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Direito Civil I – Pessoas e Bens - 1º Termo 
Aula10: 
17/09/2024 
 
Direitos de Personalidade – Direitos que salvaguardam os direitos de 
dignidade. 
Os direitos de personalidade decorrem da dignidade da pessoa humana que são 
inerentes ao ser humano. 
“As coisas tem preço! as pessoas, dignidade” – Imanuel Kant 
 
Art. 1º, inciso III 
A dignidade da pessoa humana. 
 
O que é a dignidade da pessoa humana? 
Nós temos a essência, mas não conseguimos transferir para o papel. Ao 
exemplo do amor, sentimos ele, mas não há formas de explicar. 
 
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade 
são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer 
limitação voluntária. 
 
Características dos Direitos da Personalidade 
● Irrenunciabilidade – não se pode renunciar a dignidade. 
● Intransmissibilidade – Não se pode transmitir a dignidade, cada um tem 
a sua. 
● Restrições voluntarias e transitórias – 
● Vitaliciedade – enquanto formos vivos, temos direito de personalidade. 
● Não patrimonialidade ou economicidade – 
● Direitos exemplificativos e não taxativos – não existe limites de criação 
de Direitos, a todo momento adquirimos novos direitos. Outros direitos 
surgirão, não se esgotaram. 
● Historicidade – O Direito nasce através de um contexto histórico. 
● Imprescritibilidade – A moral não prescreve, mas a indenização por 
dano moral sim. 
Ações de Indenizações (Dano Moral) 
Art. 12 - Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a 
direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem 
prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá 
legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o 
cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, 
ou colateral até o quarto grau. 
 
Morto não tem direitos, mas tem memória. Nesse caso se tiver parentes vivos 
os mesmos podem ingressar com a solicitação, preservando, principalmente a 
honra. 
Se não houver parentes próximos, até quarto grau, torna-se algo histórico. Sendo 
assim não há conflito com o parágrafo único. 
 
Princípios da Bioética do Direito 
● Dignidade da Pessoa Humana; 
 
● Autodeterminação; (autonomia da vontade) – “quem sabe o que é 
melhor para mim, sou eu” 
 
● Princípio da Justiça – Os avanços da ciência médica devem ser 
benefício de todos. 
 
(Art.196 da CF) 
O acesso universal é bem relativo, uma vez que nem todos tem 
acesso a todos benefícios. 
● Beneficência – o avanço da medicina tem que trazer benefícios. 
 
Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio 
corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou 
contrariar os bons costumes. 
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de 
transplante, na forma estabelecida em lei especial. 
 
O transplante de órgãos de pessoas vivas demanda: 
gratuidade; órgãos duplos; inexistência de prejuízo ao doador. 
 
Art. 14 É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do 
próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. 
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer 
tempo. 
(Doação de órgãos) 
 
Art. 15 Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a 
tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. 
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o 
prenome e o sobrenome. 
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em 
publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, 
ainda quando não haja intenção difamatória. 
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em 
propaganda comercial. 
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da 
proteção que se dá ao nome. 
 
Direito de Imagem 
Art. 20 - Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou 
à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da 
palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa 
poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que 
couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se 
destinarem a fins comerciais. 
Imagem – Retrato: é o aspecto físico da pessoa. 
Ninguém pode utilizar a foto de outro, sem autorização. Somente 
por intermédio de autorização. 
Imagem – Atributo: é a imagem social da pessoa. 
Imagem – Voz: a pessoa que é conhecida pela sua voz. 
 
Utilizar a imagens para fins informativos, é permitido. 
Não podem ser utilizadas para fins comerciais. E sim 
investigativos. 
Vida Publica, Vida Privada e Vida intima. 
Art. 21 - A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento 
do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer 
cessar ato contrário a esta norma. 
Vida Pública: não existe preservação. 
Vida Privada: (privacidade) o que é compartilhado com poucos. 
Não se pode violar a privacidade de ninguém, para meio de 
provas. 
Vida Intima: Direito de estar só, é passível de direitos a 
indenização. 
 
Marco Civil da Internet 
Lei nº 12.965/14 
Provedor de Conexão: rede onde se conecta. (vivo, tim, detentoras de internet) 
Provedor de Aplicação: Aplicativos, como exemplo Instagram, WhatsApp. 
Notice Take and down – Significa que o provedor de serviços 
não será responsabilizado pela publicação do conteúdo 
protegido pelos direitos autorais se, uma vez notificado pelo 
legítimo autor, removê-lo imediatamente. 
 
Dano Patrimonial: é considerado sobre algo material. 
Dano Moral: ofensas aos direitos de personalidade. É um dano extra 
patrimonial. 
Os danos morais serão fixados por arbitramentos judiciais. Uma 
vez que a lei não cria paramentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pessoa Jurídica (PJ) – Art. 40, CC 
Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou 
externo, e de direito privado. 
• Direito Público (Interno e Externo) 
• Direito Privado 
A expressão “Estado” é sinônimo de União, Estados e Municípios 
(Direito Público Interno) 
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: 
I - a União; 
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; 
III - os Municípios; 
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; 
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. 
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas 
jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de 
direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu 
funcionamento, pelas normas deste Código. 
 
Pessoas Jurídicas de Direito Público Externo 
Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os 
Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo 
direito internacional público. 
Ex.: Outros países, ONU, quaisquer empresas estrangeiras. 
 
Responsabilidades do Estado 
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são 
civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa 
qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito 
regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte 
destes, culpa ou dolo. 
Art. 37, § 6º 
Pessoas Jurídicas de Direito Privado 
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: 
I - As associações; 
II - As sociedades; 
III - as fundações. 
IV - As organizações religiosas; 
V - Os partidos políticos. 
 
 
Como constitui as pessoas jurídicas de Direito Privado? 
 
A partir da criação da pessoa jurídica, ela se torna totalmente distinta da pessoa 
física singular, sendo essa regular. 
Para que a divisão ocorra, deve haver a regular constituição dessa PJ. 
Conforme o Art. 45, CC. 
 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de 
direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo 
registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas 
as alteraçõespor que passar o ato constitutivo. 
Existência Legal: 
• Ato constitutivo; 
• Registro; 
• Autorização. (seja permitida, a atividade precisa ser legal) 
• Vontade Humana. – Tenha uma vontade de um indivíduo de criar a PJ. 
São fenômenos de vontade humana, e não naturais. 
 
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a 
constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito 
do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua 
inscrição no registro. 
 
Etapas do “nascimento” de uma PJ: 
A) Criação do Ato Constitutivo: as Sociedades terão Contrato Social e as 
Associações e Fundações terão Estatuto Social. 
 
B) Registro do Ato Constitutivo: As Sociedades serão registradas nas 
juntas comerciai; as Associações e Fundações serão registradas no 
cartório de registro de Pessoas Jurídicas. 
 
Somente com o registro nascerá a Personalidade Jurídica da PJ. 
 
Direitos de Personalidade da PJ 
Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a 
proteção dos direitos da personalidade. 
Registro da PJ 
O artigo 46 contém os requisitos mínimos para a criação da PJ, no contrato 
Social / Estatuto Social. 
Art. 46. O registro declarará: 
I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo 
social, quando houver; 
II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, 
e dos diretores; 
III - o modo por que se administra e representa, ativa e 
passivamente, judicial e extrajudicialmente; 
IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, 
e de que modo; 
V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas 
obrigações sociais; 
VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do 
seu patrimônio, nesse caso. 
 
Administrador da PJ 
Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, 
exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato 
constitutivo. 
 
Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as 
decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes, salvo 
se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. 
 
Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, 
a requerimento de qualquer interessado, nomear-lhe-á 
administrador provisório. 
 
 
 
 
 
 
 
Desconsideração de Personalidade Jurídica da Pessoa Jurídica. 
Tradicional ou Ortodoxa 
 
A requerimento do interessado. 
 
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, 
caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão 
patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do 
Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, 
desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares 
de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados 
direta ou indiretamente pelo abuso. 
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é 
a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores 
e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. 
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de 
separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: 
I - Cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do 
sócio ou do administrador ou vice-versa; 
II - Transferência de ativos ou de passivos sem efetivas 
contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente 
insignificante; e 
III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. 
§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também 
se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de 
administradores à pessoa jurídica. 
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos 
requisitos de que trata o caput deste artigo não autoriza a 
desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. 
§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a 
alteração da finalidade original da atividade econômica 
específica da pessoa jurídica. 
 
Teoria Maior na Desconsideração da Personalidade Jurídica da PJ 
O CC adota a teoria maior uma vez que exige mais elementos para a 
desconsideração, em especial o abuso do direito. 
 
Código de Defesa do Consumidor 
Teoria Menor na Desconsideração da Personalidade Jurídica da PJ 
Presente no art. 28, § do CDC, exige para a desconsideração tão somente a 
inadimplência da sociedade. 
 Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da 
sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso 
de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou 
violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração 
também será efetivada quando houver falência, estado de 
insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica 
provocados por má administração. 
 
 § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica 
sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo 
ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. 
 
Incidente da desconsideração da personalidade jurídica da PJ 
Procedimento: Art. 133, CPC 
Obs.: A desconsideração é discutida em processo paralelo. 
 
 
Desconsideração inversa da personalidade jurídica da PJ 
Quando a sociedade paga pela dívida do sócio. 
Tem previsão do Art. 133 do CPC. 
Os requisitos são os mesmos da desconsideração tradicional. 
 
Desconsideração expansiva da personalidade jurídica da PJ 
Quando atinge outras empresas do mesmo grupo econômico. 
Grupo econômico: várias empresas sob a 
mesma administração/mesmo grupo. 
Desde preenchidos os requisitos do Art. 50 do CC 
 
 
Desconsideração indireta da personalidade jurídica PJ 
Voltada para a inclusão de sócios ocultos. (aqueles que se escondem atrás dos 
laranjas. 
 
 
Associações – Art. 53, CC 
Fins não econômicos – não visa lucro a ser dividido entre os associados. 
Não existe direitos e obrigações entre os associados. 
 
Criação de Estatuto – Art. 54, CC 
Requisitos do conteúdo necessário para a criação do estatuto. 
O estatuto é o DNA da associação. 
 
Exclusão do Associado – Art. 57, CC. 
A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim 
reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos 
termos previstos no estatuto. 
 
Assembleia Geral – Art. 59, CC 
Pode-se Extraordinária ou Ordinária: 
• Assembleia Geral Ordinária – aquelas criadas/previstas no próprio 
estatuto. 
• Assembleia Geral Extraordinária – usadas para casos urgentes que não 
podem aguardar a A.G.O. 
 
As associações e fundações não tem sócios. Porém, tem 
administradores e esses poderão ser responsabilizados em 
eventual desconsideração da personalidade jurídica. 
 
 
 
 
 
 
Fundações 
Uma universalidade bens/patrimônio ao qual o direito empresta personalidade 
jurídica. 
Não tem proprietário, sócios ou associados. Tem personalidade jurídica própria, 
tem tão somente um administrador, que é instituído conforme estatuto de 
criação. 
Como a associação, a fundação não visa lucros. 
A Fundação somente poderá ser constituídas para os fins previstos no Art. 62, 
Parágrafo Único, CC. 
 
Etapas da criação de uma Fundação: 
1º etapa – dotação orçamentaria (reserva de patrimônio); 
Caso a reserva de patrimônio não seja suficiente para a criação da fundação, 
essa reserva será destinada a uma fundação com fins iguais ou semelhantes. 
2º etapa – Criação do Estatuto; 
O Instituidor criará, ou indicará o responsável pela criação do Estatuto, contendo 
as informações necessárias e os administradores. 
Caso o estatuto não seja elaborado no prazo determinado pelo instituidor, em 
180 dias, caberá a incumbência ao Ministério Público. 
 
Alteração do Estatuto: 
Previsto no Art. 67, CC. Cumprindo os requisitos. 
II- Seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a 
fundação; 
II - não contrarie ou desvirtue o fim desta; 
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 
(quarentae cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, 
poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado. 
 
 
Entidades ou Organizações Religiosas 
Está diretamente ligada a liberdade religiosa. 
Somente havendo a necessidade da criação de Estatuto e registro em órgão 
especifico. 
Bens e Imóveis 
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar 
natural ou artificialmente. 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta. 
. 
 
Sucessão aberta – é a herança. 
A universalidade da herança é considerada bem imóvel. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua 
unidade, forem removidas para outro local; 
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se 
reempregarem 
 
 
Bens Móveis 
 
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, 
ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou 
da destinação econômico-social. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes; 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas 
ações. 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto 
não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; 
readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de 
algum prédio. 
 
 
 
 
Diferença de Bens Móveis e Imóveis 
1º Diferença: 
• Bens imóveis: a aquisição da propriedade dos imóveis se faz com o 
registro do título translativo (escritura) no cartório de registro de imóveis. 
Art. 1245, CC – Exige o registro do título 
translativo. (a escritura) 
• Bens móveis: a propriedade dos bens móveis se adquire com a tradição 
(transferência do bem). 
 
2º Diferença: 
• Bens Imóveis: A alienação de bens e imóveis, pressupõe autorização do 
cônjuge (outorga uxória), salvo se o regime for de separação de bens. 
• Bens Móveis: independe da autorização do Cônjuge 
 
3º Diferença: os prazos de usucapião de bens imóveis são maiores que os bens 
móveis. 
 
 
 
Bens Fungíveis e Consumíveis – São aqueles que a gente substitui por outro 
de igual qualidade e quantidade 
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se 
por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. 
 
Bens infungíveis – são aqueles que não são substituíveis. 
Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa 
destruição imediata da própria substância, sendo também 
considerados tais os destinados à alienação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dos Bens Reciprocamente Considerados – Art. 92 ao Art. 97, CC 
Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; 
acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. 
“O acessório segue o principal” 
 
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se 
destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de 
outro. 
Pertences – acessórios que não seguem o principal, salvo se 
o contrato assim disser. 
 
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. 
§ 1º São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso 
habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. 
§ 2º São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. 
§ 3º São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se 
deteriore. 
Benfeitorias – seguem o principal, pertences não. 
 
Dos bens públicos e privados – Art. 98 ao Art. 103, CC 
Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas 
jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for 
a pessoa a que pertencerem. 
Bens Públicos – são aqueles de uso de poder públicos 
Bens privados – são aqueles outros não pertencentes ao poder 
público (os demais) 
 
Art. 99. São bens públicos: 
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; 
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou 
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, 
inclusive os de suas autarquias; 
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito 
público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 
Dominical = dominial = propriedade 
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os 
bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado 
estrutura de direito privado. 
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são 
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei 
determinar. 
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as 
exigências da lei. 
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 
Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, 
conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração 
pertencerem.

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