Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Roberta Freitas – T14 
 1 
 
 
 
• É a ciência que estuda como as 
características dos seres vivos são 
transmitidas hereditariamente e como 
ocorre a variação genética entre os 
indivíduos. 
 
Conceit iniciais: 
 
® Genoma: é o código genético de um ser 
vivo, uma sequência de DNA que possui 
antes todas as informações hereditárias 
daquele organismo; 
® Bases nitrogenadas: São estruturas 
formadas a partir de carbono, hidrogênio e 
nitrogênio, compondo o “alfabeto” genético 
do nosso corpo; 
® Código genético: relação entre as trincas de 
aminoácidos; 
® Gene: segmento de DNA responsável por 
características geneticamente herdadas; 
® DNA: armazena informações genética; 
® RNA: síntese proteica, intermediadora das 
informações presentes no DNA; 
® Nucleotídeos: unidades pequenas que 
compõe as fitas duplas de DNA. 
® Gene: fragmento de DNA que carrega a 
informação que determina as características. 
® Alelo: versão específica que o gene pode 
ter, determina como a característica vai 
aparecer no individuo. 
 
Principais requisit do m. genético 
 
® Armazenamento: capacidade de armazenar 
informações para o desenvolvimento do 
organismo. 
 
® Replicação: produzir cópias fiéis para 
transmitir informações às células-filhas ou `a 
próxima geração. 
 
 
 
® Variação: sofrer mutações, aumentando a 
variabilidade genética e a evolução da 
espécie. 
 
Localização do material genético 
 
® O DNA se localiza no núcleo celular, em 
células eucarióticas. 
® Dentro do núcleo, o DNA está organizado 
em cromossomos. 
® O DNA nuclear humano está organizado em 
46 cromossomos (23 pares). 
 
 
 
Organização 
 
® O DNA é organizado a partir de sua 
condensação em uma fita de cromatina, 
formando 46 cromossomos homólogos. 
 
DNA mitocondrial 
 
® Está organizado de maneira circular, porém 
contendo várias cópias 
® A mitocôndria possui alta semelhança com a 
bactéria, levando a teoria da endossimbiose, 
na qual uma célula maior fagocitou e 
aproveitou a capacidade de produção 
energética da mitocôndria. 
® O DNA não-nuclear provém do citoplasma 
do óvulo, portanto é de origem materna. 
Genética 
Roberta Freitas – T14 
 2 
® O núcleo já é uma divisão do DNA 
masculino e do feminino. 
 
Herança matrilinear 
 
® O padrão de herança do DNA mitocondrial 
é diferente daquele do DNA nuclear, já que 
o DNA mitocondrial passa por herança 
matrilinear. 
® Ou seja, distúrbios genéticos causados por 
mutações mitocondriais, jamais serão 
transmitidos pelo pai. 
 
Mutação 
 
® Pode haver uma mistura de mitocôndrias 
normais e anormais no corpo, conhecida 
como heteroplasmia, distribuídas 
aleatoriamente aos óvulos durante a meiose. 
® Ou seja, há a possibilidade de uma criança 
não herdar a doença mitocondrial. 
 
 
Transmião do genoma 
 
® Genoma: é o conjunto de genes que 
codificam ou não proteínas, determinando 
aspectos da embriogênese. 
® Mitose: É a divisão das células somáticas 
(2n), formando duas células filhas com 
cromossomos e genes idênticos aos seus 
(clones). 
Regula o crescimento e a diferenciação 
tecidual. 
® Meiose: Processo pelo qual as células 
diploides (2n) dão origem a gametas 
haploides (n) – células germinativas. Ocorre 
através de uma etapa de replicação do 
DNA, seguida de duas divisões celulares. 
É responsável pela formação dos 
gametas. 
® Células somáticas (2n): possuem dois 
conjuntos de cromossomos (um de cada 
progenitor) e formam a maior parte do 
corpo. 
® Células germinativas (n): São células 
precursoras dos gametas, ou seja, são 
responsáveis pela reprodução sexual. 
 
Crsing over 
 
® O pareamento de cromossomos permite a 
troca de segmentos entre cromossomos 
homólogos de origem paterna e materna, 
fenômeno denominado de recombinação 
ou crossing-over. 
® Sua principal função é aumentar a 
variabilidade genética. 
 
Bas nitrogenadas 
 
 
• Adenina e Guanina (purinas) 
• Timina e Citosina (pirimidinas) 
® O RNA possui Uracila, no lugar da Timina. 
Roberta Freitas – T14 
 3 
 
Nucltíds
 
 
® São unidades fundamentais para a estrutura 
dos ácidos nucleicos (DNA e RNA); 
® Regra de Chargaff: A quantidade de 
Adenina é igual a de Timina e a de 
Guanina é igual a de Uracila 
 
® Sobre a pentose (açúcar): No DNA é 
desoxirribose e no RNA é Ribose; 
 
® No DNA o pareamento ocorre: 
A=T (- forte) / G≡C (+ forte) 
 
® A ligação C-G possui 3 pontes de 
hidrogênio, ou seja, é mais forte. A ligação 
T-A Possui apenas 2 pontes, sendo mais 
suscetível a quebra de ligação 
 
BP significa par de base, que representará o 
tamanho do DNA, por exemplo 3,2 Bilhões de 
BP ou PB. 
 
Erutura geral do DNA: 
 
o Fitas antiparalelas; 
o Longos polímeros (união de vários 
monômeros) de nucleotídeos; 
o Ligações de hidrogênio; 
o Ligações glicosídicas; 
o Ligações fosfodiéster; 
o Dupla hélice/helicoidal. 
 
Graus de organização do DNA: 
 
® Proteínas histonas: Atuam como “carretéis” 
que enrolam o DNA. 
® Cromatina: condensado do DNA com as 
proteínas histonas. 
® Cromossomo: Molécula de DNA altamente 
condensada. 
 
 
Ligaçõ de hidrogênio 
 
® BASE - BASE 
® Conectam as duas fitas entre si, formando 
pares de bases 
® A=T (- forte) / G≡C (+ forte) 
 
Ligaçõ glicídicas 
 
® AÇÚCAR – BASE 
 
Ligaçõ ffodiéer 
 
® AÇÚCAR - GRUPO FOSFATO 
® Cria a cadeia de açúcar-fosfato que forma o 
esqueleto do DNA. 
 
Cromatina: 
 
® É a estrutura que organiza o DNA dentro 
do núcleo das células eucarióticas. 
Basicamente, é o DNA compactado. 
® Consiste em DNA enrolado em torno de 8 
proteínas histonas, formando uma estrutura 
chamada de nucleossomo. 
® O conjunto de nucleossomos formam a 
cromatina. 
® Pode ter dois estados principais: 
o Eucromatina (menos condensada 
e é ativa na transcrição) 
o Heterocromatina (mais 
condensada e geralmente inativa). 
Roberta Freitas – T14 
 4 
 
Erutura d cromsom human 
 
1) A formação do cromossomo envolve a 
compactação da cromatina (DNA e 
proteínas associadas) durante a divisão 
celular. 
2) A cromatina, inicialmente menos 
condensada, se enrola e se organiza em 
estruturas mais compactas, denominadas 
de cromossomos. 
3) A condensação torna os cromossomos 
mais curtos e espessos, facilitando sua 
segregação durante a divisão celular. 
Este processo ocorre durante a 
metáfase. 
 
 
 
Centrômero 
 
® É a região específica do cromossomo na 
qual as duas cromátides-irmãs se unem. 
® O seguimento acima do centrômero é 
chamado de braço curto (p) e o de baixo é 
o braço longo (q). 
 
Cinetócoro 
 
® É um complexo proteico que se forma 
sobre o centrômero e permite a ligação das 
fibras do fuso e a segregação dos 
cromossomos. 
 
Telômer 
 
® São regiões do DNA repetitivas localizadas 
nas extremidades dos cromossomos. 
® Evitam que as extremidades dos 
cromossomos se quebrem ou se fundam 
com outros. 
® Impedem que o DNA perca informações 
importantes durante as divisões celulares. 
® Controlam o envelhecimento celular, pois 
cada vez que a célula se divide, os 
telômeros encurtam. 
 
Genoma mitocondrial 
 
® Está situado dentro das mitocôndrias; 
® Herdado exclusivamente da mãe; 
® Codifica 37 genes: 13 codificadores de 
proteínas, 22 de tRNA e 2 de rRNA. 
® É essencial na produção de ATP pelo 
processo de respiração celular; 
® Participa na regulação do metabolismo 
celular; 
® Importância: 
o Doenças mitocondriais: mutações no 
mtDNA podem causar doenças 
relacionadas a energia (ex.: músculos e 
cérebro são muito afetados). 
o Estudos evolutivos e forenses: como é 
herdado só da mãe e sofre poucas 
recombinações, é usado para rastrear 
linhagens maternas e até identificar 
indivíduos. 
 
Roberta Freitas – T14 
 5 
 
 
 
Dogma central 
 
® É um conceito que explica como que 
ocorre o fluxo da informação genética. 
 
® Sempre que um tecido se recupera de 
uma lesão, renova células ou forma 
gametas, o ciclo celular é induzido por 
estímulos internos e externos à célula. 
 
 
 
Ciclo celular 
 
® Está associado acapacidade de distribuir 
material genético igualmente as células filhas, 
com alta fidelidade, pois qualquer erro pode 
ser catastrófico. 
 
 
 
Mite 
 
® Está associada a renovação celular, 
regeneração do tecido e crescimento do 
organismo. 
 
 
 
 
 
® Mantem a ploidia da célula mãe nas células 
filhas (2n = 46) 
 
Meie 
 
® Formação dos gametas. 
® Reduz pela metade o número de 
cromossomos nas células filhas. 
 
Eímul e regulação 
 
® Sinais externos: hormônios, fatores de 
crescimento e mitógenos. 
® Sinais internos: produção de ciclinas 
(complexos ciclinoquinases) 
 
• Ciclina: são proteínas que atuam no ciclo 
celular, produzidas em cada fase para 
ativar quinases, como as ciclinas A, B, D 
e E. 
• Quinase (Cdk): são enzimas 
dependentes de ciclinas que fosforilam 
proteínas alvo especificas, para 
acontecer o processo do ciclo celular. 
 
Progrsão 
 
Complexo ciclinoquinase 
® Ligação entre ciclina e uma quinase, que 
leva a progressão do ciclo celular. 
 
CKI (inibidor de cicloquinase) 
® O CKI é capaz de interromper a atividade 
do complexo, inibindo o progresso. 
 
A manipulação de ciclinas, CDK e CKI é a base 
para o desenvolvimento de novas formas de 
terapia medicamentosa. 
Primeira fase – G1 
Ciclo Celul 
Roberta Freitas – T14 
 6 
 
® Crescimento celular para que as células filhas 
não sejam menor que a célula mãe. 
® Para a célula progredir da fase G1 para S, é 
necessária a atuação do complexo ciclina D-
CDK4/CDK6 sobre a RB. 
 
Proteínas RB (retinoblastoma) 
 
® A proteína RB é produzida pelo gene RB1, 
um supressor tumoral. Ela evita a replicação 
desnecessária da célula 
® Na fase G0 a pRB está ativa e ligada ao 
fator de transcrição E2F 
® Na fase G1 a PRB suprime a transcrição da 
E2F 
 
Transição 
 
® A proteína pRB inativa fatores de 
transcrição não fosforilados, atuando na 
quiescência (GO). Quando fosforilada por 
ciclina D1 – CDK4/CDK6, libera E2F em G1, 
que por sua vez induz a expressão de 
genes essenciais para a transição de G1 para 
S. 
 
 
 
 
Segunda fase - S 
 
® Ocorre na fase S a replicação do DNA, a 
qual envolve a criação de cópias idênticas 
do genoma celular, necessária para células 
somáticas e germinativas. O processo 
ocorre em todo o genoma, formando duas 
novas fitas a partir das existentes. 
 
Terceira fase – G2 
 
® Continuidade ao crescimento celular, síntese 
de RNA e de proteínas e fim da replicação 
do centrossomo. 
 
 
 
 
Roberta Freitas – T14 
 7 
 
 
 
Conceit iniciais 
 
® Helicase: Enzima que separa as fitas de 
DNA, rompendo as ligações de hidrogênio. 
® Primase: Produz os primers de RNA que 
iniciam a síntese da nova fita 
® DNA polimerase: Adiciona nucleotídeos, 
formando a nova fita de DNA. 
® Ligase: Une fragmentos de Okazaki na fita 
descontínua 
® Proteínas RPA (Proteínas de replicação A): 
Mantém as fitas simples estáveis, impedindo 
que se recombinem. 
® Primers: Pequenos trechos de RNA que 
servem de ponto de partida para a DNA 
polimerase. 
® Topoisomerase: Alivia tensões geradas pela 
abertura da dupla hélice, cortando e 
religando o DNA. 
® Supertorções: Enrolamentos excessivo que 
surgem quando a hélice é aberta, corrigidas 
pela topoisomerase. 
® Fragmentos de Okazaki: Pequenos 
segmentos de DNA sintetizados na fita 
descontínua. 
® Exonuclease: Remove os primers e corrige 
erros na replicação. 
® Telômeros: Sequências repetitivas nas 
extremidades dos cromossomos que 
protegem o DNA da degradação. 
 
Introdução 
 
® A replicação do DNA é necessária quando a 
célula somática precisa gerar cópias 
idênticas dela mesma e quando as células 
germinativas precisam ser formadas; 
 
® A replicação do DNA é semiconservativa; 
 
 
 
 
 
 
® O sentido da fita é 5’-3’e 3-5’, por essa 
razão ela é antiparalela; 
® A replicação ocorre pelas duas direções do 
DNA. Sendo um processo bidirecional. 
 
Procs da replicação 
 
 
Helicase 
 
® No início da replicação, o DNA é separado 
por uma enzima chamada helicase, a qual irá 
romper as pontes de hidrogênio e formar a 
forquilha. 
 
Topoisomerase 
 
® No entanto, se as supertorções não forem 
removidas, o DNA voltará para a forma 
original. A Topoisomerase removerá as 
supertorções. 
Proteínas RPA 
 
Replicação do DNA 
Roberta Freitas – T14 
 8 
® As proteínas RPA ou SSB estabilizam as 
fitas únicas e mantém distância entre elas 
para não ocorrer uma reassociação. 
 
Primase 
 
® Agora que as fitas únicas estão estabilizadas, 
a primase irá sintetizar os primers, que são 
10 ribonucleotídeos que ajudam a DNA 
polimerase a iniciar o alongamento da fita. 
 
DNA Polimerase 
 
 
 
® DNA polimerase adiciona os nucleotídeos 
complementares a fita molde a partir do 
primer. 
® A fita nova começa a crescer no sentido 
5’- 3’ e são formadas as pontes de 
hidrogênio entre as fitas complementares. 
 
Exonuclease 
 
® As exonucleases são responsáveis por 
remover os primers presentes nas fitas. 
® Essas lacunas serão preenchidas pelo 
DNA polimerase e por fim a DNA ligase irá 
fazer as ligações fosfodiéster entre os 
nucleotídeos da nova fita. 
 
 
 
Telômer 
 
 
 
® Os telômeros são essenciais para proteger 
a informação genética dos cromossomos e 
estão ligados à longevidade celular. As 
células somáticas não replicam os 
telômeros, enquanto as células germinativas 
replicam. 
 
Verificação 
 
® Enquanto há uma DNA polimerase 
alongando a fita nova, existe uma DNA 
polimerase com função de corrigir e checar 
se os pareamentos estão corretos. 
® Erros na replicação do DNA tendem a 
produzir variantes de sequência, que podem 
dar origens a doenças, mas a correção 
reduz significativamente os erros. 
 
Final 
 
® Ao final do processo de replicação, todos os 
cromossomos apresentam 2 cromátides. 
 
 
 
Roberta Freitas – T14 
 9 
 
 
• Exonucleases: enzimas que cortam 
DNA/RNA pelas extremidades. 
• Poliadenilação: cauda poli-A no RNAm 
(proteção e estabilidade). 
• Capping: adição de capa 5’ no RNAm 
(proteção e tradução). 
• Splicing: remoção de íntrons e união de 
éxons. 
• TATA box: sequência promotora que inicia 
a transcrição. 
• Éxons: partes codificantes do gene. 
• Íntrons: partes não codificantes, removidas. 
• Ribossomo: faz a síntese de proteínas. 
• Códon: tripla de bases que codifica 
aminoácido. 
• RNA Polimerase: enzima que transcreve 
DNA em RNA. 
• RNAm: leva a informação genética para o 
ribossomo. 
• RNAr: compõe o ribossomo. 
• RNAt: carrega aminoácidos até o ribossomo. 
• Aminoácidos: blocos que formam proteínas. 
Introdução 
® A transcrição é a etapa inicial da expressão 
genética, envolvendo a leitura e transcrição 
de um gene para produzir uma molécula de 
RNA. 
 
 
 
 
 
 
® A fita molde é lida, no entanto, a fita de RNA 
que será construída é a transcrição da fita 
codificadora, em outros termos, usa a fita 
molde para copiar a codificadora. 
 
® A transcrição ocorre em três etapas: 
 
1ª Iniciação	
 
® Acontece uma sinalização de onde a 
transcrição iniciará, a porção em laranja 
chama-se região promotora (TATA box) 
. 
 
 
2ª Alongamento 
 
® Velocidade de aproximadamente 50 
nucleotídeos sendo unidos no pré-RNA por 
segundo. 
 
 
 
® Durante o alongamento, a. RNA polimerase 
“caminha” ao longo da fita molde, da 3’ para 
5’, adicionando nucleotídeos de RNA 
complementares à extremidade 3’ da fita do 
RNA, com base complementar de A-U (não 
é timina, pois RNA usa uracila). 
Transcrição 
Roberta Freitas – T14 
 10 
3ª Terminação 
 
® A terminação do RNA começa com um 
sinal de poliadenilação, mas o mecanismo 
ainda não é totalmente compreendido. 
 
 
 
Splicing 
 
 
 
® O Splicing faz parte do processamento pós-
transcricional, e consiste na remoção de 
íntrons e ligação de éxons (excelentes) 
produzindo um RNAm finalizado. 
 
Splicing alternativo 
 
 
 
® Splicing alternativo garante a variabilidade de 
proteínas, pois, basicamente, utiliza ordens 
distintas de éxons para produzir uma 
proteínadiferente, ou seja, um gene pode 
produzir mais de uma proteína. 
 
Capping e Poliadenilação 
 
 
 
® Capping e Poliadenilação auxiliam no 
transporte do RNAm ao citoplasma e 
protegem contra degradação por 
exonucleases. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roberta Freitas – T14 
 11 
 
 
 
Introdução 
 
® É a etapa seguinte à transcrição do DNA 
para RNA. 
® A informação transcrita do DNA (RNAm) é 
traduzida em uma sequência de 
aminoácidos e esse processo acontece no 
citoplasma celular, nos ribossomos. 
 
 
 
® Para converter RNA em proteína, é 
essencial o código dos aminoácidos, em 
outros termos, para traduzir um texto, 
precisa de dicionário. 
 
 
 
Redundância, Especificidade e 
Universalidade 
 
® Redundância: no código genético, um 
aminoácido pode ser codificado por 
diferentes trincas de códons. 
 
 
 
 
 
® Especificidade: cada trinca codifica o mesmo 
aminoácido. 
® Universalidade: todos os seres vivos 
compartilham o mesmo código genético. 
 
Sínte proteica 
 
® Processo no qual as células produzem 
proteínas a partir da informação contida no 
material genético (DNA). 
® A tradução e a transcrição são etapas da 
síntese proteica. 
 
Ribsom 
 
® Localização: Citoplasma. celular 
® Composição: Proteínas + RNAr 
® Subunidades: 
• Sub menor: reconhece o lê o RNAm. 
• Sub maior: catalisa as ligações 
peptídicas e mantém a cadeia em 
crescimento. 
® Função: “fábrica na qual a informação do 
DNA é traduzida em uma sequência de 
aminoácidos”. 
® Sítios do ribossomo: 
• Sítio A: local de entrada do RNAt 
carregado com um aminoácido. 
• Sítio P: local onde o RNAt mantém a 
cadeia peptídica em crescimento. 
• Sítio E: local de saída do RNAt – sem o 
aminoácido. 
 
Código genético 
 
® Códon: é uma trinca de nucleotídeos do 
RNAm. Cada códon codifica um aminoácido 
específico ou anuncia o início ou fim da 
tradução. 
® Características do código genético: 
Tradução 
Roberta Freitas – T14 
 12 
• Degenerado: mais de um códon 
codifica o mesmo aa. 
• Universal: é o mesmo, com exceção 
em mitocôndrias. 
• Códons de início: AUG 
• Códons de término: UAG UAA UGA 
 
RNA transportador (RNAt) 
 
® Função: transportar aminoácidos específicos 
do citoplasma até o ribossomo. 
 
® Estrutura: 
• Anticódon: reconhece e se liga ao códon 
correspondente no RNAm. 
• Extremidade 3’ (ou outro terminal): 
carrega o aminoácido correspondente. 
• Estrutura em ‘trevo’ (em 2D): que 
permite o encaixe nos ribossomos. 
 
1º Início 
 
Objetivo: montar o complexo de iniciação para 
começar a tradução. 
 
 
 
® A tradução ocorre no citoplasma, onde um 
ribossomo irá fazer a leitura do RNAm, 
começando pelo códon de iniciação 
(sempre AUG – MET) 
® Os aminoácidos serão transportados pelo 
RNA transportador, que encaixará seu 
anticódon no códon para liberar o 
aminoácido. 
2º Alongamento 
 
Objetivo: adicionar aminoácidos à cadeia 
polipeptídica. 
 
 
 
® Reconhecimento de códons, ligação 
peptídica e movimento do RNA ribossômico 
(5’ - 3’). 
 
3º Finalização ou terminação 
 
Objetivo: finalizar a tradução quando o 
polipeptídeo estiver completo. 
 
 
 
® Quando atinge o códon de finalização 
(UAA), a maquinaria se solta do RNAm, que 
pode ser reutilizado e traduzido por mais de 
uma maquinaria ao mesmo tempo. 
® Por fim, a cadeia de aminoácidos formará 
uma proteína que adquirirá uma estrutura 
primária, secundária, terciária ou quaternária. 
 
 
 
 
 
Roberta Freitas – T14 
 13 
 
 
 
 
® A expressão genética é comparada a 
acender uma lâmpada, onde o gene é a 
lâmpada que, quando ativo, produz 
proteína. O interruptor determina se o 
gene está ligado ou desligado. 
® O organismo pode “ligar” ou “desligar” um 
gene, ele controla a intensidade da 
expressão de gene conforme as 
necessidades. 
 
 
 
Conceito 
 
® É um conjunto de mecanismos bioquímicos 
que modificam a leitura e, 
consequentemente, a expressão dos genes. 
Ou seja, todo o código genético (DNA) está 
igualmente presente em todas as células 
nucleadas, mas em cada tipo de célula 
(tecido) há uma programação diferente. 
 
Diferenciação celular 
 
® A epigenética molda a diferenciação das 
células, através da ativação de genes e 
inativação de genes não necessários. 
® A célula tronco pode ser programada, e se 
especializar ao decorrer do tempo. 
Diferenciando, por exemplo, em uma célula 
do intestino ou uma célula da fibra cardíaca, 
o material genético entre elas não é 
diferente, mas, a programação de ativação 
e inativação que é distinta. 
 
 
 
 
 
 
 
Programação “base” 
 
® Embora a célula tronco não tenha uma 
programação, ela possui genes bases que 
regulam a vida dela, ou seja, se um gene 
vier a faltar, ela morrerá. 
® Gene Oct4, Sox2, Klf4 e c-Myc. 
 
Mecanismo da epigenética 
 
® Metilação: um radical metil (-CH3) se acopla 
a região promotora do gene (ou genes) e 
impede a sua expressão. O metil não 
permite a RNA polimerase funcionar. 
 
 
 
® Se o CH3 (metil) for retirado, o gene pode 
ser expresso. 
 
Epigenética 
Roberta Freitas – T14 
 14 
Modificação nas hionas 
 
® As histonas fazem o enovelamento do DNA, 
quando separamos elas, o DNA fica exposto 
para uma transcrição. 
 
 
 
® Quem separa as histonas são às acetil 
(-COCH3) se ligando com caudas da histona, 
quando desacetiladas (as caudas), as histonas 
vão compactar e o DNA não ficará exposto 
para transcrição. 
 
RNA não codificante 
(RNA de interferência) 
 
® Ocorre depois da transcrição do RNAm, ao 
invés dele sofrer a tradução, o siRNA, 
bloqueia a tradução ou degrada o RNAm 
alvo (pode estar em fita dupla) evitando a 
expressão de uma proteína. 
 
 
 
 
 Imprinting parental 
 
® Forma de expressão gênica monoalélica; 
® A escolha do alelo a ser expresso é 
determinada pela origem parental; 
 
 
® Adição de marcas epigenéticas na linhagem 
germinativa de um dos progenitores, mas 
não no outro. 
 
Inativação do cromsomo X 
 
® Mecanismo de compensação de dose que 
resulta em silenciamento epigenético da 
maioria dos genes em um dos dois 
cromossomos X nas mulheres. 
® O cromossomo X é inativado no início do 
desenvolvimento; 
 
 
 
® A inativação do X é normalmente aleatória 
em células somáticas do sexo feminino; 
® Ocorre mosaicismo para duas populações 
de células que expressam alelos de um ou 
outro X. 
 
Epigenética permanente 
 
® O pâncreas não produz etanol 
desidrogenase devido ao gene estar 
permanentemente silenciado. A expressão 
do gene da insulina é condicionada ao 
aumento da glicemia, sendo desativada com 
a redução da taxa glicêmica. 
 
Roberta Freitas – T14 
 15 
 
 
Dnças humanas 
 
® Durante o envelhecimento ocorre 
alterações epigenéticas: mudanças na 
acessibilidade da cromatina, perda de 
histonas e heterocromatina, desequilíbrio de 
modificações de histonas e defeitos nos 
padrões de metilação do DNA. 
 
 
 
Câncer 
 
® Alterações epigenéticas estão presentes 
em muitos tipos tumorais (hepático, mama, 
endométrio, sistema nervoso, bexiga e 
leucemias). 
 
 
 
Modulação ambiental 
® Fatores ambientais ou de estilo de vida pode 
modular a expressão gênica, ativando ou 
desativando os genes. 
 
Transgeracional 
 
® A fome e desnutrição na gestação pode 
gerar alterações epigenéticas: 
® Ao nascimento: crianças com baixo peso e 
intolerância a glicose 
® Fase adulta: suscetíveis a diabetes, 
obesidade e doença coronariana. 
 
 
 
® A exposição das células germinativas 
(gametas) de fetos de mulheres afetadas 
por condições ambientais pode alterar o 
epigenoma. 
® Algumas assinaturas epigenéticas podem ser 
transmitidas às gerações futuras.

Mais conteúdos dessa disciplina