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Resumo Detalhado - Turismo e Patrimônio Aula 1 1. Meta e Objetivos da Aula - Meta: Apresentar as diferentes conceituações de Patrimônio, definindo sua abrangência e importância para a sociedade. - Objetivos: 1. Definir o significado de Patrimônio Histórico e Artístico. 2. Identificar o conceito mais ampliado de Patrimônio Cultural e sua importância para a sociedade. 2. Origem e Conceito Básico de Patrimônio - Do latim patrimonium, significa "recebido do pai" e era usado pelos romanos para designar "bens de família". - Conceito geral: Herança legada por gerações passadas, importante de ser preservada e transmitida às futuras gerações. Pode ser bens imóveis ou móveis. - A compreensão do termo foi se expandindo ao longo do tempo: - Inicialmente limitado a construções oficiais, igrejas, palácios e objetos de alto valor artístico ou histórico. - Posteriormente incluiu imóveis particulares, objetos populares, espaços urbanos e ambientes naturais relevantes. - Atualmente, também engloba o patrimônio imaterial (imaginário, saberes e fazeres). 3. Patrimônio Histórico e Artístico - Patrimônio Histórico: Conjunto de bens móveis e imóveis cuja conservação é de interesse público, por vinculação a fatos memoráveis, ou valor arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico (Decreto-Lei nº 25 de 1937). Serve como testemunho tangível da narrativa de fatos e personagens. - Patrimônio Artístico: Representa o capital criativo, deixando explícitas a ideologia e inclinação estética de grupos e sociedades. Arte compreende não apenas belas-artes e artes cênicas, mas também a capacidade humana de criar sensações através de suas produções. - Tombamento: Ato administrativo do Poder Público (realizado pelo IPHAN) para preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental ou afetivo, impedindo destruição ou descaracterização. - Exemplos: - Palácio do Catete (Rio de Janeiro): Residência transformada em sede do Poder Executivo (1897-1960), hoje Museu da República. Destaca-se pelo valor arquitetônico e histórico. - Monumento às Bandeiras (São Paulo): Obra de Victor Brecheret, símbolo da cidade, representa as expedições dos bandeirantes e tem valor artístico modernista. - Obra de Jean-Baptiste Debret: Litografias que registram costumes e cenários do Rio de Janeiro no início do século XIX, com valor artístico e documental. 4. Cultura e Seu Significado - Do latim cultura, originalmente referente ao cultivo do solo, com múltiplos significados em diferentes áreas do conhecimento. - Conceito amplo: Conjunto de características humanas aprendidas, conservadas e aprimoradas por meio da interação social, incluindo produção material, fazeres, saberes e imaginário simbólico. - Elementos que compõem a cultura: Linguagem, produção artística e científica, música, crenças, culinária, festas, vestuário, normas sociais e de comportamento. - Visão de Clifford Geertz: Sociedades podem ser "lidas" como "textos" cheios de significados, revelando sua realidade cultural. 5. Patrimônio Cultural - Conceito contemporâneo: Abre-se a novas abordagens, buscando refletir a experiência de vida de forma integral, não se limitando apenas a objetos materiais. - Classificação de Hugues de Varine-Boham: 1. Elementos do meio natural: Ambientes que influenciam o desenvolvimento cultural de uma sociedade (ex: praias e rios que determinam comunidades de pescadores e suas produções). 2. Saberes e fazeres: Parte não-tangível, incluindo técnicas, estratégias, criações artísticas, descobertas científicas e tecnologias. 3. Bens tangíveis: Artefatos produzidos pelo homem, desde objetos primitivos até tecnologia contemporânea. - Instituições envolvidas: - ICOMOS: Organização não governamental que se dedica à conservação de sítios e monumentos históricos mundiais. A Conferência Mundial sobre Políticas Culturais (1985, México) definiu cultura como conjunto de traços distintivos de uma sociedade. - UNESCO: Auxilia na definição do que deve ser herdado e protegido. - IPHAN (Brasil): Criado na década de 1930, tem como objetivo proteger o patrimônio brasileiro, incluindo material e imaterial, com superintendências regionais que realizam inventário, fiscalização e tombamento. 6. Conclusão - Patrimônio é a herança a ser preservada e transmitida às futuras gerações. - Patrimônio Histórico e Artístico corresponde aos bens materiais de valor relevante para a história ou produção artística. - Patrimônio Cultural é mais amplo, englobando ambiente natural, produção material e saberes/fazeres, funcionando como elo de identidade de um grupo social. - A identidade cultural se transforma e desenvolve através do diálogo com outras culturas, sendo parte de um patrimônio comum à humanidade. RESUMO DETALHADO - AULA 2: PATRIMÔNIO MATERIAL 1. CONCEITOS FUNDAMENTAIS - Etos: Origem grega, significa costume, característica ou espírito que anima uma coletividade, manifestando-se nas produções materiais e manifestações culturais de um grupo, região ou país. - Patrimônio Material: Bens naturais ou produzidos pelo homem que acumulam memória histórica e representam o etos de uma sociedade, servindo como referência documental e emocional. São divididos em: - Móveis: Objetos que podem ser transferidos de local (ex: coleções arqueológicas, objetos de arte). - Imóveis: Arquitetura, monumentos, núcleos urbanos, paisagens modificadas pela ação humana. 2. INÍCIO DO ESFORÇO DE PRESERVAÇÃO NO BRASIL - Em 13 de janeiro de 1937, foi criado o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), durante o governo de Getúlio Vargas (Estado Novo). - Figuras-chave: - Mário de Andrade: estruturou o SPHAN, tendo sido um dos fundadores do modernismo brasileiro (Semana de Arte Moderna de 1922). - Rodrigo Melo Franco de Andrade: dirigiu a instituição por 30 anos, priorizando o patrimônio barroco e rococó colonial. - O IPHAN é uma autarquia ligada ao Ministério da Cultura, com 21 superintendências, 9 museus nacionais, 19 regionais e guarda cerca de 21 mil edifícios tombados, 79 conjuntos urbanos, 9.930 sítios arqueológicos e mais de 1 milhão de objetos. 3. CRITÉRIOS INICIAIS DE PRESERVAÇÃO - A política inicial do SPHAN priorizou o patrimônio barroco e rococó do século XVIII (principalmente em Minas Gerais), por entender que esse estilo representava a identidade nacional. - Estilos relegados: Neoclássico e eclético, pois eram vistos como influências estrangeiras (francesas), resultando na destruição de importantes exemplares, como o prédio da antiga Escola Nacional de Belas Artes (projetado por Grandjean de Montigny, demolido em 1938). 3.1 Principais estilos arquitetônicos abordados: - Neoclássico: Retorno aos modelos greco-romanos, introduzido pela Missão Artística Francesa (1816), com simetria, colunas e frontões triangulares. Ex: prédios da antiga Escola de Belas Artes. - Eclético: Utiliza elementos de diversos estilos (neoclássico, barroco, gótico, art nouveau), predominou no final do século XIX/início do XX. Ex: Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central) no Rio de Janeiro. 4. CLASSIFICAÇÃO DO PATRIMÔNIO MATERIAL PELO IPHAN Os bens são registrados em quatro Livros de Tombo, mantidos no Arquivo Noronha Santos (Rio de Janeiro, Rua da Imprensa, 16): 4.1 Livro de Tombo Arqueológico, Paisagístico e Etnográfico - Registra bens de arte arqueológica, etnográfica, ameríndia e popular. - Sítios arqueológicos: Locais com vestígios de culturas pré-colombianas (ex: cerâmica de Santarém, Pará, datada de 1.000 a 1.500 a.C.). - Conjuntos paisagísticos: Ex: cidades de Paraty (RJ) e Vassouras (RJ), tombadas em 1958. - Patrimônio etnográfico: Ex: Coleção do "Museu de Magia Negra" do Rio de Janeiro, tombada em 1938. 4.2 Livro de Tombo Histórico - Registra bens com vínculo a fatos ou personagens da história nacional. - Ex: Fortaleza de Santa Cruz (RJ), tombada em 1939; Casa de Santos Dumont (Petrópolis, RJ), tombada em 1952. 4.3 Livro de Tombo das Belas Artes - Registra obras de arte eruditanacional e estrangeira. - Ex: Imagem de Nossa Senhora do Rosário (séc. XVI, Angra dos Reis, RJ), tombada em 1969; Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa, RJ), tombado em 1938. 4.4 Livro de Tombo das Artes Aplicadas - Registra artefatos de uso cotidiano, como jarras de louça de Cachoeira (BA), tombadas em 1939; imagens de santos do Rio Grande do Norte (séc. XVII), tombadas em 1964. 5. INTERPRETAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO PATRIMÔNIO - A museologia é a ciência responsável pela preservação, pesquisa e exposição dos bens materiais e imateriais. - De acordo com o ICOM (Conselho Internacional de Museus), museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, que adquire, conserva, investiga e comunica o patrimônio para fins de estudo, educação e deleite. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS - A escolha do que é preservado pode ser influenciada por posicionamentos ideológicos, mas é essencial garantir que diferentes vertentes históricas sejam representadas para evitar vazios culturais. - O patrimônio material é heterogêneo, sujeito a transformações, incorporações e descartes ao longo do tempo, refletindo a identidade de grupos diversos que compõem a nação brasileira. Resumo Detalhado - Aula 3: As cidades históricas brasileiras 1. Meta e Objetivos da Aula - Meta: Apresentar o conceito de cidade histórica e sua importância como evidência viva do passado e depositária da memória cultural do país. - Objetivos: 1. Identificar características que qualificam sítios urbanos como cidades históricas. 2. Reconhecer a importância da preservação e integração sustentável do núcleo antigo de cidades do estado. - Pré-requisito: Rever conceitos de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural abordados na Aula 1. 2. Conceito e Evolução da Preservação - Na criação do SPHAN, o tombamento se baseava principalmente em critérios estéticos, aliados à narrativa histórica. Ouro Preto foi escolhido como ícone no final da década de 1930, vinculando o barroco mineiro à Inconfidência Mineira e ao sentimento nacionalista. - Atualmente, o conceito de patrimônio é expandido, incluindo bens materiais, arquitetura, monumentos, núcleos históricos, paisagens e bens imateriais. - As áreas históricas são elementos integrantes do ambiente cotidiano, representando o passado de forma viva. Sua preservação deve ser integrada ao planejamento urbano sustentável, permitindo diálogo entre antigo e moderno. 3. Critérios para Tombamento - Em 1987, a Carta de Washington (ICOMOS) estabeleceu princípios para salvaguarda de cidades históricas. - Critérios principais: - Notável qualidade estética da arquitetura. - Conjunto arquitetônico representativo de época ou estilo. - Monumentos e locais vinculados a personagens ou fatos importantes da história. - Características culturais específicas para a identidade regional ou nacional. - A delimitação do espaço a ser preservado é influenciada por fatores ideológicos, estéticos, políticos ou econômicos. 4. Processo de Tombamento - Qualquer pessoa física ou jurídica pode solicitar o tombamento aos órgãos responsáveis. - Após avaliação, o bem é inscrito no Livro Tombo, passando a ter proteção legal contra destruição ou descaracterização. - O tombamento não implica imobilizar o local, mas sim harmonizar modernização com preservação da identidade. 5. Desenvolvimento Sustentável e Revitalização - O desenvolvimento deve levar em consideração o patrimônio urbano como base. Elementos modernos devem ser incorporados de forma harmônica. - O programa Monumenta (Ministério da Cultura, em parceria com IPHAN, Unesco e BID) destina recursos à restauração, capacitação e fomento de atividades econômicas, sociais e culturais em sítios históricos. - É necessário normatizar a atividade turística para não comprometer o equilíbrio dos núcleos históricos. 6. Instrumentos de Preservação - Inventários: Como o Inventário Nacional de Bens Imóveis (INBI) do IPHAN, reúnem registros minuciosos e servem de base para planejamento. - Plano de Preservação de Sítio Histórico Urbano (PPSH): Criado pelo IPHAN em 2004, tem como objetivos: a) Preservar o patrimônio cultural. b) Estabelecer diretrizes e regulamentos. c) Promover atuação pública concertada. d) Integrar ações de preservação urbana. e) Focalizar políticas setoriais. f) Compartilhar responsabilidades entre agentes públicos. 7. Cidades Históricas Brasileiras - São 60 cidades tombadas pelo IPHAN, distribuídas por todas as regiões do país (ex: Belém no Norte; Salvador e Olinda no Nordeste; Brasília no Centro-Oeste; Rio de Janeiro e Ouro Preto no Sudeste; Porto Alegre no Sul). - Reconhecidas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade: 1. Ouro Preto (MG, 1980): Destaca-se pelo barroco mineiro e obras do Aleijadinho. 2. Olinda (PE, 1982): Conjunto arquitetônico colonial e manifestações culturais como o carnaval. 3. Salvador (BA, 1985): Primeira capital do Brasil, com influências africanas e arquitetura religiosa de destaque. 4. Plano Piloto de Brasília (DF, 1987): Projeto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, influenciado pela Carta de Atenas. 5. São Luís (MA, 1997): Casarios com azulejos e mistura de culturas europeias, indígena e africana. 6. Diamantina (MG, 1999): Ligada à extração de diamantes e à história de Chica da Silva. 7. Goiás (GO, 2001): Conhecida como Goiás Velho, com festivais culturais. 8. Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo (RS, 1983): Testemunho das missões jesuíticas dos guaranis. 8. Importância da Proteção e Conclusão - Pesquisas mostram que muitos imóveis em cidades históricas apresentam problemas de conservação, destacando a necessidade de controle e prevenção de sinistros. - A reativação de cidades históricas deve integrá-las à contemporaneidade, conferindo novas funções sem descaracterizá-las. - A recuperação de um imóvel pode estimular a renovação de outros espaços, e a participação da comunidade é fundamental para a preservação duradoura. Resumo Detalhado aula 4- Patrimônio Cultural Imaterial: Os Saberes e os Fazeres 1. Conceito e Importância - Definição (UNESCO): Práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, juntamente com instrumentos, objetos, artefatos e lugares associados, reconhecidos pelas comunidades como parte de seu patrimônio cultural. - Características: Não palpável, mas influencia a materialidade gerada pela mente humana; envolve imaginário, saberes e fazeres; é transmitido e recriado por gerações. - Relevância: Estrutura a identidade cultural de sociedades, resiste a mudanças drásticas e revela mais sobre a história de um grupo do que muitos bens materiais (que costumam estar ligados às camadas dominantes). - Contexto Brasileiro: Desde a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1937, o esforço de preservação foi direcionado aos bens materiais; as tendências contemporâneas passaram a conferir atenção ao imaterial. 2. Antecedentes Históricos - Virada do século XVIII para o XIX: Estudo sobre o "povo" se converteu em interesse de intelectuais europeus. - Johann Gottfried von Herder (1744-1803): Escritor alemão, um dos importantes da literatura alemã, influenciador do romantismo alemão. Em 1778, foi premiado por um ensaio defendendo a superioridade das canções populares sobre a poesia intelectualizada. Seus principais trabalhos: Ensaio sobre a origem da linguagem (1772) e Idéias sobre a filosofia da história da humanidade (1791). - Irmãos Grimm (Jacob, 1785-1863; Wilhelm, 1786-1859): Nascidos na Alemanha, se destacaram pelo levantamento e registro de narrativas e memória dos povos germânicos preservadas pela tradição oral, defendendo a autoria coletiva. 3. Registros dos Bens Imateriais - Terminologia: Preferência pelo termo "imaterial" em vez de "intangível"; uso de "registro" em vez de "tombamento", devido ao caráter vivo e dinâmico desses bens. - Quatro Livros de Registro: 1. Livro de Registro dos Saberes: Conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano (ex.: Ofício das Paneleiras de Goiabeiras – registrado em dezembro de 2002; Ofício das Baianas de Acarajé – 14/1/2005;Modo de Fazer Viola-de-Cocho – 14/1/2005). 2. Livro de Registro de Celebrações: Festas e rituais que marcam relações coletivas (ex.: Círio de Nossa Senhora de Nazaré – 5/10/2005). 3. Livro de Registros das Formas de Expressão: Manifestações artísticas (ex.: Arte Kusiwa dos Índios Wajãpi – 20/12/2002; Samba-de-Roda no Recôncavo Baiano – 5/10/2004; Jongo do Sudeste – 15/12/2005; Frevo – 9/2/2007; Tambor de Crioula – 18/6/2007; Samba do Rio de Janeiro – 9/10/2007). 4. Livro de Registro dos Lugares: Locais que suportam atividades culturais importantes (ex.: Cachoeira do Iauaretê – 18/10/2006; Feira de Caruaru – 7/12/2007). - Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC): Realiza pesquisas e classifica bens imateriais, com 25 inventários em andamento até final de 2007, quando já haviam sido registradas 12 manifestações. 4. Preservação e Salvaguardas - Princípio: Proteger sem imobilizar, pois as manifestações são dinâmicas e passam por recriações. - Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI): Instituído pelo Decreto n° 3.551, de 4 de agosto de 2000, visa identificar, reconhecer e salvaguardar bens imateriais, buscando parcerias com governos, universidades e organizações privadas. - Planos de Salvaguarda: Ações que garantem continuidade sustentável e melhoram condições materiais e sociais dos grupos envolvidos. Já realizados para a Arte Kusiwa, Samba-de-Roda do Recôncavo Baiano, Viola-de-Cocho e Paneleiras de Goiabeiras. - Participação Comunitária: Fundamental no processo de identificação, reconhecimento e salvaguarda, pois conscientiza sobre a importância das manifestações. 5. Diferença entre Tombamento e Registro - Tombamento (material): Normatizado pelo Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, busca manter o bem próximo de sua forma original, com regras rígidas de proteção. - Registro (imaterial): Reconhece a importância do bem para a identidade cultural, permitindo transformações e reinterpretações, com acompanhamento e apoio por meio de salvaguardas. 6. Papel da UNESCO - Desde 1989, quando lançou a Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular, orienta sobre a identificação, preservação e disseminação de bens imateriais, considerando que a cultura tradicional e popular é patrimônio universal da humanidade. Exemplo: o Samba-de-Roda do Recôncavo Baiano foi reconhecido como Patrimônio da Humanidade em 2005. 7. Conclusão - A preservação deixou de se restringir a bens materiais ligados à cultura erudita, passando a contemplar o imaterial como elemento fundamental da identidade cultural. - O patrimônio imaterial é vulnerável, mas políticas de salvaguarda buscam desenvolver a autonomia das comunidades para mantê-lo vivo e atuante. RESUMO DETALHADO aula 5: PATRIMÔNIO NATURAL – JARDINS HISTÓRICOS, PARQUES E PAISAGENS 1. CONCEITO E MARCOS LEGAIS O patrimônio natural compreende jardins históricos, parques e paisagens, reconhecidos como monumentos naturais a serem preservados. - Década de 1930: Criação do Parque de Itatiaia (RJ), marco inicial do conceito de área natural protegida no Brasil. - 1937: O Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro equipara o patrimônio natural ao histórico e artístico nacional, sujeitando-o a legislação específica. O IPHAN inscreve bens relevantes no Livro arqueológico, etnográfico e paisagístico. - 18 de junho de 2000: Lei 9.985 institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), definindo normas para criação e gestão de áreas protegidas. - Constituição de 1988: Elege como bens a preservar as paisagens de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. 2. EVOLUÇÃO DA PERCEPÇÃO HOMEM-NATUREZA - Antiguidade Clássica a século XIX: O homem se colocou como superior à natureza, vista como "irracional" e habitat de "povos bárbaros". Essa visão foi reforçada pelo humanismo renascentista e fundamentos religiosos. - Segunda metade do século XVIII: A industrialização europeia e seus impactos ambientais mobilizaram intelectuais e artistas do Romantismo, que valorizaram a natureza selvagem. Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), botânico francês que esteve no Brasil entre 1816 e 1822, coletou espécies e publicou Histoire des plantes les plus remarquables du Brésil et du Paraguay (1824) e Plantes usuelles des Brasiliens (1828). - Século XVIII: Natureza passava a integrar coleções de museus, mas sua destruição ainda era vista como progresso; preservação ocorria apenas por vínculos históricos/culturais. - Século XX: Criação de parques florestais nos EUA com uso restrito. A UNESCO, a partir de meados do século, incentiva a união entre cultura e natureza. - 1965: Criação da Fundação do Patrimônio Mundial para proteger regiões naturais, paisagísticas e sítios históricos. - 1972: Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural é criada, com adesão de mais de 150 países. - Século XXI: Visão de naturalismo com manejo consciente, reconhecendo a natureza como expressão de civilização. 3. JARDINS HISTÓRICOS, PARQUES E JARDINS - Jardim Botânico do Rio de Janeiro: Criado por D. João VI em 13 de junho de 1808 no antigo Engenho de Cana, com objetivo de aclimatar especiarias. Inscrito no IPHAN em 30/5/1938 (nº 002). - Parque Nacional da Tijuca (RJ): Declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO; resultado de reflorestamento a partir de 1860 para recuperar mananciais. Contém formações de gnaisse (rocha antiga, exemplo: Pão-de-Açúcar). - Jardins no Brasil: Influenciados por modelos francês (geometrizado) e inglês (orgânico). No período colonial, natureza era vista como recurso comercial; na Idade Média, jardins tinham finalidade medicinal e alimentar. - Auguste-François Marie Glaziou: Urbanista francês que projetou os jardins da Quinta da Boa Vista (RJ), residência imperial atual Museu Nacional. - Dados sobre jardins botânicos: 1.700 no mundo; no Brasil, 36 listados em 1999 pelo Relatório Nacional para a Conservação da Diversidade Biológica. 4. ÁREAS DE PROTEÇÃO E SALVAGUARDAS O SNUC divide as áreas em duas categorias: - Áreas de proteção integral: Permitem apenas uso indireto. Incluem parques nacionais, monumentos naturais, estações ecológicas, reservas biológicas e refúgios de vida silvestre. - Áreas de uso sustentável: Compatibilizam preservação e uso de recursos. Incluem Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Florestas Nacionais (Flonas) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Marcos internacionais de salvaguarda: - 1931: Carta de Atenas, focada em patrimônios históricos. - 12 de dezembro de 1962: Recomendações de Paris da UNESCO para paisagens e sítios, defendendo medidas preventivas e corretivas (fiscalização de obras, desmatamento, poluição etc.). - 1994: Lista do Patrimônio Mundial de Paisagens Culturais, criada pelo Comitê do Patrimônio Mundial. - Outubro de 2007: Brasil é eleito para compor o Comitê do Patrimônio Mundial por quatro anos. 5. PATRIMÔNIO NATURAL MUNDIAL NO BRASIL Sete sítios brasileiros são reconhecidos pela UNESCO, sob gestão da Diretoria do Programa Nacional de Áreas Protegidas (MMA): 1. Parque Nacional do Iguaçu: Inscrito em 1986, localizado na fronteira com a Argentina, abriga quedas-d’água de mais de 2.700 metros. 2. Parque Nacional da Serra da Capivara (PI): Inscrito em 1991, com pinturas rupestres de mais de 25 mil anos. 3. Reserva da Mata Atlântica: Inscrita em 1999, abrange RS a RN; a Costa do Descobrimento (BA e ES) também foi inscrita no mesmo ano. 4. Complexo do Pantanal Mato-grossense: Inscrito em 2000, com 250.000 km²; a Embrapa mantém unidade de pesquisa desde 1975. 5. Reservas do Cerrado (Chapada dos Veadeiros e Emas): Reconhecidas em 2001; Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961. 6. Ilhas Atlânticas (Fernando de Noronha e Atol das Rocas): Localizadas no RN e PE, habitat de espécies marinhas. 7. Complexo de Conservação da Amazônia Central: Reconhecido em 2001, inclui Parque Nacional do Jaú, Estação Ecológica de Anavilhanas e Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e Amaná (pedido de criação em 1985para proteger o uacari-branco). No total, o Brasil tem 17 bens na Lista de Patrimônio Mundial, sendo 40% naturais. 6. PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS - Final do século XIX: Debate entre ambientalistas sobre uso humano em áreas protegidas. - Década de 1970: Hugues de Varine-Bohan, ex-diretor do ICOM, desenvolveu o conceito de ecomuseu, defendendo conservação dinâmica com participação comunitária e uso sustentável de recursos locais. - Visão atual: Patrimônio natural é visto como construção cultural, integrando natureza e transformações humanas, com valor afetivo e de memória para as comunidades. Resumo Detalhado da Aula 06 - Turismo e Patrimônio: Conscientização sobre o valor dos bens culturais e seus riscos 1. Meta e Objetivos da Aula - Meta: Apresentar a importância da conscientização comunitária sobre o valor insubstituível dos bens patrimoniais e os riscos de desaparecimento por abandono ou furto. - Objetivos: 1. Reconhecer os motivos de inclusão de um bem na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, seu significado e ações para reverte-la. 2. Identificar a importância de conhecer e valorizar o patrimônio cultural para protegê-lo de roubo e receptação. 2. Conceito de Iconoclastia - Termo originário do grego (eikon = ícone; klastein = quebrar), refere-se à destruição de representações por motivos políticos ou religiosos. - Exemplos históricos: destruição das estátuas de Buda de Bamyan (Afeganistão, 2001) pelos talibãs; ações dos reformadores protestantes no século XVI; proibição de figuras humanas/animais em espaços sagrados islâmicos. - Destruições podem ocorrer por desconhecimento do valor do bem ou pela intenção de desarticular símbolos de grupos sociais. 3. Patrimônios Mundiais em Perigo 3.1 Principais Ameaças - Destruições deliberadas, guerras, poluição, desastres naturais, urbanização acelerada, especulação imobiliária, desmatamento e turismo descontrolado. 3.2 Ações Internacionais de Proteção - Após a II Guerra Mundial, foram elaboradas normas para proteção do patrimônio, com criação de cartas patrimoniais (mais de 40 documentos disponíveis no portal do IPHAN). - Em 1972, a Convenção sobre Patrimônio Mundial uniu a proteção de bens culturais e naturais. - Fundos para o Patrimônio Mundial destinam 4 milhões de dólares anuais, com cinco categorias de apoio: preparatório, treinamento, cooperação técnica, emergência e educacional/promocional. 3.3 Lista do Patrimônio Mundial em Perigo - Objetivo: Divulgar o risco de perda das características que levaram à classificação como patrimônio da humanidade e sugerir ações de preservação. - Benefícios: Destinação imediata de recursos, alerta à população e autoridades, e mudança no tratamento social do bem. - Exemplos de bens na lista: Tartarugas gigantes das Ilhas Galápagos, Parque Nacional Comoé (Costa do Marfim), Ruínas de Kilwa Kisiwani (Tanzânia), Ilhas Galápagos (Equador), Vale do Elba (Alemanha). - Retirada da lista: Possível quando os problemas são resolvidos; não há previsão de cancelamento do título de patrimônio mundial. 4. Patrimônios Brasileiros e Riscos - Atualmente: Nenhum bem brasileiro consta na lista de patrimônio em perigo. - Casos anteriores: - Parque Nacional do Iguaçu (PR): Incluído em 1999 devido à Estrada dos Colonos (invasão ilegal), vôos de helicópteros e falta de proteção; retirado em 2001 após ações de recuperação e estímulo ao ecoturismo. - Brasília (DF): Reconhecida como patrimônio em 1987; quase foi incluída na lista de risco em 2001 devido a alterações estruturais, mas o compromisso das autoridades evitou isso. - Ouro Preto (MG): Reconhecida em 1980; alertada em 2002 sobre possibilidade de inclusão na lista por ocupação desordenada, tráfego pesado, saneamento deficitário e obras irregulares. - Lista de Patrimônios Brasileiros Reconhecidos pela Unesco: - Culturais: Ouro Preto (1980), Olinda (1982), Ruínas Jesuíticas-Guarani (1983), Salvador (1985), Bom Jesus de Congonhas (1985), Brasília (1987), Serra da Capivara (1991), São Luís (1997), Diamantina (1999), Goiás (2001). - Naturais: Iguaçu (1986), Mata Atlântica Sudeste (1999), Mata Atlântica Costa do Descobrimento (1999), Jaú (2000), Pantanal (2000), Cerrado (2001), Ilhas Atlânticas (2001). 5. Bens Roubados do Patrimônio Nacional - Mais de 1.000 bens estão desaparecidos, com o Rio de Janeiro liderando com 539 itens (maioria de acervos religiosos e museus). - Exemplos: Saque da Igreja da Ordem Terceira do Carmo (1993, 250 peças roubadas); roubo de obras de Monet, Matisse e Picasso no Museu da Chácara do Céu (2006). - Medidas de Combate: - Campanha de conscientização do IPHAN (iniciada em 2007) com banco de dados online e canais de denúncia. - Lei prevê multa e reclusão de até 3 anos para comercialização ilegal de peças. - Parceria com Polícia Federal e Interpol; adesão à Convenção sobre Bens Culturais Roubados (1995). 6. Conclusão - A conscientização da população sobre o valor do patrimônio é um dos principais meios de proteção, pois "só se protege o que se ama e só se ama o que se conhece". - Bancos de dados interconectados e campanhas de divulgação auxiliam na recuperação de bens roubados, reduzindo a possibilidade de comercialização ilegal. - A falta de recursos e pessoal para segurança é um dos principais desafios para a proteção de acervos culturais. Resumo detalhado – Aula 6: Conscientização sobre o valor dos bens culturais (com páginas) A aula tem como foco principal mostrar que o patrimônio cultural é um bem insubstituível e que sua preservação depende da conscientização da sociedade, pois ele está constantemente ameaçado por diversos fatores (p. 112). 1. Importância do patrimônio cultural e riscos O texto começa com o exemplo da destruição das estátuas de Buda no Afeganistão, em 2001, para mostrar que o patrimônio não é importante apenas para um país, mas para toda a humanidade (p. 112). Esse caso evidencia que fatores políticos, religiosos e ideológicos podem levar à destruição de bens culturais. A aula explica também o conceito de iconoclastia, que é a destruição de imagens por motivos religiosos ou políticos (p. 113). Ao longo da história, isso aconteceu várias vezes, mostrando que o patrimônio pode ser alvo de disputas de poder. Além disso, monumentos têm um valor simbólico muito forte, pois representam a identidade de um povo. Por isso, sua destruição pode ser usada como forma de apagar a memória cultural de uma sociedade (p. 113). 2. Principais ameaças ao patrimônio Os patrimônios culturais e naturais estão ameaçados por diversos fatores (p. 114): Guerras e conflitos armados Poluição ambiental Desastres naturais (terremotos, incêndios, enchentes) Urbanização desordenada Desmatamento Turismo em excesso (sem controle) Esses fatores podem causar a perda total ou parcial dos bens, comprometendo sua existência e significado. 3. Ações internacionais de preservação Após a Segunda Guerra Mundial, surgiu uma preocupação mundial em proteger o patrimônio (p. 114). A partir disso: A UNESCO passou a atuar na preservação Foram criadas normas internacionais (cartas patrimoniais) Em 1972, foi criada a Convenção do Patrimônio Mundial, que protege tanto bens culturais quanto naturais (p. 115) Também foram criados fundos internacionais, que financiam ações de preservação, como: Projetos de conservação Treinamento de profissionais Apoio técnico Ações emergenciais Programas educativos (p. 115) 4. Lista do Patrimônio Mundial em Perigo Essa lista foi criada para identificar patrimônios que estão ameaçados (p. 116). 📌 Quando um patrimônio entra nessa lista? Quando corre o risco de perder as características que o tornaram importante para a humanidade (p. 118). 📌 Objetivos da lista: Alertar a população e autoridades Mobilizar recursos internacionais Incentivar ações de preservação A inclusão não é uma punição, mas sim uma forma de ajudar na recuperação do patrimônio (p. 118). --- 5. Exemplos importantes A aula apresenta vários exemplos: ✔ Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) Entrou na lista por problemas comoinvasões e exploração inadequada, mas foi recuperado após ações do governo (p. 121-122). ✔ Brasília Quase entrou na lista devido a problemas urbanos, mas foi preservada após compromisso das autoridades (p. 124-125). ✔ Ouro Preto Também esteve em risco por degradação, crescimento desordenado e problemas de conservação (p. 125-126). 👉 Esses exemplos mostram que a preservação depende de ações rápidas e eficientes. --- 6. Patrimônio brasileiro e turismo Os patrimônios reconhecidos pela UNESCO ganham maior visibilidade e atraem turistas (p. 126). Porém, isso também exige cuidado, pois o turismo sem controle pode causar danos. O Brasil possui vários patrimônios culturais e naturais importantes, como: Ouro Preto Salvador Brasília Parque Nacional do Iguaçu Pantanal --- 7. Roubo e tráfico de bens culturais Um dos maiores problemas atuais é o roubo de bens culturais (p. 127). Muitas obras desaparecem por falta de proteção O tráfico de arte é uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo (p. 129) O Brasil é um dos alvos desse crime Para combater isso, o IPHAN criou: Banco de dados de bens roubados Campanhas de conscientização Parcerias com a Polícia Federal e Interpol (p. 128-129) --- 8. Importância da conscientização A conclusão da aula reforça que a preservação depende da sociedade (p. 131-132). 📌 Ideia principal: 👉 “Só se protege o que se conhece e valoriza.” Ou seja: Quanto mais as pessoas conhecem o patrimônio Maior será o cuidado e a proteção A educação e a divulgação são essenciais para evitar: Vandalismo Roubo Destruição Dica para prova (muito importante!) Você precisa saber responder: ✔ O que é patrimônio em perigo ✔ Principais ameaças ao patrimônio ✔ Função da UNESCO ✔ Objetivo da Lista do Patrimônio em Perigo ✔ Importância da conscientização ✔ Exemplos (Iguaçu, Brasília, Ouro Preto) Aqui está o resumo detalhado da Aula 7 (nível de prova), seguindo o mesmo modelo da Aula 6, com explicação clara e citando páginas: Resumo detalhado – Aula 7: Turismo e Patrimônio (com páginas) A Aula 7 aprofunda a relação entre o turismo e o patrimônio cultural e natural, mostrando que o turismo pode ser tanto um aliado quanto uma ameaça, dependendo de como é planejado e praticado (p. 133). 1. Relação entre turismo e patrimônio O turismo utiliza o patrimônio como um dos seus principais atrativos, pois muitos turistas viajam para conhecer bens históricos, culturais e naturais (p. 133). Porém, essa relação é dupla: ✔ Positiva: Gera renda Valoriza o patrimônio Incentiva a preservação ❌ Negativa: Pode causar degradação Superlotação Desgaste físico dos bens Ou seja, o turismo precisa ser planejado e controlado para não prejudicar aquilo que ele próprio utiliza (p. 134). 2. Turismo cultural O turismo cultural é aquele motivado pelo interesse em conhecer: História Tradições Costumes Monumentos Museus Ele é importante porque fortalece a identidade cultural e promove o conhecimento entre diferentes povos (p. 135). Além disso, contribui para: Educação Preservação da memória Desenvolvimento local 3. Impactos do turismo no patrimônio A aula destaca que o turismo pode gerar diferentes impactos (p. 136): 📌 Impactos positivos: Geração de empregos Desenvolvimento econômico Investimentos em conservação Valorização cultural 📌 Impactos negativos: Poluição Degradação ambiental Descaracterização cultural Aumento do custo de vida local Um dos maiores problemas é o turismo de massa, que causa excesso de visitantes e pode comprometer a preservação (p. 137). 4. Capacidade de carga A capacidade de carga é um conceito fundamental (p. 138). 👉 Significa o número máximo de visitantes que um local pode receber sem causar danos ao patrimônio. Quando esse limite é ultrapassado: Ocorre desgaste físico Há perda da qualidade da experiência O patrimônio pode ser destruído Por isso, é importante: Controlar o fluxo de turistas Criar regras de visitação Planejar o uso do espaço 5. Turismo sustentável A aula apresenta o conceito de turismo sustentável como solução (p. 139). 👉 É aquele que: Preserva o patrimônio Respeita a cultura local Gera benefícios econômicos Não prejudica as futuras gerações Ele se baseia em três pilares: Econômico Social Ambiental 6. Planejamento turístico O planejamento é essencial para equilibrar turismo e preservação (p. 140). Ele envolve: Organização do espaço Criação de normas Educação dos visitantes Participação da comunidade local Sem planejamento, o turismo pode causar mais prejuízos do que benefícios. 7. Papel da comunidade local A população local tem um papel fundamental (p. 141). Deve participar das decisões Precisa se beneficiar do turismo Ajuda na preservação do patrimônio Quando a comunidade é excluída: O turismo pode gerar conflitos Há perda de identidade cultural 8. Educação e conscientização Assim como na aula anterior, a conscientização é essencial (p. 142). Turistas devem respeitar os locais Moradores devem valorizar o patrimônio Governos devem investir em educação 👉 A preservação depende do comportamento de todos. Dica para prova (muito importante!) Você precisa saber: ✔ O que é turismo cultural ✔ Diferença entre impactos positivos e negativos ✔ O que é capacidade de carga ✔ O que é turismo sustentável ✔ Importância do planejamento ✔ Papel da comunidade local Resumo final (bem direto para revisar) O turismo e o patrimônio estão diretamente ligados. O turismo pode ajudar na preservação ao gerar renda e valorização cultural, mas também pode causar danos se não houver controle. Por isso, conceitos como capacidade de carga, turismo sustentável e planejamento são essenciais para garantir que o patrimônio seja preservado para as futuras gerações (p. 133-142). Resumo detalhado – Aula 8: Turismo e Patrimônio (com páginas) A Aula 8 aprofunda a discussão sobre a relação entre turismo, patrimônio e desenvolvimento, destacando a importância do uso consciente e planejado dos bens culturais e naturais para garantir sua preservação (p. 143). 1. Turismo como atividade econômica O turismo é apresentado como uma atividade econômica importante, capaz de gerar: Emprego Renda Desenvolvimento regional Ele movimenta diversos setores, como transporte, hospedagem, alimentação e comércio (p. 143-144). Por isso, o patrimônio cultural e natural passa a ser utilizado como recurso turístico, atraindo visitantes e investimentos. 2. Valorização do patrimônio Quando bem planejado, o turismo contribui para: ✔ Preservação dos bens culturais ✔ Valorização da identidade local ✔ Fortalecimento da cultura Isso acontece porque o patrimônio passa a ser visto como algo importante economicamente e socialmente (p. 145). Porém, essa valorização precisa ser equilibrada para não transformar a cultura em algo apenas comercial. 3. Mercantilização da cultura A aula alerta para o risco da mercantilização cultural (p. 146). 👉 Isso acontece quando: A cultura é transformada em produto Tradições são modificadas para agradar turistas Há perda da autenticidade Exemplo: Festas tradicionais adaptadas apenas para visitantes Esse processo pode causar a descaracterização cultural, ou seja, a perda das características originais da cultura. 4. Impactos socioculturais do turismo O turismo pode gerar impactos na sociedade (p. 147): 📌 Positivos: Valorização cultural Troca de experiências Geração de oportunidades 📌 Negativos: Perda de identidade cultural Influência de costumes externos Conflitos entre turistas e moradores Por isso, é importante respeitar a cultura local. 5. Sustentabilidade no turismo A aula reforça o conceito de turismo sustentável (p. 148). 👉 Para ser sustentável, o turismo deve: Preservar o meio ambiente Respeitar a cultura local Gerar benefícios econômicos Garantir recursos para o futuro Sem sustentabilidade, o turismo pode destruir os próprios atrativos. 6. Planejamento e gestão do turismo O planejamento continua sendo essencial (p. 149). Ele deveenvolver: Governo Comunidade local Empresas Além disso, deve incluir: Regras de uso Controle de visitantes Proteção dos bens 👉 A gestão correta evita impactos negativos. 7. Papel da comunidade local A comunidade deve participar ativamente (p. 150): Nas decisões Na preservação Nos benefícios econômicos Quando isso não acontece: O turismo pode gerar desigualdade Pode haver rejeição da população 8. Educação e conscientização A aula reforça novamente a importância da conscientização (p. 151-152). 👉 É necessário: Educar turistas Valorizar o patrimônio Promover respeito cultural A educação é a base para a preservação. Dica para prova (muito importante!) Você precisa saber: ✔ O que é mercantilização da cultura ✔ Impactos socioculturais do turismo ✔ Importância da sustentabilidade ✔ Relação entre turismo e economia ✔ Papel da comunidade local ✔ Importância do planejamento Resumo final (bem direto para revisar) O turismo é uma atividade econômica importante que utiliza o patrimônio como atrativo. Ele pode valorizar e preservar a cultura, mas também pode causar problemas como a mercantilização e perda de identidade cultural. Por isso, o turismo deve ser planejado e sustentável, com participação da comunidade e foco na conscientização, garantindo benefícios sem prejudicar o patrimônio (p. 143-152). Resumo detalhado – Aula 9: Turismo, Patrimônio e Políticas Públicas (com páginas) A Aula 9 aborda a importância das políticas públicas na preservação do patrimônio e no desenvolvimento do turismo, mostrando que o planejamento governamental é essencial para equilibrar crescimento econômico e conservação (p. 153). 1. O papel das políticas públicas As políticas públicas são ações e decisões do governo voltadas para atender às necessidades da sociedade (p. 153). No turismo e no patrimônio, elas servem para: Proteger bens culturais e naturais Organizar a atividade turística Promover o desenvolvimento sustentável Sem políticas públicas, o turismo pode crescer de forma desordenada e causar prejuízos (p. 154). 2. Planejamento turístico governamental O planejamento é uma das principais funções do poder público (p. 155). Ele envolve: Criação de leis e normas Organização dos espaços turísticos Controle da atividade turística Incentivo ao desenvolvimento regional 👉 O objetivo é garantir que o turismo aconteça de forma equilibrada e sustentável. 3. Instrumentos de preservação do patrimônio A aula apresenta alguns instrumentos utilizados para proteger o patrimônio (p. 156): 📌 Tombamento: Proteção legal de bens culturais, impedindo sua destruição ou alteração. 📌 Registro: Usado para proteger patrimônios imateriais, como festas e tradições. 📌 Inventário: Levantamento e identificação dos bens culturais existentes. Esses instrumentos são fundamentais para garantir a preservação. 4. Papel das instituições Diversas instituições atuam na preservação (p. 157): IPHAN (no Brasil) UNESCO (nível internacional) Órgãos estaduais e municipais Elas são responsáveis por: Fiscalizar Proteger Promover ações educativas 5. Turismo como política de desenvolvimento O turismo também é utilizado como estratégia de desenvolvimento econômico (p. 158). Ele pode: Gerar empregos Aumentar a renda Desenvolver regiões menos favorecidas Porém, isso deve ser feito com planejamento para evitar impactos negativos. 6. Desafios das políticas públicas A aula aponta alguns desafios (p. 159): Falta de recursos financeiros Falta de fiscalização Conflitos de interesse Crescimento desordenado Esses problemas dificultam a preservação e o desenvolvimento sustentável. 7. Participação da sociedade A sociedade também tem papel importante (p. 160): Participar das decisões Fiscalizar ações do governo Valorizar o patrimônio 👉 A preservação não depende só do governo, mas de todos. 8. Importância da integração A aula destaca que é necessário integrar: Governo Comunidade Empresas Essa união garante melhores resultados na preservação e no turismo (p. 161-162). Dica para prova (muito importante!) Você precisa saber: ✔ O que são políticas públicas ✔ Função do planejamento turístico ✔ O que é tombamento, registro e inventário ✔ Papel do IPHAN e da UNESCO ✔ Turismo como desenvolvimento econômico ✔ Desafios das políticas públicas Resumo final (bem direto para revisar) As políticas públicas são fundamentais para organizar o turismo e proteger o patrimônio. Instrumentos como tombamento, registro e inventário garantem a preservação dos bens culturais. O turismo pode gerar desenvolvimento econômico, mas precisa ser planejado. A participação da sociedade e a integração entre governo, empresas e população são essenciais para alcançar um turismo sustentável (p. 153-162). Resumo detalhado – Aula 10: Turismo, Patrimônio e Educação (com páginas) A Aula 10 destaca a importância da educação e da conscientização na preservação do patrimônio e no desenvolvimento do turismo sustentável, mostrando que conhecer é o primeiro passo para valorizar e proteger (p. 163). 1. Relação entre educação e patrimônio A educação é fundamental para que as pessoas compreendam o valor dos bens culturais e naturais (p. 163-164). 👉 Quando há conhecimento: As pessoas passam a valorizar mais o patrimônio Há maior cuidado e preservação Diminui a destruição e o descaso A falta de conhecimento é uma das principais causas da degradação. 2. Educação patrimonial A aula apresenta o conceito de educação patrimonial (p. 165). 👉 É um processo educativo que busca: Ensinar sobre o patrimônio Desenvolver sentimento de pertencimento Incentivar a preservação Ela pode acontecer em: Escolas Museus Projetos culturais Comunidades 3. Objetivos da educação patrimonial Os principais objetivos são (p. 166): Valorizar a cultura local Preservar a memória histórica Desenvolver identidade cultural Incentivar a participação da sociedade 👉 Ou seja, formar cidadãos conscientes. 4. Turismo como ferramenta educativa O turismo também pode ser uma forma de educação (p. 167). 👉 Ao visitar lugares históricos e culturais, o turista: Aprende sobre outras culturas Desenvolve respeito Amplia conhecimentos Isso transforma o turismo em uma experiência educativa. 5. Conscientização dos turistas A aula reforça a importância de orientar os turistas (p. 168): Respeitar regras Não danificar patrimônios Valorizar a cultura local 👉 O comportamento do turista influencia diretamente na preservação. 6. Papel da escola e da comunidade A escola tem papel essencial na formação dos indivíduos (p. 169): Ensinar sobre patrimônio Desenvolver senso crítico Promover atividades educativas A comunidade também deve participar: Preservando Valorizando Transmitindo cultura 7. Educação e sustentabilidade A educação contribui para o turismo sustentável (p. 170). 👉 Pessoas conscientes: Consomem de forma responsável Respeitam o meio ambiente Ajudam na preservação Sem educação, não há sustentabilidade. 8. Desafios da educação patrimonial A aula aponta alguns desafios (p. 171): Falta de investimento Falta de interesse Pouca divulgação Mesmo assim, a educação continua sendo uma das ferramentas mais importantes para a preservação. Dica para prova (muito importante!) Você precisa saber: ✔ O que é educação patrimonial ✔ Objetivos da educação patrimonial ✔ Relação entre educação e preservação ✔ Turismo como forma de aprendizado ✔ Importância da conscientização ✔ Papel da escola e da comunidade Resumo final (bem direto para revisar) A educação é essencial para a preservação do patrimônio, pois permite que as pessoas conheçam, valorizem e protejam os bens culturais e naturais. A educação patrimonial forma cidadãos conscientes e fortalece a identidade cultural. O turismo também pode ser educativo, desde que praticado com respeito. Assim, educação e conscientização são fundamentais para garantir um turismo sustentável (p. 163-171).