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DIAGRAMA DE WIGGERS HABILIDADES CLÍNICAS III Onda P: potencial de ação gerado no nó sinoatrial. Os átrios se despolarizam. Esse evento gera a contração atrial (sístole), observada pelo aumento da pressão atrial (linha pontilhada). Isso leva ao enchimento máximo do ventrículo esquerdo. Esse é o volume diastólico final, ou seja, o volume de sangue dentro do ventrículo ao final da diástole ventricular, logo antes do início da sístole ventricular. Quando o potencial de ação atinge os ventrículos e eles começam a despolarizar, o evento representado pelo complexo QRS do eletro, inicia-se a sístole ventricular, que acontece ao mesmo tempo da diástole atrial. Com a contração dos ventrículos, a pressão ventricular ultrapassa a pressão atrial, levando ao fechamento da valva atrioventricular esquerda (mitral). O fechamento da valva mitral gera a bulha S1 do fonograma. Com todas as valvas fechadas, durante a sístole a pressão aumenta, sem alterar o volume. Portanto, os ventrículos estão na fase de contração isovolumétrica. Nesse momento, ocorre um certo aumento da pressão atrial, pois a valva mitral é pressionada em direção ao átrio. Quando a pressão ventricular ultrapassa a pressão dentro da artéria aorta, em torno de 80 mmHg, ocorre a abertura da valva aórtica. A contração ventricular continua elevando a pressão até cerca de 120 mmHg durante a fase de ejeção ventricular. A ejeção do sangue do ventrículo para a artéria aorta leva a redução do volume de sangue no ventrículo. Logo após atingir a pressão ventricular máxima, ocorre a onda T no eletro, que representa a repolarização dos ventrículos. Nesse momento, o ventrículo começa a relaxar, iniciando a diástole ventricular. Com isso, a pressão ventricular diminui abaixo da pressão aórtica, que leva ao fechamento da valva aórtica. O fechamento dessa valva dá origem a bulha S2, segundo som do fonograma. Durante o fechamento da valva aórtica, como a pressão ventricular acaba ficando menor que a pressão arterial, ocorre um pequeno refluxo do sangue da artéria para o ventrículo, levando a uma breve diminuição da pressão arterial. Esse evento, a incisura dicrótica, é quando ocorre o enchimento das artérias coronárias do coração. Com todas as valvas fechadas durante a diástole, a pressão ventricular diminui sem alteração do volume, então os ventrículos estão na fase de relaxamento isovolumétrico. O volume ventricular não chega a 0, ou seja, o ventrículo não ejeta todo o sangue, e ao final da sístole tem-se o volume sistólico final. Enquanto o ventrículo relaxa, o átrio está recebendo sangue que chega pelas veias pulmonares e a pressão atrial vai aumentando até que essa pressão ultrapasse a pressão ventricular, o que causa a abertura da valva mitral, permitindo o fluxo de sangue do átrio para o ventrículo, dando início a fase de enchimento ventricular. O volume ventricular vai aumentando até que novamente um potencial de ação é gerado no nó sinoatrial dando origem a uma nova onda P, reiniciando o ciclo. GRÁFICO DE PRESSÃO VENTRICULAR E PRESSÃO NA AORTA Com a contração dos ventrículos, a pressão ventricular ultrapassa a pressão atrial, levando ao fechamento da valva atrioventricular esquerda (mitral). Letra C. Com todas as valvas fechadas, durante a sístole a pressão aumenta, sem alterar o volume. Portanto, os ventrículos estão na fase de contração isovolumétrica. Quando a pressão ventricular ultrapassa a pressão dentro da artéria aorta, em torno de 80 mmHg, ocorre a abertura da valva aórtica. Letra A. A contração ventricular continua elevando a pressão até cerca de 120 mmHg durante a fase de ejeção ventricular. Depois disso, a pressão ventricular diminui abaixo da pressão aórtica, que leva ao fechamento da valva aórtica. Letra B. Durante o fechamento da valva aórtica, como a pressão ventricular acaba ficando menor que a pressão arterial, ocorre um pequeno refluxo do sangue da artéria para o ventrículo, levando a uma breve diminuição da pressão arterial. Esse evento, a incisura dicrótica, é quando ocorre o enchimento das artérias coronárias do coração. Com todas as valvas fechadas durante a diástole, a pressão ventricular diminui sem alteração do volume, então os ventrículos estão na fase de relaxamento isovolumétrico. A abertura das valvas ocorre por gradiente de pressão. Não há interferência da gravidade. Isovolume: contração isovolumétrica e relaxamento isovolumétrico. O volume permanece igual com alteração de pressão. Nesse momento está tudo parado e todas as valvas estão fechadas. Incisura dicrótica: enche as coronárias pela volta de sangue que o coração gera na sucção durante a contração. Elas se enchem durante a diástole. Abertura da valva aórtica ocorre em 80 mmHg - pressão diastólica. Pressão sistólica: pressão na ejeção do sangue. Hipertensão aumenta a resistência da aorta. PA: débito cardíaco (VS X FC) - pressão jogada na aorta pelo ventrículo X RVP (resistência vascular periférica). PA: DC X RVP. Pressão diastólica: resistência para abrir valva aórtica. Com resistência o coração faz mais força para superá-la. Por isso, geralmente ocorre hipertensão sistólica e diastólica associadas. Hipertensão pode ser isolada: só sistólica ou só diastólica. GRÁFICO DE PRESSÃO ATRIAL A onda P gera a contração atrial (sístole), observada pelo aumento da pressão atrial. Na contração isovolumétrica do ventrículo, ocorre um certo aumento da pressão atrial, pois a valva mitral é pressionada em direção ao átrio. Enquanto o ventrículo relaxa, o átrio está recebendo sangue que chega pelas veias pulmonares e a pressão atrial vai aumentando até que essa pressão ultrapasse a pressão ventricular, o que causa a abertura da valva mitral (Letra D), permitindo o fluxo de sangue do átrio para o ventrículo, dando início a fase de enchimento ventricular. Onda “a”: contração atrial. Onda “c” (pequeno aumento da pressão atrial): o abaulamento dos folhetos da valva durante a contração isovolumétrica. Na insuficiência mitral aumenta essa onda, pois fica maior volume no átrio. Arritmias podem gerar onda “a” inexistente no pulso venoso. Onda “a” proeminente em casos de estenose mitral ou tricúspide, pela resistência à passagem do sangue, aumentando a força de contração do átrio. Onda “v”: retorno venoso. Enche o átrio pelo retorno do sangue. GRÁFICO DE VOLUME VENTRICULAR A contração atrial leva ao enchimento máximo do ventrículo esquerdo. Esse é o volume diastólico final (Letra E), ou seja, o volume de sangue dentro do ventrículo ao final da diástole ventricular, logo antes do início da sístole ventricular. Com todas as valvas fechadas, durante a sístole a pressão aumenta, sem alterar o volume. Portanto, os ventrículos estão na fase de contração isovolumétrica. A ejeção do sangue do ventrículo para a artéria aorta leva a redução do volume de sangue no ventrículo. O volume ventricular não chega a 0, ou seja, o ventrículo não ejeta todo o sangue, e ao final da sístole tem-se o volume sistólico final (Letra F). Com a abertura da valva mitral, o volume ventricular vai aumentando até que novamente um potencial de ação é gerado no nó sinoatrial dando origem a uma nova onda P, reiniciando o ciclo. Volume diastólico final: maior enchimento do ventrículo - 130 mL. Sempre fica sangue: volume sistólico final - 50 mL. Volume ejetado - 80 mL; é o volume sistólico. 80 mL a cada sístole. 80 mL X 70 bpm = 5600 mL /min → débito cardíaco. Não é o volume total de sangue da pessoa. O índice cardíaco leva em conta a superfície corporal. No caso de sangramento, diminui o VS, então precisa aumentar a FC ou a RVP. 200 mL - ejetou 160 mL - sobrou 40 mL; FE (fração de ejeção): 80%; Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada H2FPEF. ELETROCARDIOGRAMA Onda P:potencial de ação gerado no nó sinoatrial. Os átrios se despolarizam. Quando o potencial de ação atinge os ventrículos e eles começam a despolarizar, o evento representado pelo complexo QRS do eletro, inicia-se a sístole ventricular, que acontece ao mesmo tempo da diástole atrial. Logo após atingir a pressão ventricular máxima, ocorre a onda T no eletro, que representa a repolarização dos ventrículos. Nesse momento, o ventrículo começa a relaxar, iniciando a diástole ventricular. FONOCARDIOGRAMA O fechamento da valva mitral gera a bulha S1 do fonocardiograma. O fechamento da valva aórtica dá origem a bulha S2, segundo som do fonograma. Os eventos elétricos antecedem eventos mecânicos e depois os acústicos. A repolarização atrial fica escondida no complexo QRS. 1° bulha: som do sangue batendo nas valvas AV fechadas - mitral fecha antes da tricúspide. A tricúspide abre antes pois o átrio direito despolariza antes por causa do nó sinoatrial; como o ventrículo esquerdo despolariza primeiro, a mitral fecha antes. 2° bulha: fechamento da valva aórtica. B1 e B2 ou S1 e S2. 3° bulha: enchimento ventricular; mais comum em crianças pois as cordas tendíneas esticadas produzem som. 4° bulha: não é fisiológica. A presença de 3° e 4° bulha sem sintomas tem algo errado. A pessoa está em repouso, mas ao esforço vai descompensar. É um dado de exame físico. OUTRAS CONSIDERAÇÕES Ventrículo esquerdo: bomba do coração. Problemas nesse ventrículo afetam o pulmão. Átrio direito: repercute em doenças, turgência jugular, inchaço, dor abdominal. DPOC: doença do coração direto. Cor pulmonale. Infartos de lados distintos são diferentes. image3.png image1.png image2.png image6.png image7.png image5.png image4.png