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AVALIAÇÃO DO USO DE FITOTERÁPICOS EM DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS
6 pág.

Farmacia Instituto de Ensino Superior de Rio VerdeInstituto de Ensino Superior de Rio Verde

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## Resumo sobre a Avaliação do Uso de Fitoterápicos em Distúrbios PsiquiátricosO artigo apresenta uma revisão integrativa da literatura científica sobre o uso de fitoterápicos no tratamento de distúrbios psiquiátricos, com foco em publicações brasileiras entre 2008 e 2014. Os distúrbios psiquiátricos são caracterizados por agravos que afetam a vida do paciente, incluindo desconforto emocional, alterações comportamentais e comprometimentos psicológicos, mentais ou cognitivos. Tradicionalmente, o tratamento farmacológico desses transtornos utiliza medicamentos alopáticos, que, apesar de eficazes, apresentam efeitos colaterais como sedação, letargia e dependência, além de custos elevados. Nesse contexto, cresce o interesse pelo uso de fitoterápicos, que são medicamentos derivados exclusivamente de matérias-primas vegetais, reconhecidos por sua menor incidência de efeitos adversos e custo reduzido.A pesquisa utilizou bases de dados eletrônicas (LILACS e SciELO) e buscou artigos que abordassem fitoterápicos como Kawa kawa (Piper methysticum), Valeriana officinalis, Passiflora incarnata, Hypericum perforatum, Matricaria recutita e Ginkgo biloba. Após a aplicação de critérios rigorosos de inclusão e exclusão, oito artigos foram selecionados para análise detalhada. Dentre os fitoterápicos estudados, o Piper methysticum (Kawa kawa) destacou-se como o mais pesquisado, especialmente em relação ao tratamento da ansiedade, sendo o único com evidências clínicas controladas que comprovam seu efeito ansiolítico. O transtorno psiquiátrico mais frequentemente abordado foi o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), refletindo a prevalência e relevância desse distúrbio na população.Os estudos indicam que, embora existam evidências promissoras para o uso de fitoterápicos em distúrbios psiquiátricos, há limitações metodológicas significativas, como a falta de padronização diagnóstica e a diversidade de métodos empregados nas pesquisas. Além disso, a interação dos fitoterápicos com medicamentos convencionais pode gerar efeitos adversos ou comprometer a eficácia dos tratamentos, o que reforça a necessidade de acompanhamento clínico rigoroso. Casos de hepatotoxicidade associados ao uso de Kawa kawa foram relatados, o que levou à recomendação da venda sob prescrição médica no Brasil. Outros fitoterápicos, como Valeriana e Passiflora, embora amplamente utilizados para insônia e ansiedade, carecem de evidências clínicas robustas que justifiquem seu uso na prática clínica. A segurança de alguns compostos, como o Pasalix (mistura de Passiflora incarnata, Salix alba e Crataegus oxyacantha), foi confirmada em estudos clínicos, mas ainda são necessários ensaios controlados mais rigorosos para validar sua eficácia.A discussão enfatiza que o uso de fitoterápicos em distúrbios psiquiátricos é uma prática crescente, motivada por fatores econômicos, culturais e terapêuticos, incluindo influências da medicina tradicional chinesa e indígena. No entanto, a regulamentação desses medicamentos no Brasil ainda é insuficiente, com falhas na fiscalização e na divulgação de informações técnicas e científicas para a população. A venda indiscriminada e o uso sem orientação médica representam riscos à saúde pública, especialmente devido às possíveis interações medicamentosas e reações adversas. Os autores destacam a importância de uma abordagem multiprofissional para o manejo dos pacientes com distúrbios psiquiátricos, incluindo a capacitação dos profissionais de saúde para orientar adequadamente sobre o uso seguro dos fitoterápicos. Por fim, conclui-se que, apesar dos avanços, a regulamentação e o controle do uso de fitoterápicos ainda demandam esforços significativos para garantir a segurança e a eficácia desses tratamentos.### Destaques- Piper methysticum (Kawa kawa) é o fitoterápico com maior número de estudos clínicos controlados, demonstrando efeito ansiolítico, especialmente para o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).- Fitoterápicos como Valeriana e Passiflora são amplamente usados, mas carecem de evidências clínicas robustas que comprovem sua eficácia e segurança.- O uso indiscriminado de fitoterápicos pode causar reações adversas, interações medicamentosas e hepatotoxicidade, exigindo acompanhamento médico e regulamentação rigorosa.- A regulamentação dos fitoterápicos no Brasil ainda é insuficiente, com falhas na fiscalização e na divulgação de informações científicas para a população.- É fundamental a capacitação dos profissionais de saúde para orientar pacientes sobre o uso seguro e racional dos fitoterápicos em distúrbios psiquiátricos.

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