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MATERIAIS DE 
CONSTRUÇÃO
Professor: Clélio Rodrigo Paiva Rafael
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Bacharel em Engenharia Civil e Ciência e Tecnologia – UFERSA
Licenciado em Matemática – UNICV
Especialista em BIM – UNP
Engenheiro de Segurança do Trabalho – FUNIP 
Mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental – UFABC
Professor, tutor, orientador e coordenador.
Apresentação da disciplina 
• AULA 1 – INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• UNIDADE 1 – AGREGADOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
• UNIDADE 2 – AGLOMERANTES 
• UNIDADE 3 – ARGAMASSAS E CONCRETOS
• UNIDADE 4 – CERÂMICAS E MADEIRAS
• UNIDADE 5 – MADEIRAS E VIDROS
• UNIDADE 6 – POLÍMEROS E METAIS
Apresentação da disciplina 
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Desde a pré-história, o ser humano buscou abrigo e segurança, utilizando os recursos naturais 
disponíveis para construir moradias, monumentos e cidades. 
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• No início, a regra era usar o que havia à mão e 
que pudesse ser manipulado com ferramentas 
simples. 
• No Paleolítico, predominavam abrigos em 
cavernas e estruturas leves com galhos, folhas, 
peles e ossos;
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Com o Neolítico e a sedentarização, surgem povoados fixos com madeira, pedra e, 
sobretudo, terra crua moldada. 
• As primeiras casas de tijolos de barro secados ao sol (adobe) aparecem em 
assentamentos agrícolas.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Técnicas de compactação de terra (taipa) se difundem e permanecem por milênios, 
inclusive em trechos do que hoje conhecemos como Muralha da China. 
• O domínio do fogo permitiu queimar cerâmica e, mais tarde, calcinar calcário para 
produzir cal, base das argamassas antigas.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Na Antiguidade, a Mesopotâmia se tornou referência pelo uso sistemático do tijolo. Faltava 
pedra, então se organizou uma “indústria” de tijolos: primeiro crus, depois cozidos em 
fornos. 
• No Egito, grandes obras pétreas (calcários e granitos nas pirâmides) conviviam com 
palácios e muros de tijolo; argamassas à base de gesso e cal também eram muito utilizadas.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Em Roma, a virada tecnológica veio com o opus caementicium (cimento romano): um 
concreto de cal e pozolana (cinza vulcânica) com agregados, capaz de endurecer até sob 
água.
Exemplo de opus caementicium em um túmulo na antiga Via Ápia em 
Roma. A cobertura original foi removida.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• A Idade Média aperfeiçoou a arte da alvenaria de pedra e tijolo com argamassas de cal, 
combinando estruturas de madeira em coberturas e vitrais coloridos. 
• A românica priorizou massa e estabilidade (paredes espessas, abóbadas de berço), 
enquanto a gótica refinou o equilíbrio de forças com arcos ogivais, abóbadas nervuradas 
e contrafortes, liberando panos de vidro. 
• No repertório extracontinental, as obras incas mostram excelência em aparelhamento 
pétreo e drenagem, ajustando a construção à topografia de montanha. 
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• No século XVIII, a aplicação da ciência e de ensaios sistemáticos deu base para o 
surgimento de normas e padronização.
• Em 1824, Joseph Aspdin patenteou o cimento Portland, produzido ao queimar e moer 
misturas calcárias e argilosas. A fabricação de clínquer atingiria temperaturas de ~1450 
°C, formando as fases silicatadas responsáveis pela resistência do concreto.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Em 1850 o aço de baixo custo chegou com o processo Bessemer, oxidando impurezas do 
ferro gusa por jatos de ar e permitindo perfis laminados e pontes e arranha-céus de 
grandes vãos.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Nos anos 1950, a empresa Pilkington criou o processo float, que revolucionou o vidro 
plano. Nele, o vidro derretido flutua sobre estanho líquido, formando chapas planas e 
transparentes.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Já no início do século XX surgiu o concreto armado, combinando concreto (compressão) 
e aço (tração) em barras. 
• Surgiu também o concreto protendido: em 1928, Eugène Freyssinet patenteou a aplicação 
de compressões prévias por cabos de alta resistência para controlar fissuras e vencer 
grandes vãos com seções mais esbeltas.
INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
• Na evolução dos materiais de construção, atualmente busca-se desenvolver soluções que, 
além de oferecerem resistência estrutural e estética arquitetônica, também estejam 
alinhadas com os princípios da sustentabilidade ambiental.
• Nesse cenário, têm ganhado destaque os materiais especiais de alto e ultra desempenho, 
desenvolvidos a partir de tecnologias avançadas como adições minerais ultrafinas, fibras 
de reforço e controle micromecânico da estrutura interna.
• Esses materiais permitem criar estruturas mais duráveis, leves, resistentes à fissuração e 
com menor impacto ambiental — como o UHPC (Concreto de Ultra Alto Desempenho), o 
ECC (Concreto Cimentício Engenharia) e os geopolímeros.
CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS
Quanto a origem
• Naturais
• Artificiais
• Combinados
Quanto a função
• Vedação
• Proteção
• Estrutural
Quanto a estrutura atômica e química
• Semicondutores
• Biomateriais
• Materiais avançados
• Materiais não-convencionais
• Metais
• Cerâmicos
• Polímeros
• Compósitos
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ORIGEM
Naturais: São materiais encontrados diretamente na natureza, utilizados com pouca ou 
nenhuma modificação industrial. Exemplos :
• Pedra (ex: granito, basalto): usada em fundações, revestimentos, pisos e muros.
• Madeira bruta: usada em estruturas provisórias (andaimes, formas) ou permanentes (telhados, 
vigas, escadas).
• Argila (barro): aplicada em tijolos artesanais, telhas e sistemas de vedação em construções rústicas
Artificiais: São materiais que passam por algum processo industrial ou químico para alterar 
suas propriedades naturais. Exemplos :
• Cimento Portland: base para produção de concretos e argamassas.
• Tijolo cerâmico: fabricado com argila cozida em fornos, muito utilizado em alvenaria.
• Aço: obtido pela indústria siderúrgica e empregado em armaduras e estruturas metálicas.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ORIGEM
Combinados: São materiais formados pela união de dois ou mais materiais diferentes para 
melhorar suas propriedades mecânicas, térmicas ou químicas. Exemplos :
• Concreto armado (cimento + brita + areia + aço): usado em vigas, pilares, lajes e fundações.
• Compósitos de fibras (fibra de vidro + resina): usados em coberturas, painéis leves e reforços 
estruturais.
• Drywall (gesso + papel cartonado): utilizado em divisórias internas.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ORIGEM
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FUNÇÃO
Vedação: Materiais que têm como função isolar ou separar ambientes, protegendo contra 
passagem de ar, água, som, calor ou mesmo pessoas. Exemplos :
• Tijolos cerâmicos e blocos de concreto: usados em paredes internas e externas.
• Drywall: sistema leve e rápido para divisórias internas.
• Vidros temperados: vedam janelas e fachadas com proteção visual e acústica.
• Selantes e espumas expansivas: aplicados para vedar frestas em esquadrias, paredes e coberturas.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FUNÇÃO
Proteção: Materiais que protegem contra impactos físicos, ações do tempo, fogo, umidade, 
corrosão ou agentes biológicos. Exemplos :
• Impermeabilizantes (manta asfáltica, argamassa polimérica): aplicados em lajes, baldrames e 
fundações.
• Tintas e revestimentos anticorrosivos: usados em estruturas metálicas expostas.
• Coberturas de telha cerâmica ou metálica: protegem o interior das edificações contra sol e chuva.
• Grades e cercas metálicas: para proteção patrimonial e segurança de acesso.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FUNÇÃO
Estrutural: Materiais que suportam cargas e esforços mecânicos, garantindo a estabilidade 
da edificação. Exemplos:
• Concreto armado (cimento + aço): aplicado em pilares, vigas, lajes e fundações.
• Madeira estrutural (eucaliptotratado, angelim): usada em telhados e estruturas de pequeno porte.
• Aço estrutural (perfis metálicos): comum em galpões, pontes e edifícios verticais.
• Blocos estruturais de concreto: substituem a alvenaria tradicional em obras sem vigas e pilares.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ESTRUTURA ATÔMICA E QUÍMICA
• Metais: Materiais condutores de eletricidade e calor, com boa resistência mecânica e alta 
durabilidade. Exemplo: Aço usado em vigas e pilares estruturais; cobre em fios elétricos.
• Cerâmicos: Inorgânicos, duros e frágeis, com boa resistência térmica e à corrosão. 
Exemplo: Tijolos e telhas cerâmicas usados em paredes e coberturas.
• Polímeros: Formados por cadeias de moléculas orgânicas (plásticos); leves, isolantes e 
resistentes à umidade. Exemplo: PVC em tubos hidráulicos e de esgoto.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ESTRUTURA ATÔMICA E QUÍMICA
• Compósitos: Combinação de dois ou mais materiais com propriedades complementares. 
Exemplo: Concreto armado (cimento + aço) usado em lajes e fundações.
• Semicondutores: Materiais com condutividade controlada, usados em eletrônica e 
automação predial. Exemplo: Painéis solares com células de silício para geração de 
energia.
• Biomateriais: Materiais de origem biológica ou renovável, voltados à sustentabilidade. 
Exemplo: Bambu em estruturas leves e madeira engenheirada (CLT) em edifícios.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ESTRUTURA ATÔMICA E QUÍMICA
• Materiais Avançados: Desenvolvidos com alta tecnologia para desempenho superior ou 
multifuncional. Exemplo: Concreto de ultra-alto desempenho (UHPC) em pontes e 
estruturas de alta carga.
• Materiais Não-convencionais: Alternativos, muitas vezes reciclados ou com baixo impacto 
ambiental. Exemplo: Garrafas PET reutilizadas como tijolos em obras sustentáveis.
PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MATERIAIS
• Massa Específica (ou Densidade): A massa específica é a quantidade de massa por 
unidade de volume de um material, geralmente expressa em kg/m³. Ela indica o “peso 
próprio” do material e influencia diretamente o dimensionamento estrutural e o transporte.
Exemplo:
• O concreto comum tem massa específica em torno de 2.400 kg/m³. Isso impacta 
diretamente no peso das estruturas e nas cargas que devem ser suportadas por 
fundações e lajes.
• Em contraste, materiais leves como isopor (EPS) têm massa específica inferior a 100 
kg/m³, sendo utilizados para enchimentos e isolamento.
PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MATERIAIS
• Porosidade: É a fração do volume total de um material que é ocupada por vazios ou poros. 
Esses poros podem estar interligados (porosidade aberta) ou isolados (porosidade 
fechada), e influenciam diretamente propriedades como absorção de água, resistência 
mecânica, isolamento térmico e acústico. A porosidade é expressa em percentual (%), 
relacionando o volume de vazios com o volume total do corpo.
Exemplo:
• Em blocos cerâmicos, alta porosidade reduz o peso do material, melhora o isolamento térmico, mas 
pode comprometer a resistência.
• Em concreto, porosidade excessiva indica má compactação e pode prejudicar a durabilidade, 
facilitando a penetração de água e agentes agressivos.
• Em materiais isolantes como o EPS (isopor) ou a lã de vidro, a elevada porosidade é desejável, pois 
melhora o desempenho térmico e acústico.
PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MATERIAIS
• Absorção de água: representa a capacidade de um material poroso reter água em seus 
vazios quando submerso ou exposto à umidade. É expressa geralmente em percentual da 
massa seca do material, e está diretamente ligada à porosidade. Essa propriedade 
influencia o peso, a durabilidade, a resistência mecânica e o desempenho térmico do 
material.
Exemplo:
• Tijolos cerâmicos e blocos de concreto devem ter absorção controlada. Valores elevados (>20%) 
indicam alta porosidade e baixa resistência à intempérie.
• Concreto de boa qualidade estrutural deve ter absorção reduzida, para evitar infiltrações e corrosão 
da armadura.
• Revestimentos cerâmicos (pisos e azulejos) com baixa absorção (• Perfis metálicos (aço ou alumínio) dilatam mais com o calor, exigindo cuidados em fachadas, 
coberturas metálicas e caixilhos.
• Em revestimentos cerâmicos de fachadas, a falta de juntas e o descolamento por dilatação são 
causas frequentes de patologias.
PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MATERIAIS
• A retração é a redução de volume de um material após a perda de umidade ou calor, 
geralmente associada a processos de secagem ou cura. É uma propriedade importante 
especialmente em materiais que passam por transformações no estado fresco (como 
concretos e argamassas).
Exemplo:
• No concreto, a retração ocorre durante a cura devido à evaporação da água de amassamento. Se 
não for controlada com juntas ou cura adequada, pode gerar fissuras e comprometer a durabilidade 
da estrutura.
• Em argamassas de revestimento, retração excessiva pode causar trincas e destacamentos, afetando 
o acabamento e a proteção da alvenaria.
• Em cerâmicas e blocos, o controle da retração durante a queima é fundamental para evitar 
deformações e empenamentos.
PROPRIEDADES FÍSICAS DOS MATERIAIS
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Elasticidade é a capacidade de um material voltar à sua forma original após ser deformado 
por uma força — desde que essa força não ultrapasse seu limite elástico. É uma 
propriedade fundamental em projetos estruturais, sendo expressa quantitativamente pelo 
Módulo de Elasticidade (ou Módulo de Young), em MPa ou GPa.
Exemplo:
• O aço apresenta alta elasticidade e por isso é ideal para armaduras de concreto armado, suportando 
deformações temporárias sem romper.
• O concreto, por outro lado, é pouco elástico (mais rígido), sendo eficiente à compressão, mas não à 
tração.
• Em pisos industriais, a elasticidade da camada de revestimento (como resinas ou borrachas) é 
considerada para absorver impactos e evitar rachaduras.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Plasticidade é a capacidade de um material de sofrer deformações permanentes sem se 
romper, ou seja, de manter a nova forma mesmo após cessada a força aplicada. É o 
comportamento oposto à elasticidade. Materiais com alta plasticidade podem ser 
moldados, estirados ou conformados.
Exemplo:
• O aço estrutural é altamente plástico, permitindo dobras e conformações em perfis metálicos sem 
romper — útil na fabricação de treliças e reforços estruturais.
• Durante o lançamento, o concreto fresco deve apresentar plasticidade suficiente para preencher 
formas e cobrir armaduras adequadamente.
• Argamassas de assentamento também exigem plasticidade adequada para garantir boa aderência e 
acabamento.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Deformação é a alteração na forma ou tamanho de um material quando submetido a uma 
força externa. Pode ser elástica (reversível) ou plástica (permanente), dependendo da 
intensidade da carga e das características do material. A deformação é geralmente 
expressa como uma razão entre a variação de comprimento e o comprimento original 
(adimensional ou em %).
Exemplo:
• Em uma laje de concreto armado, ocorre deformação quando a estrutura é carregada com o peso da 
obra ou de pessoas. Se a deformação for excessiva, pode comprometer o uso (ex: trincas ou 
empenamentos).
• Vigas metálicas sofrem deformações visíveis sob carga, mas retornam à forma original se estiverem 
dentro do limite elástico.
• O acompanhamento das deformações é fundamental em obras com estruturas esbeltas ou em 
pontes, sendo monitorado por instrumentos como deformômetros e extensômetros.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Tração é o esforço mecânico que tende a alongar um material, ou seja, aplicam-se forças 
em sentidos opostos que esticam o corpo. A resistência à tração é a capacidade do 
material de suportar esse esforço sem se romper. Esse valor é expresso em MPa 
(megapascal).
Exemplo:
• O aço é o material mais utilizado para resistir à tração, principalmente nas armaduras do concreto 
armado, pois o concreto sozinho é fraco nesse tipo de esforço.
• Em cabos de protensão usados no concreto protendido, a tração é aplicada intencionalmente para 
gerar compressão e melhorar o desempenho da estrutura.
• Ensaios de tração em barras de aço são exigidos por norma (ex: NBR 7480) para controle de 
qualidade em obras estruturais.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Compressão é o esforço que tende a reduzir o volume de um corpo, aplicando forças 
opostas em direção ao centro. A resistência à compressão é a capacidade de um material 
suportar esse tipo de carga sem falhar ou se deformar excessivamente. É uma das 
propriedades mais importantes em estruturas.
Exemplo:
• O concreto tem excelente resistência à compressão, sendo utilizado em pilares, vigas, lajes e 
fundações — a maioria das estruturas em concreto é dimensionada com base nesse esforço.
• Tijolos cerâmicos e blocos de concreto são testados em laboratório quanto à resistência à 
compressão antes de serem liberados para uso.
• Ensaios como o da NBR 5739 (compressão de corpos de prova cilíndricos de concreto) são 
fundamentais para controle de qualidade em obras.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Cisalhamento é o esforço mecânico que ocorre quando forças paralelas atuam em 
sentidos opostos, provocando o deslizamento de uma parte do material em relação à 
outra. A resistência ao cisalhamento mede a capacidade de um material resistir a esse tipo 
de deslizamento interno antes de se romper.
Exemplo:
• Em vigas de concreto armado, o esforço cortante (cisalhamento) ocorre próximo aos apoios, sendo 
combatido por estribos (barras transversais).
• Na ligação entre concreto e aço, como em emendas de barras ou apoios de lajes, o cisalhamento é 
um fator crítico para evitar descolamento.
• Em obras de contenção, como muros de arrimo, o cisalhamento atua na interface solo/estrutura e 
deve ser considerado nos cálculos de estabilidade.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Flexão é o esforço mecânico que ocorre quando um corpo é submetido a forças que 
tendem a curvá-lo. Ela gera uma combinação de tensões de tração (na face inferior) e 
compressão (na face superior) da peça. A resistência à flexão mede a capacidade do 
material de suportar essa curvatura sem se romper ou deformar excessivamente.
Exemplo:
• As vigas de concreto armado são dimensionadas principalmente para resistir à flexão, com 
armaduras colocadas na parte inferior para resistir à tração.
• Em lajes de piso, a carga dos usuários gera flexão entre os apoios.
• Ensaios de flexão em telhas cerâmicas e painéis são comuns para verificar sua resistência ao peso 
e ao vento antes da aplicação em coberturas..
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Torção é o esforço que ocorre quando um material é submetido a momentos ou forças 
que tendem a girá-lo em torno de seu próprio eixo longitudinal. Esse tipo de esforço gera 
tensões internas de cisalhamento e pode causar torcimento, distorção ou ruptura da peça.
Exemplo:
• Eixos e barras metálicas de escadas helicoidais ou passarelas podem sofrer torção e devem ser 
dimensionados para resistir a esse tipo de esforço.
• Em edifícios altos, ações assimétricas do vento ou tremores podem induzir torções nas lajes e 
núcleos rígidos, sendo necessário prever reforços estruturais (ex: paredes de cisalhamento).
• Perfis metálicos tubulares, usados em coberturas e estruturas treliçadas, são dimensionados para 
suportar torções em ligações excêntricas.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Tensão é a força interna por unidade de área que surge dentro de um material quando ele 
é submetido a esforços externos. É representada pela fórmula: 
onde σ é a tensão (em pascal ou megapascal), F é a força aplicada, e A é a área da seção 
transversal onde a força atua. A tensão pode ser de tração, compressão, cisalhamento, 
torção ou flexão, dependendo do tipo de carregamento.
Exemplo:
• Em um pilar de concreto, a carga vertical gera tensão de compressão na seção transversal.• Em uma viga sob carga, surgem tensões de tração na parte inferior e compressão na parte superior.
• O cálculo das tensões admissíveis é base para o dimensionamento de peças estruturais segundo 
normas como a ABNT NBR 6118 (estruturas de concreto armado).
𝝈 =
𝐟
𝑨
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Fragilidade é a tendência de um material se romper de forma brusca, sem sofrer 
deformações plásticas significativas. Um material frágil não avisa antes de quebrar: ele 
suporta tensão até certo ponto e, ao ultrapassar esse limite, rompe repentinamente, sem 
se alongar ou dobrar. É o oposto da ductilidade. Materiais frágeis podem ser muito 
resistentes à compressão, mas são perigosos em situações que exigem deformação, 
absorção de energia ou flexibilidade, pois não suportam impacto ou vibrações intensas.
Exemplo:
• O vidro comum e as cerâmicas estruturais são materiais frágeis. Apesar de resistentes à 
compressão, rompem-se subitamente quando submetidos a impacto ou tração — por isso não são 
usados em peças estruturais críticas. O concreto, embora excelente sob compressão, também é 
considerado frágil à tração, razão pela qual ele é combinado ao aço (dúctil) para formar o concreto 
armado. Em estruturas expostas a cargas dinâmicas, a fragilidade representa risco de colapso sem 
aviso, o que compromete a segurança e a durabilidade da obra.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Ductilidade é a capacidade de um material sofrer grandes deformações plásticas antes de 
se romper, especialmente sob esforço de tração. Ela mede o quanto o material pode se 
alongar ou deformar permanentemente sem quebrar.Essa propriedade é fundamental em 
projetos que exigem aviso prévio antes da falha, ou seja, que a estrutura "avise" com 
deformações visíveis antes de colapsar — garantindo segurança.
Exemplo:
• O aço CA-50 é um material altamente dúctil. Em estruturas de concreto armado, ele pode se 
deformar visivelmente antes de romper, absorvendo energia e evitando falhas repentinas. Essa 
deformação plástica visível permite que engenheiros e usuários percebam que há um problema 
estrutural antes do colapso — por isso o aço dúctil é preferido em zonas sísmicas ou estruturas 
sujeitas a vibrações.
• Já materiais como concreto, vidro e cerâmica são pouco dúcteis: eles rompem de forma frágil, 
quase sem se deformar, o que aumenta o risco de colapso súbito.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Tenacidade é a capacidade de um material absorver energia até sua ruptura, combinando 
resistência e deformação. Ela mede o quanto o material resiste à fratura sob impacto ou 
esforços repentinos, sem se romper de forma brusca. Envolve tanto resistência quanto 
ductilidade.
Exemplo:
• O aço estrutural é um material tenaz, pois suporta impactos e deformações sem fraturar — por isso 
é ideal para estruturas submetidas a cargas dinâmicas, como pontes, escadas e edifícios em zonas 
sísmicas.
• Materiais frágeis, como vidro ou cerâmicas, têm baixa tenacidade: não suportam impactos e 
rompem subitamente.
• Em sistemas de contenção ou estruturas com possibilidade de colisão (ex: muros de arrimo 
próximos a vias), a tenacidade dos elementos pode ser essencial para evitar falhas repentinas.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Resiliência é a capacidade de um material absorver energia durante uma deformação 
elástica e retornar à forma original assim que a carga é removida. Ou seja, um material 
resiliente sofre deformações temporárias e recupera-se totalmente, sem danos 
permanentes. Está relacionada à área sob a curva tensão-deformação na região elástica.
Exemplo:
• Em pisos industriais com revestimento de borracha (como em academias ou playgrounds), a 
resiliência é desejável para amortecer impactos e evitar rachaduras ou falhas permanentes.
• Polímeros aplicados como juntas de dilatação, como o poliuretano, são materiais resilientes que 
permitem acomodar movimentos sem romper.
• Em casos de eventos sísmicos leves, a resiliência de estruturas de aço permite que elas se 
deformem e retornem ao estado original, sem danos estruturais.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Fadiga é o processo pelo qual um material sofre danos progressivos e acaba se rompendo 
após repetidas aplicações de carga, mesmo que essas cargas estejam abaixo do seu 
limite de resistência. A falha por fadiga não ocorre de imediato, mas após um grande 
número de ciclos de esforço (ex: vibrações, tráfego, ventos cíclicos).
Exemplo:
• Em pontes rodoviárias e ferroviárias, as estruturas metálicas são projetadas para suportar milhares 
de ciclos de passagem de veículos, considerando os efeitos de fadiga nos perfis de aço.
• Em estruturas de cobertura metálica, o carregamento cíclico causado por ventos pulsantes pode 
levar à fadiga em parafusos, soldas e chapas se não forem dimensionados corretamente.
• Ensaios de fadiga são realizados principalmente em materiais metálicos e são essenciais em 
projetos que envolvem cargas variáveis e repetidas, como em estruturas pré-moldadas sujeitas a 
deslocamentos.
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS
• Durabilidade é a capacidade de um material ou sistema de manter suas propriedades e 
desempenho ao longo do tempo, mesmo quando exposto a agentes agressivos como 
umidade, variações de temperatura, produtos químicos, ciclos térmicos ou desgaste 
mecânico. Está diretamente ligada à vida útil da construção.
Exemplo:
• Um concreto com baixa relação água/cimento e aditivos impermeabilizantes apresenta maior 
durabilidade em ambientes úmidos e agressivos.
• Revestimentos cerâmicos com baixa absorção de água são mais duráveis em áreas molhadas.
• Madeira tratada com preservantes químicos resiste melhor a cupins, fungos e intempéries.
• Normas como a ABNT NBR 15575 exigem desempenho mínimo em durabilidade para elementos de 
edificações habitacionais.
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