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INTRODUÇÃO À BIOMEDICINA 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Benisio Ferreira da Silva Filho 
 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Nesta etapa, vamos resumir e apresentar em forma de comentário parte 
do novo código de ética – Código de Ética do Profissional Biomédico, Conselho 
Federal de Biomedicina, Resolução n. 330, de 5 de novembro de 2020. 
O Código de Ética é um documento essencial para o profissional 
biomédico, pois estabelece as diretrizes que governam o comportamento e a 
prática ética na profissão. Ele serve como um guia para garantir que os 
biomédicos atuem com integridade, responsabilidade e em conformidade com 
os padrões legais e morais. Esse código é vital para manter a confiança do 
público nos serviços oferecidos e assegurar que as atividades biomédicas 
contribuam positivamente para a saúde e o bem-estar da sociedade. 
Uma das principais funções do Código de Ética é proteger os direitos dos 
indivíduos que vão receber serviços de profissionais biomédicos, de forma direta 
ou indireta, assegurando que seus dados e informações pessoais sejam tratados 
com sigilo e respeito, bem como a integridade física e emocional asseguradas. 
Ao seguir essas diretrizes, os biomédicos garantem que as práticas relacionadas 
ao diagnóstico e tratamento sejam conduzidas de maneira a respeitar a 
dignidade e a privacidade de cada indivíduo. Esse compromisso com a 
confidencialidade é crucial para estabelecer uma relação de confiança entre o 
paciente e o profissional. 
Além disso, o código orienta os biomédicos sobre a importância de manter 
a competência profissional por meio da educação continuada e atualização 
constante. Diante de rápidas inovações tecnológicas e científicas no campo da 
biomedicina, é essencial que os profissionais estejam preparados para 
incorporar novas práticas em suas atividades. O código incentiva o aprendizado 
contínuo e o desenvolvimento pessoal, garantindo que os biomédicos ofereçam 
sempre o melhor serviço possível. 
O Código de Ética também desempenha um papel importante na 
promoção de práticas justas e equitativas na profissão. Ele estabelece normas 
que previnem a discriminação, garantindo que todos os pacientes recebam 
tratamento de alta qualidade, independente de quaisquer características 
pessoais. Isso reforça um ambiente de trabalho em que o respeito e a igualdade 
são priorizados, promovendo um atendimento inclusivo e humanitário. 
 
 
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Além do mais, essas diretrizes éticas são fundamentais para o manejo de 
dilemas que podem surgir na prática profissional. Ao oferecer um framework 
claro para a tomada de decisões, o código ajuda os biomédicos a resolver 
questões complexas de maneira que considerem tanto os aspectos éticos 
quanto os legais. Essa clareza é essencial para evitar erros que possam 
comprometer a saúde dos pacientes ou a integridade do profissional. 
Por fim, o Código de Ética fortalece a imagem da profissão, assegurando 
que os biomédicos sejam vistos como profissionais de saúde comprometidos 
com valores elevados. Ao aderir a esses princípios, os biomédicos não só 
sustentam a credibilidade de sua profissão, mas também contribuem para a 
confiança do público nos serviços de saúde, promovendo um impacto positivo e 
duradouro na sociedade. 
TEMA 1 – CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO: 
ORIENTAÇÕES FUNDAMENTAIS 
Todo biomédico será cobrado por seu conhecimento científico e técnico, 
porém a ética e o profissionalismo sempre acompanharão a carreira de qualquer 
profissional. Deve-se ter atenção ao que é esperado pela sociedade quanto ao 
comportamento, responsabilidades, transparência, respeito ao próximo e 
principalmente ao cumprimento de todas as leis e regras que regulamentam a 
profissão. Nesta etapa, vamos falar sobre o que é seguir a conduta ética e 
profissional da biomedicina no Brasil. 
Profissionais biomédicos são responsáveis pela saúde da população, 
utilizando todo o seu conhecimento em saúde humana para o bem comum. A 
conduta de cada biomédico é norteada pelo Código de Ética da Profissão, 
estabelecido pelo Conselho Federal de Biomedicina (CFBM). 
A ética e a responsabilidade são pilares fundamentais para todos os 
biomédicos, qualquer que seja seu cargo ou função, pois o trabalho na área da 
saúde pode gerar impactos significativos na sociedade. 
O Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e os Conselhos Regionais 
de Biomedicina (CRBMs) são os órgãos responsáveis pela fiscalização do 
cumprimento das normas do Código de Ética da profissão. 
A ética, vista sob uma perspectiva filosófica, investiga os princípios que 
regem o comportamento humano, servindo como guia e referência para ações 
morais. Atuar com ética significa alinhar suas ações aos princípios estabelecidos 
 
 
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socialmente, demonstrando um comportamento profissional condizente com as 
expectativas de um profissional de nível superior. 
O Capítulo I do Código de Ética da profissão de biomédico define a 
intenção profissional: dedicar-se à saúde humana, animal e da coletividade. 
Esse documento fornece um guia conciso para a conduta profissional. Para um 
conhecimento aprofundado, recomenda-se a leitura completa e a discussão com 
professores. A seguir, os princípios gerais. 
• Princípios gerais da Biomedicina 
− Art. 1.º: A Biomedicina é uma profissão dedicada à saúde humana, 
animal e coletiva, isenta de quaisquer formas de discriminação. 
− Parágrafo único: A atuação profissional deve seguir rigorosamente as 
normas deste Código, sendo que qualquer infração acarretará sanções 
disciplinares, após investigação pelas Comissões de Ética do Conselho 
Regional de Biomedicina. 
− Art. 2.º: O Código de Ética regulamenta direitos e obrigações de 
profissionais e empresas registradas nos Conselhos Regionais de 
Biomedicina. 
− Art. 3.º: Os biomédicos são responsáveis por seus atos e pelos atos 
que autorizarem durante o exercício da profissão. 
1.1 Direitos do biomédico 
Art. 6.º: Os biomédicos têm os seguintes direitos: 
I. Exercer a profissão com dignidade e liberdade em todo o território 
nacional, sem sofrer qualquer tipo de discriminação por motivos religiosos, 
de gênero, raça, nacionalidade, orientação sexual, idade, posição social, 
ou opinião política. 
II. Denunciar falhas em regulamentos ou normas das instituições de trabalho 
que considere indignas ou prejudiciais à coletividade, acionando os 
órgãos competentes, incluindo o Conselho Regional de Biomedicina. 
III. Recusar-se a exercer sua profissão em locais de trabalho precários ou 
que possam colocar em risco a saúde de pacientes ou da população. 
IV. Suspender suas atividades, individual ou coletivamente, caso a instituição 
empregadora não forneça as condições mínimas de trabalho ou 
 
 
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remuneração justa, exceto em situações de emergência, notificando 
imediatamente o Conselho Regional de Biomedicina. 
V. Manter o sigilo profissional. 
VI. Ter garantida a inviolabilidade de seu local de trabalho, de seus dados, 
correspondência e comunicações, com exceção de ordens judiciais. 
VII. Requerer desagravo público no Conselho Regional de Biomedicina em 
caso de ofensa sofrida no exercício profissional. 
VIII. Utilizar os símbolos próprios da profissão. 
IX. Reclamar por escrito, a qualquer autoridade competente, sobre violações 
deste código ou da legislação pertinente à profissão. 
X. Ter direito a condições adequadas de trabalho e a uma justa remuneração 
pelo seu desempenho. 
XI. Não se submeter à exploração por terceiros, seja para fins lucrativos, 
políticos ou religiosos. 
XII. O sigilo profissional é primordial, sendo mantido exceto em casos de 
ameaça à vida, à honra ou quando o biomédico for diretamente afetado 
pelo paciente, devendo o sigilo ser sempre limitado ao interesse da justiça. 
TEMA 2 – DEVERES DO BIOMÉDICO 
• Art. 4.º: O biomédico tem o dever de: 
I. Zelar pelo prestígio e pela existência dos Conselhos de Biomedicina, 
cooperandocom os membros nos mandatos e encargos. 
II. Informar ao Conselho Regional qualquer impedimento para o exercício da 
profissão, atualizando-o em até 30 dias caso surja algum impedimento 
posterior. 
III. Respeitar as leis e normas estabelecidas para o exercício da profissão. 
IV. Guardar o sigilo profissional. 
V. Exercer a profissão com probidade e zelo, seguindo a legislação vigente. 
VI. Zelar por sua própria reputação, tanto dentro quanto fora do exercício 
profissional. 
VII. Comunicar às autoridades competentes qualquer falha na conduta de um 
funcionário ou autoridade. 
VIII. Manter suas contribuições ao Conselho em dia. 
IX. Seguir os princípios da ciência e da técnica, bem como as melhores 
práticas da profissão. 
 
 
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X. Respeitar seus colegas e outros profissionais. 
XI. Promover o bom conceito e o desempenho ético da profissão. 
XII. Reportar às autoridades sanitárias e profissionais quaisquer infrações a 
este Código ou às normas que regem as atividades biomédicas. 
XIII. Informar ao Conselho Regional e às autoridades sanitárias, qualquer 
recusa ou demissão de cargo justificada pela defesa dos interesses da 
profissão, da sociedade ou da saúde pública. 
XIV. Denunciar quaisquer problemas ambientais que representem risco à 
saúde e à vida. 
XV. Comunicar por escrito ao Conselho Regional de Biomedicina todos os 
seus vínculos profissionais, com detalhes completos da empresa e manter 
seu cadastro atualizado. 
XVI. Comunicar ao Conselho Regional com 10 dias de antecedência qualquer 
afastamento temporário ou definitivo do exercício da responsabilidade 
técnica. 
XVII. Comunicar ao Conselho Regional com 10 dias de antecedência qualquer 
mudança de endereço ou estado de inatividade. 
XVIII. Informar ao Conselho Regional sobre qualquer aprimoramento 
profissional obtido. 
2.1 Deveres e obrigações no exercício da profissão biomédica 
• Art. 5.º: No exercício da profissão, o biomédico deve: 
I. Aplicar diligência e zelo na execução de suas tarefas. 
II. Não divulgar resultados ou métodos de pesquisa que não estejam 
cientificamente comprovados. 
III. Defender a profissão e apoiar suas entidades representativas. 
IV. Evitar críticas ao trabalho de outros profissionais. 
V. Selecionar com cuidado e critérios os auxiliares de trabalho e utilizar 
materiais e métodos apropriados para os exames. 
VI. Ser leal e solidário com seus colegas, promovendo a harmonia 
profissional. 
VII. Reportar aos órgãos competentes quaisquer irregularidades éticas ou 
legais que venham a seu conhecimento. 
VIII. Exigir remuneração justa e compatível com suas responsabilidades e os 
valores estabelecidos para a profissão. 
 
 
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IX. Respeitar sempre a dignidade da pessoa humana. 
X. Contribuir para a proteção do meio ambiente e da saúde pública. 
XI. Não participar de experimentos em humanos que sejam contrários aos 
direitos humanos ou que tenham fins bélicos, racistas ou eugênicos. 
XII. Não realizar procedimentos não reconhecidos pelo Conselho Federal de 
Biomedicina. 
XIII. Não causar qualquer tipo de dano físico, moral ou psicológico aos 
usuários dos serviços prestados, evitando imperícia, negligência ou 
imprudência. 
XIV. Prestar assistência técnica efetiva a qualquer estabelecimento em que 
exerça a responsabilidade técnica, evitando o uso indevido de seu nome. 
XV. Não participar de atos fraudulentos relacionados à profissão. 
XVI. Não declarar possuir títulos ou especializações que não sejam 
comprovadamente seus. 
XVII. Não exercer a profissão em estabelecimentos não registrados nos órgãos 
competentes. 
XVIII. Não se omitir diante de qualquer atividade ilegal na área. 
XIX. Não se associar a empresas ou entidades que atuem de forma irregular 
ou ilegal. 
XX. Não abusar de sua posição de chefia para desrespeitar a dignidade 
humana. 
XXI. Parágrafo único: Ao atuar no serviço público, o biomédico não pode: 
a. Utilizar o cargo público para trabalho privado. 
b. Cobrar ou receber remuneração diretamente do usuário. 
c. Reduzir a remuneração de outro biomédico de forma irregular. 
2.2 Apresentação do biomédico à sociedade 
Os biomédicos podem divulgar seu trabalho através de palestras e 
entrevistas, desde que o conteúdo seja educativo, científico e de interesse social. 
A responsabilidade pela veracidade das informações é inteiramente do 
profissional. 
Anúncios e divulgação devem conter apenas: 
• nome e número de inscrição no Conselho; 
• habilitações registradas; 
 
 
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• títulos profissionais; 
• endereço e horário de trabalho. 
O biomédico pode usar placas externas de identificação em seu local de 
trabalho, respeitando as leis. A responsabilidade pelo conteúdo divulgado é 
exclusiva do profissional. 
2.3 Atos vedados ao biomédico 
• Art. 10.º: É vedado ao biomédico: 
a. Utilizar qualquer mídia para autopromoção. 
b. Divulgar informações que identifiquem o paciente. 
c. Publicar imagens de pacientes sem autorização. 
d. Anunciar preços ou formas de pagamento. 
e. Fazer publicidade enganosa. 
f. Anunciar títulos ou habilitações que não possa comprovar. 
g. Publicar trabalhos nos quais não tenha participado. 
h. Atribuir a si trabalhos realizados por outros. 
i. Usar informações ou opiniões sem a devida referência ao autor. 
j. Apresentar ideias ou ilustrações como originais, quando não forem. 
2.4 Relações com colegas 
• Art. 11.º: As relações profissionais devem ser pautadas no respeito, 
urbanidade e solidariedade. É vedado: 
a. Criticar colegas publicamente. 
b. Aceitar remuneração inferior à praticada por outros colegas, sem 
autorização do órgão de fiscalização, ou abaixo do piso salarial da 
categoria. 
c. Angariar clientes de forma desleal, descumprindo a legislação ou 
regulamentação. 
d. Utilizar propaganda irregular para angariar clientela. 
e. Fazer denúncias sem provas. 
f. Concorrer de forma desleal com outros biomédicos. 
 
 
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TEMA 3 – INFRAÇÕES DISCIPLINARES 
• Art. 15.º: São consideradas infrações disciplinares: 
I. Desrespeitar o código de ética profissional. 
II. Exercer a profissão estando impedido ou facilitar o exercício para aqueles 
que não estão habilitados. 
III. Manter sociedade profissional fora das normas da legislação vigente. 
IV. Utilizar um agenciador para receber honorários. 
V. Violar o sigilo profissional sem justa causa. 
VI. Prestar serviços para terceiros com o intuito de fraudar a lei. 
VII. Praticar crimes ou contravenções durante o exercício da profissão. 
VIII. Não cumprir as determinações de órgãos fiscalizadores. 
IX. Faltar com seus deveres profissionais. 
X. Obstruir ou dificultar o trabalho dos órgãos fiscalizadores. 
XI. Injuriar, difamar ou caluniar colegas. 
XII. Questionar as decisões do Conselho Federal ou Regionais através de 
meios de comunicação. 
XIII. Revelar informações obtidas em cargo público sem autorização. 
XIV. Divulgar informações sobre o Conselho Federal ou Regional sem 
autorização. 
XV. Divulgar informações a uma coletividade sem autorização, exceto para 
comunicar mudança de endereço. 
XVI. Exercer a profissão estando suspenso. 
XVII. Delegar suas atribuições a outros profissionais. 
• Art. 16.º: As infrações são classificadas em: gravíssimas, graves, leves e 
escusáveis. 
3.1 Sanções éticas e disciplinares 
• Art. 18.º: As infrações são passíveis de recurso ao Conselho Federal. 
• Art. 19.º: As penalidades variam de advertência a cancelamento de 
registro, sem prejuízo de outras sanções cíveis ou penais. 
• Art. 20.º: Desobediência a normas legais constitui infração. 
• Art. 21.º: As infrações são classificadas em leves, graves e gravíssimas, 
considerando circunstâncias atenuantes ou agravantes. 
• Art. 22.º: São circunstâncias atenuantes: 
 
 
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I. Ação do infrator sem influência na ocorrência do evento. 
II. Reparação imediata dos danos causados. 
III. Coação ao infrator. 
IV. Infração primária e falta leve. 
• Art. 23.º: São circunstâncias agravantes:I. Dolo, fraude ou má-fé. 
II. Infração para ganho financeiro. 
III. Omissão diante de irregularidades. 
IV. Coação a terceiros. 
V. Premeditação. 
VI. A acumulação de infrações. 
VII. Maus antecedentes. 
− Parágrafo único: Mesmo cumprindo pena, novas infrações podem gerar 
novas penalidades. 
VIII. Conluio com outras pessoas. 
IX. Consequências da infração para o profissional, sociedade ou categoria. 
X. Reincidência. 
• Art. 24.º: Reincidência específica ocorre após decisão definitiva sobre 
uma infração. 
− Parágrafo único: Reincidência torna a infração gravíssima. 
• Art. 25.º: Para determinar a penalidade, são considerados: 
I. Circunstâncias atenuantes e agravantes. 
II. Gravidade e consequências do fato. 
• Art. 26.º: Em caso de circunstâncias atenuantes e agravantes, prevalecem 
as agravantes. 
As penalidades podem ser: advertência, repreensão, multa, suspensão ou 
cancelamento de registro. 
TEMA 4 – RESPONSABILIDADE ÉTICA DO BIOMÉDICO 
O biomédico, como qualquer profissional, deve agir com ética, zelando 
pelo sigilo profissional e pelos direitos dos usuários dos seus serviços. 
• Imagine um paciente com HIV: a divulgação dessa informação pelo 
profissional seria extremamente prejudicial, causando discriminação e 
sofrimento. 
 
 
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• Outro exemplo: uma clínica de estética que realiza procedimentos 
proibidos pela OMS ou Anvisa, utilizando produtos vencidos ou 
profissionais não qualificados. Um paciente que teve suas imagens 
divulgadas sem autorização pode processar o biomédico. 
• Outro caso: uma troca acidental de embriões em uma clínica de 
reprodução assistida. Esta é uma questão de responsabilidade 
profissional, não de ética. O biomédico responderá pelos danos causados. 
• Profissionais em cargos públicos que cobram pela prestação de serviço 
serão punidos conforme a legislação vigente. 
• O descarte de resíduos contaminados deve ser feito de acordo com a 
legislação ambiental para evitar danos ao meio ambiente e à população. 
TEMA 5 – A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DO CÓDIGO DE ÉTICA 
O código de ética visa não só punir, mas orientar as condutas 
profissionais, prevenindo atos inadequados e garantindo um ambiente de 
trabalho justo. Ele informa os direitos e deveres, priorizando o bem-estar coletivo. 
Somos profissionais dedicados à saúde, portanto, humanistas. 
A ética exige a denúncia de irregularidades por parte de todo profissional. 
Reportar a infração ao Conselho Regional e/ou as autoridades competentes é 
um dever profissional. 
5.1 Ética no mundo profissional 
A ética se estende a todo o ambiente profissional: respeito aos colegas, 
recusa à corrupção e à concorrência desleal, bem como o combate a abusos de 
poder. O trabalho em equipe, multidisciplinar, exige respeito mútuo. Valorize sua 
profissão. Seja um excelente profissional, respeitando a ética e a 
responsabilidade. 
5.2 Biomédico ético e competente 
Lembre-se: a profissão envolve o lidar com vidas humanas. Nossas ações 
impactam a vida de outros. Um erro, por menor que seja, pode ter consequências 
devastadoras. O cuidado e a responsabilidade são essenciais. A formação 
acadêmica é o início de sua jornada. A relação com professores e colegas molda 
sua postura profissional. O networking começa na faculdade. Eventos, estágios 
 
 
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e participação em aulas práticas são oportunidades de mostrar seu valor e de 
construir uma rede de contatos. Profissionais éticos, comprometidos e proativos 
são valorizados. Esse perfil se forma durante a graduação, resultando em 
oportunidades de trabalho e sucesso. 
5.3 Processo de formação profissional 
A constante atualização profissional é fundamental. A biomedicina evolui 
rapidamente. Após a graduação, especializar-se em uma área de interesse 
facilita seu desenvolvimento e o sucesso na profissão. 
Participar de eventos e congressos é importante para manter-se 
atualizado e expandir seu network. O estágio supervisionado prepara para o 
mercado de trabalho. Empresas valorizam a experiência em estágios, o 
conhecimento da rotina e a postura ética. 
Ao longo de toda a sua formação, dedique-se aos estudos e trabalhos. Ao 
se formar, procure sempre trabalhar com ética e responsabilidade, não apenas 
com seus colegas de trabalho, mas também com o meio ambiente e com a 
sociedade. 
5.4 Erros comuns na formação 
Muitos estudantes deixam para o último momento a definição da área de 
atuação, esperando o emprego “ideal”. Esta é uma postura imprudente que 
dificulta a inserção profissional. A experiência é um diferencial importante. 
Construir um bom networking desde a faculdade é fundamental para o 
sucesso profissional. A rede de contatos não deve se limitar à sua área 
específica. A saúde envolve diversas áreas interligadas. 
A Biomedicina não se limita a análises de rotina. Ela abrange diversas 
áreas, como diagnóstico, tratamento de doenças, pesquisa, biologia molecular, 
reprodução humana, análise ambiental etc., com oportunidades em hospitais, 
clínicas e laboratórios. A área da docência é uma opção promissora, com grande 
demanda por professores, dada a expansão do número de cursos e habilitações 
na área. 
O biomédico pode se tornar um empreendedor, criando seu próprio 
negócio nas áreas de estética, indústria, informática na saúde, ou como 
consultor. 
 
 
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5.5 Mercado de trabalho em biomedicina 
A biomedicina oferece um grande leque de possibilidades. São 30 
habilitações com diferentes funções e cargos. Esforce-se para ser o melhor 
profissional que você puder, para alcançar o sucesso. 
NA PRÁTICA 
Este material não aborda todos os detalhes do Código de Ética, mas 
apresenta os principais pontos e oferece exemplos. O objetivo é incentivar a 
reflexão sobre a ética profissional. Após a leitura, você consegue identificar 
possíveis irregularidades em situações cotidianas? Que problemas você pode 
detectar durante sua formação? 
FINALIZANDO 
Seja sempre um profissional dedicado, ético e justo, em todas as suas 
atividades, seja no laboratório ou não. Construa relações de respeito e 
colaboração com seus colegas e orientadores.

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