hostilidade ou movimentos involuntários (mais comuns 
em idosos e crianças).

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