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RESUMO DAS AULAS Aula 12/08/2025: 1 – Acidente de trabalho: Artigos. 19/23 da Lei nº 8.213/91 Art. 19, da Lei 8.213/91 - É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. 1.1 – Doença profissional: Produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. (DIRETAMENTE LIGADA À ATIVIDADE ESPECÍFICA DO TRABALHADOR). 1.2 – Doença do trabalho: Adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I. (RELACIONADA ÀS CONDIÇÕES DO AMBIENTE LABORAL). Os acidentes de trabalho não acontecem por acaso, eles são, em grande parte, resultado de uma combinação perigosa entre falhas humanas, ausência de políticas de segurança adequadas e pressões organizacionais por produtividade e lucro. Em segurança do trabalho, um acidente é um evento inesperado que causa danos às pessoas, equipamentos, materiais ou meio ambiente. É toda ocorrência NÃO desejada, que modifica ou põe fim ao andamento normal de qualquer tipo de atividade. É um evento com consequências negativas. Exemplo: Quedas de altura; Lesões e fraturas causadas por instrumentos de trabalho; Choques elétricos; Lesões por esforço repetitivo; Lesões causadas por materiais perigosos. 1.1.1 – Acidente Típico: É aquele que acontece no ambiente de trabalho e, os riscos que levam ao acidente são inerente à própria atividade laboral. 1.1.2 – Acidente Atípico: São as doenças ocupacionais que decorrem das atividades exercidas na empresa, com condições e ambiente de trabalho desfavoráveis e/ou desprotegidos. 1.1.3 – Acidente de Trajeto: Considerado um acidente atípico, acontece entre o trajado do trabalho até a resistência. 2 – Incidente: É um evento semelhante ao acidente, mas que não gera consequências imediatas. Um incidente de trabalho, também chamado de quase-acidente, é um evento não planejado que ocorre durante o trabalho e que poderia ter causado danos ou lesões, mas não resultou em ferimentos, doenças ou danos materiais significativos. Exemplos: Um trabalhador tropeça em RESUMO DAS AULAS um cabo solto, mas consegue se equilibrar e não cai; Uma ferramenta cai de uma altura, mas não atinge ninguém ou causa danos; Um funcionário quase se machuca ao manusear um equipamento, mas evita o acidente. Os diversos tipos de incidentes, por serem considerados de baixa ou nenhuma gravidade, acabam por vezes não recebendo a atenção adequada, e não sendo comunicados pelo trabalhador. Os motivos são: medo de ser advertido, punido, perder o emprego, ser visto como descuidado ou sofrer algum tipo de perseguição. • Política de prevenção de acidentes e incidentes: Estabelecer uma política de segurança no ambiente de trabalho é essencial para prevenir acidentes e incidentes. Ela deve envolver aspectos que extrapolam os riscos de cada função, desenvolvendo campanhas de conscientização, a fim de disseminar as boas práticas de segurança, como uso dos EPIs (Equipamento de Proteção Individual), entre outras. 3 – Atos inseguros: São ações realizadas por pessoas que podem levar a acidentes, como: Negligenciar o uso de equipamentos de proteção individual; Agir sem cautela, como operar máquinas de maneira imprudente; Ignorar procedimentos de segurança; Imperícia: falta de conhecimento ou habilidade para realizar uma tarefa, entre outros. Ou seja, ocorre toda vez que o trabalhador desrespeita procedimentos e realiza sua atividade de maneira incorreta. 3.1 – Por que atos inseguros acontecem: Para isso, é crucial entender os fatores humanos que levam a comportamentos de risco. Muitas vezes, um ato inseguro não nasce da negligência, mas de processos psicológicos complexos. 3.1.1 – Fator pessoal de insegurança: O “fator pessoal de insegurança” refere- se a desajustes físicos, emocionais ou mentais que levam um indivíduo a praticar um ato inseguro, independentemente de sua vontade. Fatores como estresse, fadiga, problemas pessoais e condições de saúde podem comprometer a capacidade de um trabalhador de seguir procedimentos seguros. 3.1.2 – Viés de otimismo: A crença de que “isso não vai acontecer comigo”, que leva à subestimação de riscos conhecidos. 3.1.3 – Viés retrospectivo: A tendência de julgar uma ação como obviamente errada apenas depois que um acidente ocorre, dificultando a análise justa das causas; 3.1.4 – Racionalidade local: As pessoas agem de forma que faz sentido para elas no momento, buscando uma recompensa imediata (como ganhar tempo ou reduzir esforço), mesmo que isso envolva um risco. Entender isso é fundamental RESUMO DAS AULAS para não culpar o trabalhador, mas sim analisar o sistema que incentiva ou permite tais decisões. 3.2 – Meios de prevenção: 3.2.1 – DDS (Diálogo Diário de Segurança): O DDS é o principal meio para evitar o ato inseguro, pois diariamente o trabalhador é instruído sobre procedimentos de segurança; 3.2.2 – Treinamentos e capacitações: São mais esporádicos que os DDSs porém, são bem mais detalhados e focados em situações de riscos, além disso são obrigações legais em diversas atividades; 3.2.3 – Ordem de Serviço: É um documento que serve como um guia de segurança, pois define quais procedimentos de segurança devem ser tomados e se o trabalhador a seguir adequadamente, dificilmente atos inseguros serão cometidos; 3.2.4 – Auditorias comportamentais: Após as instruções e treinamento sobre como proceder em segurança, é necessário garantir que os trabalhadores as estejam seguindo. Para isso inspeções rotineiras podem ser feitas avaliando o comportamento dos trabalhadores em seus postos de trabalho. 4 – Condições inseguras: Em ambientes de trabalho, a segurança é uma prioridade absoluta. Para garantir um ambiente seguro, é essencial entender e distinguir entre diferentes conceitos- chave, como condição insegura e ato inseguro. Uma CONDIÇÃO INSEGURA refere-se a qualquer aspecto do ambiente de trabalho que represente uma ameaça à saúde ou segurança dos trabalhadores. Em resumo, uma condição insegura cria um ambiente propício a acidentes ou lesões no local de trabalho, e são circunstâncias responsáveis por 10% a 20% dos acidentes. Identificar e corrigir essas condições é essencial para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. Exemplos: Equipamentos danificados ou defeituosos; Iluminação inadequada; Pisos escorregadios ou irregulares; Ventilação insuficiente; Falta de equipamentos de proteção individual (EPIs); Armazenamento inadequado de materiais; Sobrecarga elétrica; Produtos químicos não identificados ou mal rotulados. 4.1 – Como evitar: 4.1.1 – Análise de Riscos: Realizar uma análise completa dos processos de trabalho e identificar todas as possíveis fontes de risco. Incluindo inspeções regulares de equipamentos, ambientes e práticas de trabalho. RESUMO DAS AULAS 4.1.2 – Mapeamento de Riscos: Documentar e mapear os riscos identificados, destacando áreas ou atividades que apresentam maior probabilidade de acidentes ou lesões. 4.1.3 – Treinamento e Conscientização: Fornecer treinamento adequado aos funcionários sobre os riscos e as medidas de segurança necessárias para evitá- los. É importante que todos estejam cientes dos procedimentos de segurança e saibam como agir em caso de emergência. 4.1.4 – Manutenção Preventiva: Implementar programas de manutenção preventiva para garantir que equipamentos e instalações estejam sempre em boas condições de funcionamento. Isso inclui reparos regulares, substituição de peças desgastadas e inspeções periódicas. 4.1.5 – Melhorias no Ambiente de Trabalho:Realizar ajustes no ambiente de trabalho para eliminar ou reduzir os riscos identificados. Isso pode incluir a instalação de barreiras de segurança, sinalização adequada, iluminação adequada, entre outras medidas. 4.1.6 – Participação dos Funcionários: Encorajar os funcionários a relatarem qualquer condição insegura que observarem e a contribuírem com sugestões para melhorias na segurança. O envolvimento ativo dos colaboradores é fundamental para a identificação e prevenção de riscos. 4.1.7 – Avaliação Contínua: Realizar avaliações regulares do ambiente de trabalho para garantir que todas as medidas de segurança estejam sendo seguidas adequadamente e identificar novos riscos que possam surgir. 5 – Prejuízos com acidentes: 5.1 – Para o trabalhador: a) Sofrimento físico – dores, ferimentos, quebra de uma perna, quebra de um braço; b) Incapacidade para o trabalho – incapacidade pela perda de uma perna, perda de dedos, incapacidade psicológica; c) Desamparo à família – causada pelos dias em que o trabalhador não pode dar assistência à família ou por morte; d) Dependência de terceiros; e) Dificuldade financeira - Redução de salários em função da perda de produção; f) Perda de credibilidade no emprego. 5.2 – Para a família: a) Dificuldade financeira; b) Mudança de rotina; c) Tempo e gastos com tratamentos, locomoção, etc; d) Dor emocional pela enfermidade, invalidez ou óbito. RESUMO DAS AULAS 5.3 – Para a empresa: a) Gastos com primeiros socorros e apoio ao acidentado; b) Interrupção da produção; c) Auxilio ao acidentado por 15 dias; d) Contratação de substituto; e) Dano ou perda de máquinas e equipamentos - Atraso na entrega dos produtos; f) Embargo fiscal - Dificuldades com as autoridades; g) Má repercussão para a empresa; h) Investigações de irregularidades. 5.4 – Para a sociedade/país: a) Redução temporária ou permanente da força produtiva – o trabalhador acidentado se afasta de suas atividades durante um período curto ou longo de tempo; b) Aumento do número de dependentes da coletividade; c) Elevação das taxas de seguros e de impostos – para cobrir os gastos provenientes do tratamento médico ao acidentado e benefícios sociais, tais como aposentadorias por invalidez, morte; d) Aumento do custo de vida – resultante do repasse das taxas de impostos para o consumidor. • Antecipação: Identificar os potenciais riscos e perigos à saúde, antes que um determinado processo industrial/administrativo seja implementado ou modificado, ou que novos agentes geradores de riscos sejam introduzidos no ambiente de trabalho. • Reconhecimento: Analisar e observar o ambiente de trabalho a fim de identificar os agentes existentes, os potenciais de riscos a eles associados e qual a prioridade de avaliação e a política existente neste ambiente. • Avaliação: Designa principalmente as medições e monitorizações que serão conduzidas no ambiente de trabalho. • Controle: Está associado a minimização ou eliminação dos potencias de exposição, antecipados, reconhecidos e avaliados no ambiente de trabalho. Aula 19/08/2025: 1 – Legislação Trabalhista: As primeiras normas de proteção ao trabalhador surgiram a partir da última década do século XIX. Em 1891, o Decreto nº 1.313 regulamentou o trabalho de menores. De 1903 é a lei de sindicalização rural e de 1907 a lei que regulou a sindicalização de todas as profissões. A primeira tentativa de formação de um Código do Trabalho, de Maurício de Lacerda, é de 1917. No ano seguinte 1918, foi criado o Departamento Nacional do Trabalho. E em 1923 surgia, no âmbito do então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, o Conselho Nacional do Trabalho. Mas foi após a Revolução de 1930, com a subida ao poder de Getúlio Vargas, que a Justiça do Trabalho e a proteção dos direitos dos trabalhadores realmente despontaram. Em 26 de novembro de 1930, por meio do Decreto nº 19.433, foi criado o Ministério do Trabalho. RESUMO DAS AULAS 1.1 – Carta Constitucional de 1934: Trouxe avanços sociais importantes para os trabalhadores: instituiu o salário mínimo, a jornada de trabalho de oito horas, o repouso semanal, as férias anuais remuneradas e a indenização por dispensa sem justa causa. Sindicatos e associações profissionais passaram a ser reconhecidos, com o direito de funcionar autonomamente. 1.2 – Decreto 5.452: 1º de maio de 1943, sancionada pelo presidente Getúlio Vargas, durante o período do Estado Novo a Consolidação Das Leis Do Trabalho (CLT) passa efetivamente a compor o aparato jurídico brasileiro. A Consolidação unificou toda a legislação trabalhista então existente no Brasil e foi um marco por inserir, de forma definitiva, os direitos trabalhistas na legislação brasileira. 2 – Constituição da República Federativa do Brasil de 1988: Promulgada no dia 05 de outubro de 1988 Foi a sétima constituição do Brasil desde a sua Independência, em 1822 e a sexta do período republicano. 2.1 – Direitos Trabalhistas: A nova constituição consolidou diversas conquistas aos trabalhadores, como: O abono de indenização de 40% do FGTS na demissão e o seguro desemprego; O abono de férias e o 13º salário para aposentados; Jornada semanal de 44 horas, quando antes era de 48 horas; Licença maternidade de 120 dias e licença paternidade de 5 dias; Direito à greve e a liberdade sindical 2.2 – Direitos Humanos: Fim da censura dos meios de comunicação; Liberdade de expressão; Direito das crianças e adolescentes; Eleições diretas e universais com dois turnos; Direito ao voto para os analfabetos; Voto facultativo aos jovens entre 16 e 18 anos; A prática do racismo passou a ser crime inafiançável; Proibição da tortura; Igualdade de gêneros; Fomento ao trabalho feminino. 3 – Art. 6: Reconhece a saúde como um direito social fundamental e estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, que deve garantir ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 3.1 – Art. 6: Estabelece os direitos sociais, que são considerados fundamentais para garantir uma vida digna aos cidadãos. Esses direitos visam assegurar o bem-estar social e a igualdade de oportunidades. Os direitos sociais reconhecidos são: Educação: Acesso à educação em todos os níveis; Saúde: Direito à proteção e acesso à saúde; Alimentação: Direito a uma alimentação adequada; Trabalho: Direito ao trabalho com proteção e condições dignas; Moradia: Direito à moradia digna; Lazer: Direito ao lazer e à recreação; Segurança: Direito à segurança pública e proteção RESUMO DAS AULAS contra a violência; Previdência Social: Direito à proteção em casos de doença, invalidez, morte e velhice; Proteção à maternidade e à infância: Direito à proteção especial durante a gravidez e a infância; Assistência aos desamparados: Direito à assistência social para aqueles que necessitam. 4 – Art. 7: Inciso XXII, estabelece como direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. 4.1 – Art. 7: Estabelece os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, buscando proteger a relação de trabalho e garantir condições dignas de trabalho. Alguns dos direitos mais relevantes são: Proteção contra despedida arbitrária: Direito à proteção contra demissões sem justa causa; Seguro-desemprego: Direito ao seguro- desemprego em casos de desemprego involuntário; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS): Direito ao FGTS como forma de proteção financeira em caso de demissão; Salário Mínimo: Direito a um salário mínimo nacionalmente unificado, capaz de atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família; Irredutibilidade do Salário: Direito à garantia do salário, exceto em casos de convenção ou acordo coletivo; 13º Salário: Direito a um salário adicional pago anualmente; Adicional Noturno: Direito a uma remuneração maior para o trabalho noturno; Férias: Direito a férias anuais remuneradas;Outros direitos: A jornada de trabalho máxima, descanso semanal remunerado, licença maternidade, adicionais de insalubridade e periculosidade, entre outros. 5 – Evolução da Legislação Trabalhista no Brasil: 5.1.1 – 1953: Criação da CLT por Getúlio Vargas, reunindo a legislação trabalhista existente e estabelecendo direitos como carteira de trabalho, jornada de 48 horas semanais, férias remuneradas e outros. 5.1.2 – 1966: Criação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que só foi confirmado pela Constituição de 1988. 5.1.3 – 1988: Constituição Federal estabeleceu diversos direitos trabalhistas, como a redução da jornada semanal para 44 horas, o FGTS, adicional de horas extras, férias com acréscimo de 1/3, licença maternidade de 120 dias e licença paternidade. 5.1.4 – 2013: Emenda Constitucional nº 72/13 ampliou os direitos dos trabalhadores domésticos, equiparando-os aos trabalhadores urbanos e rurais. RESUMO DAS AULAS 5.1.5 – 2017: A reforma trabalhista (Lei nº 13.467/17) trouxe mudanças significativas nas relações de trabalho, como a livre negociação entre empregador e empregado, o trabalho intermitente, o teletrabalho e a possibilidade de acordos individuais prevalecerem sobre a CLT em alguns casos. 6 - ESTUDO DE ARTIGOS: 1 - Art. 157. Cabe às empresas: I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; III – adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente; IV – facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente. 2 - Art. 158. Cabe aos empregados: I – observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que trata o item II do artigo anterior; II – colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo. Parágrafo único. Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; b) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa. 3 - Art. 200. Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: I – medidas de prevenção de acidentes e os equipamentos de proteção individual em obras de construção, demolição ou reparos; II – depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e explosivos, bem como trânsito e permanência nas áreas respectivas; III – trabalho em escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras, sobretudo quanto à prevenção de explosões, incêndios, desmoronamentos e soterramentos, eliminação de poeiras, gases, etc. e facilidades de rápida saída dos empregados; IV – proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção de paredes contrafogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalização; V – proteção contra insolação, calor, frio, umidade e ventos, sobretudo no trabalho a céu aberto, com provisão, quanto a este, de água potável, alojamento e profilaxia de endemias; VI – proteção do trabalhador exposto a substâncias químicas nocivas, radiações ionizantes e não ionizantes, ruídos, vibrações e trepidações ou pressões anormais ao ambiente de trabalho, com especificação das medidas cabíveis para eliminação ou atenuação desses efeitos, limites máximos quanto ao tempo de exposição, à intensidade da ação ou de seus efeitos sobre o organismo do trabalhador, exames médicos obrigatórios, limites de idade, controle permanente dos locais de trabalho e das demais exigências que se façam necessárias; RESUMO DAS AULAS VII – higiene nos locais de trabalho, com discriminação das exigências, instalações sanitárias, com separação de sexos, chuveiros, lavatórios, vestiários e armários individuais, refeitórios ou condições de conforto por ocasião das refeições, fornecimento de água potável, condições de limpeza dos locais de trabalho e modo de sua execução, tratamento de resíduos industriais; VIII – emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas sinalizações de perigo. Parágrafo único. Tratando-se de radiações ionizantes e explosivos, as normas a que se refere este artigo serão expedidas de acordo com as resoluções a respeito adotadas pelo órgão técnico. O ARTIGO 6º: Inclui o trabalho entre os direitos sociais fundamentais, junto com educação, saúde, lazer, segurança, etc. O ARTIGO 7º: Detalha direitos para trabalhadores urbanos, rurais e avulsos, estabelecendo o rol dos direitos que devem ser respeitados. •Jornada de Trabalho: Duração não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo. •Salário Mínimo: Garantia de um salário mínimo e um piso salarial. •Férias: Férias anuais remuneradas com acréscimo de um terço. •13º Salário: Remuneração adicional anual para o trabalhador. •Seguro-Desemprego: Proteção contra o desemprego. •Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): Direito a uma poupança de valor proporcional ao tempo de serviço. •Licenças: Licença-maternidade e licença-paternidade. •Proteção ao Salário: Proteção contra a retenção dolosa e a possibilidade de participação nos lucros. •Trabalho Noturno: Remuneração para o trabalho noturno superior à do trabalho diurno. •Repouso Semanal Remunerado: Direito a um dia de descanso na semana. OS ARTIGOS 8º E 9º: Garantem os direitos de organização sindical (associação, liberdade sindical, direito de greve) e a autonomia das entidades. O ARTIGO 200°: Trata sobre as atribuições e competências do sistema único de saúde (sus) Aula 26/08/2025: 1 – Riscos Ambientais: Os riscos estão presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades humanas, comprometendo a segurança e a saúde das pessoas e a produtividade da empresa. Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio e longo prazos, provocando acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se equiparam a acidentes do trabalho. Os agentes que causam riscos à saúde dos trabalhadores e que costumam estar presentes nos locais de trabalho são agrupados em cinco tipos: Agentes químicos; Agentes físicos; Agentes biológicos; Agentes ergonômicos; Agentes de acidentes (mecânicos). Cada um desses tipos de agentes é responsável por diferentes riscos ambientais que podem provocar danos à saúde ocupacional dos funcionários da empresa. 1.1 – Insalubridade: São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a RESUMO DAS AULAS agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. Incumbe à Norma Regulamentadora – NR-15 – regular as atividades e operações insalubres. 1.2 – Periculosidade: São consideradas atividades perigosas aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. Exemplo claro de trabalho de alta periculosidade são os empregados que operam em bomba de gasolina, conhecidos como frentistas. Há um nítido perigo, pela própria natureza do trabalho. 2 – Agentes químicos: São considerados agentes químicos, aqueles capazes de provocar riscos à saúde: poeira, fumos, névoas, vapores, gases, produtos químicos em geral, neblina etc. Os principais tipos de agentes químicos que atuam sobre o organismo humano, causando problemasde saúde, são: gases, vapores e névoas; aerodispersóides (poeiras e fumos metálicos). Os gases, vapores e névoas podem provocar efeitos irritantes, asfixiantes ou anestésicos: 2.1.1 – Irritantes: São causados, por exemplo, por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro, que provocam irritação das vias aéreas superiores. 2.1.2 – Asfixiantes: Gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono e outros causam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e até morte. 2.1.3 – Anestésicos: A maioria dos solventes orgânicos assim como o butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, álcoois, tolueno, tem ação depressiva sobre o sistema nervoso central, provocando danos aos diversos órgãos. O benzeno especialmente é responsável por danos ao sistema formador do sangue. 2.1.4 – Aero-dispersóides: São aqueles que ficam em suspensão no ar em ambientes de trabalho, podem ser poeiras: Poeiras minerais: provêm de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral, e provocam silicose quartzo, asbestose (asbesto), pneumoconioses (ex.: carvão mineral, minerais em geral); Poeiras vegetais: são produzidas pelo tratamento industrial, por exemplo, de bagaço de cana de açúcar e de algodão, que causam bagaçose e bissinose, respectivamente; Poeiras alcalinas: provêm em especial do calcário, causando doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar; RESUMO DAS AULAS Poeiras incômodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tornando os mais nocivos à saúde; Fumos metálicos: provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro etc., causam doença pulmonar obstrutiva crônica, febre de fumos metálicos, intoxicações específicas, de acordo com o metal. 3 – Agentes físicos: São considerados agentes físicos, aqueles capazes de provocar riscos à saúde: ruídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, pressões anormais, temperaturas extremas, iluminação deficiente, umidade etc. É muito importante saber que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho como, por exemplo, radiações infravermelhas, presentes em operações de fornos, de solda oxiacetilênica; ultravioleta, produzida pela solda elétrica; de raios laser podem causar ou agravar problemas visuais (ex. catarata, queimaduras, lesões na pele etc.), mas isto não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde, isso depende da combinação de muitas condições como a natureza do produto, a sua concentração, o tempo e a intensidade que a pessoa fica exposta a eles, por exemplo; 3.1.1 – Ruídos: Provocam cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição (surdez temporária, surdez definitiva e trauma acústico), aumento da pressão arterial, problemas no aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto; 3.1.2 – Vibrações: Provocam cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento, artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias; 3.1.3 – Temperatura extrema: Causa taquicardia, aumento da pulsação, cansaço, irritação, fadiga térmica, prostração térmica, choque térmico, perturbação das funções digestivas, hipertensão; 3.1.4 – Radiações não ionizantes: Geram queimaduras, lesões na pele, nos olhos e em outros órgãos. 3.1.5 – Umidade: Geram doenças do aparelho respiratório, da pele e circulatórias, e traumatismos por quedas; 3.1.6 – Pressões anormais: Embolia traumática pelo ar, embriaguez das profundidades, intoxicação por oxigênio e gás carbônico, doença descompressiva. 4 – Agentes biológicos: São microrganismos e animais são os agentes biológicos que podem afetar a saúde do trabalhador. São considerados agentes biológicos os bacilos, bactérias, fungos, protozoários, parasitas, vírus. Entram nesta classificação também os escorpiões bem como as RESUMO DAS AULAS aranhas, insetos e ofídios peçonhentos. Podem causar as seguintes doenças: tuberculose, intoxicação alimentar, fungos (microrganismos causadores de infecções), brucelose, malária, febre amarela. E as formas de prevenção para esses grupos de agentes biológicos são: vacinação, esterilização, higiene pessoal, uso de EPI; ventilação, controle médico e controle de pragas. 5 – Agentes Ergonômicos: São os agentes caracterizados pela falta de adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador. Entre os agentes ergonômicos mais comuns estão: trabalho físico pesado; posturas incorretas; posições incômodas; repetitividade; monotonia; ritmo excessivo; trabalho em turnos e trabalho noturno; jornada prolongada; trabalho físico pesado, posturas incorretas e posições incômodas provocam cansaço, dores musculares e fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes, úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono, acidentes, problemas de coluna etc.; ritmo excessivo, monotonia, trabalho em turnos, jornada prolongada, conflitos, excesso de responsabilidade provocam desconforto, cansaço, ansiedade, doenças no aparelho digestivo (gastrite, úlcera), dores musculares, fraqueza, alterações no sono e na vida social (com reflexos na saúde e no comportamento), hipertensão arterial, taquicardia, cardiopatias (angina, infarto), tenossinovite, diabetes, asma, doenças nervosas, tensão, medo, ansiedade. 6 – Agentes de acidentes (mecânicos): São arranjos físicos inadequados ou deficientes, máquinas e equipamentos, ferramentas defeituosas, inadequadas ou inexistentes, eletricidade, sinalização, perigo de incêndio ou explosão, transporte de materiais, edificações, armazenamento inadequado etc. Essas deficiências podem abranger um ou mais dos seguintes aspectos: arranjo físico; edificações; sinalizações; ligações elétricas; máquinas e equipamentos sem proteção; equipamento de proteção contra incêndio; ferramentas defeituosas ou inadequadas; EPI inadequado; armazenamento e transporte de materiais; iluminação deficiente; fadiga; problemas visuais; acidentes do trabalho. 6.1.1 – Arranjo físico: Quando inadequado ou deficiente, pode causar acidentes e provoca desgaste físico excessivo nos trabalhadores; 6.1.2 – Máquinas: Sem proteção que podem provocar acidentes graves; 6.1.3 – Instalações deficientes: Trazem riscos de curto circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras, acidentes fatais; 6.1.4 – Matéria prima sem especificação: Ocasiona acidentes, doenças profissionais, queda da qualidade de produção; Ferramentas defeituosas ou RESUMO DAS AULAS inadequadas: acidentes, com repercussão principalmente nos membros superiores; 6.1.5 – Outros: Falta de EPI ou EPI inadequado ao risco: acidentes, doenças profissionais; Transporte de materiais, peças, equipamentos sem as devidas precauções: acidentes; Edificações com defeitos de construção: a exemplo de piso com desníveis, escadas fora de ausência de saídas de emergência, mezaninos sem proteção, passagens sem a altura necessária: quedas, acidentes; Falta de sinalização das saídas de emergência, da localização de escadas e caminhos de fuga, alarmes, de incêndios: ações desorganizadas nas emergências, acidentes; Armazenamento e manipulação inadequados de inflamáveis e gases, curto circuito, sobrecargas de redes elétricas: incêndios, explosões; Armazenamento e transporte de materiais: a obstrução de áreas traz riscos de acidentes, de quedas, de incêndio, de explosão etc.; Equipamento de proteção contra incêndios: quando deficiente ou insuficiente, traz efetivos riscos de incêndios; Sinalização deficiente: falta de uma política de prevenção de acidentes, não identificação de equipamentos que oferecem risco, não delimitação de áreas, informações de segurança insuficientes etc. comprometem a saúde ocupacional dos funcionários. Aula 02/09/2025 e 09/09/2025: 1 – NR’s: Forampublicadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (MTE), Port. 3.214/78, estabelece os requisitos técnicos e legais sobre os aspectos mínimos de Segurança e Saúde Ocupacional (SSO), atualmente são 36 NR’s. 2 – NR-1: Estabelece as disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho (SST) no Brasil, definindo diretrizes para todas as empresas, independentemente do seu porte ou setor de atuação. O objetivo é garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável, promovendo a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, sendo a norma base para as demais NRs. Assegura que todas as empresas adotem um conjunto mínimo de ações para a proteção dos trabalhadores, atua na prevenção de acidentes e doenças do trabalho, resultando em um ambiente mais seguro e saudável e estimular uma cultura de segurança no trabalho, com impacto positivo na produtividade e na retenção de talentos, auxiliar as empresas a estarem em conformidade com a legislação trabalhista e evitar multas e penalidades. RESUMO DAS AULAS 1.1.1 – GRO: Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, implementação de processos para identificar, analisar e controlar os perigos no ambiente de trabalho. 1.1.2 – PGR: Programa de Gerenciamento de Riscos, documento que detalha os riscos identificados e as medidas de controle adotadas para a sua prevenção e combate. 1.1.3 – Riscos Psicossociais: A norma atualizada em 2025 incluiu o gerenciamento de riscos psicossociais, que envolvem fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva e falta de apoio, visando proteger a saúde mental dos trabalhadores. 1.1.4 – Responsabilidades: A NR-1 define as obrigações do empregador e do trabalhador para garantir um ambiente de trabalho seguro, garante que os trabalhadores recebam treinamento contínuo para que estejam cientes e preparados para praticar a segurança no dia a dia. 3 – NR-6: Define as diretrizes para a aprovação, comercialização, fornecimento e utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), com o objetivo de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Ela estabelece as responsabilidades de empregadores e trabalhadores, regulamenta o processo de emissão do Certificado de Aprovação (CA) e abrange todos os tipos de EPIs necessários para a proteção contra riscos no ambiente de trabalho. Objetivo: Proteger o trabalhador através do uso de EPIs, garantindo a segurança e o conforto em todos os postos de trabalho. A norma aplica-se a todas as empresas e trabalhadores, independentemente do setor ou atividade econômica, sempre que o uso de EPI for necessário. 3.1.1 – Empregador: Deve fornecer os EPIs adequados e gratuitos ao trabalhador, fiscalizar o uso e a manutenção, e fornecer o treinamento necessário. 3.1.2 – Trabalhador: Deve usar o EPI apenas para a finalidade a que se destina, zelar por sua guarda e conservação, e comunicar ao empregador qualquer defeito que o torne impróprio para uso. A norma lista e descreve diversos tipos de EPIs, como luvas, capacetes, protetores auriculares, óculos, máscaras respiratórias, entre outros, para diferentes tipos de riscos. 4 – NR-9: Estabelece os requisitos para a Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos. Seu objetivo é garantir que o ambiente de trabalho seja RESUMO DAS AULAS salubre, protegendo a saúde física e mental dos trabalhadores ao antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos presentes no trabalho. A NR 9 está integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), previsto na NR 1, e fornece a base para a implementação de medidas de prevenção. 4.1.1 Antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os riscos: Identificar e eliminar os riscos que podem prejudicar a saúde dos trabalhadores. 4.1.2 Proteger a saúde e a integridade dos trabalhadores: Assegurar que os ambientes de trabalho sejam seguros e saudáveis para todos. 4.1.3 Promover a melhoria das condições de trabalho: Estabelecer diretrizes para que as empresas ofereçam um ambiente ideal e livre de riscos. 5 – NR-10: Estabelece os requisitos e condições mínimas para a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem com instalações elétricas. Ela exige medidas de controle, sistemas preventivos e equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletiva (EPCs) para garantir a segurança em todas as fases do uso da energia elétrica. A norma se aplica a empresas de todos os portes e a todos os profissionais que trabalham com eletricidade, desde a geração até o consumo. 6 – NR-12: Estabelece requisitos mínimos de segurança para a fabricação, importação, comercialização, e utilização de máquinas e equipamentos, com o objetivo principal de garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores, prevenindo acidentes e doenças relacionadas a essas atividades. A norma define medidas de proteção, diretrizes técnicas e a importância de dispositivos de partida, parada e segurança, além de prever a capacitação dos operadores e a manutenção adequada dos equipamentos 6.1.1 Prevenir acidentes: Estabelecer requisitos para evitar acidentes durante o uso, projeto, fabricação e outras fases das máquinas e equipamentos. 6.1.2 Proteger a saúde do trabalhador: Garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores que operam ou interagem com máquinas e equipamentos. 6.1.3 Definir requisitos: Estabelecer requisitos técnicos e de segurança para as máquinas e seus componentes. 6.1.4 Dispositivos de segurança - Exige que máquinas e equipamentos sejam equipados com dispositivos de partida, parada e outros mecanismos para evitar acidentes. RESUMO DAS AULAS 6.1.5 Proteções mecânicas - Determina a necessidade de proteções para evitar o contato do trabalhador com partes perigosas das máquinas. 6.1.6 Manutenção - Prever a necessidade de manutenção com as máquinas paradas, garantindo a segurança. 6.1.7 Capacitação - Assegura que os trabalhadores sejam capacitados para operar os equipamentos de forma segura. 6.1.8 Identificação e alertas - Requer medidas de proteção para mangueiras e tubulações pressurizadas, que podem causar acidentes em caso de ruptura. 6.1.9 Componentes pressurizados - A norma se aplica a todas as atividades econômicas que envolvem o uso de máquinas e equipamentos, independentemente do porte da empresa. 7 – NR-18: A NR 18 é a Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes para condições de segurança e saúde no trabalho na Indústria da Construção, abrangendo aspectos como organização do canteiro, uso de EPIs, segurança em máquinas, gestão de riscos através do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), e condições de vivência dos trabalhadores. A norma busca implementar medidas preventivas para acidentes e doenças ocupacionais específicas do setor. É essencial para prevenir acidentes e doenças ocupacionais na construção civil, um setor com riscos elevados devido ao uso de ferramentas pesadas, trabalho em altura e movimentação de materiais, de modo a assegurar que as condições de trabalho na construção civil sejam mais seguras e saudáveis, promovendo o bem-estar dos trabalhadores. 8 – NR-35: Estabelece os requisitos de segurança para o trabalho em altura, ou seja, qualquer atividade realizada acima de dois metros do nível inferior com risco de queda. Objetivo principal é prevenir acidentes, proteger a saúde dos trabalhadores e definir as responsabilidades de empregadores e empregados, abrangendo desde o planejamento e a organização até a execução da atividade em altura. A NR-35 se aplica a todas as empresas e empregadores que realizam trabalhos em altura, independentemente do setor de atuação, como construção civil, manutenção, instalação de redes, telecomunicações e indústrias 8.1.1 Segurança do trabalhador: Garante que as atividades em altura sejam realizadas de forma segura, minimizando o risco de quedas e outros acidentes. RESUMO DAS AULAS 8.1.2 Prevenção de acidentes: Estabelecemedidas de proteção coletiva e individual para o trabalho em altura, além de requisitos para equipamentos e capacitação. 8.1.3 Responsabilidades claras: Define as obrigações do empregador em relação à segurança do trabalho em altura e as responsabilidades dos trabalhadores. 8.1.4 Planejamento: Cada trabalho em altura deve ser precedido por uma análise de risco, que define as medidas necessárias para garantir a segurança. 8.1.5 Treinamento: Os trabalhadores que realizam atividades em altura devem receber treinamento específico sobre os riscos, procedimentos de segurança e o uso correto de equipamentos. 8.1.6 Equipamentos: A norma estabelece requisitos para os equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletiva (EPCs) necessários para a segurança. 8.1.7 Permissão de Trabalho (PT): A emissão de uma Permissão de Trabalho é essencial para atividades em altura, garantindo que todas as medidas de segurança estejam em vigor antes do início do trabalho. 8.1.8 Medidas de proteção: A prioridade é a eliminação do risco, seguida de medidas de proteção coletiva e, por último, medidas que minimizem as consequências de uma queda. 9 – PGR: Deve ser elaborado por profissionais especializados e deve conter informações sobre os riscos presentes nas atividades da empresa, as medidas de prevenção e controle adotadas, os procedimentos de emergência em caso de acidentes e a forma como serão monitorados os riscos ao longo do tempo. O PGR não é um documento “estático”, devendo ser atualizado sempre que ocorrer uma das seguintes situações: Após a implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos residuais; Após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes; Quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção; Na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho; Quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis. Quando houverem filiais, o PGR deve ser elaborado para cada estabelecimento. Após a elaboração do PGR para o estabelecimento, a NR ainda permite que ele seja implementado por unidade de operação, setor RESUMO DAS AULAS ou atividade. Para implementar o programa de gerenciamento de risco ocupacionais, deve-se seguir as seguintes etapas: 9.1 Identificação dos Riscos: É a partir dele que será identificado se há riscos ou não e se a empresa realmente se enquadra como desobrigada. este levantamento deverá ainda ser repassado ao médico do trabalho junto com a análise ergonômica preliminar para que seja avaliado se haverá também a dispensa do PCMSO. 9.2 Análise e Avaliação dos Riscos: Uma vez identificados os perigos ou fatores de risco (ambientais, ergonômicos e de acidentes), é necessário organizá-los para saber qual impacto real eles terão na rotina da empresa e do trabalhador. três informações essenciais para gradação dos riscos que permitirão ter parâmetros confiáveis: A severidade dos riscos (insignificante a crítico); A exposição dos trabalhadores (diariamente a raras vezes); A probabilidade de os riscos ocorrerem (improvável a frequente). 9.3 Estabelecimento de medidas de controle: Estes procedimentos precisam incluir ainda qual método será aplicado para a análise das causas destes acidentes ou doenças. 9.4 Implementação e monitoramento das medidas de controle e revisão e atualização do PGR. Aula 23/09/2025: 1 – CAT: A Comunicação de acidente de trabalho tem o objetivo de informar ao INSS (Seguradora oficial do governo) sempre que um acidente de trabalho acontece. Existem três tipos de CAT: I – CAT inicial, usada para a primeira comunicação de um acidente ou doença; II – CAT de reabertura, para casos de agravamento da lesão resultando em um novo afastamento ou reinício do tratamento, e III – CAT de óbito, que comunica o falecimento do trabalhador em decorrência de um acidente de trabalho. O responsável por essa comunicação ao INSS é a empresa. Caso a empresa não cumpra, outras pessoas podem fazer a comunicação. De acordo com a CLT, há obrigação em emitir a CAT mesmo não gerando afastamento. 1.1 O artigo 22 da Lei 8.213 de 1991 diz que: A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do RESUMO DAS AULAS salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social. 1.2 O artigo 22, inciso 2, informa ainda que: Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formaliza-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu, ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. 1.3 A Comunicação de Acidente de Trabalho garante ao trabalhador: O reconhecimento do acidente ou doença ocupacional; O acesso a benefícios previdenciários como auxílio-doença acidentário, aposentadoria por invalidez e pensão por morte; A estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno ao trabalho; Assegura tratamento médico e reabilitação profissional, garantindo que o trabalhador receba os cuidados necessários para sua recuperação e inclusão social 1.4 A não abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho pela empresa acarreta: Multas administrativas - O Ministério do Trabalho pode aplicar multas que variam de acordo com o tipo de infração e a reincidência da empresa; Pagamento de Benefícios Retroativos - A empresa pode ser obrigada a pagar ao trabalhador benefícios que deveriam ter sido pagos pelo INSS, como o auxílio-doença acidentário, corrigidos retroativamente; Responsabilidade Civil e Criminal - Em casos de afastamento prolongado ou mesmo falecimento do trabalhador, a falta da CAT pode configurar negligência, levando a processos por danos materiais e morais e até mesmo responsabilidade criminal; Processos Trabalhistas - A recusa em emitir a CAT é vista como uma violação dos direitos do trabalhador, sujeitando a empresa a ações judiciais. 2 – CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. É composta por membros eleitos pelos empregados e indicados pelo empregador. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição. O tamanho da comissão varia de acordo com o número de funcionários e o grau de risco da atividade da empresa. As atividades da CIPA são regulamentadas pela Norma Regulamentadora nº 5 (NR- 5) do Ministério do Trabalho e Emprego. No caso de uma empresa com estabelecimentos com atividades econômicas diferenciadas cada estabelecimento deve ser abordado segundo sua classificação de atividade econômica. A CIPA é obrigatória para as empresas que possuam mais RESUMO DAS AULAS de 20 empregados com vínculo de emprego. Para as categorias de trabalhadores que não estão enquadrados nas formatações dos vínculos de emprego - em especial servidores públicos, não foi possível a regulamentação constitucional. Havendo órgão público, ou empresa pública, onde haja trabalhadores efetivamente com vínculos de emprego regidos pela CLT, a CIPA deve ser constituída, de modo que somente esses trabalhadores devem ser candidatos e somente esses devem votar. Caso exista interesse do órgão ou empresa pública em englobar todos os trabalhadores, empregados e funcionários públicos, em sua CIPA, não há nada que o impeça. 2.1 Prevenção de acidentes e doenças - A principal função da CIPA é a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, buscandotornar o ambiente de trabalho mais seguro e compatível com a vida e a saúde dos trabalhadores. 2.2 Promoção da saúde - A comissão atua na promoção da saúde dos trabalhadores, incentivando o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho. 2.3 Fiscalização e inspeção - Os membros da CIPA realizam inspeções regulares nos locais de trabalho para identificar condições de risco, propondo medidas para corrigi-la. 2.4 Conscientização e treinamento - Promove campanhas de conscientização e treinamento para informar os colaboradores sobre as práticas de segurança e prevenção. 2.5 Colaboração com a gestão - Colabora com a gestão da empresa na implementação de programas de segurança e saúde, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controlo Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). 2.6 Representação dos trabalhadores - É um órgão de representação dos trabalhadores, garantindo que suas preocupações em relação à segurança e saúde sejam ouvidas e tratadas pela empresa. As reuniões ocorrem mensalmente e durante o expediente. Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: Houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência; Ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal; Houver solicitação expressa de uma das representações. Treinamentos: A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse. 3 – SIPAT: Durante essa semana, são realizados eventos, palestras, oficinas e dinâmicas voltadas à promoção da saúde e segurança dos colaboradores, que chamem atenção para os perigos presentes no trabalho, bem como ofereçam medidas de prevenção e controle para trazer RESUMO DAS AULAS mais segurança e preservar a saúde dos trabalhadores. É responsabilidade da CIPA promover anualmente a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho). A iniciativa parte da própria empresa, que também é responsável por selecionar as atividades a serem realizadas conforme suas necessidades e prioridades. A SIPAT formalizada pelo Decreto nº 34.715 de 1953. De acordo com o decreto, o evento deveria ser comemorado anualmente na quarta semana de novembro. Atualmente passou a ser considerada obrigatória pela Portaria nº 3.214 de 1978 da Norma Regulamentadora nº 05, uma normativa do Governo Federal.